Notas iniciais
Hey :)
Puxão de Orelha: Aumentando o número e diminuindo o número de comentários? Querem que eu pare? Ruuuum. Obrigada a todas que ainda comentam :)

Nara Prestes que fez aniversário... Parabéns *__*

Mais um pouco de mistérios se desvendando, tá que não é nada grandioso, mas ok ¬¬'

A família e alguns amigos se reuniram no Grill para fazer uma surpresa de aniversário para Elena. Damon acabou levando Rose consigo o que despertou comentários desagradáveis da parte de Caroline, assim como do próprio Grayson, que andava com um conceito baixo do Salvatore mais velho, desde que ele levara sua filha a ficar bêbada.

Mesmo sem unanimidade, todos se divertiram o bastante, mas quem puxou todos para pista dedança foi Miranda, o que tornou tudo ainda mais engraçado.

- Solteiras e sozinhas comigo. – disse Bonnie puxando Elena e Caroline. As três se reuniram em uma espécie de roda, e lançavam os braços pra cima e se sacudiam conforme ditava os hits que ecoavam pelo local.

- Aquele não é o Tyler? – Elena mencionou apontado.

- Ele veio. – Caroline se desvencilhou das amigas andando entre a multidão.

- E essa garota com o Damon? – Bonnie perguntou para Elena, enquanto observava os dois se divertindo.

- Rose – explicou olhando – Ela é bem legal.

- Legal? Legal é injeção na testa, essa garota está com Damon – juntou as sobrancelhas.

- Pare com isso. – suspirou saindo da pista e voltando pra mesa.

...

Caroline chegou ao estacionamento. O aglomerado de pessoas a fizera perdê-lo de vista, sua ultima tentativa era procurar por seu carro. De uma certa distância, avistou o namorado conversando, com uma garota de cabelos encaracolados. Hayley deduziu. Aproximou-se a fim de chamá-los.

- Você veio para o bar? Sério Hayley? – Tyler pareceu irritado.

- Não, estou na paróquia. – ela cruzou os braços se recostando na lataria de um carro.

- Sabe que não pode.

- Já deu disso pra mim – a garota levantou as mãos – Vou arrumar um lugar, e ver se assim você me erra. – resmungou.

- Você está grávida.

- Grávida não doente. – retrucou.

- Saiu hoje do hospital...

- Dane-se. Agora porque não procura sua namorada e me esquece? – Tyler suspirou contrariado, com a atitude dela.

- Certo sair, dançar, se divertir... Estou plenamente de acordo. Agora me prometa que não vai beber?

- Eu não vou beber, nunca faria mal de propósito ao meu bebê. – revirou os olhos.

- Nosso Hayley. – corrigiu.

Caroline engoliu em seco ao ouvir a revelação.

- Outra hora, em outro lugar nos conversamos sobre esse seu momento paternidade. – Distanciou-se do carro voltando ao bar. Tyler colocou as mãos nos bolsos do jeans fitando o céu estrelado. Caroline se escondeu atrás de uma camionete enquanto o namorado seguia Hayley.

...

Stefan encontro Caroline no estacionamento do Grill, depois dela ter desaparecido por um tempo.

— Você está bem?

- Sim. – respondeu.

- Tyler estava te procurando.

- Eu já vou, eu só preciso de um minuto.

- Tem certeza que tá tudo bem? – Stefan sentou ao lado dela, segurando sua mão.

- Tudo sim.

- Fala sério, você também? – Rebekah dirigiu a pergunta a Stefan.

- Não banque a ex ciumenta. – Kol apareceu ao lado da irmã.

- Ex? – Caroline encarou o amigo.

- Sim. – Rebekah disse – Já tivemos um passado juntos.

- Tiveram do verbo “não tem mais”. – Lexi se intrometeu.

- Já chega – Melina disse. – Você vem conosco Rebekah? – a loira revezou um olhar entre todos a sua volta, e seguiu o casal.

Antes que Caroline pudesse questionar, Elena surgiu no estacionamento apressada.

- Stefan? Stefan? – chamou a atenção do grupo.

- Aqui – disse ele – Qual o problema?

- A Rose desmaiou – a morena explicou – Meu pai pediu sua ajuda.

- Já ligaram pra emergência? – Lexi disse.

- Eles estão a caminho.

...

3:45 A.M

Rose abriu os olhos e Damon estava sentando segurando sua mão. E volta todos os aparatos médicos de monitoramento necessários estavam ligados a ela.

- Oi.

- Desculpe.

- Acontece – brincou sorrindo.

- Desculpe Elena, eu estraguei sua festa. – Rose olhou para a porta aberta atrás de Damon.

- O que faz aqui? – ele indagou, vendo Elena na porta.

- A pior parte é saber que eu sempre estrago tudo – Rose disse pensativa. – Sinto muito, eu não pretendia.

- Pare de falar assim Rose. – Damon interrompeu nervoso se afastando da maca e indo até a janela.

- Damon é muito parecido comigo. Finge que não se importa, e às vezes foge. – explicou pra Elena que se aproximou ocupando um pedacinho da cama. — Você ainda não me desculpou.

- Não é realmente necessário. Eu jamais te culparia...

- Por estar doente. – completou Rose. – Você e Damon formam um belo casal. – pressionou os olhos devido à dor. – Você foi muito legal comigo. E nem me conhece.

- Você é especial – Elena apertou a mão dela de forma carinhosa.

- Obrigada.

- Elena, — Damon interrompeu – ela precisa descansar.

- Certo. – se levantou beijando o rosto de Rose.

- Pode me dar um minuto? – Stefan chamou Damon. Ele hesitou, mas seguiu o irmão para fora do quarto. Fechou a porta.

-Ela tem leucemia – o loiro disse. Damon sorriu amargo. – Doutor Grayson conseguiu o histórico dela. Já faz algum tempo. – lançou um olhar autoexplicativo para ele.

- Ótimo – disse socando a parede. – Foi por isso que ela foi embora.

- Precisa ser forte, ela já sabia. Fez alguns tratamentos, então acho que ela está ciente sobre tudo.

- Claro – Damon respondeu sem humor voltando ao quarto, enquanto Elena saia para conversar com Stefan.

...

Quase todos estavam esperando por notícias na cantina do hospital, Elena seguiu até lá, contando as poucas informações que obtivera. Como não havia nada que pudessem fazer de fato, resolveram que dormir um pouco seria prudente. Miranda sugeriu que as garotas fossem pra casa junto com eles, e assim elas fizeram.

...

Damon estava ao lado de Rose, ela havia sucumbido ao sono, e ele deixou que finalmente o nó em sua garganta se desfizesse, o que resultou em lágrimas.

- É Stef, acabei de comprar o anel – disse Damon – Amanha farei um jantar especial e a pedirei em casamento.

- Fico feliz por você. – disse Stefan abraçando o irmão.

Rose estava no corredor, quando ouviu a conversa entre os irmãos. Ela deveria estar dormindo, provavelmente ambos pareciam querer manter em segredo aquilo. Instantaneamente ela sentiu um aperto no peito. Há uma semana havia descoberto que tinha câncer. Não havia conseguido coragem suficiente pra contar ao seu melhor amigo e protetor. Precisava contar antes que fosse tarde.

Voltou para o quarto se enfiando sob as cobertas, algum tempo depois Damon apareceu sorrateiramente abriu sua gaveta de meias, ele era sempre obvio, fechou cuidadosamente, trocou de roupa e se deitou ao seu lado. Acariciou o rosto dela algumas vezes.

- Eu amo você Ros. – ela ouviu a declaração silenciosa. Demorou algum tempo até que ela tivesse certeza que ele havia adormecido, abriu os olhos e o viu sereno ao seu lado.

- Se você soubesse. – cochichou desenhando o maxilar dele com os dedos. – Eu amo você meu querido.- Se aninhou ao peito dele, passando seu braço por sua cintura.

(...)

- Rose? – Damon ouviu a porta abrir, altas horas da noite.

- Sou eu. – disse Stefan – Desculpe. E como foi?

- Ela ainda não chegou.

- Não – Stefan olhou as horas. – Já tentou o celular?

- Ela não atende. O pessoal disse que ela não foi trabalhar. Stefan estou preocupado.

- Relaxa, ela deve voltar a qualquer momento.

Ela não voltou. Não até aquela tarde onde Elena a encontrara.

...

Era por volta das nove horas da manhã, quando Caroline estacionou seu carro na garagem e viu Tyler lhe esperando na cadeira que ficava na varanda. Ele trazia uma expressão derrotada, confusa e temerosa.

- Hey por onde esteve?

- Dormimos na casa da Elena – explicou.

- Eu soube que alguém passou mal.

- Rose, ela é amiga do Damon. – afirmou. Ficaram em silencio por alguns segundos.

- Precisamos conversar – disse com a mão nos bolsos fitando o chão.

- Também acho – ela pegou as chaves, abriu a porta e o convidou para entrar. Sentaram-se defronte.

- Não sei como começar isso. Se eu dissesse que te amo, talvez só piorasse tudo. Preciso te contar ...

- Hayley e você terão um bebê. – Caroline completou.

- Co... Como você sabe?

- Ouvi ontem no estacionamento.

- Car, me desculpe eu não... – ele se ajoelhou pegando as mãos delas.

- Não se desculpe – colocou o rosto dele entre as mãos. – Eu não fui exatamente fiel. Não nos últimos dias. – explicou. – Ambos fizemos coisas impensadas.

- Você saiu com outro cara?

- Nos beijamos. Isso não importa agora. Sinto muito, e imagino que você também sinta. Eu pretendia ter essa conversa antes de descobrir sobre o bebê. Mas agora mais do que nunca sei que precisamos de um tempo.

- Isso quer dizer que não temos mais chances?

- Isso quer dizer que devemos dar tempo ao tempo. – explicou – O que me diz?

Ele apenas a abraçou. Não queriam se tornarem inimigos, por mais doloroso que fosse, o tempo poderia devolver tudo ao lugar, ou simplesmente remodelar suas vidas. Quando ele se foi, Caroline se jogou sobre sua cama. Não poderia ficar indiferente, havia muitas coisas acontecendo. Seu mundo imperfeito se tornando cada vez mais caótico.

Segredos, mentiras, transformações, rompimentos... Tudo ao mesmo tempo. Sua cabeça estava dolorida, seus olhos ardendo, sua mente num meio de um combate desleal... depois de algum tempo e um calmante, ela mergulhou em um sono profundo.

...

Uma semana depois...

Damon ajudou Rose se ajeitar na imensa cama, que um dia pertencera aos seus avós. Ela recebera alta aquela manha, Stefan ligara avisando e ele largara o programa para buscá-la.

- Senti sua falta.

- Minha? – riu – Não minta – fez cócegas nela, se sentando na cama.

- A parte mais difícil depois de ter ido embora – ela comentou e ele engoliu em seco – foi quando meus cabelos começaram a cair, e eu tive de cortá-los. Eu me lembrei do quanto você gostava dos meus cabelos.

- Eu ainda gosto. Ainda é a minha pequena Rose. – ele apertou a mão dela, levando-a até a boca e beijando.

- Eu tinha você como amigo, como família...

- Ainda tem.

- Não. – disse. – Construiu uma vida admitindo ou não. Eu passei o tempo todo fugindo, com medo de magoá-lo, quis poupá-lo e acabei te condenando a todos esses anos de mau comportamento. – riu.

- Do que está falando? – ele riu dissimulando.

- Stefan me contou tudo. Enfim, desculpe...

- Fez o que achou certo. Não teve opção.

— Sempre tem uma opção. – respondeu.

- Você está estragando um dia perfeito, com toda essa baboseira filosófica. – cortou o drama a sua maneira, apertando o nariz de Rose entre seus dedos. – Que tal um pouco de filme meloso?

- Persuasão. – escolheu.

- Por acaso eu tenho um aqui – apontou pra estante de DVD e colocou pra rodar, aconchegando-a em seu peito.

...

Aos poucos cada um ia se adaptando a nova rotina, as novas convenções... A verdade.

Elena e Rose se tornaram ainda mais próximas, e a morena fazia questão de cuidar da amiga, sempre que Damon precisava trabalhar.

Caroline empurrou a porta da mansão Salvatore e encontrou as duas conversando, infelizmente não pôde evitar lançar um olhar de piedade para amiga de Damon. Rose, no entanto, pareceu não se abalar. EM pouco tempo, estavam desabafando sobre suas vidas.

- Só não consigo entender, porque Stefan continua se recusando a falar sobre seu passado com os Mikaelsons. – Caroline comentou insatisfeita, Stefan desviava do assunto sempre que questionado.

- Talvez ele não possa. Stefan sempre honra sua palavra... – Rose disse, ganhando o centro das atenções.

- Você sabe? Sabe sobre o passado deles juntos? – Caroline quase engasgou.

- Damon – Rose o empurrou – Tem alguém chamando.

- A essa hora Ros? – resmungou olhando o relógio que marcava uma da manha.

- Larga de ser preguiçoso. – disse por fim, ele vestiu a camisa se arrastou pelo quarto, ela ouviu a porta se abrir. Demorou um pouco até que ela fosse vencida pela curiosidade e caminhasse pelo corredor, se posicionando junto à porta de acesso.

- Você vai ser pai? – Damon quase engasgou. – O que diabos estava pensando garoto?

- Como vou contar ao papai sobre isso?

- Daremos um jeito nisso. – Damon amenizou o tom. – Quem é a garota?

- Não sei se devo dizer. – Stefan comentou.

- Você vem pedir minha ajuda e não confia em mim? – suspirou – Certo, não importa. Vá tomar um banho, vou arranjar alguma coisa pra você comer. Pela manha vamos conversar com mais calma e decidir quando vocês se mudam pra cá. – explicou.

- Você vai nos abrigar? – Stefan levantou o tom, surpreso e grato.

- Não Stefan, vou deixá-los debaixo da ponte – ela sabia que ele estava revirando os olhos.

- Obrigado. – Stefan disse antes de abraçar o irmão. Rose espiou a cena, e sorriu voltando ao quarto.

(...)

- Já disse que você é o melhor homem que eu conheço? – Rose desenhava riscos no braço de Damon que envolvia sua cintura.

- Eu sei – ele sorriu presunçoso no pescoço dela.

- Estou falando sério. – ela se virou para encará-lo.

- Ele faria o mesmo por mim – ele deu de ombros. – Posso saber por que estava escutando nossa conversa?

- Você acha que Rebekah era a garota? – Caroline arregalou os olhos.

- Acredito que sim. Ele tinha 17 anos estava viajando em férias e ingressaria na Universidade no próximo ano.

- Damon já estava em Nova York?

- Sim. Ele estava no primeiro semestre de jornalismo.

- E o que aconteceu com a criança então? – Elena perguntou.

- Eu não tive muitos acessos aos detalhes, nem mesmo Damon teve. Tudo o que fizemos foi concordar que se eles quisessem ficar juntos deveriam morar com a gente. Damon ajudou Stefan a arranjar um emprego e depois o mandou até a garota para conversarem.

- E então? – Caroline continuou.

- Não tenho certeza. Stefan foi atrás da garota, e quando voltou disse que ela não viria e que não tinha mais nenhum bebê.– explicou – Não posso afirmar que era Rebekah, mas pelo que Damon andou conversando comigo, enquanto eu aproveitava as maravilhas do resort hospitalar eu tenho quase certeza!

- Caramba- Caroline fez um muxoxo.

- Eu acredito que assim como Damon o fez, nos deveríamos respeitar o espaço. Ele deve ter seus motivos. E quem somos nós para questionar? – Rose disse.

- Certo. – disse Caroline, seu celular apitou – Preciso ir, nos falamos depois.

...

Caroline chegou a RMT, juntou suas coisas e passou pela recepção. Passou pelos corredores e entrou em seu camarim, tinha alguns minutos até que April ou Josh aparecesse. Ligou o computador portátil e abriu seus documentos, uma pasta seguida da outra, até achar a que queria. Clicou na miniatura e logo a foto se abriu preenchendo boa parte da tela.

- Então quanto tempo você vai demorar pra ir atrás dele? – a voz de Damon a fez fechar a tampa do computador rapidamente.

- O que está fazendo aqui? – ela rugiu pensando em jogar algo nele.

- Estava passando no corredor quando vi você suspirando pelo patrão. – sorriu torto.

- Por que não se mete com a sua vida? Não é nada disso que você está pensando.

- Em que estou pensando? – ele abriu os braços teatralmente. – Que você deu um pé no Lockwood pra poder correr atrás do Mikaelson?

- Não é nada disso... – disse – Tyler vai ser pai e eu não sei se estou pronta pra ser madrasta...

- Até quando vai arranjar desculpas esfarrapadas? – ele estreitou os olhos.

- Eu mal o conheço – ela argumentou.

- Isso não impediu de se jogar nos meus braços – Caroline jogou um pequeno enfeite na direção dele que se desviou – Sua louca. – ele disse. – Todo mundo pode te ferir, mas você escolhe por quem realmente vale a pena sofrer. – deu de ombros, saindo do camarim.

...

Três dias depois em NO...

- Senhor Klaus – Manuela a secretária dele abriu a porta entrando com parte do corpo.

- Sim — ele levantou os olhos do seu trabalho e a fitou.

- Alguém quer vê-lo – disse ela.

- Você não mencionou ninguém marcado – ele deixou sua irritação evidente.

- Eu também não tinha conhecimento sobre sua vinda – justificou-se. – Mando-a embora, ou deixo-a entrar? — ele lançou um olhar curioso, enquanto ela aguardava uma resposta.

...

Notas finais
E ai Klaus, qual vai ser?

Haha, mas flashbacks por ai. Mais detalhes sobre Stebekah em breve.

Rose revelando alguns detalhes do passado com os Salvatores e com os Mikaelson.

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Beijos e já sabem eu volto quando vocês aparecerem :)