Notas iniciais
Nem de longe o capítulo saiu bom, mas vou explicar de antemão. Nada do que rolou nele está do jeito que eu imaginei. Sim ia ter algumas coisas, mas não do jeito que saiu. Mas é que vcs estão tão desesperadas por Klaroline que não estão com paciência pra me deixar seguir o fluxo pretendido, por um lado concordo com vocês, é chato esperar, mas por outro gostaria de um pouco mais de crédito :) Eu estava super empolgada pra trazer os personagens de TO, mas tive que protelar, se achar outro jeito eu vou colocar eles por aqui.

Chega de Lamentações da Fraan.

Caroline ajeitou o brinco, passou o batom nos lábios e sorriu pra si mesma. Seu estomago estava dando cambalhotas de nervosismo. Tudo pareceu extremamente inteligente e inusitado. Um bom plano, enquanto ela e Damon o elaboravam. Damon Salvatore a ajudando? Outra peça que o destino lhe pregara.

“(...) não se dá muito bem com Damon. Na verdade, você e ele trabalham muito bem juntos.”

As palavras de Klaus soaram em sua mente.

Pelo menos alguma vez na vida, Damon usara seu charme para algo bom, pelo menos algo bom para ela – Caroline corrigiu-se.

– Quem é o gênio? – Damon entrou no camarim de Caroline.

– Pode nos dar licença? – Caroline disse para sua assessora, que lançou um olhar desconfiado para ela. Caroline positivou com a cabeça, a fim de reafirmar sua saída. A mulher juntou suas coisas e saiu. – Você quer morrer ou o quê?

– Dois motivos óbvios pelos quais você não pode me matar. Um – sinalizou com o dedo – o mundo precisa de mim – sorriu debochado – e dois... Você nunca vai ter isso aqui – tirou um papel do bolso. Quando Caroline tentou pegar, ele levantou a folha acima da cabeça – Não tão depressa Barbie.

– Damon, não me faça me arrepender. – ela fechou os olhos, cruzando os braços sobre o peito.

– Você sabe, uma conversinha casual com Vickie, e eu descobri... Em quatro dias Hayley viaja até Nova Orleans.

– Ual – ela sorriu – E como isso me ajuda a falar com Klaus?- estreitou os olhos.

– Céus, dê cérebro a essa garota – Damon revirou os olhos. — Simples você vai até lá, um dia antes, se passa por Hayley, adianta a reunião e se encontra com ele. Pronto, você o pega de surpresa.

– Certo – disse incerta -... Mas como isso pode funcionar. Até a parte de pegá-lo de surpresa, eu acho ótimo. Agora como vou justificar uma viajem do nada? Tipo o que eu vou dizer? – ela caminhava de um lado para o outro.

– Tem sorte de eu ser um cavalheiro – ele apertou os ombros dela – ou a essa altura já teria ganhado um tapa. – riu. – Vai dar certo, finja que o filho do Tyler te deixou meio pra baixo, e que precisa de um tempo. Faça as malas e vá encher o saco de Klaus. – terminou, arrancando uma risada dela.

– Por quê?

– O que?

– Por que está me ajudando? Tipo esses conselhos? Investigando, formulando um plano? Klaus é algum tipo de maníaco feito você?

– Não – ele revirou os olhos.

– E então?

– Se ele vai me livrar de você e sua loucura, eu faço qualquer coisa. – riu.

...

O táxi estacionou em frente ao imponente prédio. O saguão era todo de vidro, havia poltronas, tapetes e vasos de flores, compondo diferentes ambientes.

– Bom dia – a mulher da recepção mencionou.

– Bom dia. – sorriu – Eu estou indo ao escritório de Nicklaus Mikaelson.

– Você tem um horário com ele?

– Sim – mentiu – A verdade é que tive de adiantar a reunião, então diga que é a Hayley.

– Certo, — a garota interfonou e avisou a secretária de Klaus. Caroline tamborilou os dedos sobre o tampão de madeira, tão bem polido que chegava a brilhar. Aquilo era loucura. – Pode subir, sétimo andar. – explicou. Caroline assentiu entrando no elevador e dando o comando, enquanto os números iam aumentando, seu coração ia se acelerando. Seu discurso se tornava cada vez mais chulo dentro de sua mente.

...

Manuela se levantou de sua mesa, indo até a sala de Klaus avisá-lo.

– Senhor Klaus – a secretária abriu a porta entrando com parte do corpo.

– Sim — ele levantou os olhos do seu trabalho e a fitou.

– Alguém quer vê-lo – disse ela.

– Você não mencionou ninguém marcado – ele deixou sua irritação evidente.

– Eu também não tinha conhecimento sobre sua vinda – justificou-se. – Mando-a embora, ou deixo-a entrar?

– De quem exatamente estamos falando? – ele indagou.

– Hayley, a garota de Mystic Falls. – explicou.

– Ela não viria amanha?

– É o que pensei também, se preferir eu mesmo falo com ela e digo pra voltar amanha. Ela deve estar subindo nesse momento.

– Não, é só manda-la entrar – Klaus voltou a sua tarefa, e a secretária retornou a sua mesa. Caroline bateu a porta, sentindo que poderia desmaiar a qualquer momento.

– Entre – Manuela autorizou, e Caroline abriu a porta. Quando entrou a mulher lhe lançou um olhar desconfiado. – Posso ajuda-la?

– Vim falar com Klaus. – ela explicou.

– Achei que a recepcionista tivesse dito Hayley – ela balançou a cabeça – Eu sinto muito, mas você deve marcar um horário, deixe-me anotar aqui e ver se posso encaixá-la em algum momento.

– Manuela – a voz de Klaus paralisou Caroline. – Por que a demora? – ele surgiu na porta. Caroline encarou-o por um segundo e depois baixou a cabeça fitando os próprios pés. Ótimo, pensou. –Caroline? – Klaus falou tomado pela surpresa e em seguida pelo contentamento.

– Eu devo ter confundido – Manuela começou uma explicação – Juro ter ouvido Hayley.

– Tudo bem! – Klaus interrompeu. - Caroline venha. – ele apontou o caminho, e a garota tomou coragem para segui-lo. Sua sala parecia extremamente confortável, estofados escuros, uma pilha de livros organizados em uma estante, pinturas abstratas penduradas em uma das paredes, os vidros cobertos por persianas, e uma mesinha de bebidas. Ela sempre ficava curiosa ao ver os quadros, tinha de conferir a autoria, mas só então se deu conta de que estava na mesma sala que Klaus, ele estava apoiado na mesa, vestindo roupas tipicas, mas tão bonito quanto ela conseguia se lembrar. Ela sorriu sem jeito, caminhou até o sofá em forma de L sentando-se, Klaus sorriu torto caminhando até lá e ocupando o sofá também.

– Incrível seu escritório. – ótimo agora que tal falarmos do tempo? Caroline se recriminou mentalmente.

– Sempre foi o meu favorito – disse ele de forma casual. – Está incrivelmente bela – elogiou.

– Obrigada – Caroline sorriu sem graça.

– Quando chegou aqui? – ele indagou indo pegar bebidas.

– Hoje cedo – explicou pegando o copo e bebericando. Ele sorriu usando o indicador para limpar uma gota da bebida que lhe escapara pelo lábio. – Me sinto ainda mais patética quando você me olha desse jeito – explicou.

– Não se sinta, apenas estou surpreso por vê-la aqui.

– Eu e Tyler terminamos. Ele e Hayley vão ter um filho. – contou. Ótimo ele vai pensar que sou uma “ex” ressentida.

– E então você precisou dar um tempo de Mystic Falls. – ele sugestionou. – Imagino que a apresentadora mais popular e o filho do prefeito rompendo dê vazão a alguns rumores.

– A verdade é que só meus amigos sabem, mas cedo ou tarde isso virá à tona.

– Escolheu um ótimo lugar. Arte, música, cultura, uma ótima comida... Se me permitir estarei ansioso para mostrar tudo a você. – seu sorriso era tão genuíno, que Caroline quase suspirou. Como ela vinha sentindo falta dele, concluiu.

– Está realmente se oferecendo pra me tirar da foça – riu. – Tipo um amigo?

– Não vejo nenhum problema em ser seu amigo – brincou, baixando a vista — Você sabe... Primeiro a amizade, depois o amor. – levantou os olhos para ela, de forma que seu coração quase saltou. Naquele instante em seu estomago parecia haver uma centena de borboletas travessas.

– Eu adoraria – ela disse encarando o estofado, seus olhos pousaram sobre o braço dele, no pulso o bracelete com o símbolo alfa estava posicionado. – Você realmente o está usando. – ela apontou, Klaus arrastou o corpo pelo estofado, de forma que os joelhos se tocaram. Ele deslizou o dedo pela face dela, e Caroline sentiu o toque dele acender uma sensação adorável em sua pele.

– Foi você quem me deu, por que eu não usaria? – ela o viu fitar seus lábios e depois seus olhos. Vá a merda com tanta demora, ela pensou consigo aproximando seus lábios dos dele. Klaus foi extremamente gentil, não tornando o beijo algo descontrolado. Mesmo assim Caroline sentiu que em suas veias corriam fogos de artifícios, não havia nada mais que ela almejasse de igual forma, a não ser o beijo de Klaus. Uma mão em sua cintura, outra em sua nuca, lançado tremores por toda sua coluna. Separaram-se com os olhares conectados. Enquanto ele usava o polegar para acariciar sua bochecha, Caroline capturou a mão dele deslizando seus dedos pela palma dele.

– Péssima essa sua ideia. – disse.

– Qual ideia? – ele a encarou.

– De sermos amigos – expôs. – Nunca tive um amigo que quisesse beijar o tempo todo. – ela o encarou, vendo seu sorriso debochado transparecer. – Idiota – xingou beijando-o novamente. Dessa vez de forma mais calorosa, e Klaus respondeu a altura, seus corpos se aproximando ainda mais. Mãos trabalhando com mais ousadia pelo pescoço e cintura um do outro. Uma batida na porta fez com ele que eles interrompessem suas atividades, respirando fundo. Caroline riu baixinho.

– Sim? – a voz de Klaus soou estranha aos ouvidos de Manuela.

– Desculpe atrapalhar – começou – telefonema para o senhor.

– Quem é?

– Elijah.

– Diga que eu retorno. Estou ocupado.

– Não – Caroline o empurrou – Atende. Ninguém sabe que estou aqui.

– Vou atender – Klaus interrompeu Manuela.

– Ok. Vou transferir a ligação.

...

Mystic Falls.

– Esse lugar é incrível – Rose disse de braços dados com Damon.

– Eu sei – ele sentou em um banco e ela apoiou a cabeça no ombro dele.

– Elena me ligou hoje mais cedo...

– E? – ele disse apoiando a cabeça sobre a dela.

– Ela disse que Caroline mandou uma mensagem avisando sobre uma viajem.

– É mesmo?

– Posso saber se tem algo a ver com isso?

– Por que eu teria alguma coisa a ver com Caroline? – seu tom de desdém soou.

– Só pra saber. – ela teve certeza que ele estava envolvido. Desconfiara de algo quando o ouvira ao telefone com ela dois dias atrás.

...

– Estou atrasado – Alaric correu até a cozinha. Lexi estava sentada sobre o balcão. – Viu meu livro de antropologia? As provas dos alunos?

– Ali – ela apontou e Alaric pegou colocando dentro da bolsa.

– Ainda preciso terminar de corrigir algumas. – disse alto — História da Ásia... História da Ásia... – olhava em volta

– Aqui – Lexi estendeu o livro e Alaric sorriu.

– Ando meio atrapalhado. – confessou.

– Atrasado também – ela completou.

– Exato. – ele foi até ela beijando sua testa de forma protetora. – Está tudo bem?

– Claro – ela sempre disfarçava seus sentimentos com piadas. Lexi não era o tipo de garota que deixava se abalar por qualquer coisa.

– Lexi Saltzman – o irmão apoiou a bolsa sobre o balcão. – fala.

– Não há nada pra dizer – deu de ombros.

– Você tem dado todo apoio com os meus problemas desde sempre, se não fosse você quem sabe eu teria me tornado um bêbado graduado por ai. – ele insistiu – Você é a pessoa mais importante na Terra pra mim, se algo te incomoda quero saber.

– Você é tão meloso – ela riu. — É só o Stefan.

– O que ele aprontou.

– Nada – ela o defendeu – É só que algo o atormenta. Algo do passado e aquela loira insuportável. Sei que enquanto ele não me contar significa que sempre haverá uma brecha, entende?

– Entendo, mas tem de dar tempo a ele. Siga meu exemplo...

– Ficando embriagada? – sugeriu – Eu faço isso às vezes. – revirou os olhos, brincalhona.

– Pode parecer, mas não é uma boa ideia – brincou. – Eu e Jenna estamos indo aos poucos. Ela teve um passado difícil aqui, e eu não superei totalmente a Isobel, mas eu tenho certeza que podemos dar certo.

– Não quer dizer que se aplique a Stefan e eu também.

– Vai por mim, se alguém conseguiu domar uma fera como Lexi Saltzman, só pode terminar em felizes para sempre.

– Espera... O que quer dizer com domar? – bateu em seu peito.

– Nada – ele riu pegando suas coisas e abrindo a porta da cozinha.

– Hey – ela chamou e ele voltou colando a cabeça pra dentro. – Obrigada.

– Tudo certo, aliás, você pode me agradecer amanhã – lançou um olhar zombador – e depois de amanhã, e depois... – Lexi teve certeza que ele ouvira a conversa dela na noite anterior com Stefan, onde ela exagerara nas tolices românticas. Pegou um pedaço de pão e jogou na direção dele, que se esquivou gargalhando e correndo até o carro.

...

Klaus terminou a ligação com Elijah, Caroline havia se despedindo beijando seu rosto e deixando um pequeno bilhete. Por mais que quisesse desligar o telefone e correr atrás dela, resolveu terminar a ligação.

Você me prometeu música, arte, comida boa e cultura... Estarei te esperando...

Seguia o endereço do hotel e um número de celular.

Ele alargou um sorriso, sentindo o cheiro dela em si.

– É bom você estar preparada Caroline. – disse pra sala vazia.

Notas finais
Argh --'

Beijos e obrigada por todos os comentários, nem o puxão de orelha adiantou, então eu desisto u.ú

Até...