Notas iniciais
Hey, vocês comentam e eu venho :)

Gente é o seguinte, como eu disse anteriormente...
Eu escrevi esse capítulo primeiro do que os outros. Posso ser um pouco boba com ele, realmente espero que gostem. Tive que fazer alguns acréscimos...

Realmente me digam se gostam ou não.

- Por que me trouxe pra cá?! – Caroline disse se soltando dele e cambaleando um pouco.

- Por que estávamos mais perto daqui, você perdeu seu celular, e eu não conheço nenhum número que possa discar a fim de te buscarem. Então pensei em ligar pra delegacia.

- Não! – quase gritou grogue – Minha mãe não!

- Então o que quer que eu faça? – perguntou disposto a ouvir as opções.

- Você não tipo tem um duzentos quartos nessa casa? – ela tinha fala enrolada, um claro sintoma da bebida em excesso.

- Tudo bem! – entendeu – Venha, vou te ajudar a chegar a um deles. – no entanto ela pareceu querer andar sozinha e tropeçou no sobretudo, o que resultou numa queda na base da escada. – Ainda quer fazer isso sozinha? – ela riu, puxando o zíper das botas e descalçando-as. Estendeu a mão pra ele, Klaus passou o braço dela por seu pescoço, e o seu pela cintura dela, apoiando o suficiente para que ela permanecesse em pé. Quando chegaram ao topo da escada, ele a conduziu pelo corredor, passando pelas quatro primeiras portas. – Pode ficar aqui um minuto? Vou buscar a chave! – ela assentiu, escorregando pela parede caindo sentada, apoiando a cabeça em seus joelhos. Ele desapareceu, voltando dois ou três minutos depois, e não a encontrou. Percebeu que a noite seria longa – Caroline? Caroline? – chamou abrindo a porta do banheiro, depois forçando algumas maçanetas que poderiam estar abertas. Continuou caminhando esperando que ela não houvesse praticado nada inseguro. Foi quando um estrondo musical ecoou, como se alguém girasse o botão do volume de uma só vez.

I need your love

I need your time

When everything's wrong

You make it right

I feel so high

I come alive

I need to be free with you tonight

I need your love

E esse alguém era Caroline, que invadira o ultimo quarto do corredor. O quarto dele, empurrando a porta pôde vislumbrar a cena, a loira havia se livrado do casaco. E ela parecia ter reencontrado seu eixo de equilíbrio já que estava dançando, em seu vestido branco curtíssimo. Klaus pegou o controle do som e desligou a música.

- Ei – ela protestou virando pra ele.

- Acha mesmo que agora é a hora certa pra dançar? Olhe só pra você – apontou — Toda suja, e bêbada. Você precisa de uma roupa e uma noite de sono. Então fique quieta, vou ver o que arranjo. – Caroline mostrou a língua enquanto ele deixava o quarto. Ela voltou a ligar o som, mas dessa vez diminuiu o volume. Quando Klaus voltou trazendo a muda de roupa, Caroline estava aproveitando a melodia da musica, dançando e saltando sobre a cama dele, que agora estava um verdadeiro caos. Ela continuou ali de olhos fechados, vestindo apenas seus trajes íntimos, quando em um dos seus pulos mal calculado, resultou em queda. De ponta cabeça, ela ficou com boa parte do corpo pendurado para fora da cama, seu pé direito estava enroscado nas cobertas, a qualquer momento, caso ele se soltasse ela cairia de cabeça no chão. Klaus correu a puxando para cima, enquanto ela ria descontrolada, como se aquilo fosse divertido. Ela o agarrou pelo pescoço se equilibrando e ainda rindo, Klaus estava ficando impaciente. — Está tentando se matar? – resmungou – Faça isso longe do meu quarto. – advertiu, tentando ajudar a desenroscar o pé, para poder soltá-la. Ele teria percebido que ela o encarava, caso não estivesse tão preocupado em evitar danos para ambos.

- Por que seus olhos são tão bonitos? – ela questionou. Klaus desviou os olhos de sua tarefa, encarando-a, meio incrédulo com a pergunta – Ein? – ela parecia querer uma resposta.

- Não há nada demais com meus olhos, eles são claros, assim como os de Rebekah e até mesmo como os seus.

- Mas os seus são mais bonitos. – ela continuou. Ele finalmente teve sucesso, colocando-a sobre a cama.

- Por que está desse jeito? – apontou.

- Disse que ia me arrumar uma roupa. – deu de ombros.

- Isso não significa que precisava ficar nua. – riu – Aqui vista isso. – entregou as roupas.

- Esse é seu quarto? – ela perguntou com certa dificuldade pra vestir a calça do pijama.

- Sim, você parece decepcionada – observou.

- Eu achei que você o tivesse transformado em algo mais assustador. Do tipo com uma cabeça de veado empalada, ou uma máscara antiga dos nativos das Américas, uma lança talvez, um freezer cheio de corpos. – ela cambaleou, puxando a camisa e tentando passar sua cabeça pela manga dela.

- Essa é a manga – ele puxou, indicando o caminho que ela deveria seguir para terminar de se vestir. – Por que imaginava meu quarto assim? Aliás, qual o motivo de pensar no meu quarto? – ele parecia estar se divertindo pela primeira vez na noite.

- Vai me dizer que não sabe? – ela bufou irritada, jogando-se sobre os travesseiros, que devido a maciez a fizeram afundar. – Ó.meu.pai que delicia esses travesseiros. — pegou um colocando-o sobre o rosto.

- Vai tentar se sufocar agora? – Klaus puxou o travesseiro dela. Caroline apoiou seus cotovelos sobre a cama e suspendeu parte do corpo, para encará-lo. – Tudo pra não responder por que fica imaginando meu quarto? – ele tinha um tom debochado e desafiador. Ela revirou os olhos, deslizando o corpo pela cama, e voltando a ficar em pé, deu alguns passos antes de cambalear – Pode parar de cair? – ele disse sério a segurando.

- Merda que boca – ela disse puxando o lábio inferior dele com os dedos. – Quer saber eu imagino teu quarto desde que nos beijamos pela primeira vez. – ele riu.

- Você vai ter muito do que se arrepender amanha! Acho que será o caso de se mudar da cidade. Você acaba de confessar que não só me beijou, como imaginou meu quarto.

- E daí – ela deu de ombros, enquanto voltava a ser colocada sobre a cama.

- Você gosta de mencionar seu ódio por mim a qualquer um que cruze seu caminho.

- Eu posso te odiar e mesmo assim continuar imaginando. – ela estava sendo franca. E Klaus tinha certeza que ela deveria ficar longe da bebida.

- Muito bem Caroline – ele disse desligando a musica finalmente, puxando os lençóis de qualquer jeito – Já que vai ser difícil tirá-la daqui, pode dormir aqui mesmo. – a deitou, colocando a coberta à sua disposição.

- Por que você tem um piano? – ela finalmente falou sobre a peça que ficava no fundo do cômodo, como se num espaço criado pra ele.

- O que você acha? – ele ergueu as sobrancelhas – Pode ser apenas porque eu tenho muito dinheiro e goste de gastá-lo em coisas caras como essa, ou talvez, só talvez eu saiba tocar.

- Tá brincando? Há alguma coisa, dessas que garotas não suspiram que você não faça? – ele achou melhor ignorar.

- Boa noite Caroline – ele começou a sair do quarto e se dirigir ao interruptor.

- Pode ficar aqui – ela olhou em volta – isso é seu quarto.

- Posso ficar com qualquer outro por essa noite.

- Não quero ficar sozinha... – ela disse num fio de voz, começando a chorar.

- Tudo bem – ele disse por fim. Tirou os sapatos e pegou seu pijama indo até o banheiro trocar o restante da fantasia – Escolha um canto! – disse voltando e Caroline o fez, se afastando e deixando espaço suficiente para ele. Klaus se deitou de costas, apagando a luz. Ouviu-a fungar mais algumas vezes.

Depois de um tempo achou que ela havia caído no sono, mas sentiu sua camisa sendo puxada. Céus aquilo nunca cessaria?

– O que há? – disse ele se virando para vê-la. Caroline não respondeu, apenas se aninhou no braço dele e segundos depois caiu na inconsciência.

...

Caroline se revirou um pouco e puxou o ar pelo nariz, sentindo a colônia de Klaus lhe invadir. Havia também um cheiro de álcool o que a fez saltar. Ele se mexeu um pouco, mas continuou dormindo. Ela deu um grito, e ele acordou se sentando na beirada da cama, enquanto esfregava os olhos.

- Que diabo é isso?

- O que estou fazendo aqui? – ela quase não tinha forças.

- Você bebeu demais... – ele começou a explicar

- E você se aproveitou do meu estado para abusar de mim? – o acusou perguntando.

- Claro! Foi tudo um plano, primeiro eu fiz com que você dirigisse até um bar de beira de estrada,e depois de você acabar com boa parte do estoque alcoólico do estabelecimento, eu calculei que você sairia sozinha pela noite, e então eu estaria do lado de fora esperando você e a trazendo pra cá e depois de você cair uma centena de vezes, desregular meu som, dançar descontrolada, falar milhares de coisas desconexas, chorar e me obrigar a ficar no quarto. – ele se levantou irritado – Ah claro, coloque a parte do meu abuso onde for mais conveniente pra você! No lugar exato, onde diminua sua culpa por ser irresponsável, a ponto de extrapolar o limite do próprio corpo e quase ser atropelada. – ele recolheu suas coisas. – Ali tem um banheiro, se quiser usá-lo – apontou saindo.

Caroline tinha os olhos arregalados. Ela sabia que havia tomado a decisão de beber além da conta sozinha, e ela parecia muito bem. Ele não poderia ter feito nada a ela. Talvez fosse esse o motivo de sua frustração. Ela se xingou mentalmente por pensar aquilo. Depois de sair da festa, ela estava com vontade de jogar tudo para o alto.

Ela estava escondendo coisas, e ao que tudo indicava Tyler também.

E bom nenhum deles podia admitir sem que todo o resto viesse à tona. Levantou olhando em volta e vendo seu reflexo no espelho. A maquiagem borrada era tudo o que sobrara da noite anterior.

...

- Obrigado – disse Klaus desligando seu celular. Caroline surgiu na sala e foi orientada, em como chegar até a cozinha. Klaus lia o jornal e tomava sua xícara de café. Quando ela chegou, ele baixou o jornal, apontando o local pra que ela se juntasse a ele, enquanto voltava sua atenção às notícias impressas. Klaus notou sua hesitação e voltou a olhá-la por cima do jornal. – Algum problema? – ela olhou em volta, explicando o que se passava. — Meus irmãos não estavam em casa quando chegamos. E eles já saíram, pode comer sossegada.

Como se isso ajudasse, ela pensou.

- Acho que prefiro ir pra casa. Estou um pouco envergonhada por tudo. – ela mencionou abaixando os olhos e sorrindo amarelo.

- Tudo bem. – ele afastou a cadeira da mesa, dobrando o jornal.

- O que está fazendo?

- Se preferir ir a pé – ele observou dando de ombros.

...

Minutos depois, Klaus estacionou o carro em frente à casa dela. Tudo continuava apagado, indicando que estava vazia. Caroline abriu a porta do carro, descendo do conversível.

- Obrigada! – a palavra saiu sofrida por sua garganta, estava se sentindo extremamente tola.

- Aqui... – ele se virou pra o banco traseiro entregando duas sacolas.

- O que é isso?

- Seu café da manha, e a fantasia. Pedi pra Lana tirar as manchas, agora é só colocar na máquina e ele voltará a ser usável. – explicou. Caroline pegou Klaus girou a chave na ignição– Até mais Caroline! – engatando a marcha e saindo.

...

Caroline abriu a casa, colocando as sacolas sobre a mesa que ficava no centro da cozinha, depois foi tomar banho, já que tudo o que fizera fora escovar os dentes, lavar o rosto e prender o cabelo com um grampo que encontrara. Cerca de quinze minutos depois, já trocada, com os cabelos carregados pela fragrância do seu condicionador, ela sentiu sua cabeça doer e seu estomago roncar, resultado de muitas horas sem comer e de muita bebida. Foi até a cozinha ver o que Klaus lhe deixara. Quando abriu a sacola, ouviu a porta da frente abrir, afastou-se vendo Liz entrar.

- Bom dia filha! – a xerife jogou suas coisas sobre o aparador, trancando a porta, atravessando a sala e o pequeno corredor e entrando na cozinha.

- Bom dia mãe.

- Achei que não dormiria em casa Mas pelo jeito seu tempo de cabeça de vento realmente acabou! – sorriu – E veja bem temos até um café da manha. – observou. Caroline se sentiu culpada, puxando a embalagem. Havia um bolo de chocolate e cereja. Além de alguns croissants e pão de queijo.

- Acho que preciso fazer café. – disse.

- Pode deixar. Então como foi a festa?– a mãe abriu a porta do armário, pegando pó solúvel e dissolvendo. Caroline terminou de por a mesa e esconder a sacola da fantasia. Ambas tomaram café, e Caroline contou sobre a festa, ocultando as partes ruins. Quando terminara, Liz ajudou a colocar a louça a pia e guardar as coisas. – Car eu preciso dormir, a noite foi complicada. Fico feliz que tenha se divertido, e claro sobre o hospital conseguir o dinheiro necessário.

- Isso mãe! – a menina disse – Fique tranquila eu termino tudo aqui. – a mulher desapareceu pelo corredor rumo ao quarto. Enquanto Caroline se apoiava na pia da cozinha, irritada consigo mesmo. Sabia que depois daquilo não conseguiria dormir, depois de tanto tempo voltara a ter que esconder coisas de sua mãe, aliás, de quem ela não estava escondendo alguma coisa ultimamente? Além do mais, a história de acordar nos braços de Klaus estava lhe perturbando mais do que ela desejava. Talvez esse fosse o problema, Klaus lhe perturbava. Por sorte Liz não notara a ausência do carro na garagem. Ela realmente deveria estar cansada para deixar passar tal fato.

Assim que terminou com a louça, trocou de roupa, pegou dinheiro suficiente e sua bolsa, trancando a porta da saída. Caminhou duas ruas pra baixo da sua, onde ela se lembrava da existência de um Orelhão. Ligou para uma companhia de taxi se sentindo completamente clandestina, embarcou no carro assim que ele chegou, indo para onde se lembrara de deixar o carro na noite anterior.

Por sorte seu carro estava intacto, e ela achou seu celular sob o mesmo, com uma rachadura do visor.

- Ótimo os danos só aumentam. – reclamou, o celular começou a vibrar, e como não podia identificar o nome simplesmente atendeu.

- Que tal vir pra casa e ajudar tia Jenna a se arrumar para o jantar com o Alaric?

- Pra sua casa?

- Na verdade vamos ao shopping, mas podemos ir num carro só o que acha?

- Acho uma ótima ideia – disse apesar de sua dor de cabeça. – Estarei ai em 15 minutos.

- Estamos esperando. – Elena finalizou a ligação.

...

Depois de passarem a manha todo fazendo compras, Elena, Jenna, Miranda e Caroline aguardavam Bonnie para se juntarem a elas para o almoço. Enquanto Miranda falava no celular, elas escolhiam seus pedidos.

- Vocês não vão acreditar. – disse Miranda desligando o aparelho.

- Em quê? – Bonnie chegou se ajeitando rapidamente.

- Vocês devem conhecer melhor que eu, aquele cara bonitão que comprou a emissora, aliás – apontou Caroline – Ele não quis participar do leilão, mas se ofereceu para dobrar a quantia arrecadada com o evento.

- O quê? – Elena arregalou os olhos, pressionando o braço de Caroline sob a mesa.

- Bom seu pai achou que era brincadeira, mas hoje ele ligou no hospital, perguntou sobre a quantia arrecadada transferiu o dinheiro. – Miranda contou totalmente animada. – Eu sou simplesmente fã dele.

- Então a senhora quis dizer que vão conseguir construir a nova ala? – Bonnie disse.

- Muito provavelmente. – a senhora concluiu.

...

Notas finais
Esse final foi meio de improviso, e principalmente para explicar o porquê dele não ter sido leiloado, e bem pelo menos a desculpa que ele usou.
Próximo, vamos encontrar os solteiros perdidos. >.
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Stella se ainda estiver entre nós, de um sinal por escrito. u.ú
Aliás todos os fantasmas ou seres que habitam a dimensão escondida dos leitores desconhecidos, interajam gente.

Seguinte, acho que to sendo rápida demais e por isso muitos não comentam, então vou dar mais alguns dias pra vcs certo?! A menos que mais gente apareça - Sim é chantagem. shuahsuahs

Mas não deixarei ngm na mão, até porque estou muito grata por quem está comentando :)

Beijos até quando vocês quiserem :)