Always And Forever
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Olha só eu dei uma sumida e vcs comentaram. Dou a minha palavra que pretendia demorar, mas nem tanto. Desculpe.
GABRIELA CARLA - muito obrigada sua linda pela recomendação. Eu fiquei super feliz com ela.
Ah pessoal já vou avisando, o capítulo ficou uma droga, mas eu tentei kkkk
Os jantares de premiação pelo leilão dos solteiros receberam apoio de dois restaurantes finos de Mystic Falls. Segundo a vontade e disponibilidades das vencedoras e seus acompanhantes, os convites e reservas eram feitos.
Elena, Lexi e Jenna foram algumas das primeiras a fazerem as requisições para os jantares em um dos restaurantes.
...
Damon estacionou seu carro, vendo Elena vestindo saia jeans, saltos pretos e um casaquinho cinza sobre a regata vermelha que usava.
- Em ponto – ele cutucou a cintura dela.
- Achei que não viesse – ela disse se virando.
- Sou um homem de palavra – piscou. – E então?
- Vamos entrar? Nossa mesa deve estar pronta.
- Eu pensei em algo mais divertido do que um restaurante formal. – Elena fez cara de “estou ouvindo” – Então confia em mim?
- Não. – respondeu.
- Ótimo isso mostra que você é esperta. – pegou-a pela mão levando até seu carro.
- O que vamos fazer com o convite? – disse mostrando o envelope.
- Aqui – pegou, olhando em volta. Um casal de adolescentes estava andando na outra calçada. Damon esperou um carro passar cruzou a rua indo até eles, que se assustaram – Relaxa eu sou da paz. Que tal um jantar totalmente grátis naquele restaurante? – apontou para o recinto.
- Qual é a pegadinha? – a garota se pronunciou.
- Sem pegadinhas – estendeu o convite – Vão lá e se divirtam.
- Valeu cara. – o garoto pegou.
- Não seja tonto Rob – a menina repreendeu – Quem daria um janta grátis pra gente? Ainda mais ali?
- Considere isso um presente de natal adiantado – Damon sugeriu – E se não acredita vá até lá e comprove. Agora se me derem licença eu vou me divertir. – correu de volta para seu carro, entrando e batendo a porta.
- Você deu nosso convite para aqueles garotos? – Elena questionou.
- Não íamos usar – ele deu de ombros, dando partida.
- Pra onde vamos? – ela mudou de assunto.
- Confie em mim – ela fez uma cara de “nem pensar” – Então encare isso como um sequestro!
- Eu acho que é exatamente isso. – pegou seu celular – Vou mandar uma mensagem...
- Nada de celular – ele disse puxando o aparelho e guardando no bolso de sua jaqueta.
- Damon. – ele balançou a cabeça, mostrando que não devolveria.
I was only looking for a shortcut home
But it's complicated
So complicated
Somewhere in this city is a road I know
Where we could make it
...
- Então você é um metro e noventa de pura disposição – Jenna quebrou o gelo, após chegar ao restaurante, Alaric havia lhe puxando a cadeira e eles estavam sentados. O garçom havia servido o vinho, e eles esperavam o vinho chegar.
- Isso é tão vergonhoso – o professor começou – Lexi acabou mudando meu discurso.
- Mas ficou engraçado. – Jenna brincou.
- Não fosse você eu teria ficado lá criando teias.
- Não seja modesto você é muito desejável – Jenna argumentou.
- Sou? – ele encarou a professora abrindo um sorriso que a fez ficar totalmente sem graça.
- Eu quis dizer do ponto de vista das garotas... Ok eu também sou uma garota... O que estou tentando dizer é que... – cada uma das frases que vinha a sua mente pareciam ainda menos explicativas.
- Com licença – disse o garçom interrompendo o momento constrangedor e entregando os pedidos. Ambos agradeceram.
- Precisando é só chamar. – o homem se curvou levemente saindo. Jenna e Alaric se entreolharam, ele parecia estar se divertindo com o desconforto dela, então ela aproveitou para se concentrar em seu pedido.
...
No mesmo restaurante no andar superior.
- Então você é médico? – disse Lexi.
- Isso mesmo – Stefan respondeu – Passo o dia enfiado em viroses, dores de cabeça, estomago, cólicas, esse tipo de coisa.
- Coisas legais. – Ela tomou um gole de seu suco. – Eu diria emocionantes até.
- Você nunca saberá o que é uma mãe dizendo a você como cuidar do filho dela. “O senhor não acha que ele está muito magrelo?” – disfarçou a voz.
- Aposto que deve ter algumas delas que dizem “eu preparei um chá de agrião, menta, mel, limão e bacon, eu não entendo o porquê dele estar doente.”.
- Bacon Lexi? – Stefan acabou saindo da brincadeira dando risada.
- Hey – ela protestou – Nove entre dez médicos recomendariam isso.
- Então eu sou esse décimo – brincou. – Mas fala sério que tipo de médico indicaria bacon para pacientes?
- Aqueles que tiveram aulas comigo – ela deu de ombros – Bacon é a oitava maravilha do mundo – ela se gabou.
- Você é totalmente pirada.
- Hey senhor leiloado eu paguei caro por você, então eu deveria ganhar elogios. – deu lhe um tapa no ombro.
-Ok Doutora Bacon — ela acabou rindo. – Como será que Ric está indo? – ela se esticou um pouco para ver a mesa do irmão no andar debaixo.
- Deixe de ser curiosa. – ele colocou a mão para impedir que ela espiasse. – Seu irmão sabe se virar.
- Eu tive que mudar o discurso dele. Acredite se quiser, mas ele pretendia colocar uma citação no final.
- Eu aposto que se ele tivesse colocado, ela teria adorado. – deu de ombros. – Eles parecem estar se divertindo.
-Eu não posso espionar, mas você pode?
- Exatamente, isso é castigo por receitar Bacon aos pacientes – ele provocou.
..
A música clássica soava pelo restaurante na cidade vizinha a Mystic Falls. O lugar era bem arejado, com lustres caríssimos pendendo por diversos lugares, as toalhas sobre as mesas, combinadas aos estofados confortáveis e ao menu de alto custo, fora o local escolhido por Elijah para se encontrar com a mulher misteriosa que lhe arrematara no leilão.
- Me desculpe – disse a recepcionista – Senhor Elijah.
- Sim.
- Sua acompanhante acaba de chegar – disse – Posso trazê-la?
- Por favor. – concordou.
- Elijah – a voz segura soou. – Katherine Pirce, e é um prazer conhecê-lo finalmente. – sorriu. Elijah deu uma rápida analisada. Katherine usava um vestido azul ajustado as suas curvas, seu cabelo cacheado estava parcialmente preso, ia até o meio das costas. Seus olhos bem marcados em combinação com um batom vermelho provocador, o fez olhá-la com admiração.
- O prazer é todo meu – ele se levantou, beijou as costas da mão dela. Em seguida puxou a cadeira para que ela ocupasse. A ajeitou, indo ocupar o outro lado da mesa. – Espero que não tenha sido incomodo optar por outro restaurante.
- Como poderia me incomodar se estou em sua presença? – ela flertou segura, enquanto ele a encarava, tentando desvendar seus olhos misteriosos.
And I don't know why
I can't keep my eyes off of you
…
- Acabamos de sair de Mystic Falls – Elena virou o pescoço olhando a placa ao longe. Damon dirigia rapidamente, deslizando sobre a rodovia que saia da cidade – Acho melhor a gente voltar.
- Já viemos até aqui. – ele disse insatisfeito olhando-a.
- Ok – ela se rendeu, sob o olhar dele. – Só não podemos demorar.
- Sim senhora – acelerou um pouco mais, a fazendo cravar as unhas no estofado.
Sem ter certeza de quanto tempo havia se passado, Damon estacionou o carro em frente a uma espelunca. A placa brilhante que deveria ser o nome do estabelecimento, sofria de mau contato, já que algumas letras piscavam e se apagavam diversas vezes.Damon tirou o cinto e desceu do carro, Elena o seguiu.
- Estaremos seguros aqui? – ela olhou em volta, vendo algumas daquelas motos usadas por grupos de motoqueiros.
- Vamos lá – ele gesticulou andando até a porta. Elena ficou para trás, mas seu medo a impulsionou a segui-lo. Lá dentro os estofados eram um desgastados, as mesas de madeiras com varias inicias e símbolos esquisitos. O balcão ao fundo foi onde ela viu Damon sentado em um banquinho mais alto. A atendente parecia bastante animada por vê-lo.
- Você realmente ia me deixar sozinha lá fora? – ela disse se sentando ao lado dele. Observando em volta. Por mais estranho que fosse o lugar, ele parecia limpo.
- E você ia me deixar sozinha aqui dentro? – inverteu a situação.
- O que vão querer? – a mulher tirou a caneta da orelha e abriu o bloquinho de anotação os interrompendo.
- Dois especialidades da casa – ela rabiscou alguma coisa no papel, rasgando e enfiando pelo quadrado de contato com a cozinha que ficava atrás de si.
Enquanto uma garota desafinada e muito empolgada subia ao pequeo palco usando uma guitarra irada, Damon foi até a frente usando dois dedos para assobiar em apoio, enquanto os músicos se organizavam para tocar. Logo o show começou, com muitas pessoas se lançando em danças. Damon começou a dançar em volta de sua acompanhante que ficava cada vez mais sem graça. Damon levou algum tempo até fazê-la entrar no clima.
Depois de algum tempo sob a musica, a garota anunciou que o lanche estava pronto, e eles voltaram ao balcão.
- Você não gosta de Picles? – ele enfiou a mão no prato, onde ela havia colocado as fatias de lado.
- Como você consegue comer essas coisas? Tecnicamente – abaixou o tom – isso é uma espelunca.
- Tecnicamente eles fazem o melhor lanche que eu conheço – comeu uma batata frita – Você nem provou, quando o fizer verá que não é tão ruim. Elena concordou mordendo o lanche e mastigando, enquanto ele encarava sua face, a espera de uma resposta. – Então?
- Sim é delicioso – ela se rendeu. – Mas mesmo assim isso precisa de uma reforma. – riu. –Algum motivo pra ter me trazido aqui?
- Fazia tempo que eu não comia isso – apontou para o prato – Não podia mais adiar. – brincou.
...
- Alaric e Jenna estão indo embora – Lexi disse, terminando a sua sobremesa.
- Sim, acho que deveríamos fazer o mesmo. – Stefan disse – Amanhã eu vou trabalhar.
- Não me venha com essa – Lexi interrompeu – Vamos dançar. – acertou a conta, puxando o pela mão e o levando para a pista de dança que começara a se animar naquele momento.
- Lexi eu não gosto de dançar. – ele permanecia inerte, tentando dissuadi-la de suas intenções.
- Não estou ouvindo – ela continuava a se balançar no ritmo da musica, gargalhando da cara dele.
- Então tá – ele disse segurando sua mão e a girando e trazendo a de volta pra si, de forma que a cintura ficasse presa entre seu braço e suas costas colada ao peito dele.
- Ual – exclamou.
...
- Já é a terceira – Elena bateu palmas rindo de Damon. Depois de vencer o jogo de “quem bebe a tequila, mais rápido”. – Quem é a garotinha agora? – ela o empurrou com o ombro.
- Desculpe se eu não tenho mandíbula de cobra para álcool.
- Isso não me ofende – ela deu de ombros – Você é uma garotinha e ponto. – pegou um dardo lançando contra o alvo. E esse caiu no chão.
- Deixe-me ensiná-la – ele pegou o dardo do chão, mas seu bolso começou a vibrar – Alô – cantarolou sem olhar o número.
- Damon? O que está fazendo com o celular da Elena? – Caroline questionou.
- Eu a matei e fiquei com o celular dela de recordação – retrucou.
- Deixe-me falar com ela o.k? – resmungou.
- Ela está viva e se divertindo, não ela não vai falar com você. – desligou – Garotinha chata.
- Ela só está preocupada – Elena justificou. – Eu disse que ela me ligasse...
- Com medo que eu me transforme em lobo mau? MUAHAHA – deu uma risada macabra – Agora voltando a aula de dardos... – interrompeu as explicações.
...
Já havia passado da meia noite quando Elijah abriu a porta de casa.
- Bekah – ele foi até a sala, onde a irmã estava deitada no sofá.
- Oi – ela resmungou deitando sobre as pernas dele.
- O que foi? Onde está todo mundo? – notou que a casa estava silenciosa.
- Nick e mamãe brigaram por causa da Forbes, parece que ela dormiu aqui depois da festa do hospital. E mamãe vai embora amanha.
- Você sabe que papai precisa dela. Mas duvido que seja apenas isso – Elijah deslizou a mão pelo cabelo dela – Eu conheço você.
- Você se lembra do Stefan? – ela estava com a voz embargada.
- Sim.
- É só que as lembranças voltaram – ela choramingou – Ele se formou em medicina e está trabalhando aqui no hospital. Eu só... Foi tudo culpa minha, eu sempre estrago tudo. Sou tola, idiota. Eu nem mesmo sei por que comprei o jantar com o Matt, ele tem razão eu só...
- Hey – ele a levantou – Pare com isso- ele a abraçou – Você está tendo a chance de fazer as coisas direito. Se realmente acha que o Matt vale a pena, você precisa dizer a ele, e lutar para ser uma pessoa melhor. Quanto você e Stefan, talvez seja hora de terem uma conversa.
- Você acha?
- Se achar que está pronta, por que não?!
- Eu odeio aquela Forbes, ela tem tudo o que e gostaria de ter.
- Já se perguntou o motivo? – Rebekah não respondeu – Apenas aproveitou os braços fortes e aconchegantes do irmão. – Escute, essa é a hora de você arrumar o passado e aproveitar o futuro. – beijou a cabeça dela.
- E como foi o encontro? – ela disse por fim.
- Bom.
- Você volta a essa hora, e tudo o que consegue dizer é que foi “bom” – se levantou, mais calma disposta a mudar de assunto. – Vamos lá Elijah? – ela viu o sorriso contido brotar no canto dos lábios dele.
- Bem, você sabe... Ela se chama Katherine, e é uma mulher estonteante, não só na beleza, mas é segura de si. Inteligente, sagaz, ousada. Confesso que fiquei intrigado com a personalidade dela.
- Caramba, pra te deixar nesse estado deve ser uma mulher e tanto – se levantou – Eu já odeio ela.
- Rebekah – Elijah usou seu tom repreensivo.
- Estou brincando – ela beijou o topo da cabeça dele – Só não sei se consigo lidar com dois apaixonados. – revirou os olhos — Vou pegar algo pra comer você quer?
- Não obrigada. – a porta se abriu e Kol passou por ela.
- Olá família — sorriu divertidamente.
- Olá Kol – os dois responderam.
- Quem quer saber como foi o encontro do Kol? – ele abriu os braços de forma teatral, quase como um garoto propaganda. Ninguém respondeu – Ok eu conto mesmo assim.
Elijah e Rebekah jogaram almofadas na direção dele, que se desviou com certa facilidade.
- Amanha – Elijah disse – Tomamos café na empresa e você me conta. – deu um tapinha desinteressado no ombro dele e subiu. Enquanto Rebekah ia par cozinha, Kol a seguia para um relato detalhado de sua façanha de conquistador.
Elijah chegou ao corredor dos quartos, afrouxando sua gravata e desabotoando os botões do pulso, percebeu que a luz do quarto de Klaus permanecia acesa.
O mais velho cogitou deixar aquilo de lado, mas logo estava em frente a porta, bateu levemente contra a madeira. Demorou algum tempo, mas Klaus abriu.
- O que há? – indagou olhando-o.
- É tão tarde e eu pensei que já estivesse dormindo.
- Estou resolvendo algumas pendências. – ele voltou ao quarto, deixando a porta aberta, o que fez Elijah o seguir.
- Você deveria descansar. – aconselhou – Aposto que pode resolver isso amanha na emissora. Soube sobre você e mamãe. Quer conversar?
- Rebekah não consegue controlar a língua não é mesmo? – revirou os olhos digitando alguma coisa – Ela deveria cuidar da própria vida. – destilou — Bom, ao menos ela está indo embora amanha. – referindo-se a Esther.
- Soube sobre Caroline... – começou
- Ó, por favor, porque todos decidiram colocar Caroline em todas as conversas?
- Talvez porque tenhamos notado que você parece...
- Não ouse começar com aquelas expressões tolas. – ele interrompeu visivelmente irritado – Agora se me der licença, eu não tenho muito tempo para tolices. Já terminei aqui e pretendo dormir. – disse por fim. Elijah entendeu o recado, era sempre difícil conversar com Nicklaus. Por isso resolveu deixá-lo. Foi até a porta desejando boa noite e fechando-a.
- Mas que droga – Klaus xingou, caindo sobre o travesseiro. Ficou encarando o teto olhando em volta. Com a cabeça rodando. Caroline estivera ali com ele, pouco mais de um dia atrás. E mesmo que só tivesse cuidado dela, ela o acusara. Estava irritado consigo, com ela, com a situação. Por mais difícil que fosse, ele não podia esconder de seu reflexo no espelho. Havia algo entre ele e Caroline, que ele não queria pronunciar. Que ele não queria ouvir. Foi até o banheiro jogando água fria sobre o rosto e usando uma toalha para enxugá-lo, depois voltou ao quarto se jogando sobre a cama. Adormeceu com a imagem da loira ingrata em sua mente.
Notas finais
Klaus magoado u.u - Quem acha que a Car tem de se desculpar?
Gente linda vocês comentaram mais do que normalmente no ultimo, façam isso novamente certo?!
Beijos e eu prometo melhorar nos próximos. Sim eu vou falar mais sobre os pontos obscuros.
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