Notas iniciais
Olá pessoal, bom eu ia postar essa cap mais pra frente mássssssssssssssssssssssss, eu to q n me aguento, odeio ficar segurando cap. Então ta ai e espero que gostem e que mandem reviews!

“Ele é cego”

Essas palavras rodopiaram em minha cabeça feito peão, na mesma hora em que eu as ouvi. Não que eu fosse preconceituoso, céus eu era homossexual! Mais ao olhar aquele menino com feições inocentes e ingênuas era de doer – me o coração. Ele já era cego, ser adotado ainda por um casal do mesmo sexo o fariam um alvo extremamente fácil para bullying.

Eu queria adotar aqueles dois, mas eu sabia o quanto eles iam sofrer por causa disso, e isso me fazia sentir um egoísta.

Olhei ao redor vendo todas aquelas crianças brincando e fazendo “algazarra” e pensei como seria doloroso para eles ficarem aqui, vendo todas essas crianças sendo adotadas e eles não.

Então, depois de refletir um pouco perguntei:

- Vocês querem ser meus filhos?

No mesmo instante pude perceber o brilho tocar naqueles olhos infantis e suas faces serem iluminadas, sorri e os abracei. Sabia que seria difícil e que eles iriam ter uma vida cheia de olhares tortos, mas não seria eu que impediria aqueles dois de terem uma família, onde receberiam carinho, amor e se dependesse de mim, felicidade.

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Aproximei-me de Lucas sorridente e ele logo me perguntou o motivo do tal sorriso.

- Nossos filhos eu já os escolhi, quer dizer eles me escolheram! – respondi mais sorridente ainda, se é que era possível, enlaçando meus braços atrás de sua nuca.

- É, e como eles são?

- A menina é linda, doce, educada, gentil e o menino é tímido e não fica por menos, é claro que nós vamos ter um pouco mais de trabalho já que ele é cego, mais nada que a gen...-

- O garoto é cego? – ele me interrompe e bruscamente segura em meus braços.

- Sim Lucas, qual o problema? – pergunto a ele um pouco assustado com a reação.

- Amor, eu quero um filho normal e não um problemático.

-Como?

- Eu não quero ter um filho que só vai trazer problema!

- Lucas, eu não to acreditando no que eu estou ouvindo. – me distancio dele com um sorriso incrédulo no rosto.

- Amor olha pro lado, tem tantas crianças perfeitas e sem doença alguma, porque não escolher uma delas?

Aquilo foi a gota d’água, o ouvir falar daquela maneira fez com que eu voltasse aos meus catorze anos de idade, quando eu humilhado e menosprezado até pela minha mãe. Meu sangue subiu e quando eu dei por mim:

PAFT! (*Tapa)

Foi como se o tempo tivesse parado, as crianças ficaram quietas e somente o barulho do vento era audível, todos agora nos encaravam. Olhei em seus olhos pela primeira vez em muito tempo com raiva e decepção, falei:

- Esperava mais de você Lucas, nesses anos todos convivendo juntos eu achei que você tivesse mudado, mas pelo visto você continua sendo o mesmo preconceituoso e idiota. Quer saber? Estou indo embora não quero ser mais um problema pra você, pois se você ficou desse jeito porque o garoto é cego, eu que sou homossexual devo ser uma aberração pra você! Pois espero que goste de ficar sozinho porque eu não quero olhar mais na sua cara.

Despejei tudo em cima dele e sai dali em passos apressados e lágrimas nos olhos. Poxa depois de tudo que a gente viveu. Não acredito que ele continuava daquele jeito. Que ódio, que ódio! Anos e anos ignorando os olhares tortos, anos e anos lutando contra o preconceito e ele me vem com essa.

“Eu quero um filho normal e não um problemático.”

Lágrimas e mais lágrimas escorrem pela minha face, posso sentir o gosto salgado delas e sei que elas são de ódio, ódio de uma pessoa que me decepcionou muito.

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Toc Toc

O ouço bater na porta pela décima vez, e mais uma vez ignoro.

- Joseph, abre a porta vamos conversar amor.

-Sai daqui Lucas! – arremesso um travesseiro na porta e enfio a cabeça em outro.

E aos poucos o som vai sumido ao fundo até desaparecer completamente e eu não ouvir mais nada.

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Acordo e olho o relógio na cabeceira da cama, marcava seis horas da tarde, desanimado vou tomar banho. Saio do banheiro e abro a porta do quarto vendo Lucas encostado adormecido na mesma, desço as escadas e vou para cozinha. Como alguma coisa e volto pro quarto, não esquecendo, de escrever um bilhete e jogá-lo em cima de Lucas, com um expressivo:

“NÃO QUERO TE VER NEM PINTADO DE OURO!”

“P.S: O sofá é todo seu, aproveite”.

Deito na cama e ligo a TV num canal qualquer, estava vendo sem interesse nenhum quando passa uma matéria num jornal falando sobre o relacionamento entre pais e filhos. Automaticamente lembro-me daqueles dois e sinto um aperto no peito, ao lembrar o que disse a eles, eles devem achar que eu os iludir. Meus olhos se enchem de lágrimas e eu afundo a cabeça no travesseiro, adormecendo logo em seguida.

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Acordo no outro dia com uma terrível dor de cabeça, graças à briga de ontem e esse despertador infernal. Meu telefone toca e é meu amigo da editora, Rodrigo, ainda um pouco sonolento atendo.

- Oi Ro,tudo bem?

- TUDO BEM? Meu Zeus, o que você ta fazendo em casa ainda? Sua reunião começa em 30 minutos!

*Nota*

Rodrigo era um grande amigo meu, tínhamos nos conhecidos na faculdade de Letras, ele trabalha como recepcionista da editora e também é um grande escritor. Ele é moreno, alto, forte e muito, muito engraçado, além de ter uma beleza estonteante, não havia nenhum homem que não resistisse ao seu charme, sim ele era homossexual, mas era comprometido. O moreno nasceu na Grécia, mas veio pra cá muito novo, agora ele mora à duas quadras da editora em um apartamento com o namorado, Darren. E era ele que tinha que me lembrar dos meus compromissos.

- Merda! Esqueci-me da reunião! – digo me levantando num salto e indo para o banheiro.

- Anda logo! Tchau tenho que desligar.

- Tchau – digo, desligando o celular e ligando o chuveiro.

Tomo um banho rápido e uma blusa de gola V branca (sim eu adoro blusa de gola V) uma blusa xadrez azul, uma calça jeans preta e justa, e um all-star preto. Pego meu notebook em cima da mesinha do quarto e as chaves do meu carro (um conversível branco).

Assim que saio do quarto e desço as escadas, dou de cara com Lucas deitado no sofá, mesmo estando com muita raiva e muito decepcionado com o mesmo não posso deixar de sentir pena de deixá-lo dormir ali sem ao menos uma coberta e um travesseiro. Coloco meu notebook na mesa da cozinha e tomo um copo do suco que encontrei na geladeira, assim que coloco o copo na pia recebo uma mensagem de Rodrigo:

“Você vai vir, ou eu vou ter que pedir pra Hermes ir te buscar?”

“Já estou a caminho” – Respondo ao grego.

Guardo o celular no meu bolso e saio de casa super atrasado!

Ao chegar ao saguão encontro Rodrigo a ponto de ter um ataque, ou furar o chão já que, seu pé não parava de bater no mesmo de modo impaciente.

Quando ia começar a falar, ele me corta com um sinal de mão e diz:

- Não fala nada, só entra nessa sala e começa a reunião, você esta dez minutos atrasados.

Assenti e segui para sala. Ao entrar posso sentir todos os olhares voltados para mim, lá estavam todos os editores, ilustradores e entre outras pessoas que dependiam da minha história para publicar o livro.

- Desculpe senhores, tive uma noite horrível e quando estava vindo peguei um transito terrível. – digo e sento em minha cadeira, que fica na ponta da mesa. – Mas já advirto que isso não irá mais se repetir.

- Sr. Lawrence acho que o senhor não esta vestido de forma adequada para essa reunião, o que demonstra que você não esta levando isso à sério o quanto deveria – diz o um dos editores

- Sr. Russel, eu tenho 25 anos e sou um escritor não um empresário, e pelo contrário estou levando isso muito a sério, tanto que nem fico reparando no que os outros estão ou não vestindo.

Ele se cala e eu começo a reunião, explicando tudo o que eu queria e não queria no meu livro, a capa eu queria a mais caprichosa possível e as ilustrações bem detalhadas, a fonte também tinha que ser impecável e legível, já que o livro era bastante extenso e complexo.

- Bom, senhores, agora que acertamos tudo, acho que só falta mostrar a vocês o ultimo capitulo.

Digo eu remexendo na minha bolsa procurando meu notebook, que, Ok cadê o meu NOTEBOOK? Calma, Joseph respira você deve ter deixado no saguão.

- Com licença, receio ter deixado na recepção, já volto.

Saio da sala e praticamente corro até a recepção, encontrando Rodrigo no telefone.

- Ro, pelo amor de tudo que é mais sagrado, o meu notebook ficou aqui? – pergunto aparentemente desesperado.

- Não. – responde ele sem entender.

-Seria esse aqui?

Ouço uma voz atrás de mim e quando me viro, vejo Lucas me encarando na porta do saguão com o notebook na mão.

Notas finais
Gente eu particularmente não gostei muito desse cap, más eu estava com um bloqueio terrível e sinceramente n estou conseguindo pensar em um jeito pra começar o sétimo então se alguém tiver alguma ideia é bem vinda.