Alones
7 Poder e Controle
Notas iniciais
Savie e Lilynette já estavam a alguns metros do lugar de Starrk quando sentiram a presença de Aizen, e decidiram que seria melhor esperar. Ao menos foi assim até a menor decidir ir espiar o que estavam falando, e puxar consigo uma Savie desesperada.
Lilynette subiu num dos vãos do muro e colocou a cabeça perto de uma janela, o suficiente para escutar o diálogo de Starrk com o Shinigami.
– Não tem importância, ela é uma espada, e acho que me fiz bem claro quando disse que ela deveria sair do lugar de Haruka para um que fosse exclusivamente dela.
– Mas Aizen-sa...Ok, entendido. — Conforme Aizen se virou Starrk suspirou e passou a mão no cabelo tentando ignorar o nervosismo pelo bem-estar da garota.
Passado um pouco Lilynette desceu e contou a Savie o que havia ouvido, deixando a menina ainda mais nervosa. Já não gostava da presença de Aizen pelos sentimentos controversos que ele causava nela, e agora ele ainda queria separa-la deles? Savie sacudiu a cabeça de forma a negar aquilo. Tanto ela como Lilynette agora voltavam quietas para o lugar, já nem dando importância para o sorvete. Ambas tinham o semblante preocupado.
– Andou espiando de novo, hein? — Starrk pôs uma das mãos sobre a cabeça da menor que apenas a meneou poistivamente.
– Justo agora que você tinha se dado bem com alguém...
–Mas, Starrk-kun...
– Desculpa, Savie-chan... Haruka vai ficar uma fera quando descobrir... — Starrk se preocupava mais com o que a própria garota iria achar. Ele tinha criado simpatia por ela, e obviamente estava quase que apaixonado pelo jeito infantil dela, talvez por ser algo parecido com Lilynette
– Ela já deve saber...
– Clarividência né? Lembro disso. — Starrk suspirou mais uma vez, já prevendo que a sétima se meteria em problemas graças a isso.
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Haruka abriu os olhos e logo sentiu o corpo dolorido. Se virou ao ouvir o barulho de água, e imediatamente se lembrou do que havia acontecido na tarde e na noite anteriores. Se sentou na cama, já vendo algumas manchas de sangue, empurrou o lençol e correu para um espelho. Verificou logo de cara mordidas no pescoço e nos ombros, alguns hematomas nas pernas e pulsos e por fim chupões nada discretos por toda parte.
Não sabia se sentia raiva de si mesma por ter dormido com alguém que pouco tempo atrás estava quase matando Savie de raiva ou se ficava feliz por te-lo feito.
– Bom dia. — Nnoitra apareceu a alguma distância, vestindo apenas a parte inferior de seu uniforme e passando uma toalha pelos cabelos ainda molhados.
– Bom dia. — Deu um sorriso misto de irritação e ironia, observando-o pelo reflexo do espelho. — Já deu uma olhadinha no que você fez comigo? Eu pareço alguém que caiu de uma escada!
– Tsc, para de reclamar. — Colocou a toalha de lado e sorriu, fazendo Haruka se virar para encara-lo . — A minha situação não é lá muito diferente. Corta essas unhas, porra. — A garota evitou olhar para as marcas roxas e cortes que havia deixado nele.
– Ontem não vi ninguém reclamando. Enfim, tenho que ir ver a Savie. — Nnoitra encolheu os ombros como quem ignora alguma coisa apenas ao ouvir o nome da garota. — E você vai deixar ela em paz. Sabe muito bem que ela não consegue nem xingar alguém direito, e também sabe que se chegar perto dela acabo com a tua raça.
O Espada riu e em um instante apareceu na frente da menor, e puxou o rosto dela para si com uma delicadeza que em nada se assemelhava a urgência do dia anterior.
– Pode tentar. — Forçou um beijo que foi correspondido por ela e logo se separaram. — Agora vou indo.
– Já vai tarde.
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Savie agora se via no cômodo estranho que fazia parte de seus "direitos" como espada. Tivera carta branca para decora-lo como bem entendesse, mas ainda assim se sentia mal naquele lugar, que no momento só possuia uma cama, uma mesa e alguns armários. Todos impecavelmente brancos.
Ouviu uma batida na porta e sentiu o corpo todo se encolher. Sabia que era Aizen, com toda sua aura de tranquilidade que escondia o tirano sádico por dentro dele. Debaixo do reino desse todos os que se opusessem poderiam aguardar uma faca pelas costas e nenhuma misericórdia. A porta abriu lentamente e logo o Shinigami já estava dentro do quarto e fechava a porta atras de si, sem em nenhum momento desviar o olhar da garota aterrorizada. Savie como em todas as vezes sentia a confusão dentro de si, mas decidiu que ele não era alguém para se ver como bom.
– Savie-chan... Vejo que finalmente ocupou sua posição.
– S-Sim.
– Que bom. — Caminhou calmamente até a cama onde estava a menina, e parou em frente a ela, delicadamente levantando o rosto da mesma para si, observando os olhos assustados, algo que apenas melhorava sua situação. — Agora, agradeça a sua amiga pelo que vai acontecer aqui. Em um piscar de olhos Aizen levou a garota contra uma parede, mantendo-a com os seios pressionados contra a superfície dura e gelada, e prendendo os braços dela para cima. — Graças a ela, vou ter que compensar os dias que eu perdi.
– A-Aizen-sama! Para! — Tentou soltar os pulsos que estavam presos pela mão do Shinigami, mas isso apenas intensificou o aperto, que cessou por um segundo para rasgar por completo a parte de trás do uniforme que a garota usava, revelando a pele clara e uma lingerie simples e roxa. Antes que pudesse falar alguma coisa, sua boca foi atada com um pedaço da própria roupa e suas mãos foram presas para trás com o mesmo material.Fora empurrada contra o chão, e logo sentiu seu quadril puxado para cima, de forma a manter sua cabeça abaixada.
– Não vamos querer que ela escute, não é? — Logo sentiu o resto da roupa puxada fora de fora violenta e por fim uma dor insuportável. Aizen havia decidido penetra-la onde sentiria mais dor, e claro que com isso um pouco de sangue insistiu em sair. Se movia sem diminuir a pressão que exercia sobre o quadril da garota, que sentia o corpo completamente tenso, fazendo apenas com que ele usasse mais força e consequentemente causasse mais dor.
Pouco depois a garota sentiu o líquido quente dentro de si e a dor cessou. Teve as mãos desatadas, mas permaneciam para tras. O Shinigami adotou novamente a postura reservada e já estava de pé quando olhou para a garota com o sorriso usual.
– Não foi tão ruim, não é? Mas não se preocupe, a próxima vez vai chegar logo.
Assim que Aizen saiu do quarto a garota se sentou no chão se encolheu o corpo. Agora tinha certeza da postura dele. Tudo o que ele fizera foi apenas mais um jeito de demonstrar que se ele quisesse alguma coisa, ele teria. Sem objeções.
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Haruka estava mais uma vez checando se havia escondido todas as marcas quando teve o mesmo tipo de vislumbre da última vez que Aizen tentou algo com sua "protegida".
Sumiu do quarto com um sonido e foi para o de Starrk. Abriu a porta de forma violenta, encontrando apenas Starrk dormindo com a cabeça sobre uma mesa.
–Starrk! Cadê ela?! — As pupilas da sétima se estreitaram de imediato, ressaltando a aparência felina.
– Aizen fez com que ela fosse para o próprio canto...- Starrk suspirou, já prevendo o que Haruka acharia dele, mas antes que pudesse contar o que havia acontecido a Espada já tinha sumido.
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Haruka seguiu a reiatsu de Savie até o quarto onde ela e abriu a porta de uma vez, encontrando apenas a garota encolhida no chão com a roupa completamente rasgada, e marcas em ambos os pulsos.
– Savie-chan? — Haruka estava a ponto de cometer uma chacina. Não admitia que tendo todas as mulheres no Hueco Mundo ele quis logo a única inocente. — O que aconteceu?
A garota apenas olhou pra a Espada e sacudiu a cabeça de forma negativa, não queria Haruka se metendo em problemas por ser fraca. A menor se sentou ao lado de Savie e passou um braço pelo ombro da garota, puxando-a para si, numa tentativa de consola-la.
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Savie finalmente tinha dormido, depois de horas sem falar uma palavra. Haruka havia decidido ficar por ali um tempo, e se sentou em uma janela. Estava ali por uma hora e já havia acabado com quatro cigarros, não conseguia controlar a raiva que tinha, mas também não tinha coragem de deixa-la sozinha. Se levantou e olhou mais uma vez para garota, antes de jogar o que sobrou do último cigarro pela janela.
Teria que sair, precisava encontrar Gin para ver se seu suporte seria útil para impedir Aizen de repetir a crueldade. Saiu do quarto com cuidado, apesar de ter a maior vontade de matar tudo e todos em seu caminho mas se controlou. Ao menos até chegar na metade do caminho para onde Gin ficava durante seus dias. Aizen parou, com um sorriso satisfeito que fez a garota inconscientemente liberar uma quantidade de reiatsu que faria qualquer arrancar "menor" desmaiar.
– Haruka, vejo que estava cuidando de sua pupila.
– Seu filho de uma puta. Como você ousa fazer aquilo com ela?! É praticamente uma criança! — A voz dela aumentava a cada palavra falada, e em poucos segundos já tinha a lança montada em mãos, mas antes que fosse capaz de chegar perto dele, o shinigami já a prendia pelo pescoço contra uma parede.
– Se fosse obediente, e se mantivesse onde deveria, Ryuuk, seria tão mais útil para mim. — Apertou um pouco o pescoço da garota, que tentava de todo modo se soltar. — Se dessa vez não viu o que houve, da próxima posso conseguir dar um jeito para que veja
– Aizen-san — A alguns metros de distância estava Gin, com o sorriso no rosto.
– Ichimaru, encontrou o que precisavamos?
– Sim — A soltou e se virou para o homem de cabelos prateados. Haruka pensou em ataca-lo, mas sabia que Gin tinha intervido a seu favor. — Tousen tem os detalhes.
– Irei ver. Até mais, Haruka-chan — Aizen olhou disfarçadamente para a garota, saboreando a raiva silenciosa que ela era obrigada a manter.
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Gin e Haruka agora estavam fora de Las Noches. Haviam esperado Aizen sair para deixarem o lugar. Ambos tinham raiva do Shinigami, cada qual por seu motivo, mas isso era algo que os aproximava.
– Aizen planeja uma guerra. Em poucos meses ele dará o primeiro passo.
– E isso vai nos envolver?
– É. O jeito mais fácil de pega-lo de guarda baixa será durante uma batalha... — Gin olhou de forma séria para a garota, que encarava o horizonte do deserto branco — Está pronta pra jogar sua vida fora por vingança?
– É o que eu mais desejo.
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Grimmjow entrou no palacete da Sétima de forma rápida. Ele sabia que a mesma não estava lá, Szayel havia o contatado assim que a Espada deixou Las Noches, na companhia de Gin.
Queria se vingar, e o melhor modo de faze-lo seria por surpreende-la dentro da própria "casa". Ela iria pagar, nenhuma mulher poderia se dar ao luxo de recusar sua companhia. Se todas as outras o queriam, ela também iria querer.
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