Notas iniciais
Esse capítulo foi escrito meio que no impulso *^* eu andei assistindo uns filmes ai e me vieram essas idéias. Música do capítulo: How to be a Heartbreaker - Marina and The Diamonds e In The Heat of the Morning - Last Shadow Puppets

Savie havia acordado depois de algumas horas. Sentia o corpo dolorido, porém estava melhor do que antes. Os olhos pesavam e tinham uma ardência incomoda causada pelo tempo que passou chorando. A essa hora, provavelmente já era madrugada, e Haruka ainda estava sentada na Janela, com um cigarro na boca e o olhar distante. Sequer percebeu que a garota tinha se levantado.

–Haruka-chan? — A Espada levou a mão até o cigarro de cor negra, dando uma ultima tragada antes de remove-lo e olhar para a garota. Soprou a fumaça para fora e sorriu.

–Está melhor Savie-chan?

– Sim... — A garota se sentou ao lado da menor e observou o cigarro que estava na mão da mesma.

– Eu... Eu tenho uma pergunta. — Evitava ao máximo olhar para o rosto de Haruka para não revelar as maçãs do rosto avermelhadas de vergonha.

– Pode falar. — Jogou o cigarro pela janela e endireitou a postura, voltando a atenção toda para garota, esperando alguma pergunta relacionada ao que ocorreu de manhã.

– Como que você gosta "daquilo"? — A Espada encarou a menina, que ainda evitava revelar o rosto vermelho, sem saber o que responder.

–Daquilo? Aquilo o qu ... Ah! Então, isso é uma coisa que acontece... Por exemplo, quando você gosta de alguém e essa pessoa também. Tem que funcionar para ambos os lados. Não é simplesmente chegar e agarrar.- Savie agora olhava para a menor, que parecia tentar explicar do modo mais simples possível, quando estalou os dedos de repente e sorriu — Você pode pedir pro Starrk-san te explicar.

– M-Mas... — Savie assentiu com a cabeça e deu um pequeno sorriso.

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Haruka havia tranquilizado a garota e por fim havia voltado ao próprio palacete. Caminhou pelo pátio principal do mesmo, admirando o movimento que o fogo fazia nos candelabros e tochas que haviam no local. Sorriu para si mesma se lembrando da colônia de hollows que havia dizimado naquele mesmo dia, logo após se encontrar com Gin.

Tinha um fetiche sem fim com sangue. Adorava o sabor que tinha, e tinha por habito lamber a própria lâmina depois de matar um oponente. Assim como entrava em uma espécie de transe quando estava em uma luta séria. Nada a fazia parar, a não ser um ferimento grave ou a ausência de vida em seus rivais. Era uma assassina quase perfeita, sem remorso, sem fraquezas, mas com uma rebeldia incontrolável.

Aos poucos moveu a mão em direção a uma das chamas próximas e colocou os dedos em contato direto, não se queimando apenas pela resistência do Hierro, mas ainda assim sentindo o calor que a chama provocava, quando se virou, já com a arma, agora transmutada em forma de Adaga curva, na mão.

– Ora Ora, parece que não consegui te surpreender. — Grimmjow sorriu, os olhos num misto de raiva e excitação.

– Alguns simplesmente tem o dom para sentir a presença de canalhas.

– Pois é... — Grimmjow se aproximou de Haruka, mesmo sentindo a lâmina gelada que a garota segurava ir de encontro a seu peito, mesmo não sendo o suficiente para perfurar a pele. O Espada passou a mão pelo rosto da garota, e sussurrou — E ainda assim se eu fosse aquela vara de goiaba, você já estaria no meu colo, gemendo igual uma puta.

– Ao menos ele consegue fazer isso, já você... Nunca vai conseguir. — A menor sorriu de forma sarcástica e pressionou a adaga de modo a formar um pequeno corte. — Agora sai logo daqui.

–Tsc, você primeiro tem que saber o que um homem de verdade pode fazer. — Com um sonido pressionou a garota contra a parede, e manteve a mão que segurava a adaga acima da cabeça da mesma, que não pode deixar de encarar as orbes azuis e que transmitiam uma maldade deliciosamente irresistível.

– Sabe, deveria trabalhar mais seu lado agressivo. — Mesmo contra o próprio veredicto de recusar aquele homem, sua mente não deixava de se preencher com pensamentos indecentes dos quais ele era o prontagonista.

– Por algum motivo acho que ele é algo bom. — Grimmjow mordiscou o pescoço da garota de leve, e soltou o braço que estava segurando acima dela, e aproximando o corpo ainda mais do de Haruka, sentindo os fartos seios serem pressionados contra seu peito. Passou as mãos pela cintura fina e as moveu para a bunda dela, apertando de leve.

– Se vier outro dia acho que podemos tentar de uma outra forma... — Haruka odiava admitir mas iria deixar aquele homem a ter, não podia dizer não aquele par de olhos e muito menos ao sorriso sádico que encantava tantas outras menininhas em Las Noches.

– Amanhã. — Grimmjow a beijou de forma brusca e deixou o lugar.

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Starrk embaralhava as 52 cartas de forma preguiçosa. Mesmo seu corpo estando em um constante estado de inércia, sua mente estava a mil. Se recusava a pensar no que poderia ter acontecido com a garota, já que nem ela e nem Haruka haviam ido ao treinamento do dia anterior.

Odiava pensar ainda mais no por quê da Sétima ter quase arrombado a sua porta em busca da garota. Tinha completa consciência das habilidades "ciganas" de Haruka, que dificilmente errava na predição de algum evento importante, especialmente quando envolviam alguém com quem a garota se preocupava.

– Oe, Starrk-kun, por que a gente não vai ver a Savie-chan? — Lilynette agora se apoiava na cabeça da Starrk, cutucando o nariz dele.

– Porque ela não chamou a gente — Starrk odiava se intrometer na vida alheia, a não ser que fosse extremamente necessário. E esse caso era, mas evitou pensar nisso. Por alguma razão Starrk estava evitando pensar nos meios de Aizen para demonstrar o Poder e controle que exercia sobre todos eles. Especialmente quando se tratavam das mulheres de Las Noches.

Elas já eram uma grande minoria, o que as faziam parecer presas em extinção num ambiente de homens que já não davam a mínima para o modo que usariam para consegui-las. E era mais raro ainda encontrar uma com corpo completamente atrativo e uma mente tão aberta e pura.

Não queria admitir mas estava apaixonado pela garota. Pelo olhar cabisbaixo e sozinho que tinha, pelo medo das coisas, por parecer sempre indefesa. Ao contrário dos outros, ele queria protege-la, queria torna-la forte o suficiente para aquela realidade.

– Staaaaaarrk?! — Lilynette balançava as mãos em frente ao rosto do Primeira, que sacudiu a cabeça levemente, afastando os pensamentos sobre a garota. — Cê viajou legal agora...

– Desculpa... O que você queria mesmo, Lily-chan?

– Ir atrás da Savie... — Starrk meneou a cabeça de forma positiva e se levantou da cadeira. Já tinha dormido demais, e não seria tão estranho assim fazer uma visita. Seria?

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Haruka mal tinha acordado e já estava pronta para ir tirar a garota daquele quarto. Não seria bom deixa-la remoendo aquele acontecimento por muito tempo, não queria ninguém deprimida e medrosa.

Fez questão de tomar um banho correndo e colocar um top fino e, sobre o mesmo, um vestido branco, plissado e transparente que unia-se sobre o seio esquerdo e descobria o seio direito, abria-se em ambos os lados abaixo da cintura e descia até os pés, ao invés do habitual uniforme, já que havia encomendado algumas mudanças no mesmo. Prendeu o cabelo numa trança-raiz enquanto seguia para o lugar que agora era o palacete de Savie.

Chegando lá encontrou a garota sentada na mesa, enquanto comia um pedaço de bolo. Tinha o semblante um pouco melhor, o que já era um bom sinal.

– Bom dia, Haruka-chan.

– Bom dia. — Caminhou até o sofá e pegou uma almofada e ao colocar a mesma no chão, se sentou em cima. — Parece que já podemos continuar a sua tortura.

– A não.... Eu ainda to mal.

– Tá é com preguiça! — Savie sorriu e cruzou os braços logo após deixar o prato vazio sobre a mesa.

– Mesmo assim! Você e o Starrk-kun pegam muito pesado.

– Claro! — Riu baixo e se espreguiçou. — Mas ainda assim ele pega muito leve com você.

Haruka tinha lá suas desconfianças quanto a razão disso, apesar de já ter reparado no modo que o Espada olhava para a garota quando estavam por perto. Era apenas questão de tempo até confirmar isso de forma satisfatória.

– Haruka-chan, posso te perguntar mais uma coisa?

– Vai em frente.

– Como se chama a atenção de alguém? — Haruka riu com a pergunta, era quase como se estivesse pedindo para ensina-la a ir atrás de Starrk.

– Primeiro o nome desse alguém.

– Nãaao... Deixa isso como segredo.

– Eu já sei quem é mesmo. Começa com S e termina com K, mas eu quero uma confirmação — Terminou a frase com um sorriso maligno que surgiu ao ver o rosto da menina adquirir um tom rosado típico de vergonha.

– T-tá...

– 4 Regras.

– Hã? — Savie inclinou a cabeça levemente, esperando uma explicação.

– São quatro mandamentos básicos para deixar um homem a seus pés.

– Mas... Eu só quero que...

– Xiu! Ainda vai me agradecer por essa aula. — Haruka se levantou e apareceu atrás da cadeira da garota com um sonido. — Regra um: Tem que ser algo bom, mas, quando você sentir que tem algo errado, deve ser a primeira a sair.

– Errado? Como poderia?

– Pessoas são complicadas. Algo sempre vai dar errado, o que nos leva a regra dois: nunca se apegue a alguém que você poderá perder. E em Las Noches todos estão jurados de morte. — Haruka puxou de leve o rosto de Savie para cima, de forma a olhar para o rosto dela.

– Mesmo Starrk-kun?

– Até eu e você.- A menina concordou com a cabeça, já tinha percebido isso pelo modo de agir de Aizen- Regra três: Nunca faça o trabalho de um homem, isso significa a pura e simples derrota.

– E qual seria o trabalho deles...?

– Ir atrás de você — A Espada sorriu e cutucou a testa da garota ao pronunciar a ultima palavra. — E por fim a última regra: Sempre seja pura. Um "tchau" dado de longe é o suficiente para provocar.

– Só..? — Savie ainda processava o teor daquelas quatro regras, e em quais ocasiões aquilo daria certo.

– Isso é tudo que precisa saber. Quando as coisas tomarem o rumo certo — A sétima abaixou e apertou de leve os seios da garota, que enrubesceu e os soltou logo em seguida — você vai saber exatamente como fazer.

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Nnoitra já não tinha muito o que fazer. Há um bom tempo Aizen não enchia o saco com uma reunião de grupo ou uma missão ridícula pelo Hueco Mundo. Já sentia falta também de uma mulher na sua cama, afinal três dias era muito tempo.

Saiu do campo de treinamento com isso em mente e foi relaxar por um tempo. Precisava pensar pra ver como tiraria esse atraso de si. Entrou numa sala qualquer onde ficavam as termas e retirou o uniforme que usava antes de entrar na água. Ficou encarando o teto por alguns minutos até uma voz feminina levemente escandalosa encher o lugar.

– Veja o que temos por aqui. — Não demorou muito até uma mulher de cabelos roxos aparecer em seu campo de visão. Cirucci Thunderwitch, privaron espada. Nnoitra sorriu, aparentemente a sorte havia sorrido para ele no dia de hoje.

– Anda meio longe do seu lugar, não é, Cirucci? — A mulher agora se despia e entrava na água agradavelmente quente, e logo ficava a frente do espada, que não pensou duas vezes antes de observar os seios fartos logo a sua frente. Tão fáceis de alcançar.

– Estava tudo meio monótono. — Se aproximou de Nnoitra, as mãos contornando levemente a clavícula dele, de forma a criar um sorriso pervertido no mesmo, que logo a puxou para perto, com as mãos na cintura fina.

Apesar de tudo, o corpo dela era parecido com o de Haruka, e isso era um ponto extra. O que os olhos não vêem o coração não sente.

Notas finais
É isso galera! Até terça :3