Alones
6 Nostalgia
Notas iniciais
Haruka havia se separado de Savie, que agora se encontrava nos aposentos de Starrk, protegida pelo menos por hora. Decidiu ir realizar o ritual diário que restaurava parte de sua humanidade interior: Mantras. Entrou na sala pouco iluminada e se sentou sobre a tapeçaria egípcia. A sala era um octógono, e em cada uma das oito paredes havia um Deus, sendo Vishnu o maior, que era entalhado na porta de entrada. Na sequência se seguiam os mais variados: Quetzalcóatl, Morrigan, Nut, Maat, Kali, Atenas e Ísis. No pé de cada uma das estátuas havia algum tipo de oferenda e incenso.
Recitou algumas poucas palavras, mas se sentia inquieta, e a todo tempo acabava misturando as palavras. Não conseguia esquecer os devaneios que vinha tendo, todos retratavam sua morte, e a de seu povo.
{Flashback}
Uma menina de cabelos longos e negros presos numa traça se sentava em frente a um tanque de carpas, a pele impecavelmente clara coberta por tatuagens cerimoniais de henna e a testa marcada por um bindi brilhante, vestia um sari azul brilhante. Era a "menina-deusa" da cidade, mesmo não tendo nenhuma deformidade. Seu serviço se resumia a aparições públicas e prostituição nos dias festivos da primavera. Era a representação viva de Lakshmi.
E foi enquanto refletia sobre a vida que começou a ouvir os gritos e o som de cerâmicas quebrando. Saiu correndo, segurando o tecido que sobrava nas mãos, ao chegar na porta do grande templo de mafim viu as pessoas correndo desesperadas e outras ajoelhadas implorando misericórdia a algum Deus, logo se sentiu empurrada para dentro do lugar por uma multidão de pessoas que tentavam se salvar do iminente tsunami que varria a pequena ilha, algumas se ajoelhavam a seus pés como se ela pudesse os salvar, mas tudo que fez foi observar os portões metálicos do lugar serem fechados com pressa e depois o lugar desabando sobre os fiéis desamparados.
{Fim do Flashback}
Abriu os olhos e suspirou. Os devaneios tinham se tornado mais frequentes desde que Savie havia aparecido em sua vida. Talvez fosse a preocupação com o bem estar da garota, mas de qualquer modo Haruka não se agradava nem um pouco de relembrar o passado. Se levantou e apagou as velas, e por fim destrancou a pesada porta de madeira, que do lado exterior parecia fazer parte da parede e abriu com o máximo de cuidado para não fazer ruídos e logo a fechou atrás de si.
– Então é ai que você se esconde — Sentiu a voz vinda da pessoa que agora estava a alguns centímetros da garota, que logo se virou, encontrando Nnoitra, pela primeira vez desprovido da gigante arma que sempre carregava.
–Não é bem um esconderijo. — Ainda assim adoraria saber o que tem ai dentro. -Se Aproximou da garota, que deu um pequeno sorriso em resposta.
– Quem sabe um dia... — Por conta própria se aproximou de Nnoitra, que logo a tomou em um beijo particularmente urgente, quase raivoso, algo que fez com que Haruka se sentisse ainda mais tentada por aquela sensação. Pouco antes de se separarem mordeu o lábio inferior do Espada, que agora a colocava contra a parede, e mordia seu pescoço com força suficiente para deixar um filete de sangue escorrer e limpa-lo cuidadosamente com a língua e por fim chupar o ferimento, fazendo a menor soltar alguns gemidos.
Não foi necessário muito tempo até que o top de Haruka fosse rasgado e largado em um canto qualquer, seguido da parte superior do uniforme de Nnoitra. Deitou a garota no chão e começou a lamber e mordiscar o mamilo da garota, enquanto uma das mãos apertava o outro seio, fazendo as mãos da garota se agarrarem no cabelo negro do maior, que parou as carícias por um segundo para arrancar a parte inferior da roupa de Haruka.
As mãos voltaram para os seios, que agora estavam levemente avermelhados pelo atrito e força, e mais uma vez os lábios se encontravam num beijo mais fervoroso, que deu o tempo necessário para a mão de Nnoitra descer até o sexo da garota, onde encontrou um botãozinho pulsante e concentrou-se nele, torcendo-o delicadamente, rodeando-o com o dedo médio, às vezes pressionando rápido para depois recomeçar, o que só fazia a respiração dela faltar por alguns segundos e os gemidos se intensificarem. Haruka inconscientemente moveu as mãos para as costas do Espada, as arranhando com força quando o mesmo introduziu dois dedos na cavidade úmida e quente, fazendo com que ela arfasse e gemesse a cada vez que os movimentos se intensificavam até que a garota arqueou levemente as costas, num grito sonoro que antecipou o orgasmo.
Haruka ofegou algumas vezes, mas logo conseguiu retomar a consciência e observou Nnoitra levar a mão molhada à boca, provando o gosto, acompanhou a língua serpenteante mover-se devagar da palma aos dedos e logo depois tomar sua boca, em uma dança recíproca. Haruka usou uma distração e removeu a incomoda peça que Nnoitra ainda vestia e Moveu as pernas de modo a envolver a cintura do maior e permitiu que ele a penetrasse sem cerimônia ou cuidado. Já esperava por isso, mas seu corpo se revelou mais atraído a dor, e entre gemidos implorava por mordidas e mais força, sendo de bom grado atendida pelo Espada, que a cada mordida criava movimentos mais rápidos e intensos do que o anterior, fazendo com que seu membro entrasse por completo, produzindo um misto de dor e prazer que era acompanhado de gritos e arranhões mais profundos, que agora revelavam a cor carmesim de sangue e que se mostravam ser o ponto fraco dele, que vez ou outra emitia gemidos, até que por fim a garota pode sentir o líquido quente dentro de si, e bastaram mais alguns movimentos até que ela mesma chegasse a um segundo orgasmo. Beijaram-se mais algumas vezes, ainda recuperando o fôlego. Repetiriam mais vezes durante aquela tarde.
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Savie agora ficava nos aposentos de Starrk, e se sentia melhor do que nunca. As brigas frequentes entre Lilynette e o Primeira deixavam o ambiente sempre com um ar vivo, e provocavam risadas da menina que era o alvo do ciúmes da menininha.
– Oe, Lily-chan, para de ser chata e me deixa ter um minuto em paz, ainda não dormi hoje. — Starrk tinha o semblante claramente cansado, o que era cômico, por ainda estar cedo.
– Cê dorme mais tarde! Me leva pra fazer alguma coisa! — Tão rápido quanto a frase foi a velocidade da garota pulando sobre as costas dele, que agora estava deitado de bruço, e assim continuou para raiva da menina de cabelos verdes.
– Lily-chan, o que quer fazer? — Savie sorriu de forma amigável, mas a menina a olhou de forma desconfiada. Ainda não se acostumara com uma segunda companhia.
– Sair daqui já estaria de bom tamanho.
– Então vamos — Savie se levantou do pufe onde estava e ofereceu a mão para menina, que acabou aceitando.
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–Oe, Savie-chan — Lilynette olhou meio sem graça para a maior, que olhou para ela e virou a cabeça em curiosidade — O que você acha do Starrk-kun?
Mesmo sendo uma criança Lilynette já sabia das relações entre os casais de lá, e sabia que Starrk nunca andava com outra mulher se não Halibel ou Haruka. Se preocupava com a presença de Savie lá dentro, mas por ele, nada mais.
– Ele é legal, e a Haruka-chan confia nele.
– Sim, mas ele nunca falou nada pra você?
– Não, acho que não... — Savie olhou pra cima pensativa e moveu a cabeça negativamente, deixando uma Lilynette muito satisfeita e bem mais tranquila quanto aquela menina .
– Mas o que quer fazer Lily-chan?
– Sorvete?
–Sorvete! — Savie assim que falou correu com Lilynette para uma das copas, onde viu o Sexto com uma xícara de café pela metade. Lilynette ignorou por completo a presença de Grimmjow e correu para o refrigerador de onde tirou um pote de sorvete e pegou duas colheres num armário ao lado. Já Savie sorriu timidamente para o homem que apenas acenou em resposta, mas mantendo a seriedade.
A menina sempre que o via era tomada por uma nostalgia sem fim, uma espécie de sentimentalismo antigo, mas que não sabia exatamente de onde vinha.
–Savie-chan! Eu já peguei, podemos ir!
Ao sairem, Grimmjow olhou para a porta, repassando a mesma reação que a garota teve. Sabia que conhecia ela, tinha certeza, então por que não se lembrava?! Se levantou com raiva e voltou para a sala de treinamento que mantinha dentro de seu palacete, precisava extravasar a raiva que sentia, aquela tinha sido uma semana de merda.
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