Almas Afins
45 Capítulo 45 - Contagem regressiva...
Notas iniciais
Desde a sua gravidez no ensino médio, Quinn não tinha tantas certezas acerca do seu futuro. Ela gostava de fazer parte das Cheerios. Era, de fato, uma sensação revigorante se sentir útil e ser ovacionada em algo que fazia, por isso também se sentia bem no clube Glee, embora não fosse a solista. Ela gostava de observar Rachel cantar, tal como fechar os olhos para permitir que a melodia vibrante adentrasse os seus ouvidos. Ser uma Cheerio e membro do Clube Glee eram dois paradoxos que gostava de administrar.
Contudo, ela sabia que as duas atividades escolares eram, no fim das contas, apenas escolares.
Quinn não queria ir para uma faculdade e continuar sendo líder de torcida, tampouco passar o resto da sua vida cantando. Ela queria seguir os passos do pai e se tornar uma detetive, mas quando o terceiro ano chegou e a feira de profissões começou, ela viu que entrar para a polícia não era algo desejado por tantas pessoas, exceto por Santana e até mesmo David.
David foi o algoz de Kurt durante todo o segundo ano, até se arrepender algum tempo depois quando todo o Mckinley descobriu que tudo não passava de um escudo violento para tentar proteger a própria sexualidade. Ele então passou a se tornar mais recluso, até Quinn descobrir nele o desejo profissional mútuo, ainda que fosse apenas na área fotógrafa. Desde então, se tornaram amigos.
Conseguir ingressar na Universidade Estadual de Ohio foi fácil. Quinn gostava das aulas e gostava de ter Santana ao seu lado. Mas, sabia, ser detetive não era algo tão rentável. Todo o patrimônio dos seus pais era fruto de heranças e não por causa do trabalho.
Isso não a impediu de se formar e entrar para a polícia. Sua profissão não ser tão rentável não era motivo para desmotivá-la. Gostava do que fazia. Gostava de solucionar crimes e da adrenalina que eles causavam-na.
No entanto, ao entrar no Departamento de Polícia de Lima naquela manhã de segunda-feira ao lado de Santana, ela não se sentiu feliz, porque sabia que tinha um serial killer para desvendar e que ele poderia ser o seu meio-irmão.
David as abraçou quando ambas entraram na sala que dividiam.
— Eu estou contente por voltarem. Era sufocante trabalhar sem vocês aqui. — Ele disse.
— Eu realmente achei que Warren contrataria outros detetives. — Quinn suspirou e colocou a caixa com os seus pertences sobre a mesa.
— Ele pensou nessa possibilidade. Warren ficou completamente zangado quando vocês foram embora. Depois, tentou contratar a Elaine, mas ela negou, então Joshua fez com que ele abrisse os olhos.
— Joshua? Você está brincando comigo. — Santana se levantou rapidamente do sofá de dois lugares. — Joshua teve participação na decisão do Warren?
— Eu ouvi ele falando com Warren sobre recontratá-las há alguns dias e ia contar para vocês, mas o aniversário da Audrey estava chegando.
— Isso não está certo. — Quinn murmurou. — Joshua deveria comemorar a nossa demissão e não pedir para Warren ir atrás de nós.
— Eu pensei a mesma coisa, mas...
A fala de David foi interrompida por batidas suaves na porta, e Warren a abriu após alguns segundos. Ele sorria e estava acompanhado de Joshua.
Quinn forçou um sorriso quando o capitão expressou satisfação em tê-las de volta, ouvindo-o monologar sobre a atual situação de Ohio. Ela sabia qual era. Sabia que Ohio estava um caos. Um alerta invisível parecia reluzir acima do estado, fazendo-o ter uma atenção que nunca teve antes.
— E tomem bastante cuidado com os repórteres.
— O quê? — Quinn franziu o cenho. — Repórteres?
— Há repórteres rondando o departamento. Era de se esperar que isso fosse acontecer logo. Lima está com um caso perturbador, para dizer o mínimo.
Quinn assentiu lentamente. Ela tinha lidado com repórteres quando resolveu o caso da garotinha sequestrada há alguns anos, mas quando Warren se despediu e ela olhara pela janela, seus olhos observaram a movimentação ao redor do local. Furgões estacionavam a poucos metros. A logo da emissora pintada na lataria a fez xingar em voz baixa.
Sem espelhar a ação do pai, Joshua permaneceu no cômodo.
— Espero que dessa vez consigam pegar o assassino sem se demitirem.
— Por que falou com Warren sobre a nossa recontratação? — Santana cruzou os braços.
— Porque Ohio precisa de segurança.
— É só isso?
— O que mais seria? Se estão esperando que eu disserte sobre a competência de vocês, isso não vai acontecer, mas trazer outros detetives custa tempo e dinheiro. — Joshua deu de ombros. — Vou torcer para que sejam úteis dessa vez. — Deu meia-volta e deixou a sala.
Santana tentou ir na direção dele, mas a mão de Quinn no seu braço a fez parar.
— Não, Santana. Voltamos hoje e não vamos começar uma confusão aqui.
Santana suspirou, mas concordou resignada.
— Vou buscar algumas coisas.
Quinn deixou que ela fosse, acompanhada de David, e atendeu a chamada no momento em que sentiu o seu celular vibrar no bolso da sua calça.
O sorriso foi involuntário e amoroso.
— Quinn?
— Oi, Beth! Como você está? Está gostando de tudo?
— Eu estou adorando! É tudo tão lindo! — A voz de Beth estava eufórica do outro lado da linha.
Quinn alargou o sorriso. Desde que o clima de Ohio ficou ainda mais tenso, Shelby decidiu levar Beth para conhecer Nova York. Era uma tentativa de proporcionar lazer e distração diante de toda aquela situação.
Claro que isso a deixou parcialmente chateada, mas não tinha o direito de cobrar algo. Beth era filha de Shelby. Quinn era somente a mãe biológica e alguém que tentava se aproximar gradativamente.
Mas sentia falta dela.
Agradecia, sobretudo, a permissão de Shelby em dialogarem através do celular.
Depois de alguns minutos de um solilóquio encantado pela cidade, ela ficou em silêncio por breves instantes antes de tornar a falar.
— Eu gostaria de ter ido ao aniversário da Aud.
— E ela gostaria de ter tido a sua companhia na festa. A Aud perguntou muito sobre você.
— Ela perguntou?
— Perguntou. — Quinn foi sincera. — Ela está com saudade.
— Eu posso... visitar ela quando eu voltar? — Era nítida a timidez de Beth ao fazer a pergunta.
— Você não precisa perguntar, Beth. A minha casa também é a sua casa. Espero que volte logo.
— Eu também espero.
Elas trocaram mais algumas palavras antes de Beth desligar, afirmando que iria para o Central Park.
Quinn guardou o celular ao tempo em que Santana retornava à sala com o painel que conhecia bem. O organograma estava intacto.
— Vamos deixá-lo aqui. Precisamos estudar tudo isso.
David veio logo atrás, segurando outro painel. Era maior e igualmente retangular.
Ele o posicionou ao lado do organograma, e Santana pegou o mapa dos Estados Unidos que havia comprado há alguns dias, abrindo-o e colando-o no segundo painel.
Quinn se encarregou de pegar as fotos das vítimas nos documentos do caso, colando-as cada qual sobre um dos pontos marcados no mapa. Os estados onde nasceram. A linha traçada marcando o lugar até o local da morte de cada um foi bem evidenciada por ela. Precisavam detalhar cada acontecimento.
— Tem certeza de que quer mostrar essa descoberta? — Santana perguntou ao ver Quinn começar a escrever as informações que sabia.
— É uma informação importante. Foi Kevin quem descobriu. — Quinn respondeu. Ohio estava um caos, e Kevin continuava desaparecido. O corpo não encontrado a fazia ter o mínimo de esperança, ao mesmo tempo em que tinha medo de receber o telefonema que a faria ir até o local fatídico ou então ter de seguir Schatten pelas ruas de Lima até encontrá-lo. Morto e sem o próprio coração.
Santana concordou, e a loira continuou.
— Zach nasceu na Pensilvânia. Vítima número dez. Jason... — Ela fez uma pausa, mirando o amigo de soslaio. — Jason nasceu no Alabama. Vítima número nove.
David apenas inspirou pesadamente e apoiou o corpo em uma das mesas.
— Elijah nasceu no Missouri. Vítima número oito. — Santana disse.
No entanto, o silêncio foi unânime quando Quinn terminou de escrever.
— Kevin... — Santana começou.
— Não sabemos se ele morreu. — Quinn a interrompeu. — Eu vou colocar uma interrogação.
A latina concordou.
— Kevin nasceu na Dakota do Sul. Ele é a vítima número sete? E quem será a número seis? — Ela pensou em voz alta. — O Homem Sem Coração não age há algum tempo. Eu gostaria de estar contente, mas isso iria contra qualquer racionalidade.
Quinn não respondeu. Ela partilhava da mesma sensação e escreveu o número seis e outra interrogação embaixo do nome de Kevin.
Quem seria, realmente, a próxima vítima?
— Também não há uma explicação do motivo pelo qual Robert foi morto. — David se pronunciou após alguns minutos de pura taciturnidade. — Robert foi morto com um tiro na cabeça. Um tiro fatal. O coração dele não foi arrancado, e a combinação da primeira letra do nome e do estado onde ele nasceu não confere. Ele deveria ser a vítima número três.
— Além do fato de que ele não abandonou ninguém. Ele era só um idiota que nos chantageou.
— Ele nos chantageou. — Quinn repetiu a última sentença de Santana. — E depois foi morto.
— O que você quer dizer? Que o assassino não gostou de termos sido chantageadas e finalizou o Robert como um favor? — A latina foi irônica.
— É uma possibilidade. — Quinn se virou para fitar o painel. — Ele sabia, de alguma forma, que Robert nos tinha nas mãos por um descuido nosso. E não queria que fôssemos expostas. Ele não queria porque não há alguém que pode nos derrubar a não ser ele.
— Controle? — David franziu o cenho ao ler a palavra que Quinn escreveu ao lado do nome de Robert.
— O assassino tem controle. Controle sobre o que faz, quando faz e com quem faz. Robert foi um trajeto que ele não calculou, mas se livrou porque queria ter o controle novamente. Robert estava ameaçando isso. O Homem Sem Coração quer ser a nossa única ameaça e está conseguindo.
— E sua conclusão é...? — Santana quis saber, verdadeiramente curiosa sobre a linha de raciocínio de Quinn.
— Que ele não vai parar e que vai eliminar qualquer pessoa que possa colocar o controle dele a perder. — Quinn encarou os amigos. — Há a mínima chance de conseguirmos capturá-lo se ele for até alguém que nos ameace, exatamente como Robert fez. Mas é como um beco sem saída. Não há como prever se vai dar certo. Enquanto isso, essa contagem regressiva de vítimas vai continuar até chegar na Rachel... e em mim também.
...
Rachel recusou pela quinta vez a vez a ligação que recebia. O código de área de Nova York a deixava curiosa e temerosa. Sabia que não era Shelby. Ela não ligaria de um número desconhecido, então só poderia ser alguém da Broadway.
A judia sabia que Funny Girl tinha sido um sucesso. Seu nome estampou os jornais nova-iorquinos por longos meses. Também sabia que ter deixado a cidade repentinamente assim que seu contrato perdeu a validade havia despertado a curiosidade de uma quantidade considerável de pessoas. Especialmente o diretor da peça.
Porém, não queria atender. Não queria se lembrar do passado e nem do seu erro mais do que já lembrava. Seja o que fosse, não era do seu interesse. Estava bem trabalhando na Escola Shawnee e estava bem com Audrey e Quinn. Tudo caminhava gradativamente, mas tinha esperanças.
Ela pagou o táxi quando ele estacionou no acostamento rente à sua casa. Tinha esquecido algumas partituras quando saiu às pressas pela manhã e precisava delas para a aula daquela tarde.
Ao colocar a chave na fechadura, no entanto, ela notou que a porta não estava trancada e sobressaltou quando sentiu a ave pousar no seu ombro.
Não era escura. Era branca. O mesmo corvo que tinha visto há algumas semanas e que tinha seguido até encontrar Robert Miller morto no próprio apartamento.
Aquela imagem nunca tinha deixado a sua mente. Esporadicamente, as lembranças atormentavam o seu sono, fazendo-a tomar água durante a noite para se acalmar. Jamais tinha visto um assassinato, nem mesmo cogitado ver um, mas aquela cena horrenda nunca sairia da sua cabeça.
Deveria ligar para Quinn e comunicá-la sobre a porta destrancada, assim como a presença do corvo, porque sentia que algo de ruim poderia ter acontecido, mas não queria tirá-la do trabalho sem averiguar algo antes. A casa tinha alarmes confiáveis e câmeras.
O exercício de respiração foi usado. Inspira e expira. Uma, duas, três vezes até ter coragem suficiente para entrar na casa, e assim o fez.
Contudo, ela se arrependeu daquilo instantaneamente.
O corvo alvo crocitou quando Rachel pousou os olhos sobre os corpos sentados no sofá da sala de estar. Os dois corpos sem vida e com um vazio literal no tórax. As cabeças pendendo para trás impossibilitando-a de enxergar os rostos, mas sabia pelas roupas que eram um homem e uma mulher.
Não havia sangue. Nada estava sujo ou fora do lugar, exceto pelo cenário tenebroso que a morte deixava, principalmente daquele modo. Ela nunca tinha visto a foto dos corpos que Quinn guardava nos documentos do departamento, porque não tinha curiosidade ou vontade de sentir o seu estômago embrulhar. Ele estava embrulhando agora, mas Rachel não correu até o banheiro para vomitar. O líquido saiu da sua boca em segundos, sujando o carpete do cômodo. Estava tão nauseada, e seu corpo escorregou na parede até cair no chão.
A porta aberta permitiu que a ave entrasse, assim como várias outras. Corvos entravam e pousavam nos móveis perfilados. Eram muitos, e a assustaram, deixando aquela cena ainda mais horrorosa.
Quando eles crocitaram em uníssono, Rachel tampou os ouvidos com as mãos, apertando os olhos e pedindo silenciosamente em meio às lágrimas que aquilo não estivesse mesmo acontecendo. Não na sua casa. Não onde se sentia segura.
Seu corpo todo tremia, tão forte que ela não conseguiu se levantar, mas pegou o celular na sua bolsa e discou o primeiro número de emergência.
— Rachel?
— Qui... Quinn... — Rachel chorava intensamente.
— Rachel? O que aconteceu? — A voz de Quinn saiu preocupada e aflita.
— Morte, Quinn. Morte e... corpos.
— Onde, Rachel? Onde você está? — Rachel ouviu uma movimentação do outro lado da linha.
— Eu... estou em casa.
Houve um silêncio na chamada, e a judia achou que ela tinha sido encerrada até ouvir uma porta batendo.
— Eu estou indo até aí com a polícia. Saia daí, Rachel. O assassino... droga! Ele pode estar aí. Ele pode...
— Quinn... — Rachel a interrompeu.
— Sim?
— Eu acho que... eu acho que um deles é o Kevin.
Novamente o silêncio predominou, e Rachel ouviu Quinn dando ordens.
— Eu estou chegando, Rachel.
Rachel sabia que o assassino poderia estar por perto, mas ela não moveu um músculo sequer. Não conseguia. Era impossível se levantar e caminhar. Se sentia fraca e não parava de chorar. Não queria estar vivendo isso. Não queria saber que havia um serial killer solto em Ohio. Era pavoroso em uma quantidade imensurável. Os corvos crocitando em coro já não a incomodavam mais. Estava inerte. Tão inerte que mal sentiu braços ao seu redor.
Quinn mal desligou a viatura ao parar na frente da sua casa e correu para dentro. A cena a fez parar por breves momentos, mas ao fitar Rachel, seu instinto em acalentá-la gritou.
A detetive a tirou do chão a abraçou, escondendo o rosto dela no seu pescoço para que não visse mais aquela imagem. Ela não merecia.
Sua cabeça girava como nunca havia girado antes. Estava na sua casa, e os dois corpos repousavam no seu sofá. Colocados delicadamente de forma minuciosa.
Santana irrompeu na sala de estar rapidamente. Ela olhou brevemente na direção da amiga antes de encarar os corvos.
— Esses são... os corvos do Kevin?
Quinn não respondeu, mas aquelas aves não eram desconhecidas, embora fossem parecidas. Já tinha a impressão de tê-las visto antes, mas coube à Santana sanar todas as dúvidas.
A latina deu a volta no sofá sem hesitar e viu os rostos das vítimas.
Um suspiro pesado saiu dos seus lábios.
Quinn soube o que era.
— É o Kevin, não é? — Ela perguntou enquanto passeava a mão pelas costas da esposa na tentativa vã de acalmá-la.
— É o Kevin e a Margo Howard.
Quinn praguejou. Praguejou mentalmente e verbalmente. Kevin não podia estar morto. Não quando ainda nutria o desejo de que ele estivesse vivo. As mortes do Homem Sem Coração não tinham atingindo-a tão forte quanto essa, e quando acompanhou Rachel até a ambulância para que fosse examinada pelos paramédicos, algumas lágrimas caíram dos seus olhos.
O homem de meia-idade fascinado por corvos era gentil. Não queria ter perdido-o. Agora, teria de inspecionar o corpo e a morte dele. Raiva e tristeza predominaram no seu interior. Queria socar Sam mais do que nunca, mesmo sem saber se ele era realmente o responsável por tudo aquilo.
Ela secou o rosto rapidamente no momento em que os paramédicos constataram que Rachel não estava machucada fisicamente, contudo, estava carregando um trauma. Quinn sabia disso e se sentia péssima ao vê-la piscando os olhos lentamente. Estava quebrada e tão frágil.
— Eu vou levá-la para a casa de Hiram e Leroy. Eles podem ir buscar Audrey. Vocês duas vão ficar lá por tempo indeterminado.
Rachel concordou, mas não respondeu verbalmente. E assim Quinn fez.
Ela deixou a esposa na casa de Hiram e Leroy, que ficaram horrorizados ao saberem do acontecimento, e só foi embora quando Rachel dormiu depois de ter tomado um calmante.
Ao retornar para a sua casa, no entanto, ela quis expulsar todos os policiais e curiosos que se aglomeravam ao redor da faixa amarela protegendo a área do crime.
Sua casa era, agora, uma área de crime.
A Agência de Proteção Ambiental já estava iniciando o processo de retirar os corvos, e Quinn procurou Schatten e Munin, mas não os encontrou. Não sabia se ficava feliz ou triste com aquilo. Eles sem dúvidas ficariam soltos. Sempre aparentaram ser mais independentes que os demais.
Quando todos os corvos foram retirados, Santana se adiantou em ir na cavidade bucal das vítimas, onde as fotos estariam. As fotos de quem eles abandonaram.
— Abandonar não é uma opção. — Ela leu em voz alta a frase no verso dos objetos.
A moça grávida da primeira fotografia era claramente a noiva que Kevin tinha deixado para trás, mas não sabiam quem eram as crianças da outra imagem. Só sabiam que certamente tinham sido abandonadas por Margo.
— Ele estava com Kevin todo esse tempo. Por quê?
— Eu também gostaria de saber, Q. — Santana suspirou. — E ele nos devolveu Kevin e Margo de uma só vez.
— Isso só mostra que ele compensou o tempo que ficou sem agir. — Quinn disse. — E mostra que faltam mais duas vítimas até ele chegar na Rachel. A contagem regressiva voltou.
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