Você desvia o olhar: sentiu mãos sobre seu cabelo. Aproximando-se um pouco mais, verá que ainda carrego a echarpe. Um simulacro dela, é verdade: minha forma também é um simulacro de quem já fui. O que sou hoje? Um fantasma? “Uma consciência” soa melhor. Intangível.

Portanto, para contrariar o intangível, empurro levemente o balanço, e sua filha (a mais nova dos três irmãos que você adotou) ri.

Apesar de cobiçar algo que jamais terei, alegro-me ao ver você. Não posso partilhar grandes eventos da vida a seu lado, mas posso sentir-me honrada pois você vive e sonha por nós duas.