All You Need Is Love

32 Capítulo 32


Notas iniciais
Heyyy! Desculpem-me pela demora, cheguei de viagem ontem e só consegui internet para postar agora (ô delícia). Quero deixar um recado aqui: hoje é meu último dia de férias (adeus, vida) e minhas provas já começam quarta feira e vão até o dia 07/08, sendo que eu terei uma viagem escolar e festa junina no meio tempo (why, God?!), o que significa que estarei MEGA enrolada... E eu peço a compreensão de vocês, pois não sei quando poderei postar novamente. Eu juro que, sempre que der, escrevo um pouquinho, mas eu, normalmente, termino de estudar muito tarde e nunca sobra tempo. Mas, quero que saibam que eu NUNCA vou abandonar essa fanfic e, caso eu demore, sei lá... Um mês pra postar, já sabem o motivo. Obrigada pela colaboração :) Pois é, galera, hoje faz 1 ano que perdemos o nosso grandão... Parece que foi ontem que recebi diversas mensagens dos meus amigos perguntando como eu me sentia e eu simplesmente não sabia o que responder. Acho que, até hoje, não consigo acreditar que o Cory se foi... Uma perda, em geral, é algo que marca muito. Seja de um campeonato, de algo material, simbólico e, principalmente, alguém que esteja ligado "diretamente". Espero que ele esteja descansando em paz e que sua alma esteja em serenidade. #WeMissYouCory

Judy ouviu o telefone tocar insistentemente e ficou preocupada, pois já era de madrugada, portanto correu para atendê-lo.

– Senhora Fabray?

– Sim.

– Aqui é o Dr. Elliot... Detesto esta parte do meu trabalho. – suspirou. — A senhorita Quinn Fabray acabou de dar entrada no hospital Bom Samaritano, vítima de um atropelamento. Precisamos de um acompanhante... Urgentemente.

O telefone fora instintivamente solto da mão de Judy, que colocou as mãos no rosto, abafando o choro.

Estava sozinha em casa, não havia ninguém para ampará-la. Teria de conseguir chegar a Los Angeles, mas, até lá, alguém teria de ficar com Quinn no hospital.

Não pensou duas vezes. Discou o número de Sam e aguardou ser atendida.

– Alô. – o rapaz atendeu, estranhando a ligação no meio da noite.

– Sam! – Judy, sentada no chão do quarto, tentava controlar o choro para explicar o ocorrido ao loiro. – Aqui é a Judy. – fungou.

– Sra. Fabray?! O que aconteceu?

– A Quinn, Sam. – fechou os olhos e respirou bem fundo. – Ela sofreu um acidente, parece que foi um atropelamento. Eu preciso que você vá até o hospital.

Naquele momento, o loiro, incrédulo, colocou a mão direita na cabeça, puxando os fios de cabelo e sentiu as lágrimas escorrerem livremente por seu rosto.

– Eu preciso avisar a alguém de Nova York pra que vá correndo pro hospital. Vou arranjar uma maneira de ir pra lá, prometo.

– Não, Sam! – gritou, nervosa. – Ela deu entrada no hospital Bom Samaritano, aí em Los Angeles.

– Ai meu Deus! O que ela veio fazer aqui?!

– Não sei! – a voz trêmula devido ao choro. – Por favor, Sam, cuida da minha filha! Eu estou em Ohio, vou dar um jeito de chegar aí, mas, por enquanto, fica com ela! Eu te imploro...

– Eu não vou abandoná-la, Sra. Fabray, prometo.

Sam desligou o telefonema e vestiu uma roupa qualquer, pegando as chaves do carro. Antes que pudesse abrir a porta de casa, percebeu-se chorando desesperadamente. Rezou para que tudo ficasse bem com a loira e ligou para Puck. Não teria condições de enfrentar tudo sozinho, precisava do seu amigo.

O moreno, assim que soube da notícia, foi o mais rápido que pôde até o prédio de Sam. Evans, que já o aguardava do lado de fora da portaria, entrou no carro apressadamente e deu o endereço do hospital ao amigo.

– Calma, cara, por favor. – pediu o moreno, observando que o loiro tentava conter um choro desesperador. – A Quinn é forte, vai passar por mais essa, tenho certeza.

– A Judy me disse que foi grave. E pelo estado que ela estava quando me ligou, não tinha nenhum tipo de exagero... Eu não sei se vou aguentar se a Quinn não... – fora interrompido.

– Sam! Ela vai sair dessa.

O loiro encostou a cabeça no encosto do banco e passou a mão pela testa, enxugando as gotas de suor frio.

___ o ___

Os rapazes chegaram ao hospital em poucos minutos e adentraram o local principal a procura de uma notícia sobre a loira.

Sam correu ao balcão de atendimento e perguntou por Quinn Fabray. Puck tinha a mão direita apoiada no ombro esquerdo do amigo, apoiando-o naquele momento tão difícil. A funcionária disse que chamaria o médico que minutos antes ligara para Judy.

– Vocês são parentes dela? – perguntou o doutor, aproximando-se dos dois.

– Não, doutor. Somos amigos dela. Mas ele – apontou para Sam – foi namorado dela e os dois têm uma ligação muito forte.

– Como que ela está? – perguntou o loiro, segurando o choro.

– A senhorita Fabray está internada na UTI e acabamos de levá-la para fazer uma série de exames. Ainda está inconsciente.

– Eu preciso vê-la! — suplicou o loiro.

– Eu sinto muito, meu jovem, mas, como eu acabei de dizer, ela está na UTI, não pode receber visitas. – tentou ser o mais calmo possível.

– Então por que vocês ligaram pra mãe dela pedindo para um acompanhante vir urgentemente, hein?! Só pra deixar ela ainda mais nervosa? – elevou o tom de voz.

– Pois ela perdeu muito sangue e é de tipo O, o qual está esgotado no nosso banco de sangue.

– Isso é um absurdo! – reclamou Puck. – Eu sou tipo A+, não posso doar... – começava a ficar apreensivo. – Doutor, me explica como é que vocês não têm o tipo dela no armazenamento?!

– Houve um transplante ontem à tarde com algumas complicações em que o paciente, de tipo O, precisou repor muito sangue. Infelizmente, as doações dificilmente são feitas, meu jovem.

– O que você fazendo, Sam? – questionou o moreno ao amigo, observando-o mexer inquietamente em alguns papeizinhos que tirara de sua carteira.

– Achei! Eu posso doar! Sou do tipo O. – emocionou-se o loiro, mostrando a carteirinha. – Vou salvar a vida dela, Puck.

– Preciso que venha conosco, temos de ver se você está com todos os requisitos para doar sangue à paciente.

O médico pediu que Puck aguardasse em algum canto do hospital enquanto guiava Sam a uma sala onde seriam feitos os procedimentos.

Por sorte, já fazia mais de vinte e quatro horas que o loiro ingerira bebida alcoólica, que era sua única preocupação dentre os demais pré-requisitos.

___ o ___

O moreno, que aguardava no lado externo do hospital, tentava falar com Santana no celular da morena. Quando enfim ela atendera, teve de ouvir um comentário delicado:

– Puta que pariu, Puckerman! Anda! Diz logo o motivo pra ter me acordado! Sua casa pegando fogo?

– Santana, senta em algum lugar longe do pessoal. – a voz do rapaz era séria demais, o que assustou a latina.

– Estou trancada no banheiro para não acordar a Brittany. Agora, fala logo!

– Estou no hospital com o Sam, a Quinn sofreu um atropelamento e viemos pra cá. Só sabemos que ela ainda não acordou e que perdeu muito sangue. O Sam é do mesmo tipo sanguíneo dela, portando está fazendo doação.

– Puta merda! – a morena colocou a mão no rosto, abafando o choro que começava. – Loira, pelo amor de Deus, aguenta firme. Espera um pouco. Ela está em LA?!

– Sim. Santana, preciso desligar, o Sam está terminando os procedimentos e vou tentar acalmá-lo.

– Em que hospital ela está? Vou pra aí assim que possível. – passou a mão pelo rosto.

– Bom Samaritano. Tenta se acalmar, está bem? Ela é forte, vai sair por cima.

A morena desligou a ligação sem nada dizer. Puck só pode ouvir o choro dela aumentar antes que pudesse escutar o “bip” de finalização.

___ o ___

Sam já havia feito as doações e aguardava, juntamente a Puck, notícias sobre a amada. Balançava as pernas inquietamente, nervoso com a demora.

Uma enfermeira avisou aos rapazes que o procedimento de transfusão havia se iniciado, o que aliviou, em parte.

– Sam, acho melhor a gente ir pra casa, descansar um pouco e voltar depois. A transfusão vai demorar... Fora que eles têm que fazer uma série de exames.

– Eu não vou deixá-la sozinha.

– Cara, você precisa dormir um pouco. Estamos aqui há umas quatro horas já, sabia? Já amanheceu.

– Ficarei quantas horas forem precisas. Vai você, então.

– Não... Vou ficar contigo. Tenta se acalmar um pouco, irmão, tem muitos médicos competentes com ela.

– O que me deixando maluco é que o médico já deveria ter dito se ela teve alguma complicação ou qualquer coisa assim!

– Eles vão fazer os exames. Só precisam repor o sangue antes. Eu acredito que se a gente pedir muito para que ela fique bem, irá dar tudo certo. Você é cristão, certo?

– Sim.

– Tem uma capela atrás do estacionamento, vai lá um pouquinho. Qualquer notícia, te ligo.

O loiro assentiu com a cabeça e levantou, andando cabisbaixo.

___ o ___

Era por volta das nove horas da manhã quando Jennifer chegou à boutique. Sua tia e Margareth conversavam no balcão.

– Foi uma loucura! – disse a ex-colega de trabalho de Quinn.

– O que foi uma loucura? – questionou Jennifer sorridente.

– A confusão que teve ontem aqui no bairro. Você não soube? Um atropelamento horrível.

– Não vejo jornal, Marg.

– Eu também não, mas, infelizmente, eu estava presente no momento. Quer dizer, eu só vi a garota sendo jogada para o outro lado da rua.

– Credo!

– Foi terrível! Parece que ela começou a andar na avenida e um carro não conseguiu frear... Eu fiquei impressionada! O carro não estava com uma velocidade tão alta, mas a menina voou longe! Coitada...

– Mas esse povo não aprende que tem que esperar o sinal fechar? Ah, pelo amor, né?!

– Não sei também se ela fez de propósito, pois, como eu te disse, só vi o clímax da situação. E o cara que atropelou não prestou socorro, acredita? Essas pessoas são muito cruéis... Um senhor chamou a ambulância, mas, sinceramente, acho que ela não vai aguentar não... Nunca vi tanto sangue na minha vida!

– Ai, Margareth! Credo. – Jennifer sentiu um arrepio percorrer a espinha.

– Sabe que, por um momento, pensei que fosse aquela garota que trabalhou aqui, a Quinn. Era loira e tava usando uma roupa no estilo dela, mesmo com todo o sangue, era possível ver um pouco e se a Quinn não estivesse se mudado de LA, diria que era ela.

Foi aí que Jennifer estagnou. Engoliu em seco e, sem poder acreditar, colocou a mão direita sobre a boca.

– Que foi, Jen?

– Pra que hospital ela foi?

– Acho que levaram pro Bom Samaritano, mas não tenho certeza.

– Tia, você pode ligar pra esse número? – entregou o telefone de Sam. – Depois me manda uma mensagem se atendeu ou não.

– Aonde você vai?

Não obteve resposta. A sobrinha já havia saído apressadamente pela porta principal da boutique.

Para confirmar as suspeitas de Jennifer, Sam não estava em casa. O celular dava na caixa postal comum. O loiro colocava uma mensagem de aviso para aqueles que tentavam lhe ligar, dizendo que estava no trabalho. E, por algum motivo, aquela mensagem não estava acionada. O que aumentava a chance de ser Quinn a vítima do atropelamento.

___ o ___

Sam, após voltar da capela, correu de volta ao local que o amigo se encontrava para ter alguma notícia.

– E aí? O médico já veio aqui? – questionou o loiro a Puck.

– Ainda não.

– Não é possível! Por que diabos vocês não dizem nada sobre a Quinn?! – gritou com os funcionários, desesperado. — Por acaso estão tentando esconder algo? Ela deu entrada nesse hospital há horas e tudo o que eu sei até agora é que ela perdeu muito sangue. Preciso saber o que está acontecendo, por favor! Ela é a pessoa mais importante da minha vida! – admitiu, chorando.

Uma enfermeira pediu que o rapaz se acalmasse e Puck, que o abraçava, sugeriu que o mesmo fosse dar uma volta para espairecer. Sam, que não havia comido nada desde que chegara, portanto decidiu ir até a lanchonete que ficava no primeiro andar do hospital.

___ o ___

Sam estava sentado em uma mesa da cafeteria do hospital, com as mãos no rosto, desejando que Quinn ficasse bem.

– Te procurei por todo o hospital. – disse Jennifer esbaforida. – Como é que ela está?

O loiro tirou as mãos do rosto para olhar a menina a sua frente e pôde perceber que ela chorava.

– Como você tem a cara de pau de vir atrás de mim em um hospital?! Ainda mais sabendo que eu estou em um momento péssimo?

– Eu não vim atrás de você, Sam, quero saber da Quinn. Eu imaginei que estivesse aqui, afinal onde a Quinn estiver, você por perto... Como que ela está?

– Eu não sei! Sabe por quê? Porque ninguém nesse hospital diz NADA! – gritou. – Eu estou há horas tentando saber notícias dela e ninguém se pronuncia. Não sei se ela já acordou, se fraturou alguma coisa, se a transfusão de sangue ocorreu com sucesso... – chorava.

– Sam! – gritou Puck, se aproximando dos dois e ignorando a presença de Jennifer. – Cara, os médicos estão agindo lá dentro, mas o doutor Elliot deixou o recado com a enfermeira que falou comigo agora a pouco. Quinn acordou, mas com dificuldades de respirar. E o que mais me preocupou, pois não entendo nada disso e só sei que é grave, é que ela teve um traumatismo craniano devido à queda.

Jennifer começou a chorar mais forte, sendo acompanhada por Sam, que, boquiaberto, levou as mãos à cabeça, puxando os fios de cabelo.

– É tudo culpa minha! – disse a garota de cabelos cor de mel com as mãos sobre o rosto.

– O que você disse? – perguntou o loiro, sentindo o sangue ferver. – Você tem alguma coisa a ver com esse acidente? – segurou-a pelo braço. – Responde! Foi você que a atropelou?! Por que não prestou socorro, filha da mãe? – gritou.

– Sam! Mantém a calma, cara. – pediu Puck, assustado com a reação do amigo.

– Imbecil! Se a Quinn tiver qualquer complicação e... E não suportar, eu juro que te mato! – Sam cuspia as palavras.

– Me larga, Sam! Eu não atropelei ninguém! – foi a vez dela de gritar. — Só soube do acidente agora, ok? — Jennifer chorava.

– Se os senhores não se acalmarem, vou chamar os seguranças! – uma funcionária alertou, tentando diminuir a confusão.

Sam, que deixava as lágrimas escorrerem livremente por seu rosto e pescoço, pingando em sua camisa, soltou o braço de Jennifer, observando a vermelhidão no local. Deu um longo suspiro e bebeu o copo d’água que era oferecido pela mesma funcionária que intervira.

– É melhor você ir embora... Pro bem de todos. – o moreno disse à garota de forma fria, evitando contato visual.

Jennifer estranhou a forma como Puck a tratara, mas não o questionou. Achou melhor ir embora e, antes de deixar a cafeteria, olhou para Sam, que estava cabisbaixo, e suspirou, passando a mão no rosto.

___ o ___

Judy encontrou com Santana no aeroporto e as duas foram juntas para o hospital. A mãe de Fabray chorava muito e era consolada pela latina.

Assim que avistaram os rapazes nos bancos de espera do segundo andar, correram até eles. Sam abraçou Judy e choravam juntos.

– Obrigada por estar aqui, querido.

Sam balançou a cabeça positivamente e, em seguida, foi acolhido por Santana.

– Ela está acordada?

– Sim, mas eu sei de muito pouco. O médico sumiu... Não sei nem se está lá com ela.

– Pelo amor de Deus, moça, eu sou a mãe da paciente Quinn Fabray, preciso falar com o médico. – pediu Judy desesperada à funcionária.

Uma enfermeira entrou por uma porta para a UTI, chamando o médico que atendia a loira. O senhor caminhou apressadamente até os quatro e começou a dar o laudo de Fabray.

– Ela está com dificuldade respiratória, pois o pulmão esquerdo colidiu com o chão e, por isso, ela está respirando com o auxílio de tubos de oxigênio. Estamos aguardando o resultado de um exame para sabermos se vai ser necessário encaminhá-la para o centro cirúrgico. E, quanto ao traumatismo craniano, não temos outra saída a não ser a cirurgia, que deverá ser feita dentro de algumas horas. Eu não posso mentir, o caso da Quinn é grave e eu não posso afirmar se ela vai sair sem sequelas. Pode ser que ela tenha alguma paralisia e quero que estejam preparados para isso. – alertou. – Ela teve uma pequena fratura na costela e no braço esquerdo, mas isso é o de menos.

Sam sentou-se no chão e, com a cabeça encostada nos joelhos, voltou a chorar, porém, dessa vez, era um choro sofrido. Santana se juntou ao loiro e o abraçou. Com a mão esquerda apoiada nas costas de Sam, ela o acariciava com o polegar.

Puck disse que iria à casa de Sam e traria uma mochila com mudas de roupa, pois sabia que o amigo não sairia dali tão cedo. Judy foi acompanhada do médico para preencher um formulário no balcão de atendimento.

– Você acha que ela vai sair sem sequelas? – questionou à Santana.

A latina fitou o chão, tentando formular uma resposta mentalmente.

– Talvez. A Quinn já enfrentou tanta coisa, né, Sam? É, sem sombra de dúvida, uma das mulheres mais fortes que conheço e eu acredito que ela vá sair daqui bem.

– Eu faria qualquer coisa para trocar de lugar com ela... Qualquer coisa. – repetiu em sussurro. – Só de pensar que eu posso nunca mais vê-la... – a frase fora interrompida pelo choro compulsivo.

– Eu acho que nunca vi um amor tão verdadeiro quanto o de vocês... – confessou Santana. – Claro, eu e a Brittany não contamos nessa minha observação. – tentou arrancar um sorriso do rapaz. – Mas, falando sério: eu admiro vocês, sabe? E eu imagino o que deva estar passando nesse coraçãozinho aí... E no da Quinn também. É por isso que eu vou te ajudar. Fabrevans vai voltar, pode apostar!

– Eu só quero que a Quinn fique bem, Sant. Quanto à nossa relação, já é outra história...

– Você não quer voltar com ela?!

– Claro, mas... – lembrou-se do rapaz que vira com Quinn no bar de Nova York. – Eu aceito a sua ajuda. – forçou um sorriso.

___ o ___

Puck retornou ao hospital, trazendo a mochila com roupas de Sam. Juntou-se aos amigos e foram avisados de que a cirurgia craniana iria começar.

Judy rezava em um canto do hospital e Santana caminhava de um lado para o outro, aflita. O loiro não tinha outra reação a não ser chorar e era consolado por Puck.

Foram longas horas de angústia para aqueles que aguardavam a realização da cirurgia de Quinn. Muitas lágrimas caíram e rezas foram feitas. Já estavam começando a ficar preocupados com toda a demora quando o médico saiu da sala cirúrgica e passou pela porta que separava esta da sala de espera.

O senhor suspirou antes de afirmar:

– A cirurgia foi um sucesso. – Sam fechou os olhos, aliviado e notou que Judy chorava emocionada. Os quatro se abraçaram. – E, felizmente, a senhorita Fabray não teve nenhuma sequela. Algo que, pelo o que esperávamos, foi uma surpresa. Talvez ela tenha um pouco de dificuldade na fala durante a primeira semana, mas logo recuperará. Fora isso, nada complexo. Iremos transferi-la para o CTI e aguardaremos 70% de recuperação para que possamos colocá-la em um quarto.

Antes de deixar o local, o médico sorriu para os quatro, que se abraçavam.

– Tenho certeza de que ela terá uma ótima recuperação. – sorriu Puck.

___ o ___

Quinn evoluiu bastante e recebia tratamento com uma fonoaudióloga. Começou com pequenos balbucios que, com o tempo, se transformaram em palavras.

A dificuldade respiratória já não era mais problema, apesar de o médico manter a paciente “ligada” a um tubo de oxigênio.

A loira queria ver seus familiares e amigos, mas ainda não podia receber visitas, segundo Dr. Elliot.

Sam permaneceu no hospital a todo o momento, juntamente à Judy. Santana ficou hospedada no apartamento de Puck e ambos iam todos os dias ao hospital.

Certo dia, o médico avisou que Quinn havia tido uma melhora repentina e que poderia ser transferida para um quarto. Sam não conteve o sorriso ao saber que sua amada estava bem e que ele, finalmente, poderia vê-la e acreditar que não a havia perdido.

Judy pediu para ser a primeira a entrar no quarto e todos concordaram, afinal, ela era a mãe de Quinn.

___ o ___

Sam estava encostado na parede em que ficava a porta do quarto 512, onde Quinn se encontrava, pensando no que diria à loira, no que faria, como agiria...

Chegara sua vez. Judy deixou o quarto e sorriu para Sam, que pôde perceber os olhos inchados de Judy, provavelmente por tanto chorar.

Adentrou o cômodo em passos lentos, sem encarar nos olhos a mulher a sua frente.

Por fim, fitou-a. Ela o olhava com os olhos quase fechados, devia estar cansada.

– Sam... – ao ouvi-la chamando-o, não resistiu, voltou a chorar.

Quinn fez sinal para que ele se aproximasse e o rapaz ficou ao lado da cama, olhando bem nos olhos da loira.

– Eu pensei que nunca mais te veria. – deixou as lágrimas pingarem no lençol de Quinn. – Quando eu soube do seu acidente, quase enlouqueci. Rezei a todo o momento para que você ficasse bem e saísse daqui ainda mais forte, pronta para enfrentar qualquer obstáculo que a vida lhe propusesse. Você nem imagina como é ter que pensar em um mundo sem você, Quinn Fabray. – declarou.

Quinn, que tinha os olhos marejados, observou o rapaz segurar sua mão, tomando cuidado para não machucá-la devido à agulha que tinha injetando soro.

– Por que fazendo isso? – disse num tom quase inaudível. – A sua namorada, ficante, ou seja lá como você a denomina, não iria gostar nem um pouco de saber que você está aqui. Caso não se lembre, nós duas não nos damos nada bem. E, pra falar a verdade, achei que vocês dois também não...

– De quem você está falando, Quinn? – estranhou.

– Jennifer. – a loira não entendeu o questionamento de Sam. – Não precisa mentir, eu vi com os meus próprios olhos.

Finalmente caiu a ficha para o loiro. Tudo fazia sentido. A maneira como Jennifer se culpou pelo acidente... O choro histérico. Era óbvio. Remorso. Provavelmente, Quinn se acidentou após ouvir palavras cruéis de Jennifer e mentiras ditas por ela.

– Quinn. – se aproximou. – Eu e a Jennifer não temos nada. Absolutamente nada.

– Mas...

O rapaz colocou o dedo indicador nos lábios, no momento, ressecados de Quinn e balançou a cabeça negativamente, sorrindo de canto.

__ o ___

Santana bateu na porta, pedindo para entrar e Sam, então, teve de deixar o cômodo.

– Loira! – correu em direção a ela. – Sua vaca, quase enlouqueci, sabia? – abraçou-a, chorando. – Eu te amo, maluca! Não me apronte mais nada, ouviu bem?

Quinn deu um riso abafado.

– O Sam foi um fofo comigo... – sorriu abobada. – Super carinhoso, como sempre.

– Ele não saiu desse hospital. – contou-lhe. – Ficou o tempo inteiro ao seu lado. – Inclusive, ajudou a salvar sua vida.

– Eu soube. Se não fosse por ele... Nem sei o que teria me acontecido.

– O que importa é que você está bem agora, não é? – sorriu, enxugando o rosto. – Trouxe isso aqui. – entregou-lhe o bilhetinho que Quinn deixara preso à geladeira do loft. – Pode ser útil, guarda contigo.

___ o ___

Judy comemorou a alta da filha e se emocionou com a alegria de Quinn ao receber a notícia.

Dr. Elliot explicou que ela teria de repousar durante duas semanas antes de embarcar para Nova York. E que, na primeira semana, teria de fazer o uso de cadeira de rodas, pois qualquer esforço poderia deixá-la cansada, devido à dificuldade respiratória apresentada no início da internação.
Sam comentou que seu apartamento estava à disposição para a amada e sua ex-sogra ficarem nesse período. Puck disse que, caso ela se sentisse mais confortável, poderia ficar no apartamento dele, o qual era o antigo de Quinn.
Quando o moreno soube sobre o aluguel do apê da loira em LA, agarrou a oportunidade. E Judy ainda deu um desconto bom para que ele conseguisse pagar certinho ao longo dos meses.
Santana, então, decidiu intervir:
– Eu acho q a tia Judy — ainda a chamava assim. — já não precisa ficar em LA… Tem o Puck, o Sam e eu para cuidarmos dela. Não tem necessidade, sabe?
– Acho que a Sant tá certa, mãe. Eu já estou bem.
– Mais ou menos, né, minha filha. 100% você não está. Tanto que o médico te deu diversas recomendações.
– Só estou dizendo que não preciso que alguém fique o tempo todo me olhando para ver se vou morrer ou não.
– Credo, Q. — brincou Puck.
– Eu acho melhor você ficar na casa do Sam, Loira. Ele é mais responsável que esse daqui. — a latina prosseguiu, apontando para o moreno.
Quinn sorriu para o loiro, que retribuiu o gesto.
– Se não for nenhum incômodo, por mim tudo bem.
– Então fechou. — brincou o loiro.
Santana conversou com Judy em particular, explicando o porquê de ter insistido para que Quinn ficasse no apartamento de Sam e sem a mãe.
Duas semanas. Seriam exatas duas semanas que Evans teria para reconquistar a loira e fazê-la enxergar que ele sim a faria feliz, não Josh.

___ o ___

Sam abriu a porta do apartamento e ajudou a empurrar a cadeira de rodas até a sala de estar.
A última e única vez que Quinn estivera ali, não havia acabado bem, mas, dessa vez, ela faria de tudo para que desse certo.
– Você quer dormir um pouco? — questionou-a.
– Não, estou bem.
– Okay. Quando quiser, me avise que te levarei até meu quarto. A cama é sua, está bem?
– Não quero te incomodar, Sam, a casa é sua. Você não trabalha hoje?
– Artie me deu folga durante esse mês. – sorriu de canto. – Bem, aqui tem uma caixa com DVDs – apontou para uma portinha da cômoda que ficava abaixo da televisão. –, inclusive um deles é um curta do Artie.

– Que bacana.

– Pode usar o meu computador se quiser, fica no quarto ao lado do meu. E qualquer coisa que você precisar, me chama, está bem?

– Você poderia cantar pra mim? – pediu com voz suave e um doce olhar. – Aquele violão que eu te dei ainda está aqui?

Sam ficou surpreso com o pedido, mas resolveu atendê-lo. Dirigiu-se para o escritório e pegou seu violão. Antes de ir à sala, observou a frase cravada nele. Aquelas palavras significavam muito para ele e por tudo o que ambos já haviam passado juntos.

Aproximou-se de Quinn e se sentou ao lado dela, porém no sofá. Afinou o violão e antes que pudesse começar a tocar, fitou o olhar fixo de Quinn vindo da íris esverdeada na frase do instrumento. Seus olhares se encontraram e a loira sorriu singelamente.

Sam, então, começou os acordes de “Same Mistake”, James Blunt. Quinn fechou os olhos para apreciar a voz rouca e sexy do loiro. Um filme de alguns momentos que os dois dividiram passou rapidamente por sua mente e teve certeza de que aquelas lembranças, por mais que ela muito quisesse, nunca sairiam de sua memória. Afinal, um verdadeiro amor é algo que marca e ela sabia que Sam era o homem de sua vida. E, exatamente por isso, estava disposta a lutar por esse amor.

O loiro finalizou a música e sorriu.

– Sei que essa canção é triste, mas foi a primeira que pensei...

– Eu gostei. Amo o James Blunt e na sua voz ficou incrível.

O rapaz apoiou o violão no sofá e guiou a cadeira de rodas até seu quarto. Colocou o braço de Quinn em volta de seu pescoço e a levantou no colo até a cama. Ajustou-a para que ela ficasse em uma posição confortável e, em seguida, cobriu-a com um lençol e beijou sua testa.

– Boa noite, Quinn.

A loira sorriu e desejou o mesmo.

___ o ___

Sam se esforçou ao máximo para manter a loira segura e cuidou dela todo o momento. Santana e Puck a visitavam de vez em quando, mas preferiam deixar os loiros a sós, esperando que se resolvessem.

Todos os dias de manhã, o loiro levava a amada para tomar um pouco de sol na praça e, com seu violão, cantava algo para ela. E, após a canção, conversavam um pouco.

Depois almoçavam e passavam o resto da tarde vendo filmes. Vez por outra, Quinn se conectava no Skype para falar com a mãe e com os amigos com quem dividia o loft.

Mal perceberam o tempo passar durante essas duas semanas e logo já era o dia da volta de Fabray para Nova York. Puck passaria para buscá-la às duas da tarde.

Quinn já andava normalmente e já havia tirado a tipóia do braço fraturado. Sam havia cuidado muito bem dela, poupando-a de qualquer esforço sequer.

O loiro teria de trabalhar naquele dia e, naquele momento terminava de vestir sua camisa. Abriu a geladeira para pegar uma fruta e, ao se virar, notou que Quinn o observava.

– Bom dia, Q. Está com fome?

– Já comi, obrigada. Eu posso dar uma palavrinha com você?

– Claro. – sorriu e mordeu a maçã que segurava.

– Eu queria te agradecer por ter sido tão maravilhoso comigo. Durante essas duas semanas, você me mostrou o quanto se importa comigo. Mesmo depois de tudo o que passamos, não é? Bem, eu só quero dizer que vou ser eternamente grata por tudo o que fez por mim.

O rapaz sentiu uma vontade enorme de dizer que ainda a amava, mas a lembrança de Josh não saía de sua mente.

Puxou-a para um abraço. Quinn, envolvida nos braços fortes de Sam, sorriu e fechou os olhos para apreciar o carinho.

– Eu preciso te contar uma coisa... Senta aqui. – os dois se sentaram um de frente para o outro no sofá. – É... Senti que precisava te contar, talvez você estivesse se perguntando sobre isso. O seu namorado não foi ao hospital te ver... – disse de uma vez, cabisbaixo.

Quinn riu e perguntou:

– Namorado?

– Ficante, marido, seja lá o quê. Ele não foi te ver, saber como você estava. – disse um pouco nervoso.

– Eu não tenho um relacionamento com ninguém, Sam.

– Eu fui até Nova York atrás de você, sabia? Vi você com um cara, toda sorridente. Agora você tem casos de uma noite, é isso?

A suspeita do dono da voz no bar de NY fora confirmada.

– Você com ciúmes. – riu. – Sam, olha pra mim. – passou sua mão direita levemente no rosto do rapaz. – Você deve estar falando do Josh, meu amigo.

– Amigo bem assanhadinho, né? Louco pra te agarrar.

– E se eu disser que, entre nós dois, a probabilidade dele te querer é maior do que querer a mim. – mordeu o lábio inferior, rindo.

– Espera. O quê?

Flashback

Os dois voltaram para a varanda e Josh retornou ao discurso:

– Como eu disse antes, te acho incrível e acho justo te contar algumas coisas: fui eu quem tirou as fotos que saíram naquela revista. Enviei-as para o meu namorado, que publicou. Ele... – fora interrompido.

– Namorado?!

– É. O Matt. Eu tentei te apresentar a ele no dia da inauguração, mas não consegui.

– Se você é gay, por que flertou tanto comigo? – questionou, sem pensar muito nas palavras escolhidas.

– Eu não flertei com você. – segurou o riso. — Só fui gentil quando pude. Não que você não fosse digna de um flerte, muito pelo contrário. Se eu fosse hétero, com certeza tentaria te conquistar.

– Ai meu Deus, me desculpa! – colocou a mão na boca, incrédula.

– Tudo bem. Você não é a primeira e nem vai ser a última que vai se surpreender quando souber que sou gay. Sabe qual o problema da sociedade? As pessoas pensam que todo gay tem que ser afeminado, mas ele pode muito bem não ter trejeitos femininos e ser gay. Eu sou um exemplo.

– Me senti péssima agora.

– Não se sinta, ok? Eu não fiquei chateado. – sorriu. – Comparado ao que eu já passei... Isso não é nada... Enfim, o meu namorado publicou a matéria. Essa revista convidou-o para cobrir um desfile de Milão. Ele terá de descrever tudo o que acontecerá dentro e fora dos camarins. E comentou com o produtor do evento que eu trabalhava com moda, na sua loja/atelier e adivinhe só: me chamaram para auxiliar no camarim das modelos. – contou, animado. – Sério, essa oportunidade é única e eu preciso aceitá-la. Sinto muito por ter de sair assim da F&H, mas não posso perder essa chance...

– Josh! Isso é incrível! – sorriu, abraçando-o. – Parabéns! Claro, te dou o maior apoio do mundo! E espero que você seja muito feliz lá, okay?

Sam, então, entrou na gargalhada com Quinn.

vendo, seu bobo. – a loira bagunçou os fios loiros do rapaz, que teve de ajeitá-los.

Evans se levantou e beijou a bochecha da loira, que mordeu o lábio inferior.

– Eu vou pro trabalho, mas o Puck vai passar com a Santana aqui pra te buscar, está bem? Boa viagem.

Quinn agradeceu pelo carinho de Sam e deu um rápido abraço no rapaz, correndo para o quarto, à procura de algo que Santana havia lhe entregado no hospital.

Ouviu o rapaz pegar as chaves do carro e de casa e abrir a porta principal, que rangeu. Ele se preparava para deixar o apartamento quando ouviu a amada chamar seu nome do fundo do corredor e, ao se virar, viu-a correndo até ele.

– Espera. – aproximou-se devagar, observando-o fechar a porta e fitá-la. – Caso esteja se perguntando até hoje o que eu vim fazer aqui em LA: o mesmo que você foi fazer em NY. – entregou-lhe o bilhetinho que deixara na geladeira do loft.

Santana dera para Quinn o papelzinho e disse que ela saberia a hora de mostrar para o loiro, ela tinha razão.

Sam leu e fixou aquela simples frase “Fui atrás do meu amor.”. No caso, ele. Então a mulher que ele amava ainda nutria sentimentos por ele...

– Eu percebi que não preciso do emprego dos sonhos ou de morar na “cidade perfeita” ou até mesmo ter a vida que sempre sonhei. Sabe por quê? Porque a vida só é completa quando se tem amor. E, mais especificamente, a minha só é completa se tiver você nela.

Sam não emitia nenhuma palavra, só a encarava com os olhos marejados.

– Eu te amo, Sam, do jeito que nunca pensei amar alguém. Um amor incondicional. Que é maior do que qualquer sonho. Eu quero ficar aqui com você, dividindo minha felicidade com o amor da minha vida. – com os dois braços entrelaçados no pescoço do rapaz, sentiu-o a puxar pela cintura e colar seus corpos de maneira que sentissem até mesmo os batimentos cardíacos um do outro.

O loiro transferiu uma mecha de fios loiros para trás da orelha de Quinn e aproximou seu rosto do dela, selando seus lábios rosados. O sabor do beijo de Quinn já não era provado por ele há muito tempo e Sam havia sentido muita falta disso.

Ela arranhava levemente o pescoço do rapaz, enquanto este afagava os cabelos de Quinn, puxando-os vez por outra.

Sam apalpou o bumbum de Quinn e a encostou na parede, beijando-lhe o pescoço.

– Sammy, precisamos ir com calma. – pediu, ofegante. – Eu ainda fico um pouco cansada.

– Desculpa, meu amor.
Esperou a amada recuperar o fôlego e voltou a beijá-la, porém, com mais calmaria, dessa vez.

Direcionaram-se para o quarto de Sam e ele a deitou na cama com tamanha paciência que deixou Quinn ainda mais encantada.

A loira, sentada, abria os pequenos botões da camisa social do rapaz e, com as unhas cravadas em suas costas, beijava o peitoral, agora, nu.
Apenas de cueca, Sam retirava a blusa de Quinn, enquanto ela o ajudava abrindo o sutiã. Sorriu ao vê-lo jogando a peça longe e pousar suas mãos ousadas nos seios de Quinn, preenchendo seus palmos com eles.
Fabray deixou escapar um gemido de prazer. Sentiu falta daqueles toques tão íntimos e tão serenos de Sam, que, no momento, beijava as coxas da loira, retirando o short jeans que ela há pouco usara.Sentiu o peso do corpo de Sam contra o seu e fechou os olhos com a pontada de dor que sentira.
Já sem as peças que cobriam suas partes íntimas, ambos se beijaram com certa urgência.
– Tudo bem? — questionou-a, se conduzindo para dentro dela. — Estou te machucando?
– Não, só preciso tomar cuidado com a costela e a clavícula, elas ainda doem um pouco se fizer muito peso sobre. — confessou.
O rapaz, então, começou a se movimentar mais lentamente, com bastante cautela para não causar nenhum incômodo.
Os joelhos de Quinn levantados e o loiro se movendo com uma frequência, agora, maior.
Fabray gemia ao senti-lo se aprofundando, o que o estimulou a continuar insistindo naquele ponto.
A intensidade dos gritos abafados aumentavam e um longo gemido em uníssono finalizou o momento.
Sam saiu de cima dela e deitou ao seu lado, sorrindo, satisfeito. Quinn se aconchegou no peito do loiro e sentiu seus dedos se entrelaçarem nos dele. O polegar de Sam acariciava as costas da mão da amada, que apreciava o carinho de olhos fechados.
– Desculpe-me por ter te deixado escapar mais uma vez. — pediu Sam.
A loira abriu os olhos para encará-lo e notou que ele tinha um olhar triste.
– Eu nunca escapei do seu coração e você jamais deu adeus ao meu. — afirmou Quinn, levantando a cabeça para beijá-lo.

Notas finais
Estamos na reta final de AYNIL, people! Obrigada mais uma vez pela compreensão e por terem lido. Até o próximo! Bom dia a todos :) Beijos! Ps: mais uma vez, estou tendo problemas com a formatação.Tentarei consertar, okay?