All You Need Is Love
33 Capítulo 33
Notas iniciais
Sam saiu de cima dela e deitou ao seu lado, sorrindo, satisfeito.
Quinn se aconchegou no peito do loiro e sentiu seus dedos se entrelaçarem nos dele. O polegar de Sam acariciava as costas da mão da amada, que apreciava o carinho de olhos fechados.
– Desculpe-me por ter te deixado escapar mais uma vez. — pediu Sam.
A loira abriu os olhos para encará-lo e notou que ele tinha um olhar triste.
– Eu nunca escapei do seu coração e você jamais deu adeus ao meu. — afirmou Quinn, levantando a cabeça para beijá-lo.
O rapaz sorriu de canto, dividindo o olhar entre os lábios de Quinn e os olhos esverdeados dela, os quais ele não se cansava de fitar. Sentiu a pequena e fina mão de Quinn invadir por dentre seus fios de cabelo e firmou sua mão na cintura dela, puxando-a para si. Beijou carinhosamente a testa da amada, que acariciava seu rosto com a ponta dos dedos.
– Se eu pudesse, ficaria aqui o dia inteiro, abraçadinho com você, te beijando... Mas eu preciso trabalhar. Artie me mandou uma mensagem mais cedo dizendo que tem um assunto sério pra resolver comigo.
– Não tem problema, sabe por quê? – mordeu o lábio inferior, sorrindo. Prosseguiu, sussurrando: — porque eu não vou a lugar nenhum. Estarei aqui, te esperando pra te encher de beijos e abraços.
Sam, após beijar a amada, levantou-se da cama e entrou rapidamente no banheiro. Precisava de um banho urgentemente, seu corpo exalava odor de sexo, como costumava ouvir de Santana na época em que ficaram juntos.
Enquanto o loiro tomava banho, Quinn aproveitava para avisar a Puck e Santana que não voltaria para NY, o que enlouqueceu a latina. A loira preferiu não atender às diversas ligações feitas pela morena, deixando apenas uma mensagem afirmando que explicaria tudo depois.
Sam saiu do banheiro enrolado a uma toalha presa a sua cintura. Quinn, nua, encontrava-se deitada na cama, cantarolando de olhos fechados. Sentiu os lábios do loiro encostarem levemente em seu pescoço e arrepiou-se.
– Bom trabalho, Sammy. – desejou, observando-o se trocar.
– Até mais tarde, meu amor.
O rapaz pegou as chaves do carro e desceu apressadamente até a garagem, arrancando com o veículo, logo em seguida. Estacionou na vaga que era reservada para ele e adentrou o prédio comercial em passos rápidos.
Cumprimentou os funcionários da recepção e passou seu crachá na roleta, tendo a entrada permitida. O elevador, justamente naquele dia, pareceu demorar uma eternidade. Sam sabia muito bem que deveria ter se controlado e não ter se atrasado para o trabalho, mas ter aquela mulher para si depois de tanto tempo, bagunçou completamente sua cabeça.
Suava frio ao andar pelo corredor que o levaria à sala de seu chefe. O tom áspero com que Artie o tratara ao dizer que tinha um assunto sério a resolver com ele o deixara com “a pulga atrás da orelha”.
A mão um pouco trêmula deu três toques na porta e, em alguns segundos de tortura, teve sua entrada permitida. Ao abrir, deparou-se com todos os seus colegas de trabalho segurando balões e parabenizando-o.
Artie deslizou a cadeira para perto do amigo e sorriu com a expressão assustada que Sam mantinha.
– Hoje não é meu aniversário, pessoal...
– Nós sabemos. Sente-se, tenho algumas novidades para você. – dito isso, encarou os demais funcionários. – Já fizeram sua parte, podem ir.
– O que está acontecendo?
– Bem, Sam, como você sabe, há um tempo eu recebi uma proposta para abrir uma filial do meu estúdio, mas tinha de definir um local ideal, lembra?
– Sim. Mas... O que isso tem a ver comigo?
– Eu encontrei o lugar perfeito pra isso. E, como sou incrivelmente genial, tive a brilhante ideia de juntar o útil ao agradável.
– Ainda não captei a parte em que entro.
– Nova York, Sam. O local escolhido é a cidade onde a sua amada mora e onde você vai morar.
A expressão confusa de Sam transformou-se, aos poucos, em um sorriso de orelha a orelha. O chefe prosseguiu:
– Quero te convidar pra ser o gerente de lá, o que acha?
– Você só pode estar brincando? – sorriu. – É claro que eu aceito! Artie, você é o melhor, cara! Muito obrigado! – levantou-se da cadeira e, dando a volta na mesa de vidro, abraçou-o.
– Só espero que você tome juízo e não se atrase mais devido a uma rapidinha. – caçoou.
O loiro riu, sem graça e, antes de deixar a sala, pegou uma papelada com os detalhes da “mudança” de local de trabalho. Estava muito ansioso para contar a novidade à Quinn. Ninguém sairia prejudicado dessa vez. Finalmente, tudo estava se acertando.
Sam, ao deixar a sala de Artie, foi recebido pelos colegas de trabalho que há pouco o haviam surpreendido.
– Temos de comemorar, Evans! O que acha de uma noite dos homens?
– Foi mal, cara, mas não vou trocar minha namorada por um monte de marmanjos. – brincou.
– Ih! Só por que virou importante, tá querendo tirar onda...
O bocudo riu e despediu-se dos amigos. Pegou o elevador até a recepção e, acenando para os funcionários, deixou o prédio. Colocou a papelada no banco do carona e deu partida no carro.
A caminho de casa, parou em uma floricultura e escolheu um buquê de lírios para a amada. Em alguns minutinhos, entrava em casa.
– Amor, tá aí? – falou em um tom alto para que ela escutasse de onde estivesse.
Sentiu a visão ser tampada por macias e delicadas mãos e sorriu. Virou um pouco o rosto de forma que conseguisse dar uma mordidinha na mão direita de Quinn. Virou-se para ela e a beijou com ternura.
– Achei que só voltaria mais tarde. – comentou a loira ao finalizar o beijo.
– Fui liberado mais cedo. Trouxe pra você. – entregou-lhe o buquê.
– Sammy! Que lindas! Obrigada, amor. – deu um selinho no namorado e sentiu-o dar uma volta por ela para abraçá-la por trás.
– Estava pensando... Podíamos fazer um programinha de casal... O que acha? Talvez um cineminha...
– Eu ia amar. Qualquer programa com você é sempre incrível.
– Senti tanto a sua falta, minha loira. – sussurrou em seu ouvido para, em seguida, mordiscar o lóbulo da sua orelha.
Quinn se desvencilhou dos braços de Sam para colocar o buquê em um jarro com água. Aproximou o nariz das flores, apreciando o perfume delicioso.
– Topa cinema? – questionou o rapaz, caminhando até o quarto.
– Com certeza, mas a gente não vai ver filme de terror ou de ação, okay?
– Ah... Sério que você tem medo?
– Não é medo... Eu só não gosto...
– Sei. – brincou, sorrindo de canto. – Filme de mulherzinha também não vai rolar.
Quinn bufou.
– Comédia romântica, então. Pode ser?
– Por que não só comédia?
– Você quem sabe. Se formos ver comédia, não vou parar de rir só pra te beijar, mas caso vejamos comédia romântica, posso aproveitar os momentos mais fofos do filme pra cumprimentar sua boca.
– Adoro comédia romântica, achei que não fosse sugerir.
– Bobo. – riu, beijando-o.
Sam pousou as mãos na cintura de Quinn e a puxou para si, descendo os beijos da boca ao pescoço. Sentiu as mãos da loira empurrarem seu peitoral despido.
– Chega, né? Você sabe como isso termina e eu me animei pro cineminha, deixa essa safadeza pra mais tarde. – piscou.
Quinn tomou um rápido banho e se vestiu (http://www.polyvore.com/on_my_way/set?id=132806101). Maquiou-se levemente e passou seu perfume predileto. Recebeu elogios do amado, que também estava muito bonito no traje que escolhera.
Os loiros seguiram para o cinema mais próximo e aguardavam a fila dos ingressos andar. Sam tinha uma das mãos na cintura de Quinn, enquanto ela encostava a cabeça no peitoral dele.
Após comprarem os ingressos, dirigiram-se para o balcão, onde compraram pipoca, refrigerante e bala mentos. A sessão começaria em cinco minutos, portanto, ambos foram caminhando um pouco mais rápido até a entrada da sala dois. Aconchegaram-se em seus assentos e, por estar vazio, colocaram seus pertences (incluindo a pipoca) no banco ao lado. As luzes logo se apagaram e a enorme tela tornou-se o centro das atenções.
– Você não quer ver o trailer, quer? – sussurrou o loiro no ouvido de Quinn, que sorriu maliciosamente, puxando-o para si.
As línguas guerreavam por espaço e a mão direita de Sam encontrava-se no seio esquerdo de Quinn. Quando ouviram a música do filme tomar conta do ambiente, anunciando que começaria, separaram-se, respirando fundo para retomar o fôlego.
– Sam, estamos em um lugar público, controle-se!
– Foi mal, mas é complicado, okay? Não posso fazer nada se penso com duas cabeças...
A loira reprovou o namorado apenas com um olhar intimidador. Evans pegou o saco de pipoca e o colocou entre eles. O rapaz podia perceber o brilho nos olhos de Quinn assistindo ao filme, o sorriso se formando nos lábios rosados e as risadas que ela dava era de se apaixonar em segundos. Ele tinha tremenda sorte por tê-la ao seu lado e sabia bem disso.
Fabray virou-se para o namorado e o flagrou observando-a. Sam corou ao notar que havia sido “descoberto”. Riu, sem graça.
– Por que está me olhando assim? – questionou Quinn, sorrindo de canto.
– Estava tentando montar uma teoria que explique o motivo de toda a beleza do mundo ter se concentrado em você... – brincou.
Fabray riu e segurou o rosto do rapaz à sua frente dentre as mãos, deslizando os polegares pelas maçãs da face de Sam. Aproximou os lábios da bochecha dele e beijou-a, indo em direção à enorme boca. Sam mordeu o lábio inferior da namorada, embalando-a em um beijo apaixonado.
O interesse de Quinn pelo filme desapareceu e deu lugar único aos lábios de Sam, que acariciava a nuca da loira.
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Fabray colocou a bolsa sobre a mesa de centro e direcionou-se para a cozinha, abrindo a geladeira e mordendo um morango. Sam riu da careta que a loira fez.
– Tentei ser sexy, mais isso aqui tá bem azedo. – brincou.
– Você sem qualquer esforço já é deliciosamente linda. – piscou, beijando-a.
O loiro sentou-se no sofá e colocou as mãos na cabeça, recostando-se e fez sinal para a amada juntar-se a ele. Ajeitou-se de forma que Quinn pudesse sentar entre suas pernas e que as dela ficassem esticadas. Envolveu-a em seus braços musculosos e fungou no pescoço dela, arrepiando-a.
– A gente precisa conversar, minha loira... – fez suspense.
Fabray suspirou e pediu que o namorado prosseguisse.
– Quinn, nós dois sabemos que você não pode simplesmente largar tudo e ficar aqui pra sempre... – fitou-a nos olhos esverdeados. – Você vai voltar pra Nova York.
A loira se levantou rapidamente e, com os braços cruzados, encarou o rapaz.
– Eu não tô te entendendo, Sam! Não é possível que depois de tudo você queira me despachar novamente... Já disse que não vou ficar longe de você mais uma vez! E não me venha com papinho de que eu tenho meu tão sonhado emprego lá, pois não cola.
– Mas, meu amor...
– Nada de “meu amor”! – interrompeu-o, alterando o tom de voz. – Que saco, Sam! Eu não vou pra NY!
– Quinn...
– Escuta aqui, Sam: se você acha mesmo que pode brincar com os meus sentimentos dessa forma, está muito enganado! Cansou de mim, foi isso?
– Claro que não, Q. – riu.
– Qual a graça? Tô com cara de palhaça?! Pois que fique claro que daqui eu não saio. – fez bico.
– Amor... – Sam ria. – Você não me deixa terminar... – levantou-se, ficando frente a frente com a namorada.
– Você vai sim pra Nova York... Mas eu não sou louco de te deixar escapar novamente. Talvez você goste de companhia, que tal? – sorriu.
– O quê?
– Vou precisar da sua ajuda pra fazer as malas, okay? – piscou, rindo.
Quinn pulou no colo do namorado, abraçando-o e o enchendo de beijos.
– Você tá falando sério?! – sorriu de orelha a orelha.
– Claro que sim, Q! – com uma mão, acariciava suas costas e a outra se ocupava nos fios loiros da namorada.
– Nós dois... Em NY! – pôs a mão direita na boca aberta, sem crer no que acabara de ouvir.
– Artie está montando uma filial de seu estúdio em Nova York e digamos que eu seja o mais novo gerente de lá. – sorriu.
– Parabéns, meu amor! Estou tão feliz por nós dois... – abraçou-o, sorrindo. Desculpa por ter gritado contigo... – sorriu de canto.
– Tudo bem, minha loira. A gente tem que entrar no site da companhia aérea pra resolver a sua passagem. A minha já está comigo, foi paga pela empresa e a sua temos que remarcar, já que você não a utilizou hoje.
– Se pegarmos um atestado com o médico, eles liberam da taxa extra e remarcam normalmente. Vou ligar pro hospital.
O loiro fez que sim com a cabeça e seguiu para o quarto, tirando uma mala preta de dentro do armário e separando, aos poucos, seus pertences. Tentava dobrar uma camisa social sem que a fizesse parecer que tinha sido mastigada por um camelo.
– Falei com uma secretária e ela disse que vai mandar o atestado para a empresa por fax. – comentou Quinn, caminhando pelo corredor que levava ao quarto de Sam. – Nossa, amor, você não leva o menor jeito pra isso. – riu. – Me dá aqui, deixa que eu faça.
– Eu tenho que avisar ao dono do apartamento que partimos em três dias.
– Três dias? Não acha pouco pra resolver tudo?
– Acho, mas é o prazo que temos...
– Então vai logo ver isso, hein... Vai levar quais móveis?
– Vou deixar tudo na casa dos meus pais por um tempo. Não tenho nem onde morar ainda.
– Claro que tem, meu loiro. – deixou as blusas que dobrava sobre a cama e aproximou-se do namorado. – Acha mesmo que vou te deixar sem teto. – brincou. – Eu e você. Um quarto no loft. Que tal?
– Tem certeza de que não vai ser incômodo para os outros quatro?
– Claro que não, Sammy. Amanhã falo com a Santana e resolvo tudo, certo?
O rapaz sorriu e deu um rápido beijo na amada, encaminhando-se para o banheiro com o intuito de separar seus pertences higiênicos. Pensou na vida que teria ao lado da namorada e o quão certo tudo estava dando.
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No dia seguinte, Sam foi à casa dos pais para se despedir e deixar alguns dos móveis no porão. Dwight traria o resto aos poucos.
O loiro e sua mãe conversavam na cozinha. Ele queria tranquilizá-la.
– Não se preocupe, eu volto para visitar vocês. – tentou fazer a mãe sorrir.
Mary pôs o prato que ensaboava sobre a pia e lavou as mãos, secando-as em seguida.
– Cuidado, meu anjo, não tome nenhuma decisão por impulso, está bem? Já arrumou lugar pra ficar? Sam Evans, não me venha com uma mudança revolucionária de querer morar em qualquer canto!
O rapaz riu, segurando as mãos da mãe.
– Vou morar no loft que a Quinn divide com os nossos amigos, mas é só por um tempo. Quero arranjar um cantinho para começar minha vida com a Quinn, digo, pra valer.
– Eu só desejo a sua felicidade, meu filho, e se é com a Quinn que ela está, então não tem o porquê hesitar.
– Mas como minha mãe está filósofa, hoje. – brincou, fazendo Mary sorrir.
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Quinn aproveitou o tempo em que Sam esteve fora para comunicar sua mãe, Puck e Santana. Judy já estava ficando preocupada com a falta de notícias da filha e Puck não compreendera o porquê da mudança de planos. A loira os devia uma explicação.
Santana estava trabalhando, portanto Fabray não pôde falar com ela, deixando apenas um recado na caixa postal.
Após ligar para o amigo e a mãe, deitou-se de bruços sobre a cama de Sam, sorrindo com o perfume dele no lençol. Fechou os olhos para descansar. Os loiros haviam passado toda a madrugada arrumando os preparativos e se divertindo da melhor maneira que eles conheciam.
A loira foi ouviu o barulho da porta se destrancando e aguardou que o namorado viesse ao quarto.
– Assim eu não aguento! – brincou o rapaz, apalpando o bumbum de Quinn.
Fabray trajava apenas uma camiseta por cima da lingerie.
– Desculpa, amor, mas eu tô exausta.
Sam, então, sentou-se ao lado dela e suspirou.
– Quer pedir comida japonesa?
– Pode ser. — mantinha os olhos fechados.
– Você está se sentindo bem, Q? — questionou, enquanto afagava os fios de cabelo da namorada.
Ao notar a demora de uma resposta, percebeu que a loira caíra no sono. Sorriu de leve.
– Meu anjo. — beijou sua bochecha.
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– Vamos logo, Sam, já estamos atrasados.
– Calma, amor! Eu tenho que conferir se está tudo direitinho.
– Você fez isso durante três dias consecutivos… — revirou os olhos, já impaciente com a demora do rapaz.
– Pronto. — deu um selinho nela para acalmá-la. — Vai dar tudo certo, minha linda. — deram as mãos e deixaram o apartamento.
Levaram as malas para dentro do elevador e desceram. O táxi que os levaria para o aeroporto já os aguardava.
Sam tinha o olhar fixo na janela do veículo, enquanto a loira aconchegava-se em seu ombro.
– O que foi, Sam?
– Hum. — virou a cabeça para encará-la. — Só estou pensativo. Finalmente vamos começar a nossa vida, né? — sorriu e se aproximou para beijá-la. — Adoro quando você sorri. É tão sereno e amável…
– Meus sorrisos só são assim, pois você é o motivo deles. — acariciou o rosto do amado.
– Ainda não consigo acreditar que eu e você vamos viver juntinhos… Agarradinhos… Apaixonadinhos… — brincou, beijando o pescoço da namorada no intervalo de cada palavra.
– Os pombinhos vão perder o vôo se não saírem logo. — disse o taxista impaciente, virando-se com a mão esticada para receber o pagamento.
– Ai, moço, coloca um sorriso nesse rosto! — disse Q. — A vida é curta demais pra ficar emburrado por aí.
– Não tenho tempo pra baboseira, minha filha. Tenho mais passageiros a pegar.
– Grosso. — bufou a loira, deixando o carro.
Sam pagou o homem e saiu rapidamente do veículo, ajudando a namorada a retirar a bagagem do porta-malas. Bateu o compartimento com força e viu o senhor arrancar com o carro velozmente.
– Mas que mal-educado! Desaforo pela manhã é de matar! — reclamou Quinn.
– Hey. — segurou o queixo da amada com a ponta dos dedos. — Esquece esse cara. Pensa que dentro de algumas horas eu e você estaremos no nosso lar. Juntos. — beijou-a.
Seguiram para o balcão de check-in e, após despacharem as malas, entraram logo na sala de embarque.
Em alguns minutos, o casal adentrava o avião. Sam se acomodou na janela e Quinn ao lado dele. Não demorou muito para que a aeronave desse início à decolagem e Sam começou a se mexer no assento inquietamente.
– Você tem medo de avião? — tentou segurar o riso.
– Claro que não! — disse, tenso. — Eu só não gosto da sensação de decolagem e aterrissagem.
– Não precisa ficar assim, meu amor. — apertou a mão dele para transmitir segurança. — Estamos bem seguros, okay?
– Okay, mas me promete uma coisa?
– Até duas, se preferir. — brincou.
– Não conta isso pra ninguém, tá?
Quinn, então, soltou uma gargalhada.
– Não ri de mim não, doidinha!
– Esse meu namorado é uma figura! — beijou-lhe a bochecha, seguindo para os lábios e o envolvendo em um beijo carinhoso.
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Blaine e Kurt discutiam sobre o filme que iriam assistir enquanto Santana ajudava Brittany a retirar a mesa do almoço.
– Podíamos ver “Bichas Chatas em: lavando a louça”. — caçoou a latina. — Já fizemos metade, o resto é de vocês!
– Sant, não fala assim com eles. É só pedir com carinho. Meninos, vocês podem lavar a louça, por favor.
– Sem melação, Britt. Nós não somos empregadas deles, eles têm que fazer isso!
– Como você é chata, Santana, caramba! É óbvio que nós vamos arrumar a cozinha, não precisa fazer show.
– Show é o que eu vou fazer na sua cara! — gritou a morena, partindo para cima de Blaine.
Parou apenas quando ouviram um barulho estranho na porta.
– É agora que a gente morre. – falou Brittany apreensiva, escondendo-se atrás da poltrona em que Kurt estava sentado.
Sam puxou a porta de madeira com força e gritou “surpresa” ao lado de Quinn.
– Voltei, meus amores. — brincou a loira.
– Puta que pariu, Quinn, eu quase morri agora! Não custava ligar avisando?!
– Desculpa, Sant, queria fazer uma surpresa.
– E o que ele tá fazendo aqui? — questionou, apontando para o namorado da amiga.
– Bom te ver também, Santana. Eu… E-eu…
– Ele vai morar aqui. — interrompeu Q, arrastando uma das malas para a sala.
– Ah bacana, você oferece a casa sem falar com os outros moradores dela. Legal, hein!
– Viu, amor, eu disse que não era uma boa ideia. Não se preocupe, Santana, eu arrumo outro lugar pra ficar.
– Eu só tô brincando, Lerdão. Você pode ficar aqui sim. — sorriu. — Só, por favor, não transformem isso em um motel. É uma casa de família. — brincou, fazendo com que todos rissem. — Aliás, vai ser ótimo ter mais um pra dividir as contas. — recebeu uma cotovelada de Brittany.
– Sejam bem-vindos! — pediu a loirinha. — E, Quinn, senti muito a sua falta! Rezei muito pra sua recuperação… Você já está melhor?
Fabray fez que sim com a cabeça e agradeceu o carinho, dando um abraço caloroso na amiga. Sam sentou-se ao lado dos rapazes e acabou “expulsando” Kurt de lá, já que este não aguentou a conversa do marido com o amigo.
As meninas conversavam na cozinha e Quinn contava detalhe por detalhe da volta dos dois. Tinha as pupilas dilatadas enquanto contava-lhes o romance. Kurt aproximou-se delas, beijando o topo da cabeça de Fabray.
– O atelier estava uma tristeza que só sem você! Fico muitíssimo feliz que tenha se recuperado e que possamos voltar a trabalhar juntos. — declarou, sorrindo de canto.
A loira se levantou para abraçá-lo e agradeceu aos amigos por ter os tido por perto em todas as horas que precisara.
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Já havia duas semanas que os loiros viviam em New York. Fabray voltara ao trabalho e Sam estava prestes a iniciar seu cargo de gerência.
Quinn estava sentada à mesa da cozinha, conversando com Santana. A latina abocanhou a maçã que segurava e observou a amiga colocar os pés sobre a cadeira que ao lado dela se encontrava.
– Mas é muito folgada!
A loira riu do comentário de Santana e virou-se ao perceber a porta do banheiro principal se abrir. Sam saiu de lá, enrolado à toalha e caminhou em direção às duas, dando um selinho em Quinn.
– Bom dia, gostosa.
– Bom dia, meu loiro.
– Chega, né? Não sou obrigada a assistir essas ceninhas mega cafonas. — Santana revirou os olhos.
– Pra quê tanto ódio, Sant? — provocou Sam. — Quando se trata de amor, qualquer um é careta.
– Transaram, né? — a latina perguntou, bufando.
Os loiros se entreolharam e riram.
– Ai que nojo! — fez careta. — Ainda bem que eu estava exausta e dormi logo, não sendo obrigada a ouvir os dois ninfomaníacos. — completou com desdém, levantando-se da mesa.
Santana caminhou até o sofá, pegando sua bolsa para verificar se havia guardado tudo o que necessitaria.
– Vai trabalhar sábado, Sant?
– Não, Sam, estou vestida assim — apontou para o traje formal -, pois sou finíssima. — disse, séria.
– E um poço de delicadeza, esqueceu-se disso. — Quinn se levantou e abraçou o namorado, apoiando a cabeça no peitoral despido do rapaz. — E a Britt? Também está trabalhando?
– Não, ela foi caminhar no Central Park. — piscou para Sam, sorrindo.
– Ei, o que foi isso? — Quinn fez bico. — Estão de complô contra mim?
– Não, Loira. Sam é lerdo demais pra isso. Pisquei, pois ele me contou que a Britt estava preparando uma surpresa pra mim. — mentiu.
– Por que você fez isso, amor? Agora não é mais surpresa!
– A Sant descobriu que eu sabia de algo e me ameaçou. Tenho amor à minha vida, okay? — brincou, arrancando um sorriso da amada.
Santana fez biquinho, mandando beijos para os dois e deixou o loft. Kurt e Blaine haviam saído para tomar café no Starbucks, logo não havia mais ninguém além do casal.
– Quer aproveitar o momento a sós? — Quinn mordeu o lábio inferior, provocando o namorado.
– Seria maravilhoso, mas eu preparei um programinha pra gente.
– Sam Evans recusando sexo? Está doente, por acaso? — a loira riu.
– É que eu pensei “nunca fizemos um programa nova-iorquino desde que chegamos”… Vamos dar uma volta no Central Park?
– Tem razão, Sammy. Vamos sim! — animou-se. — Talvez a gente até encontre a Britt.
– É…
Quinn, então, entrou no banheiro para tomar um rápido banho. O loiro aproveitou para vestir-se. (http://cdnpix.com/show/imgs/010766cd96871d11514eeb187155b042.jpg). Apesar do sol que radiava naquele sábado de manhã, fazia frio.
O rapaz se olhou no espelho, convencido de que estava atraente. Ao virar-se, deu de cara com a namorada, de roupão e cabelos umedecidos, rindo.
– Pelo visto tem alguém se achando, hein! — brincou, gargalhando.
– Estou no direito, né?! — sorriu.
– É, nisso eu tenho que concordar… Você está muito gato!
Sam firmou uma de suas mãos na cintura de Quinn e a outra ocupou-se em desfazer o laço do roupão. Com um breve puxão, o loiro a despiu.
– Sam! — repreendeu-o, porém gargalhando enquanto tentava se desvencilhar dele. — A gente não ia sair? — questionou, correndo pelo loft.
O loiro a seguia, tentando agarrá-la. Voltaram para o quarto e Quinn rendeu-se, jogando o corpo contra a cama. O rapaz subiu em cima dela, beijando-a calorosamente.
Antes que ele pudesse tentar avançar, a loira inverteu as posições e, em questão de segundos, correu para o banheiro, levando consigo a roupa que havia separado.
– Safada, me enganou… — riu Sam.
O rapaz ligou a TV da sala de estar e aguardou um pouco menos de 20 minutos até que Quinn chegasse de mansinho e sussurrasse em seu ouvido:
– Pena que depois você vá desfazer toda a minha produção… — riu.
Sam virou-se para fitar a namorada, que estava encantadora (http://aweebitirish.com/wp-content/uploads/2014/04/girl-winter-tumblr-outfits.jpg).
– Como pode ser tão linda? — brincou, levantando-se para beijá-la.
Deixaram o local, após alguns beijos apaixonados.
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Os loiros caminhavam de mãos entrelaçadas pelo Central Park, observando crianças correrem e o dia começar a ganhar movimento. Quinn amava a serenidade e a felicidade que transbordavam no ambiente. Por falta de tempo, ela não ia com muita frequência, mas sempre que dava, acompanhava Britt em suas caminhadas matinais. Era ótimo para espairecer.
Caminharam durante uns quinze minutos até chegarem a um lago, onde havia meia dúzia de pessoas lendo e ouvindo música, desacompanhadas.
Sam observou atentamente as árvores até encontrar a que havia uma fitinha vermelha em um galho. Pediu que Quinn o aguardasse e direcionou-se para trás da determinada árvore. Trouxe consigo, na volta, uma cesta de piquenique.
– Ai meu Deus! — Quinn colocou as mãos no rosto, corando. — Que gracinha, Sammy! — ajudou-o a esticar uma toalha de tecido fino na grama.
– Eu imagino que você já tenha comido mais cedo, mas eu trouxe morangos com chocolate. — disse, enquanto retirava da cesta um pote com a fruta e outro com chocolate derretido.
– Isso me lembra da minha adolescência clandestina. — brincou. — Minha mãe não me deixava comer nada disso, mas eu sempre dava um jeitinho de arranjar chocolate na casa da Sant. — riu ao lembrar-se dessa fase.
– Sempre vi em filmes e fiquei com vontade de testar com a minha linda. — piscou. — E… Bem, a Santana deu umas sugestões.
– Então foi por isso que ela piscou pra você!
O loiro sorriu de canto, aproximando-se da amada para beijá-la.
– Mas, Sam, foi ela que deixou essa cesta ali atrás?
– Não, eu entreguei pra Britt hoje mais cedo. Ela disse que deixaria aqui quando viesse caminhar e que tomaria conta até chegarmos próximo ao lago.
– Que amor!
Sam pegou um morango e passou na calda, esticando a mão para que a namorada provasse. Quinn mordeu a ponta delicadamente, fechando os olhos ao sentir o gosto azedo fundir com o doce. O rapaz a observava saborear a fruta, sorrindo.
– Sabe, minha loira, eu pensei muito em como conduzir esse momento, ensaiei falas, preparei um discurso… Mas o meu nervosismo me fez esquecer tudo. — riu.
– O que está acontecendo? — questionou curiosa.
– Inclusive, tinha feito uma linha de raciocínio para esse tão esperado momento, mas achei melhor não te acordar às quatro da manhã, pois mau humor matinal não combinaria com isso aqui.
– Idiota! — riu, dando um tapa no ombro do amado. — Agora me explica essa sua linha de raciocínio!
– Quinn… — levantou-se, puxando a loira consigo. — desde o instante em que meus olhos fitaram os seus, percebi que você era muito mais do que uma menina bonita, era especial. E, com o tempo, soube que o seu coração é bem maior do que um dia eu imaginara. Sei que passamos por muitas situações complicadas no nosso relacionamento, que tivemos muitas opiniões divergentes e que talvez ainda tenhamos muitas briguinhas de casal. Mas de uma coisa eu tenho certeza: continuarei sendo feliz ao seu lado mesmo com briguinhas e crises. — riu. — Afinal, o amor envolve muito mais que ficar junto de alguém. O amor inclui apoio e cumplicidade. Lealdade e carinho… Dentre milhares de coisas que eu e você aprendemos um com o outro a cada dia mais. Sou o seu maior fã, sabia? Às vezes, percebo que estou há tempos te observando, admirando cada traço seu, cada sorriso e cada brilho no olhar. — suspirou, aprofundando o olhar nas bela íris de Quinn. — Pensei muito se era cedo demais para o que tenho a dizer, porém notei que não há ninguém nesse mundo que me faça tão feliz, que seja o motivo dos meus sonhos e sorrisos.
Quinn, estar ao seu lado é a minha felicidade, meu desejo vital. Você entrou na minha vida de forma que eu jamais conseguirei entender, tornou-se parte de mim, completando-me como as estrelas completam o céu.
Lágrimas escorriam pelo rosto da loira, que sorria.
– A minha ideia inicial era te realizar isso ao nascer do sol, já que eu me declarei pra você pela primeira vez nessa nossa nova fase ao pôr-do-sol na minha “quase casa na árvore”, mas, pelos motivos anteriormente citados, achei melhor esperar. — brincou, sorrindo de canto. — Quinn Fabray, você é a mulher mais encantadora que eu poderia desejar ter ao meu lado, a mais amável e linda desse mundo inteiro. Dentre bilhões de pessoas, Deus me enviou você. Moldada com perfeição e delicadeza, tal que me fez cair apaixonadamente aos seus pés. Minhas dúvidas sobre a felicidade sumiram, pois, finalmente, notei que o meu futuro está bem a minha frente. Literalmente. — sorriu, envolvendo o rosto da namorada com as mãos.
Sam ajoelhou-se e segurou cautelosamente a mão direita da amada, encarando-a nos olhos. Quinn abriu um imenso sorriso ao encaixar seus pensamentos e voltou a chorar, tentando se conter com a mão esquerda na boca. O loiro retirou do bolso uma caixinha preta de veludo. Dentro dela, havia um lindo anel de noivado.
– Quinn Fabray, minha loira gostosa, minha princesa, minha linda, você me permite ser seu eternamente? Casa-se comigo? — sorriram.
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