All You Need Is Love

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Esse capítulo é dedicado ao MrMonteith! Vitor, muito obrigada pela recomendação, mais uma vez. Eu fiquei emocionada com as palavras e muito, muito feliz! Meu sincero e eterno obrigada!!

– Ai, que vergonha! Desculpa, Sam! A carona foi uma furada... – colocou as mãos no rosto, rindo.

– Talvez não. – aproximou-se, agora de frente para ela, tirando as mãos que cobriam o belo rosto dali e respirando fundo.

O rapaz encarava os lábios rosados da morena, que permanecia parada. Enfim, puxou-a pela nuca, beijando-a.

Não demorou muito para que Vanessa permitisse a passagem de língua e cedesse ao clima.

Ela afagava os fios loiros do rapaz e mordiscava-lhe o lóbulo da orelha. Beijaram-se mais uma vez. Ao se separarem, caíram na gargalhada.

– Isso foi bom. – ela comentou.

Ele se virou de costas e pediu que ela subisse. Assim, caminhou com a garota agarrada em si até a entrada do motel, onde pediram uma chave para uma suíte.

– Se vamos ficar perdidos, que seja da melhor maneira. – disse um pouco devagar devido à bebida.

Caminharam aos beijos até a entrada do quarto, onde Sam a empurrou contra a parede, de forma que não a machucasse. Ela o puxou para si e continuaram o beijo selvagem que haviam começado. O rapaz a guiou até a cama, caindo por cima da garota, que o ajudava a se despir. Já descamisado, Sam retirava a blusa de Vanessa, enquanto beijava a barriga chapada da morena.

O loiro fechou os olhos e parou o que estava fazendo. Sentou-se ao lado da morena, que arqueou a sobrancelha esquerda, sem entender o porquê de ele ter paralisado.

Sam deu um longo suspiro antes de se explicar:

– Desculpa, não posso...

A morena, então, sentou-se em cima das pernas e apoiou-se no ombro de Sam.

– Tudo bem. Não precisa ficar com vergonha, está bem? Isso é super normal.

– Quê?

– Brochar. Ainda mais por você ter bebido muito. – brincou. – Você deve saber que o álcool é mega desfavorável pra isso.

– Não! Pra ser sincero, eu nem cheguei a ter uma ereção.

– Uau! Também não precisava ser grosso, né?! Se eu não sou tão atraente assim, ok, mas não precisa esfregar na cara. – fez bico, emburrada.

– Van, não é nada disso... Você é super linda, tem um corpasso e muito divertida e tenho certeza de que muitos caras devem ficar em situações constrangedoras perto de você, porque, olha só pra esse rosto sensual! – brincou, arrancando um sorriso da morena. – Mas é que eu não paro de pensar na minha ex... – admitiu.

– Ah...

– E eu não acho justo transar com você por transar, entende? Tem que rolar um sentimento, em minha opinião.

– Você é tão fofo que nem dá pra ficar chateada contigo. – riu, abraçando o rapaz. – Acho que podemos ser amigos. Eu realmente te achei muito bacana!

– Valeu. Vai ser uma honra te ter como amiga. – sorriu. – Assim... Você poderia vestir a blusa? É desconfortável ter que desviar o olhar o tempo todo. – brincou.

– Bobo. Então pode vestir a sua camisa! Seu tanquinho é muito convidativo, ok? – riu.

___ o ___

Quinn assistia a um programa de TV no sofá do loft, encolhida em seu cobertor e segurando uma xícara de chocolate quente, quando Santana chegou.

– Oi, Sant! Demorou... Cadê todo mundo?

– A Britt ficou ensaiando com o Mike para a coreografia de uma apresentação. Kurt e Blaine saíram, não faço a mínima ideia de onde estejam. Também não me importo. E eu, que acabei de pegar um trânsito infernal para voltar do trabalho, estou bem aqui. – jogou-se ao lado dela. – Que merda é essa que você vendo ao invés de se comer com o Sam? Aliás, cadê ele? Se o bocudo estiver nu em algum canto dessa casa, pelo amor de Deus, manda ele vestir alguma coisa!

– Como é que é? Santana, por que você fazendo essa brincadeira de mau gosto? – indagou.

– Espera! Você e ele não se encontraram?! Ai meu Deus!

– Santana, desembucha!

– Ele veio aqui ontem. – disse apreensiva. — Perguntou por você e foi te procurar no bar.

Quinn paralisou boquiaberta.

– Era ele! – sussurrou, lembrando-se da voz que a perturbou tanto na noite anterior. – Ele estava aqui em Nova York! Ele veio me ver! – gritou, começando a chorar.

Santana a olhou de forma apreensiva.

– Quinn...

– Eu não acredito, Sant! Será que ele não me achou no bar e cantou para que eu fosse até ele?! – perguntou a si mesma. – Eu tinha de ter ido! Droga!

– Quinn! – gritou para que a amiga se concentrasse. – Será que aconteceu alguma coisa?

– Que tipo de coisa?

– Não sei... É que é estranho ele não falado contigo, sendo que chegou aqui quase tremendo de nervoso pra te ver.

– Tem razão... Ele teria voltado aqui pra tentar me encontrar. Ai meu Deus, se tiver acontecido alguma coisa, juro que vou enlouquecer!

– Calma! Liga pro Puck, é o melhor amigo dele, deve saber do paradeiro do Trouty Mouth...

E assim fizeram. Tentaram cinco vezes na casa do rapaz e depois mais algumas no celular. Levou um bom tempo até a mensagem de caixa postal deixar de aparecer. O moreno tinha a voz embargada, o que deixou Quinn desesperada.

– Pelo amor de Deus, Puck, cadê o Sam? – a latina questionou, enquanto acalmava a amiga, abraçando-a.

– Quê? – fungou.

– Aonde que o Sam , Puckerman?

– Ele deve estar em algum canto do bar... Eu no banheiro, Santana, e ele não veio grudado em mim. Posso urinar em paz? – debochou, tentando disfarçar a voz de choro.

– Espera aí, ele em Los Angeles com você?

– Sim.

As meninas deram um longo suspiro.

– Posso falar com ele quando você sair?

– Ele meio ocupado...

– Que tipo de ocupação?

– Eu não te ouvindo muito bem, Santana. – mentiu. – Vou desligar, tchau.

Santana deixou o celular em cima da mesa de centro da sala de estar e sorriu para a loira.

– Pelo menos ele está bem...

– Eu só queria entender o porquê dele ter ido embora sem falar comigo...

A latina pediu que a amiga ficasse calma e depois pensasse no assunto. Beijou a bochecha dela e foi para o quarto. Quinn fez o mesmo. Mas, ao contrário de Santana, não pegou no sono nem por um instante. Permaneceu acordada durante toda a noite, revirando na cama e em seus devaneios.

Não sabia ao certo se a alternativa que encontrara era uma boa ideia, mas teria de arriscar. Se ele, por algum motivo, não foi totalmente até ela, então seria a vez de Quinn tentar.

Aproveitou para sair ainda de madrugada, assim ninguém a impediria. Fez uma pequena mala para levar apenas o necessário. Só precisava de alguns dias para entender o que se passava na cabeça de Sam Evans.

Não sabia se conseguiria algum vôo, mas, de qualquer forma, iria tentar. Pregou com um imã um bilhetinho na geladeira do loft.

Fui atrás do meu amor. Mando notícias.

Cuidem-se,

Quinn.

___ o ___

– Que horas são? – perguntou Vanessa.

– Três.

– A gente conversando aqui há um tempão! – sorriu.

– Você é muito divertida, Van, sério mesmo.

– Valeu, Sam. – corou. – Desculpe-me se vou ser invasiva demais, mas fiquei curiosa e não vou disfarçar. Tem muito tempo que você e sua ex terminaram?

O semblante de Sam ficou sério, porém ele tentou responder com a maior naturalidade possível.

– Não. Uns três meses ou mais.

– Ah, faz um tempinho já.

– Todo dia acordo e tenho a mesma sensação: vazio no peito. Então parece que foi no dia anterior, sabe?

– Você ainda é bem apaixonado por ela, não é mesmo?

– Completamente... Ela é a melhor pessoa que eu já conheci. Além de ser linda, carinhosa e muito carismática.

– Sabe, às vezes, você vai encontrar alguém que seja tudo isso e muito mais... Eu penso assim, pois meu histórico de relacionamentos é péssimo.

– Impossível, uma gata como você tendo um histórico ruim? Acho que não, hein! – brincou, arrancando um sorriso de Vanessa.

– É sério, Evans. Eu tenho um azar enorme em relacionamentos. Quer ver só? – perguntou retoricamente. – Meu primeiro namoradinho ficou comigo por duas semanas e me largou pela minha melhor amiga da época. Meu segundo namorado passava mais tempo entretido nos vídeo games do que comigo. O terceiro... Hum... Ah, sim! Ele terminou comigo porque eu era “bonita demais”. Tive outro que me mandou uma mensagem no dia dos namorados, terminando nosso namoro. Fiquei um tempo sem me relacionar com ninguém e aí encontrei um rapaz super fofo. Ele me tratava com muito carinho e estava a par de vários assuntos que eu tinha com minhas amigas, então conversar com ele era ótimo. Fora que ele tinha um jeito super engraçado e todos diziam que éramos o casal mais divertido da história.

“No dia do meu aniversário, eu chamei algumas amigas lá pra casa. Meu padrasto fez pizza no forno à lenha e estávamos reunidos no jardim. Meu namorado tinha sumido. Eu senti falta dele só depois de um tempo, quando minha mãe perguntou por meu irmão. Fui até o andar de cima procurá-los e eis que me deparo com o pior momento da minha vida. Meu irmão e ele se agarrando.”

Sam arregalou os olhos e disse que sentia muito pela decepção amorosa da amiga.

– Eu fiquei em estado de choque. Essa cena vem em mente de vez em quando e todas as sensações do momento também. Meu próprio irmão, que nunca tinha dito nada sobre ser homossexual, com o meu namorado, que sempre se disse hétero. Brigamos muito feio. Taquei diversos objetos que vi pela frente nos dois. Meu namorado tentava se desculpar e meu irmão chorava feito uma vítima. Minhas amigas ficaram muito assustadas com a situação e resolveram ir embora. Já minha mãe e meu padrasto só tentavam amenizar o que acontecia. Lembro-me de que eu gritava muito e minha mãe tentava me acalmar enquanto meu padrasto levava os dois para o andar de baixo.

“Chorei durante semanas... No fim das contas, meu irmão foi morar com o meu pai e nunca mais nos falamos. E o cara que eu julgava ser meu namorado dos sonhos sumiu. Não tenho notícias dele e, não vou mentir, tenho mágoa até hoje...” – concluiu, chorando.

– Van, não fica assim, por favor. Eu não queria ter te feito contar tudo isso, perdão.

– Tudo bem, Sam. Foi bom desabafar. – aconchegou-se nos braços do amigo.

– Sinto muito por tudo, de verdade. – beijou-lhe o topo da cabeça. – Você quer saber um pouquinho de mim?

– Se quiser falar...

O loiro contou um pouco sobre suas experiências amorosas. Incluindo o que passou com Brittany, Mercedes, Santana e, principalmente, Quinn. Choraram juntos e riram de alguns casos. E foi aí que o rapaz se deu conta de que não tinha contado sobre o empecilho da sua vida: Jennifer. Falou sobre diversas situações que a maluca de cabelos cor de mel o fez passar.

– Caramba, Sam, aquela garota é completamente louca!

– É... Acho que nós merecemos uma comemoração.

A morena arqueou a sobrancelha direita, estranhando o comentário do amigo, que apenas sorriu de canto e telefonou para o serviço de quarto, pedindo uma garrafa de champanhe

Assim que a camareira entregou o pedido, o loiro abriu e serviu nas taças que Vanessa segurava e, enfim, disse:

– Um brinde aos fracassados no amor! – gritou, estendendo a taça que segurava.

A morena gargalhou e, ainda sorrindo, brindaram.

___ o ___

Antes de sair de casa, Quinn ligou o computador rapidamente e pesquisou no site de uma empresa aérea vôos para Los Angeles.

O primeiro seria apenas às 10 horas, o que, estimativamente, ela chegaria por volta das três da tarde.

– Merda. – bufou.

E, mais uma vez, o destino estragando os planos de Fabray.

– Palmas para minha falta de sorte! – murmurou.

Só lhe restava esperar o tempo passar. Guardou o bilhete que havia escrito dentro da bolsa para recolocá-lo antes de sair. Apenas retirou a bota de cano alto que usava e deitou-se na cama, ficando de barriga para cima e encarando a luminária que havia em sua cômoda. Aos poucos, adormeceu.

___ o ___

Sam e Vanessa haviam bebido muito, o que os levou a uma bela ressaca na manhã seguinte.

– Sério... Isso é péssimo! – reclamou a morena, colocando as mãos na cabeça. – Eu tinha remédio no carro, mas houve aquele imprevisto maravilhoso, né?! – ironizou.

A garota se levantou da cama e caminhou até o banheiro. Fechou os olhos e, com as mãos em forma de concha, jogou um pouco de água gelada no rosto.

– Eu preciso ir, tenho que buscar meu carro... – comentou, voltando do banheiro com uma toalha de rosto na mão.

– Você me espera tomar uma chuveirada?

– Está bem. – abraçou-o amigavelmente, recebendo um beijo na testa.

– Já volto. – disse enquanto retirava a camisa e trancava a porta do banheiro.

___ o ___

Fazia frio em Nova York, mas Quinn supôs que o mesmo não estivesse ocorrendo em Los Ageles, já que o clima lá era mais seco. A roupa que usaria na noite anterior fora guardada no armário e uma saia florida com regatinha e jaqueta jeans substituíram.

Arrastou a mala com cuidado, pois Santana e Brittany, as únicas presentes no loft, ainda dormiam. Novamente, pregou o bilhetinho no quadro de avisos da geladeira e deixou a casa.

O táxi a levou até o aeroporto, o qual, para a sorte de Quinn, estava bem vazio. Fez o check-in e despachou sua mala. Em seguida, caminhou pelos corredores dos andares, entrando em algumas lojinhas apenas para passar o tempo.

Em algumas horas, finalmente, teve a entrada para a sala de embarque liberada. Tudo ocorreu mais rápido do que o esperado. Quinn entrou no avião e respirou fundo, encostando a cabeça na poltrona.

Houve um atraso de meia hora devido à uma turbulência, sendo assim, chegou em Nova York por volta de vinte pras quatro.

Esperou por um tempo até que as malas fossem liberadas na esteira número quatro. Já impaciente, observava diversas bagagens rodarem por ali e nada da sua aparecer.

Começou a se desesperar. Era só o que lhe faltava ter ocorrido troca de destino de bagagem... Pensava em mil e uma opções do que poderia ter acontecido, quando finalmente a malinha vermelha veio. Depois de retirá-la da esteira, notou que ela não era a única que ainda estava ali.

Seguiu para a área externa do aeroporto, onde havia alguns taxistas com preços mais em conta. O senhor a ajudou com a mala e a deixou em um hotel. Nesse momento, ela desejou ainda ter seu apartamentinho aguardando-a.

Era uma hospedagem simples, porém aconchegante. O suficiente para apenas alguns dias. Deixou a mala ao lado da cama e retirou a jaqueta jeans, colocando-a por cima da bagagem. Os óculos escuros, que estavam guardados até então, foram postos no rosto da loira. A bolsa tiracolo na cor vermelha combinava com as rosas na saia de Quinn.

Fabray não sabia ao certo se Sam estaria em casa àquela hora, mas supôs que, caso não estivesse, logo chegaria, pois ele não era de sair sozinho. Assim, iria esperá-lo nas proximidades de seu prédio.

Deixou o hotel e caminhou pelas ruas quentes de Los Angeles. Avistou um parque e sentou-se em um banquinho para descansar. Tentou ligar algumas vezes no celular de Puck, com o intuito de perguntar sobre Sam, mas, para variar, o moreno não atendia ao telefone.

Algumas pessoas aproveitavam o fim de tarde para andar de bicicleta e, até mesmo correr, nas ciclovias. Uma garota de roupa de ginástica encarava a loira enquanto andava, o que fez Quinn fitá-la com mais atenção.

– Eu conheço essa criatura... – murmurou. – Droga! – revirou os olhos.

Era tarde demais, a garota já se aproximava dela com um sorriso sínico estampado no rosto.

– Quinn, fofa, que surpresa! – disse Jennifer falsamente.

– O que você quer?

– Saber o que faz aqui.

A loira não respondeu, permaneceu encarando a rival.

– Certo. Ficou muda, né?! Só um aviso: Sam não é mais uma opção válida pras suas vítimas, está bem? – colocou o dedo em frente ao rosto de Quinn.

– Vítimas?! – riu sarcasticamente. – Vai procurar alguma coisa útil pra fazer, Jennifer. Pelo amor de Deus...

– Eu só estou tentando proteger o Sammyzinho.

Quinn ficou séria e passou a prestar mais atenção no que a moça de cabelos cor de mel diria.

Jennifer continuou:

– Ele não merece sofrer por sua causa. Coitadinho... Passou por muita coisa enquanto você se divertia em Nova York, sabia?

– Que tipo de coisa? – preocupou-se.

– Chorava o dia inteiro, mal comia... – mentiu. – E sabe quem que permaneceu ao lado dele durante todo esse tempo? Euzinha aqui! Enquanto você só se importava com si mesma.

– Você não sabe o que falando! – aumentou o tom de voz. – E, quer saber? Não acredito em nada do que diz! Você já mentiu descaradamente pra muitas pessoas e eu cansei de ser a idiota que acredita em tudo.

– Ok, mesmo que eu tenha provas?

Quinn riu sarcasticamente.

– Ah sim, você vai me ligar para alguém que vai fingir ser o Sam e tentar me enganar.

– Tire suas próprias conclusões. – entregou-lhe seu celular, que continha fotos de Jennifer com Sam no bar que foram na noite anterior.

Quinn sentiu o rosto queimar e aquela vontade súbita de chorar vinha à tona.

– Não é possível...

– Seria uma montagem incrivelmente bem feita, não acha?

– Ele não faria isso comigo!

– Ah, Quinn, não seja sonsa, por favor! Na hora de resolver a sua vida, você mal pensou nele e agora que ele tá fazendo o mesmo, você vem com papinho de “não faria isso comigo”. Dai-me paciência!

A loira não aguentou segurar as lágrimas e pôde perceber o sorriso vitorioso de Jennifer, que se virou e a deixou ali, completamente desolada.

Quinn correu até uma árvore que havia no parque e sentou-se, chorando. Realmente, aquilo não podia ser uma montagem... Sam não a abraçava, mas também não a impedia de agarrá-lo.

E pensar que ela havia ido atrás dele... Tinha as mãos no rosto e tentava conter o choro, em vão.

– Por que a Jennifer, Sam?! Por quê? – gritou, tacando as pedrinhas na grama. – Eu te amo, seu imbecil! Achei que também me amasse... – sussurrou.

Quinn permaneceu no mesmo lugar por quase duas horas. Chorava e se lamentava em sua própria companhia, já que a praça ficara vazia. O rosto vermelho e o nariz inchado. Sua mão direita à testa, alisando-a, enquanto apoiava os cotovelos nos joelhos.

A face estava completamente molhada, devido às várias tentativas de enxugá-la. Decidiu, então, esquecer, nem que fosse por uma noite, daquele que julgou ser o homem de sua vida e de tudo o que vivenciara ao seu lado.

Não era muito tarde, mas a boate mais famosa da cidade já começava a receber os clientes. Quinn não estava interessada em conhecer ninguém ou em dançar. O que lhe interessava era a bebida.

– Um pouco de álcool pode acalmar a alma. – repetia a si mesma enquanto se aproximava do bar que havia no local.

As horas passavam superficialmente, assim como os líquidos no copo de Fabray. A loira ficava bêbada facilmente e, àquela altura, já não correspondia por seus atos. Havia uma garrafa de bebida em cima de uma bandeja. Quinn pegou o vidro e deixou a boate, dando uma quantia qualquer para o segurança, que, distraído com outros clientes, não notou o estado da moça.

Quinn vagava pelas ruas de Los Angeles, cambaleando por entre as pessoas que naquela noite nublada caminhavam. Vez por outra, encostava-se em algum canto e dava uma longa golada na garrafa de bebida.

A visão de Quinn estava um pouco afetada e ouvia vozes que julgou serem de sua imaginação. Era como se pessoas gritassem “Cuidado!” cada vez mais alto. Os pés de Quinn esbarravam um no outro, fazendo-a quase cair diversas vezes. Os gritos aumentaram e zunidos, provavelmente de buzinas, se destacavam na noite que antes estava silenciosa.

Ouviu um freio ser puxado freneticamente e sua visão escureceu, devido a um grande impacto, que a jogara longe.

___ o ___

Judy ouviu o telefone tocar insistentemente e ficou preocupada, pois já era de madrugada, portanto correu para atendê-lo.

– Senhora Fabray?

– Sim.

– Aqui é o Dr. Elliot... Detesto esta parte do meu trabalho. – suspirou. — A senhorita Quinn Fabray acabou de dar entrada no hospital Bom Samaritano, vítima de um atropelamento. Precisamos de um acompanhante... Urgentemente.

O telefone fora instintivamente solto da mão de Judy, que colocou as mãos no rosto, abafando o choro.

Notas finais
... Até o próximo e se acalmem, please! Não pensem que sou a louca das fics, está bem?