All You Need Is Love

26 Capítulo 26


Notas iniciais
Queridos leitores, me perdoem pela demora! Minha vida está de cabeça pra baixo... Uma bagunça! Meus testes terminaram essa semana, mas os meus professores esquecem que nós, estudantes, também temos uma coisinha chamada "vida" e passaram diversos trabalhos. Peço que compreendam meus atrasos, por favor. Bem, espero que eu ainda tenha leitores :( Vamos ao capítulo!

Sam não conseguia encontrar o preservativo em lugar nenhum. Abriu o bolso da frente e encontrou um papel dobrado. Na frente, havia escrito:

Atelier, NY

Curioso, abriu. Não queria invadir a privacidade da namorada, mas aquilo havia chamado-lhe atenção.

Leu os dados do estabelecimento e o agradecimento de Kurt pela ajuda da loira. Sam havia ficado magoado.

– Encontrou? – perguntou Quinn, que estava deitada na cama “brincando” com os fios loiros.

– Quando ia me contar sobre isso? – encarou-a com o papel na mão.

A loira não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Não podia ser! Pelo menos, não dessa forma. Fechou os olhos, respirou fundo e abriu-os novamente.

– Eu ia te contar.

– Ah é? Ia me ligar da sala de embarque? – gritou.

Sam estava furioso, não pelo fato de Quinn estar montando um atelier e sim por não ter contado antes.

– Sam...

– Pelo o que eu vi aqui, você embarca sexta que vem... Não teria muito tempo pra me contar.

– Sam, me escuta!

– Você tem noção de como isso muda tudo?!

– Foi tudo recente, Sam! Eu aceitei a proposta ontem.

– Mas você já sabia disso há três semanas, Quinn! Está aqui! – apontou para o papel. – Tempo suficiente para contar para o seu namorado.

– Eu já disse que ia te contar! — seus olhos começavam a ficar marejados. Não era todo dia que se via Sam Evans vermelho de raiva. – Foi por isso que eu vim aqui ontem.

– Mas na primeira oportunidade de fugir do assunto, você aproveitou!

– Isso não é verdade!

– Ah não? Então me explica por que você não insistiu em me contar antes de comermos. Ou por que não insistiu que deixássemos a transa para depois? Que tal?!

– Eu estava com medo, Sam! – sua voz estava embargada devido ao choro que em breve começaria. – Medo dessa reação.

– Você não confia em mim, é isso?

– Claro que confio, meu amor!

– Se eu fosse o seu amor, você teria me contado.

– Ah, Sam! Não faça drama, pelo amor de Deus!

– Drama? Eu acabo de descobrir que a minha namorada vai se mudar para outra cidade, que fica a 5 horas de avião daqui e você vem me dizer que eu estou fazendo drama?! Faça-me o favor, Quinn!

– Você disse que sempre me apoiaria...

– Eu teria te apoiado se você tivesse me contado.

– Eu já disse que ia te contar! Caramba!

– Será que ia mesmo?

– Claro que sim, Sam. Eu tinha dito ao Kurt que negaria a proposta e sabe por quê? Porque não queria me separar de você.

– E por que mudou de ideia?

– Porque eu perdi o meu emprego! Está bom agora?

– Eu podia ter te ajudado, mas parece que você não me acha bom o bastante para ouvir seus desabafos.

– Em nenhum momento eu disse isso, Sam! – lágrimas escorriam de ambos.

– Não precisou dizer...

– Você quer saber de tudo? Certo. Eu perdi o emprego por causa da vagabunda da sua ex-namorada!

– O que a Jennifer tem a ver com o fato de você ter perdido o emprego?

– Ela é sobrinha da Megan, Sam. – passou a mão no rosto, tentando enxugá-lo. – Óbvio que ela iria tirar proveito disso. Deus! Por que você foi namorar justo essa psicopata?! Desde que ela retornou na sua vida, a minha virou um inferno! – gritou.

– Desculpa! – ironizou.

– Eu não vim aqui pra brigar, Sam... Por favor, vamos conversar!

– Sobre o que você quer conversar? Sobre como a sua mudança vai ser incrível? Ou sobre a decoração do atelier?

Quinn levantou-se da cama e parou em frente a Sam, colocando suas mãos no rosto dele.

– A gente não pode deixar isso atrapalhar o nosso namoro... Podemos nos falar por Skype à noite, nos visitarmos de vez em quando... Dá-se um jeito!

– Vou te contar um segredo, Quinn: você não é mais aquela garotinha que escondia todos os seus problemas em um uniforme das Cheerios! Nós não estamos mais no ensino médio! Precisamos encarar os fatos como adultos.

– O que você quer dizer com isso, Sam? – soluçava.

– Eu já sofri muito com namoro à distância...

– Mas vai ser diferente, pois a gente se ama, não é?

– De uma coisa eu tenho certeza: eu te amo, mas isso não muda nada! Eu vou continuar sendo o cara das dublagens, aqui em Los Angeles e você vai mudar de vida, em Nova York. E, a nova Quinn não tem espaço pra mim.

– De onde você tirou isso, Sam? Para de falar besteira!

– Não e bobagem, é a realidade!

Sam estava sentado na cama e tinha um lençol cobrindo as partes íntimas. Chorava contidamente e tinha os olhos fixos nos de Quinn, que estava ajoelhada.

– Não existe nova Quinn, Sam. Sou eu, a sua Quinn.

– Então eu vou dar um conselho à minha Quinn e à nova: você precisa parar de viver no seu mundo! Pensar nas coisas a sua volta.

– Você está começando a me ofender, Sam! – levantou-se e vestiu-se, não era o melhor momento para continuar despida. – Se você acha que eu só pensei em mim, está muito enganado! Eu teria desistido do meu sonho por você. Quer dizer, eu teria desistido pelo cara que disse que me apoiaria.

– Eu só não entendo o motivo de ter me escondido isso...

– Olha pra você! Olha pra gente! Estamos discutindo por algo que não deveria interferir no nosso amor.

– Pelo visto você só enxerga as coisas por uma única perspectiva.

– Nunca pensei que teria de ouvir esse tipo de comentário de você... Eu te amo tanto, Sam... Não vamos brigar, por favor.

– Eu também te amo. E é por isso que quero poupar muito sofrimento.

– O quê?

– Pode me deixar sozinho?

– Sam... – chorava.

– Não dá, Quinn.

– Vamos conversar com calma!

Sam olhou nos olhos de Quinn e a encarou até que a mesma, chorando, saísse do quarto, com a sapatilha e a bolsa em mãos.

O loiro escutou a batida da porta e desfez o nó que estava em sua garganta. Estava nu, deitado na cama, chorando como uma criança assustada.

Seu queixo tremia e faltava-lhe ar. Gritava palavras sem sentido, as quais nem o próprio saberia explicar. Apenas desejava que tudo não passasse de um terrível pesadelo e que acordasse com Quinn ao seu lado, dizendo que ficaria em Los Angeles, bem ali, com ele.

___ o ___

A loira havia deixado o apartamento de Sam aos prantos. Estava completamente desorientada e sentada no banco de motorista do carro, se lamentava. Com as mãos sobre o volante, chorava e soluçava.

Alguns vizinhos haviam a parado no corredor e perguntado se ela precisava de ajuda, porém, ela não tinha forças para respondê-los.

O rapaz que acabara de expulsá-la de seu apartamento não era o Sam que Quinn conhecia. Ele deveria apoiá-la nesse momento tão importante de sua vida ao invés de criticá-la. Era o que a loira pensava, pelo menos.

Tentou se recompor para poder dar partida com o carro. Sempre levava consigo uma garrafa d’água, o que naquele momento foi essencial, já que precisava se acalmar. Respirou fundo e seguiu de volta para sua casa.

___ o ___

Puck estava deitado em sua cama, olhando pensativo para o teto. Lembrava-se daquele beijo selvagem que dera em Jennifer. O gosto de menta, provavelmente de algum chiclete ou bala que ela comera, ainda podia ser sentido pelo rapaz. Aquele beijo havia sido, com toda a certeza do mundo, o melhor que ele já provara.

A garota dos cabelos cor de mel, definitivamente, mexia com o coração de Noah, que não parava de sorrir ao se lembrar daqueles olhos penetrantes.

Infelizmente, seu sorriso sempre se desmanchava ao se lembrar que, apesar de tudo, Jennifer ainda o desprezava.

Foi disperso de seus devaneios ao ouvir o toque de seu celular. Por uma fração de segundos, pensou em Jennifer, mas aquilo seria mais que impossível. Olhou a tela acesa do aparelho e visualizou o nome de Quinn.

– Hey, Q!

O moreno podia escutar os soluços de Quinn e logo percebeu que a mesma chorava. Ela o implorou que fosse até ela, pois alegou que precisava desabafar e que ele era o seu amigo mais próximo.

Puck não hesitou em ajudar a amiga e vestiu-se rapidamente, pegando as chaves da moto e seguindo para a casa de Quinn.

Durante o percurso, passou pela boutique, onde até outrora a loira trabalhava e lembrou-se da garota que fazia com que os batimentos cardíacos dele ficassem mais rápidos, Jennifer.

Jurou a si mesmo que faria de tudo para conquistá-la. Iria prová-la que amar pode mudar completamente a sua vida.

Balançou a cabeça em forma de afastar os pensamentos e focar na direção, afinal, era só o que lhe faltava levar uma multa por avançar um sinal ou até mesmo sofrer um acidente. Não mesmo! Quinn precisava de sua ajuda e não seria agora que Jennifer iria impedi-lo de auxiliá-la.

Não levou muito tempo para chegar ao prédio da amiga, já que em um domingo o trânsito costumava ser bom. O porteiro permitiu sua entrada e, assim que abriu a porta do apartamento da loira, que estava aberta, deparou-se com a mesma deitada no sofá da sala de estar, chorando. Sentou-se no chão, de forma que ficasse na altura de Quinn e afagou seus cabelos, afirmando que ficaria tudo bem.

A loira suspirou, tentando conter o choro, em vão. Fechou os olhos, sentindo os lábios de Puck tocarem sua testa.

– Acho que Sam e eu terminamos...

– Oi?!

– Eu não sei o que fazer, Puck... – soluçou.

– Eu não entendendo nada, Q. O Sam é louco por você e vice e versa. Não vai me dizer que um dos dois cometeu uma traição?

– Claro que não, Puck! Nunca mais repita algo do tipo! O Sam surtou quando descobriu que eu vou me mudar pra NY...

– Espera! Você vai pra NY?!

Quinn explicou-lhe o acorrido, contando sobre a proposta de Kurt e sobre os motivos que a fizeram hesitar tanto em contar a Sam.

– Eu só queria que ele me apoiasse... A gente daria o nosso jeito de continuar namorando.

– Talvez ele só precise de um tempo pra colocar os pensamentos no lugar. Ele te ama, Q e não vai ser por isso que ele vai deixar de sentir um sentimento tão forte que é o amor...

– Eu queria tanto que ele tivesse me ouvido, sabe?

– Quinn, pensa comigo: imagina você estar super feliz com um namoro que dando certíssimo e, de uma hora pra outra, você descobre que o seu namorado vai se mudar pra um lugar distante e viver uma vida, que de uma perspectiva, será bem melhor... Você também surtaria.

– Em nenhum momento eu disse que minha vida será melhor em NY. Pode até ser profissionalmente, mas de quê adianta se o cara que ganhou meu coração está aqui, em Los Angeles?

– Isso tudo faz parte da vida, Quinn... Já ouviu dizer que a vida é como uma montanha russa? Cheia de altos e baixos... De vez em quando, ela dá alguns loopings. E você está no meio de um deles. E, ainda tem muito trilho pela frente, tempo suficiente pra vocês dois acharem uma maneira de continuar namorando.

A loira sorriu com os dizeres de Puck.

– Você falando assim parece até apaixonado... – enxugou as lágrimas.

O moreno riu sem graça e tentou mudar de assunto.

– Acho que o certo agora é dar um tempo ao Sam. Ele precisa disso e eu tenho certeza de que você também.

– Acho que você está certo... – concordou, observando o rapaz admirar-se com a organização do apartamento de Quinn. – Puck. – chamou-o, suspirando. – Obrigada.

– Não precisa agradecer, Q. Você sabe que pode contar comigo sempre que precisar.

– Sei sim. – sorriu, dando um beijo na bochecha do amigo.

Puck pegou uma cerveja na geladeira de Quinn e sentou-se ao lado dela no sofá.

– Pode me emprestar seu celular, Q? A bateria do meu acabou.

– Claro. Está em cima do meu criado-mudo, no meu quarto.

O moreno caminhou até o quarto da amiga e, usando o celular dela, ligou para Judy, mãe da loira. Contou-lhe que Quinn precisava de um “colo de mãe” e que, como amigo dela, precisava pedir ajuda.

Combinou com a avó de sua filha que ela viesse para Los Angeles nesta semana para fazer companhia a Quinn e ajudá-la com os preparativos da viagem.

Quando voltou para a sala de estar, encontrou a amiga. Pego-a no colo e a levou até o quarto, colocando-a na cama.

___ o ___

Na manhã seguinte, Puck, que dormira no sofá, recebera a mãe de Quinn na porta. Judy havia convencido o namorado de visitarem o irmão dele, dono do bar em que Sam e Quinn haviam se reencontrado. Assim, ela poderia ir à casa da filha também.

Puck e Judy tomavam café quando Quinn aparecera na sala, esfregando os olhos.

– Mãe? Oh, meu Deus! – correu para abraçá-la. – Quanto tempo!

– Bom dia, meu anjo! Vim fazer uma visitinha. Gostou da surpresa?

– Claro! Mas, o que te trouxe aqui?

– Meu namorado veio visitar o irmão dele e eu vim ver minha filhota.

– Namorado?! Eu perdi alguma coisa, Puck? – brincou.

– Ela não me contou nada ainda. – entrou na brincadeira.

– Depois eu atualizo vocês dois, agora, tenho algo mais importante a dizer. Aqui está sua passagem para NY na primeira classe. Como uma mulher bem sucedida merece!

– Você brincando, né? Muito obrigada, mãe! – sorriu de orelha a orelha.

– Eu te fazer companhia durante essa semana, está bem?

– Vou amar esses momentos mãe e filha! – abraçaram-se.

– Pelo visto, estou sobrando. – brincou Puck, despedindo-se das loiras, que caminharam até o sofá para colocarem a conversa em dia.

Quinn desabafou sobre Sam e ouviu os conselhos de sua mãe, que afirmou que ele ainda poderia aparecer.

___ o ___

Na quinta-feira, um dia antes da mudança de Quinn, Noah tomara uma decisão. Precisava abrir os olhos de Sam... Ele não podia simplesmente sentar e assistir seu amigo sofrer por causa de orgulho.

Ligou sua moto e seguiu para o estúdio de Artie, onde, ao passar pelos seguranças, pediu informações de onde poderia encontrar o loiro.

Subiu no elevador até o segundo andar e caminhou dentre os demais funcionários. Finalmente, encontrou uma sala com a placa “Sam Evans” na porta. Entrou sem bater, torcendo para que o amigo estivesse lá.

Sam estava sentado na cadeira de couro virada para a janela, observando a bela vista de Los Angeles.

– Olha, Artie, desculpa, mas eu não estou com cabeça para trabalhar hoje... Você sabe muito bem o porquê.

– Sou eu, cara. – disse Puck, que observou Sam virar-se.

– Ah, foi mal.

– Então... Eu queria saber como você tava... Já soube de tudo.

– Ela te contou?

– Sim. Você é um imbecil, cara! – deu-lhe um soco, não muito forte, no ombro. – Por que fazer uma merda dessas? Logo você, amigão?

– Eu não consegui me controlar, está bem?! Você acha que é fácil ver a pessoa que você mais ama se distanciar? Ninguém gosta de perder nada, muito menos nossos tesouros.

– Mas você tinha que deixar o orgulho de lado e ir aproveitar os últimos momentos com a “sua loira”, não é assim que você a chama?

Sam fitou o chão, envergonhado de sua atitude.

– Achei que gostaria de saber. – Puck entregou um papel com os dados do vôo de Quinn. – Tem os horários e a empresa aérea aí embaixo.

– Eu não vou atrás dela, cara. Eu posso ter errado, mas ela...

– Ela o quê?

– Deixa pra lá. Mas, pode ficar com isso, não quero.

– Não. Fique com ele, caso mude de ideia. Abre os olhos, Sam. Estamos falando da Quinn, ok? – o moreno saiu, batendo a porta da sala do loiro.

Puck havia ficado decepcionado com a reação do amigo, pois esperava que ele saísse dali com uma resposta positiva.

A única coisa que lhe restava agora seria ter esperança. Afinal, Quinn só partiria na manhã seguinte. Horas preciosas como aquelas não podiam ser desperdiçadas... Só torcia para que Sam percebesse isso.

____ o ____

Quinn terminava de fazer suas malas, verificando em todos os cômodos se nada havia sido esquecido. Anotou em um papel todos os itens que levaria e, no momento, conferia um por um. Estava levando apenas suas roupas e objetos pessoais, pois o resto seria enviado por sua mãe aos poucos. A mobília não seria problema, pois havia o necessário no loft, portanto deixaria seus móveis para o inquilino que alugasse seu apartamento.

Era nessas horas que ela dava graças a Deus por seu “apê” estar no nome de sua mãe, sendo assim não teria de gastar tempo com questões de aluguel.

– Te falei para arrumar tudo com antecedência, mas você não me escuta mesmo, não é? – brincou Judy, escorando-se na porta de madeira do quarto de Quinn.

– Eu sei, eu sei. Estava receosa... Tentando adiar isso.

– Não vejo motivo para tanto medo. Olha só pra você! – a mãe apontou para a filha, que trajava uma calça jeans clara com alguns rasgos propositais, uma blusa com os rostos dos Beatles estampados, que deixava parte do sutiã preto de renda à mostra e uma bota de cano curto de salto. – Uma mulher linda e muito, mas muito bem sucedida. – a loira mais velha tinha os olhos marejados.

– Ai, mãe, por favor, não chora! Eu já me mudei uma vez... – sorriu.

– Eu sei, meu anjo, mas é diferente... Eu só não consigo parar de pensar que há alguns anos você era aquela menininha que corria pelo jardim cantarolando e, agora, veja só: uma mulher que irá para Nova York para cumprir sua meta de ouro... – uma lágrima solitária escorreu pelo rosto de Judy, já com algumas marcas da idade.

– Eu te amo, mãe! – abraçou-a.

– Eu também te amo, querida... – apertou ainda mais o abraço, dando um beijo carinhoso no rosto da filha.

A loira mais velha ajudou-a a fechar as malas, as quais estavam lotadas, e levou-as para perto da porta de entrada. Quinn ligou para Puck, avisando que já estavam prontas e sentou-se no sofá, balançando os pés inquietamente.

– De duas alternativas, uma está correta: (a) você está realmente nervosa com a viagem ou (b) está pensando nele.

– Todas as alternativas acima... Mas, podendo escolher apenas uma, fico com a b. – suspirou. – Ele não vem...

– Ainda temos algumas horas até o vôo. Sei que o certo é chegar com duas horas de antecedência, mas caso queira esperar mais um pouco, podemos fazer isso.

– Não. Se ele não vem, é porque realmente acabou tudo. – disse com a voz praticamente inaudível.

– Quem sabe ele não está vindo com o Puck?

– Não tinha pensado nisso! Será, mãe?

– Infelizmente, nós mães não temos as respostas pra tudo, mas eu posso te dizer que, pelas poucas vezes que vi esse rapaz na igreja que frequentávamos, sempre o achei com jeito de mocinho, sabe? Ele não me parece o tipo de homem que terminaria com você dessa maneira...

– Eu espero, mãe... Eu espero.

Judy sentou-se ao lado de Quinn, confortando-a em um caloroso abraço. Permaneceram abraçadas até escutarem o toque da campainha. As loiras se entreolharam e um sorriso se abriu no rosto da mais nova, que correu para abrir a porta, com certa esperança de que seu loiro também estaria ali.

Seu sorriso se desfez ao constar que Puck estava sozinho.

– Nossa! Bom te ver também... – brincou o moreno.

– Desculpa. – cumprimentou-o. – É que estava com uma pequena esperança de que o Sam poderia ter vindo com você.

– Confesso que eu também estava... – sussurrou.

– Quê?

– Deixa pra lá. E então? Pronta pra deixar essa cidade?

– Nem um pouco... – respondeu, fazendo com que sua mãe e seu amigo rissem.

– Querido, nos ajude a levar as malas até o elevador, por favor.

E assim o moreno fez, sendo observado por Quinn, que tinha algumas lágrimas escorrendo.

Pegou as chaves do apartamento e, antes de trancá-lo, sorriu.

– Obrigada por todo o conforto que você me proporcionou! Vou sentir sua falta. – brincou, “despedindo-se” de sua casa.

Judy e Noah a aguardavam dentro do elevador. Por fim, a loira trancou a porta do apartamento e entregou as chaves para sua mãe.

O trajeto até o aeroporto foi silencioso. Quinn pronunciara poucas palavras, assim como Judy, que estava sentada no banco de carona, ao lado de Puck, como insistira Quinn.

Puck tentou puxar assunto, mas as loiras não pareciam estar no clima para conversas. O moreno, então, colocou na sua rádio preferida, deixando a música tomar conta do ambiente.

Era cedo, portanto quase não havia trânsito, o que resultou em uma “corrida” de cinquenta minutos até o aeroporto, o que, no horário do rush, levava praticamente duas horas.

Noah estacionou em uma vaga próxima aos carrinhos em que os passageiros levam as malas, assim agilizaria o processo. Enquanto ele terminava de ajeitar o carro, alegando que estava muito torto, Judy trazia um carrinho para perto do automóvel. Quinn desceu do carro, assim que o moreno o estacionara corretamente, e abriu o porta-malas, esperando que o amigo viesse ajudá-la a retirar as malas.

Depois de postas, seguiram para o local onde Quinn deveria fazer o check-in. Puck guiava o carrinho e as loiras, abraçadas, o seguiam. O moreno avisou que iria ao banheiro enquanto elas resolviam o embarque das malas.

As loiras ficaram na fila por um tempo, o suficiente para a inquietude de Quinn aparecer.

– Meu anjo, você precisa se acalmar. São nove horas da manhã, você ainda tem uma hora até entrar na sala de embarque, mais do que o suficiente para ele chegar. Lembrando que o seu vôo é só às onze.

– Eu acho que ele não vem... – fitou o chão. – Ele já devia ter chegado.

– Às vezes, o trânsito ficou ruim ou houve algum imprevisto que o fez se atrasar...

– Ele teria me ligado, ao menos. Mas nem isso, mãe. Eu mal consigo acreditar que é do meu Sam que estamos falando.

___ o ___

Puck tentava, sem retorno, falar com Sam ao telefone. Caixa postal. Sempre. Nessas horas, o moreno tinha vontade de dar um soco no loiro, assim que o visse. Mas, isso só iria acontecer, caso o amigo viesse.

Noah pensou ser o sinal, que, no banheiro de um aeroporto, provavelmente, não era um dos melhores, porém, mesmo tentando em outros lugares, o amigo não lhe atendera. Estaria fazendo de propósito ou realmente não estava ouvindo o toque do celular?

Após diversas tentativas, o moreno resolveu voltar para perto das loiras, que deveriam estar preocupadas com a demora dele no banheiro.

Elas o aguardavam do lado de fora, talvez um pouco impacientes. Judy sorriu ao vê-lo e Quinn tentou formar um sorriso, mas a preocupação estava mais que evidente em sua expressão facial.

– Vamos tomar um café? Ainda estou morrendo de sono e preciso estar bem acordada para me despedir da minha menina. – brincou Judy.

– Mãe! – repreendeu-a, rindo.

– É uma boa ideia, estou com fome. – riu Puck.

Os três seguiram para o Starbucks que havia no aeroporto e sentaram-se em uma mesa próxima ao balcão. Fizeram seus pedidos e retornaram a se sentar para aguardarem.

– Então, Q, já pensou na decoração do atelier? – questionou Puck, tentando puxar assunto.

– Ainda não. Tenho algumas ideias em mente, mas eu preciso discuti-las com o Kurt antes.

– Não se esqueça de mandar fotos, está bem?

– Pode deixar! Parece que o processo do aluguel do local está quase concluído. – sorriu. – Santana está apenas analisando o contrato com seus superiores para ter uma opinião mais relevante.

– Que ótimo, querida. – orgulhou-se a mãe. – Você fica tão adulta falando assim...

– Talvez seja porque sou uma adulta. – riram.

Os pedidos chegaram e eles aproveitaram o silêncio tenebroso na mesa para se deliciarem com os alimentos.

Trocaram poucas palavras e Quinn permanecia com o coração apertado, ansiosa por uma resposta do destino.

Assim que terminaram de comer, foram para perto do portão para a sala de embarque, onde Quinn olhava para os lados, apreensiva.

– Já são 10:10, Q. Acho melhor você se preparar pra entrar. — comentou Puck.

– Sinto muito, meu anjo, mas o Puck está certo... Não pode perder o vôo esperando-o aparecer.

A loira abraçou o amigo, dando diversos beijinhos em sua bochecha.

– Muito obrigada por tudo, Puck! Nem sei como agradecer por todo o apoio e a força que você me deu durante esses dias. Vou sentir sua falta, amigo!

O moreno a rodopiou, abraçando-a bem forte, fazendo com que a loira risse. Depois de dizer mais algumas palavras ao amigo, abraçou a mãe, que chorava.

– Eu te amo, mamãe!

– Eu também te amo, minha menina... Que agora, mais do que nunca, se torna minha mulher.

– Isso pegou um pouco mal, senhora Fabray... – caçoou Puck.

– Deixa de ser bobo, Noah! – riu a loira mais velha.

– Eu espero que você realize todos os seus sonhos, meu anjo! Torço por sua felicidade! E, eu espero que você supere tudo isso que está acontecendo aqui... É realmente uma pena que ele não tenha vindo. – disse Judy cabisbaixa, hesitando em tocar no assunto.

Os olhos de Quinn encheram-se d’água naquele momento. Então seria assim? Nem mais uma palavra trocada, nem mais um olhar, nem mais um “eu te amo” de despedida? Não podia ser... Aquilo não estava correto.

– Quinn!

A loira ouviu aquela voz rouca e sexy que tanto amava, sentindo um frio percorrer sua espinha. Virou-se rapidamente, encarando a multidão que se encontrava a sua frente. E no meio de tantas pessoas estava ele. O mesmo rapaz que a fazia se sentir a garota mais sortuda do mundo por tê-lo ao seu lado. O mesmo que tentava se desvencilhar de tudo e de todos, com os cabelos bagunçados e, pelo visto, esbaforido. Seu loiro.

Correu em direção ao amado, pulando em seu colo, de forma que ficasse uma perna de cada lado da cintura do rapaz. Rodopiavam, chorando. Sam abraçava-a calorosamente, deslizando suas mãos pelas costas da loira, que deixava as lágrimas escorrer e pingar no ombro do rapaz. Atraíam os olhares de todos ao seu redor, que sorriam para o casal, fazendo a típica expressão de “Awn”.

Por fim, Sam a colocou no chão e fitou os olhos penetrantes da namorada, com os seus esverdeados.

Passou os dedos, cuidadosamente, pelo rosto de Quinn enxugando as lágrimas que deslizavam por aquela pele macia. Sorriram.

– Me perdoa? Desculpa-me por ter sido um babaca contigo! Eu fui um completo idiota e tenho total ciência disso. Eu deveria ter te apoiado, ter ficado do seu lado, como eu sempre prometi, não é?

– Eu sei que devia ter te contado antes, mas...

Colocou o indicador direito sobre os lábios de Quinn, pedindo silêncio.

– Eu senti muito a sua falta... Seu sorriso, seu jeito sexy de ser, aquela mordida no lábio inferior que eu tanto amo... Tudo isso não parava de passar pela minha cabeça. Eu achei que me afastar de você ajudaria em algo, mas eu fui um estúpido! Devia ter aproveitado enquanto você ainda estava aqui... Perdoe-me, Quinn.

– Eu te perdôo, meu amor. – sorriu, tentando conter as lágrimas, que voltavam a escorrer.

– E, desculpas por ter aparecido assim. – apontou para o cabelo, que estava todo bagunçado e para as olheiras. – Eu não dormi essa noite, pois estava escrevendo isso. – tirou uma carta, guardada cuidadosamente em um envelope branco como a neve, do bolso.

– O que é isso, Sam?

– É uma carta muito especial, mas você precisa me prometer que só vai lê-la quando já estiver dentro do avião. Pode ser quando chegar lá em NY também, mas você precisa estar a caminho de lá, okay?

– Mas pra que todo esse mistério?

– Você vai entender... – acariciou o rosto da loira com as costas da mão.

– Tudo bem. – guardou o envelope na bolsa. – Vai ficar tudo certo, não vai? Entre a gente.

Sam suspirou antes de responder:

– Vai.

– Eu te amo tanto, Sammy... Nós vamos dar um jeito de ficarmos juntos, está bem?

Abraçaram-se.

– Eu também te amo, minha loira. Eu também te amo...

O rapaz colocou uma mecha que caía sobre o olho direito de Quinn para trás da orelha da mesma e aproximou-se. Selaram seus lábios com tamanha calmaria que encantavam ainda mais aqueles que os observavam. Aos poucos, aprofundaram o beijo. Sam tinha as mãos na cintura da loira, puxando-a ainda mais para si. Quinn arranhava a nunca do loiro, puxando alguns dos fios dourados.

Separaram-se, sorrindo, mesmo que as lágrimas demonstrassem o contrário.

– Querida, você precisa entrar na sala de embarque, pois até achar o portão para o real embarque leva um tempo e não é bom você fazer isso com pressa. – intrometeu-se assim que os viu se desgrudarem.

Quinn abraçou o namorado com força, fungando no pescoço do rapaz, como se quisesse guardar aquele cheiro consigo. Sentiu o loiro respirar profundamente sobre sua cabeça.

– Q, sua mãe certa, não pode correr o risco de perder esse vôo.

– Eu já estou indo, Puck. Eu vou sentir muito a falta de vocês! – convidou a mãe e o amigo para um abraço coletivo.

Os quatro ficaram um tempo abraçados e brincaram dizendo que estariam passando energias boas para Quinn, que tinha os olhos cheios d’agua.

– Certo. Acho que chegou minha hora... – a loira passou a mão pelo rosto, indo de encontro ao moreno, abraçando-o.

Despediu-se do amigo e de sua mãe, que também chorava. Por fim, caminhou até o namorado, que, sem dizer nada, acolheu-a em um abraço confortante.

– Se cuida, meu amor. – desejou-lhe. – Lembre-se de que quero o seu bem e sua felicidade, está bem?

A loira concordou com a cabeça, sentindo as lágrimas escorrerem. Uma menina aproximou-se de onde o casal se encontrava. Ela escutava “Keep Holding On” em uma versão feita por, provavelmente, amadores. Não havia muitos instrumentos e não parecia ter sido gravada em um estúdio. De qualquer forma, era uma linda versão de uma música incrível. Não pôde deixar de relembrar o dia em que cantaram essa música no Glee Club. Uma parte daqueles que a apoiaram quando ela mais precisou estariam aguardando-a em Nova York, o que a tranquilizava um pouco.

– Eu te amo, meu loiro.

– Eu te amo mais, minha loira gostosa. – sussurrou no ouvido da namorada, arrepiando-a.

Beijaram-se mais uma vez, porém, como uma despedida. As pessoas que os observavam desde o reencontro permaneciam com expressões abobalhadas para o casal, que exalava paixão. Bateram palmas.

Quinn respirou fundo e enxugou as lágrimas que escorriam do rosto do namorado. Puck colocou a mão no ombro do amigo e Judy apoiou-se no loiro. Os três observavam a loira caminhar junto a outros passageiros e mostrar sua passagem e passaporte para ter a permissão de entrar na sala de embarque. Antes de atravessar o portão, virou-se, fitando os olhos azuis esverdeados de Sam. Sorriu, apesar de estar chorando, e “enviou” um beijo estalado, para, finalmente, adentrar a sala de embarque.

De agora em diante, mudaria sua vida completamente. Um novo mundo. Novas experiências. Mas, no fundo, ela sabia que sempre esteve preparada para isso.

Passou no banheiro para ajeitar a maquiagem, provavelmente borrada. Não estava errada, o rímel havia escorrido e ela parecia a noiva cadáver, como disse a si mesma, brincando. Limpou-se e refez a maquiagem.

Em seguida, passou em uma loja que havia lá e comprou uma revista da Vogue, pois não poderia chegar à Nova York sem saber das últimas tendências. Com a correria que havia passado durante essa semana, não teve tempo de fazer um relatório ou pesquisar sobre o assunto, como pretendia.

Leu a revista enquanto esperava a entrada para o avião ser liberada. Ouviu o número de seu vôo ser chamado pelo alto-falante e suspirou. Chegara sua hora de partir, de deixar a vida antiga e dar uma chance a o que o destino lhe tramava.

Caminhou juntamente aos passageiros de seu vôo e mostrou o ticket da passagem ao funcionário, que permitiu sua entrada. Entrou na aeronave sorrindo de orelha a orelha, pois, pela primeira vez, viajaria na primeira classe, como insistira sua mãe. Ficou encantada com todo aquele luxo, jamais visto pessoalmente. Sentou-se na cadeira confortável e aguardou os outros passageiros se acomodarem. O que mais a agradou foi o fato de a primeira classe estar praticamente vazia. Havia apenas três passageiros, contando com Quinn. Os outros dois eram senhores, provavelmente do ramo executivo, pois trajavam terno e pareciam aqueles tipo de pessoas que vivem para o trabalho. Não errou na sua percepção. Ambos discutiam sobre como poderiam aprimorar certas questões de negócios, as quais Quinn não fazia questão nenhuma de saber. Encostou a cabeça na janela para observar o avião decolar, adorava a sensação de sentir-se livre naquela imensidão azul, enxergar aquilo que considerava enorme no tamanho de uma formiga, a seu ver.

A aeronave já estava corretamente alinhada sobrevoando Los Angeles. Quinn começou a se incomodar com a conversa dos dois outros passageiros e procurou por seus fones de ouvido na bolsa. Talvez uma música relaxante a fizesse dormir. Ao procurar seu iPod, encontrou a carta que Sam lhe dera. Nem estava lembrando-se do envelope que recebera. Atrás dele, havia uma citação:

“‘Só queria entender porque tanta gente fala que o amor é cego quando ele é apenas uma lente de aumento. Você consegue enxergar todos os defeitos daquela pessoa e ainda quer estar junto, você acaba aceitando, por mais complicada que ela seja. Apenas pelo simples fato de amá-la.’ – li isso uma vez e simplesmente me apaixonei por essa citação.”

Sorriu. Era, com toda a certeza do mundo, uma belíssima observação. Virou o envelope novamente e abriu-o. Cautelosamente, retirou dali uma carta escrita a mão.

“Minha loira,

Já escrevi e reescrevi diversas vezes a mesma carta, pois não consigo encontrar as palavras exatas... Vou te contar a minha história para que você possa ver o meu amor de uma perspectiva diferente.

Quando eu tinha 15 anos, meu pai conseguiu um emprego em uma fábrica que, comparado ao salário que davam no Tennessee, era maravilhoso. O único problema era que o trabalho dele seria em Ohio…

Na época, fiquei triste em pensar em ter de me separar dos meus amigos, da minha família, mas eu sabia que o meu pai queria muito aquele emprego e que era importante, portanto o convenci de aceitar a proposta. Fomos todos para Ohio.
O WMHS era o colégio mais perto de onde eu morava, portanto foi para lá que meus pais me mandaram ir. E agradeço muito a eles! Eu fiquei bem animado quando soube que estudaria com garotas. Parece besteira, mas para quem estudava em um colégio interno, era praticamente um sonho.
O que mais me encantou foi o fato de ter tanta gente diferente. Cada qual com um jeito único… Lá na minha antiga escola, nós usávamos uniformes e mochilas iguais, a única coisa que nos diferenciava era o rosto.
Na minha primeira semana de aula, consegui entrar no time de futebol americano. Achei-me o máximo! E, quando Finn me convidou para participar do Glee Club, gostei mais ainda daquela escola. O único problema é que eu precisava manter minha reputação e, tudo o que diziam sobre o coral não era lá o melhor de se ouvir. Mas, graças ao Hudson eu fiz o teste e adorei a sensação de poder me divertir compartilhando algo que gostávamos de fazer.

Quando entrei na sala do coral e vi aquelas pessoas que eu nem imaginava que se tornariam minha família, senti que seria aquele o momento que contaria com muito orgulho para meus filhos e netos. E, o melhor de tudo: vi você. Nossos olhares se encontraram e eu me apaixonei na mesma hora. Eram os mais belos olhos que eu já havia visto... Um brilho único e olhar penetrante. Passei a aula toda te observando, louco para que você me olhasse. E, quando você se levantou, pude ver o tamanho daquele uniforme das Cheerios e, meu Deus, você estava muito gostosa! Confesso que eu tive vontade de ir até você e te agarrar...

Sem dúvida alguma: você era a mais linda de todas. A tarefa “Duetos” era a minha chance de tentar algo contigo. E o Finn me deu a maior força para que isso acontecesse.

Muita coisa aconteceu entre a gente, não é mesmo? Quando selamos os nossos lábios pela primeira vez, pude sentir o gosto adocicado do seu gloss se misturar com o sabor da bala de menta que eu tinha acabado de chupar. Essa combinação não saía da minha mente. O clima foi esquentando aos poucos e passamos dos beijinhos para amassos bem quentes na sua cama. Você me deixava louco quando me ligava pedindo que eu fosse até sua casa. Quando você suspirava no meu ouvido enquanto eu apalpava o seu bumbum... E imaginar que faríamos coisas bem mais polêmicas...

Você passou por tanta coisa, Quinn... Eu te admirarei eternamente! Vencer todas as barreiras que a vida lhe propôs até hoje não é para qualquer um.

Agora, vou pular uma boa parte da história, está bem?

Era sexta-feira à noite quando eu decidi arrumar meu apartamento. Encontrei, guardada no meu armário, uma caixa com várias lembranças nossas. Senti um vazio no peito naquele momento... Parecia que algo faltava, sabe?

Eu nem imaginava que iria te encontrar naquela mesma noite. Ouvir aquela voz doce e suave depois de tanto tempo era um sonho. Você estava ainda mais linda e, confesso: uma mulher muito sexy! Aquela noite foi mágica, não é mesmo? Divertimo-nos demais.

Foi graças a essa noite, que viajamos juntos para as melhores férias de todas! Eu aprendi muito com você durante aquelas duas semanas. E uma das coisas que você me ensinou foi que sou capaz de fazer sexo em cima da mesa da cozinha na casa dos meus pais. Brincadeira, amor. Só queria te alegrar um pouquinho. Já que eu estou revivendo tudo aqui na minha cabeça.

Mas, falando sério, eu aprendi que a vida é bem melhor se a gente tem alguém com quem compartilhar nossa felicidade. Poder ser o motivo dos sorrisos de alguém, amar e ser amado. Quem não gosta?

Infelizmente, algumas mudanças na vida trocam as placas das nossas estradas e acabamos nos desencontrando. Foi o que aconteceu com a gente. Eu quero que você vá para Nova York sem medo de viver, combinado? Quero poder ler no jornal que a estilista mais linda desse mundo está fazendo sucesso com sua jornada. E, principalmente, feliz.

Quando amamos, queremos o melhor para essa pessoa e eu sei que essa experiência é importantíssima para você, portanto, boa sorte! Desejo-te toda a felicidade do mundo!

Acho que, nesse momento, você precisa do seu tempo e espaço para organizar essa nova vida. E, como seu namorado, preciso te dar isso. E é por esse motivo que eu te liberto, meu amor. Abro as portas para que você siga a sua vida do jeitinho que sempre sonhou. E, com muito orgulho, direi que namorei Quinn Fabray!

Sinto-me o cara mais sortudo por ter tido você ao meu lado... Quero que saiba que eu sempre vou te amar e nunca te esquecerei! Você é o meu primeiro e único amor. Sempre será! Muito obrigado por tudo, Quinny!

Com muito amor,

Seu eterno loiro.”

Notas finais
Obrigada a você, leitor amigo que ainda lê AYNIL! Um beijo estalado! Reviews? Até o próximo :)