All You Need Is Love
19 Capítulo 19
Notas iniciais
O barista serviu algumas bebidas. Ouviram o som da campainha.
– Está esperando mais alguém? – perguntou Santana. – Não me diga que algum parente do Sam veio...
– Não chamei mais ninguém não... Já vai! – gritou para a pessoa que estava do lado de fora, caminhando até a entrada. – Jennifer? – assustou-se ao abrir.
– Eu ouvi a música alta e associei com o aniversário do Sam. Vim aqui pra desejar parabéns. Não vai me cumprimentar, Sam? – perguntou Jennifer.
– Garota, é impressionante como você não se cansa de ser patética... – bufou Quinn. – Vou pedir educadamente: Retire-se, por favor.
– Por que você tá toda arranhada, gatinha? – questionou Puck.
O rapaz fora ignorado.
– Só um minutinho, querida. – disse Santana, fechando a porta na cara da garota de cabelos cor de mel. – Quem é a Cabeça de Colméia? – perguntou à Quinn.
– Essa vagabunda — a loira gritava, torcendo para que a mesma ouvisse de trás da porta – é a ex-namorada riquinha do Sam e ela cismou em tornar o nosso namoro um inferno. Ela conseguiu até com que a gente terminasse, voltamos ontem.
– Ah, mas eu vou lá esfregar a cara dela no asfalto quente! – disse Santana com um olhar maligno, tentando abrir a porta, porém Quinn a impediu.
– Eu já tentei esse método, não exatamente dessa forma, mas eu sou a culpada por esses arranhões e parece que nem assim ela se toca...
– Essa é a minha Loira. – disse Santana, orgulhosa. – Sei muito bem quem pode ajudar. Sai da frente, Loira, pois titia Snixx tá chegando.
– Santana, não se meta em confusão!
– Calma, Quinn! Só vou ter uma conversinha com ela. – explicou, abrindo a porta.
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Jennifer havia ido até a casa de Sam com a desculpa de desejá-lo um feliz aniversário, porém, sua real intenção era provocar a loira. Afinal, depois de ter apanhado de Quinn, não poderia permitir-se perder.
– Acho que nós duas precisamos conversar, Cabeça de Colméia. – disse Santana, abrindo a porta.
– Quem é você? – indagou Jennifer.
– Depende de como essa conversa vai fluir. Por enquanto, Santana, mas pode ser que você conheça a Snixx, muito prazer. – Jennifer olhava para a latina, estranhando-a. – Mentira porque conhecer você é a mesma frustração de descobrir que Papai Noel não existe. – corrigiu-se. — Se bem que eu sempre desconfiei que aquele velho gordo fosse um falso...
– Eu não estou nem aí para suas desconfianças. Agora, se me der licença, tenho que abraçar o Sammy.
– Você não vai a lugar nenhum. E outra coisa, não o chame de Sammy.
– Ah, já entendi. Você está com ciúmes. – riu Jennifer.
– Não, querida. – ironizou. — Disso você pode ter certeza que não.
– Quem garante que você não está mentindo?
– Minha namorada.
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– Estou preocupado com o que a Santana vai fazer. – comentou Sam, afagando os cabelos da namorada, que estava sentada no colo dele.
– Sinceramente, eu não. – disse Quinn. – Aquela garota merece ouvir muito e ninguém melhor para fazer isso do que a nossa latina linda.
– Quinn, mas a Santana fica fora de si e pode acabar fazendo um estrago. – confessou Rachel.
– Eu confio na minha Latina Caliente, Rach.
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– Olha aqui, Índia Lésbica, felicidades para o seu casal de couro, mas eu tenho coisas mais importantes a fazer.
– Primeiro: Índia? Você acha mesmo que eu moro no mato? Eu sou latina. – deu ênfase à última palavra. – Segundo: Apelidos só são engraçados quando saem da minha incrível mente, portanto não tente fazer isso. Não funciona. – tinha um olhar de superioridade. – Terceiro: Aposto que é uma lésbica enrustida, infeliz até com o mindinho do pé e acha que pode descontar sua raiva de si e do mundo nos outros.
– Quem você pensa que é para falar assim comigo? Você não tem nada a ver com a minha relação com o Sam ou com a Quinn.
– Cabeça de Colméia, vou te explicar só uma vez, pois o problema não é meu se você tem o cérebro menor do que a abertura do olho da Tina: A Quinn... – fora interrompida.
– Eu sou ex-namorada do Sam, tenho todo direito de falar com ele.
– Exatamente, meu bem, ex. Acabou. Passou. Já disse que você não vai falar porra nenhuma! – Santana começava a se exaltar.
Jennifer deu um passo para trás.
– A Quinn é como se fosse uma irmã pra mim e o Sam é o meu amigo. – prosseguiu a latina. — Além do mais, eu e ele já namoramos. Não foi exatamente um namoro, mas posso dizer que nos beijávamos e fazíamos outras coisas, as quais posso detalhar perfeitamente, caso queira. – abanou-se.
– Pensei que fosse lésbica.
– Não disse que não era.
Jennifer bufou.
– Me poupe dos detalhes de um trabalho de prostituta, não tenho interesse nos seus serviços.
– Prostituta?
– Você não é surda, ouviu muito bem o que eu disse. – peitou a mais baixa.
– Vou te mostrar quem é a prostituta! – gritou Santana, partindo para cima da garota, que caiu no chão devido ao impacto do empurrão.
A morena subiu em cima de Jennifer e a estapeava com força, sem hesitar.
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Dentro da casa, ouviam gritos e tinham certeza de que os xingamentos em espanhol não vinham de Jennifer. Uma coisa era certa: Snixx havia chegado.
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– Sai de cima de mim, garota!
– Garota não, Snixx. – estapeou-a mais uma vez. – Isso é pra você aprender a não brincar com o fogo. Pois “this girl is on fire” – brincou em relação à música.
Mesmo em uma situação como essas, Santana ainda conseguia fazer graça.
– Sai! Você está me machucando. – gritava desesperada.
– É essa a intenção, cadela! Vai pensar duas vezes antes de brincar com os sentimentos dos meus amigos. Sou de Lima Heighs Adjacent! E sabe o que acontece por lá? Cosas malas! – levantou-se, deixando a garota machucada e as marcas de arranhões, que antes já era muitas, haviam triplicado. O nariz sangrava e, deitada no chão, gemia de dor.
Santana sorriu satisfeita.
– Agora volte para o buraco negro do qual você nunca deveria ter saído!
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– Só espero que não haja um assassinato... – comentou Kurt.
– A Sant não faria isso. – disse Brittany cabisbaixa.
– Sinto em lhe dizer, mas faria. – afirmou Rachel.
– Voltei, povo. – disse Santana, batendo a porta com força.
Puck estendeu a mão para que a mesma batesse, em forma de cumprimento.
– Ela está viva, Santana? – perguntou Finn.
– Ih, gente. Podem parar com a paranóia. Foi uma simples conversa. Podem ter certeza de que fui um amor de pessoa. Até chamei um taxi para levá-la ao hospital...
– O quê? – perguntaram todos assustados.
– Brincadeirinha, gente. Acham mesmo que Santana Lopez faria uma gentileza dessas? E, além do mais, ela é rica. E a pessoa quando é rica, é só estalar os dedos que chove empregado até do Iraque pra ajudá-la.
– Santana, você tem noção de que ela pode te denunciar? – questionou Rachel, visivelmente preocupada.
– Calma, Anã. Eu sou a melhor advogada dessa bagaça, quanto a isso, não se preocupe.
– Gente, eu vim aqui pra uma festa, não pra ficarmos discutindo sobre o que pode acontecer com a Santana. Eu, sinceramente, não acho que vá acontecer nada. — pronunciou Mercedes.
– Pela primeira vez, Tots, vou concordar contigo. — disse Santana. — Vamos agitar isso aqui. Chega desse clima de enterro. Aqui, querido, você veio pra assistir barraco ou pra nos servir? — questionou a latina ao barista.
– Que tal relembrarmos os tempos do Glee Club? — sugeriu Finn, levantando-se do sofá e subindo no palco improvisado. Pegou as baquetas e chamou os rapazes para acompanhá-lo.
– Em homenagem ao nosso querido amigo Sam, “Billionaire”. — disse Puck, ajustando o violão.
Sam pegou o violão que havia ganhado de presente da namorada e, assim como Puck, ajustou-o.
Começaram a tocar, cada um com o seu devido instrumento. As meninas fingiam assistir ao show de uma boyband e gritavam histericamente. Sam cantava com um sorriso de orelha a orelha. Havia reencontrado todos os seus amigos do colegial, amigos verdadeiros, sua segunda família. E ainda por cima, tinha Quinn. Ela era a garota dos sonhos de qualquer rapaz, pelo menos dos sonhos dele. Era capaz de ir até o fim por ela.
Aplaudiram os rapazes no fim da performance e Sam agarrou Quinn, rodopiando-a.
– Eu quero cantar.
– Puta merda, Rachel! Isso aqui é uma festa, não as Nationals. – gritou a latina.
– Deixa de ser estraga prazeres, Santana. – bufou a baixinha. — Blaine, vamos relembrar os velhos tempos? Que tal “Don’t You Want Me”?
– Rachel, olha a minha cara de quem vai deixar você cantar essa música com o meu noivo. Eu não sei se você se recorda, mas você teve uma paixão por um cara gay. Fica com o seu namorado, que eu fico com o meu. – disse Kurt.
– Eu não estava com segundas intenções, só queria alegrar a festa. – respondeu, emburrada.
– Ainda bem que o Kurt disse isso, não estava com nenhuma vontade de ver minha pequena cantando com outro. – Finn a abraçou por trás, beijando o topo de sua cabeça.
Mercedes e Puck subiram no palco e anunciaram:
– Já que somos os únicos solteiros, dedicamos essa música aos casais apaixonados. – disse Mercedes.
– Eu não tô solteiro, só não tem nenhuma gatinha disponível para eu pegar aqui. – defendeu-se Puck.
– Nossa! Obrigada, Puckerman... – ironizou a mulher que dividia o palco com ele, recebendo um beijo na bochecha para desculpar-se.
Os dois pegaram os microfones e começaram a cantar “I Only Have Eyes For You”. Os casais se juntaram aos poucos no meio da sala.
– Me concede essa dança? – perguntou Sam à namorada.
– Com o maior prazer.
Brittany e Santana dançavam em um canto da sala, trocando beijos carinhosos. Kurt e Blaine dançavam calmamente, apenas apreciando a música. Finn e Rachel trocavam carícias enquanto dançavam. A morena ria ao ver as expressões do namorado ao dançar. Digamos que o grandão não era o mais experiente em dança.
– Esse é o melhor aniversário da minha vida! – sussurrou Sam no ouvido de Quinn, mordendo o lóbulo de sua orelha.
A loira fechou os olhos e arrepiou-se com o toque.
– Você ainda não viu nada. – sorriu maliciosa.
– O que é que a senhorita está tramando?
– Você verá. – beijou-lhe o pescoço.
Sam suspirou. Se pudesse, agarrá-la-ia ali mesmo. Nem se lembrava de seus amigos, no momento, pois estava distraído em seus devaneios. Quinn o provocava e isso estava lhe causado sérias consequências dentro da calça.
– Sam?
– Hum. – balançou a cabeça, em tentativa de afastar os pensamentos.
– O que significa isso? – a loira apontou para baixo.
Sam corou ao dar-se conta do volume que formara em sua calça.
– Droga! – reclamou, virando-se e ficando de frente para a parede.
Os loiros nem perceberam que a música já havia terminado há tempos e que todos olhavam para Sam, que estava grudado na parede. Era uma cena hilária de se ver.
– Eu já vi muita gente abraçar árvores, mas paredes... – disse Santana.
– Vocês querem beber alguma coisa? – perguntou Quinn, tentando disfarçar.
– Loira, você não sabe mentir, pelo menos, não pra mim. – continuou a latina. – O que aconteceu, Trouty Mouth? – puxou o rapaz, que ficou paralisado ao ver que todos olhavam para sua excitação.
– Nossa, cara... Isso aí só por causa de uma dancinha? – caçoou Puck.
O loiro passou as mãos pelo cabelo, apreensivo.
– A culpa não é minha, está bem? – disse, nervoso. – Não foi a dança que fez isso, e sim as coisas que foram ditas e feitas durante ela.
– Você tá querendo dizer que vocês acabaram de ter uma rapidinha no meio de todo mundo? – questionou Santana, praticamente gritando.
– Claro que não, Santana! Acontece, ok? Eu não posso controlar isso.
– Como eu sou uma amiga sensacional, vou te ajudar. – a latina puxou o loiro e direcionou-se para o andar de cima.
Quinn foi atrás, preocupada com o que Santana faria.
– Nada de bater no meu namorado, Santana!
– Relaxa, Loira. Se for você quem acordou o gigante, e nós sabemos que foi, é melhor não ficar perto dele nesse momento. – encarou a loira, que revirou os olhos e desceu. – Bom, eu já fiz minha parte, agora é com você!
– Como assim? – indagou Sam, enquanto cobria sua parte íntima com as mãos.
– Use o método tradicional. Você tem mãos e vai ficar sozinho nesse quarto, o que te permite aliviar isso aí. – apontou. – Deu pra entender ou quer que eu desenhe?
– Eu não vou conseguir fazer isso com todo mundo lá embaixo.
– Ah faça-me o favor, Sam! Você já fez isso várias vezes e não venha me contrariar! Qual o problema de fazer mais uma vez?
O loiro olhava para o lado, pensativo.
– Aumenta o som.
– Quê?
– Aumenta o volume da música, assim ninguém escuta.
– Ok. Ai, Santana, só você mesma pra ser tão caridosa e ajudar alguém com um problema de ereção... – dizia a si mesma, enquanto retirava-se do cômodo.
– Não é problema de ereção! – defendeu-se Sam.
– Chame do que quiser.
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– Pessoal, por favor, não vamos comentar mais sobre isso, está bem? Não queremos deixar o Sam sem graça, mais do que já está, justamente no aniversário dele. – pediu Quinn.
– Claro, Quinny. – concordou Finn.
Os outros balançaram a cabeça em sinal de afirmação.
– Ninguém vai cantar? – perguntou Santana, descendo as escadas. – Então vamos colocar uma música. – ligou o aparelho.
Tina e Mike voltaram a dançar. Aos poucos, todos direcionaram-se para a “pista”.
– O que você fez com ele? – perguntou Quinn à latina, sussurrando.
– Nada. Ele está fazendo sozinho.
Quinn fez uma careta, provocando uma gargalhada em Santana.
– Qual a graça?
– Você , né jumenta?! Você faz coisas muito piores com o seu namorado e faz careta por isso... Hilário! – gargalhou novamente.
Quinn bufou. Decidiu tomar um ar. Encontrou Puck do lado de fora da casa.
– Por que está aqui fora sozinho? – questionou a loira, atraindo a atenção do rapaz.
– Não tava a fim de ficar vendo os casaizinhos dançarem. Isso me lembra que tô encalhado.
– Mas desde quando você é cara de relacionamentos?
– Eu mudei, ok? Eu me toquei que, não quero ficar com essa fama de destruidor de relacionamento para sempre... – confessou o moreno. – Só disse aquilo lá dentro para não ficar muito mal na fita.
– É um bom pensamento. Você é um cara bacana, Puck. Merece ser feliz e, eu espero, do fundo do meu coração, que você encontre alguém.
– Valeu, Q. – abraçou-a. – Ah, só por curiosidade: aquela Jennifer mora nessa rua?
– Mora. Naquela mansão ali. – apontou. – Você não está pensando em dar uma surra nela, está?
– Claro que não, Quinn! Eu já fiz muita merda na vida, mas jamais seria capaz de bater em uma mulher.
– Hum... Acho bom! – brincou com o pai de sua filha. – É melhor eu voltar pra festa. Você vem?
– Daqui a pouco.
A loira concordou com a cabeça e entrou em casa. Puck encarou a mansão de Jennifer e suspirou. Seguiu em direção a ela.
Assim que chegou, tocou a campainha. Uma senhora o atendeu.
– Com licença, a senhora é mãe da Jennifer?
– Não, meu jovem. Eu sou uma mera empregada. – respondeu. – A mãe dela nunca está em casa! – sussurrou.
– E a Jennifer?
– Ela está no quarto, mas não quer falar com ninguém. Parece que ela se meteu em uma briga... Está toda machucada!
– Eu posso vê-la? Acho que posso ajudá-la. Sou... Amigo dela.
– Não acho uma boa ideia...
– Por favor!
– Tudo bem, mas não diga que fui eu que permiti sua entrada.
– Certo.
O rapaz subiu e bateu na porta, que estava entreaberta, do quarto de Jennifer e abriu.
– Oi... – disse tímido.
– Você estava na festa! É amigo daquela gente estúpida! Se veio aqui para me bater, pode ir embora!
– Hey, relaxa! Não vou te machucar, vim em paz.
– Por quê?
– Por que o quê?
– Por que veio até aqui?
– Fiquei preocupado.
– Ah, não vou cair na sua lábia! Você deve me odiar, assim como todos os seus amiguinhos.
– Eles tem razão para isso... Mas eu não.
– Por que com você seria diferente?
– Pois não tenho moral nenhuma para isso.
A moça o encarou, pela primeira vez, nos olhos. Logo desviou o olhar para a caixa de curativo. Bufou. Não queria pedir para outra pessoa cuidar dela, não queria que a vissem naquele estado.
– Quer ajuda? – perguntou Puck, pegando uma caixinha de band-aid.
– Tanto faz. – fingiu indiferença. – Posso te perguntar uma coisa?
– Pode.
– Por que está me ajudando?
– Porque eu já passei por isso e, pelo visto, você não tem ninguém que possa ajudá-la...
– Claro que tenho! O que não falta aqui é empregado.
– Eu não estou falando desse tipo de ajuda. Estou falando de carinho.
– Do que você está falando?
– Cadê seus pais?
– Trabalho.
– Até essa hora?
– Eles trabalham muito.
– Hum... Você tem maquiagem? Eu usava umas coisas da minha mãe pra disfarçar os hematomas.
– Eu não preciso escondê-los de ninguém.
– Nem dos seus pais?
– Eles não se importam, agirão indiferentemente em relação a isso. – disse cabisbaixa.
– Entendi. Eu também cresci sem meus pais.
– Órfão?
– Órfão de pais vivos, assim como você.
Jennifer o encarou.
– Pelo menos, eu tenho essa mansão... Não preciso deles.
– Diz isso para se confortar.
– Isso é mentira!
– Não, não é. Eu fui pobre, está bem? Não tinha esse tipo de coisa pra me sentir melhor, mas eu tinha amigos. Eu costumava fingir ser o garanhão bad boy para o mundo inteiro... Até eu descobrir que havia gente que realmente me amava pelo o que eu era, e não pelo o que eu fingia ser. Aquelas pessoas que estão na festa do Sam são como irmãos para mim. E eu não gostei de saber que você magoou dois deles. Mas, no fundo, eu me identifico com você. E é por isso que eu não te odeio. Fui pivô de muitas separações, sabia? – tinha o olhar atento de Jennifer. – E eu cresci sem pai... Ele nunca deu a mínima para mim! Só nos vimos umas três vezes durante todos esses anos. E a minha mãe... Bom, apesar de todas as dificuldades e problemas, ela me deu casa e comida, mas o mais importante ela deixou de lado: carinho.
– Você não precisava ter feito um relatório da sua vida.
– Eu só queria te mostrar que você não é a única que sofreu com falta de carinho dos pais. Agora eu te pergunto: Isso tem a ver com você querer destruir o namoro do Sam e da Quinn?
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