All Things Go...
4 Vudoo Dolls/Descobrindo o sol.
Notas iniciais
– Mas olhe lá Órion eu não sou uma boneca de voodu não querida, então não estou nem ai, mas não quero ser manipulado nem manipular ninguém. — Ela fixou o olhar em meu espírito e deve ter sentido que tudo que eu havia dito era real e que eu não era como minha família.
– Na verdade os Solarium são conhecidos por seus corações bons por séculos, embora nossa ramificação nas terras depois da quebra do infinito sejam meio astutas de mais, os Ovilerys não são muito confiáveis. — Ela sorriu. — Mas ainda digo que os Willians também não são tão ardilosos assim, eles só deixaram uma fruta podre acabar com o resto da cesta, mas mesmo assim foi uma família de prestígio. — Não acredito no fato que Órion está aqui apenas para ajudar um invertido, não creio. Ainda mais com aquele sorriso maravilhoso que ela tinha, mesmo sendo um espírito bem preconceituoso eu preciso dela.
– Outra pergunta Órion. — Ela olhou pra mim sorrindo, pena que ela era um espírito, tão linda, tão doce e amarga, poderia ser uma amiga perfeita. — Pode perguntar a vontade ô doce invertido. — Ela sorriu pelo jeito eu não iria me acostumar com ela me chamando de invertido, mas da forma que ela fala a palavra meio que ela perde o próprio conceito da palavra.
– Órion, você pode me chamar de Robert, Rob ou qual quer outra coisa, mas invertido e meio presunçoso e inadequado. — Ela Sorriu. — Tudo bem vou tentar não lhe chamar de invertido, ô doce invertido. — Olhei com raiva pra ela. — É brincadeira, mesmo sendo um espírito nós damos risos também, mas qual era a pergunta? — Ela estava ainda mais firme e real.
– Você já ajudou outros de nossa família na mesma enrascada que a minha ou eu sou o primeiro a ter que tira de vossa eterna paz? — Ela revirou os olhos como se estivesse entediada. — Não, eu já ajudei muitos Solarium com problemas, sejam eles invertidos ou não, na verdade eu não ligo para invertidos, nossas raízes além da quebra do infinito a maioria deles são invertidos e seus antepassados escondiam as inversões deles assim como você fazia, mas não vou lhe ajudar apenas para salvar seu relacionamento, quero lhe ensinar tudo o que eu aprendi e que sua mãe iria fingir ensinar. — Eu sorri, tentei entender mais o fato de Órion estar aqui comigo. — O primeiro passo que você vai dar e largar esse livro e ir ao porão pegar o colar da família o que tem marcas de sol encravados no ouro e você vai lançar um feitiço e eu vou me tornar parte de você.
– Órion isso não e meio perigoso? — eu não quero me tornar um Ele/Ela. — Ela sorriu e balançou a cabeça. — Isso tudo foi brincadeira Robert o colar e apenas para sua proteção, não quero que sua mãe ou energias negativas te afetem. — Ela sorria, quando levantei e ela me seguiu.
– Alguém mais além de mim pode ver você Órion? — Ela me seguia lado a lado andando pelo corredor quando puxei a escada de madeira para subir ao porão. — Não Robert não se preocupe apenas você pode me enxergar, mas sua irmã poderá sentir minha presença. — Eu não sei como ela sabia sobre o dom de May sobre sentir energias, ela para um espírito que estava descansando sabia demais.
– Eu mesmo no meu estado posso ler mentes Robert e eu sei dos dons de nossa família, os Solarium são muito poderosos. Muito poderosos mesmo, muitos de nós lemos mentes, muitos têm poderes magnéticos ou psíquicos ou eletro psíquicos, mas sempre fomos muito poderosos.
– Entrei no sótão e acendi a luz, tudo estava empoeirado e cheio de teias de aranha, baús e grandes caixas de madeiras se amontoavam em cantos e pequenos baús deixavam tudo ainda mais parecido com tesouros escondidos no mar de poeira e lembranças.
– Ele esta dentro desse baú, acho que ainda está da mesma forma que o vi a alguns anos atrás. — Ela sorriu, mas algo vazio reinava naquele sorriso. — Ao abrir o pequeno baú ali estava uma pequena caixa de joias vermelha, dentro havia um pequeno colar prata de corrente fina e um pingente que balançou quando foi erguida pela minha mão.
– Uau ele e lindo Órion como uma joia tão bonita permaneceu viva por tanto tempo?
Ainda mais aqui no meio dessa poeira. — Ela sorriu. — Você nem mesmo sabe como ele foi criado Robert, sabe?
– Não sei não. — Respondi, mas no fundo me sentindo um tolo por não saber a historia de uma joia tão linda que está na minha família a milhares de anos. — Ele foi moldado com a primeira estrela a cair do céu, isso aconteceu em 1200 Antes de cristo, não que aquele hippie fosse uma pessoa maravilhosa a ponto de ganhar um livro só dele, mas quem dominava o mundo éramos nós, bruxos e fadas, e todo o tipo de vida mágica vindo de países além da quebra do infinito, como Brizard, Allient e muitos mais, depois daquele hippie e da religião introduzida por ele tudo se tornou pior, mas bem o colar e bem poderoso e protege que o usa como uma barreira maravilhosa. — Ela tentou pegar o colar da minha mão, mas ela era apenas um espírito que não podia tocar em nada.
– Ele é muito bonito, além do mais eu consegui ler o poder dele, vou usar ele agora, mesmo.
– Sorri, ela estava tão fofa que eu nem havia percebido que a manta que a cobria havia mudado e ela vestia um belo vestido de época bege. — Assim que o pequeno fecho estava ligado no pequeno arco, senti e vi o brilho do colar, aquilo agiu no meu corpo inteiro, não sei como aconteceu, mas a energia passava como um raio.
– Nossa e assim mesmo que a gente se sente ao usar o colar? — perguntei sentindo cócegas no meu pé. — E assim mesmo meu neto agradeça a Sokier e ao pai dele eles tiveram a ideia de nós presentear com o colar, eles apenas queriam que nós tivéssemos algo para proteger os mais fracos e esse colar ajudou em muitas batalhas, a pior e que infelizmente nos não vencemos foi... Bem vamos esquecer. — Ela sorriu.
– Vamos sair do sótão, quero andar pouco e quero levar você para conhecer New York, acho que você não conhece. — Ela flutuou e deu um gritinho como nunca ouvi antes de nenhuma garota.
– Não eu não conheço New York, no máximo eu conheço Paris, Londres e no mínimo conheço Salém, Amityville, Blair, Chicago, Merryland, e conheço muitos mais lugares, mas acho que não conheço. — Chega de falar Órion, vamos sair daqui. — falei meio alto demais.
– Está falando com quem Rob? — May perguntou bem atrás de mim. – Ninguém. Só estou falando sozinho... De novo. — Dei risada, mas pelo jeito, não funcionou muito.
– Onde você vai, esta arrumado e saindo pelo corredor confiante demais. – Interrogatório da policial May. — Ai, May eu não lhe devo satisfações e agora eu vou andar por New York, dar uma caminhada em Manhattan, não sei só quero sair e esquecer Fabrício e tudo que aconteceu hoje. — May abriu um sorriso torto e vi Órion fazer uma careta e brincar de ser fantasma.
– Eu vou com você, preciso andar também e nós vamos comprar algo bem barato e forte no mercado aqui da esquina, quero ir a Times Square é você pode ir comigo. – May estava decidida a me sequestrar e não iria poder conversar com Órion. — May eu não vou, quero apenas andar. — Respondi.
– Tudo bem, pode ir não vou mais incomodar. — segui descendo a escada e saindo pra
rua que estava diferente e vazia, apenas o tempo cinza do Brooklyn permanece ali, mas nada, ninguém andava mais pelas ruas.
– Vamos Órion vamos.
– Ela saiu voando pelo meio das poucas árvores e muitos portões ate l ponto de ônibus, ela parecia um pássaro que vivera em uma jaula por milhares de anos. — Se eu soubesse que aqui e tão maravilhoso teria vindo lhe ajudar antes, muito antes.
– Você não viu nada ainda Órion, precisava ir a uma danceteria, ouvir ABBA, usar êxtase ou algo animador e dançar muito. — Ela sorriu.
– Isso me lembra do dia que comi erva de gato e fiz chá de Cranx fiquei tão animada e morri de medo que pudesse ser meu último dia de vida, sai dançando pela aldeia inteira e sai correndo pelo meio do mato gritando com as fadas e com os duendes e as ninfas ficaram morrendo de raiva de mim junto aos espíritos da natureza. — Sorri e pensei como poderia ser o fato de dançar com fadas e gnomos.
– Quando isso aconteceu? — Perguntei olhando para Órion que olhava para as casas sentadas ao meu lado esperando o ônibus. – Nossa invertido que pergunta difícil, foi em...
Acho que foi em 607 antes do Hippie chato. — Ela fez uma cara de nojo.
– Órion mais uma perguntinha... — Lógico que ganhei mais uma revirada de olhos Órion e muito ela não pode ser real ou ter sido real. — Você e o invertido mais curioso que eu já ajudei e nossa isso e irritante, mas pode parar de perguntar se pode perguntar, apenas pergunte e resuma tudo. — Ela sorriu.
– Tudo bem, mas quero saber quantos anos você tem e quantos anos você viveu corporalmente, além de claro querer saber como irá me ensinar magia sendo um espírito. — Fiquei meio sem reação ao fazer as contas mentalmente, ela e tão jovem, mas pelas contas é tão velha.
– Tenho quase 8.00.0021 anos eu nasci depois da civilização e eu não morri esse e apenas o meu estado de espírito, estou bem viva, porém presa e amaldiçoada, por isso quando o invertido lhe lançou a maldição eu lhe encontrei, porém estou presa em algum lugar onde nem mesmo eu, a maior bruxa e neta do sol consigo me libertar. Mas ajudo a nossa família em qual quer problema, bem e nunca pedi ajuda, além do que ninguém que tentou conseguiu me salvar. — Meu sorriso foi murchando da mesma forma que ele veio de livre e espontânea vontade.
– Mas bem desculpe por ter perguntado Órion, eu fui idiota em perguntar, poderia ter deixado a curiosidade de lado, por uma pessoa que só quer me ajudar. — Ela foi simpática e ergueu a cabeça como se soubesse que eu não tinha intenção de magoar ela. — Tudo bem Rob, não e culpa sua, nada do que me aconteceu e culpa sua, nem mesmo da nossa família ou do Hippie sujo e que cheirava a pum de camelo. — Isso tudo e culpa de Graysnow, mas mesmo assim mais ainda dos humanos e dos seres mágicos, vamos sair olhe ali um grande objeto de metal chegando... — Era o ônibus e quando ele parou esperei a velha senhora descer e entrei, sentei e fiquei olhando aquela linda menina que estava ali apenas pra me ajudar.
– Esse negócio aqui se chama ônibus Órion, não sei ae você já andou em um desse, mas são veículos que nos levam a toda parte que quisermos. — Ela riu e percebi que todos os oito passageiros do ônibus estavam a me olhar. — Eu sei o que isso é, posso ser um espírito, mas não sou burra e não andei só de jumento, já andei em jacarés, bondes trens e tudo que o homem já inventou, mas se você achas isso pelo meu modo de conjurar os verbos lhe digo que não sou uma mongoloide do meio do mato, sou a bruxa mais poderosa que você conhece. — E nossa família idiota pede ajuda a cada dois segundos, seja por uma confusão de gênero ou problemas com seres maiores ou místicos além do mais pare de olhar pro nada e falar sozinho que todos aqui estão lhe achando um louco, apenas fale dentro de sua mente e eu poderei ouvir.
– Tudo bem — Respondi mentalmente. — Ai não foi difícil. — Ela falou abrindo um sorriso depois. — Magia é a combinação de força, magia, poder e concentração.
– Acho que concentração, poder e força eu tenho, então já deve ser meio caminho andado. — As pessoas já haviam parado de olhar para mim, mas mesmo assim tudo que eu pensava era "uau como ela e incrível, maravilhosa e perfeita”.
47 minutos depois...
– Ali estávamos na frente da Broadway perto do metrô e claro na frente das lojas e do
Cornercafé, tudo na cidade estava cinza. O dia estava diferente e mesmo assim estava legal, não sei se estava tudo bem apenas por estar ao lado se Órion, mas tudo era impagável.
– Vamos lá sua primeira lição Robert. Vamos aprender a usar a mente para mover objetos, primeiro vamos treinar com pedras bem pequenas, depois galhos e coisas maiores. — Agora Mova aquela pedrinha ali. — Ela sorriu.
– Levantei o braço e de repente o hidrante estourou e a água Jorra banhando a rua e a janela do Corner. — Uau Robert isso é mais incrível do que eu poderia acreditar. — Ela riu. — Nem mesmo eu acreditaria que poderia conseguir isso, estourar um hidrante.
– Uau, agora temos de consertar, pra isso você vai pensar na frente cena que aconteceu ao reverso e pensar na palavra 'Quantum' e tudo vai se reverter. — Tentei e tentei, mas mesmo assim a água continuava a jorrar, tudo estava ficando molhado e poças de água continuavam a ser criadas a quarteirões de onde estávamos.
– Se concentre mais ou aquela água nunca vai parar de jorrar, concentração e a palavra chave de tudo. Vamos temos apenas alguns segundo antes que as pessoas façam algo.
– Órion flutuava diante de mim esperando minha concentração que não vinha.
– Quantum, Água volte para seu lugar pior que isso não pode ficar. — Pronunciei e em seguida abri os olhos e toda a água estava voltando para o hidrante gota por gota flutuando no ar, como se algo estivesse fazendo as pequenas gotas de água regredirem no tempo. — Vi um sorriso e palmas meio irônicas saindo das mãos e lábios de Órion, a ironia era tão palpável que poderia ser pega com as mãos no ar.
– Obrigado Órion, pelo apoio emocional, mas eu disse que eu tinha muitos dos elementos necessários para ser um feiticeiro. — Ela apenas parou os aplausos e colocou a mão no meu ombro.
– Eu sabia que dentro de você tinha tudo que nós precisávamos, mas você é muito preso, 0como se correntes o ligassem a tudo, desde o cara lá, a seus pais e a algo que nem mesmo sei o que é, mas ainda não pode ser a maldição, e ela é muito complexa e o que quer que seja aquela pessoa que a conjurou, ele não é humano e essa e a parte ruim, mas ainda podemos reverter tudo. — O meu mundo meio que ficou ali parado como se não houvesse mais nada além de mim e Órion.
– Eu percebi Órion que ele não poderia ser humano, ou um bruxo qualquer, nem mesmo algo dessa dimensão, ele e algo mais forte que tudo que aqui vive, não consigo sentir a maldição ainda, não sei se apenas vocês sentem, mas acho que pode ser mentira dele, não sei, mas não devemos confiar demais em uma pessoa que não conhecemos. – Órion estava atônita e sem reação.
– Quando eu percebo que você está finalmente abrindo essa mente fechada você estraga tudo garoto idiota, você não parece mais com os Solarium, nem mesmo com os Williams, Deuses me ajudem. — Ela estava realmente brava e eu nem sei o que devo ter falado de errado.
– Órion o que eu disse de errado? — Perguntei com aquela leve expressão de puta arrependida. — Tudo, você e muito fechado invertido, pares de ser assim ou eu não conseguirei lhe ensinar nada, tudo em magia deve ser espontânea, limpa e sem preconceitos.
– Mas é difícil pra você, parar de me chamar de invertido, você acha que eu sou preconceituoso, mas na verdade a única pessoa daqui que tem o maior preconceito que engasga na garganta como veneno e você. — Ela ficou emburrada. — Mas... — Ela tentou, mas tendo em vista suas palavras e atitudes, ela sabia que estava errada.
– Tudo bem eu paro de chamar você do que não gosta, mas quero que respeite quem quer que seja que lhe amaldiçoou, aceite a maldição e me ouça sempre como uma segunda opinião e apenas isso que eu peço nada mais... Por enquanto...
– Ela sabe como chantagear uma pessoa, mas talvez pelas circunstâncias que ela se encontra ela só queria me proteger e me ajudar de um modo mais fraterno, ela e como se fosse minha avó... Aliás, ela e minha avó. — Sabe de uma coisa Órion, acho que lhe devo desculpas, você veio de tão boa vontade me ajudar e eu apenas brinquei em vez de tentar aprender e salvar minha pele. — O tempo havia esfriado e o vento corria ainda mais forte. — Eu aceito suas desculpas e também fui errada e peço que me perdoe, mas vamos sair daqui acho que o vento contou a alguém sobre o meu retorno e logo vamos ser atacados por algo. — Corríamos em meio a uma ventania que se formava e se tornava cada vez mais forte, quase fomos jogados para longe.
– Vamos Robert corra e salve sua vida, até eu que sou um espírito estou correndo mais rápido que você. — Órion gritava no meio da rua enquanto o vento corria tão rápido que assovios eram produzidos. — Vamos entrar em algum lugar até a ventania passar Órion, não quero morrer com um raio na cabeça. — Órion riu e percebi que havíamos mesmo feito as pazes.
– Vamos ficar aqui quanto tempo? — Perguntei. — Até a Ventania passar, o que pode durar duas horas, o dia inteiro... Não sei Rob, espero apenas que ninguém saiba do meu retorno ainda, da última vez tive de infligir algumas das leis deles e os filhos de Lilith tiveram de me aprisionar em um pote do qual eu a senhora Houdini aqui quase morreu para tentar escapar.
– Mas você não é um espírito? Eu pensei que espíritos fossem coisas imortais. – Órion sorriu. — Já expliquei que mesmo no meu estado espiritual ainda posso morrer, pois meu corpo continua vivo, bem pelo menos meu corpo e imortal, caso aconteça algo comigo fora dele já é outra história, então basicamente sou igual a você, só que ninguém pode me ver além de você e as pessoas que eu escolho.
– Estranho não? Mas se bem que você falou está falado e não tenho que duvidar ou perguntar nada. — Órion sorriu e ela estava sentada ao meu lado em uma loja de livros e café bem na frente das lojas e de uma pequena loja de artigos para Câmeras e maquinas de fotografia.
– Olá boa tarde. Gostariam de alguma coisa? Estão procurando algum livro especial? -
Era uma linda garota alta e de cabelos avermelhados.
– Ãwn eu não estou procurando nada apenas entrei sem olhar e pra me proteger da tempestade que estava começando lá fora, mas vou dar uma olhada em tudo. — Sorri e ela olhou para o meu lado onde Órion estava, ela olhava fixamente como se ela estivesse vendo Órion. — E a senhorita não vai querer nada, uma ajuda? — Foi ai que minha confirmação veio ela podia ver a Órion, meus deuses e agora o que eu faço?
– Bem Tori, eu não preciso de nada, mas acho que Robert precisa falar com você agora e eu vou dar uma olhada nos livros por ele. — Órion sorriu e saiu andando como se ser vista fosse a coisa mais natural do mundo. — Então Tori, como você conseguiu enxergar a Órion é quase impossível enxergar ela se você não for... — Ela olhou para os lados como se quisesse fugir ou que ninguém ouvisse o que ela iria falar.
– Uma bruxa? Isso que você queria dizer, acha que sou uma bruxa. Pois bem você está certo, mas você tem que se proteger e esconder ela, pois há pessoas que não gostam de espíritos protetores, ainda mais antigos como ela. — Tori saiu andando e a calça saiu balançando e em alguns segundo lá estava Órion novamente. — Robert vou ser direta essa menina e muito especial, ela não é apenas uma bruxa comum, ela é uma Que enxerga coisas sem ter que fazer feitiços encantos nem nada. — Você vai ter que se tornar amigo dela, ela poderá lhe ajudar em muitas coisas também. — Órion estava meio bobificada, ela havia sentido algo naquela garota que eu não sei o que poderia ser, mas ela pode ajudar a gente, ela tem algo muito, bem não sei, mas bem vamos embora daqui e em casa iremos pensar no que fazer...
– Tori, creio que precisamos de sua ajuda, além disso não conhecemos ninguém que possa ensinar magia ao Robert e você é uma bruxa poderosa. — Ouvi a Voz de Órion, elas conversavam com uma naturalidade que até pareciam se conhecer a séculos.
– Olha Órion, sei que você também e muito poderosa e que pode o ajudar, sei que ele teve uma das primeiras lições dele e ele se saiu bem até pra quem nunca conheceu magia, mas acho que ainda e muito cedo para aceitar algo assim. — Órion saiu andando ao lado de Tori como a segunda sombra dela, fiquei observando enquanto elas conversavam e Tori suspendeu o braço e agarrou com a mão um livro que estava numa prateleira alta, quando um segundo livro ia caindo sobre ela ele magicamente retornou ao lugar. Ela deu quase dez passos bem largos e finalmente chegou a mim. — Robert eu aceito lhe ajudar como uma amiga... Bem também quero ajudar Órion eu conheço a história dela e acho que posso ajudar, mas vou avisando preciso de ajuda também e acho que nisso você pode ajudar. — Ela deu um sorriso meio que admitia a intenção dela.
– Tudo bem Tori, mas o que você precisa? Antes do acordo eu preciso saber mais sobre você. — Órion perdeu a paciência, mas não posso sair confiando na primeira pessoa que aparecer em minha frente, ainda mais bruxas, a magia negra está em alta. — Bem eu preciso de ajuda na loja, aqui temos uma Livraria com todos os tipos de livros, desde magia até historia antiga e período pré antigo do começo da humanidade, então eu concordo em ajudar você e quero que aceite minha proposta de emprego aqui, te ajudo e ainda pago pra isso, além disso você tem horários flexíveis e sem contar que você vai ter uma chefe jovem e um pagamento bem razoável...
– Vai aceita, agora vai se você não aceitar uma proposta de emprego, amizade e Lecionar dessa... — Órion me apressava, mas iria ser muito legal trabalhar com uma pessoa um pouco mais velha que eu, iria ter mais tempo para pensar e pra ficar fora de casa, além de que vou poder ler sem ser obrigado a comprar os livros.
– Tudo bem Tori eu aceito. Quero trabalhar com você e quero que me ajude. — Ela apertou minha mão e me abraçou que bom Robert vai ser legal trabalhar com você e espero que você sinta o mesmo por mim. — Tori sorriu e Órion parecia uma menina com um brinquedo novo. — Ótimo você começa amanhã as onze e vai ser muito bom trabalhar com você também. — Órion e eu saímos da loja sorrindo quando esbarro em uma pessoa por estar olhando para o lado.
– Olhe por onde anda seu cego. — Pronunciou uma voz bem conhecida. — Então e você garoto, esta passeando? Ou apenas procurando outro idiota para se esfregar? — Era Sylvain o Ele/Ela. — Ora, ora pensei que viados cobra só saiam a noite, mas pelo jeito o demônio permite que eles saiam durante o dia. — Órion tentava prende o riso e pelo jeito ele não conseguia enxergar ela.
– Você fala assim por que a maldição ainda não começou a fazer o efeito dela ainda, mas espero que chegue a lua vermelha o quanto antes e você verá o que lhe irá acontecer. — A criatura jogou o cabelo para trás e deu aquela risada estrangulada e forte que fez os vidros da Lake Books and Cofee estremecerem e bem até mesmo Órion se arrepiou com aquele barulho quase infernal.
– Tudo bem invertido nós iremos nos ver na noite da lua vermelha então e espero que
você esteja bem preparado para me enfrentar. — Pelo jeito a piada havia sido
maravilhosa, Sylvain ria como se o mundo fosse acabar amanhã, apenas eu e Órion ficamos procurando onde a piada havia sido contada e onde estaria o motivo para rir.
– Uma criança de 17 anos acha que pode vencer um bruxo de 163 anos? Isso e outra piada? Você seria um bom substituto para o Cosby sabia? — Órion começou a ficar irritada e pela expressão ela não estava feliz em nada com aqueles insultos. Pelo contrário, ela deveria estar quase esmagando Sylvain, mas vou evitar dar na cara dessa criatura nojenta.
– Sei sim, mas sabe quem pode ser a próxima Donna Summer? Ahh deixa eu respondo
"Você" sua idiota, canela fina e com voz de homem. E fique sabendo que eu avisei, não sou o mesmo que foi amaldiçoado por você, eu mudei e vou encontrar uma forma de acabar com o seu feitiço e ainda me livrar de você pra sempre. — Foi então que ele pegou no meu braço e me rodou fazendo com que tudo em mim fosse desarrumado e despenteado. Ele fixou os olhos no meu pescoço e viu meu colar.
– Um Solarium? Como assim você e um Solarium? Onde? Como? Quando? Não, não, não, só pode ser brincadeira vem aqui garoto. — Sylvain tentava me puxar para longe da loja quase encravando aquelas unhas de abutre em minha pele. — Me larga, você e maluco?
Sim eu sou um Solarium e se você não sabe eu posso te matar aqui e agora. — Ele sorriu.
– Por que não fez isso na danceteria? Por que não me matou? Ou recusou minha maldição? Você não tem poderes ainda, nunca aprendeu a usar magia e mal sabe o que ela é. — Fiquei mais calmo quando a chuva começou e a água caia por todos os lados em grandes pingos pesados e fartos. — Veremos quem não sabe usar magia, eu não recuso a maldição, nem vou te matar ainda, mas se tem algo que quero fazer e matar você. — Como imaginei continuei a ser puxado chuva adentro pela cidade.
– Órion me ajude a me livrar dessa criatura agora, por favor, me salve. — Órion que havia ficado para trás agora estava a três passos para trás de nós. — Rob faça o que eu mandar na mesma ordem que eu lhe falar. Primeiro, pense em uma nuvem acima de vocês e agora faça parte da nuvem você e ela são a mesma pessoa. Agora sinta a eletricidade se mover por seu corpo e pense na nuvem como um arqueiro e nos raios como flechas e agora aponte para o ponto mais elétrico do seu corpo e simplesmente atire.
– Tudo foi bem rápido, ao abrir os olhos vi que Sylvain havia voado longe e que um raio acabara de atingir ele, assim como Órion havia me ensinado, isso tudo foi apenas uma magia bem sucedida, Sylvain estava levantando quando eu comecei a correr. — Vamos Órion temos de sair da chuva e fugir desse louco. — Órion flutuava o mais rápido possível e de repente estávamos fugindo de Sylvain na chuva já encharcado e meio que mancandoapós a bela descarga elétrica que levei.
– Vamos pegar algum ônibus e sair daqui temos apenas que fugir. — Órion estava apreensiva. — Corremos e finalmente um bonde ia devendo da Manhattan Avenue e pulamos dentro dele para sairmos, Sylvain havia parado de correr e fugiu para debaixo de uma fachada para se esconder dos raios e trovões que povoavam o céu. A chuva aumentava mais em ritmo e velocidade, parecia o começo de um furacão. Tudo pesava e o bonde seguia na velocidade reduzida. — Órion estava seca e sorrindo enquanto eu estava encharcado e com vergonha das pessoas que não paravam de olhar para mim dentro do bonde.
– Conseguimos escapar dele, finalmente depois de tudo você pelo menos esta aprendo magia. — Órion sorria e eu tentava tirar a água dos meus sapatos. — Ele reconheceu o colar, não sei como, mas se ele diz ter essa idade ele sabe mais sobre mim do que eu mesmo. Órion como isso foi acontecer, o que ele é, o que ele sabe sobre os Solarium? -
Eram muitas perguntas a serem respondidas e tínhamos pouco tempo para encontrar respostas.
– Não sei, não sei mesmo Rob, eles devem ter escrito livros sobre nós, devem ter reproduzido nossos encantus e transformado os segredos da nossa família em coisa de utilidade para as bruxas. Faz um tempo que eu ajudei a última Solarium, ela deve ter respostas, vamos arrumar as malas e viajar. — Ela sorriu de um modo que pelo jeito confirmava o que eu pensava. — Vamos passear como eu consegui um emprego, não posso sair agora. — Órion pensou e pensou e ficou sem se mover por longos minutos que pareceram séculos. — Já sei. — Órion berrou. — Vamos levar Tori, sei que ela vai amar conhecer uma Solarium e ainda mais se essa mulher lhe der uns dos livros Grimm mais famosos do planeta. — Vamos para sua casa e amanhã falamos com Tori. — Órion disse enquanto eu me aprontava para saltar do bonde e procurar um ônibus que iria me deixar em casa.
– Corri rua acima para pegar o ônibus que estava quase partindo, mas graças aos
Deuses e monstros ele estava vazio. — Vamos falar o que para minha mãe? — Perguntei a Órion. — Não sei fale que encontrou um modo de destruir o encanto e precisa ir para Utah encontrar algumas pessoas importantes acho que ela poderá deixar você ir, caso isso não funcione use um feitiço de hipnose e fale que você está em um passeio que irá durar seis dias diga que vai com alguém que ela conhece que pode ajudar a gente, bem não sei invente uma desculpa. — Em casa nós vamos pensar nisso. — Falei tentando deixar Órion menos eufórica.
A noite já havia caído há muito tempo e com as nuvens negras da tempestade ninguém conseguiu ver o por do sol ou algo do tipo, chegando em casa percebi que tudo estava cinza e parado, não era a noite do Brooklyn, bem nossas noites são cinza, mas são animadas e com pessoas na rua, mesmo depois de uma tempestade tudo acontece normalmente, enquanto isso as lojas estão em sua maioria fechadas, ou com placas de “Desculpe, mas tivemos de fechar mais cedo."
– Nossa aqui parece uma cidade fantasma, ainda mais na direção dos Galpões e das velhas fábricas. — Órion prestava muita atenção a pequenos fatos como o bater de assas de uma borboleta, o cantar dos pássaros ou a roupas que as pessoas trajavam.
– Eu estou achando estranho realmente todos dentro de casa, ninguém vendendo drogas ou fitas demo de Rap e de Soul, nem mesmo os discos do Prince ou do Lionel Ritchie. -
Órion riu, eu não era detalhista, mas quando algo está errado eu sinto de uma forma bem ampla e abrangente. — Nossa Rob como você e um bom observador, sabe de tudo que acontece no bairro, isso já e uma mostra do seu dom, você pode fortalecer mais ainda essa sua visão e poderá enxergar passado, presente e futuro, com Delfos a oráculo mais forte filha de um Solarium com um deus. — Olhei para Órion com uma dúvida bem grande na mente. — Órion você falou que demônios não existiam, mas como Delfos era filha de um Solarium e um deus? — Perguntei meio sem uma base de nexo, mas tinha que perguntar, era agora ou nunca e optei pela primeira.
– Bem Robert existem deuses, monstros, existem híbridos dos dois, existem fadas, espíritos e milhares de coisas que aparecem apenas em livros para crianças e livros de magos, bruxas e dos filhos deles, assim como os irmãos Andersen, os Grimm ou outros gênios que manipularam magia ou qualquer elemento que integra nosso vasto universo... — Calma que eu posso estar meio traumatizado, mas quando eu acordar posso tentar juntar a geléia que meu cérebro se tornou e tentar aliviar isso tudo ou entender, mas esta quase impossível.
– Não me diga que eles eram da nossa família? Por que se você disser isso eu juro que me jogo da Brooklyn Bridge agora nesse momento. — Ela sorriu e eu não fui obrigado, mas mesmo assim dei risada da situação. — Não, não precisa ir se matar, eles não eram da nossa família, mas bem que eu queria que fossem, além do mais eles foram feiticeiros ou mexeram de algum modo com magia, muitas das histórias deles se passam além das quebras do infinito, muito além mesmo.
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