All Things Go...
5 Goiabas são as Novas maças....
Notas iniciais
– Robert você está maluco, primeiro chega tarde, depois chega todo molhado e agora está gripado é seu cabelo parece ter sido atingido por a descarga elétrica e esse resfriado não ajuda em nada, May esperava que pudéssemos ir a uma loja Wicca hoje mas pelo jeito não dá pra levar você, agora me diga o que deu em você pra ficar correndo na chuva? E esses hematomas? Brigou com alguém?
– Mãe já faz três dias que você faz as mesmas perguntas, e eu tenho que ir trabalhar daqui a alguns minutos então sim eu estou gripado e sim eu pensava estar em um musical da Broadway por isso sai pulando no meio da chuva, mas já estou assim a quase quatro dias e a senhorita não para de me encher a paciência, agora eu vou sair, pois Tori está me esperando e quase enlouquecendo precisando de minha ajuda agora estou de saída. — Órion veio comigo e minha mãe parou na porta de casa.
– Quatro dias haviam se passado e muita coisa mudou a única que não mudou foi o fato de que eu não vejo mais Fabrício, ele simplesmente sumiu ou se transformou em fumaça, ainda bem que tenho Órion e tenho Tori que além de ser minha professora e uma das minhas primeiras grandes amigas, eu posso e conto tudo pra ela, além das longas conversas com Órion sobre coisas que eu nem sabia. Então nossas tardes se resumiam a saber o que a maldição poderia me causar e a outra parte a treinar feitiços simples ou apenas a conversar sobre magia, sobre nossas vidas ou jogos de pergunta e respostas e arrumar os livros das prateleiras. — Então Tori, você é bruxa por parte de mãe ou de pai? — Perguntei ainda meio curioso, mesmo Tori sendo mestiça e não inteiramente bruxo como eu ela ainda e mais poderosa do que qualquer pessoa que eu já tenha conhecido e olha que só conheci um invertido Ele/Ela e um espírito que me ajuda. — Sou bruxa por parte de mãe, minha bisavó era uma das bruxas do pântano na Luisiana, ela era de uma família que passava os conceitos de magia em volta de uma fogueira e tudo foi continuando até que chegou na minha mãe e depois que ela casou e veio para New New York com o meu pai eu aprendi sobre magia com ela e depois quando vovó passou uns anos aqui ela me ensinou sobre tudo e quando eu fiz dezoito anos no ano passado eu pedi aos meus pais um lugar em homenagem a minha avó e isso aconteceu e com a ajuda do meu avô bem foi mais fácil encontrar pessoas que revendessem os livros e que escrevessem cada vez mais coisas nova, então montei a loja para bruxos que querem um livro novo, querem pesquisar ou apenas tomar um café lendo o jornal. — Tori sorriu e pude entender como o sentimento dela é verdadeiro e intenso, ela ama esse lugar.
– Nossa Tori que história bem... Uau, eu nem sei o que dizer, eu também amava minha avó, mas infelizmente não tive muito tempo para conhecer ou de ter essas coisas de fogueira e tal, eu fui amaldiçoada com 17 anos, infelizmente eu passei pouco tempo com ela, mas o pouco foi bom, foi maravilhoso e depois eu fui amaldiçoada e tive de sofrer ao ver minha família, morrer, ser envenenada por corrupção, magia negra e tudo isso apenas por culpa de um maldito mago que eu fui me apaixonar. — Mas bem vamos voltar para nossa realidade aqui. Temos de arrumar mais clientes, pois segundo o que eu vi nos livros de contabilidade da Tori a loja está passando por uma fase ruim, não sei como fazer isso, mas pelo jeito precisamos de um milagre aqui, para tirar a Tori do vermelho, bem vai ser difícil, pois os bruxos resolveram se esconder cada vez mais. — Órion relutava em querer lembrar do passado. — Antes tínhamos nossos Sabás, nossas festas ao luar ao som dos grilos, mas lembro exatamente o dia que conheci a minha maldição. Foi em umas noite quente de fim de primavera e começo de outono perto de onde fica o pais de Gales, estavam apenas mamãe e eu além de outras bruxas anciãs de nosso ciclo, quando ele chegou majestosamente quase nem pisava na grama e era majestoso como uma borboleta.
– Qual era o nome dele? — Tori se mordia de curiosidade. — Bem esse eu nunca consegui esquecer, Bryan Brown filho de uma das novas colônias vinda da Inglaterra, logo que o vi percebi que se não era ele, não poderia ser mais ninguém, então assim como outras meninas eu também me apaixonei por ele, tudo nele era encantador e depois daquela noite nós começamos a ser amigos e nós saímos para conversar na beira do rio, ou ate mesmo nos dias chuvosos na praia, depois de descobrir uma velha caverna que poderia ter pertencido a alguma bruxa ou a algum dos filhos de Lilith ele pegou alguns dos livros e outros objetos e depois desse dia tudo ficou meio escuro e nós perdemos o contato. — Tori estava ainda com a boca aberta.
– Nossa Órion o seu amor verdadeiro lhe lançou essa maldição? — Tori ainda estava pensando na história, mesmo depois de se passar quase uma hora que ela havia sido contada. — Sim Tori, mas acho que pode ser melhor para você se esquecer essa velha história e voltar para a nossa realidade aqui. — Órion ficou o resto do dia meio murcha e principalmente quando ru estava na registradora e Tori procurava livros no estoque, a loja estava vazia, nem mesmo as moscas tocavam a sineta da porta e as luzes brancas piscavam acima da porta. — Órion vem aqui preciso que você veja isso. — Era o grito de Tori, vindo do estoque. — Órion saiu girando pela loja, até conseguir seguir correndo para o estoque. — Meus Deuses Órion estava certa sobre Tori estar quase falindo. — Eu falava sozinho enquanto olhava os livros de registo e contas de Tori, o que a loja ganhava em um mês, mal dava para pagar os distribuidores e a manutenção da parte do café da loja e os doces eram trazidos de uma confeitaria em Uper East Side e eles estão quase levando os olhos de Tori, cada uma das tortas custa quase cinquanta pratas. — Olá. — Meus deuses os livro de contas foi parar no teto e caiu na mesa. — Nossa moço quer me matar do coração? — Eu continuava a olhar se o livro de contas não havia sofrido algum dano. — Não foi por querer desculpe. — Olhei para o rosto da voz bem conhecida. — Era ele Fabrício. — Nossa Robert é você? Quase não reconheci de cabeça baixa sobre esse livro. — Também não reconheceu quando saiu correndo naquele dia na sua casa. — Fui o mais reto, curto e grosso possível.
– E o que faz nessa loja? — Ele estava com a tipica cara de atencioso, mas com aquela barba por fazer e o bigode também havia sumido e dado lugar apenas a barba azul por fazer bem destacada naquele rosto branco de expressão contraditória. — Eu estou tentando me livrar de uma... — Ele e meu funcionário. — Gritou Tori na minha frente. — Ela me lançou um olhar de "Cale a boca ou você morre" — Fabrício havia meio que tomado um susto bem interno... — Nossa o que poderia trazer você a uma loja de livros de magia? Pode responder Robert ou sua amiga irá responder por você? — Tori fez uma cara feia e o que era motivo de dar risada, aquele cabelo preto com o contraste do castanho e aqueles olhos cor de mel. Bravos? Não deve ser apenas uma piada mesmo.
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