All Things Go...
26 The Night Is Still Young
Notas iniciais
Acordei novamente as três da manhã, meu despertador não estava ligado, mas mesmo assim algo me desperta, não sei o que deve ser, mas o relógio me encara, eu o encaro também. — Meu celular vibra, mais uma notificação, não sei de quem é ou o que deve ser, pode ser mais um email do Magazine Luiz, eles ficaram de entregar meu novo Smartphone a quatro dias ( Com S) mas segundo eles " Não encontramos seu endereço, mande coordenadas de GPS ou mande um sinal de fumaça e nós iresmos encontrar você". Levantei e peguei meu Moto G, o que está bem comun ter nesse ano, mas quando comprei meu Zazzus Karmin, ele também virou modinha, até May comprou um, o primeiro celular dual boot do século, Selfish Os, Windows RT, gente era meu bebê, mas ai tive aquele velho problema dos nerds, queria apps e algo ligado a Google, então o mais rentável era o Moto G, já que eu tenho tipo 3.000.0009.0000.0000.0.0.0.000.0 Quadrilhoes de músicas, tenho músicas da Cher, Glee, Zella Day, Lorde, Lana e outros milhares, mas acho que meio que fui iludido pela marca com seu Android semi puro. Com meu flash ligado, fui até a cozinha, estava quase morrendo desidratado. — Chsuejeuueishsiiiuiii. — Ouvi um barulho, quando olhei pro chão, percebi que era Lizza, minha gata. — Lizz, eu não te vi amiga, sorry, você sabe que eu te amo. — Ela me olhou com aqueles olhos azuis vulpinos digno apenas dos felinos e deu as costas com uma cara que dizia " te amo, mas te odeio sua vadia". Eu apenas segui enfrente, tinha de chegar a cozinha o mais rápido possível, eu sou do tipo gay que encara uma multidão, mas morre de medo de escuro e de fantasmas, eu me literalmente cago de medo de sombras e tudo que possa habitar seu reino, mas bem nem ligo de ser chamado de medroso, tomei um,copo de água, quase acordando a casa inteira, mas tomei, voltei pro meu quarto, teria de acordar em alguns minutos para ir para o curso.
– Robert acorde. — Dizia a minha mãe. — Já estou acordado mãe, mas e a May? — Mamãe puxou minhas cobertas. — May já está acordada, já tomou banho, enquanto você dormia dona Diva. — Minha mãe ia muito na minha onda pop gay, mesmo não gostando dos gays. — Por isso acordei atrasado, sou uma little Fucki'n diva. — Mamãe riu. — Elsa Marise Williams, 30 anos três filhos e uma adoção. — Eu, sou Robert, tenho 18 anos, vivo em New Yorkkkkkk, das músicas tipo Empire State Of Mind e das do Nobre Sr. Billy Joel, não moro no paraíso, mas também não é um inferno, Brooklyn é um bom bairro, perto de tudo e principalmente dos homens bonitos, meu vizinho é um desses belos espécimes, Fabrício é um desses, dessedente de italianos, olhos verdes água, meus deuses como queria me banhar dentro daqueles olhos. — Vamos irmão. — May gritava na porta do meu quase quarto. — Estou indo May, estou arrumando meu belozo. — Respondi, May deveria estar uma fera, ela odeia se atrasar seja pra escola, compromisso ou ate mesmo um velório, ela gosta de ser a primeira pessoa a tomar o chocolate quente e a primeira a comer os cookies. — Se chegarmos atrasados e Estella vier falar merda novamente, você vai ver, vou te "fuder" com um cabo de vassoura que vou passar num macaco com AIDS.
– May não tem um feeling apurado para piadas, ela sempre é meio racista ou preconceituosa, teve uma vez que lembro que quase uma piada dela custou nossas vidas. " Robert, sabe o que o judeu disse para o egípcio?" ( Lógico que respondi que não. — " Apofis o guiará até seu deus" não sabendo May que estávamos ao lado de um judeu dentro do trem. O homem levou a sério a piada ruim, ele começou a xingar a May no meio do vagão de trem. Todos os olhos estavam pousados em nós, então assim como uma boa maluca ela ficou discutindo com o cara ate a hora de descer do trem, além de mandar ele criar educação.
– Vamos Robert. — Mas antes mesmo de May terminar o grito, abri a porta. — Estou mais que pronto, vamos? — Ela fechou a boca e ficou olhando para minha calça amarela açafrão e minha blusa verde gola 'V' — Saímos escada abaixo, peguei uma das maçãs verdes que haviam encima da mesa. — Estamos indo mãe. — Gritei. — Vão com Deus, cuidado na vida. — Mamãe gritava da cozinha, devia estar lavando a louça do café, meu pai já foi trabalhar e ela iria ficar sozinha, até Jon chegar, pegamos o ônibus em direção a Brooklyn Bridge, nosso curso de moda esta quase acabando, em alguns meses seremos formados e poderemos trabalhar. — E ai May, fez a lição do AJ? — Perguntei, a lição mais fácil e manjada ever, tentar copiar o estilo de uma celebridade e fazer dois modelos com essa temática, os meus foram inspirados em duas divas e uma rixa, Gaga e Madonna e uma das maiores rixas do século depois de Kanye e Taylor, Iggy e Nicki "Bunda" Minaj, um era um vestido preto com um enorme corte que quase mostrava a bunda de quem vestisse, o outro por outro lado era um conjuntinho de blusa branca com alguns riscos coloridos e um bordadinho e uma saia lápis com riscos brancos e um babadinho meio gordo, que não deixava tão rente ao corpo, já May usou Karmin como inspiração, Karmin e Marina Lambrini Diamandis, assim como Pâmela, May ama Marina, eu não amo ela, mas também não odeio, Marina pra mim significa... Vida. — Rob? Você esta tao calado hoje, está pensativo, você nunca pensa tanto assim. — May me olhava enquanto sentávamos lado a lado no ônibus. — Ahh May, estava pensando sobre minha noite ontem, voltar da escola, tentar me drogar com televisão e mesmo assim ainda ter aqueles sonhos, os mesmos da noite passada, de três noites atrás, aqueles olhos, aquele nome. — May sorriu. — Meus deuses, parece que estamos em uma música da Kelly Clarkson, Fabrício, a vida dos anos 60 e 70, eu sou obrigada a ouvir sobre isso quase todo dia, sei que isso pode ter sido sua vida passada, mas quando se reencarna, você esquece sua vida passada, mas não você tem que lembrar e ainda sonhar. — May gostava de saber sobre os sonhos, sobre os nomes e sobre tudo mais, mas as vezes ate eu mesmo enjoava de saber mais sobre a vida de outra pessoa do que da minha, o mesmo nome, o mesmo amor, ódio, mas não sei, tudo é tão estranho. — Vamos ouvir música e esquecer a noite passada? — Perguntei pra May, que logo abriu o sorriso. — Vamos sim, eu quero ouvir Raise Your Glass do EP 100, mas se não quiser, podemos ouvir Lana. — Entreguei um dos fones de ouvido pra ela, a música começou e nos como bons malucos que somos começamos a cantar e dançar, isso é bem comum em New York, você esta andando de metrô, então pare e comece a dançar e a cantar, como May era tipo a " Melhor " Cantora ( Eu sou a mais diva, mas não gosto de ofuscar o brilho da minha irmã) então ela fazia a parte da April Roads e eu fazia o resto. — May, sabe o que eu estava pensando? — Ela balançou a cabeça em negativo. — Poderíamos fazer algo baseado no nosso Reality Show Favorito, para a semana dos novatos. — May caiu na risada. — Algo baseado no... — Sim Ru' Paul Drags Race. Iriamos arrasar com uma apresentação cheia de Drags, muito brilho, deixariam os calouros malucos. — De repente todos os olhos baixaram sobre nós, As pessoas amam o Drags Race, mas a maioria não entende as Drag Queen, quem são, onde vivem, o que comem, eles só irão descobrir quando o National Geographic ou o Animal Planeta fizerem um Doc sobre eles/elas. — Se bem que essa é uma boa ideia, poderíamos procurar umas Drags na Internet que poderiam nos ajudar, poderíamos usar músicas da Madje, Chris Aguie, Gaga, iria ser bem legal... — Quando Saímos do ônibus rumo ao metrô, as pessoas ficaram nos olhando, sim May e eu somos Gays ao extremo, tipo aqueles letreiros de Neon, May ainda conseguia ser mais Gay que eu, aquelas músicas da Whitney e as roupas do The Mode Plays e do Mode Blood Project, ainda diziam muito sobre ela, quando íamos entrando no metrô, empurrões começaram a querer nos mandar para longe, quando de repente, meu celular é puxado da minha mão. — May Roubaram meu telefone. — Disse quando larguei minha bolsa e sai correndo... — Volta Robert, esquece. — Nem ouvi o que May havia falado, ela ficou lá parada enquanto eu saia empurrando as pessoas para passar, ninguém rouba meu telefone e fica por isso mesmo, mesmo esse telefone não sendo um Lumia by Microsoft. Vi apenas uma sobra correndo para um beco próximo, meu fone azul ia caindo atrás dele.
Quando entrei no beco, percebi que não havia saída e lá estava um homem branco, com calça de moletom preto e blusa azul, em uma mão meu telefone, na outra uma arma prata apontada pra direção da minha cabeça. — Garoto, como você foi tão idiota, sua mãe nunca ensinou a você, se alguém te rouba, não corra atrás do ladrão. — Os olhos dele pretos perolados graças a meia luz me fez sentir um arrepio. — Se essa arma for de verdade, atire, mas eu não saio daqui sem meu telefone, ele mirou em minha cabeça, eu estava mais que preparado, essa não foi a primeira arma que eu vi, já entrei numa loja cheia delas, um amigo do meu pai foi comprar uma espingarda para matar alces no sul ou era pra matar alguém, não sei nem nunca irei saber. — Então já que você quer morrer, seu frutinha eu terei prazer de acabar com sua vida...
– Ouvi apenas o disparo, de olhos fechados esperei a morte, mas pelo visto ela não veio, ou veio de uma maneira diferente, mas eu não estava morto, apenas meus ouvido zuavam por causa do disparo, mas o cara de grandes olhos pretos estava no chão, sangue escorria de sua cabeça, um buraco do tamanho do meu dedo indicador estava aberto em sua cabeça, o sangue já cobria metade do rosto, apenas sobraram seus olhos ainda abertos e me olhando. — Peguei o meu celular da mão dele, quando olhei para os lados, com o suor inundando meu rosto e minha roupa, um suor frio, minha asma resolveu atacar nessa mesma hora, eu já estava no chão, sujo com o sangue dos olhos de pérola, olhar para trás era quase impossível, ainda mãos quando as sombras corriam de um lado para o outro, as meias luzes e o escuro do beco davam a impressão de ter feito algo muito sujo, tão imperdoável que eu poderia acabar ali. — Te avisei, não iria durar muito, aliás não durou, dessa vez vou destruir você, já consegui destruir seus sentimentos, agora só falta terminar o que eu comecei a anos atrás. — Meus ouvidos zuniam, minha visão estava ficando turva, era como se vaga-lumes estivessem dançando na minha frente. Não sei, mas acho que estou próximo a Goshtown, Tia Madge não poderia ter feito algo pior pra mim, mas não estou nem ai...
– Robert? Robert, acorde, vamos levante. — Uma voz feminina me acordava, não havia ouvido tal voz nunca antes ou talvez houvesse ouvido e esqueci.
– Para May, não quero levantar, me deixa em paz, não vou pro curso hoje. — Si você viver 10000 vidas, ainda vai ser o mesmo invertido burro? — Meus ossos gritaram, meus olhos se arregalavam-se no mesmo minuto, tudo que eu lembrava ou havia esquecido, vieram a tona como flashes de memória, como se fotos desaparecidas voltassem ao meu álbum. — Órion? É você minha velha amiga? — O silêncio de segundos foi quebrado por um grasnado. — Não aqui é a Rachel Berry, seu invertido idiota. — Agora tenho certeza, abri os olhos e vi uma menina, no máximo 18 anos, cabelo Channel preto, saia azul e meias leggin por baixo, all star Vermelho. — Mas como? Quem? Porque? — Minhas duvidas não esperavam para se libertarem. — Aconteceu dias depois de você morrer, Tori, porque uma fada madrinha nunca esquece seu afilhado. Agora vamos sair daqui, o dono do restaurante do lado ligou para a policia. — Órion me levantou e eu consegui ver e voltar a realidade.
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