All Things Go...
27 O retorno da Fada Madrinha Parte 1.
Notas iniciais
– Nos corríamos sobre os prédios, não poderíamos chamar tanta atenção dos humanos não mágicos, Órion estava suor diferente da minha espírito que me ajudou a anos atrás, ela agora era viva, não era mais um ser Semi imortal, agora ela estava totalmente humana, quase normal. — Pra sua sorte Robert, eu nunca me separei de você, e ainda o ajudei o trazendo novamente a vida, mas mesmo assim, Sylvain não ficou atrás, ele ainda está ao seu lado, da mesma forma que eu. — Nós havíamos parado de pular e descansávamos um pouco as pernas, Órion ainda tinha os belos olhos azuis, as sardas eram coisa nova e o praxe modista moderno também, o sotaque era o mesmo e o modo de me xingar também. — E onde esta a Tori? Esta bem? — Órion piscava os olhos abarrotados de delineador azul. — Tori esta bem, pelo jeito todos que viveram vidas inclusas na sua, ganharam uma segunda chance, todos mesmo. — Eu não conseguia tirar meus olhos dela, enquanto ela sorria eu me alto analisava não lembro muito como eu era a tipo quase 40 anos atrás, mas sei que hoje em dia eu estou diferente, bem diferente mesmo, não devo ser bonito como eu era, pelo menos quando me olho no espelho, não vejo alguém bonito, sou diferente, até mesmo nerd, mas bonito não tem como ser...
– Meus deuses, você ai tem problemas com sua aparência? — Órion perguntou. — E você ainda é a mesma enxerida que lê mentes? — Ela sorriu e pulamos mais um prédio antes dela resolver me limpar, tirar o sangue alheio de cima de mim. — Acho que limpar voce com a água da caixa de água alheia é a melhor opção por agora. — Eu Sorri, enquanto Órion fazia lenços e toalhas aparecerem com movimentos das mãos, a parte mais engraçada era ver tudo depois pegar fogo, sumir sem fumaça, sem deixar rastros, ainda mais quando eu deveria saber fazer aquilo, mas não sei...
– Ahhh, já sei, minha primeira boa ação nessa vida, vou levar você até a loja de Tori, ela ira ficar feliz em te ver... — Iria ser estranho encontrar todos, mas a maioria não iria mesmo lembrar de mim, quem eu sou, quem eu fui... — Não vai ser meio estranho? Eu morri, Órion, ninguém que me conheceu em outra vida vai gostar de me reencontrar agora. — Órion sorriu, o cabelo assanhado caia na boca graças ao vento que cortava os prédios residenciais de New York. — Vamos sair daqui, podemos até pegar outra roupa, essa deve estar fedendo a sangue de rato. — Mas como vamos descer? — Perguntei. — Acredita em Magia? Acredita que ainda há poder dentro de você? — Órion começava o joguinho dela no nível Hard, invés do Easy. — Acredito, não sei, ainda pior eu não sei nem mesmo se sou capaz de dizer a minha mãe o que aconteceu comigo hoje, falar como o cara morreu. — Órion sorriu, fez uma pose e me encarou. — Isso em Halo se chama headshot. — Eu deslizei a mão e arranhei o braço. — Isso na vida real se chama "Homicídio" ainda mais quando eu nem sei como isso aconteceu... — Ela me olhou com aqueles olhos cheios de delineador azul. — Sabe sim, se situa viado, magia, magia, magia nada mais de perguntas, porque só tenho essas respostas. — Ela começou a falar baixinho e mexer as mãos. — Espera um minuto, Órion, eu jogo Halo, só pra você saber eu e Cortana somos Bff's assim como Ana, Pâmela e Paloma. — A hora se passava tão rápido que nem mesmo o relógio aguentava conta-lás. Segundos depois, estamos na Avenida Curse, na esquina com a Little Brown, as lojas todas amontoadas, os apartamentos de hippsters e hippies espalhados pela rua de uma forma bem distinta e a " Godness Moon" ali, o toldo verde cobria toda a calçada, a porta de madeira antiga, o verniz descascando na lateral, tudo que tínhamos e tivemos, foram deixados na cidade que amávamos, grandes nuvens cinzas cobrindo o sol e nós alí apenas fechando os olhos... — É serio, você falando sobre Pompéia mentalmente? Robert sinto muito em dizer, mas você não é mentalmente normal. — Órion começou a rir. — Mas também quem é normal? Vamos entrar. — A sineta da loja soou, o tilintar avisou que havia chegado... Clientes. — a loja estava diferente, haviam pessoas comendo, nerd lendo, havia mais espaço e mesas, uma parte social onde o Queens Coofe havia se situado, nada mais de vitrines pequenas ou produtos comprados de terceiros, agora a loja tinha a cara mais social e meno Wicca, — Olá Órion, quem é esse seu amigo? — O homem de olhos azuis perguntou, o cabelo ruivo e a barba ao estilo Ed Sheeran deixava bem acentuado o rosto fino e com muitos traços. — Artche esse aqui é o Robert, Robert Artche, acho que vocês já devem se conhecer... — Assim que toquei na mão dele, uma luz tão forte limpou meus olhos que deveriam estar negros como a noite. — Robert? — Ele perguntou. — Sim Artche sou eu Robert. — Eu sorria com a expressão de horror dele — Mas você desapareceu a tipo 40 anos atrás? — os olhos azuis fixaram nos meus castanhos meio amarelados. — Meus santos deuses de todos os mundos, Robert Solarium voltou? — Artche não tinha perdido a veia escandalosa do ser gay. — Robert o quê? — Benjamin havia ouvido, mas seja lá onde ele estava veio ate nós. — Órion, você saiu hoje de manhã sozinha, pensando em encontrar ele e realmente encontrou. — Ben estava diferente, Os olhos pretos estavam com um brilho serpenteado, o cabelo penteado de uma forma onde o topete ficava natural, belo, agora só faltava encontrar Richie e Tori, a pior coisa seria encarar Tori, nossa estranha discussão não discutida, deixou muitos parênteses para serem fechados, mas ainda estão meio abertos. — Tudo Esta meio estranho, nós aqui novamente, no mesmo lugar, ainda tentando mudar nossos caminhos e pelo jeito somos os únicos a viver em um sono de quase 40 anos, e ainda estamos aqui, lembrando do que vivemos e sabendo que a história evoluiu, nos também evoluímos para nada... — Órion olhava para Ben. — Benjamin, não me faça se arrepender de ter trazido vocês comigo, já que seu romance com Artche ficou até mais fácil nesse século, eu fiz a loja ir pra frente e eu com meu dinheiro consegui abrir duas novas lojas em New York, não me faça essa desfeita, não seja tolo. — Ben abaixou a cabeça e Artche o abraçou, as barbas, os jeitos hippies e os chinelos foram substituídos por modernismo, cultura Indie e referências pop. — Gente o que esta acontecendo aqui? — Richie veio perguntar. — Richie... — Corri e o abracei, de todos o que eu mais gostava era realmente Richard, ele me compreendia melhor que qual quer um, como se já houvesse acontecido milhares de coisas iguais na vida dele. — Uau Robert, você não mudou muita coisa, ainda continua o mesmo garotão bobo e com jeito de criança, mas esse cabelo e os olhos e a maneira de se vestir não é muito sua não. — Eu sorri, sei que mudei, praticamente muito e quase tudo, mas eles também, tudo fica diferente 40 anos depois, ainda mais quando ninguém conhece mais Bela Lugossi ou Greta Garbo ou Marilyn Monroe. — Eu sei, meu estilo meio Lady Gaga pobre/ Andrógeno me atrapalha, mas mesmo assim, sou eu. — Richie, não conseguia me soltar, o perfume amadeirado dele, ficava impregnado na minha pele e nas minhas roupas. — Gente, não deixem o Richie matar ele, eu quero um abraço também, olhei pelo ombro de Richie e era Tori, cabelo liso, grande e com madeixas pitadas de loiro com metade azul, os olhos verdes roupas pretas, leggin assim como a de Órion, mas com uma textura de couro, uma blusa azul bebe e uma jaqueta preta. — Vem aqui meu sobrinho. — Tori sorria, agora que ela sabia que ela é minha tia ferrou, agora terei uma 3° mãe. — Tori, pelo amor de todos os deuses e deusas, não me chame de sobrinho, temos a mesma idade. — Tori sorriu, ela estava muito, mas muito diferente, não era a mesma pessoa, nem mesmo tinha a mesma energia ou mentalidade. — Não, não somos nem mesmo da mesma idade, sou 38 anos mais velha que você, tenho a mesma aparência que você por culpa de Órion, mas sou quase tão velha quanto sua avó. — Eu comecei a rir. — Venha, agora temos de procurar uma forma de acabar com sua Maldição. — Não não não, Tori temos de dar mais atenção primeiro aos detalhes, para depois irmos a raiz do problema.
– Órion e suas filosofias meio doidas....
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