All Things Go...

3 Passando pelo passado / Fazendo novos amigos e olhando para frente...


Notas iniciais
Os últimos serão os primeiros e os primeiros haverão de esperar até que a ultima gota de água caia...

Era uma bela tarde de verão na Florida o tempo era limpo e as nuvens apenas cobriam o sol para tentar criar aquele clima meio temperado que chamam de tropical. Eu como nasci aqui estou bem acostumada, hoje eu fiz exatamente 12 anos e mamãe falou que eu estou pronta para conhecer o Ciclo e para aprender mais sobre a magia Wicca, nós, mamãe, meu pai eu e meus irmãos vivemos meio afastados da cidade, mas bem perto de nossos vizinhos, de rios, riachos e dos crocodilos e do resto da natureza. — Elza vem que a mamãe já fez o café. — Kalleh gritava da porta da cozinha que ficava bem na frente do riacho onde eu estava com Liany e Jualy.

– Pegamos nossas bonecas e o livro Cinza que mamãe nos deu para ler, Liany conseguiu fazer vários dos feitiços e ela e a irmã do meio e eu como mais velha já decorei quase todos, mas a Quebra do infinito e quase impossível de ser acessada. Minha mãe me falou que todo mundo tem dificuldade para acessar ela nas primeiras vezes, mas acho que depois isso muda pelo menos eu já consegui ir a Hodge City a cidade da magia, meu pai me levou lá para aprender com as velhas fiandeiras a como tecer o futuro ou o passado de algum ser, sei que nossa história e bem sofrida, eu era apenas uma garotinha quando meus pais resolveram sair de Salém, a segunda caça as bruxas estava acontecendo e nós como uma família de sangue forte na magia, tudo que nos tínhamos era uma grande cultura ancestral.

– Papai ascende à fogueira e todos os nossos amigos já estão aqui, minha mãe está quase enlouquecendo de medo que eu seja a primeira de nossa geração que não ira conseguir acessar a Quebra do infinito. — Vamos Elza sei que você vai conseguir seu sangue e o mais forte e mais limpo, nossa família e muito forte. — Mostre a todos que você pode, que você e uma bruxa maravilhosa, que é uma Solarium.

A luz da fogueira e a lua eram as únicas coisas que faziam enxergar o que eu estava fazendo. — Ô deusa da lua e deusa do fogo permitam-me orgulhar meus pais nessa hora.

– Fiz minha pequena prece antes de tudo acontecer. A primeira parte foi ler o livro cinza e tentar controlar a fogueira e nessa parte da lição tudo foi fácil. E enfim faltavam apenas um minuto para a meia noite e estava na horas de tentar acessar a quebra do infinito.

E depois de conjurar o feitiço lá estava eu na Quebra do infinito com todas as outras bruxas e bruxos do ciclo na minha frente, aplaudindo pelo meu grande desempenho na leitura do livro cinza e na arte de conceber feitiços.

...

– Elza os meninos querem falar com você sobre um assunto bem importante. – Minha mãe olhava pro meu pai com o olhar desconfiado que ela tinha. — Sobre o que eles querem falar? — Minha mãe que estava sentada no sofá ligando a televisão sem nem mesmo encarar meu pai, apenas parecia uma cobra que iria matar sua presa.

– Mãe, nós querermos aprender mais sobre magia, nós sempre soubemos um pouco sobre nossas auras mágicas e agora queremos aprender e sabemos que a senhora antes de casar era uma feiticeira. — A primeira reação da mamãe foi rir e depois foi levantar e ir até o velho móvel e bater nele e baixar a mão para pegar um velho livro empoeirado e enorme.

– Eu não era uma feiticeira e sim uma bruxa, meu ciclo ainda espera meu retorno, mas eu decidi casar e ter filhos. — O silêncio tomou a sala por alguns minutos, acho que minha mãe voava em retorno a suas memórias antigas.

– Se vocês querem aprender mais sobre magia não irei mais esconder, vou ensinar o que eu sei e da forma que eu aprendi. — Mamãe entregou o grande livro a May e a pediu para colocá-lo na mesa com um gesto.

– Não vai ser fácil e vocês terão de aprender mais teoria e menos pratica já que nunca praticaram magia na vida de vocês. — Mamãe riu. — Mas mãe eu pensei que era meio que algo que a senhora não gostasse de falar. — Perguntei a minha mãe.

– Eu sei tudo o que acontece dentro da minha casa Rob e sei que você é diferente e não por que finge que vai para a casa dos amigos e vai encontrar seu namorado.

– Meu pai olhou para mim de uma forma estranha e minha mãe deu risada como se tudo não passasse de uma piada. — Ellye você não vai tratar nosso filho de uma outra maneira apenas por que ele e diferente, já que você e casado com uma bruxa. — Meu pai sorriu e me abraçou.

– Vamos lá Rob. — Mamãe sorriu e mostrou as gravuras do livro e as palavras escritas em linhas bem retas e tortas. — Aqui estão todos os segredos sobre a magia, desde que ela começou até o começo dos anos 70, pois esse livro foi escrito pelos nossos ancestrais e eu não poderia dar continuidade ao trabalho deles sendo que vocês não poderiam saber o que era magia.

– Mãe o que e Quebra do infinito? — Perguntei meio sendo direto.

– São as portas de dimensões entre os mundos, são o que o avô de vocês chamava de resto de tecido no vestido do universo.

– Queria poder ter aprendido muita coisa com o vovô, mas ele morreu quando eu tinha sete anos, foi uma péssima morte e em uma hora exatamente inesperada para todos. -

Mamãe falava, mas pelo jeito o tempo havia parado novamente e um pequeno flashback corria em minha mente projetando a imagem em meus olhos.

– Rob, Rob, acorde se você quer resolver seu problema terá de aprender isso daqui, além de que vou levar vocês dois ao ciclo das Donas da Noite e a uma loja Wicca para que possamos comprar livros e mais coisas. — Minha mãe parecia ter encontrado duas bonecas humanas para brincar de ensinar magia.

– Vamos com calma mãe, mas primeiro tenho que saber o que aconteceu comigo, depois saber como pode ser quebrado ou revertido. — Minha mãe riu e levantou-me entregando um livro menor e de capa vermelha.

– Segui para meu quarto com o livro aberto e parado na décima página e nela dizia: "Dobras do tempo são lugares vazios de seres mortais, mas casas de seres imortais e conhecido como vale das sombras pelos antigos maias, eles diziam que lá moravam os pesadelos, os sonhos ruins e o que mora dentro dos pesadelos. Lá e como se fosse uma das milhares de passagens para o inferno, mas em escalas menores, Já os antigos

Gregos afirmavam que as Quebra do infinito levavam a outros mundos e ninguém nunca conseguiu explorar uma quebra do infinito por inteiro."

– Olhei pela janela e as ruas do Brooklyn estavam ficando mais e mais vazias, um arrepio veio bem na minha espinha e me fez gelar dos pés a cabeça, algo me mandava olhar para a frente como se segurasse minha cabeça.

– O vento que levava minha cortina estava dançando com alguns papéis no meio do meu quarto, quando os papéis pararam fixei meu olhar apenas na figura semitransparente quase translúcida que ali parada estava. — Pra quem estava na minha posição poderia enxergar uma linda mulher vestindo trajes brancos e de cabelo loiro solto ao vento. — Não tinha como acreditar que aquilo estava acontecendo comigo, minha primeira visão de um espírito, ali na minha frente, no meu quarto e ainda com o sol adentrando tudo, além do mais eu não estava com medo de nada, o arrepio havia se tornado um tipo de eletricidade estática que corria minhas mãos e meus dedos.

– Garoto do livro, de belos olhos e cabelos bonitos, não se preocupe, pois estou aqui de bons modos e grado, apenas como umas amigas pense assim sou uma longa companheira de vossa família e conhecida como Dona de vossa dinastia e Nome, sou a primeira Solarium que veio ao mundo e a última a partir, mesmo que meu nome tende continuado com minha família, meus principais pensamentos e acordos foram mortos, por vossos ancestrais.

– Ela era linda e bem desenhada ali no vazio, eu conseguia ouvir e vê-la nada mais perfeito que isso, poder enxergar a primeira Solarium. — Por que veio visitar minha pessoa ò dona do Sofrimento e abalada senhorita. — Perguntei a alta mulher que me olhava com aquele rosto tão abatido e tristonho.

– Venho com o vento para manejar esta velha praga que lhe rogaram ô meu neto, como protetora de nossa família, não queria ver vossa pessoa sofrendo, ainda mais por que tu sujaste nossa honra assim como teus antepassados e teus ancestrais que nasceram como tu, invertidos de natureza fraca e que amavam outros homens assim como deveriam amar as vossas damas. — Que espírito mais ultrajante e mal educado, pensei comigo mesmo, antes de deixar a língua falar.

– Olhe aqui minha senhorita, tu vossa querida pode até mesmo ser minha protetora ou minha tártara avó, mas acho que me chamar de invertido uma falta de educação tremenda, mas não preciso de espíritos protetores assim como vossa senhoria, então podes voltar de onde vos mercê viestes e obrigado pela visita. — Dei dois passos enquanto ela erguia os braços esguios, e algo muito forte me empurrou pra trás me jogando na cama.

– Suas anciãs não lhe ensinaram a manter respeito pelas pessoas mais velhas ou por espíritos que aparecem pra vossa pessoa, ainda mais quando ela vem de tão longe apenas para lhe ajudar, vocês saíram da tradição de estudar magia, vocês estão em um galho ruim da nossa árvore da vida, mas estou aqui para ajudar e mesmo não gostado de ver um dos meus netos serem um invertido, vou lhe ajudar. — Ela veio em minha direção e senti que eu estava livre do feitiço dela.

– Como você vai me ensinar magia? Você não é apenas um espírito? — Ela sorriu e estava ficando mais solida como se ela estivesse se tornando humana.

– Muitas perguntas que eu posso ou não responder, mas primeiro não acredite muito na sua mãe ela não e uma boa bruxa, sua irmã pode ser útil e seu pai e apenas mais um idiota, meus pêsames pra vos mercê ô doce invertido, mas vou a lhe ensinar muita coisa que esse livro nem mesmo sabe o que é. — Ela sorriu e mesmo sendo apenas um espírito aparentou leveza e naturalidade.

– Tudo bem Vossa dama eu aceito tua ajuda, mas quero apenas a resposta de uma pergunta. — Ela olhava fundo dentro de meus olhos. — Pergunte ô invertido. — Falou a bela dama.

– Como e seu nome? E por que veio ajudar um pobre invertido como minha pessoa? – Ela pode considerar como perguntas tolas para se fazer a uma grande espírito ancestral, mas eu só confio em seres que tenham nomes e quando sei suas intenções, foi assim com Fabrício.

– O conheci quando sai com Ron e J.P. O clima era estranho e havíamos acabado de sair da casa de um amigo de Ron e Tribeca e resolvi andar da Chambers Street até a Broadway Street e estávamos cantando Honey Honey e bebendo algo meio forte que estava escondido em um saco de papel que foi comprado em uma loja de bebidas na esquina de Tribeca e perto dos prostíbulos, estávamos bêbados quando eu bati sem querer em um cara lindo e J.P começou a me zoar. – Há, há, Rob como você não esta enxergando esse anjo que acabou de cair do céu na sua frente? — Para J.P seu idiota. — Ron sorriu. — Mas bem que ele e um anjo. – Ron começou também.

– Eu não estou brincando pessoal, desculpe moço e que meus amigos aqui já estão meio bêbados e não sabe o que estão dizendo então, qual quer coisa que eles digam e meio irrelevante além do mais temos de ir embora e acho que atrapalhamos o você bicho, mas você e realmente bonito. — Ele sorriu com aquele modo tão Faceiro e angelical, sorri de volta e sai da frente dele e fiquei meio vermelho, enquanto isso meu amigos já iam andando e rindo e me deixaram pra trás. — Hey o garoto espere ai. — Gritou o moçoilo angelical. — Você me achou bonito mesmo? — Ele perguntou.

– Sim achei sim, você e bem bonito, aliás, muito bonito. — Dei uma risadinha. — Quer sair comigo? Você parece ser bem legal e também e muito bonito. — Nossa como assim? Pra mim foi sempre tão difícil, tinha de ser nas discotecas e tinha de estar bem bêbado ou ter fumado um belo baseado ou muito êxtase.

– E Sério que você me chamou pra sair? — Perguntei meio desnorteado, mas ele era tão perfeito e ainda tinha aquele ar de Ator dos filmes preto e branco, ele me lembrava de Béla Lugosi.

– Sim e sério eu espero que você não seja um psicopata, bem eu não sou. — Ele sorriu e colocou as mãos dentro dos bolsos do jeans largos com aqueles rasgões dignos da sociedade Hippie.

– Olha se eu fosse psicopata eu não estaria com esses malucos ali não, acho que já teria matado eles ou sei lá feito uma coisa mais agradável tipo um casaco de pele, mas respondendo a pergunta 'Não eu não sou um psicopata.' — Ele sorriu e fez um gesto puxando algo branco do bolso, era um pedaço de papel com o nome e o telefone.

– Fabrício né? — Perguntei sorrindo. — Sim esse e o meu nome e o seu? — Não sei como responder a ele meu nome e idade real ou o que eu uso nas discotecas?

– Sou Robert, mas pode me chamar de Rob ou de Christan o que você preferir.

– Sorri e senti a pele do meu rosto mudar de cor e ficar quente.

– Me passe seu número, também e te ligo para marcar um jantar. — Ele sorria, mas eu não tinha telefone e o que havia em casa minha mãe poderia descobrir que eu sou gay.

– Eu não tenho telefone, mas eu te ligo. — Ele sorriu como se um adolescente dos anos 70 com um brilho no olhar que era capaz de mudar o dia de qualquer um.

– Segui enfrente e ouvi o grito. — Me ligue mesmo em Robert. — Sorri e voltei a caminhar pra poder alcançar os meninos.

– Nossa que ótimos amigos vocês são! — J.P riu e seguiu em frente andando, pois ele é o bêbado desolado, Ron é o bêbado Feliz e eu sou o pior tipo de bêbado que tem o bêbado putinha, mas não fui assim com Fabrício, não sei o que aconteceu e o karma não foi, pois não fiz nem uma boa ação nada mesmo, porra nenhuma, mas se foi karma

ele estava ajudando uma pessoa muito malvada, que não merecia ser ajudada.

– Ei Invertido, acorda tú dormes de olhos abertos como teus antepassados, mas tu tendes o dom da visão? — A menina perguntou. — Mas eu voei longe de meu corpo pensando em Fabrício e eu, apenas nós dois como costumava ser antes dessa maluquice toda e da maldição da Criatura ele/ela.

– Não foi uma visão ô doce donzela amarga. — Falei tirando o meio sorriso que estava no rosto dela. — Aah nossa vocês estão em galhos bem longe da ramificação da magia de nossa família e meu nome e Órion, sou a protetora de nossa família os Solarium e agora estou aqui para lhe ensinar magia. — Ela sorriu e quase deu um pulinho de felicidade.

Notas finais
Fabricio meu amor, não sei se você reencarnou assim como eu, mas onde você estiver venha até mim, não quero mais viver sem você.....