All Things Go...
31 O Show De Horrores
Notas iniciais
– Abrimos o portal pra Ohio, mas bem longe dos Freaks, não podemos arriscar sermos descobertos, Órion vai tentar entrar na Trupe como uma mulher que prevê o futuro, não podemos perder a confiança de Primm, Órion foi a dois dias, tudo estava mais que pronto para nós, Ben, Richie e Artche iriam estar disfarçados de pessoas meio body Toys, eu iria ser uma bruxa exilada procurando abrigo, tudo estava bem planejado, esquemas armados como arapucas para coelhos, atravessar o portal iria ser o mais fácil, os escudos naturais da cidade estavam frágeis e qual quer pequeno portal poderia ser aberto. — A tenda estendida no meio da grama, o cheiro maravilhoso de relva, as asas dos pássaros batendo, as moscas, sozinhas não paravam de bater as asas incomodando qual quer ser ali presente, minha saia vermelha meio curta e minha blusa preta cheia de pequenos cristais falsos deixavam minha cara de administradora ainda mais passível e admiradora, os grandes óculos escuros em meu rosto davam um ar negro ao meu olhar, o batom vermelho lolita fazia meus lábios dignos de uma fã de Lana Del Rey que sou. — Olá Senhorita. — Ouvi uma voz baixa e de todo aguda, mas ao olhar ao redor não consegui ver ninguém. — Aqui embaixo Senhorita. — Mas quem esta ai? — Gritei e olhei para baixo. Um pequeno homem acenou com a mão ainda menor que tudo, seu terno tao pequeno e preto não dizia nada sobre ele a não ser " Oi sou provavelmente a menor pessoa do mundo e estou aqui nesse maldito lugar." — Oi... Estou aqui pra falar... Ãnw com. — Ele me olhou e sorriu. — Eu sei, veio falar com a Sra Primm. — Ele sorriu e eu apenas afirmei com a cabeça. — Venha me siga. — Ele começou a mover os pequenos pés no meio da grama média alta, o sol brilhava branco e sem enviar uma pequena onda de calor... — Aqui é sempre tão frio assim? Senhor....?- perguntei. — Sim, todos os dias do outono são assim. — Ele sorriu. — Aliás pode me chamar de Little Fingers. — Eu sorri. — Eu me chamo Isadora, mas sou conhecida como Dora. — Falei, o pequeno homem continuava a caminhar, pequenos passos de cada vez, as vezes ate dava pequenos saltinhos, foi quando resolvi levar ele em meus bracos e ele iria apenas me guiar dizendo se eu estava indo no caminho certo. — chegamos a maior tenda que ali havia depois do picadeiro, as tendas e o acampamento, eram todos divididos, os trailers cheios de imagens das aberrações, o show de horrores era o ambiente de energia mais fria e negativa que eu já havia adentrado. Os monstros eram de arrepiar. — Olá Linda menina, a tempos estou lhe esperando, bem vinda ao Show de Horrores e diversidades de Madame Priiimm. — A mulher falava meio cuspindo e arrastando as letras como uma cobra. — Obrigado Sra Primm por ter me aberto suas portas, eu e meus meninos agradecemos. — Órion estava no meu campo de visão, estava meio pálida, as roupas diferentes davam a minha velha avó, tia e amiga uma nova face diferente e meio arbórea, as roupas marrons e verdes com todos os piercings, tudo nela emanava a nova energia do Freak Show. Primm estava encantadora, as roupas dignas de Crepúsculo dos Deuses e o cabelo curto Loiro dava a ela uma aparência mais antiga e jovem, tão bela, iria ser difícil prender ou matar essa bruxa. — Então quem é você Isadora? Uma vidente? Tem três seios? Qual o motivo de uma bela menina como você vir parar em um Show de Horrores? — Ela era bem direta, a maneira simples e meio rustificada de Senhora dela não deixava de lado a bela face oculta e meio obscura de Madame Primm. — Sou diferente de todos, sinto que até posso não ser uma aberração, mas meu coração me fez sair do meu conforto e vir aqui, nesse Freak Show a senhora tem várias aberrações diferentes, posso ser mais uma das suas aquisições. — Madame Primm me avaliava com os olhos, um dos Freaks que mais se parecia comigo, totalmente normal também fazia o mesmo. — Então Estrela vai valer a pena contratar essa menina? Qual o dom dela? — Ela perguntou a Órion. — Ahhh Minha Senhorita, Sagaz como essa menina não há, ela sabe sobre tudo, presente passado e futuro, os olhos dela estão abertos até mesmo ao que não se enxerga, ela não é mais menina, sim uma mulher, o dom dela é tao incrível que vou lhe dar o Bel prazer de revelá-lo. Ande menina conte a Nossa senhora Primm, qual é teu dom? — Sou uma menina árvore, sou filha de um espirito da natureza, mas fui rejeitada, então só me restou vagar no mundo a procura de algo que pudesse se chamar de felicidade, mas fui estuprada pelos deuses, cuspida e escarrada pelos demônios, sou mais que uma aberração, segui o mesmo caminho de Lilith, infelizmente não sou a mãe da magia negra, ou a primeira prostituta do mundo ocidental amargo e manso, sou definitivamente apenas mais uma sombra negra que corre as paredes. — Terminar meu discurso fajuto foi tão fácil, tido que ela acreditou deve ter sido digno de um Oscar. — Então menina, você vai parar de ser uma sombra, vai set a luz mais brilhante de meu espetáculo, ao lado de Mary e Marty, as gêmeas de duas cabeças. Agora venha, vou lhe levar para conhecer seus novos irmãos e irmãs, estão todos no acampamento, devem estar tomando café. — Primm saiu arrastando seu casaco pela grama, little fingers tentava levantar mais o couro e as plumas e tudo mais ainda era mais pesado que ele, os passos dela eram muito leves para uma pessoa basicamente normal, ela não era uma aberração, não era possível. Como uma mulher tao bela estava fazendo uma cidade se tornar um inferno? — Esse é o acampamento, você vai passar muito tempo aqui com os outros, vão praticar os truques, antes dos espetáculos, tudo vai ser feito durante a tarde, não temos matinês, no máximo temos uma apresentação durante a tarde. — Madame Primm mostrava os dentes pequenos e meio amarelados. — Nossa mas aqui tendas e trailers se misturam. Tudo parece ser como um circo de verdade. — Madame Primm me olhou e encarou tudo que ela fez em seguida deve ter sido uma das maiores partes de perder o rosto para a vergonha implementada por tudo. — Bem nos somos um circo de curiosidades, você vai ver como durante o espetáculo de hoje a noite. — Ela sorriu de uma forma esquisita e misteriosa, ate mesmo Órion que seguia bem atrás de nós havia ficado paralisada de medo, medo do que poderia acontecer nessa primeira apresentação, Órion ficava apenas na sua barraca de leituras psíquicas e futurísticas, então nem mesmo ela sabia o que acontecia na tenda principal, o prefeito já havia pedido um mandato para que o circo fosse expulso da cidade, mas até mesmo ele sumiu sem deixar rastros. — Essas aqui são Leg um e Leg dois, são gêmeas Tailandesas. — Ela apontava para duas mulheres meio baixinhas de pele um tanto amarela cabelos curtos e meio raspados, belos vestidos floridos uma de azul e a outra de vermelho, brincos de pérolas pequenos adornavam as orelhas. — Olá meninas. — Falei. -Nada veio em resposta. — Legs, falem com Dora, ela será nossa nova irmã e mais uma amiguinha pra vocês. — Olá Mon Cherr. — Elas soltaram exatamente juntas e no mesmo tom de voz melancólico e sotaqueado. — Não tenham medo, ela é tão perigosa como um vaga-lume. — Madame Primm falou e as meninas soltaram um sorriso enorme. — Amamos vaga-lumes. — A menina de vestido azul falou. — Vaga-lumes? Onde ? Cadê? Eu quero brincar com eles! Vaga-lumes. — A menina de azul começou a choramingar. — Leg Também quer vaga-lume, Leg queeeer. — A de vestido vermelho gritava. — minhas meninas não temos vaga-lumes essa hora da tarde, eles estão dormindo. — Tentei tranquilizar elas, mas na mesma hora chega um homem ou seria uma mulher, tipo quase mil vezes mais alta que eu ou ate mesmo que a esguia madame Primm. — Calma meninas venham comigo, venham com a tia Maggie, os salto altos vermelhos cheios de pequenos encrustes como jóias falsas davam todo um ar de graça e beleza ao homem mulher divino. — Caso você esteja se perguntando o que ela seria, é uma mulher hermafrodita, ele nasceu como uma criança comum.
Meu primeiro Monstro... Primm
– Conheci Maggie quando começou a fama de que havia nascido o primeiro ser com as mutações de Hiroshima, isso foi em 1960, as guerras contra Hitler haviam começado e iriam durar alguns belos anos, eu era apenas uma pobre viajante que procurava novos talentos, em Praga segundo um velho recorte de jornal havia nascido Florinda o menino menina, os pais eram estrangeiros que moravam em Nagasaki quando a bomba caiu, então eu peguei minha pequena meleta marrom e sai pelas ruas geladas e sujas de Praga. — Tantos assaltantes, bandidos fumando ópio, apenas eu de mulher nas ruas desertas, o medo de ser morta ou estuprada, eram enorme, eu tremia de frio com meu casaco azul que não esquentava nada ainda me dava mais medo, queria ser a menina, queria ser a mulher, mas era apenas mais uma folha que a neve cobria. — E ai Boneca, vai querer meter comigo hoje? — Gritou um negro alto vindo de um pais bem distante, eu como uma ex prostituta francesa sem luxos na vida resolvi ir apenas para me aquecer. — Desculpa Senhor, eu não lhe ouvi direito! Pode repetir a pergunta? — O negro de olhos grandes como uvas roxas repetiu. — Perguntei se você quer fuder, quer ter meu pau no meio de suas pernas. — Essa era minha grande chance, retornar ao passado, aos velhos dias de ouro da década de 30 finzinho dos anos de 1920, eu era apenas uma muleca de 16 anos, mas já corria a a minha fama por toda Paris e metade da antiga Polônia e Áustria Hungria, era a puta da boceta de mel, nem mesmo as velhas nem as dezenas de jovens conseguiam acompanhar meu recorde de programas por noite, passava o dia dormindo como um gato gordo de hotel, falsa como um amigo imaginário, nas vitrolas do meu quarto sempre tocavam Lana Del Rey, uma cantora de belos cabelos, boca e voz, Go Go Dancer era uma das minhas músicas favoritas, ainda mais se o homem seguisse o ritmo da música nas estocadas bem dadas, justas e fortes. — Você me chamou pra foder? — Perguntei ao negro alto. — Sim Chamei, vadia, sabia que você iria aceitar. — Ele sorriu mostrando os dentes e tirando o chapéu cocô da cabeça. — Minhas melhores fodas eram com negros, escravos que me tomavam a força com força e quase rasgavam minha boceta fora. — O sorriso dele ia de orelha a orelha. — Venha, vamos agora, no meio da neve, quero esfolar sua buceta, vou te comer, vais passar o maior tempo sem sentar essa bunda numa cadeira. — Já no beco, ele me usou de uma forma que nem um dos militares ou dos donos de posses que frequentavam a casa de Madame Patrice fizeram antes, o pau dele era preto e duro como um poste que iluminava o outro lado da ruela, minha maleta foi parar no chão junto com minhas roupas de baixo e eu estava sentada aberta e pronta encima de um caixote, os focos de neve começavam a cair com uma velocidade mais acelerada enquanto o negro era lento e capaz de me levar ao êxtase assim que senti seu pau duro, grosso dentro de mim. — Vai Vadia, geme, grita. — Ele bateu na minha cara, a mão enorme e meio calejada deixou meu rosto vermelho morango, ele deu outro tapa ainda mais forte em minha bunda, que ficou roxo, estava quase na ponta da agulha, qual quer coisa que ele fizesse a seguir iria me gozar como nunca antes.
Ele me olhava e quando ele começou a tirar minhas meias para poder morder minha perna uma surpresa veio átona... Uma das minhas pernas era de madeira, frágil e grossa, mais ainda de madeira, isso foi o maior erro que cometi, ele pegou e a colocou em seu ombro, lambia mesmo a madeira, lambia quase Lustrando tudo com a língua, ele sorriu, os cabelos estavam livres a tanto tempo, mal tinha percebido que ele tinha cabelo, mas eram negros como a noite, os olhos estalavam como pequenas estrelas trouxas, minhas pernas estavam banhadas pela neve que já havia derretido, ele passou a mão na boca, e tirou seu membro de dentro de mim, então passou a mão em meu ânus e mirou com seu membro que ao meu medir deveria ter mais de 30 cm. — Depois de tudo eu já estava sentada no caixote, minhas pernas totalmente bambas, a única luz que havia entre nós era a que vinha do poste a frente e do cigarro que dividimos, era uma bela e jovem tragédia, eu em pleno sábado a noite aqui depois de ser fundida por negro com um pênis de 37 cm, que descobri depois que se chamava Eban, o melhor dia da minha vida, encontrar uma aberração atrás da outra, agora iria apenas jogar meu encanto nesse homem e logo meu circo estaria montado. — Cheguei no hospital com Eban agarrado no meu braço, eu estava com cheiro de sexo e de gato molhado, mas ainda estava pronta e decidida a sequestrar Maggie, Meu belo espécime me aguardava para uma fuga e amanha iríamos sair de Praga, iriamos até Paris onde criaríamos a criança como se fosse nossa. — Olá Boa noite, posso ajudar a senhora? — Uma jovem de jaleco fino e branco perguntou. — Não, estou apenas indo visitar minha sobrinha na maternidade. — Desculpe, mas a senhorita esta indo na direção errada, a maternidade é pra esquerda seguindo reto. — Minha segunda aberração está bem próximo a mim, nunca imaginei cuidar de uma criança. — Boa tarde, posso ajudar? — Perguntou outra enfermeira.
– Procuro por Maggie Zidl, sou tia dela. — A enfermeira me olhou como se eu fosse uma maluca qualquer, passou duas longas batidas de relógio apenas me analisando. — Ela não está na área de maternidade, sabem muito bem disso. — A enfermeira olhou para todos os berços e tocou no meu braço. — Venha... — Ela me guiou pelos longos corredores brancos, o cheiro de cloro e água salgada infestava meu nariz, os corredores cheios de pequenos avisos e recepções mais pareciam uma prisão, Já em um dos corredores finais para o fim do hospital entrei em uma sala onde brinquedos estavam jogados no chão, grandes tapetes coloridos cheios de pequenos desenhos, encima do tapete um menino de rosto fino e bem ilustrado, parecia uma obra de Leonardo da Vinci, mas o mais estranho era que ao mesmo tempo que ele parecia um menino ele era igual a uma menina. Um belo vestido branco cheio de pequenas flores rosas, o grande cabelo negro que quase chegava no chão. — Olá minha pequena criatura. — Ela me olhou e sorriu. — Olá, quem é você? — Perguntou com uma voz doce e angelical em um tom oníssono, as faces coradas e as pequenas pintinhas no rosto mostravam que iria ser uma bela pessoa. — Sou uma pessoa muito especial que veio lhe salvar! — Ela me olhou e os olhos brilharam como meus diamantes. — Você é minha mãe? — Não, ainda não, mas quero que você pense que sim. — Ela Sorriu. Peguei a prancheta que estava toda rabiscada com palavras e dei uma olhada, haviam varias informações ali. 'Maggie Zidllr tinha 4 anos, era portadora de uma doença que fazia com que ninguém soubesse qual é o sexo dele, ela pode ser homem e mulher, já que nasceu com as duas genitálias, ele também nasceu com dois tipos de hormônios' — Venha cá, meu primeiro monstrinho. — Ela me abraçou e consegui me sentir um pouco mais normal, meu primeiro monstro. — Vamos fugir, sair daqui....
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