All Things Go...
32 All This Bad Blood...
Notas iniciais
– Nossa Rob, bicha rica é outro nível. — Paloma falou e sorriu. Paloma é minha amiga nerd ex punkster, usa um óculos meio quadrado preto e estava divando com o vestido preto meio amarelo mostarda. — Neh mesmo miggas, eu aqui, rainha dos torrents e do culto ao bode e esse vinhado ai comprando musica no iTunes, nem creio nisso. — Pâmela balançava a cabeça e o cabelo alá Marina na era Froot ia junto. — Mas Migga tenho que discordar com você nessa parte, é a música do Sam. — Pâmela fez a cara " Não to nem ai viada. Só olhe pro meu bumbum da Nicki Minaj" — Meu deus, parece que passei milhares de anos longe e vocês ainda brigam como crianças do 1° ano. Não aguento mais, Justin (Bieber) me leva desse lugar Pleassse. — Pricilla nossa maravilhosa amiga sumida havia voltado a New York sem avisar, depois de fugir e passar o maior tempo em Utah. — Pri, Bixha pare. — Ela sorria. Enquanto eu e as meninas saiam rindo e imitando a Pricilla. — Então nós vamos sair nessa bagaça ou não? Pâmela perguntou. — Mas Paloma olhava de um lado pro outro, depois abriu a janela do meu quarto e olhou pra fora. — Mas gente de deus cadê a Ana? Alguém avisou a ela que iriamos ver o Dan, aquele lindo gostoso da porra? — Paloma era tipo aquelas meninas brasileiras idiotas e irritantes que são fãs do Justin Bieber, mas ela e tipo uma super fã do Bastille, ela conhece todas as músicas e não só Pompeii e Of The Night, ela conhecia e sabia a letra inteira de Flaws, Icarus e todas as outras Covers, Cross Covers ou não. — Eu mandei um monte tipo três milhões de mensagens no Whats app, no Beats Again, mas nem sinal dela, então ela não quer ver o Dan, sinto muitos. — Pricilla havia aberto a boca para dizer algo, mas preferiu ficar quieta. — Gente a Ana voltou a ser possuída pelo Swag, aquela piriga filha de uma mãe e de um pai. — Pâmela minha Texana favorita falava enquanto Pricilla terminava a Make no espelho do meu closet. — Não sei migga, Pricilla está bom, pare de usar tanta maquiagem, seja natural assim como eu, chega de reboco. — Paloma puxava o pincel de Blush da mão da Pri. — Nem todos são como você Paloma, então pare. — Eu disse arrancando o pincel dela e entregando pra Pri novamente, de nosso grupo, Pricilla era a mais normal, porque né, um Gay, Uma Atéia, uma Judia, uma hippie e uma feminista eram meio confuso entender tudo ou não debater as idéias de nossos preceitos. — Então vamos sair ou não? Quero ver o Dan e o Kyle hoje. — Paloma começava a tocar o caus. — Então vamos fazer a Selfie do Show e postar no insta? — Perguntei. — Estou terminando minha Make, esperem alguns segundos. — Pri se arrumava enquanto Paloma se olhava no espelho e arrumava a blusa da princesa Leia que dizia " Once upon a time Jedi, never be human Again" e ela tinha outra com os dizeres: " Love Never Again...". Com a Leia, Luke e um Stroomtrooper. — Okay vamos fazer a Selfie. — Pri havia terminado a Make e estava divina, os olhos desenhados pelo delimitador preto, uma sombra bem rala, básica e um blush que acontuava as bochechas dela. — Rob, sua encomenda chegou... — May gritou. — Acho que finalmente o Magazine Luiz resolveu entregar meu Selfie Phone by Microsoft. — É seu telefone? — May perguntou. — Sim é ele mesmo, espero ser o que eu pensava. — Abri a embalagem plastica rasgando tudo, puxei a caixa curta de dentro e abri a alça de segurança da embalagem e lá estava meu maravilhoso Lumia Black Star Colection, Branco, conhecido também como Lumia 357 Córtex Project. — Corri pro meu quarto e May nem deu atenção, ela preferi a Clone Sung ou a Moto Fraude, enquanto eu estou aqui com o primeiro Smartphone Quadri-Boot. — Aqui esta ele meninas, meu Lumia 357, quem diria que a Microsoft iria dominar o mundo enquanto a Google se achava dona de tudo. — Nossa Rob que lindo, Sailfish, Android, Windows Mobile e Firefox Os? Como ele aguenta isso tudo? Pâmela me perguntou, ela era fã da Microsoft assim como eu, Pri mais alternativa tinha um Xiaomi com Os 'B' e Paloma usava Sony. — Mas gente vamos tirar a selfie e ir ver o Dan ou não? — Calma Paloma, vamos ver o Dan, na primeira oportunidade iremos jogar você encima do palco. — Pri já havia perdido a paciencia com a paloma, assim como a Pâmela e eu. — Chooor. — Paloma fez o barulho estranho de sempre com a garganta. — Vou ligar pra Ana, nós compramos cinco ingressos, vai ser sacanagem ela não ir... — Paloma colocou o enorme Smartphone preto que cobria quase todo o rosto, Sony Tegra 4 enorme porém leve e estiloso. — Alô? Ana sua Vagabonda, cadê você? — Paloma começou a xingar a Ana. — Vou colocar no viva voz Okay? — Fala coizinha, o que vocês querem? — Ana perguntou.
– Que Você vá ao Show com a gente sua piriga. — Eu gritei. — Vem logo Ana para com esse cú doce, temos o ingresso vem. — Falou a Pâmela, ainda arrumando o cabelo. — Vem Ana, vamos logo. — Priscilla falou. — Okay então, vocês não me deixam em paz, affz queria viver mas estou meio morta! — Ana Soltou. Ninguém entendeu o que ela quis dizer, Ana é cheia dessas coisas meio de pessoas malucas ou usuárias de Drogas pesadas. — Gente olhem isso, Pâmela está 'desmaiada'. — Pâmela estava sorrindo e chorando, aliás chorando de rir. — Você vem Ana? — Perguntei. — Vou sim, vou trocar de roupa vinhado, me esperem que baixo por ai daqui a pouco. Byaie. — Nós começamos a rir de novo quando a Paloma desligou o telefone. Os minutos escorriam como o sangue de um cordeiro dentro de uma lata de querosene. Passamos esses minutos conversando e ouvindo XOV minha banda favorita da trilha sonora de A Esperança parte 1... — Já eram Seis e meia da tarde, o show começaria às oito. Mas antes do B∆stille, FKA Twigs e Banks iriam se apresentar, Ana inda não havia chegado. — Vamos sem a Ana, a Twigs pode ser perdida, mas Banks não podemos perder, quero muito ver as macumbas dela. — As meninas riram e nós resolvermos descer e esperar a Ana largados no sofá, mamãe havia saido pra ir ao mwecado. Estávamos apenas nós e Maya que não quis ir ao show por que era muito "indie" pra ela, alem de que tinha planos com Marlus, o ficante Who? Dela. — Ai meus deuses, não aguento mais, vamos sem a Ana, chegando lá vendemos o ingresso e compramos algo legal pra gente na Lojinha Lives B∆stille. — Falei, assim depois de umas horas de muita conversa tentando convencer as meninas, abri a porta e mandei o "papo reto" pra May. — Maya, não confio em você, ainda mais depois da ultima vez que ficou sozinha, sou mais novo, mas você é obrigada a me ouvir, nada de macho, festinha, Big Booty com as vadias que você chama de amigas, se mamãe vier falar um 'A' que seja pra mim ou papai colocar a culpa em mim, vou te esfaquear e jogar seu corpo no bueiro da esquina. — May sorriu e acentiu com a cabeça. — Sim senhor capitão, Papai, não sei o que lá você seja aqui, já que eu sou a mais velha. — As vezes eu tinha uma vontade repentina de espancar May, mas não poderia, não posso ser violento ou malvado. — Estavam indo sem mim? — uma voz atrás de nós perguntou. Era Ana, mais atrasada do que relógio velho. — Estávamos sim sua vadiranha. — Falei. — Ana me olhou e se perdeu em seus pensamentos. — Você sabia que tínhamos comprado cinco ingresso. — Falei rudemente. — Ai Robertz que drama, você tem que ir pra Broadway, seria o novo Funny Brice. — Pâmela sempre usava o fato de que eu amava músicas para tirar uma onda com minha cara. — Agora podemos ir? Iremos de trem, não voando. — PRI lembrava que já estávamos atrasados, enquanto Paloma ficava mandando Mensagens pra algum esquema que a Ana arrumou pra ela Na Blackout, ela amava sair com a Ana porque sem querer ofender os cupidos, mas a Ana é a Queen dos esquemas, ela poderia fazer com que um gambá e um coelho se casassem. — Que pirigos vocês, agora vamos por que neh, não podemos perder Bastille. — Quando caminhavamos para o ponto de ônibus, estávamos parecendo as meninas malvadas, passamos na frente da casa de Fábricio, meu vizinho super gato, cabelos pretos como a noite, olhos azuis como a água do oceano, ele era alto e branquelo assim como Robert Pattinson. — Ele estava na frente da casa Lavando o carro, ele podia ser mais velho que eu, mas eu mwmso assim era altamente apaixonado por ele, não sei porque, mas sentia algo tão grande nele, como sentia em Órion, em Tori, estou com saudades delas, a loja está fechada, nem mesmo os meninos estavam lá, fiquei com saudade de Richie e fazem apenas dois dias que eles viajaram, Passei muito tempo ocupado e sem mesmo lembrar de nada, agora Órion formou o próprio Coven, então tirou minha chance de termos uma convivência normal. — Rob, ali o cara que você é apaixonado por ele. — Ana quase meteu um grito que iria ecoar por toda a rua. — Meus deuses Ana, sua fumada, não faça isso. — Pri mep protegia, contra as loucuras da Ana, enquanto Fabrício nos olhava e analisava. O ponto de ônibus era alguns passos depois da minha casa e do lado da casa de Fábricio, era o ponto 543, depois iriamos pegar o trem, continuei andando com o meu enorme pescoço erguido, olhando pro céu. Mas claro dei umas boas olhadas em Fábricio antes, eu era realmente, loucamente apaixonado por ele, acho que de tanto ouvir Love me Like You Do e fazer 'F' nas mãos comecei a desejar e ter visões com ele, visões do tipo quase realidade, ele estava no chuveiro comigo, deitado na cama. As vezes estávamos nos dois num jardim de orquídeas roxas lindas, belas, grama alta, um belo sol iluminando tudo, nos fazíamos tudo em uma cama forrada por lençóis de seda vermelhos como sangue. — Robert, Robert, acorda viado! — Paloma gritou. — Olhe quem está no ponto do ônibus. — Paloma me alertava pro belo cara de jeans azul marinho escuro, blusa xadrez e um belo colete preto. Era Aaron, meu amigo/professor maravilhoso. — Não gente, vamos esperar pelo próximo ônibus, não quero pegar o ônibus com o Aaron, vocês vão acabar assustando ele. — Falei enquanto a Ana remexia os lábios me imitando e Paloma ria. — Besteira, asneira e o que mais tiver de ser, não somos demônios ou outra coisa que vai assustar ele. — Pâmela revirava o dedo indicador no meu rosto. — Vamos nesse sim Robert, não estamos nem ai seu egoísta, não vamos perder o show por causa dos seus faniquitos com ex Fight. — Pricilla começou a me puxar. — Oi meninas, Robert. — Aaron falou sorrindo. — Oies. — As meninas falaram em coro, enquanto eu me escondia atrás da ana. — Sai, sai, vem aqui Robert, seja educado e fale com ele. — Ana me empurrou. — Oi Aaron. — Falei meio envergonhado, começando a ficar vermelho... — Oi Robert, nem vi você escondido atrás da baixinha, esta com vergonha de mim? Medo? — A pior parte de ser amigo, quase ficante e aluno de Aaron, era que ele me conhecia bem. — Não estou com medo de você, mas do que essas malucas podem falar pra você... — Ele sorriu e as meninas ergueram as sobrancelhas. — Ahhh essas são suas amigas, deixa eu ver se adivinho os nomes delas... Vejamos, cabelo curto, estilo Marina 2014/ New Wave. Essa é a Pâmela feminista. — Pâmela abriu a boca e a mexeu. — Eu, eu, bem não sou feminista assim como dizem... Sou de boas, aliás você não é nada como ouvimos, mas ainda é mais impressionante. — Aaron sorriu e ele olhou bem fundo nos olhos da Ana, olhou para as roupas e sapatos, além da bolsinha que a Ana segurava. — Você é a Ana, ouvi que você é super Swifter, isso é bom, mas antes você gostava de coisas meio bizzaras, aliás sei que você decorou todo o livro 50 tons de cinza. — Ana sorriu. — Você a menina alta de cabelo curto e meio ruivo, você é a Pricila, você é a mais racional desses malucos, além de ter passado muito tempo fora de New York por causa de problemas, eles amaram e rogaram aos deuses por seu retorno. -Sim Aaron era um dos meus confidentes, ainda mais quando saiamos pros bares no domingo a noite... Além de voltarmos pra escola virados no outro dia, eu e Aaron somos totalmente quase irmãos, nosso vínculo era muito forte, como ele morava sozinho eu ia quase todo fim de semana pra casa dele. — Nossa, ia esquecendo, A menina dos óculos quadrados, Paloma, é verdade que você curte um fight? — Aaron foi reto acertando a flexa bem no meio do alvo. — Bem, não é bem assim... Eu, eu, bem não vou tentar explicar o que o Robert pode ter tentado dizer e a realidade.... — Aaron sorriu. — Então onde vocês estão indo? — Perguntou ele. — Show Do B∆STILLE, Depois de lá nem sei onde vamos parar. — Falei. — Nossa, se tivéssemos marcado não daria certo, eu também estou indo pra lá, mas como estava indo sozinho, preferi até ir de ônibus.... — Eu sorri. — Vocês vão ficar no lounge ou na grade? -Ele perguntou — Lounge RS e você? — Respondi. — Lounge também, Quero ver a FKA Twigs, Mas queria mesmo o retorno da Nelly Furtado. Por que não me falou que iria por Indie Ages, teríamos ido de carro juntos. — Acho que quando ele falou juntos, ele não incluiu as meninas. — Não avisei, por que pensei que estaria ocupado pra sair, ainda mais tinha programado tipo dois ou três meses antes com as meninas, ficaria feio romper... — Ana olhava pra ele como se dissesse " Bitch Better have my money, não sou obrigada a sair com você" — Mas se você tivesse falado, teríamos feito um programa legal, teríamos combinado tido certinho, qual é Robert, todos aqui somos sangue sujo, todos somos Outcast, não posso ficar feliz com isso. -Aaron mais parecia uma mistura de meu namorado bizarramente ciumento e meu pai. — Gente, calma, acalmem os ânimos, vamos pro show, o ônibus esta chegando... O ônibus como sempre estava vazio como uma cidade fantasma do velho oeste selvagem, então sentamos : Pri, Paloma, Ana, Pâmela, Aaron e eu. Fomos bem atrás pra podermos conversar besteira e ninguém falar merda. — Então nós vamos todos pro Lounge? — Perguntou Aaron. — Sim, vamos curtir o show de perto além do mais passar a noite comendo besteiras. — Aaron sorriu, mas não sei o que aconteceu, Ana não foi muito com a cara dele, Realmente Ana não simpatizou com ele enquanto Pâmela estava louca pra começar o CSI dela. Revirei os olhos e continuei sentado, minha enorme vontade de colocar o fone de ouvido e ouvir Nicki Minaj, mas ninguém iria deixar por causa da regra 173,2 " Conversas em grupo não podem ser interrompidas por fones, telefones, ao menos que seja urgente." então seria obrigado a compartilhar da prosa....
– Então Aaron você é gay? — Pâmela perguntou, sem a menor discrepância. — Sim Sou Gay, se pudesse nascer tipo mil vezes iria querer nascer o mesmo gay de New Orleans sonhador que veio pra New York perseguir Modelos e bandas em formação, seria o mesmo cara que Leu Harry Potter 30000.0000.0000.0000 vezes e o mesmo que se apaixonou por um 'pegador' e que acredita em magia...
– Já dentro da estação de trem, o primeiro vagão era destinado a malucos, góticos, índies, hipsters e nós os Outcasts. Fomos andando devagar e com calma, mas a noite seria agitada...
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