All Star
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Xx: AMORA, CHUTA A BOLA AI! — gritou do campinho e uma bola acertou o meu pé. Fiz embaixadinha e joguei a bola de volta para as crianças — VEM JOGAR COM A GENTE AMORA — gritou e eu fiz que não com o dedo.
Amora: VOU TRAMPAR — gritei de volta e eles fizeram joinhas. Sim, eu jogo uma pelada com as crianças e as vezes com os garotos da minha idade. Eu sou muito conhecida aqui e esse é o nosso meio de diversão. Continuei meu caminho e logo cheguei no ponto de ônibus, me sentei e peguei meu celular. Era um iphone que eu ganhei antes de sair de casa. Eu sei que sou muito nova para sair de casa, mas eu não aguentava aquelas ordens dos meus pais , mas não quero relembrar isso agora. Conectei o fone no celular e coloquei no ouvido. Coloquei em uma música e fiquei ouvindo até que o meu ônibus chegou, me levantei e subi no ônibus, entreguei o dinheiro para o cobrador e passei na roleta, fui para o fundão e me sentei, coloquei minha mochila no colo e ajeitei minha touca na cabeça. Encostei a cabeça na janela e fui pensando, me levantei assim que avistei o meu ponto, puxei aquele fio que avisa para parar e assim que ele parou, desci do busão e fui andando, cumprimentei o moço do hot-dog e como sempre roubei uma rosa na floricultura e sai correndo.
Florista: UM DIA EU AINDA TE PEGO AMORA! — gritou e eu ri, virei para trás e mandei um beijo pra ele.
Amora: BOM DIA PRA VOCÊ TAMBÉM, TIO DAS FLORES — eu sempre chamei ele assim por não saber seu nome real. Ele negou com a cabeça e pude ver um pequeno sorriso se abrir em seu rosto. Assim que cheguei na biblioteca, adentrei a mesma e fui até aonde o senhor ficava.
Amora: Bom dia seu Francisco — sorri pra ele. Eu o adorava.
Francisco: Bom dia Amorinha, olha hoje você vai ficar sozinha aqui pois eu tenho que ir na cidade vizinha buscar alguns livros e é o de sempre. Vai vir o pessoal que está agendado para a devolução de livros e você os atenderá com muito carinho e amor, viu mocinha? — me olhou com os olhos cerrados
Amor: Que isso seu Francisco, eu sou um amor — me defendi e ele riu
Francisco: Sei sei, fique com Deus e eu estarei aqui no horário para você ir para o colégio — avisou e eu assenti. Eu estudava no horário da tarde. Ele apertou minha bochecha, pegou seu casaco e vestiu o mesmo, pegou seu chapéu e saiu com ele na mão. Guardei com muito cuidado a rosa na mochila e coloquei minha mochila em um canto lá e fui até o balcão de madeira que tinha um computador antigo, um telefone sem fio e um grande caderno de anotações. Ali era uma biblioteca pública, só pagava para fazer a inscrição e depois poderia pegar livro á vontade, contanto que devolva ele limpo e em bom estado depois de 1 semana.
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