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Narração de Felipe:
Pai: Felipe, você deveria arrumar uma namorada, daqui a pouco meus colegas de trabalho vão começar a comentar que você é gay — resmungou e eu respirei fundo e me levantei da mesa
Felipe: Quem decidi isso sou eu e não os seu colegas de trabalho — peguei minha mochila e sai de casa.
Era sempre a mesma ladainha, meu pai me cobrando um namoro sério, minha mãe chorando pelos cantos. Por isso eu odeio ficar em casa. Eu não quero namorar com uma pessoa que só quer o meu dinheiro. Olhei meu relógio, já eram 09:37. Eles não vão me deixar entrar essa hora. Bufei, mas não voltei pra casa. O pior é que hoje é o meu aniversário e nem hoje ele deixa de me atazanar. Fui andando, até que cheguei em um lugar que havia muitas lojas, lanchonetes e restaurantes. Dei de ombros e me sentei em um banco de concreto. Peguei meu celular e conectei o fone de ouvido nele, selecionei uma música e esperei passar o tempo pra mim voltar para casa. Eu odeio ficar em casa quando meu pai está, ele me irrita de todas as formas possível e eu não quero discutir por isso prefiro ficar na rua do que em casa. Fui despertado dos meus pensamentos com alguém me puxando pela mão, mal pude ver. Só sei que ouvi barulhos de tiro e muitas pessoas correndo.
Xx: Se você correr, vai me ajudar muito — a pessoa que me puxou falou. Olhei pra baixo, bem baixo mesmo, e vi uma garota com os cabelos ruivos compridos e olhos cor de mel. Comecei a correr junto com ela e seu tênis saiu do pé — Ai merda, meu tênis — ela foi para voltar, mas eu puxei-a de volta.
Felipe: Você está maluca de voltar para lá? — perguntei incrédulo e nos escondemos atrás de um carro
Xx: Ele significa muito pra mim, a gente tem que voltar pra lá — implorou
Felipe: Fica aqui que eu vou lá pegar — disse
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