All I Need

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Oi!
Bem, não vou me desculpar por ter sumido, porque parece que vocês nem sentiram minha falta, nossa onde é que foram parar o reviews? O gato comeu?
#xatiada
Bem, fiz um capítulo bem generoso pra vocês hoje... Vamos ver se inspira vocês!

POV Klaus


Estava na sacada do quarto de Isabella quando vi o carro de Rebeka voltando para casa.
Isabella estava radiante hoje.
E mais uma vez ela saiu e voltou para casa.
Ela ajudava Alice a colocar as suas sacolas no carro enquanto perguntava pelo paradeiro do seu carro. Seria um bom presente, um carro novo para ela, desci as escadas correndo com um sorriso bobo para recebê-la de volta.
Nós jantamos e confesso que esse hábito era realmente agradável com ela ali na casa. Depois ela mostrou a sua biblioteca para a amiga e esta resolveu ir embora.
- venha sempre que quiser Alice, será sempre bem vinda! — eu disse do topo das escadas.

- Obrigada Klaus! E cuide bem dela.

- Sempre!

- Te amo Bells, me ligue!

- Posso te mandar um e-mail, estou sem telefone. Ou se quiser posso providenciar um sinal de fumaça!

- Idiota! Até logo!


Era verdade, ela tinha ficado sem várias coisas nessa transição. Sem o carro, sem seu telefone, do que mais será que ela sentia falta?
Pensei em ir até seu quarto perguntar se tinha algo de que ela sentia falta, mas quando abri a porta ela já estava dormindo.
.
No dia seguinte fui até a cidade e comprei um telefone para ela. Passei por uma agencia de carros e comprei um Peugeot 308 vermelho para ela.
Voltei para casa e a encontrei no coreto sentada em um banco e lendo. Ela estava em um vestido que a deixava graciosa. Coloquei a caixa com o telefone em seu colo e a beijei rapidamente nos lábios.

- o que é?

- Abra!

- Klaus você não precisa ficar me dando presentes todo o tempo, o que eu mais queria era poder sair.

- Eu sei. Abra!

Ela abriu o embrulho e pegou o telefone. Depois olhou para mim.

- obrigada.

- Isabella, quero que me diga sobre qualquer coisa que você precise, ou sinta falta. Sei que essa transição foi complicada e te privei de várias coisas. Portanto, se existe alguma coisa da qual você precisa ou sente falta por favor me diga.

Ela pareceu considerar algo. A puxei e sentei no meu colo.

- Qualquer coisa!

- Sinto falta da minha família – ela assumiu – eu nem pude me despedir deles.

- Você quer voltar para casa? — perguntei com o coração apertado.

Ela se calou. Como se decidisse o que fazer. Puxei o rosto dela para que pudesse olhar em seus olhos.

- Isabella, eu amo você, você pode não acreditar, mas eu te daria o sol se você pedisse. Você não sente nada por mim? — pressionei.

- Não me pressione Klaus! As coisas não funcionam assim, não é porque você anulou o feitiço, ou me deu presentes que pode exigir alguma coisa – ela respondeu raivosa se levantando.

- Isabella – não consegui controlar a frustração e a raiva em minha voz.

- Me deixe em paz! — ela gritou e sumiu pelas arvores.

Droga!
Tentei correr atrás dela, mas como sempre era impossível rastreá-la. Voltei para casa frustado.

- Maya! — gritei furioso.

- O que foi Klaus? — Elijah apareceu preocupado.

- Maya! — gritei com mais fúria.

- Nik? Onde está Bells?

- MAYA!

- O que foi Klaus? — a bruxa apareceu lendo um livro velho.

- Quero que volte com o feitiço! Ela não vai mais sair daqui até que me aceite! Elijah e Rebeka saiam e me tragam Isabella de volta!

- Nik você está nervoso se acalme!

- Isso não vai dar certo! Você esta jogando tudo que conseguiu fora a prendendo de novo Klaus – Elijah ponderou.

- Eu quero essa garota aqui nessa casa agora!

- Você já parou para perceber como você é um vampiro arrogante?

Olhei para a porta e lá estava ela, exalando raiva, com as mãos na cintura.

- vamos Maya, obedeça ele e coloque o feitiço estúpido novamente na casa! Essa é a única forma que ele tem de conseguir o que quer, obrigando as pessoas ou então comprando-as.

Eu olhava atônito para Isabella. Rebeka estava assustada, Elijah e Maya pareciam orgulhosos.

- o que está esperando Maya? — ela exigiu e tirou seu anel – tome não vou precisar dele de qualquer forma! — ela jogou o anel na minha direção.

- Klaus? — Maya pediu uma posição.

- Saiam daqui os três! — rosnei.

- Não! Ninguém sai daqui! — ela rosnou também. — Maya faça agora o que ele mandou.

- Isabella seja racional – Elijah interveio.

- Calado Elijah, minha discussão não é com você! Aliás você e Rebeka fora agora!

E da mesma forma que ela manipulou Elijah a soltá-la antes, os dois a obedeceram e sumiram da casa. Ela então caminhou até Maya.

- eu mandei fazer! — ela ordenou.

Antes que eu pudesse impedir Maya então falou algumas palavras e se retirou.
Isabella andou até a porta abriu e colocou seu braço para fora. Ele queimou, mas ela não gritou. Apenas puxou o braço de volta e fechou a porta. E subiu para o seu quarto batendo a porta.

Fui atras dela e notei que ela tomava um banho. Me sentei perto da janela e esperei por ela. Logo ela saiu do closet e estava linda. E então ela olhou para mim.

- Isabella...

- eu não quero ouvir você!

- Você não precisa ouvir..

Corri até ela e a beijei. Ao contrario do que eu imaginei ela não me afastou e sim correspondeu com vontade.

Nossas mãos reivindicavam um ao outro famintas, com urgência. A pele dela era macia e quente. Sua boca era cálida e nossas línguas faziam uma perfeita dança.
A paixão era tão grande, minha necessidade dela era enorme.
De repente me lembrei de suas palavras mais cedo 'não me pressione'.
Contra a minha vontade encerrei o beijo e encostei minha testa na sua. Fiquei normalizando minha respiração de olhos fechados, ainda segurando Isabella em meus braços.

- eu amo você Isabella. Eu amo você loucamente. Por isso sou tão irracional...

Ela ficou calada.

Abri meus olhos e vi que ela ainda mantinha os seus fechados. Dei um beijo suave em seus lábios e sai de seu quarto.

***

POV Bella

Me deixei cair sentada no chão do quarto depois que Klaus saiu.
Eu estava furiosa com ele. E estava confusa com meus sentimentos.
Afinal o que eu queria?
Eu queria ir embora? Não eu acho que não. Eu passei a gostar daqui, já faz pouco mais de um mês que vivo aqui e já me sinto em minha casa.
Mas eu gostaria de poder sair por ai sem que ele surtasse cada vez que eu o fizesse.
Afinal, eu era uma adolescente, que ainda não tinha terminado o colegial.
Droga!
Tudo na minha vida virou de cabeça para baixo.
E agora eu ainda tenho esses sentimentos estranhos sobre Klaus dentro de mim.
Ficar com ele parece ser tão certo e fácil. Mesmo furiosa com ele eu sempre me derretia ao seu toque, o que me fazia ficar furiosa comigo mesma.
Eu queria poder sair e respirar um pouco de ar para colocar meus pensamentos em ordem.
Idiota, porque você fez a bruxa voltar com o feitiço?
Alcancei o controle da televisão e liguei deixando em um canal que passava desenhos. Puxei uma almofada no sofá fiquei abraçada com ela sentada ali no tapete, tentando colocar minha cabeça no lugar.
Acho que acabei pegando no sono porque acordei com Elijah me chamando.

- Isabella? — ele me tocava o ombro – está tudo bem?

- Não... — disse sem animo.

Ele se sentou no chão ao meu lado esperando. Fiquei em silencio por um longo tempo.

- Klaus pediu para Maya tirar o encanto, e me pediu para lhe devolver isso – ele me estendeu o meu anel – vamos pegue querida.

Fiquei olhando para o anel imaginando o que fazer.

- Querida, sei que é complicado para vocês, sei que está confusa. Klaus também parece ter entendido isso – ele respirou fundo enquanto pegava minha mão e colocava o anel – ele pediu para lhe dizer que você pode ir se quiser. Ele vai tentar aceitar.

Pisquei em dúvida. O que era isso agora. Uma mistura de alivio e raiva tingiu meu humor. E por que é que ele mesmo não veio dizer isso?
Me levantei fulminando e atravessei o corredor escancarando as portas do quarto dele. Ele estava em pé próximo da janela e olhou para mim surpreso.

- qual o seu problema? — perguntei dura.

- Eu não quero brigar....

- eu estou farta de ouvir o que você quer ou não – eu gritei e pude perceber que Elijah e Rebeka estavam na porta do quarto – saim daqui vocês dois.

Elijah engoliu em seco e fechou a porta. Klaus me olhava temeroso.

- Isabella...

- eu não quero te ouvir Klaus, agora você vai me ouvir.

Ele apenas arregalou os olhos e se resignou em ficar mudo esperando. Eu respirei fundo.

- você não passa de um vampiro arrogante e mimado, que está acostumado a ter tudo e todos aos seus pés fazendo suas vontades. Eu te odeio por isso. Você nem ao menos teve a decência de conversar comigo e mandou Elijah. Eu não vou ser mais um brinquedinho seu Klaus!

- Você não é um brinquedo para mim – ele gritou de volta – será que você não percebe?

- Tudo que eu percebo é que você até agora só pensou em você.

- Eu pensei em nós!

- Não existe nós Klaus!

Eu estava gritando furiosa essas palavras e foi como se eu tivesse dado uma bofetada em Klaus. Ao mesmo tempo foi como se eu também tivesse levado uma. Eu queria que tivesse um nós.

- O que eu posso fazer para você entender Isabella?

- Nada... — eu me entreguei a realidade impossível – não há nada o que fazer. Vou seguir o recado que mandou Elijah me dar.

Sem falar nada me virei. Raiva e dor nadando em meu sangue. Desci as escadas vagarosamente encontrando Elijah no fim dos degraus.

- Você vai ficar bem? — ele perguntou enquanto me pegava em um abraço.

- Não sei — minha voz era um sussurro.

- Me chame se precisar.

Ele me deu um beijo na testa e me soltou. Encontrei Rebeka parada na porta me olhando já com cara de choro. Eu não vou chorar ordenei a mim mesma.

- por favor não me esqueça – ela pediu fazendo beicinho.

- Claro que não!

- Tome – ela me estendeu as chaves do seu carro.

- Não precisa, posso correr.

- Por favor Bells.- Obrigada!

- Não me esqueça.

Abracei Rebeka uma vez mais e olhei para as escadas onde Elijah estava. No topo dela Klaus me olhava, com uma raiva mal contida, com dor nos olhos.

Dei uma ultima olhada tentando gravar sua imagem na minha mente, eu não queria ir, não queria deixá-lo. Me tomou muito para virar e sair pela porta daquela casa.

Quando entrava no carro de Rebeka ainda pude escutar o rosnado de fúria e o barulho de coisas quebrando dentro da casa.
Dei partida e acelerei pela noite escura finalmente liberando as lágrimas que teimavam em brotar. Parecia que um pedaço meu tinha ficado naquela casa. A cada metro que o carro se distanciava mais meu coração afundava em meu peito.

Notas finais
ainda amaria receber outra recomendação sabe?!...
ajude uma escritora carente!