All I Need

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Oi!

A água começou a esfriar e decidi sair da banheira. Meu humor apesar de péssimo já estava mais controlado.

Me envolvi no roupão felpudo que tinha no banheiro e caminhei para o que parecia ser o meu closet. Vasculhei os cabides e peguei um vestido qualquer. Calcei um par de sandálias combinando prendi meu cabelo em uma trança embutida e sai para o quarto. Encontrei tudo impecavelmente arrumado. Nenhum vestígio do meu surto anterior. Os vasos que eu tinha quebrado foram substituídos por vasos de prata com flores novas. E na mesa do canto uma bandeja com uma jarra de sangue e algumas frutas.

Estava me servindo de uma taça quando ouço uma batida na porta.

Respirei profundamente imaginando o que fazer e resolvo abrir a porta.

- olá Bells, posso entrar?

- Ah Rebeka, entre.

- Esse vestido ficou lindo em você.

- O que você quer?

Eu não estava afim de bajulações baratas.

- sei que deve estar irritada, Nik não é fácil de lidar, mas acredite, mesmo desse jeito torto meu irmão te ama.

- Sei. Bela forma de mostrar isso me mantendo presa aqui. Nem mesmo posso por meus pés na sacada sem me queimar.

Eu estava aborrecida.

- Venha vamos dar uma volta pela casa, é enorme e tem muita coisa para se fazer aqui dentro.- ela me puxou pela mão para fora do quarto.

- Rebeka eu não estou afim.

Eu já disse que estava aborrecida?

- Meu irmão preparou a casa pensando em você.

Desisti e resolvi ir. Ela me arrastou pelo enorme corredor do terceiro andar onde só tinha o meu quarto e o de Klaus. Depois descemos para o segundo andar onde ficava o quarto de Elijah e o dela – que mais parecia um quarto de adolescente, mas era de muito bom gosto.

- Ele só colocou o feitiço por medo de que você fugisse – ela disse enquanto descíamos para o primeiro andar — acredite ele te ama.

- Fica dificil aceitar isso presa aqui contra minha vontade, sabe eu tenho uma família.

- Não fique brava, mas Elijah e eu já 'convencemos' eles que você fez uma viajem para se tratar.

- Talvez tenha sido mesmo melhor – refleti a questão – obrigada Rebeka.

Ela me arrastou por toda a casa, salão de jogos, escritório e acreditem, uma biblioteca. Era fabulosa. Depois fomos a cozinha e fizemos um lanche no pulso das empregadas.

Rebeka me deixou sozinha, então voltei para a sala e peguei uma garrafa de wisk e um copo e fui para a biblioteca.

Era impressionante a quantidade de livros que tinham ali. Sentei em uma poltrona roxa e comecei a ler Cem Anos de Solidão.

Fiquei sentada ali por horas lendo o livro e bebendo, até que Elijah entra. Era estranho mas eu já conseguia distinguir a presença deles, mesmo sem olhar.

- me desculpe por hoje mais cedo – ele começou a dizer.

- Desculpas aceitas – disse fechando o livro, não conseguia ficar com raiva dele, sentia que ele era um bom amigo.

- Sei que está zangada, meu irmão não está fazendo isso da melhor forma, mas acredite que ele te ama.

- Estou ouvindo muito isso das pessoas, mas ele mesmo só fez me trancar aqui e sumir.

- Ele está tentando controlar seu genio ates de vir falar com você.

- Sei...

ficamos em silencio por alguns minutos, até que ele o quebrou novamente.

- gostou da biblioteca? Ele montou especialmente para você.

Isso me pegou de surpresa.

- É maravilhosa.

- Você se alimentou? Precisa de algo?

- Sim me alimentei. Além de querer sair dessa casa acho que não, não quero nada.

- Não exite em me chamar.

Elijah saiu e volte a ler o livro e logo peguei no sono cansada por tantas loucuras.

***

POV Klaus

Voltei para casa e encontrei Elijah na varanda.

- qual o tamanho dos estragos? — perguntei me lembrando do barulho de coisas se quebrando antes de sair.

- Ela está mais calma, Rebeka conseguiu a tirar do quarto, ela está na biblioteca. Mas ainda não esta feliz por ser uma prisioneira.

- Logo resolvemos isso.

- Tome, encontrei na bagunça do quarto dela.

Ele me entregou a caixinha de veludo que tinha dado a ela mais cedo e o anel dela. Peguei e fui encarar Isabella na biblioteca.

Ela dormia com o livro em seu colo. Ao seu lado uma garrafa de wisk pela metade – céus como ela bebe.

E como ela estava linda. Seus cabelos presos em uma trança elaborada, o vestido descendo fluidamente por seu corpo. Seu colo revelado pelo decote. Abri a caixinha e peguei o cordão o colocando com cuidado no seu pescoço. Depois recolhi o livro marcando a parte em que estava e coloquei na mesinha. Pensei em levá-la para o quarto, mas decidi acordá-la.

- Isabella querida – toquei seu ombro – meu amor acorde!

Ela se mexeu preguiçosamente e piscou se sentando melhor na cadeira.

- o que aconteceu? — ela ficava tão fofa assim sonolenta.

- Você dormiu querida – disse fazendo carinho em seu rosto.

E então ela pareceu lembrar, um rosnado se formou em sua garganta e ela pulou para longe de mim, indo em direção a porta.

Não, dessa vez ela não vai me deixar falando sozinho.

Corri e parei em sua frente, ela parou bruscamente se assustando. Olhei em seus olhos que estavam inflamados de mil sentimentos, sua respiração ofegante.

A envolvi com um braço pela cintura enquanto puxava seu rosto em minha direção com a mão em sua nuca. E assim nos envolvemos em um beijo.

Ela logo enroscou suas mãos em meu pescoço me puxando para mais perto dela. Minhas mãos tateavam seu corpo com fúria. Logo ela dominou a situação e me imprensou contra uma parede fazendo com que vários livros caíssem no chão.

A levantei para o meu colo pegando-a pelas coxas que ela envolveu em minha cintura. Sentir seu corpo quente e macio em volta do meu me fez soltar um gemido.

E então tão rápido como nos envolvemos nós nos separamos. Isabella se soltou de meus braços e me olhava furiosa.

- o que raios pensa que está fazendo? Acha que sou um brinquedo seu, que você pode transformar, e depois manter preso aqui nessa casa enquanto você sai por ai?

- Eu salvei sua vida! — gritei também com raiva.

- E por acaso te pedi isso? Preferia estar morta a estar presa nessa casa.

Ela se virou a saiu da biblioteca. Eu a segui.

- você tem que parar de me deixar falando sozinho – eu exigi a segurando pelo braço.

- Se você não me soltar quebro sua mão – ela rosnou.

- Vocês precisam se acalmar! — Elijah interveio.

- Eu mandei me soltar – ela disse mal contendo a raiva.

- Precisamos conversar Isabella.

E pronto, ela quebrou minha mão e então subiu displicentemente as escadas.

***

POV Bella

Me encostei na porta do meu quarto relembrando os beijos de Klaus.

Céus como ele despertava coisas em mim.

Me tomou um grande esforço me lembrar que ele estava me mantendo presa nessa casa e sair de seus braços.

Droga.

Eu o desejava apesar de tudo.

Tirei o vestido que usava e coloquei um pijama. Sentia uma tempestade de sentimentos dentro de mim. Tomei do sangue que estava na jarra e então me aconcheguei nos travesseiros macios da cama embarcando no mundo dos sonhos.

E sonhei com Klaus.

Notas finais
sim, eu sumi. Nem queiram saber o que aconteceu esses dias...
Enfim, quem já viu o S04E02 de TVD? uau! não vou falar nad apra não ser acusada de spoilers...
beijo gatinhas!