All I Need
14 Capítulo 14
Notas iniciais
POV Klaus
Uma semana se passou. E Isabella ainda estava magoada comigo.
Ela não me atacava mais, e passou a interagir com Elijah e Rebeka.
As duas conversavam sobre coisas de mulher.
Mas o que mais me irritava era a cumplicidade que ela e Elijah estavam criando. Isso me matava de ciumes.
Ela passava as tardes metida dentro do quarto de Elijah, os dois conversando sobre história, ou sobre literatura. Ele era atencioso com ela, e de certa forma fazia praticamente todas as vontades dela.
- Elijah! Hoje acordei com vontade de assistir Gremlins! — ouvi ela dizer do quarto dele.
- E o que é isso?
- Um filme da época em que eu era criança... Mas deixa, vou me enfiar de novo naquela biblioteca, com sorte até o fim de semana eu já decorei todos os livros. — ela debochou.
E ela saiu do quarto de Elijah e foi para a biblioteca, onde ela passava a maioria do tempo. E ela detestava que eu entrasse lá.
Sai do meu quarto e encontrei Elijah descendo as escadas com um olhor determinado.
- vai sair irmão? — disse com sarcasmo.
- Sim, vou procurar uma coisa.
- Um filme pra ser mais exato certo? Por que fica fazendo todas as vontades dela? É uma tentativa de me fazer parecer o vilão? — eu estava irritado.
- Klaus, estou simplesmente tentando fazer com que o tempo que ela passa trancada aqui seja agradável.
Ele não falou mais nada e saiu.
Por mais raiva que eu sentisse, sabia que ele agia de boa fé. Eu deveria passar a prestar mais atenção nos desejos e vontades dela.
Rebeka entrou em casa com algumas sacolas do mercado.
- que cara é essa Nik?
- Nada. Que sacolas são essas?
- Coisas que trouxe para Bells. Alguns doces, ontem ela disse que sentia falta de iogurte com granola. Trouxe também algumas revistas. Afinal ficar presa nessa casa sem TV, internet ou telefone é realmente chato.
E então eu percebi que estava fazendo tudo errado. Eu não só a privei da liberdade como a privei de todo o mundo lá fora. Como eu estava sendo egoísta. Peguei as chaves do meu carro e sai. Fui até a cidade e contratei serviços de TV a cabo e internet, depois passei em uma banca e comprei assinaturas de todas as revistas e jornais disponíveis. Fui até o mercado e comprei as coisas que me lembrava de ter visto ela comprando quando a fui procurar ali.
Passei também no restaurante em que sabia que a família pedia comida e encomendei entrega de jantares todas as noites.
Depois passei por uma loja e comprei um notebook, uma grande TV e um aparelho de DVD para ela.
Estava dirigindo para casa quando passei por uma floricultura e comprei um lindo arranjo com tulipas vermelhas.
Quando cheguei em casa os funcionários da empresa de cabo já estavam trabalhando. Peguei a caixa com o notebook dela e as flores e entrei.
Procurei por ela no lugar em que sabia que ela estaria agora: na biblioteca. Ela estava deitada em cima de uma das estantes de livros com sua perna balançando pendurada. Ela parecia tão distraída que quando entrei e chamei seu nome ela se assustou deu um gritinho e caiu de lá.
Deixei a caixa no sofá e corri para a segurar.
- AH!
- calma te peguei!
Ficamos nos olhando nos olhos por um tempo. Ela em meu colo segurando meu pescoço assustada.
Ela era uma vampira, mas conservava toda a graciosa naturalidade de uma humana.
Acho que pela primeira vez ela não ficou logo agressiva.
- você está bem? — disse a colocando em pé.
- Sim, obrigada.
- São para você – lhe estendi as tulipas.
Ela pegou sem exitar. Por favor que eu esteja conseguindo me aproximar dela! E olhou as flores com carinho.
- são lindas! Obrigada.
- Não tanto quanto você – a peguei pela mão – tenho outra coisa para você.
- Vai me deixar sair de casa? — ela disse um pouco séria, e meu coração partiu.
Eu queria poder deixar que ela saísse, queria que pudéssemos andar pelas florestas juntos, queria viajar com ela. Mas eu sabia que se a deixasse sair ela não voltaria.
Sentei com ela no sofá e entreguei a caixa com um laço azul para ela. Ela olhou curiosa e abriu.
- Estão instalando internet na casa, e pedi que colocassem um TV no seu quarto também. Sei que não me entende Isabella, mas só não quero que você fuja. Não quero perder você.
Antes que ela tivesse qualquer reação agressiva beijei a testa dela e sai da biblioteca. Imaginei que com certeza ela atiraria o presente na parede, ou em mim se eu ficasse por ali.
- agora você começa a fazer as coisas certas Nik...
- será que ela agora irá me aceitar Rebeka?
- Já é um passo. — ela disse me dando um beijo na bochecha.
Fui para o meu quarto e vi que os funcionários já tinham instalado os aparelhos no quarto dela. Eu realmente esperava que ela agora me desse uma chance.
Olhei para o anel que dei a ela assim que ela se transformou. Era tão delicado quanto ela. Pelo menos ela nunca tirou o cordão que tinha colocado em seu pescoço. E também não tinha recusado as flores. E eu ainda não tinha ouvido o som do computador se quebrando na parede.
A verdade é que ela já não estava mais tão agressiva. Resolvi sair para caçar.
***
POV Bella.
Estava tão absorvida pela leitura do livro que não notei quando ele entrou. Só quando chamou meu nome é que me assustei e caí de cima da estante de mais de três metros de altura. Eu não iria me machucar, mas confesso que fiquei agradecida por ele me pegar.
Me corpo sempre reagia de forma estranha quando eu estava perto dele.
E então ele me surpreendeu hoje de várias formas.
Flores, um computador, internet na casa...
Peguei os meus presentes e subi para o meu quarto, que tinha uma TV enorme na parede agora. Coloquei o computador na escrivaninha e procurei por um vaso para colocar as flores. Encontrei um de cristal no banheiro.
Me sentei na borda da banheira e fiquei segurando o pingente de flor do meu pescoço.
Klaus não era realmente uma pessoa ruim. Da forma estranha dele ele demonstrava que gostava de mim. E eu não posso negar que desde o dia em que eu o vi no aeroporto que ele povoa meus pensamentos.
E quando ele me toca, mesmo que minimamente, eu pareço criar vida, pegar fogo.
Era muito intenso.
A única coisa que ainda me deixava irritada era ter que ficar presa nessa casa. Eu já me sentia em casa aqui, mas não poder sair as vezes me matava.
E por incrível que pareça nos últimos dois dias tinha sol em Forks! Eu não podia ficar ao sol nem mesmo dentro do meu quarto pois o anel que me protege do sol sumiu depois do meu surto.
Resolvi tomar um banho e quando terminava de me arrumar ouço uma batida na porta.
- entre!
- Tenho uma surpresa para você! — Elijah disse da porta me estendendo a mão.
- UAU! Hoje meu dia está cheio de surpresas! — disse debochando.
- Não seja assim querida – ele disse enquanto me puxava para o primeiro andar.
Fomos para o salão de jogos e Rebeka estava lá com uma tigela enorme de pipoca e com refrigerante. Me sentei no tapete cheio almofadas junto com ela e Elijah ligou a TV.
- Eu não acredito! — gritei – onde você achou esse filme!?
- Deu um pouco de trabalho, mas você queria assistir Gremlins, então aí está.
Era ótimo ver aquilo de novo.
***
POV Klaus
Elijah tinha conseguido o filme que ela queria e estavam os três agora vendo o filme. Achei que deveria me juntar a eles. Estava na porta da sala quando vejo Isabella recostada nos braços de Elijah que brincava com o cabelo dela.
- sabe Elijah, me sinto um pouco como um Gremlin...
- você é fofa mas não se parece com um...
- não, não é isso – ela disse parecendo sonolenta.
- O que é então?
- Nós não podemos ser expostos a luz, ou vamos nos machucar. Temos que viver presos... — ela deu um bocejo.
Nesse momento tanto Rebeka como Elijah me olharam censurando. Entendi que ela não estava feliz.
Sai e fui atrás de Maya.
- tem certeza que quer isso Klaus?
- Só faça.
Ela apenas concordou com a cabeça e eu voltei para a sala de jogos.
Fiquei encostado no batente da porta até que o filme acabou, mas ela já dormia há algum tempo. Elijah ia acordá-la mas eu o parei.
- eu a levo, preciso falar com ela.
- Deixe ela descansar Klaus, não é hora para um surto dela.
- Só vou levá-la para cama.
Peguei ela nos braços com cuidado e subi para seu quarto. Tirei seus sapatos e a coloquei na cama me sentando ao seu lado. Ela se mexeu e abriu os olhos. Dei um sorriso tímido a ela.
- por favor não fique nervosa – disse passando as pontas dos meus dedos em seu rosto, ela não recuou.
- O que você quer – ela sussurrou sonolenta.
- Aqui – disse colocando seu anel de volta em seu dedo – você perdeu isso, e vai precisar dele agora que pode sair da casa quando quiser.
Ela me olhou confusa e eu esperei pelo momento em que ela levantaria e correria para longe de mim.
- obrigada! — ele disse com um sorriso, se virou se ajeitando nos travesseiros e fechou os olhos voltando a dormir.
Eu não entendia. Ela odiava estar presa a mim e aquela casa. Imaginei que ela sairia correndo dali assim que tivesse a chance. Fiquei dividido entre ficar ali vendo-a dormir enquanto podia a ter sob meus olhos, ou ir para o meu quarto para não doer quando a visse partir.
Preferi não ver a hora em que ela se fosse e fui para o meu quarto.
Notas finais
Eu acho simplesmente péssimo quando algum autor que eu leio fica fazendo ameaças ou joguinhos exigindo reviews para postar o próximo capítulo. Não gosto, não acho digno. Mas, ao mesmo tempo fica meio difícil saber o que as pessoas estão achando, se a história está boa, se está dando para entender, se está chato...
Então a única coisa que quero pedir e que me deixem saber o que estão pensando, sem stress, sem pressão, ok?!
e...
quero pedir desculpas pela irregularidade que tenho postado, mas andam me trocando de plantão e tenho chegado muito tarde e cansada em casa, mas prometo pelo menos dois capítulos por semana certo!?
bjks lindinhas!
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