Alice A Maravilha
18 18. A vida a dois.
Notas iniciais
POV: Barnabas
Após minha extensa observação de que o chocolateiro sentia atração por Alice, resolvi voltar totalmente à atenção dela para mim, claro, provocava com toques e beijos que sabia o quanto gostava. Alice retribuía mais eu sentia que ela estava desfazendo-se de mim, então imaginei que ela poderia sentir algo por Willy, porem eu jamais permitiria, pois se ela desse sua atenção a ele nossos visitantes saberiam que este casório se passava de uma armação.
–Alice, aconteceu algo?
– Não Barnabas.
–Por que olha com frequência ao chocolateiro, esta me provocando para deixar-me com ciúmes?
–Não, porem você esta sentindo se ofendido?
–Não. Somente observei.
–eu e Willy somos somente amigos e nada mais.
–Não me parece ser somente essa as intenções do jovem.
–E caso tivéssemos algo, você não teria que falar absolutamente nada, nosso casamento é uma...
–Sei muito bem, porem, eu Barnabas Collins não admitirei esse ato insolente para que ainda meu nome acabe em bocas.
–Barnabas você disse que eu poderia viver minha vida normalmente.
–E poderá, só que ao meu lado.
–Não poderei ter nada com ninguém?
–Alice eu não quero virar um vilão, porem deixo claro que se quer ver seu amigo ainda com vida, é melhor não se aproximar dele, pois, apesar de não gostar de chocolate que provavelmente seja seu sangue, eu poderei mata-lo em poucos segundos.
–Está com ciúmes?
–não. Somente estou fazendo meu papel como marido. (risos)
Alice então retirou se, parecia estar zangada, eu não queria dizer aquilo a ela, mais era necessário para que não acontecesse o pior.
POV: Alice
Eu não acreditava naquilo que ouvira, Barnabas estava enciumado com Willy, eu não sabia mais o que falar então sai. Eu não sabia o que aguardava por mim futuramente, como seria meus dias, minha nova vida, mais sabia que teria que me esforçar para ver meus filhos felizes.
A festa acabou e fomos o quarto, as crianças dormiam em suas camas, e eu estava lá no mesmo quarto que Barnabas. Eu estava sem jeito, era estranho saber que não teríamos nada, depois de toda cerimônia e festa.
–Bom, irei tomar um banho.
–fique a vontade Alice. Disse Barnabas sentado na cama com um livro em suas mãos.
Entrei no banheiro e o vapor da água tomou conta do banheiro, havia um enorme Box de vidro que estava totalmente embaçando. Molhei meus cabelos e me deliciava com aquele banho, todo meu estresse e preocupação haviam sumido de repente como se a água tivesse a levado embora. Enquanto espumava meus cabelos olhei para o Box embaçado, eu tive a sensação de que Barnabas me observava, eu abri o Box e não havia ninguém então fechei meus olhos para enxaguar meus cabelos e ao abrir novamente, havia marca de dedos no vidro do Box, e quando me aproximei do vidro Barnabas apareceu em minha frente, soltei um grande berro.
–Barnabas você é louco? Saia daqui.
Ele começou a rir ao me ver pegando uma toalha e me cobrindo.
–Por que fez isso? Seu corpo eu já vi e já abusei cada canto e curva dele. Disse Barnabas abrindo o Box e passando suas enormes unhas em minha cintura.
Eu não resistia nem ao simples tocar de Barnabas ele era sedutor.
– Isso não significa que você tem direito de fazer isso. Respondi a ele.
–Alice deite-se comigo.
–Aconteceu algo com você?
Barnabas pôs as mãos em meu cabelo e me beijou, então escutei um barulho que parecia batidas de alguém na porta e abri meus olhos. Lá estava eu sozinha no banheiro, percebi que não passava de somente minha imaginação, e minha maior vontade naquele momento.
Barnabas estava batendo no Box, me chamando.
–Alice você esta passando mal?
–Estou bem. Disse eu respondendo.
Sai do banho me vesti e deitei em nossa cama, Barnabas deitou ao meu lado e eu senti meu corpo arrepiar ao senti-lo tão perto de mim.
–Barnabas isso é estranho.
–Quer que eu saia?
–Não. Eu sorri.
Adormeci e ao amanhecer acordei ao ouvir Joshua me chamado.
–Mamãe?
–Oi filho. Disse eu Sentado em minha cama.
–Não me sinto muito bem.
–O que houve meu amor?
–Estou me sentindo fraco.
–Será que você comeu muita besteira ontem?
–Não sei mamãe, mais daí minha barriga iria doer.
Levantei e me vesti, estava angustiada e certamente levaria Joshua no medico, descemos para tomar café e Barnabas estava com Naomi.
–Bom dia meus amores. Disse Barnabas me abraçando e me beijando.
–Joshua não esta bem, ele diz que se sente fraco.
Barnabas pegou Joshua no colo e disse.
–Ele precisa se alimentar com sangue.
–Joshua não precisa tomar isso, nunca precisou.
–Alice ele é um vampiro, ele precisa tomar sangue caso contrario ira enfraquecer mais.
–Mais por que agora?
–Eu não sei porem ele precisa de imediato.
–Ele não ira virar um assassino. Disse eu com uma tonalidade alta e irônica.
Barnabas o pôs no chão e mudou completamente seu jeito, ele ficou magoado com o que eu disse.
–Barnabas me desculpe. Falei me aproximando.
–Não tem problema, sempre soube quem eu era. Barnabas se retirou.
Não acredito que falei aquilo, era totalmente contra minha vontade magoa-lo, eu sabia que precisava pedir desculpas, e então fui até o quarto onde ele estava.
–Crianças desculpe a mamãe ta? Já volto.
–Barnabas?
Ele estava quieto olhando pela janela.
–Sim.
Entrei fechei a porta e disse?
–Me desculpa, eu não quis magoa-lo. Falei sem pensar.
–Tudo bem.
–Não esta tudo bem.
Sentei a sua frente, e tocando seu rosto disse:
–Sabemos o que é melhor para Joshua, se você acha que sangue ira fazê-lo sentir-se melhor tudo bem.
Barnabas olhou para mim, seus olhos brilhavam e sua seriedade me levava à loucura.
Fomos até a cozinha e Barnabas tinha uma espécie de freezer com sangue.
–Isso é sangue humano? Eu perguntei assustada.
–Não.
–Que bom.
Rimos juntos e fomos até Joshua.
–Filho tome isso. Barnabas disse a Joshua pegando-o no colo.
–É ruim? Perguntou ele.
–Não. Barnabas respondeu.
Joshua tomou todo o sangue que havia no copo como se estivesse com muita sede e simplesmente disse.
–Me sinto muito melhor, esse remédio é bom.
Barnabas olhou para mim e sorriu, ele tinha toda a razão, seria a mesma coisa de retirar água de um ser vivo.
–Tinha toda a razão Barnabas.
–Eu sei. Ele disse rindo.
As crianças então foram à casa da Vivian brincar um pouco e eu fui conversar com Barnabas.
–Não é fácil cuidar deles.
–Realmente não é fácil, mais você tem a mim agora. Disse Barnabas.
–O que há de interessante nesse livro que você tanto lê?
–É um romance, quer me acompanhar na leitura?
–Tudo bem. Sentei-me do lado de Barnabas e começamos a ler e fui me aproximando mais e mais até que segurei seu braço e pus minha cabeça em seu ombro.
Barnabas olhou para mim então fechou o livro.
–Por que fez isso? Disse eu.
–Por que você me parece cansada.
–Não estou, é habito.
–Tudo bem.
–Bom agora então tenho que sair. Falei me levantando.
–Para onde vai?
–No mercado.
–Cuidado. Falou Barnabas.
Saí da mansão e fui fazer umas compras no mercado, sabe, essas coisas mais intimas que uma mulher precisa usar. No meio de tantas compras acabei visualizando um antigo professor de matemática, Frank.
–Eu não acredito nisso, Frank?
Ele me olhou, e ao me reconhecer, veio em minha direção.
–Alice? Como o mundo é pequeno. O que faz aqui?
–Eu moro aqui agora. Sou a senhora Collins. (risos) E você?
–Bom depois que levei um fora daquela mulher fui a Veneza e acabei me envolvendo em alguns problemas pessoais alheios, me apaixonei por uma mulher e vivo muito feliz agora.
–Uma nova mulher? Quem é ela?
–Uma mulher misteriosa.
–Como a daquele livro que você lê?
–Sim. (risos)
–Muito legal.
–Então Frank, ainda ensina matemática?
–Sim, vou dar aula em um colégio aqui.
–Que bom, espero que meus filhos estudem com você, é um ótimo professor.
–Obrigada Alice.
Despedi-me do Frank e antes de voltar à mansão resolvi visitar Willy.
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