Aliados do Passado.

6 Capítulo 6 - Um encontro nada normal


Notas iniciais
Olá! Desculpe a demora. Estava resolvendo problemas pessoais. Fiz uma pequena alteração. Troquei o nome da aprendiza da Juh. De Vicky pra Mel. É uma pequena homenagem pra minha amiga. - Cálita. Então é só isso. Boa leitura!

Antonio senta apreensivo. Parece que tudo ao seu redor vai colar. Ele estava esperando a Camille. Estava com medo de ela dar o cano.
Como de costume, Antonio tateou o bolso à procura do celular. Mas com esses problemas de magnetismo, esta preferindo sair sem.

Para se distrair, ele brinca com a pulseira que a Juh deu pra ele. Juh... Antonio engoliu em seco, quando pensou nela. A briga que eles tiveram ontem foi feia. Ele sentiu raiva no começo, mas entendeu o lado da Juh.

– Então, já escolheu a roupa? – Juh estava deitada na cama do Antonio.

– Quantas vezes terei que dizer. Não deite com tênis na minha cama! – Antonio chuta o pé da Juh. – Sim, camisa polo, bermuda e...

– Ah não. – Juh interrompe Antonio resmungando. – Você não vai com essa.

– Por que não? – Pergunta Antonio confuso. Ele não achava nada demais ir assim. – Algum problema?

– Algum problema? – Juh mostra a língua. – Migo, você vai a um encontro. E não sair com seus amigos.

– Não vou a um encontro. – Antonio cora.

– Não? – Juh levanta arqueia sobrancelha. – Vai ser o que? Uma saída de estudo? – Debocha Juh.

Antonio se irrita. A garota só o convidou pra dar uma volta. Nada demais. É um encontro agora, por quê?

– Olha Juliana. – Juh olha irritada pra ele. Antonio sorri. – É só um jantar entre amigos. O.K. – Juh arqueia a sobrancelha. — É sério Lemos.

Juh levanta as mãos se rendendo. E sorri. Aquele sorriso que ilumina tudo ao seu redor.

– Mesmo assim, se vista como fosse um encontro. – Antonio olha sério pra Juh. – Vai que rola... Um beijo. – Juh sorri maliciosamente.

– Você não presta, Lemos. – Juh mostra a língua. Satisfeito por ter irritado Juh. – Agora me de licença vou arrumar-me. – Juh sai murmurando pra ele se arrumar rápido.

Antonio demora pra escolher. Parece que tudo que ele tinha, não prestava. “E se a Juh tiver razão? E se for um encontro?” Pensa Antonio tenso.

Depois de procurar uma roupa certa. Ele coloca calça jeans, tênis, e a camisa do coringa. – Essa camisa Juh deu de presente de aniversário. Foi hilário o jeito que ela entregou. – Juh... Ele lembra-se de que deixa a Juh sozinha.

– Pode entrar. – Antonio grita. Juh demora um pouco, mas entra resmungando.

– Até que fim. Pensei que a noi... – Juh arregala os olhos. Antonio fica tenso. Ele estava tão estranho? – Uou, vai arrasar corações. – Juh sorri, e Antonio cora. Juh parecia distante.

– Juh. Aconteceu alguma coisa? – Primeiro ela olha confusa, mas depois sorri.

– Não. – Antonio percebe que Juh mente. Cruza os braços e olha sério. – Não tem... – Antonio arqueia a sobrancelha. – Tá. Não dá de mentir pra você. – Juh bufa. Antonio sorri vitorioso. – Eu acho que... É furada essa coisa com a Carla?

– Camille. – Antonio revira os olhos. – Qual é problema?

– Bom... Pensa. – Juh parecia estar tensa. – Tipo, ela chega e te agarra... Você acha normal? E... – Juh para abruptamente. Olha sério pros pulsos do Antonio. Arregalando os olhos. – Cadê a pulseira que eu dei pra você?

– Aquela com a cruz? – Juh assentiu. – Eu... Hm... Joguei fora.

– Você fez o que?! – Juh grita. Antonio olha espantado. – Cara, aquilo era pra salvar a sua vida. E você joga fora? Qual é o seu problema?

– Eu... – Antonio olha confuso. – Pra que servia essa merda? – Seu tom era ríspido.

– Era pra você não ser influenciado por vampiros. – Juh cruza os braços e revira os olhos. — E lobisomens não te matarem. Estava tentando te proteger. – Sussurra Juh.

– Obrigado por tentar. Mas não preciso de sua proteção.

Antonio senta na cama irritado. Odiava quando Juh dava uma de mãe. Aquela pulseira dava coceira. Por que usar? Por que um vampiro ia atrás dele?

Juh para na frente dele. Cruzando os braços. — Ela era pequena. Tinha olhos castanhos, puxado pro mel. Cabelos lisos negros. Pele clara, mas pálida por ser vampira. Juh batia no ombro do Antonio. Ele sempre achara fofo o jeito dela. Ela era parecia uma boneca. Linda e delicada. Mas ao mesmo tempo, feroz. Quem não a conhecia. Acha ela frágil. Mas quem a conhece sabe que deve temer. – Era engraçado o modo como ela fica brava. Ela não consegue intimidar muito. Pq fica fofa. – Antonio ri quando pensa nisso.

– Qual é a graça? – Juh parecia brava.

– Você. – Juh parece confusa. Antonio sorri. – Oras. Você fica fofa, e não intimidadora. Quando esta brava. – Juh olha séria pro Antonio. Mostrando o dedo do meio. – Você esta muito brava Lemos.

– É sério Antonio. – Juh senta no parapeito da janela. Sempre faz isso quando esta frustrada. Fazendo Antonio sentar ereto. – Aquela pulseira é pra salvar sua vida. Acha que nenhum vampiro vai atrás de você? – Antonio assentiu. Fazendo Juh rir com escárnio. – Não sei se você sabe. Mas os vampiros são os mais curiosos. E os mais perigosos também. – Ela se vira pra fora. Levantando o rosto. Como tentando tomar uma brisa. Inexistentes nesse calor. – Cara, o aconteceu contigo e aquela garota. A... Camila?

– Camilleee. – Entoou Antonio revirando os olhos.

– Tá... Caamiilleee. – Entoa Juh de volta com sarcasmo. – O que aconteceu contigo e a Camille, todos do submundo sabe. – Antonio olha alarmado. – Inclusive os vampiros. – Antonio vai até a janela. Aonde Juh esta sentada. Estava escurecendo. Ela via as crianças brincarem lá fora. Ela parecia entretida e... Com inveja? Não dava pra perceber. Ela disfarçava bem. — Sabe quanto poder você tem? — Antonio balança a cabeça. — Já imaginava. Então, use essa pulseira, é pro seu próprio bem. Antonio. — Juh solta um sorriso amarelo.

– Mas... — Antonio estava preste a protestar. Só que um celular toca. Como de costume, foi no bolso à procura do celular.

– O quê?! Ela não pode ter feito isso! — Juh parecia eufórica no telefone. — Não, não a mate. Deixe amanhecer. Jogue ela no sol. Se queimar, não era virgem. Se não queimar… — Juh parecia estressada e cansada ao mesmo tempo. — Eu sei… é a Mel. Mas, ela transgrediu uma lei. — Antonio olha sério pra ela. Tentando entender algo. Mas tudo é confuso. Ela nem notara a presença dele. — Eu sei que o nome dela é Melissa Price. Mas ela é minha aprendiza, e chamo como eu quiser. — Juh revira os olhos. — Você vai me desafiar? — Juh semicerra os olhos. Ela parece feroz. Mas o qual é o problema com a Mel? Juh sai do parapeito e começa andar de um lado pro outro, séria. De repente Juh relaxa a postura. — Foi o que eu achei. Mais tarde se falemos. — Quando Juh vira pro Antonio, ele percebe os olhos. Estavam cruéis, capaz de matar qualquer pessoa. — Er… não vai se atrasar?

– O que foi? — Pergunta Antonio confuso, mas depois entende. — Ah, é pra a gente se encontrar às 20h. — Ele olha pro relógio encima da mesa — Ainda são 19:30. — Juh sorri, mas não era sincero. — Então… Que historia é essa de virgem… E sol? — Antonio hesita um pouco. Ela já esta brava, imagina se ela tentasse algo agora? — Ah, entendi. Se você matar um virgem, pode andar no sol? — Juh não fala nada, mas depois sorri. Antonio se sente glorioso pela descoberta, mas depois engole seco. — É qualquer virgem? — Juh sorri maliciosamente. Deixando Antonio em pânico.

– Qualquer virgem não. — Antonio segura a respiração. — Um virgem do submundo. — Sorriso de Juh se alarga.

– Como… Como assim? — Antonio estava terrivelmente aterrorizado.

– Ué, como assim? — Juh chega perto de Antonio. Olha nos olhos deles, sorri. Um daqueles maliciosos, quando algo divertido esta acontecendo. Ela chega bem perto do ouvido do Antonio. E sussurra: — Pode ser lobisomens, vampiros, bruxos… Ou até, mutantes. — Juh solta uma gargalhada. — Se cuida, meu amigo. — Antonio engole em seco.

– Padua? — Alguém o tira do devaneio. Era Camille. Ela estava na frente com preocupação nos olhos. — Está tudo bem?

– Hã? — De repente Antonio volta em si. — Ah, sim. Sim! — Antonio solta um sorriso amarelo. — Estava nos meus pensamentos.

– Ah, entendi. — Camille sorri. Antonio analisa Camille. — Ela estava com camiseta do Dragon Ball, calça jeans. All star preto. Uma maquiagem leve — lápis de olho, rímel. Batom vermelho. Não muito forte, só pra dar cor. — Estava simples, e ao mesmo tempo sexy. Pensa Antonio. Pra parar de pensar nisso, ele balança a cabeça. — Desculpe a demora. Esta um transito infernal! — Camille senta de frente a Antonio. — A propósito, você esta um gato. — Camille sorri maliciosamente. Antonio cora.

– Obrigado. E você esta encantadora. — Antonio sorri. — Gostou do lugar que eu escolhi? — Camille olha confusa pra ele. — Sabe depois das coisas estranhas que aconteceu comigo. Evito metal. — Sussurra Antonio. – Antonio escolhera um restaurante chinês. Eles usam hashi (aqueles pauzinhos de madeira). Então seria melhor pro Antonio.

– Tudo bem. — Sorri Camille. É um sorriso lindo, que encanta qualquer um. — Então, o que vamos comer? — Sorri Camille de novo, Antonio retribui.

O “encontro” deles estava indo bem. Antonio contara pra Camille seus filmes, séries e jogos favoritos. Camille contara sobre seus sonhos, ambições, luxos… A noite foi agradável. Com muitas risadas, e brincadeiras. Antonio até esquecera um pouco de sua timidez. Camille o fazia se sentir bem. Deixando Antonio livre pra ser ele mesmo.

Tudo estava indo bem, até Camille entrar num assunto chato.

– Então, como foi seu primeiro beijo? — Antonio que estava bebendo. Soltou um pigarro e se engasgou. Fazendo-o corar.

– Ai meu Deus. Desculpe-me. — Camille olha sério por um momento. Depois ri. Antonio relaxar.

– Tudo bem. — Camille sorri. — Como eu ia dizendo… Como foi seu primeiro beijo?

– Bom… Foi num… — Antonio estava nervoso. E com muito medo. Quando ele ficava nervoso, o estranho poder começa a funcionar. — Num fliperama. — Antonio olhava para os lados. Nervoso, como se temesse que algo fosse acontecer. Camille o observava sério. — Era com uma garota que eu estava namorando e…

Ele tremia, não gostava de comentar sobre isso. — E o pior de tudo, era Camille encarando-o. — Ela o olhava com curiosidade, e com um sorriso no rosto. Deixando-o nervoso. Tentou continuar, mas já estava acontecendo. — A luz do restaurante já estava piscando. O saleiro com tampa de metal já estava grudando nele. Televisão estava trocando de canais freneticamente.

– Camille, eu prec... – Antonio escuta um grito de “cuidado”. Mas já não dava mais tempo.

A mesa aonde os garçons usavam para entregar os pedidos. Estava andando desgovernado. Bateu na cadeira do Antonio, o fazendo cair encima do seu prato de comida. De repente explode risadas. Fazendo Antonio se sentir um babaca. Reprimindo a raiva, Antonio sai correndo em direção ao banheiro. Camille o segue, gritando por ele. Mas Antonio não escuta, a raiva o domina. Ele sabia que não podia sair enquanto não poder controlar a raiva. Ele pensou na possibilidade de a Juh estar certa. Mas reprimiu esse pensamento logo.

Quando estava quase entrando no banheiro, Camille consegue alcança-lo. Ela o vira de frente. Camille estava com uma carranca. Seu tom saiu ríspido quando fala:

– Saiu correndo, por quê Padua? – Ela o investiga com os olhos. Antonio sentiu magoado, por ela o ver assim. – Isso foi um acidente. Não precisa ficar assim. – Camille chega mais perto e tira o macarrão que ficou grudado na bochecha dele. – Não fica assim, O.K? – Antonio assentiu.

– Antonio! – Quando Antonio se vira. Vê Juh cheia de preocupação. – Você esta bem? Machucou-se? – Ela chega perto de Antonio e pega na bochecha dele. – Ah, graças a Deus que não aconteceu nada.

– Para com isso Juliana! – Antonio cora. Camille observa se divertindo. – Bom Juh, essa é a Camille. – Antonio aponta pra Camille. – Camille, essa é a Juh.

– Prazer. – Diz Camille sorrindo e esticando a mão pra Juh.

Juh até então não tinha notado Camille. Semicerra os olhos encarando-a. Depois se assusta.

– Você. – Diz Juh rosnando.

Notas finais
Ih, muitas coisas estão acontecendo. Qual é o motivo da Juh rosnar pra Camille? Tudo isso no próximo capítulo! Ps: Se gostaram da história. Comenta, favorita, e indiquem!