Alexithymia

17 Capítulo 16 — Embriaguez.


Notas iniciais
Oi, pessoas! HAUSAHSUHSUAHSUH é com muita hesitação que eu venho postar esse capítulo... não que eu não goste dele, eu gosto, só não sei se vocês vão gostar... é, é, é, enfim, espero que gostem ♥ e quero agradecer a todos que comentaram no capítulo anterior. E aos que não comentaram ainda, há sempre tempo! Enfim, é isso... vamos ao capítulo.

Eu me lembro de que naquele dia em que fui para o parque de diversões com Edward tudo que eu fiz foi rir do começo ao fim. Mesmo sem ter bebido nada — ainda — eu ria como se estivesse bêbada de todas as coisas que Edward dizia e fazia e mesmo embriagada por algo que eu não tinha bebido, eu lembro perfeitamente a expressão infantil e feliz no rosto dele. Fez-me ter vontade de me aproximar e passar os dedos pela camada de suor que tinha em sua testa e tirar os cabelos revoltos que caiam por ela. Mas eu obviamente não o fiz. Eu estava “embriagada”, mas não tanto.

E depois eu realmente fiquei alcoolizada quando nós paramos em um restaurante e dividimos uma garrafa do vinho mais encorpado que eu já tinha bebido em minha vida. Eu sabia que estava bêbada porque tudo que Edward me falava me fazia ter vontade de rir descontroladamente e eu sabia que ele não estava bêbado porque dirigiu tranquilamente de volta para o prédio. Sua vantagem foi ter tomado água a cada taça de vinho.

Ao ver as horas avançadas do relógio eu somente fiz rir para mim mesma e olhar para Edward que dirigia sorrindo tortamente com os lábios. Ah… os lábios dele eram tão irresistíveis que eu tive vontade de prová-los com os meus somente para saber se eles eram tão macios quanto parecia. E foi isso que eu fiz. Ou tentei fazer, para falar a verdade.

Minha mente estava meio nublada quando eu avancei para cima de Edward, apoiando-me em seus braços para poder colocar meu rosto perto do seu. Não entendi porque o volante se mexeu loucamente e a expressão no rosto dele foi desesperada como se estivéssemos prestes a morrer e…

— Bella! — Ele exclamou depois de conseguir controlar novamente o volante. Estávamos parados no acostamento tediosamente. Por que não continuávamos a dirigir? Ele não conseguia dirigir enquanto eu o beijava? — Você enlouqueceu?

— Seus lábios… eles são tão macios como parecem ser? — Eu nem esperei ele terminar de falar, apenas empurrei meu rosto para perto do seu. Eu teria beijado a cabeceira do banco se não tivesse de olhos abertos para vê-lo desviar o rosto com um sorriso malicioso nos lábios macios dele.

— Você está bêbada, meu Deus! — Edward exclamou, mas não pareceu nem um pouco triste por isso. — Você vai me matar assim que estiver sóbria. Eu sei que vai…

— Mas que maldade matar alguém com lábios tão macios e…

— Não, Bella. Não. — Ele repetiu, colocando as duas mãos em meu rosto e me forçando a olhar direto nos seus olhos. — Você está me entendendo? Vá para o seu lugar e trate de não tentar nos matar de novo, tudo bem? Nada de me atacar ou qualquer outra coisa, entendido?

Emburrada, eu fui para o meu lugar e não falei com ele ao bater a porta de seu carro com força ao chegarmos a um estacionamento. Não tinha razões para que ele me rejeitasse! Nenhuma razão visível. Eu estava só um pouco desgrenhada… mas fora isso eu ainda estava desejável. Completamente desejável e talvez se eu abrisse uns botões de minha blusa ou a tirasse por completo…

— Santo Deus, Isabella! — Ele exclamou assim que viu o que eu estava fazendo dentro do elevador. — Pare com isso… o que deu em você?

— Você é gay?

— Não…

— Então por que você não me quer? — Indaguei, frustrada. — Você deveria querer e estaríamos nos amassando dentro do elevador e…

— Porque eu sei que você vai me trucidar assim que ficar sóbria. — Ele segurou meus braços e seu olhar desviava-se de minha blusa aberta com frequência. — Pare de tentar se despir, pelo amor de Deus… há câmeras aqui e o porteiro deve estar bem animadinho com esse início de strip-tease…

— Você quer strip? — Ergui as sobrancelhas. — Eu sei fazer strip…

— Não! — Ele arregalou os olhos — Quero que fique com todas as roupas compostas e pare de desabotoar sua calça, Isabella! — Edward abotoou os botões de minha blusa sem olhar para ela e depois me empurrou delicadamente para fora do elevador quando chegou ao último andar.

Ele parecia quase aliviado por ter saído de dentro do elevador comigo. Era quase como se pudesse fazer algum mal a ele, como se ele estivesse correndo algum risco de vida se me tocasse — o que era bem patético de pensar. Ele não iria se machucar se me tocasse, ao contrário disso ele ia gostar. Gostar muito, por acaso.

POV NARRADOR.

Edward se viu completamente maluco quando Bella — Bella que costumava ser tímida e reservada — começou a insinuar-se para ele e não era como se aquilo não fosse seu maior desejo na face da terra. Ah, sim, ele queria que ela se insinuasse para ele ou talvez só deixá-lo a beijar, mas sóbria e não bêbada porque ela estando sóbria se lembraria de tudo que aconteceu e não colocaria a culpa nele depois.

Mas era quase impossível se controlar quando ela desabotoou os botões de sua blusa deixando a curva dos seios à amostra, assim como o sutiã preto que era composto demais. Demais. Ele queria ver mais que só a curva dos seios e o alto de seu abdômen reto e pálido, queria ver os braços e as coxas que, segundo as calças jeans que ela usava, eram do tamanho certo para ele. Queria tocar também e beijar… Coisas que seriam aproveitadas se ela estivesse sóbria.

Por causa da garrafa de vinho que dividiram, ele podia sentir a mente um pouco nublada e se sentindo um pouco sem equilíbrio, mas fora isso estava tudo bem. Ao contrário de Bella que estava animada — em todos os sentidos — e o atacando constantemente ao tirar sua blusa assim que entrou em seu apartamento. Por que ele a tinha acompanhado mesmo? Já estava na hora de voltar…

— Estou me sentindo a Medusa, Edward. — Ela disse enquanto caminhava para a parede onde ele estava. Pegou o rosto do rapaz com as mãos e o abaixou a fim que estivesse lhe olhando. — Está vendo? Você ainda não se transformou em pedra, nem vai… porque você pode me olhar nos olhos.

Bella o empurrou até que estivesse no sofá e sorriu quando ele não demonstrou nenhuma oposição para deixá-la subir em seu colo. Na verdade, ele queria. E como queria! No entanto, uma parte de sua mente gritava que ele teria estragado tudo se deixasse que ela lhe beijasse e ele perdesse o resto do controle que tinha em sua mente. Mas parecia tão certo beijá-la e… e se deixar levar. Fazia tanto tempo que ele queria beijá-la, fazia tanto tempo em que ele a desejava e essa simplesmente era a oportunidade perfeita para realizar o que tanto quis esses últimos meses. Beijá-la, possuí-la…

— Bella… — Ele tentou dizer, alertá-la. Ele tentou. Ele tentou de verdade pôr as mãos em sua cintura somente para tirá-la de cima de seu colo porque aquilo realmente não estava contribuindo para seu autocontrole.

Na verdade as mãos dele apertaram-na em seu colo quando Bella entrelaçou uma mão em seu cabelo e seus lábios tocaram delicadamente a sua bochecha, traçando uma trilha de beijos até seu maxilar, sua orelha e pescoço. Não tinha como se controlar quando ela estava o beijando desse jeito, quando seus dedos no cabelo dele estavam apertados na quantidade certa, quando ela estava tão… Entregue e certa disso quanto nunca pareceu estar.

É a embriaguez, Edward, é a embriaguez. Ela não está entregue e certa disso, ela está bêbada! — Sua mente gritou, mas ele não a escutou de verdade. Tudo que escutou foi o arfar nervoso de Bella quando ele deixou seu lado perverso vencer somente por alguns míseros minutos e passou as mãos por suas coxas, levantando-se e ficando sentado no sofá. Não vou tocá-la, não vou tocá-la. — Ele pensou em pânico quando as pequenas mãos dela começaram a desabotoar sua camisa e tocar sem hesitação o seu peitoral.

Ah Deus! Estou perdido! — Ele pensou quando os lábios dela voltaram para o seu pescoço fazendo-o fechar os olhos e inclinar o rosto para trás. Isso pareceu tê-la agradado já que ela avançou para cima dele com mais vigor e os seus beijos ficaram mais intensos na medida em que ele tocava suas coxas que ainda estavam cobertas com a maldita calça jeans. As mãos de Edward até chegaram a pensar em abaixar a calça dela, mas… não… ainda tinha uma centelha de racionalidade em sua mente.

— Toque-me também, Edward. — Ela disse sorrindo e pegando as mãos dele que estavam ainda em suas coxas. Inacreditavelmente ela as levou até atrás de suas costas, onde ficava o fecho do sutiã.

— Merda, não. — Ele arfou. — Bella, você não está em seu juízo normal e… e… amanhã… você vai…

— Amanhã não é agora. — Ela disse ainda com o sorriso inconsequente em seu rosto.

Ela se levantou do colo dele e abaixou sua calça. Edward não pôde deixar de encará-la, não pôde se impedir de perceber como ela era tão mais linda sem toda aquelas roupas e como gostaria que ela andasse só de calcinha e sutiã por aí. Mas só para ele. Só para que ele visse e apreciasse a beleza que tinha por debaixo de todas as roupas.

E as coxas dela eram melhores do que pareciam por debaixo da calça. Não tinha como descrever a perfeição que era o corpo de Isabella Swan, desde o rosto que parecia ter sido refeito até estar na perfeição até a ponta dos dedos. Edward já tinha visto garotas tão ou mais bonitas quanto aquela que estava bêbada a sua frente, mas Bella tinha algo que o encantava irremediavelmente. Era o sorriso inconsequente, os olhos verdes ou as coxas perfeitas? Poderia ser os três ou poderia ser o conjunto que a formava.

Ela iria desabotoar o sutiã se Edward não tivesse lutado contra seu instinto de ajudá-la e pegado seus braços para que ela parasse com aquilo. Tudo bem que tudo que mais queria fazer no momento era tê-la, mas não era certo. Ela estava bêbada e amanhã ele teria acabado com a confiança que demorou tanto tempo para construir se fizesse o que queria. Não é certo, não é certo! — Ele repetiu isso em sua mente até estar convencido.

— Acho melhor você ir dormir, Bella. — Ele disse com a voz controlada.

— Mas… mas… — Os olhos dela marejaram.

— Outro dia, tudo bem? Quando você estiver sóbria e souber o que está fazendo… — Pacientemente, colocou uma mecha do cabelo bagunçado dela atrás da orelha.

Para o pânico de Edward as lágrimas que marejaram nos olhos dela deslizaram por sua bochecha e, impaciente consigo mesma, Bella as limpou com o dorso da mão. Ele foi mais tolerante ao passar os dedões pelo rosto dela e limpá-lo das lágrimas que pareciam não querer parar.

— Ah, não, Bella. Não chora, por favor. — Ele pediu beijando sua testa e envolvendo os braços ao redor da garota trêmula. — Eu não entendo porque você está chorando, sinceramente. Não precisa chorar, ok?

Ela aninhou seu rosto no peito dele e suspirou quando ele colocou sua camisa ao redor de seus ombros já que o clima de madrugada ficava frio o bastante para fazê-la tremer. Ela ficou agarrada a ele por alguns minutos e depois o soltou, passando os braços pela camisa dele por causa do frio.

— Dorme comigo. — Pediu agora tão inocente quanto uma criança de três anos.

Edward queria dizer que não podia, mas assentiu e deixou que ela o puxasse até a segunda porta do corredor. Tentou pensar positivamente que Bella não o agarraria ou tentaria acabar com o seu autocontrole que agora estava escasso devido ao show dela ao tirar a roupa. Agora era diferente porque eles estavam em um quarto que tinha uma cama enorme e estava escuro e que deixava tudo perfeito para… Ele tentou se impedir de pensar nisso quando ela se deitou na cama, espalhando seu cabelo pelo travesseiro.

Com muita hesitação ele se deitou ao seu lado e ela de modo imediato se agarrou a ele. Não no sentido malicioso, era apenas como se Bella estivesse com frio e o corpo quente de Edward a aquecesse. Ajustando-se de modo que ela ficasse confortável, ele passou o braço pela cintura dela e a abraçou. Aquela fora a única noite em que ele dormiu bem depois de tanto tempo e mal sabia, porém aquela também fora a noite em que Bella não teve pesadelos sobre bebês que iam embora sorrindo.

Eles dormiram bem se abraçando. Bem demais. Talvez isso pudesse se repetir em outras noites — Edward pensou ao sentir Bella, em seu sono, abraçando-lhe e enrolando uma perna com a sua. Olhou para o seu rosto somente para vê-la soltar um sorriso inconsciente e suspirar dormindo. E ele só esperava que ela estivesse tendo bons sonhos.

POV BELLA.

Eu teria fechado meus olhos de novo se minha cabeça não estivesse latejando como se alguém tivesse martelado um prego nela. Eu teria fechado meus olhos se não tivesse alguém abraçando minha cintura enquanto meu rosto estava enterrado em seu peito. Bom, era um peitoral bem generoso por assim dizer, mas estava fazendo o quê em minha cama? Ah Deus… que não seja um desconhecido… — Pedi mentalmente.

Quando eu levantei meu rosto com medo de quem habitava a minha cama e tinha, por acaso um cheiro ótimo de vinho e algum tipo de perfume, me surpreendi ao perceber que era Edward. Além de não me lembrar de quase nada que acontecera nada, eu estava quase nua por debaixo do lençol. Desgraçado!

— O QUE VOCÊ FEZ COMIGO? — Indaguei gritando enquanto o chacoalhava de um lado para o outro, furiosa. — Você me embebedou e… e… se aproveitou de mim… e meu Deus, você também está nu?

— Deixe-me dormir mais um pouco e depois eu te explico o que aconteceu. — Ele se virou folgadamente para o outro lado.

— Você se aproveitou da minha fraqueza com…

— Ah Bella, acredite… não fui eu quem me aproveitei de você, você queria se aproveitar de mim e como eu sou uma pessoa honesta, não deixei porque você iria agir exatamente como está agindo agora.

Eu bufei, furiosa.

— Você por acaso acha que eu vou acreditar nessa notável mentira? Ah, por favor… — Levantei-me exasperada da cama e desejei não ter feito isso já que eu só estava com uma camisa desconhecida a qual tinha todos os botões da frente abertos, revelando meu sutiã e minha calcinha igualmente pretos. — De quem é isso?

— É minha e fica linda em você. — Ele respondeu rindo. — Você estava com frio por ter se despido e já que a minha camisa estava mais perto, a coloquei em você. Você pediu para que eu dormisse com você e aqui estamos nós. Acredite Bella, eu não te reconheci ontem.

— Pff!

Tranquei a porta do banheiro assim que entrei no mesmo e fui direto para o espelho me olhar. Desejei não ter feito isso já que eu estava um horror: Círculos debaixo dos olhos, cabelo desgrenhado e uma expressão que deixava na cara que eu estava com ressaca e das piores. Eram nesses exatos momentos em que eu tinha vontade de me matar apenas para não ter que enfrentar a vergonha de ter enchido a cara juntamente com Edward.

Passei a escova em meu cabelo e escovei meus dentes antes de ir tomar banho. Eu não tinha tempo para lavar o meu cabelo, por isso somente o prendi em um coque e tomei banho apressadamente porque hoje tinha a reunião e já eram doze horas, ou seja, eu só tinha duas horas para me arrumar. Eu estava perdida e foi isso que Edward fez comigo ao me deixar tomar mais que um copo de vinho.

Então eu me lembrei de tudo que tinha acontecido ontem à noite. Não foi nada muito concreto ou nítido, mas eu me lembrei de meu desejo de passar os dedos pela testa de Edward e tirar os cabelos que caiam por lá, lembrei-me de achar seus lábios macios e tentar prová-los e ficar desapontada por ele não querer. O elevador, eu perguntando-o se ele era gay, falando que eu sabia fazer strip e arrancando minha blusa assim que entrei em meu apartamento.

É, ele havia sido bem cavalheiro mesmo… eu que havia sido grosseira ao me insinuar e beijar seu pescoço que era muito cheiroso. Era como se… não tivesse sido eu a fazer todas aquelas coisas, como se fosse outra Isabella Swan que tirou a calça e se deixou ficar seminua na frente de Edward. Mas fui eu, a Isabella normal e sensata, quem pediu para que ele dormisse comigo. Fui eu quem agarrou ele como se fosse uma necessidade enorme… Que grande merda você fez, hein, Isabella? — Indaguei a mim mesma suspirando.

Agradeci que Edward não estivesse no quarto quando eu saí de toalha, mas fique receosa que ele tivesse ido embora sem se despedir. Errar é humano — eu o diria e riria da minha desculpa horrivelmente esfarrapada. Vesti-me rapidamente e passei os dedos pelo cabelo enquanto saia do quarto e me deparava com um cheiro ótimo de ovos com bacon que certamente não se preparam sozinhos.

Sorri ao entrar na cozinha e ver Edward na frente do fogão vestindo somente a calça jeans do dia anterior.

— Não sabia que você cozinhava. — Murmurei e encostei-me ao balcão com os braços cruzados.

— Há muitas coisas sobre mim que você não sabe, Bella, e uma delas é o meu incrível autocontrole. — Ele disse e soltou uma das gargalhadas mais sinceras que ele já deu em todo o tempo em que esteve comigo. — E você sabe muito bem disso, não é?

— Pare com isso. — Eu sussurrei. — Sinto muito pelo o que aconteceu e…

Ele se virou para mim com as sobrancelhas levantadas após desligar o fogão. Seu olhar era incrédulo e o sorriso era quase ameaçador. E mesmo eu não estando visivelmente embriagada, senti vontade de enrolar meus dedos por seu cabelo e bagunçar porque naquele dia estava certinho demais — o que era uma raridade. Ele aproximou seu rosto de minha bochecha e o enterrou em meu cabelo, fungando e afastando-se com um sorriso presunçoso nos lábios.

— Seu cabelo está com o meu cheiro. — Ele segredou junto ao meu ouvido.

— Minha culpa. — Sorri.

Ele cheirou de novo, só que dessa vez deixou o nariz acariciar a minha nuca e minha bochecha onde ele depositou um beijo casto e afastou seu rosto somente para me ver corada até a raiz dos cabelos.

— Toda vez que eu te ver tão envergonhada desse jeito… eu vou me lembrar de ontem à noite. — Edward riu presunçosamente.

Seu sorriso aos poucos foi morrendo quando ele percebeu a nossa proximidade e então sua mão que estava em meu ombro foi para a minha nuca. E eu não o parei. Céus, eu não o parei porque eu queria, queria que ele se aproximasse e me beijasse e ao mesmo tempo não queria ser eu a inclinar o rosto e acabar com a distância de nossos lábios.

Edward acariciou meu rosto com as pontas dos dedos e fechou a outra mão livre em minha cintura, puxando-me para perto dele e sorrindo quando eu não me afastei ou pedi para que ele se afastasse. O jeito que ele me olhava não era parecido com o de Riley, seu sorriso e seu hálito divino em meu rosto também não era igual, ele tinha uma coisa só dele, tudo era só dele e só ele invadia minha mente agora.

Teríamos nos beijado se o maldito celular não tivesse tocado, fazendo-me dar um pulo de susto. Ele suspirou pesadamente e deixou que eu escapasse da prisão que ele fez com seus braços e ir pegar a bosta do celular que estava na sala. Era Alice. Claro! Só poderia ser essa pequena inconveniente para ligar bem quando seu irmão estava prestes a me beijar e comprovar todas as minhas dúvidas.

Enquanto eu falava com ela, voltei meu olhar para Edward que estava me olhando da cozinha. Mandei-o um sorriso tímido enquanto voltava meus olhos para baixo e pensava que a vida continuava e o tempo corria, sendo assim que não deveria ficar para trás porque o que foi, não vai mais voltar. E eu não tinha de ter esperanças que eram obviamente impossíveis. Acabou e eu tinha de me conformar com isso.

Notas finais
É... KKKKKKKKKKKKKKKKK, não sei o que vocês acharam... e preparem o coração pro capítulo que vem! Vou postar um capítulo a cada semana (provavelmente na terça ou na sexta-feira) sempre deixo avisado... é, é. Espero sinceramente saber o que vocês acharam... então me mandem reviews, sim? Eu sempre os respondo. Se alguém quiser fazer uma pergunta, se sinta a vontade pra me mandar uma MP ou pode mandar no review mesmo! Beijos e faz pouco tempo que lancei uma nova fanfic... quem quiser acompanhar, esse é o link: http://fanfiction.com.br/historia/326767/Enjoy_The_Silence
Boa tarde ♥