Alexithymia

18 Capítulo 17 ― Mil anos.


Notas iniciais
Oi, gente! Como você estão? Espero que bem e querendo comentar! AUSASUAHSAUHS, primeiro de tudo eu queria dedicar esse capítulo a Laura pela linda recomendação que ela escreveu para Alex. Obrigada, sério! Espero que vocês se inspirem a fazer a mesma atitude dela HAUSHSUAHSAUHSUH enfim, vamos ao capítulo... espero que gostem e que não me matem no final. Deixem isso para o 18, por favor.

Eu não pude deixar de, no mínimo, me encantar com Edward durante o tempo em que passamos juntos. Talvez eu estivesse sendo modesta. Eu não estava me encantando por Edward, eu estava… Era difícil achar que eu estava apaixonada por ele até em minha própria mente. Tinha alguma coisa que me fazia ter pavor em pensar que eu estava naquela condição por alguém que não fosse Riley.

Enfim, eu estava me deixando cair de cabeça nisso que eu estava sentindo por ele. E ao contrário do que eu estava fazendo antes, não estava com medo e correndo disso com o máximo de força que eu conseguia. Eu não estava. Eu somente me deixava levar com os sorrisos dele e, como quando estávamos no ginásio, eu me impedia de suspirar. Eu estava parecendo uma maldita adolescente, mas quem disse que eu ligava?

Não, não tínhamos nos beijado ainda. Às vezes eu achava que ele tinha medo de acabar com tudo em apenas alguns segundos — mesmo eu mostrando que ele não iria acabar com nada a não serem minhas dúvidas —, mas às vezes ele me puxava para perto como se não tivesse medo de nada. Às vezes eu tinha vergonha de tomar uma iniciativa ou… dar uma ideia do que sentia por ele, às vezes eu tinha medo… Eu era feita de confusão e não gostava nada disso.

— Bom dia! — Edward entrou em meu quarto sem bater e sorriu quando viu que eu estava acordada, mas deitada na cama. — Feliz aniversário, Bella. — Ele sussurrou em meu ouvido e beijou minha bochecha com carinho.

Levantei-me e apoiei um cotovelo no meu travesseiro e sorri ao olhar para Edward que também estava soltando aquele sorriso torto na minha direção. Ele me observou bocejar com a mão na frente dos lábios e depois esperou que eu elaborasse alguma coisa para falar já que a minha mente pela manhã era uma confusão só — mas isso ele já sabia.

— É sério que hoje é meu aniversário? Estou ficando tão velha… — Choraminguei.

— Está perfeita, Bella. — Ele disse com paciência.

Sorri para Edward e eu iria arrumar a cama se meu celular não tivesse tocado loucamente de dentro do meu closet. Fazia algum tempo que eu estava tomando abuso pelo toque dele e toda vez que ele ameaçava tocar eu revirava meus olhos e atendia quem quer que fosse. Para ser mais sincera eu sabia bem desde quando meu repentino abuso começou: exatamente há um mês quando estava Edward e eu na cozinha quase nos beijando…

Era minha mãe e ela parecia tão animada que eu achei por um momento que a aniversariante era ela. Papai parecia… normal, talvez um pouco gripado, mas normal em geral. Depois de me forçar a atualizá-la sobre toda minha vida — não toda porque teve partes, como Edward, as quais eu evitei dizer — ela me deixou desligar.

— Então para onde vamos hoje já que eu não tenho que fazer nada na empresa e estou totalmente livre? — Eu perguntei erguendo as sobrancelhas ao olhar para Edward que parecia distraído com as paredes escuras do segundo quarto.

— Para onde você quer ir? — Ele parecia ter sido arrancado de um sono profundo ao erguer as sobrancelhas e falar lentamente.

— Ah, sei lá! Eu estou te perguntando, não estou?

— Pensei que iria passar o seu aniversário com Alice ou com o Sr. Wilder e a esposa dele… — Ele franziu o cenho.

— Não. — Abaixei-me na pequena cômoda para tirar de lá um novo sabão para mim e voltei-me para cima a tempo de ver Edward prensar os lábios. — Estou sem ninguém hoje — Resmunguei. — Estão todos trabalhando ou viajando…

Ele sorriu levemente e levantou-se da cama, parando perto de mim e se encostando a parede que tinha a minha frente. — Prazer, eu sou Ninguém. — Ele me ofereceu a mão direita com um sorriso astucioso em seu rosto. Apertei-a enquanto soltava um riso e recuava um passo para trás quando Edward se aproximou.

— Não foi assim que eu quis dizer, você sabe. — Ele colocou, como sempre fazia, uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha e ficou meio difícil raciocinar quando ele deslizou os dedos por minha nuca, continuando a me olhar nos olhos. — Estava dizendo que… — Respirei fundo e expirei calmamente, contendo minha vontade de fechar meus olhos e pedir que ele fizesse aquilo pelo resto do dia. — Bom… eu estava dizendo que todas as pessoas que prometeram passar o meu aniversário comigo, não estão aqui.

— Eu não prometi nada e estou aqui…

— Pois é. — Sorri. — Já pensou para onde vamos?

— Podemos só andar por aí… achar um lugar bom ou talvez você possa pensar em alguma coisa que você queira fazer, algum lugar que quer ir. — Ele contornou a linha do meu maxilar com os dedos e deixou um sorriso torto escapar de seus lábios quando percebeu que eu estremeci discretamente. — Você tem uma hora para se arrumar a partir de agora.

— Não! Olha as minhas unhas como estão feias! — Ergui minhas mãos para que ele visse o terror. — Eu tenho que pintá-las de alguma cor.

Edward sorriu e por um momento quando ele aproximou seu rosto do meu, pensei que ele fosse me beijar, mas ele somente se inclinou para alcançar o meu ouvido.

— Você está perfeita, Bella. — E novamente a voz dele estava tão calma e verdadeira que em vez de dizer que era mentira, sorri e controlei minha vontade de me erguer nas pontas pés e para beijá-lo.

— Se você diz… — Mexi meus ombros e sorri.

Planejei tomar um banho rápido e prático, mas o dia estava abafado demais para tomar banho de somente dez minutos, então eu passei meia hora dentro da banheira com água gelada e depois lavei meu cabelo quando fui para o Box. Decidi que quando Alice tivesse um tempo, pediria a ela para me levar a um cabelereiro já que meu cabelo estava grande demais e estava dando mais trabalho do que deveria para penteá-lo. Impedi-me de pensar no motivo pelo qual eu passei a ser displicente com a minha aparência… não importava mais agora. Era passado, estava enterrado.

Como só iríamos sair por aí sem destino certo vesti uma típica calça jeans e uma blusa de botões que não era nem muito folgada nem apertada. Era azul escura e eu lembrava muito bem de quando eu estava em Forks e mamãe forçou-me a comprar ela porque era a minha cara e mesmo não gostando imediatamente dela, agora me parecia apropriado usá-la. Na verdade… eu estava meio sem opções de roupas já que eu não estava vestindo as que estavam dentro da mala que Riley me mandou.

Bom, assim que eu chegasse eu pararia com a minha frescura e iria mandá-las para lavar para que eu pudesse usar. E claro… eu precisava fazer algumas comprar também… fazia mais de cinco meses que eu não sabia o que era usar o cartão de crédito e, percebendo agora, eu tinha que fazer força para me lembrar da senha. Ah sim! Era a mesma que nós — eu, Sr. Wilder e Claire — usávamos para abrir um cofre que tinha na Wilder — o mais importante de todos. Só nós três tínhamos a senha agora que Riley se foi…

Sequei meu cabelo demoradamente com o secador e quase sorri para o espelho ao apreciar o resultado. Ele estava bom humor hoje já que eu sempre tinha que batalhar para deixá-lo em um aspecto saudável e que fosse bom aos meus olhos, talvez ele refletisse o meu estado de espírito. Mesmo ele estando bonito e brilhoso, eu fiz uma trança nele e deixei que ela caísse sobre o meu ombro e chegasse até um pouco abaixo de meu seio. Meu cabelo sem corte facilitou para que ela não ficasse desfiada e sim regular e com todos os fios no devido lugar.

Conferi tudo que tinha dentro da minha bolsa e depois conferi minha roupa para ver se não tinha nenhuma imperfeição. Talvez a blusa estivesse solta demais… talvez a calça estivesse apertada demais… mas não estava, estava tudo perfeitamente ótimo. E eu ainda não sabia — ou não queria saber — de onde vinha todo esse positivismo e bom humor. Eu gostava dele independentemente de onde ele vinha.

— Uma hora e meia… — Edward resmungou, sentado confortavelmente no sofá.

— Ah, fala sério! Você nem sabe para onde vamos, então não há hora certa. E eu nem demorei tanto…

— É, é — ele concordou. — Comparada a Alice isso se torna dez minutos.

Eu sorri e assenti enquanto desligava a luz do corredor e da cozinha. Edward já me esperava na porta e como um cavalheiro, a abriu para mim recebendo apenas um sorriso sem-graça. A verdade era que eu não estava com pessoas abrindo portas para mim porque, bom, depois que Riley se foi eu quase não saí para canto nenhum e eu costumava abrir minhas próprias portas. Era como se a bondade humana — na minha percepção — tivesse ido embora junto com ele.

— Você está linda. — Ele disse.

— Você sempre diz isso. — Murmurei, o olhando pelo canto dos olhos enquanto colocava a chave na fechadura e trancava a porta do apartamento.

— E é verdade sempre que eu digo.

— Obrigada então. — Ofereci-lhe o sorriso mais sincero que consigo dar.

Recebi umas cinco ligações enquanto andava para o elevador e descia para o estacionamento, todas elas eram de pessoas que queria me desejar feliz aniversário e poderia ser um pouco de displicência minha, mas eu não me lembrava de onde todas elas vieram. Sequer me lembrava de seus rostos ou de onde é que éramos tão íntimos para saber o meu aniversário. Deixei isso para lá e para todas elas disse um “Obrigada!” tão animado que elas não tinham como desconfiar que eu talvez não me lembrasse de onde eram ou o que faziam.

Edward riu quando eu admiti não saber de onde haviam saído tantas pessoas para me desejar feliz aniversário já que eu costumava ser bastante introvertida dentro e fora da empresa — e sim, isso já me causou algumas críticas infundadas e alguns ataques de raiva vindos de minha parte. Claro que eu não podia negar, eles estavam certo sobre o meu problema de ser sociável com mais gente.

Quando um silêncio nada desconfortável habitou no carro, mexi em sua gaveta de CD. Fazia um bom tempo em que eu não escutava nada por minha própria vontade e eu ainda estava me perguntando como eu pude aguentar por tanto tempo. Meu Deus, eu estava mesmo tão mal assim para não sentir falta de Anberlin?

— Não acredito! — Exclamei assim que peguei um dos meus álbuns favoritos em minhas mãos direto da gaveta de CD de Edward. — Você… você…

— Você não se lembra de que o deixou comigo alguns anos atrás? Fomos para a minha casa e eu te pedi para trazer um CD qualquer para escutarmos… você saiu apressada porque tinha perdido a hora… Seu pai reclamou com você, eu me lembro. — Ele sorriu. — Você só fez xingar naquele dia…

— Você roubou o meu Never Take a Friendship Personal? — Indaguei, incrédula.

— Você me deu ao não se lembrar do coitado. — Ele sorriu travessamente.

— Por que não me entregou?

— Foi um final de ano bem… tumultuado. — E por tumultuado eu entendi que ele quis dizer que eu não queria ver a cara dele nem pintado a ouro. E ele… bom, ele não me procurou … porque teve a maldita aposta.

Eu não falei nada e ele também não, então o silêncio que se instalou no carro foi desconfortável. Eu somente pensava no quanto eu sentira falta ao chegar e Sydney e pensar que eu havia me esquecido dele em Forks, o quanto eu me matei para achar uma loja onde vendesse alguma coisa de Anberlin por aqui. É… eu tive que sobreviver com o meu ipod que era cheio de músicas…

— Então… — Passei meu dedo pelas bordas do CD e sorri ao meu virar para Edward. — Qual é a música que você mais gosta? Quero dizer… se você tiver escutado…

— Com certeza é Paperthin Hymn. — Edward virou o rosto somente por alguns segundos na minha direção, voltando a olhar para a estrada que estava vazia por estarmos indo para uma área meio Rural.

Olhei ao redor ao perceber que o centro urbano tinha ficado para trás e agora estávamos em uma estrada íngreme e que não era pavimentada, no entanto constante e que não fazia o carro chacoalhar. Tinha umas plantações de algo que eu não sabia identificar do lado direito e esquerdo, e mais curiosa do que deveria, perguntei a Edward:

— Pra onde estamos indo?

— Bom… — Ele me olhou três segundos e sorriu. — Alice é muito exagerada, como você sabe, então ela comprou uma casa mesmo não precisando de nenhuma… Ela deu a ideia de te levar para lá porque o dia está realmente abafado só que eu não sei cozinhar e você é a aniversariante. Eis o problema! — Sorri piedosamente para ele enquanto ele umedecia os lábios. — Antes de irmos para a casa, vamos almoçar em um restaurante grego que é perto dela. É ótimo te garanto.

— Mas você disse que não sabia para onde ia me levar…

— Alice me ligou enquanto você estava se arrumando. — Ele deu de ombros.

— Tudo bem então… mas o que tem a ver o dia estar abafado?

— Tem uma piscina…

— Eu não trouxe roupa de banho, — Resmunguei.

— Não tem problema, você nada nua.

O olhei incredulamente com o rosto corando na medida em que eu me dava conta do que ele estava falando. Queria ter deixado meu cabelo solto somente para me esconder nele já que agora eu estava procurando algum lugar para nunca mais ver o sol, a lua ou as estrelas. Tudo bem, talvez eu estivesse exagerando, mas eu nunca senti meu rosto mais quente do que ficou naquele momento.

— Ah Bella, estou brincando! — Ele riu depois de me olhar. — Alice colocou umas roupas suas em uma mala

— E se eu — comecei hesitantemente. — não quiser nadar?

— Você vai ter de nadar. — Ele disse dando de ombros como se aquela fosse a melhor ideia que você teve em toda a sua vida. — Fala sério, Bella… a piscina é tão grande e está fazendo tanto calor. Por que você não quer nadar?

— Porque eu estou gorda! — Exclamei. — Esse já é um motivo muito bom…

— Não me lembro de ter visto nenhuma gordura em você quando tirou a roupa. — Edward disse sorrindo maliciosamente na minha direção. — Esse é um motivo muito ruim porque não é verdade. Quais são os outros? Acabaram as desculpas esfarrapadas? Aposto que sim… Você vai nadar, está decidido.

Suspirei pesadamente e cruzei meus braços na minha melhor imitação de adolescente pirracenta e que se irrita com tudo fácil demais. Eu não sabia como — nem estava interessada em saber — Alice tinha conseguido pegar roupas minhas ou até mesmo maiôs ou biquínis já que estes estavam perdidos dentro de algum dos quartos que eu não usava. Relaxei minha postura quando notei que talvez um banho de piscina fosse bom para esfriar a mente já que a minha parecia estar torrando por causa do calor infernal que estava fazendo.

Fomos andando até o restaurante grego já que não ficava tão longe da casa gigantesca e a cara de Alice. Era bom caminhar de vez em quando, principalmente quando Edward estava mais falante que o normal e estava segurando a minha cintura para que eu não caísse já ameaçou acontecer algumas vezes por causa de alguns buracos inconvenientes que tinha no chão amarelado de barro. Eu vi em seu olhar que ele só estava esperando que eu o afastasse discretamente quando abraçou minha cintura com um braço, mas eu não o fiz.

O restaurante até que não era ruim, era bom para ser sincera. Mesmo estando de manhã, ele tinha uma escuridão anormal e parecia que estava tudo a meia-luz. As mesas eram bem separadas umas das outras e eu tinha a impressão que tinha garçons demais para a pouca clientela. Que gosto peculiar — eu pensei ironicamente e ri em minha mente. Apesar de sombrio, era tudo tão… organizado, limpo e aconchegante que foi naquele momento que eu percebi porque Edward gostava tanto dali. Era… como se estivéssemos em casa.

Depois de comer o melhor camarão de toda a minha vida juntamente com Edward, conversamos por horas a fio até ele se lembrar da piscina. Eu já estava ficando animada com o esquecimento dele, mas pelo que parece meu “Conversar é melhor” não o convenceu e logo ele sorriu espertamente para mim e disse que a piscina não iria nos impedir de conversar. Eu discordava, afinal… conversar sem ter água com cloro em seus olhos era bem melhor.

— Eu ainda não entendo por que você está com vergonha de mim, Bella… — Ele disse.

— Eu não estou com vergonha — Por que eu estaria com vergonha? Eu já tinha sido deslavada na frente dele mesmo… —, eu não quero entrar na piscina mesmo.

Edward me entregou uma pequena mala vermelha e disse que eu poderia me trocar no segundo quarto do corredor. Eu subi as escadas olhando fixamente para a mala e mesmo tentando com todas minhas forças reconhecê-la de algum lugar, não aconteceu porque aquela mala não era minha. De repente fiquei com medo das roupas que Alice colocou dentro disso e meio que, infantilmente, prendi minha respiração antes de abrir e dar de cara apenas com trapos. Eu vou matar Alice! — Foi o meu primeiro pensamento antes de, nervosamente, tirar as roupas de dentro da mala e espalhar pela cama.

Talvez eu estivesse precipitada nos meus julgamentos sobre o que Alice colocou dentro da bolsa. Era tudo vestível e parecia que iríamos passar uma semana no lugar de tantas roupas desnecessárias que ela colocou. E no entanto, assim como a mala, eu continuei não reconhecendo de onde aquelas roupas vinham. Estavam todas intocadas, com etiqueta, mas sem preço.

Desnecessário — eu pensei sentindo minhas bochechas esquentarem. No fundo da bolsa tinha um bilhete me dizendo para aceitar tudo sem reclamar porque era seu presente de aniversário. Dizia também que eu deveria parar de parecer uma mosca morta e partir para cima de Edward e que estava claro que ele não se importava se eu o fizesse. Se fosse possível meu rosto estar mais vermelho, ele teria ficado.

Fiquei grata que Alice tivesse o bom senso de só ter colocado biquínis compostos, por isso não foi preciso de muito tempo para escolher qual eu deveria escolher ou não. Infelizmente ela não colocou nenhum maiô, então não tive essa opção que provavelmente seria a escolhida. Tive de ir me olhar no espelho depois de ter vestido o biquíni e mesmo sendo composto eu sentia vontade de me esconder debaixo dos lençóis e fingir uma gripe ou alguma coisa que fosse muito ruim. Fazia muito tempo em que eu estive assim tão exposta — estando em sóbria, claro.

— Essa… toalha caiu perfeitamente em você. — Edward zombou, sua voz vinda do corredor que tinha atrás de mim.

Eu sorri ao me virar. — Seu senso de humor está a mil, não é?

— Sempre está. — Ele sorriu, sarcástico e me puxou pela mão até o jardim onde ficava a enorme piscina que parecia funda em todas as partes. — Você sabe nadar, não é? — Edward me olhou pelo canto dos olhos. — Essa piscina não foi feita para pessoas que não sabe nadar…

— Ah ótimo! — Exclamei sorrindo — Mais um motivo para eu ficar somente tomando sol.

— Se você tivesse me deixado terminar eu me ofereceria para te segurar…

Edward puxou a minha toalha e a deixou cair no chão enquanto me pegava nos braços e pulava como um maluco na piscina. Se eu fosse uma garota má eu fingiria ter engolido água quando caí com tudo e por um momento ele me soltou, mas eu sou Isabella Swan e não costumo ser tão cruel quanto queria. Bati minhas pernas e empurrei a água para baixo com os braços a fim de emergir e recobrar o ar que tanto os braços quanto a água tinham me roubado com facilidade.

Tive que ficar somente batendo as pernas enquanto eu tirava meus cabelos dos olhos e soltava a presilha que ainda estava prendendo minha trança desleixada. Edward sorriu para mim e me puxou para a borda, mantendo-me firme para que eu soltasse meu cabelo sem ter que fazer tanto esforço.

— Pensei que você tivesse dito que não sabia nadar. — Ele disse sorrindo travessamente.

— Se fosse por você eu teria morrido afogada agora mesmo. — Eu respondi com uma carranca, mas logo estava a desfazendo ao me apoiar em seu ombro para ficar de um modo mais confortável na borda. — E você não me deixou responder aquela pergunta, então… — Levantei meus ombros e sorri astuciosamente para ele.

Ergui uma mão para tirar uma ponta de cabelo crescida demais de seus olhos e como se aquilo o motivasse a me agarrar, ele o fez, colocando-se entre as minhas pernas. De novo vi aquele fio de hesitação em seus olhos como se eu pudesse o afastar e reclamar com ele a qualquer momento, mas isso logo se transformou em um sorriso quando tudo que eu fiz foi apoiar-me em seus ombros. Ombros largos e bonitos, por acaso.

Edward aproximou sua boca de meu ouvido como se fosse me falar alguma coisa, mas ao contrário disso ele nada falou. Seus lábios pousaram sofregamente em meu maxilar e como se eu fosse mover minha cabeça para qualquer lugar que não fosse para mais perto de seus lábios, ele segurou minha nuca e se pressionou para mais perto de mim. Ele arrastou o nariz por minha pele até estar perto de meu pescoço onde também beijou, dessa vez fazendo-me arfar e inclinar o rosto para trás a fim de facilitar para ele.

Eu contei mil anos até seus lábios estarem nos meus, no entanto a espera valeu a pena — e como valeu! Era exatamente como eu lembrava antes: perfeito. Não que eu passasse muito tempo recordando meus beijos com Edward…

Notas finais
Para quem não sabe (aposto que a maioria HAUSHAUS) Never take a friendship Personal é um album de Anberlin, a banda favorita da Bella e minha também KKKKKKKKKKKKKKK. É uma ótima banda, srsly, recomendo a escutarem! Enfim, eu sei que eu disse que só iria postar em uma semana, mas... é um presente pra vocês. Eu sei, eu sei, sou boazinha demais tendo em vista a quantidade absurda de fantasmas que tem em Alex... mas eu queria deixar o suspense no ar. Bom carnaval pra vocês... eu vou passar o meu escrevendo incansavelmente e terminando de ler A Hospedeira (apesar de já saber o que vai acontecer por eu ter dado uma espiada antes nas páginas posteriores). E, claro, me matando de assistir New Girl. Espero que tenham gostado do capítulo, comentem e recomendem! Beijos! Até... quinta-feira! ♥