Notas iniciais
Hmmm... Feliz ano novo? :)

Quinn abaixa a cabeça, soltando um suspiro cansado, enquanto a máquina de café dos seus sogros prepara a bebida mais forte que ela precisa. Uma semana havia se passado. Uma semana de noites em claro, alguns pesadelos, preocupação e poucas palavras de Rachel Berry. A ausência da sua voz preferida faz a loira se lembrar do início do ano, quando Rachel não dizia nada além do necessário. Sua psiquiatra, a Dra. Ashley, disse no dia anterior que o comportamento da morena é completamente normal, que ela reagirá aos poucos. Quinn aceita, mas não deixa de se preocupar.

Quinn fora ao colégio três vezes, ficando apenas um turno. Mesmo que os Berrys alegassem que tudo estaria bem, a loira simplesmente não conseguia. Ela viajou uma vez, mesmo quando sentiu que não deveria, então ela não ficaria no colégio quando ela acha que deve ficar na casa da namorada. Ela não ignoraria seus sentindos. Não dessa vez. Seria arriscar demais. O coral segue normalmente, ou ao menos tentando. Tina, com que Quinn tem mantido contato com frequência, avisou que o professor deu um prazo para que ambas voltassem, caso contrário, terão que modificar as músicas. Quinn lamentava por seus amigos, pois falta menos de um mês para as nacionais e ela não faz noção do que irá acontecer. Quinn também lamentava por ela. E por Rachel.

— Ela dormiu. – Uma voz grave invade o local, mas a Fabray continua imóvel. – O remédio que ela está tomando às 15hrs sempre a deixa sonolenta. – Hiram suspira, puxando uma cadeira.

— Quer um? – Aponta para a xícara cheia. O homem assente.

— Você deveria aproveitar que ela está dormindo e dormir um pouco também.

— Eu não estou com sono. – Dá os ombros.

— Você passa o dia inteiro fazendo café, Quinn. É óbvio que você não está com sono. – Balança a cabeça, com um sorriso fraco.

— Eu... – Quinn esconde o rosto vermelho atrás do cabelo, sentindo a vergonha queimar sua pele. – Perdão, Sr. Hiram, eu não queria incomodar, nã...

— Querida, por favor! – Interrompe. – Eu não estava reclamando ou brigando. – Levanta, ficando ao lado da mais jovem. – Você pode ficar a vontade! Mas, eu preferia te ver comendo um pouco também. E descansando. Não quero que você adoeça.

— Não precisa se preocupar comigo. Eu estou bem. – A loira entrega a xícara de café para ele e Hiram observa sua mão vacilar.

— Bom. – O homem coloca a xícara de lado e segura a mão da loira. – Me prometa algo.

— O que eu puder.

— Você pode. É bem simples. – Sorri. – Tome um banho quente no banheiro de Rachel e junte-se a ela na cama. – Quinn abre a boca para falar algo, mas ele continua. – Você pode até trancar a porta, eu juro que não terá problemas. – Tenta brincar. – Mas, deite-se lá. Judy pediu para manter os olhos em você. Me deixe fazer isso. Eu sei que eu não sou um bom exemplo, sei que eu tenho uma parcela grande de culpa por tudo que está acontecendo agora, mas... Me deixe acertar.

— Tudo bem. – Suspira. – Se ela me quiser lá, eu ficarei.

— Ela sempre quer.

Quinn assente, um pouco incerta. Hiram pega o café preparado e balança a cabeça em direção a escada, fazendo a loira entender o recado. Quinn entra no quarto silencioso de Rachel, observando o sono pesado da namorada e obedece ao pedido do sogro. Depois de um banho quente, ela se deita, puxando o corpo da morena delicadamente para perto de si.

— Faz tempo que você acordou? – Esfrega os olhos. Rachel dá os ombros. – Eu peguei no sono. Seu pai tinha razão, eu precisava dormir algumas horas. – Ri, fraco.

Sabendo que não teria resposta, Quinn solta um suspiro frustrado e passa a mão no cabelo.

— O que é isso? – Percebe a mão de Rachel esconder um lápis rapidamente. – O que está fazendo? – A morena morde o lábio, franzindo a testa. – Está escrevendo?

— Se você sabe o que estou fazendo, por que pergunta? – Sua voz sai rouca. Quinn abre a boca, surpresa pela resposta.

— Eu... – Dá os ombros. – Só estava tentando puxar assunto. – Rachel vira os olhos. – Você conseguiu algo?

— Sim... – Murmura.

— Eu posso ver? – Pede, timidamente.

— Não, na verdade.

— Oh, okay... Tudo bem. – Força um sorriso.

— Eu sinto muito, Quinn. Não é nada demais.

— É seu, Rach, você me mostra se tiver vontade. – Senta. – Quer que eu pegue seu jantar ou vamos comer lá embaixo?

— Não estou com fome.

— Você precisa comer. – Lembra. – Eu não estou aceitando um não para isso, Rachel.

Frustrada por ficar mais uma vez sem respostas, Quinn se levanta da cama, prende o cabelo em um coque e passa a mão na roupa. Sem olhar para trás, a loira sai do quarto e desaparece no corredor. Rachel fecha os olhos fortemente, sem entender o porquê de estar agindo assim. Tudo o que ela queria era poder abraçar a namorada e ficar nos seus braços o dia inteiro, sentindo o seu cheiro e aconchego. Mas, tudo o que conseguia fazer era afastá-la.

Sim, Rachel tem consciência do que está fazendo. E fazer isso consciente é ainda mais doloroso. A morena pega o papel rabiscado com palavras soltas e o encara, tentando encontrar ali suas respostas. Seus pensamentos são interrompidos por Quinn voltando ao quarto. Rapidamente, Rachel põe o papel embaixo do travesseiro, torcendo para ter sido rápida o suficiente. A loira não demonstrou, mas percebeu.

Quinn coloca a bandeja devidamente arrumada em cima da cama, sendo analisada pela namorada. Ela ignora o grunhido da cantora.

— Para onde você vai? – Rachel pergunta, depois de assistir em silêncio a namorada se arrumando.

— Vou comer em algum lugar. – Quinn lança um olhar breve pelo espelho e volta atenção para seu brinco.

Rachel assente, passando o garfo pelo prato quase vazio. Ela observa Quinn responder algumas mensagens no celular irritantemente insistente.

— Santana? – A loira levanta a cabeça, confusa. – É... É ela que vai com você?

— Oh, não. – Limpa a garganta. – Eu vou com o Puck.

— Você está indo para algum bar com seu ex namorado? – Aperta os lábios.

— Não, eu estou indo jantar em um restaurante japonês que o Puck descobriu. – A encara. – Seria um problema se eu fosse para um bar com ele? – Rachel dá os ombros. – Vou considerar isso um não.

— Você faz o que você quiser. – Sussurra.

— Ótimo, Rachel, porque eu estou pensando seriamente em chama-lo para beber algo. – Levanta. – Eu meio que estou precisando de uma bebida quente descendo pela garganta. – A morena aperta o talher em silêncio. – Certo. – Balança a cabeça. – Eu não sei se eu vou voltar, então não me espere. – Quinn consegue a atenção dos olhos castanhos de novo. – Eu vou dormir em casa. – Esclarece. – Eu entendi o seu recado, eu sei que você quer seu espaço. – Rachel morde o lábio, ainda a encarando. – Ao menos eu vou ter um pouco de conversa, entende? Monólogos são cansativos.

Quinn arruma sua mochila, sentindo a garganta fechar. Em hipótese alguma ela queria cobrar Rachel ou brigar com ela. Aguentar uma guerra fria é mais difícil do que ela previa. Não era pra ser assim. Existe algo completamente fora do lugar. A loira joga a mochila nas costas e se aproxima de Rachel, deixando um beijo demorado em sua testa. Rachel suspira, fechando os olhos.

— Volta. – Pede, segurando a mão de Quinn em seu rosto. – Por favor, volta, eu vou te esperar.

— Tem certeza? – Rachel assente, ansiosa. – Então, eu volto. – Sorri de lado.

— Não vai beber. – Desvia o olhar. – Digo, se você quiser...

— Eu vou apenas jantar e volto correndo.

— Não precisa correr. – Aperta a mão da loira. – Eu não quero atrapalhar teus planos. Só... volte.

— Você não irá atrapalhar nada. – Beija a mão da morena. – Eu volto já.

Quinn tenta se virar para sair, mas é puxada para baixo e perde o equilíbrio, sentando na cama da menor. Rachel não espera que a namorada pergunte e beija os lábios dela com urgência. Surpresa, Quinn demora a reagir, mas reage, puxando-a para mais perto. Elas estavam com saudade uma da outra. Se viam todos os dias, mas mal trocavam palavras e os toques só eram presentes quando Rachel deixava a loira abraça-la para dormir. Então, uma onda rápida de calor queima o corpo das duas.

— Como estão as coisas? – Puck toma um gole do refrigerante. Quinn havia recusado o vinho que ele oferecera.

— Estáveis, eu acho. – Inclina cabeça.

— Eu não esperava essa resposta. – Franze a testa. – Quer dizer... É difícil saber o que esperar depois de toda essa loucura, mas...

— É como nós estamos. Sem saber o que esperar. – Ri, fraco, mordendo o lábio. – Eu a amo, Puck. – Sente a necessidade de dizer. – Eu a amo com todo o meu ser.

— Eu sei. – O rapaz com moicano sorri. – Vocês vão resolver isso.

— Sim, é o que eu espero. – A loira passa o sushi no shoyo e o encara. – Por que me chamou, Puck?

— Não posso querer sair com uma velha amiga? – Põe as mãos para cima, ganhando um olhar entrecerrado de Quinn. – Eu só percebi que você precisava esfriar a cabeça. – Encolhe os ombros.

— Só? – Pergunta, desconfiada.

— Talvez. – Ri. – Como ficou sua situação com a universidade?

— Não ficou. – Suspira. – Esse é outro grande problema. Eu ainda não sei pra onde correr.

— Você pensa em ir para outro lugar?

— Se for realmente necessário... E tudo indica que vai, então... – Gesticula. – Eu não tenho muita escolha. – Puck assente, pensativo. – Fala.

— O que?

— O que você está pensando.

— Nada. Eu... – Limpa a garganta. – Você é uma pessoa importante pra mim. Você sabe, depois de tudo.

— Depois de tudo. – Repete. – Onde você quer chegar?

— Dá pra parar de cortar o clima? – Brinca.

— Você também é uma pessoa importante pra mim, Puck. – Aperta a mão do rapaz. – E eu te conheço. Fale.

— Eu acho que eu posso te ajudar. – Suspira.

— Sério? – Franze a testa. – Como?

— Quinn... – Ri baixo. – Apenas... me deixe tentar.

— Você não pode me contar por quê? – Cruza os braços. – Oh, não! Se você está pensando em algo ilegal, Noah Puckerman, esqueça já!

— É essa a imagem que você tem de mim? – Gargalha.

— Bem, é essa a imagem que eu quero e preciso ter, ok? Se você for algum vilão, não me avise. Eu não posso ter essa decepção. – Sorri. – Eu confio em você. Mas, eu gostaria de saber o que está pensando.

— Se eu conseguir, eu falo pra você. É apenas uma tentativa. – Morde o lábio. – Você deixa?

Quinn fecha a porta devagar, ouvindo o som da pia do banheiro ligada. A loira tira os sapatos, chamando por Rachel, que responde com um grunhido, enquanto escova os dentes. Com um sorriso fraco, Quinn senta na ponta da cama, observando metade do papel embaixo do travesseiro da sua namorada. Ela respira fundo, tentando engolir sua ansiedade e curiosidade. Da última vez que ela pegou um papel sem a permissão da morena, ela foi expulsa aos gritos. E por mais que ela não quisesse fazer, depois de um último rápido olhar para a porta do banheiro, Quinn entrecerra os olhos, se aproximando.

“Sonho”;

“Música”,

“Sangue”,

“Medo”,

“Ilusão”,

“Amor”,

“Quinn”.

O coração de Quinn acelera ao ler seu nome. Acelera por não saber o significado disso. A mão da ex líder de torcida para no ar, quando a porta do banheiro é aberta, impedindo sua chance de puxar o restante do papel. Rachel a encara, observando sua expressão culpada, e desvia o olhar para o travesseiro. A morena balança a cabeça negativamente. Quinn sente o sangue congelar, assistindo Rachel vestir um moletom grande o bastante para cobrir até as pontas dos seus dedos.

— Eu... – Fecha os olhos. – Eu sinto muito. — Tenta segurar o braço da menor, que puxa rapidamente. – Rach...

Rachel empurra o travesseiro, pega o papel com brutalidade e joga em cima da namorada, pegando-a desprevenida. Quinn engole em seco, sem saber o que fazer. A morena cruza os braços.

“Quinn”,

“Quinn”,

“Quinn”,

“Quinn”,

“Quinn”,

“Quinn”,

“Quinn”,

A loira abre a boca.

— O que...

— O que você achava que fosse? – Pergunta, ríspida. – Uma carta de suicídio?

— Nã... Não. – Balança a cabeça.

— Se eu não te mostrei, era porque eu não queria que você visse. – Mantem o tom de voz seco, enquanto arruma o lençol na cama. – Obrigada por invadir minha privacidade... de novo.

— Rachel, não foi minha intenção. – Suspira.

— Claro que não. – Ironiza. – Você leu por acaso.

— Eu não vou discutir com você.

— Que bom que você sabe que está errada.

— Errei, ok? – Passa as mãos no rosto. – Mas, você não pode me culpar! Eu só... me preocupo com você.

— Não use isso como desculpa para tudo.

— Eu nunca faria isso.

Rachel vira os olhos e se deita. Quinn encara a namorada por alguns minutos e solta um riso falso, cheio de emoções misturadas. A morena percebe, mas continua virada para o lado oposto. Quinn olha para o papel amassado, deixando as lágrimas fluírem livremente. Ela precisava ser forte. Ela precisava ser a fortaleza de Rachel. Ela precisava segurar a namorada nesse momento difícil. Mas é tão insuportável ser forte, quando tudo o que você mais quer é gritar por ajuda.

Quinn sempre estava ali, sufocando os momentos complicados com um sorriso no rosto, escondendo seus medos e limpando a garganta antes de falar para que eles não transparecessem em cada frase.

— Eu não sei o que fazer. – Sussurra. Rachel sente o coração acelerar imediatamente. – Eu não sei o que falar. Eu não sei como agir. Eu simplesmente... Não sei, Rachel.

Quinn apoia as costas na mesa de estudo, soluçando. A morena senta na cama, encarando-a, confusa.

— Cada passo que eu dou na tua direção, você dá três para trás. – Balança a cabeça. – Você está me afastando.

— Eu não quero te afastar. – Diz, rapidamente.

— Mas, você está fazendo! – Rebate, frustrada. – Você está me afastando.

— Quinn, eu jamais faria isso de propósito. – Se ajoelha na cama. – Você precisa acreditar em mim.

— Eu acredito em você, Rach. – Morde o lábio. – Eu acredito em você porque eu te amo e acreditar em você é algo natural. Eu gostaria que você sentisse o mesmo.

— Eu sinto! – Garante. – Por Deus, Quinn!

— Por que é tão difícil acreditar que eu me preocupo com você? Que eu só quero o teu bem?

— Se preocupar e respeitar privacidade são coisas distintas! – Se exalta. – Se você tivesse acreditado quando eu te disse que não era nada demais, não teria feito esse show.

— Eu só olhei. – Aumenta a voz. – Eu não mexi em suas coisas, eu não estava procurando. Estava aqui fora, e eu apenas olhei.

— Porque você achava que tinha algo sério aí.

— E não tem? São seus sentimentos!

— Ah, por favor. – Zomba.

— Essa é a discussão mais idiota que já tivemos. – Funga.

— Você disse que não queria discutir e veio atrás de motivo para fazer com que eu virasse a errada da história.

— Me poupa, Rachel. Me poupa. – Joga a mochila nas costas.

— O que está fazendo?

— Eu deveria ter ido direto pra minha casa.

Quinn bate a porta do quarto com força, correndo em direção a escada. Os Berrys se assustam no outro quarto, mas permanecem quietos, esperando mais algum movimento para saberem se devem ou não se intrometerem. Pela primeira vez, em dias, Rachel sai do quarto por conta própria, alcançando o punho da namorada e freando-a no meio da escada.

— Quinn. Não faz isso.

— Deixa eu ir, Rach. – Respira com dificuldade. – Por nós, deixa eu ir. Eu não quero brigar com você. – Soluça.

— Não! Para. – Puxa a loira resistente para mais perto. – Hey! Por que estamos brigando?

— Eu não sei. – Abaixa a cabeça.

Rachel respira fundo, abraçando-a. Quinn segura a cintura da menor e apoia o rosto em seu ombro, tentando se acalmar. Não era hora de perder o controle. Ser forte. Ser forte. Ser forte.

— Você quis fazer aquilo? – Rachel sente o corpo tencionar.

— O que?

— Você quis, não quis? – Morde o lábio.

— Meu amor, eu não me lembro direito, eu só...

— Rach. – Levanta a cabeça, encostando a testa na testa da namorada. – Seja sincera comigo.

— Quis. – Sussurra. – Eu quis, Q. Me perdoe. – Rachel sente a loira vacilar e senta com ela no degrau da escada. – Me perdoe. Eu fui fraca, eu sou fraca! Eu não queria decepcionar ninguém. Sei o que você pensa sobre isso. Por favor, não me veja como alguém egoísta. Eu estava fora do meu controle. Por favor, Quinn. Eu quis naquele momento.

Do alta da escada, Hiram e Leroy assistiam a cena, apreensivos. Duas garotas submersas em suas fraquezas. Ambas, de armaduras abaixadas, deixando a mostra toda bagunça que haviam tentado esconder nos últimos dias. Quanto mais alto soluçavam, mais forte o abraço ficava. Elas não faziam ideia da força que estavam colocando, pareciam precisar de mais e mais. O medo de perder alguém que ama é extremamente devastador. Quinn sentia o ar faltar, mas não era como em suas crises de ansiedade. Era algo diferente e igualmente incomodo, doloroso. Imaginar uma vida sem Rachel, é mil vezes pior que seus maiores pesadelos.

— Eu sei que você precisa de mim. – Sussurra com a voz grave pelo choro. – Desculpe por isso.

— Você é humana, Q. – Beija a testa da loira. – Eu sei que está sendo difícil para você e que eu não tenho ajudado. Não se desculpe por algo assim.

— Eu queria ser forte o suficiente pra te levantar.

— Você é meu porto seguro. – Acaricia a bochecha vermelha de Quinn. – O que eu sinto por você é forte demais. E isso é suficiente pra me levantar. Não se cobre por mim. Não enquanto eu mereço tão pouco.

— Rach...

— Escuta. – Fecha os olhos. – Eu estou sendo uma idiota com você. Eu não entendo, meu humor está instável. Eu preciso que você me perdoe por toda a grosseria, por ter tentado te afastar. Eu te amo e quero você perto sempre.

— Está tudo bem.

— Não está. – Sorri fraco. – Mas, eu preciso parar de me afundar mais e te trazer comigo. Ou eu tento me levantar ou... Eu preciso te soltar.

— Rachel, por favor. – Se remexe.

— E eu não quero te soltar. – Murmura. – Eu não quero.

— Eu não deixaria isso acontecer. Mas, preciso que você levante por você, não por mim.

— Por nós... Pode ser? – Quinn a encara. – Podemos... Ser fortes... juntas?

Quinn sorri, sentindo o corpo entrar em uma espécie de anestesia. O sorriso da loira causa, no mesmo segundo, as mesmas sensações no corpo de Rachel. Leroy segura a mão de Hiram e suspira, enquanto observa as expressões do marido relaxarem aos poucos. Os quatro, naquele momento mergulhados em um sentimento que haviam deixado para trás, sem perceberem...

Esperança.

Notas finais
Eu sei, eu sei... Andei perdendo a inspiração, veio a falta de tempo, veio também a falta de interesse... Mas, eu disse que não iria deixar nenhuma história sem final e eu não vou. Não posso prometer que o próximo capítulo virá logo, porque eu realmente não sei. Posso dizer que sim, parei para pensar na história de novo e que surgiram algumas ideias para finaliza-la da forma que eu queria. E isso me dá mais facilidade para desenrolar os capítulos e não demorar tanto. Sei que muita gente deve ter desistido de acompanhar e peço para os que ficaram um pouquinho de paciência. 2016 não foi um ano muito fácil, e infelizmente, não podemos deixar tudo nele porque um novo ano começou, então não posso ficar focada aqui como gostaria de ficar, pelo menos nas 'férias'. Essa história é realmente importante pra mim, e como já falei antes, não quero postar aleatoriamente só pra ter atualização. Só prometo, mais uma vez, que eu vou finalizar. :) Espero que vocês gostem! E comentem. Perdoem qualquer erro, depois eu corrijo. E um feliz ano novo para todos vocês. Até o próximo capítulo! ;**