Notas iniciais
https://www.youtube.com/watch?v=3gu5HgJDuwI

Por Rachel

Decido ir para o campeonato das meninas, sozinha. Leroy insistiu para ir junto, mas já me basta Frannie e Judy por lá. Não que eu não goste da presença das duas, pelo contrário, eu amo demais. Mas, o meu clima com a Quinn não está um dos melhores. Só estou indo porque eu já havia prometido e ela disse que conversaríamos depois disso. Sigo o ônibus das lideres até o local. O campo é enorme, bonito. A arquibancada está cheia. Vários colégios estão concorrendo. Sue grita algo para elas, e elas começam a se aquecerem, concentradas. Quinn segura uma das pernas, encarando o chão. Sinto vontade de me aproximar. A loira levanta os olhos e eu digo um “boa sorte” de longe. Ela consegue ler meus lábios e sorri de lado, assentindo.

Subo na arquibancada e sento ao lado de Frannie. Ela e sua mãe me abraçam normalmente. Não dá tempo para que conversemos porque logo começam as apresentações. Os grupos são incríveis. Cada um melhor do que o outro. Começo a ficar nervosa por elas. Quando anuncia o Mckinley meu coração dispara fortemente. Sue acena para nós, sendo seguida pelas meninas, que se posicionam nos lugares em que eu já estava acostumada de vê-las. Mas, a treinadora mudou muito da coreografia. Me surpreendo com os grandes passos que elas dão. Quinn sobe na mão de Santana e gira no ar algumas vezes, antes de ser segurada por uma ruiva. Maldita ruiva. Sinto uma mão na minha e relaxo, deixando que Frannie me lembre que é apenas o combinado.

Todas dão saltos incríveis. Brittany sobe em uma pirâmide humana em um piscar de olhos. Abro a boca, impressionada.

– Isso já é delas. – Minha cunhada diz, orgulhosa.

– Não tenho dúvida alguma.

Minutos depois, todas as equipes voltaram para a quadra e deram o troféu de primeiro lugar para nós. Vários alunos gritaram da arquibancada, comemorando. Eu só consegui sorrir, emocionada. Nunca tinha visto uma competição delas. É tão diferente do que vemos dentro do colégio. Quinn levanta o premio e as meninas a levantam. Sue vibra, feliz e orgulhosa, girando minha namorada no ar. Santana abraça o troféu, me fazendo rir.

– Parabéns, meninas. – Me aproximo, finalmente.

– Obrigada, Rach. – Brittany me abraça.

– Vocês mereceram.

– Merecemos mesmo. – A latina sorri.

Eu viro para o lado e Quinn me encara.

– Parabéns. – Sussurro.

– Obrigada.

Eu assinto, sem saber o que fazer. Então, abraço-a. Ela põe as mãos em minhas costas. Vejo Santana e Brittany se beijando e tento fazer o mesmo com a loira. Ela retribui o beijo. Tento aprofundar, mas ela não deixa. Apesar de seus lábios serem o suficiente para me entorpecerem, não posso evitar a frustração. Me afasto, sem olhá-la.

– Vamos comemorar em um bar perto da praia. – Uma menina mais baixa diz. – Vocês vão vim com a gente no ônibus, certo?

– Com certeza. – Santana responde.

– Precisamos conversar. – Seguro o punho de Quinn, antes que ela saia.

– Agora, Rachel?

– Por favor. – Imploro. Ela olha para a latina, que assente, incentivando-a. – Eu te levo para o bar, se você quiser.

– Eu gostaria de ir com as meninas no ônibus. – Encolho os ombros, sentindo que posso desabar. – Tudo bem, eu vou com você.

A loira pega suas coisas, entrega para sua mãe e entra no meu carro, sem falar nada, ligando o som. Santana me passa o endereço e eu começo a dirigir, desconfortável. Quinn encosta a cabeça na janela, batucando os dedos nos joelhos.

– Até quando você vai ficar me ignorando?

– Teremos essa conversa no carro outra vez? – Quinn levanta uma sobrancelha.

– Parece ser o único jeito de garantir que você não fuja. – Suspiro.

– Eu não estou fugindo de você. – Me encara. – Só precisava de um tempo para mim.

– Já teve o suficiente? – Pergunto um pouco chateada.

– Não sei. – Dá os ombros, voltando o olhar para a janela. – Talvez.

– Eu preciso saber. – Desligo o som do carro. – Não aguento mais ficarmos assim.

– Você que...

– Eu que causei isso, eu sei, ok? – Aperto o volante. – Isso não me sai da cabeça um segundo se quer desde que saímos do vestuário. Não precisa ficar lembrando. – Ela assente. – Droga, Quinn, você está sendo egoísta.

– Eu? Por quê? – Franze a testa.

– Porque me dói essa distância! – Gesticulo. – Nós namoramos, não namoramos? – Minha voz sai com temor.

– Namoramos? Eu que te pergunto, Rachel. Nós namoramos? – Abro a boca, sentindo uma pontada no peito. – Porque você não se importou em esconder coisas importantes de mim, não se importou em mentir, não se importou em me fazer de idiota no vestuário.

Eu absorvo as palavras, que prontamente se convertem em fisgadas nos meus braços, implorando por um alivio. Puxo o carro para o acostamento, sob o olhar desconfiado da loira ao meu lado. Sei que preciso parar de dirigir, não podemos continuar em um assunto delicado para nós duas em uma estrada movimentada. Não quando uma de nós está dirigindo. Respiro fundo, colocando minhas mãos embaixo das pernas. Quinn encara meu movimento, mas desvia os olhos rapidamente.

– Eu não sou uma boa namorada. – Solto depois de alguns minutos. – Isso também não é uma novidade para nós. Eu gostaria de ser a sua altura, mas eu simplesmente não consigo.

– Que merda de minha altura, Rachel? – Tira o cinto. – Para com essa conversa idiota de estar abaixo de mim. Você me trata como se eu fosse alguém inalcançável.

– Você era... – Sussurro.

– Eu era. – Repete. – Hoje eu rastejo em seus pés e você ainda me vê como a estúpida que te maltratava. Eu juro que não sei mais o que fazer para tirar essa imagem de sua cabeça.

– Eu não te vejo como a que maltratava. Eu vejo em você uma pessoa linda... Perfeita. Você tem todo mundo caindo de amores por você à hora que quiser.

– Mas, eu não quero todo mundo. Eu tenho você e pronto!

– Esse é o problema. – Digo, desesperada. – O que eu tenho demais, Q? Nada.

– Não vou fazer uma lista de qualidades suas, Rachel. – Balança a cabeça. – Basta saber que eu gosto de você.

– Merda! – Bato no banco. – SOU EU QUE NÃO CONSIGO VER. SOU EU.

– Não grite. – Sussurra. Eu fecho os olhos, tentando não ser tomada pela raiva de não conseguir me expressar e pela falta de esforço dela em não querer me entender.

– Preciso te lembrar que eu tenho problema de auto-estima? Que eu detesto espelhos, que não me sinto bem?

– Eu sou louca por cada maldito detalhe seu. – Passa a mão no cabelo. – Você não gostar de si, não quer dizer que eu não posso gostar.

– Certo, Quinn. – Me ajeito, girando um pouco a chave. – Deixa pra lá.

– É melhor deixarmos mesmo. – Põe o cinto novamente. – Isso não tem sentido se você não acredita no que eu sinto.

– O “isso” que você está se referindo é o nosso namoro? – Minha voz agora é calma, por mais que minha garganta esteja arranhando. – Eu não falei que não acreditava no que você sentia. Foi difícil, mas também foi impossível não acreditar em você, depois de tantas provas que você me deu, até quando apenas segurava minha mão. Eu só gostaria que você entendesse que passei por um momento ruim. Sou uma pessoa cheia de medos, tenho um inferno de coisas na cabeça. – Me interrompo, respirando fundo. – Você não acha que não quero te demonstrar mais? Que não eu quero que todos vejam que eu te amo, como eu te digo quando estamos na cama, sozinhas? Que eu não quero desmarcar minhas sessões da terapia ou te chamar para o cinema em um dia qualquer para que possamos namorar como duas pessoas normais? – Eu tenho consciência das lágrimas já caindo em minhas bochechas. – Que eu não quero, mais do que tudo, não ligar para os olhares que nos mandam quando nós passamos juntas nos corredores do colégio, me desprezando? Que eu não quero ser atingida pelos comentários que Lena faz, quando fala que você merece alguém melhor que eu? Heim, Quinn? – Soluço. – Eu quero. Porra! Eu quero tanto.

Escondo o rosto nas mãos, sem conseguir falar mais. Escuto os fungados baixos e controlados de Quinn, mas não me movo. Meu corpo parece estar prestes a explodir. É horrível a sensação de que ela pode terminar tudo a qualquer segundo. Depois de alguns minutos em silêncio, volto a encará-la.

– Você me salvou, Quinn. – Ela morde o lábio com força. – Você me salva todos os dias só em olhar pra mim. E eu, como sempre, estou colocando tudo a perder. Me perdoe. Eu juro que eu confio em você, mais do que confio em qualquer um. Nunca tive a intenção de te magoar, nem de te mentir. – Enxugo meu rosto. – Então, eu... – Engulo seco, olhando para frente. – Eu te entendo se... Se você não me quiser mais. – Sinto seu olhar em mim. – Vai doer. Muito. Mas, eu te amo tanto, que mesmo doendo, sempre vou querer o melhor para você.

Eu ligo o carro antes que eu desabe outra vez e volto para a estrada. Quero deixá-la com as meninas e ir embora o mais rápido possível. Quero me esconder. Quero deitar na minha cama e me cobrir, ouvindo música depressiva. Eu quero, eu preciso, de uma lâmina agora. Preciso de uma dor física que me faça esquecer esse buraco no peito. Estralo os dedos, tentando me controlar.

– Pare o carro. – Sua voz me assusta. – Encoste, Rachel.

Faço o que ela pede, colocando o carro fora da estrada mais uma vez. Em frações de segundos, a líder de torcida tira o cinto e sobe no meu colo. Não tenho tempo para reagir, quando sinto sua língua entrar na minha boca sem pedir permissão. Solto o volante, envolvendo seu pescoço e seguro sua nuca, reagindo ao beijo inesperado. Uma saudade inexplicável de senti-la assim, tão perto. Desço uma mão em sua perna, enquanto meu lábio inferior é puxado entre seus dentes. Um gemido me escapa.

– Que saudade de você. – Sussurra, me fazendo estremecer.

Nossas bocas voltam a se encontrarem, mas dessa vez não tem mais desespero. E sim, carinho, amor, paciência, compreensão. O frio, que antes tomava meu corpo, vai dando lugar a um calor perfeito, tranquilo. Aliso sua bochecha, encarando seus olhos verdes. Ela dá um pequeno sorriso e encosta nossas testas.

– Me desculpe. – Solta. – Eu estava sendo egoísta mesmo.

– Não... – Coloco uma mecha de seu cabelo para trás. – Você só estava magoada. – Suspiro. – Eu sinto muito, meu amor.

– Não faça mais isso. Por favor, não me esconda nada.

– Eu prometo.

– Eu te amo, minha pequena. – Beija minha têmpora. – Eu nunca te deixaria. Nunca.

Abraço-a apertado, sentindo sua respiração em meu pescoço. É você me salvando de novo, Quinn. De novo e de novo e de novo.

– Sin...

– Shhhh... – Deixa um beijo rápido na minha boca. – Não precisa falar mais. Eu já ouvi tudo o que precisava. – Sorri de lado. – Linda.

– Sua. – Sussurro.

– Hmm... Eu sei. – Sorri maior. Eu mordo sua mandíbula, descendo aos poucos. – Hey, hey... Lugar público e movimentado. Perigoso.

– Então saia de cima de mim. – Ela levanta uma sobrancelha. – Estou com saudade de você e você está no meu colo com esse uniforme que me tira a consciência. – Quinn solta uma gargalhada gostosa.

– Podemos ir para casa? Comemorarmos sozinhas? – Propõe, tirando o resto das lágrimas de meu rosto, com o polegar.

– Podemos. – Sorrio. – Mas, não devemos. Você é a capitã da equipe e vocês ganharam um campeonato importante. Seu ultimo campeonato.

– Verdade. – Faz bico.

– Ow, Q... – Aperto-a. – Você estava maravilhosa.

– Obrigada. – Beija minha testa, indo para seu banco. Eu resmungo baixinho. – Vou sentir muita falta disso.

– Eu imagino. – Inclino a cabeça. – Vou sentir falta de você vestida assim.

– Vestirei quantas vezes você quiser. – Ri. – Agora vamos. Quanto mais rápido chegarmos, mais rápido poderemos sair de lá. – Pisca um olho.

– Obrigada por não desistir de mim. – Sussurro.

Ela me devolve a reposta em outro beijo demorado. Volto a dirigir, sorrindo. Quinn liga o som e deixa uma mão no meu joelho, enquanto cantarola animada. Nem parece que estávamos no clima de alguns minutos atrás. Me permito olhar para ela às vezes, admirando-a.

– Santana me falou que Kurt conversou com você no dia em que brigamos. – Eu encolho os ombros. – Foi por isso que você foi atrás de mim?

– Sim. – Não quero mentir mais. – Me desculpe por isso.

– Tudo bem. Depois que ela me contou eu entendi. – Eu assinto. – Sei que é chato esperar e dá um nervosismo enorme, mas sua carta irá chegar.

– Eu quero acreditar nisso.

– Pode acreditar. – Encosta a cabeça no banco. – Ali. – Aponta para uma vaga na frente do bar. – Demos sorte. Está lotado.

– Quinn. – Levanto o freio de mão. – Você acha que eu devo ficar? Digo, tem muita gente do colégio ai e...

– E você é minha namorada. – Me interrompe. – E eu sou a capitã da equipe. Se você não ficar, eu não fico.

– Ok. – Viro os olhos, saindo do carro.

Quinn passa um braço por cima do meu ombro e eu seguro sua mão pendurada, entrelaçando nossos dedos. Assim que entramos no lugar, vários gritos e assobios soaram. Uns gritavam o nome de Quinn, outros gritavam pelas lideres. Sue aparece e dá um abraço na minha namorada, visivelmente alterada pela bebida. A treinadora diz umas palavras emocionadas e volta para onde estão suas outras meninas. Santana e Brittany nos envolvem, sorrindo.

– Estão bem? – A dançarina pergunta.

– Estamos. – Respondemos juntas.

– Já não era hora. – A latina sorri, levantando um copo. – Brindemos!

– Eu passo. – Digo. – Estou dirigindo. – Quinn morde a boca, pensativa. – Vai, amor. Vocês precisam comemorar.

Nós vamos em direção ao balcão, parando algumas vezes para cumprimentarmos o povo. Na verdade, para cumprimentarem Quinn. Eu apenas sorria, vendo sua felicidade trasbordar. A loira me puxava pela cintura, mostrando a todos que estamos juntas. Lena nos virou a cara e Quinn os olhos, me fazendo rir. Santana grita o nome de uma bebida e Brittany salta, batendo palmas.

– O que tem nisso aí?

– Basta provar, Fabray. – Levanta uma sobrancelha.

– Ei, peguem leve com ela, ok? – Peço, brincando.

– Fica quieta você. – Santana me empurra. — Aí vem! – Sorri.

Eu viro para o balcão, vendo uma bandeja com três bebidas se aproximar. Quando a mulher baixa, eu sou pega de surpresa por dois olhos azuis piscina.

– Rachel. – Sorri, franzindo a testa.

– Harmony.

Por Quinn

Por inércia, trago Rachel para mais perto do meu corpo possível. Então essa é a famosa Harmony? Puta que pariu, ela é linda.

– Você sumiu.

– Tive alguns problemas. – A morena me encara. – Mas, já estão resolvidos.

– Se eu soubesse que você viria aqui, tinha trazido o que prometi.

– Eu não sabia que viria. – Explica. – E nem sabia que você estaria aqui.

– Eu trabalho aqui. – Óbvio. Eu bufo. – Só nos finais de semana, pelo menos.

– Entendi. – Limpo a garganta, chamando atenção. – Oh, Harmony... Essa é a minha namorada: Quinn. Quinn, essa é Harmony.

– Muito prazer. – A menina me estende a mão. – Rachel me falou sobre você.

– Digo o mesmo. – Aceito o cumprimento.

– Você é a capitã das lideres, certo? – Aponta para o meu uniforme. – Todos estavam loucos te esperando. – Ri.

– Eu tive que comemorar em outro canto antes. – Solto. Rachel faz uma careta. Eu não sei porque eu disse isso, mas... Saiu.

– As bebidas. – Santana lembra. Harmony empurra a bandeja para frente, ainda sorrindo. – Um brinde à trindade profana.

Eu sorrio, erguendo o copo. Nós três brindamos e viramos a bebida rapidamente. O líquido queima minha garganta.

– Arrrrrrrrrgh. – Balanço a cabeça. – Porra, Lopez! – A latina gargalha.

– Você já foi mais forte, Fabray.

– Talvez eu tenha perdido o costume. – Estiro língua, virando para minha namorada. – Vai cuidar de mim?

– Vou. – Sorri, docemente. – Mas, não exagere, ok? Quero que se lembre de hoje, ao menos. – Se aproxima do meu ouvido. – Já pensou se você acorda comigo na cama amanhã e esquece que fizemos as pazes?

– Você vai dormir na minha cama hoje? – Sussurro no mesmo tom.

– Faz parte dos meus planos.

– Eu não me esqueceria disso. – Sorrio, maliciosa. – Traz mais três, por favor.

Harmony assente, virando para nos preparar mais bebidas. Rachel me olha e eu sei que ela está se perguntando por que eu falei aquela besteira para a menina dos olhos azuis, então eu simplesmente me aproximo, beijando-a. A morena rodeia minha cintura com os braços, aceitando o beijo. Escuto Brittany gritar algo sobre nós, mas ignoro. O gosto da bebida na minha boca vai se misturando com o gosto delicioso da boca de Rachel e eu sinto que eu posso explodir em prazer só com esse contato. Esqueço todas nossas brigas, todos os gritos, todos os problemas e me concentro no agora. Estamos em um bar, comemorando a vitória das Cheerios. Estou beijando Rachel, que parece não se importar com quem nos olha. Pelo menos, nesse momento, eu sei que ela está tão presa na nossa bolha quanto eu.

O ar nos falta e eu afasto um pouco. Harmony estende as bebidas, agora mais séria.

– Quinn, você está me apertando. – Rachel sussurra, tentando afrouxar meus braços.

– Eu sei. – Rosno. – Tim-tim! – Brindo com as meninas pela segunda vez.

E pela terceira, e pela quarta, pela quinta, pela sexta. Já não sei quantas vezes nós brindamos, mas Rachel agora segura meus copos antes que eu vire, mandando alguns olhares preocupados e rindo dos meus argumentos para eu possa fazer. Um deles, a reconciliação da nossa briga enorme de dois dias. Parece tão bobo agora. Gargalho com o que Santana diz e corro para o balcão para contar para minha namorada, que resolveu sentar alguns minutos. Meu sangue ferve ao vê-la conversando com a cantora dos olhos claros. Eu sinto muito, Rach, mas ela não me desceu. Não quando te olha como se quisesse te comer o tempo inteiro.

Dou meia volta e seguro a mão das minhas amigas, puxando-as para o canto. Brittany sorri, sabendo de imediato o que eu pretendo fazer e pega os microfones do palco pequeno na nossa frente. Eu subo na mesa que a treinadora está, mas ela não se importa, só grita e grita. Vejo Rachel levantar.

– Baby, can't you see, I'm callin' a guy like you should wear a warnin. – Aponto para ela. – It's dangerous, I'm fallin'.

A morena sorri assutada, mas não se mexe. A voz de Brittany soa e eu desço na mesa, me aproximando de Rachel enquanto danço no ritmo provocador de Toxic. Empurro-a em uma cadeira e continuo a me balançar em sua frente, enquanto cantamos. Minha namorada engole em seco, com os olhos presos em meu corpo.

Intoxicate me now. – Sussurro em seu ouvido, fazendo-a se mover, desconfortável.

Santana e Brittany dançam juntas no outro lado do bar e nós terminamos a música, recebendo vários aplausos e assobios. Se fosse uma apresentação do Glee, certamente teríamos levado algumas vaias sonoras. Olho para o balcão e vejo a expressão de surpresa da funcionária, antes de ser levada para fora do bar.

– O que diabos estava fazendo? – Rachel me encara. Merda.

– Eu só... Estava... Cantando... Você não gostou?

– Se eu gostei? Puta que pariu, Quinn. Eu quero tirar tua roupa nessa merda de lugar. – Segura a gola da minha blusa. – Vai se despedir de todo mundo AGORA. Eu não aguento mais esperar. É minha vez de comemorar.

Notas finais
Boa tarde, vocês. ;) Estava aqui pensando... Vou precisar inverter uma ordem da série: Acho que o baile acontecerá antes das audições pra nyada. Ainda não é certo, mas se acontecer, já sabem! Até lá, vamos dar férias(?) no drama para as meninas, porque... Ah, o baile. hahaha Espero que gostem do capítulo e comenteeem, ok? http://ask.fm/FlorDeLins_ Até o próximo ;*