Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada

41 Capítulo 41 – A descoberta da Traição


Notas iniciais
Hannah: Olá Minna-san! Segue um capítulo cheio de novidades, novos personagens, segredos e tensões... Mas enganam-se quem acha que estamos já seguindo para final... Muitas coisas ainda falta acontece. Estou feliz, chegamos a marca de 900 comentários e 11 recomendações... E nada disso seria possível sem cada um dos nossos leitores. Obrigada imensamente pelo carinho Boa leitura e bom feriado!

Uma nuvem de fumaça se formou no centro de uma pequena clareira na floresta que rodeava Akai. Em seguida Naoki e mais alguém surgiram, ao que o feiticeiro suspirou fundo alisando sua capa de cada lado.

Não pode deixar de notar como estava bonita a floresta depois que a maldição do gelo estava se dissipando aos poucos. Ainda fazia frio, mas o que já era natural em uma montanha e não tão gritante como estava sendo anteriormente.

— Uh, está frio aqui… Tão diferente de Masao. — O outro rapaz cruzou os braços e tremeu. — Naoki-sama, tem certeza de que estamos seguros aqui?

Naoki riu para seu “servo” que estava mais para um grande amigo de longa data. Key era um grande rapaz, ainda maior do que ele e mais forte. Depois que havia sido expulso de Masao, Naoki tinha conhecido Key em sua primeira viagem, e o mesmo sem ter para onde ir, resolveu segui-lo como um aprendiz em magia.

Key não se interessava tanto por feitiços, mas podia fazer alguns que tivera que aprender por sua própria segurança.

Os cabelos dele eram dourados, mas puxava para algo como alaranjado. Seus olhos igualmente dourados e pele um pouco bronzeada. Costumava usar apenas yukatas negras como sinal de luto, do qual ele estava há mais de uma década. O homem tinha quase trinta anos, mas ainda guardava dores do passado, do qual não se deu o sacrifício de tentar esquecer.

Naoki sabia que não tinha de se entrometer na vida de seu amigo, e não o fez. Mas vez ou outra ofereceu seu apoio caso o mesmo desejasse dizer algo ou precisar de algum apoio.

Agora tinha algo mais importante para resolver do que o passado de seu amigo.

— Estamos seguros, confie em mim. Esse pedaço está sob minha magia, ninguém pode nos ver aqui ou nos sentir. Agora vamos para a caverna. — Ditou ao que entraram na caverna em uma parede de rochedo. Logo acima, mais árvores e vegetação.

A caverna era úmida, mas ele soube escolher um lugar ideal para deixar a quem ele estava preocupado.

— Vocês vieram… — Uma voz suave e fraca sussurrou de onde provinha uma luz ao fundo do corredor subterrâneo. Naoki sorriu para Key e o mesmo retribuiu.

— Trouxe algo de alimento para nós. Acha que já pode tentar comer algo sólido? — Key perguntou ao que se ajoelhou ao lado do garoto que repousava sobre algumas cobertas. Ele parecia debilitado, usava bandagens em seus braços e pernas, e seu peito estava todo enfaixado.

— Sim, meu estômago se sente muito melhor com as medicinas que me deu. — Ele sorriu para Key e teve a ajuda do mesmo para se colocar sentado com certa dificuldade.

— Key é muito bom com remédios caseiros. — Naoki afirmou ao que foi em direção a uma almofada e se sentou próximo à fogueira. — Se não fosse por ele, eu não seria o que sou hoje. — Afirmou com uma piscadela para o amigo, o mesmo teve de sorrir.

— Não por minha causa, apenas fui de alguma ajuda. Mas o principal você fez, Naoki-sama. — Ele respondeu sinceramente. — Comprei vegetais para uma salada, e aproveitamos e caçamos algumas galinhas selvagens.

— Hum, galinhas selvagens! — Naoki lambeu os beiços imaginando o sabor de um bom cozido.

Cerca de uma hora mais tarde, o cozido tinha ficado pronto graças a Key com suas multi funções que além de ser bom com medicinas naturais, era um ótimo cozinheiro. Naoki comeu e repetiu, sentindo certa alegria por ver Megume se esforçar e comer um prato de comida.

Seu novo amigo havia sido resgatado pela dupla há dois dias. Estava muito debilitado, uma mistura de um alto nível de desidratação, ferimentos que foram causados por todo o corpo e manchas de um suposto espancamento por um tempo que eles não podiam definir sem que Megume lhes dissesse.

Ele era um Ninshin somente de olhar para ele, mas de uma espécie rara — uma raposa branca.

Não que Naoki tivesse algo contra outras espécies, ele tinha descoberto não tão recentemente que seu precioso filhinho havia se acasalado com um lobo. Era até melhor, pois sabia que o Alfa dos lobos protegeria Nanami, e algo bem lá no fundo lhe dizia isso.

Embora ele estava louco para questionar o Alfa sobre esse acasalamento. Ele era um lobo afinal de contas! Sabe se lá o que poderia tentar com seu querido Nanami. Que era tão inocente, dócil e delicado. Naoki jamais se perdoaria se caso o Alfa dos lobos tentasse fazer maldades para Nanami, ele iria acabar com a raça inteira das pestes.

Mas raposas eram raramente vistas por essas bandas, digamos que uma espécie bem rara. Ou era por estarem em extinção ou por se esconderem muito bem escondidas.

E esse aqui havia sido vítima de caçadores da pior laia. Naoki conhecia bem os seres, aqueles que ele estava há décadas pensando em várias formas diferentes de destruí-los. Cujos mesmos eram aqueles que estavam tramando contra seu povo, e agora principalmente contra a Vila de Akai.

E o interesse desses malfeitores era claro. Nanami.

Naoki não queria nem mesmo mencionar o nome daquela bruxa em seus pensamentos de tanto ódio que sentia daquele ser que comandava aquela droga.

— Está lembrando daquilo de novo? — Key perguntou depois que tudo estava pronto para dormir. Megume já estava dormindo profundamente, provavelmente sob efeitos das medicinas para dor.

— Eu sei que não deveria… Já vi tanta merda nessa vida que não deveria estar me sentindo abalado por aquele dia… Mas tenho um pressentimento muito ruim Key, é inevitável.

E Key sabia bem disso. Não foi fácil quando eles encontraram o esconderijo da bruxa, aquela mulher que detinha um coração em puro ódio e todos os sentimentos negativos que poderiam existir. Ela não tinha pena, mas sim prazer pela dor dos outros.

As imagens não eram de mortos, mas sim de pessoas em um sofrimento tão perto da morte… Ele só pode salvar Megume por um milagre, e porque algo dentro dele aptou para que salvasse a pequena raposa.

E Naoki sempre dava ouvidos aos seus pressentimentos. Ignorá-los era quase como uma sentença de morte.

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— Deuses… O que está havendo comigo? — Eiji se perguntou quando se recostou em uma árvore, largando sua bolsa ao chão e então escorregando para se sentar em uma raiz.

Vez ou outra sua visão ficava turva e seu corpo parecia querer desobedecê-lo. Ele tinha muito caminho pela frente, na verdade um caminho sem rumo que o levou até próximo da Vila de Akai.

Ele estava tão bem pela manhã, mas de repente depois que resolveu viajar, estava passando mal.

Fechou os olhos esperando que a sensação aliviasse o que certamente fez. Mas seu corpo… Seu corpo não queria se mover!

— Uh… — Eiji tentou manter a calma, pensando em razões simples que poderiam ter acarretado para aquele problema. Era um general, bem, ele fora um até cerca de algumas horas, mas se ele precisava encontrar soluções ou razões de um problema, ele tinha que manter a calma.

Naquela mesma hora, Seiji e Yamato estavam a fazer a patrulha diária. Era quase hora do almoço, e eles estavam loucos por uma caça, mas sabendo que havia comida pronta em casa, não fariam.

Em suas formas de lobo e pantera eles se comunicaram por sentir uma presença estranha muito próxima.

— Isso me cheira a gato. — E as patas de Seiji coçavam para correr atrás do gato.

— Talvez alguém de Masao? — Yamato cheirou o ar e seus bigodes apontaram em uma direção. — Venha por aqui.

Não precisou de muito até que chegasse de onde provinha o cheiro felino. E lá estava o general de Masao, sentado à beira de uma árvore, e bem, ele não parecia muito bem, estava arfando.

Seiji se transformou, com roupas e tudo, além de Yamato e eles foram verificar porque diabos o general estava aqui.

— Está tudo bem? — Seiji perguntou ao que se agachou ao lado de Eiji, vendo como o mesmo olhava para si como se implorando por ajuda.

— Meu corpo… — Eiji resmungou como se estivesse sofrendo. A primeira ação de Yamato foi medir a testa dele, percebendo que Eiji estava muito febril.

— Está com febre. Melhor o levarmos até nossa Vila, lá poderá se tratar. — Yamato e Seiji se ajudaram a ter Eiji de pé, ambos o segurando de cada lado, e ter sua bolsa também. Eles caminharam muito lentamente e com cuidado até chegarem à vila.

Assim como deveria ser feito, Yamato e Seiji levaram o general até a tenda de Shou, o consultório aonde ele tratava as pessoas.

Shou ficou muito impressionado em ver mais um gato na Vila, e ele prontamente foi para socorrê-lo. Yamato o ajudou sem demora.

Seiji por sua vez, resolveu que era melhor avisar o Alfa, dependendo do que fosse, Kensuke sempre deveria saber o que ocorria em sua Vila, e ter alguém novo de Masao aqui, requeria ainda mais preocupações, pois eles não estavam esperando uma visita.


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— Pai?! — Yunsuke praticamente gritou em surpresa quando seu pai entrou pela porta de seu quarto sem bater com uma expressão maligna. — Está tudo bem? — Perguntou confuso.

— Yunsuke, eu necessito falar contigo neste momento. Me encontre no meu escritório. — O Imperador ditou firme ao que fechou a porta e saiu a passos duros pelo corredor.

Ele nem havia ficado surpreso ou com vergonha por ver Yunsuke nu com Shuichi na cama deles. Eles não estavam “fazendo”, só trocando alguns carinhos que logo se tornariam algo mais quente.

Mas o humor esfriou. Shuichi caiu para trás bufando.

— Tudo bem, eu entendo, você não precisa me explicar ou tentar alguma desculpa, pode ir falar com papai. — Shuichi cruzou os braços sobre o peito e acima de sua barriga avantajada e fez um bico com os lábios.

Sorrindo, Yunsuke o beijou em um simples selinho e levantou da cama se vestindo.

— Prometo que assim que papai me liberar, venho aqui terminar o que comecei. — Ele riu em como Shuichi corou as bochechas. E se vestiu, dando-lhe outro beijo antes de sair.

Yunsuke imaginava como Shuichi devia estar se sentindo. Com um filho a caminho e mal podendo se levantar, devia ser algo estressante. O humor dele estava muito alterado, em um minuto feliz e sorridente, no outro emocionado ou chateado. Já estava aprendendo a lidar com isso, Yunsuke tinha que dar o seu melhor.

Quando chegou ao escritório, seu pai estava de pé, sem conseguir se manter parado, e diabos, como ele parecia nervoso!

— Pai, o que aconteceu? O senhor não me parece nada feliz.

— É porque eu não estou! — Ele gritou de volta furioso, e apontou para Yunsuke se sentar.

— Mas ontem… Você e Eiji… Eu os vi… — Yunsuke bateu as mãos na boca antes de terminar de falar, e seu pai estava com os olhos esbugalhados para ele.

— Você… Você nos viu? — Corou sutilmente até bater em sua testa.

— Uh, desculpe pai, não foi minha intenção, eu juro. — Yunsuke levou as mãos ao peito com o olhar fulminante de seu pai.

— Eu preciso que tome meu lugar por alguns dias. — O Imperador gato disse finalmente.

Yunsuke congelou.

— Uh, po-por que? O que houve? — Indagou curioso. Ele certamente não esperava por isso.

— Parece que Eiji abandonou o cargo e viajou sem antes falar comigo. E como deve imaginar… Sim, eu vou atrás dele. — Falou convicto olhando nos olhos de Yunsuke.

O príncipe herdeiro, vendo a seriedade nos olhos de seu pai e verdadeira preocupação, assentiu.

— Eu penso que deve ser uma dor tremenda, pai. — Ele apertou os lábios e suspirou. — Eu posso fazê-lo. Ficarei em seu lugar e tomarei conta do Império até que volte. Só por favor, encontre Eiji, e se mantenha seguro também.

— Eu farei. Mas não irei como o Imperador atrás dele. Irei como Yoshikazu, um gato comum a procura daquele que ama. — Respondeu sincero percebendo como seu filho ficou surpreso, mas viu que logo em seguida Yunsuke sorriu amplamente para ele.

— Pode contar comigo pai. De alguma forma eu sempre soube que vocês se amavam… Então, não perca a oportunidade agora, vá em frente! — Yunsuke o incentivou, e seu pai não pensou duas vezes em agarrar seu menino e abraçá-lo forte contra o peito.

— Obrigado pelo apoio. Eu conto com você para cuidar de Shuichi, não sei quanto tempo estarei fora, mas darei meu melhor para não ser muito. Eiji não pode ter ido muito longe sozinho. — Concluiu. — Eu confio em você. Por favor, encontro um general substituto até que eu volte com Eiji.

Yunsuke concordou já com alguém em mente. Esta seria a chance de Roan mostrar se era realmente digno de tomar o lugar de seu pai, assim como o próprio Yunsuke teria muito trabalho de mostrar a seu pai que ele era capaz de muito mais do que ele imaginava.


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Os olhos treinados de Kensuke passavam sobre os papéis depositados em sua mesa de carvalho. Sinceramente essa era a parte de seu trabalho que mais odiava, mas não podia simplesmente fugir dela. Como alfa ou lider – sendo que tinha mesmo significado – era seu dever administrar tanto o lado de segurança, bem-estar, financeiro ou familiar da matilha.

Obviamente o lobo preferia gastar o seu dia com seu lindo esposo, mas o dever chamava. Aproveitando que Nanami estava ajudando Misaki a se instalar no novo quarto – o loirinho mais velho havia mudado-se para a casa deles naquela manhã a pedido de Nanami – Kensuke optou por analisar alguns relatórios.

Atualmente as coisas na Vila pareciam bem calmas, mas nem sempre era bom sinal. De alguma forma ele sabia que alguém estava tentando colocar as mãos sujas em seu gatinho... E por várias vezes esteve perto. Ele realmente precisava descobrir quem era.

Estava contando com o retorno de Ryo na próxima semana, para que esse ajudasse Seiji nas investigações. Claro, Yamato estava sendo de grande ajuda, contudo com o casamento deste com Shou se aproximando, não poderia contar com ele sempre.

Kenkuse largou a caneca e jogou a cabeça para trás e fechando os olhos. Ele suspirou e massageou a testa, devido à dor de cabeça.

Porém seu momento de relaxamento mental não durou muito, pois uma batida na porta de seu escritório chamou sua atenção. Kensuke grunhiu, mas tentou conter seu lobo. Pelo cheiro, já sabia quem era, e realmente não desejava tratar nenhum outro assunto da Vila agora. Sempre estava disposto em ajudar os membros da Vila, contudo, às vezes queria que cada pessoa resolvesse seu próprio problema.

— Entre! — Kensuke ordenou, encostando as costas contra a poltrona e cruzando as mãos sobre o colo. Seus olhos sagazes avaliaram o jovem lobo que entrou. Nunca fora próximo daquele jovem, mas o conhecia de vista. Nos últimos meses – depois do rompimento de Kensuke e Maiko – ele fora visto bastante com ex-noivo do Alfa. — Isamu, no que posso ajudá-lo?

— Boa tarde Alfa, queria fazer uma denúncia! — Isamu disse com extrema educação. Ele aparentava preocupado e até com certo medo, algo que não passou despercebido por Kensuke.

— Diga-me! — Ordenou. Em momento algum Kensuke ofereceu para o outro homem lobo se sentar, apenas manteve a expressão séria. Ele apenas manteve-se escutando atentamente a denúncia que Isamu fazia. Em outra situação, o alfa não iria acreditar, mas cada palavra que Isamu dizia parecia ser verdadeira e suas provas se tornaram mais reais.

— Então... É isso... — Isamu terminou.

— E por que decidiu fazer denuncia somente agora? — Kensuke perguntou, deixando isamu desconcertado com a pergunta.

— Eu... Es-estava com medo... Neguei acreditar que fosse verdade. — Isamu disse gaguejando em algumas palavras.

Kensuke abriu a boca para fazer outra pergunta, mas antes que a formulasse, a porta de seu escritório se abriu revelando um agitado Nanami. O gatinho ao perceber tardiamente que o marido estava em uma reunião, envergonhou-se. — Er... Desculpa Ken-chan... Eu não... Sabia... — Moveu-se para sair, mas a mão estendida de Kensuke o parou.

— Venha aqui, Nana-chan! — Kensuke chamou pelo esposo, e foi prontamente atendido. Nanami aproximou-se dele acanhado e olhou desconfiado para o outro lobo. Realmente não lembrava o nome desse.

Kensuke afastou a cadeira da mesa e puxou Nanami pela mão, o fazendo sentar em seu colo.

— Alfa, eu... — Isamu disse incerto.

— Pode sair Isamu! Obrigado pela informação. Certamente farei algo quanto a isso. Apenas peço que não faça fofoca ou alariado. — Kensuke disse firme.

O homem acenou com a cabeça, e após fazer uma reverência para o casal Alfa, deixou o escritório.

Nanami virou-se para encarar o marido. — Que denúncia, Ken-chan? — Nanami perguntou ingenuamente. Normalmente não conversava com o marido sobre as coisas ou problemas da Vila, mas aquela o deixou curioso.

— Apenas um pequeno problema que logo resolverei. — Kensuke respondeu, dando o assunto por finalizado. Nanami deu os ombros e deixou o sorriso voltar aos seus lábios. — E seu pai está instalado?

— Ken-chan... Não pode falar essa palavra. Ele ainda não sabe. Mas sim... Ele amou o quarto... E tive várias ideias para decorar... Depois iremos fazer compras. Ele falou que não preciso gastar dinheiro com ele, mas falei que não pode me negar compras as coisas... Porque você diz posso gastar. — Nanami contou empolgado. Demorou muito tempo para o gatinho se acostumar que agora tinha dinheiro e poderia comprar as coisas que queria. Que tudo que era de Kensuke, era seu.

— Sim! Concordo. Chame Chizu para ir com vocês as compras. Meu irmão adora comprar. — Kensuke falou. Ele rodeou um dos braços na cintura de Nanami e outra embalou a face delicada. O moreno fez suas faces aproximarem, de forma que trocaram um beijo lento e gentil.

Nanami apoiou as mãos nos ombros largos do marido e remexeu no colo do lobo, sentindo a dureza crescer no meio das pernas dele. O loirinho gemeu em meio ao beijo e abriu os lábios, permitindo que a língua de Kensuke começasse a explorar o interior doce de sua boca.

As mãos fortes de Kensuke afastaram o tecido do kimono rosa de Nanami, revelando as pernas roliças, e então, permitindo-se tocar, acariciar e arranhá-las com as unhas.

— Ken... Eu quero... — Nanami choramingou. Mesmo que eles tivessem feito amor ontem à noite e aquela manhã, o desejo por seu marido não diminuía nem um pouco.

Kensuke quebrou o beijo. Ele desejava tomar seu pequeno, mas realmente não teria tempo agora. — Não podemos... Eu preciso sair para resolver algo urgente... E você... Precisa ir fazer compras com seu pai.

— Mas eu quero! — Nanami choramingou fazendo um bico com os lábios.

Doeu em Kensuke negar Nanami, mas realmente não era momento propício. Queria perder-se em seu gatinho, porém precisava fazer suas coisas de alfa primeiro. — Mais tarde... Prometo...

— Uhh! Agora vou ter que tomar banho gelado... — Nanami havia falado tão adorávelmente, que foi quase impossível para Kensuke resistir.

— Não faça mais difícil do que é para mim! Agora vá seu sapeca. E prepare essa bunda linda para a noite... Não o deixarei dormir. — Kensuke disse malicioso, fazendo Nanami corar, mas igualmente ficar mais desejoso.

Nanami pulou do colo do marido e fez questão de sair rebolando do escritório, somente para provocar o Alfa. Kensuke suspirou. Sua ereção reclamava de dor, contudo, precisava tratar daquela denúncia primeiro.

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Shuichi gemeu baixinho. Seu corpo todo ardia em desejo e cada célula parecia vibrar ansiosa por seu marido. Seus dedos dos pés se contorceram e ele mordeu a palma da mão para abafa o gemido.

Yunsuke trabalhava a habilidosa boca em sua ereção, intercalando em sugar, lamber, morder e beijar... Tudo feito de forma lenta e sem nenhuma pressa.

A mão livre de Shuichi voou até a cabelereira do outro e seus dedos se embrenharam em meio aos fios negros, os puxando. Suas pernas se abriram dando mais espaço para que Yunsuke trabalhasse.

O gêmeo grávido estava deitado de costas na cama, com dois travesseiros para repousar sua cabeça, o kimono parcialmente aberto e as pernas flexionadas, enquanto Yunsuke se achava deitado de bruços em meio a suas pernas e trabalhava em sua dureza.

— Isso... Ohhh... Isso é gostoso... — Shuichi murmurou. Ele sentia pior que um kagema vadio, pois a medida que sua gravidez encaminhava para final, o seu apetite sexual parecia ter crescido, e ele desejava seu marido a cada segundo do dia.

Yunsuke que mais aproveitava... Deliciava sempre do corpinho de seu marido, e fazia questão de cuidar bem dele. Mas aquele dia em especial, parecia que tudo contribuía para que não pudesse aproveitar. Primeiro, foi o pai deles – Imperador – que apareceu para atrapalhar. Trazendo a notícia que Eiji fugiu, que o amava e estava deixando o posto de Imperador para Yunsuke – temporariamente – para que pudesse ir em buscar do ex-general.

Quando terminou de ajudar seu pai em arrumar às coisas para viagem, comunicou ao conselho sobre a posse da coroa de Yunsuke temporariamente, o jovem príncipe finalmente pode voltar para o quarto e saciar Shuichi.

Todavia, o destino decidira os interromper pela segunda vez aquele dia, antes que Shuichi conseguisse sua liberação, batidas soaram na porta... E eles tiveram que se separar rapidamente. Yunsuke jogou um cobertor sobre a nudez parcial de Shuichi, antes que a porta abrisse.

Assim que a pesada porta abriu, um ruivinho surgiu com um bico nos lábios. Sayuri ainda estava em seus pijamas de seda e na cor verde floresta. O príncipe mais jovem nem percebeu a situação dos irmãos e correu para a cama, deitando-se no meio – entre Yunsuke e Shuichi.

— Estou entediado! — Sayuri resmungou cruzando os braços.

Shuichi grunhiu. — Vá arrumar algo para fazer em outro lugar! — O gravidinho se encontrava literalmente em frustação sexual. Ninguém naquele lugar parecia disposto a deixá-lo encontrar seu nirvana.

— Não dá... — Sayuri disse com bico maior. Ele rodeou os braços nos dos dois irmãos, os deixando bem pertinho dele. — Ryo saiu para comprar algumas coisas para nossa viagem de retorno a Akai... Papai vai simplesmente viajar... Aff. Não creio que sou último a saber das coisas. Sério? Ele e o general?

— Saberia das coisas se não tivesse fugido de casa. — Shuichi retrucou.

— Você também não sabia até hoje. — Sayuri rebateu. — E você, Yun, por que não nos contou? — Perguntou ao irmão mais velho o encarando duramente.

— O general havia me contado em Akai que amava o papai... Prometi manter segredo. E sempre desconfiei que os dois sentiam algo um pelo outro. — Yunsuke se defendeu.

— Espero que eles se resolvam. — Shuichi falou. — Bem, primeiro papai tem de encontrar Eiji! Duas cabeças duras.

— Igualzinho a outro casal que conheço. Vocês também sempre se amaram, mas eram cegos demais para perceber. — Sayuri disse com uma risadinha. — Neh, tenho apenas mais três dias para ficar em Masao... Que tal fazermos piquenique no jardim? — Sayuri perguntou animado.

— Pode ser depois? — Yunsuke perguntou. Por conhecer Shuichi, ele sabia que o amado se achava no limite.

Sayuri o olhou chateado. — Por que não agora?

Shuichi grunhiu. — Porque estamos tentando transar! E você e papai tiraram o dia para atrapalhar! — Ele praticamente gritou.

Yunsuke corou e Sayuri arregalou os olhos. — Oh... — O ruivinho corou, mas não pode deixar de lado a veia sádica. — Posso ver? Prometo ficar quietinho!

— Saia daqui Sayuri! Agora! — Shuichi gritou sem paciência. Ou ele trancava a porta ou teria que transar consigo mesmo, porque ninguém iria deixar.

Yunsuke rapidamente levantou e puxou Sayuri pelo braço, gentilmente colocou o ruivinho fora do quarto e trancou a porta. — Calma, bebê.

— Calma o caralho... Ande logo e venha transar comigo ou farei eu mesmo. — Shuichi falou irritado. Será que naquele lugar ninguém podia fazer amor sem ser perturbado?

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Maiko se encontrava sentando na borda de sua pequena cama e olhava para suas mãos, mas precisamente para o pequeno frasco que se achava entre elas. Naquele frasco marrom estava um veneno dado a ele pelo capanga da velha bruxa. Suas ordens eram para fazer Nanami ingerir, e depois que este desmaiasse, o levaria até a floresta onde a bruxa o encontraria. Ainda não entendia porque aquela mulher era tão obcecada por Nanami.

Maiko não queria fazer mais isso. Odiava fazer isso. Contudo, sabia que se não o fizesse, a asquerosa torturaria ou mataria seu amor. Queria tanto falar a verdade para o Alfa... Quem sabe pedir ajuda desse... Porém depois de tudo que fez, duvidava que Kensuke fosse ajudá-lo. O jeito que amava Nanami era capaz de matar Maiko por ter ferido-o tantas vezes.

O moreninho esfregou os olhos com uma das mãos, tentando conter as lágrimas que insistiam em transbordar.

Maiko negou com a cabeça. Não queria fazer aquilo. Chega! Seu amado jamais perdoaria se fizesse isso. Não o amaria mais. Arrumaria outro jeito de salvá-lo.

Determinado, Maiko se levantou disposto em ir falar com o Alfa, mas antes que saísse de seu quarto, seu pai entrou com o semblante irritado. — O que fez dessa vez?

— O que? O que foi papai? — Maiko indagou sem entender. Seus pais não eram exemplos de amor, mas certamente o criaram bem.

— O Alfa Kensuke está na porta de nossa casa acompanhado pelo Beta Seiji e aquele forasteiro. Alegam precisar falar contigo. — Seu pai disse.

Maiko segurou a respiração por alguns segundos. Depois do termino do noivado, Kensuke nunca foi de falar muito com ele. Houve uma ou duas ocasiões, mas certamente não viria a sua casa. — Eu... Não sei... Vou lá falar com ele! — Disse resignado.

Maiko seguiu o seu pai para fora do quarto, e deparou-se com seu pai progenitor na sala com o olhar preocupado. — Tudo ficará bem pai! — Maiko disse tentando tranquilizá-lo. Foi com seu outro pai para fora da casa e deparou-se com os três lobos.

Uma pequena multidão curiosa se formava de longe, mas nenhum tinha coragem de aproximar-se.

— Alfa Kensuke! Meu pai falou queria falar comigo. Algo que posso ajudar? — Maiko perguntou com extrema educação. Ele apertou os dedos envolta do frasco que ainda estava em suas mãos e olhou para Kensuke.

Seiji estava no seu lado esquerdo e Yamato no lado direito um passo atrás, afinal, esse apesar de ajudar não era um beta. Havia outros sentinelas por perto, como se aguardassem algum ataque ou algo parecido.

— Sim! Maiko, está preso por traição, tentativa de assassinato e sequestro do Cadela Alfa. — Kensuke ditou em sua total voz altiva.

Os olhos de Maiko se arregalaram e o sangue drenou de sua face. Ele sabia que era culpado disso, mas não podia imaginar como Kensuke descobriu. — Eu...

— Isso deve se algum engano alfa... Minha família é fiel a ti. Maiko jamais faria isso. — Seu pai defendeu em voz angustiada.

— Algo a dizer em sua defesa Maiko, ou que prove inocente das acusações? — Kensuke indagou indiferente ao apelo do pai desesperado.

— Não... Realmente sou culpado de tais crimes. — Maiko confessou com a cabeça inclinada e os olhos fixos nos próprios pés. Ele viu nessas acusações uma chance, menor que fosse. Não iria ser obrigado a cometer outro crime e poderia falar com Kensuke e pedir-lhe ajuda. Apenas rezava para que o alfa realmente acreditasse nele e pudesse ajudar a resgatar seu amor.

— Prendam-o! — Kensuke ordenou. Seiji encarregou de levar as mãos de Maiko para trás do corpo e amarrá-las com uma grossa corda, e então guiá-lo. Em Akai não havia necessariamente prisão, mas tinha um calabouço onde levavam possíveis atacantes ou criminosos. Apesar de que mal era usado.

— Isso não...

Maiko ouviu ao longe seu pai progenitor chorar e o outro clamar que era mentira, que seu filho não era um criminoso. Maiko não disse nada, apenas deixou ser levado, e a única vez que levantou a face, viu Isamu ao longe rindo vitorioso. A cobra traidora devia ser quem o delatou. Mal sabia Kensuke que esse era o capanga da bruxa e o mais vil criminoso.

Havia apenas uma justificativa para ter sido entregue pela bruxa nas mãos de Kensuke.

Seu amado estava morto.

Se seu pequeno Megume estava morto, Maiko preferia morrer. Que Kensuke o condenasse à morte, pois este seria o alivio para sua ferida alma...

Continua...

Notas finais
Miky-san: Oláa! Obrigada por lerem Akai, espero que tenham gostado do capítulo :B novos personagens, e também com surpresinhas neh? No próximo teremos muito mais! Até a próxima! beijinhoos