Akai Ito

3 Coincidência? Não, apenas o fio traçando o destino


Notas iniciais
Revisado, betado. Mas, se houver qualquer erro, gomen.
Vão ler.

Mana terminava de escrever mais um capitulo de seu livro, olhou para o relógio, constatando que faltava pouco tempo para Allen chegar. Pegou a xícara vazia, levando-a para a cozinha; abriu os armários e a geladeira.

– Hm… Teremos que almoçar num restaurante hoje. Tenho que lembrar de fazer compras.

Fechou as portas, voltando para a sala, salvou o texto e desligou o notebook, logo ouvindo o barulho do portão. Estranhou quando notou que Allen estava demorando para entrar; foi para fora, encontrando-o parado, olhando para o outro lado da rua.

– Filho, aconteceu alguma coisa? Você está- — Foi interrompido quando uma porta se abriu, olhou para a frente, encontrando uma mulher de longos cabelos negros, que lhe parecia extremamente familiar.

– Yuu, você sabe onde está o ursinho da Yuko? Não estou achando.

– Err.. Yukiko? – Mana a chamou hesitante, achando que poderia estar errado; quando esta levantou seu olhar, se surpreendeu.

– Mana? Mana Walker? É você mesmo?

– Não acredito! Mas que incrível coincidência morarmos na mesma rua, depois de tantos anos sem nos vermos.

– Oh, verdade! Vão não mudou quase nada! Lembra-se que a ultima vez que nos vimos, eu estava grávida? – Ao receber a confirmação, prosseguiu: — Este aqui é meu filho mais velho, Yuu…

– Ele é a cara do Yusuke… Falando nesse rabugento, como ele está?

– Está ótimo. Já, já está chegando do trabalho para almoçar. E aproveitando, por que não vem comer conosco?

Os olhos de Yuu e Allen vagavam entre os dois adultos ali conversando, dava para se ver o desespero neles, que não acreditavam naquela situação.

– Não quero incomodar. – Seus olhos se tornaram aliviados, suspirando.

– Não seja por isso, vamos. Com certeza Yusuke ficará muito feliz em vê-lo. – Novamente, eles estavam desesperados.

– Já que insiste… Coloque sua bolsa na sala e tranque a porta, ok Allen?

– Mas pai… — Seus olhos estavam suplicantes para seu pai, estava quase chorando para convence-lo do contrário.

– Não seja rude com a Yukiko. – O repreendeu.

Suspirando em derrota, Allen entrou, jogando sua bolsa no chão demonstrando sua raiva, trancou o portão assim que saiu; Mana já havia entrado com Yukiko, restando apenas Yuu parado na entrada, o esperando. Não fazia nem questão de disfarçar seu desagrado.

– Não pense que estou feliz com isso também. – Disse Allen em um sussurro para o moreno.

– Tch. – Entrou em sua casa, com o menor atrás.

Sorriu quando viu sua irmã mexendo em sua bolsa – que ele havia entregado para sua mãe. Yuko sempre chorava quando não gostava de uma pessoa, e pelo jeito, Mana havia sido aprovado, Yuu torcia para que o albino não fosse do agrado dela.

Observando com expectativa quando a atenção de Yuko foi para Allen, em seus passos desajeitados, ela se aproximou dele, encarando-o fixamente. O garoto agachou-se, para ficar na altura da pequena, sorrido-lhe gentilmente; serrando os pequenos olhos negros, ela observou a estranha marca no lado esquerdo do rosto do garoto*, quando olhou para os gentis olhos prateados, sua expressão se suavisou, dando um sorriso para Allen, jogou-se em seus braços.

– Meu nome é Yuko! Foi a mamãe que escolheu, sabia?

– É? E o que significa? – Allen a pegou no colo, levantando-se.

– Graciosa! — Se achava para o albino, que tinha um sorriso mais aberto em seu rosto.

– Verdade? Combina com você sabia?

– Uhum.. Papai, mamãe e Yuu-nii-san sempre dizem.

– Eles não mentem. – Allen ria baixinho do que a moreninha nos seus braços dizia… Ela é realmente uma graça, pensou.

Yuu olhava aquela cena perplexo, como assim sua irmã gostou daquele idiota? Ela conversava com ele como se o conhecesse a muito tempo.

– E qual é o seu nome?

– Allen.

– Aren? – O nome saia diferente pelo sotaque, mas não deixava de ser fofo.

– Sim..

– Meninos? Venham almoçar. – Ouviram a voz de Yukiko vindo da cozinha, Allen foi até lá com Yuko ainda em seu colo- Oya, vejo que Yuko gostou de você Allen-kun.

– Parece que sim… — Respondeu, sorrindo sem jeito.

– Venha cá Yuko, deixe-o comer. – Estendeu os braços com o intuito de pegar a pequena, que recusou, abraçando o pescoço do albino.

– Não. Quero ficar com o Aren.

Rindo da birra da morena, Allen disse: — Que tal, depois de comer, eu brinco cm você do que quiser.

– Mesmo?

– Mesmo. – Yuko soltou o pescoço do garoto, indo para os braços da mãe.

– Sirva-se a vontade Allen-kun. Mana me contou que você tem um grande apetite, então, não se acanhe, está bem? – Os olhos do albino se arregalaram, suas bochechas pegando um forte tom avermelhado.

– Pai! – Mana e Yukiko deram risada.

– Vamos, vamos. Sente-se e coma o quanto quiser, e me diga o que achou depois tá?

Allen sentou-se; ainda sem jeito, começou a servi-se. Nesse tempo, ouviram a porta da sala se fechar, e Yusuke logo apareceu na cozinha, olhou surpreso para àquelas duas figuras, uma delas sendo reconhecida por ele.

– Mana? – O dono do nome chamado sorriu, se levantou da mesa e foi em direção ao seu velho amigo, dando-lhe um abraço.

– Grande surpresa, não? Eu moro na casa da frente. Seremos vizinhos novamente, só não aprontaremos as mesmas coisas que antes né? – Riu, lembrando-se de fatos antigos. – Ah, e esse é meu filho, Allen.

Se comprimentaram-se com um aceno breve. Após isso, sentaram-se todos. Para os adultos era um clima de nostalgia, conversavam sobre o que fizeram depois de se separarem, mas isso não incluia Allen e Yuu, que evitavam ao máximo se olharem.

Yuu conseguia desfarçar melhor que Allen; suas bochechas tinham um leve tom rosado, completamnte sem jeito, que, depois de comer, foi brincar com a Yuko para se distrair.

Sentado no tapete da sala, mostrava os truques com cartas de baralho, que aprendeu com Mana. Um lindo sorriso enfeitava seu rosto ao ver que Yuko estava se divertindo com o que fazia; ele estava tão concentrado que não percebeu Yuu sentado no sofá os observando, mas especificadamente Allen. Aquele pentagrama em sua testa, que seguia ao longo do seu olho e bochecha, o deixou completamente curioso. Suspirou, resolvendo ir pro seu quarto tirar um cochilo, achando que sua mente estava perturbada assim pelas noites mal dormidas. Querendo, a qualquer custo, não ter nenhum sonho que envolva Allen.

As horas se passaram voando. Mana chamou Allen para irem embora, “Já perturbamos demais os Kandas”, comentou, rindo em seguida. Despediu-se de Yuko com um beijo em seu rosto, que sorriu e retribuiu com um beijo em sua testa.

Allen notou que Yuu não estava na sala quando saia, suspirou, queria ter se despedido do moreno. Balançou a cabeça, o que era que estava pensado? Suspirou e foi para sua casa com seu pai. Precisava de um banho pra relaxar e não pensar em nada.

.

.

.

.

.

Uma semana havia se passado depois do almoço na casa dos Kandas. Nesse tempo, Allen e Yuu iam e voltavam da escola juntos, a contragosto, mas iam. O almoço e janta muitas vezes eram revezados entre a casa de ambos, o que havia deixado Yuko extremamente feliz, a garotinha havia amado a companhia do albino.

O silêncio entre eles era sempre constrangedor e tenso, quase nunca dirigiam a palavra ao outro. Quase mesmo, porque quando faziam isso, era sempre os momentos que discutiam. Eles não tinham hora ou lugar pra isso, Lenalee e Lavi muitas vezes estavam presentes nesses momentos, que assistiam e riam.

– Anda logo moyashi! – Kanda gritava Allen, parado no final da escada; fechou os olhos e suspirou, ele sempre tinha mania de demorar.

– Calma, calma. Já estou aqui! – Abriu os olhos quando ouviu a voz do garoto, esse descendo as pressas, parando ao seu lado. – Vamos?

Saíram da casa do albino, andando calmamente pela rua em direção a escola, o silêncio mencionado predominando, só que, dessa vez era um pouco mais calmo. Estavam um pouco frustrados pelos sonhos que continuaram tendo, não sonhavam mais a mesma coisa de forma repedita, perceberam que isso alterava dependendo do que havia acontecido no dia.

Allen ainda não havia contado a Lenalee e Lavi sobre o sonho, não estava tendo tal oportunidade sendo que, o ruivo fazia questão de arrastar Kanda para onde quer que eles vão, e isso o deixava um pouco frustrado. Ele precisa da opinião de outras pessoas que não fossem seu pai, precisava de mais pontos de vista sobre aquilo.

Já Kanda havia contado a sua mãe, ele apenas não deu detalhes sobre como o garoto era, deixando isso pendente, mas sabia que uma hora acabaria soltando, porem, por enquanto, deixaria assim. Yukiko apenas o ouviu quando ele contava, um pouco sem jeito por simplesmente dizer que teve um sonho molhado com um garoto que de início nem sabia quem era, e agora, era simplesmente uma pessoa extremamente parecida com ele, era filho do melhor amigo de seus pais.

Chegaram na escola, cumprimentando Lenalee e Lavi; foram para suas respectivas salas, Allen pensava em contar a chinesa sobre seu sonho, mas esperaria um momento que não tivessem nada a fazer.

.

.

O dia estava a seu favor, apenas teve a primeira aula, as outras eram estudo livre. Então Allen poderia falar com Lenalee. Chamou-a para se sentar completamente ao seu lado.

– Aconteceu algo? – Perguntou Lenalee, que olhava para Allen preocupada.

– Há umas duas semanas, eu tenho tido um sonho meio… Estranho. Não sei se posso realmente usar essa palavra.

– E… O que tem esse sonho?

– Na primeira semana, era sempre o mesmo sonho. Eu nos braços de um homem, diziamos que nos amavamos, e… Bem, o “clima” entre nós, dava a entender que fizemos uma promessa. E então eu morria.

– Nossa… — A morena olhava para ele estupefada, surpresa com aquilo.

– E na segunda semana, os sonhos não são mais o mesmo, mas eu acordo com a mesma sensação de arrependimento e tristeza.

– Mas você sabe o que quer dizer isso?

– Não… — Suspirou – Estou contando pra você, porque preciso de mais opiniões, meu pai já sabe sobre esses sonhos. E ele diz que é algum tipo de sinal.

– Você se lembra do rosto do homem.. Ou o nome dele?

– Sim… — Baixou o olhar, mordendo o lábio.

– E…?

– O nome dele é Kanda Yuu. – Lenalee franziu o cenho, a duvida era estampada em seu rosto. – Sim Lena, antes mesmo que conhecer com o Kanda, eu sonhava com ele. Mas não sei se é ele exatamente. As paisagens do sonho são completamente diferentes, antigas, por assim dizer.

– Por isso que você anda com a cabeça tão nas nuvens? – Allen assentiu, olhando-a. – Você acha que ele sonha com você?

– Não sei… Mas acho que não. – Ambos ficaram em silêncio, cada um perdido sem seus pensamentos. – Ah, esqueci de mencionar… Já vi você e Lavi em alguns desses sonhos. E isso é uma das coisas que mais me deixa em duvida, e muito curioso.

– Muito estranho isso, Allen-kun. Mas para dar minha opinião, eu terei que pensar…

– Tudo bem.

.

.

.

“Kanda saiu do banheiro relaxado, um suspiro escapou por seus lábios; ele trajava apenas uma calça, a toalha em volta de seu pescoço. Caminhava calmamente até seu quarto; aquela hora não haveria ninguém acordado. Tinha acabado de chegar de uma missão, precisava de um banho antes de cair morto em sua cama.

Destrancou a porta, assim que entrou, tirou as botas, jogando-as no chão. Enxugou melhor o cabelo molhado; virou-se para sua cama, arqueando uma sobrancelha ao avistar um garoto albino em sua cama, sorriu e aproximou-se, analisando-o.

Os cabelos brancos espalhados pelo travesseiro, sua expressão pacifica o fez sorrir ternamente, os lábios entreabertos, a respiração calma e ritmada; o sorriso abriu-se mais ao ver que Allen usava sua camisa, apenas ela. Por ser uma camisa grande em seu corpo pequeno, esta havia subido um pouco, batendo na metade se sua bunda. Um olhar malicioso era direcionado ao garoto inocente sobre a cama, notando que este não usava cueca alguma. As coxas brancas completamente a mostra para o deleite de Kanda; as marcas que outrora havia deixado ali, sumiram. Precisava fazer novas.

Mas qualquer pensamento malicioso fugiu de sua mente ao ouvir seu nome ser chamado em um sussurro, e ver um pequeno, mas lindo sorriso aparecer no rosto de Allen. Aquilo havia o desarmado completamente. O sorrisso terno voltou, acompanhado de um olhar carinhoso; se encaminhou para a cama, sentando-se num espaço livre, levou a mão direita ao cabelo platinado, acariciando. Kanda amava sua textura e macies, era viciado em acaricia-lo enquanto Allen dormia, mas paralisou ao vê-lo se mexer, observando quando seus olhos prateados se abriram.

– Chegou agora? – sua voz era rouca pela falta de uso, mas ainda sim, sorriu para o moreno.

– Sim. Desculpe se o acordei. – Allen deu-lhe espaço na cama; deitou-se, passando os braços em volta da cintura do albino.

– Tudo bem… Okaeri. – Aconchegou-se no peitoral de Kanda, ajeitou-se melhor depois que ele colocou uma perna entre as suas; o cobertor sobre eles.

– Tadaima. – Suspirou, fechando os olhos.- Boa noite. – Beijou a cabeça de Allen, pouco depois adormeceu pelo cansasso.”

Seus olhos negros fitavam o teto fixamente. O sonho daquele dia não era tão perturbador, mas havia lhe deixado com uma imensa vontade de dormir com o moyashi, vontade essa que abominava. Estava irritado consigo mesmo ao perceber que acordou sorrindo. Entretanto, mil vezes um sorriso idiota do que uma ereção. Levantou-se de sua cama, indo ao banheiro lavar o rosto, após isso, foi para a cozinha. Seu pai não estava lá, deve ter saído mais cedo; sua mãe ajudava Yuko a comer, que tagarelava sobre um assunto qualquer.

Cumprimentou-as, tomou seu café sem pressa, depois rumou para seu quarto, se trocou, escovou os dentes, penteou e prendeu o cabelo no típico rabo de cavalo. Despediu-se de sua mãe e Yuko; tocou a campainha da casa a frente, por um milagre, quem o atendeu foi Allen, não Mana.

– Bom dia Kanda! – Sorriu para o moreno, deu-lhe espaço para que passasse. – So vou escovar os dentes e já vamos.

– Vê se não demora. Você sempre consegue demorar em qualquer coisa que faça. – Revirou os olhos, encostando-se no sofá.

– Ahh, deixa de ser chato! Já volto. –Correu para o banheiro, escovou os dentes, pegou sua bolsa e voltou para sala, onde Kanda o esperava. – Prontinho! Tchau Pai. – Gritou para Mana, que estava no andar de cima.

– Tchau meninos, tenham uma boa aula.

Sairam para a escola; daquela vez, Allen estava empenhado em puxar assunto.

– Fiquei curioso agora.. Quantos anos a Yuko tem?

– Quarto.

– Quando é o aniversário dela? – Por mais estranho que pareça, Kanda não estava se sentindo irritado com Allen puxando assunto.

– 8 de maio.

– Woah, esta perto! Vão fazer festa para ela? – Allen olhava para o moreno ao seu lado, o clima entre eles estava afável, ambos admitiam em seus pensamentos que gostavam disso.

– Conhecendo minha mãe, obviamente ela fará uma. – Disse em um suspiro.

Allen riu baixo, falando em seguida: — E quando você faz aniversário?

– Porque quer saber? – Seu tom era desafiador; arqueou uma sobrancelha.

– Ah, ora… Porque sim.- Um bico charmoso se formou em seus lábios fofinhos, Kanda não conseguia discutir com isso.

– 6 de junho.

Ficaram em silêncio depois disso, Kanda pensava no sonho que teve, aquilo havia o deixado com bom humor, por incrivel que pareça. Chegaram a escola, Lavi e Lenalee estavam os esperando no portão. Depois dos típicos cumprimentos, entraram. Conversavam sobre coisas banais até o sinal bater, e cada um foi para sua sala.

.

.

Allen comprou algumas coisas na cantina, foi para a mesa que compartilhava com os outros três, mas ele estava sozinho até agora. Lena estava com umas amigas de outra classe, coisa que o albino não ligava, era bom que ela se enturmasse com outras pessoas. Faltava apenas Lavi e Kanda chegarem.

Comia calmamente, distraído, nem percebendo quando Kanda se aproximou e sentou-se na mesa.

– Oe, moyashi.

– É Allen, BaKanda. – Olhou para o moreno, estranhando a falta de um certo ruivo. – Cadê o Lavi?

– O professor precisou da ajuda dele. – Ficaram em silêncio por um instante, até Kanda o quebra-lo. – Eu tava pensando em algo na sala, e fiquei curioso.. – Kanda, enrolando para falar algo? Estranho.

– O que?

– E a sua mãe? Nunca vi você comentando sobre ela. – Todos ficavam curiosos sobre isso, ele até achava engraçado.

– Minha mãe esta viva sim, antes que pergunte. Só que ela mora no meu país natal, Grã-Bretanha. Meus pais são divorciados.

– Hm.. – Por alguma razão, Allen conseguia ler o que aquele “hm” queria dizer. Kanda estava querendo saber mais.

– Eu até sinto saudades dela, mas… Ela nos deixou quando eu era muito novo, então, ela não fez tanta parte na minha vida.

A conversa acabou ali, Allen continuou comendo, alheio ao fato de que Kanda o olhava. O sinal bateu pouco depois; foram para suas salas, ainda em silêncio.

.

.

– Não vou pra casa com você moyashi. Vou precisar ir na casa do Usagi para fazer trabalho. – O tom de sua voz mostrava o quando odiava essa ideia.

– Tudo bem. – Sorri para Kanda. – Boa sorte. – Riu bem humorado, achando graça do desgosto do moreno.

Se despediram. Allen ainda tinha um sorriso em seu rosto, torcia para que mais dias assim acontecessem, gostava mesmo do bom clima que pairava sobre ele e Kanda hoje. Chegou em sua casa, vendo um bilhete em cima da mesinha de centro; pegou, enquanto deixava a mochila no chão.

“Allen, tive que sair para resolver umas coisas com meu editor. Não sei que horas volto. Deixei a comida pronta na geladeira, é só esquentar. Qualquer coisa, é só ligar no meu celular.

Mana”

Seu pai saiu, então ficaria sozinho por horas. Suspirou, foi para a cozinha esquentar a comida; pegou sua bolsa, rumando até o quarto para se trocar, feito isso, voltou a cozinha, serviu-se e comeu. Quando terminou, deixou a louça na pia; jogou-se no sofá, comer sempre lhe dava sono, “não faz mal dormir um pouquinho”, pensou. Ajeitou-se melhor no assento, ele não tardou a dormir.

Mas antes mesmo que pudesse sonhar com algo, acordou com o som da campainha, se levantou em um pulo, assustado. Respirou fundo, passou a mão pelo cabelos, atendeu a porta, vendo Yukiko ali.

– Yukiko-san! Precisa de algo? – Sorriu para a mulher.

– Sim, preciso de um favor seu… Tenho sair urgente, e como o Yuu não esta em casa, queria saber se podia cuidar da Yuko pra mim.

– Claro. Sera um prazer. Um instante.

Pegou a chave, calçou seu sapato, trancou a porta e o portão; Yukiko o esperava em sua casa, deu-lhe algumas instruções, partindo em seu carro assim que terminou. Yuko não conteve sua animação quando viu o albino, chamando-o para brincar em seguida. Suspirou, mas sorriu para a pequena, sentia-se cansado, mas a risada e sorriso de Yuko era algo que não poderia desperdiçar.

Brincaram durante a tarde toda, o sol estava quase se pondo quando Allen deitou-se com Yuko em sua cama, a pequena insistia para que albino ficasse com ela, e quando menos esperavam, adormeceram.

.

.

Kanda caminhava apressado, não aguentava mais um minuto na casa de Lavi, aquele trabalho havia demorado mais que o esperado, já havia escurecido, afinal. Quando chegou em sua casa, estranhou ao ver que o carro de sua mãe não estava na garagem; entrou na casa, chamando por Yuko ou sua mãe, ninguém o respondeu, deixou a mochila em qualquer canto da sala. Foi para o quarto da sua irmã, ficou estático com a cena a sua frente.

Allen estava deitado na cama de Yuko, esta, estava deitada ao seu lado, segurando uma de suas mãos, enquanto o braço livre do albino servia de travesseiro para a pequena. Ambos dormiam tranquilamente. O quarto estava uma bagunça pelos brinquedos espalhados no chão, deixando claro que não pretendiam dormir.

Suspirou, por mais que não quisesse, tinha que acorda-los. Desistindo disso quando sentou-se na cama e Allen, inconscientemente, deitou a cabeça em sua coxa; lembrou-se do sonho, e quando menos percebeu já estava acariciando os fios brancos e macios. Pegou o travesseiro, colocando em suas costas. Agora ele poderia concluir que sim, poderia se tornar viciado em acariciar os cabelos de Allen.

Bocejou, encostando-se melhor no travesseiro macio. Antes mesmo que notasse, adormeceu pensando no quanto Allen era bonito enquanto dormia.

Notas finais
*Talvez, eu deixe só essa marca no Allen... Ainda estou pensando se faço algum acidente ou coisa parecida acontecer para que ele fique com o braço da innocence.

É... Eu demorei né, um mês mais ou menos...
Há explicações pra isso! Duas, na verdade.
Primeira: Eu empaquei numa parte sem saber o que escrever... Foi numa noite divina que eu simplesmente escrevi o resto do capitulo no meu celular.
Segunda: Escola. Eu estava tendo provas e trabalhos. Isso fode com seu tempo livre.

Eu tava tão sem ideia, que até pedi ajuda pra minha irmã... Mas ela é uma inútil, não me ajudou em nada.
Nyarou furiosa comigo porque demorei, lalala.
Enfim, chega de blábláblá;

Estou com duvida em algo: Eu faço Lucky ou Lavena? Respondam no review.

Reviews são bem vindos, obrigada.
Leitores fantasmas, apareçam lindinhos.
Ah, um beijo pra Moymoy. Se não depois ela vem falando que não a amo q