Ainda é cedo.
3 Capítulo 3 - Trégua entre panos de prato e lingeries
Notas iniciais
Manuela
Misericórdia, ele não come não? Na geladeira só tem algumas garrafas de água e alguns potes praticamente vazios com restos de comida. Procurei pelos armários e só achei um pacote de macarrão. Ótimo, vai ser isso mesmo. Coloquei a água para esquentar e deixei lá enquanto ligava a TV da sala.
Ele não demorou pra voltar. Novamente jogou as chaves no aparador e colocou a carteira e os documentos do carro juntos. Passou reto por mim e foi para o seu quarto com a cara fechada.
Eu não conseguia entender o motivo dele ter me odiado tanto, mas torcia pra ser apenas algo passageiro.
Eduardo
Eu estava mesmo decidido, juro. Mas aí quando cheguei e olhei pra ela, meu estômago revirou. Era a Rachel na minha cozinha? Claro que não! A Rachel estava morta.
Resolvi tomar um banho para tirar isso da cabeça e notei que ela já havia colocado algumas coisas dela no banheiro. Não me incomodei, mas foi estranho ver coisas de outra pessoa ali. Me vesti e fui para a sala seguindo o cheiro de comida. Ela estava fazendo o almoço.
Tirou o macarrão da panela e serviu em dois pratos, me oferecendo um deles. Estava realmente gostoso, isso eu tinha que admitir. Talvez fosse hora de ser um pouco simpático.
-Está muito bom, obrigado.
Ela pareceu se assustar só de ouvir minha voz.
-De nada – o silêncio voltou, até que ela largou o prato e se virou pra mim – Eu fiz alguma coisa de errado?
Eu apenas neguei com a cabeça, mastigando a comida.
-Então por que fica com essa cara fechada pra mim? Se estou incomodando, me desculpe, mas não tive a intenção, ok?
-Não está incomodando — mas estava começando a me irritar. Eu estava tentando engolir a questão da aparência dela e participar de um interrogatório não me deixava feliz.
-Então por favor, fala qual é o problema porque se não eu não sei o que fazer pra gente poder conviver de maneira agradável.
Larguei o garfo já irritado.
“O problema é que tu parece minha ex morta, porra!”
Não, eu não disse isso. Me contentei com um simples:
-Não enche.
Coloquei o prato na pia e voltei para o meu quarto.
Manuela
Faltava uma semana para as aulas começarem. Nos primeiros dias fiquei bastante fora resolvendo papelada de matrícula e material e durante esse tempo, eu não fiz mais perguntas. Mas com o passar dos dias, fomos começando a conversar e nos conhecer, e dessa vez, sem grosserias de ambas as partes. Ele fazia faculdade de arquitetura e faltavam dois anos para se formar. Contei sobre minha vida, e a cada dia, fomos falando um pouco mais. Era um ritmo meio estranho porque parecia que a qualquer momento ele ia se emburrar de novo comigo, mas fomos seguindo um dia por vez.
No sábado acordei e ele estava na cozinha guardando as compras. Agradeci mentalmente pois já haviam dias que queria fazer isso mas estava receosa de acabar comprando algo que ele achasse absurdo e voltássemos a nos desentender.
-Bom dia — falei enquanto entrava no cômodo.
Ele guardava as sacolas.
-Bom dia.
Ele se levantou e lavou as mãos. Estava bonito hoje. O cabelo estava bagunçado, usava uma blusa branca e uma bermuda preta.
Bem, ele não era nenhum deus grego do tipo galã de novela, mas era bonito e tinha sim o seu charme. Acho que era o corte despenteado, ou os olhos tão negros quanto os cabelos. Ou talvez as grossas sobrancelhas que combinavam com o nariz um pouco acentuado. Tinha o tronco largo mas era meio magro. Mais alto que eu, mas isso não era nenhum motivo de orgulho pra ninguém. Infelizmente, a cara sempre fechada para mim tirava um pouco da beleza dele.
Ele se virou e eu percebi que eu estava observando.
“Droga Manu!”.
-O que foi?
-Nada. O que quer hoje para o almoço?
Me sentia uma dona de casa perguntando isso, mas é que eu estava na casa dele, e sequer tinha procurado um emprego ainda. O mínimo que podia fazer era cozinhar um pouco. Se bem que desconfio que não seja tão boa assim na cozinha, mas vale a intenção.
-Pode deixar que eu mesmo vou fazer hoje.
-Então o que teremos?
-Ainda não decidi, mas acho que bife e batata frita. Tá bom pra você?
-Ótimo!
Não quis admitir que era uma das minhas combinações preferidas. Me encostei na bancada e peguei uma maçã enquanto ele separava a carne e lavava as batatas. Pelo menos eu podia ajudar um pouco.
-Onde tem um pano de prato?
-Armário em cima da geladeira.
Ele não se virou pra responder, mas eu vi o sorriso que formou. Ele sabia muito bem que eu não alcançava lá.
Mas não me importei. Peguei uma das cadeiras da mesa e subi. Abri o armário e vi os panos bem no fundo, mesmo no banco eu não ia alcançar.
-Eduardo?
Agora ele não escondia o riso.
-Fala, baixinha.
-Pode me ajudar?
Falei quase em um sussurro. Mesmo nesse pouco tempo, ele já tinha percebido que eu era orgulhosa e me fazer pedir sua ajuda era sua diversão. Tenho quase certeza que ele havia trocado algumas coisas de lugar só para que eu não alcançasse mais. Quem guarda pano num lugar tão alto?
Ele fechou a torneira e veio esboçando um sorriso. Eu de braços cruzados e cara fechada. Tínhamos pelo menos 10 centímetros de diferença. Ele só precisava se esticar um pouco, pegou o pano e me entregou, levantando uma das sobrancelhas. Puxei o pano com força e aí começou a bagunça toda.
Por acaso já comentei que sou uma das pessoas mais estabanadas da vida? Vivo caindo sozinha por aí, tropeçando no ar, e nem me faça contar de todas as vezes que já fui parar no hospital por causa das luxações. São tantos roxos pelo meu corpo, sem explicação, que parei de tentar entender. Dito isso, era de imaginar que algo iria acontecer no fatídico momento que resolvi subir na cadeira. Assim que puxei o pano, me desequilibrei com a cadeira balançando e me agarrei à primeira coisa que meus dedos alcançaram: a geladeira. Tentei me segurar, mas a porta superior, do congelador, abriu, jogando meu corpo para o lado oposto.
Merda merda merda merda merda!
Fechei os olhos já esperando pela dor da queda que seria, mas não. Eu só ouvi o barulho de algumas coisas caindo e senti ele me segurando. Abri os olhos, e dei de cara com os olhos dele, completamente espantados. Não sei como, mas ele conseguiu me segurar com uma mão nas minhas costas e outra na minha coxa.
Estávamos muito perto e a primeira coisa que consegui pensar foi:
“O que são esses olhos?”.
Então voltei pra realidade: ele estava com a mão enfiada na minha coxa. O cara que até alguns dias só faltava rosnar pra mim, tava agarrado na minha coxa!
Me apoiei em seus ombros e me levantei. Não precisava me olhar pra saber que eu estava roxa de vergonha. O pano tinha ido parar longe, é claro. Ele levantou a cadeira e catou os congelados que caíram.
-Você tá bem?
Apenas acenei com a cabeça. Não conseguia falar. Peguei o pano e fui para a pia.
-Ta bem mesmo?
Dessa vez ele soltou uma risadinha leve.
-Aham! — forcei a voz — Obrigada por me segurar.
Ele soltou uma risada de deboche.
-Teu orgulho ainda te mata um dia.
-Não se da próxima vez você pegar o maldito – lhe bati com o pano nele – pano – bati novamente — pra mim! Quem guarda pano num lugar alto assim?
Já estávamos rindo da situação. Ele começou a fritar os bifes e eu cortava as batatas. Rimos ainda mais quando demos conta da maçã que eu comia, jogada em cima do armário, do lado oposto da cozinha.
Eduardo
Com o tempo, deixei de ver a Rachel e comecei a ver a Manuela de verdade. Na verdade, sequer conseguia mais ver alguma relação entre as duas.
Rachel era sempre comportada, arrumada e elegante. Uma filha e nora sonhada por qualquer mãe. A Manuela não. Falava besteiras, era desastrada e não tinha paciência de ficar se arrumando. Às vezes saía com a primeira roupa que via, às vezes, parecendo uma mocinha. Não dava pra entender aquela garota... Sem contar sua fixação por batom vermelho, que era basicamente a única maquiagem que ela estava sempre usando.
Depois daquela quase queda na cozinha, começamos a nos aproximar mais. Acho que estávamos começando a criar intimidade. Sendo sincero, me assustava um pouco.
As aulas começaram e mais uma semana se passou. Ela chegava toda animada e ao mesmo tempo, morta de cansaço, mas não calava a boca contando sobre a nova faculdade. Fazíamos algumas refeições juntos e aos poucos fomos nos conhecendo mais. Ela recebeu algumas ligações da mãe, e eu recebi algumas da Suzy, que ficou muito feliz em saber que eu e ela estávamos nos dando bem.
Eu só tinha a Suzy. Nossos pais já faleceram, quando eu ainda era pequeno. Ficamos um período com nossa avó, mas ela também já tinha falecido. A Suzy guardou dinheiro e comprou esse apartamento e quando foi fazer o intercâmbio eu fiquei aqui sozinho. A Manuela tinha a mãe, uma irmã e um primo.
Na sexta, estava sentado no chão da sala e usando a mesa de centro para fazer meu projeto quando ela chegou com uma sacola enorme da lavanderia.
-Onde arranja dinheiro para lavanderia?
-Tenho meus métodos.
-Ta se vendendo?
Ela me olhou fingindo estar indignada e ofendida.
-Calado!
E saiu rebolando para o seu quarto.
Larguei o projeto na mesa e fui atrás dela. Ela não tinha fechado a porta e me encostei no portal.
-Sério, como arranja dinheiro?
Ela não desviou a atenção das peças que dobrava e separava.
-Tenho uma poupança deixada pelo meu pai que foi liberada assim que fiz aniversário, o valor é bom e o rendimento também, então sabendo gastar dá pra viver. Minha mãe manda um pouco de grana mas é para os materiais e para gastos da faculdade.
-E desde quando lavar a roupa na lavanderia é saber gastar?
-Consegui economizar e já estava com muita coisa suja. Preferi pagar e usar o tempo que lavaria tudo no tanque daqui pra estudar.
-Mas essa nem é a lavanderia do prédio. Sabe que temos uma aqui, né? Ou acha que lavo tudo na mão?
Ela ergueu apenas os olhos, me fuzilando. Ignorou minha pergunta. Eu já estava saindo quando olhei de canto de olho e vi um conjunto de lingerie. Mal pude acreditar que era dela.
-Vai seduzir quem, tigresa?
-Ta falando do que?
Acenei com a cabeça pra pilha de roupas e ela procurou, ficando roxa quando encontrou.
Era um conjunto com estampa de tigre, cheio de babados que só tampava, sem dúvida alguma, o mínimo de pele possível. Ela olhou espantada para a calcinha – se é que aquilo podia ser chamado de calcinha. Era um fio dental atrás e com uma abertura na frente, estilo calcinha tailandesa.
-MAS QUE PORCARIA É ESSA NAS MINHAS ROUPAS?
Eu já estava quase bolando de rir.
-Isso não é meu! — ela tentava se defender, já vermelha como um pimentão.
-Aham – olhei com um jeito malicioso.
-Acha mesmo que eu teria coragem de usar isso?
Ela estava muito nervosa.
-Acho que ficaria uma gracinha de tigresa sexy.
Ela cerrou os olhos – péssimo sinal vindo dela – e jogou a primeira coisa que sua mão alcançou em mim.
-SAI JÁ DAQUI!
E eu sai, ainda rindo.
Entrei no meu quarto. Aquele conjunto era ridículo, quem teria coragem de usar aquilo? Mas além do conjunto, também vi algumas blusinhas, tops e alguns sutiãs. Desde quando ela gostava de renda? Alguns eram realmente bonitos.
Pera!
Mas que merda Eduardo! Para de pensar nos sutiãs dela. Não, melhor: para de imaginar ela usando eles!
Manuela
COMO ELE NÃO ME CONTA QUE O PRÉDIO TEM LAVANDERIA???
E não bastando: que vontade de enfiar minha cara no chão quando vi aquele conjunto ridículo. O que o Eduardo ia pensar? Enfiei ele de volta na sacola da lavanderia e terminei de guardar as roupas bufando de raiva. Amanhã vou lá enfiar isso na cara daquela recepcionista metida.
“Acho que ficaria uma gracinha de tigresa sexy”.
Acha nada... Tá vendo? Não pode dar um tico de intimidade!
Eduardo
Voltei a fazer meu projeto na sala e ouvi ela bater a porta do banheiro. Ainda estava nervosa. Já convivi o suficiente pra saber que era melhor não mexer com ela.
Passou uns vinte minutos e ela veio secando os cabelos com a toalha. Ela sempre fazia isso. Seu cabelo era liso, volumoso e batia nos ombros, mas o tamanho variava por causa do corte super repicado. Eram tão negros quanto os meus.
Usava uma daquelas blusas cavadas, com uma abertura até a cintura, deixando o sutiã à mostra. Pude ver a renda preta aparecendo. O pior que ela percebeu...
-Continua olhando assim e vai acordar sendo sufocado com um travesseiro.
-Desculpe, mas você tem que entender que mesmo não querendo nada com você – fiz cara de nojo – eu sou um CARA que repara nas coisas, principalmente quando você tenta tanto mostrá-las.
Ela corou um pouco, e jogou a toalha molhada do cabelo sobre a blusa, para minha tristeza, tampando tudo.
-Posso te ver desenhando?
-Posso te ver fazendo uma operação?
-Se não parar de falar besteira faço uma em você!
Calei a boca, melhor não arriscar. Foram duas ameaças em um minuto.
Não demorou muito pra ela se entediar e ir buscar um livro da sua faculdade. Ela era bem aplicada, todo dia chegava e fazia uma espécie de resumo de tudo que tinha visto. Depois revisava os resumos mais uma vez. Os mesmos estudos todos os dias.
Manuela
Fui para o meu quarto depois de ler o capítulo de citologia. Ele ainda estava na metade do projeto, parecia ser bem difícil pela cara de concentração a cada traço que fazia no papel gigante.
Me distraí um segundo e lembrei da academia de dança que tinha lá perto. Como eu queria me inscrever... Mas prometi pra mim mesma que não faria isso até o fim do semestre, tinha que me empenhar na faculdade, e se bem me conheço, ia ficar dançando o dia inteiro. A boa noticia é que o Eduardo ajudava um amigo em algumas campanhas publicitárias, e ganhava um dinheiro. O apartamento era da Suzy, então livre de aluguel. Além de que tinha um dinheiro que ele recebia da herança dos pais, que faleceram quando ele era menor. Pelo que ele me contou, funcionava do mesmo jeito que a minha poupança, só que a dele era bem mais gorda. Resumindo: ele disse que eu não precisava gastar com as contas, desde que ajudasse a arrumar a casa e também nas compras. Mais tempo livre pra mim, já que não precisaria procurar um emprego por agora.
As coisas estavam indo muito bem. Já morávamos juntos há um mês, e ele nem parecia o mesmo cara do primeiro dia. Brincava sempre comigo e estávamos respeitando os limites de cada um. O problema era que eu estava acostumada a viver com um cara, e ele estava acostumado a viver com uma garota. Afinal, eu tinha o Sam e ele a Suzy. Só que às vezes esquecíamos que nossa companhia não era nosso irmão ou irmã. Uma ou duas vezes peguei ele só de toalha pela casa, e sem querer, uma vez sai só de calcinha e regata do quarto – em minha defesa, eu jurava que tava sozinha.
Fiz algumas amizades na faculdade, e uma galera me chamou pra sair. Era a primeira vez que sairia desde que me mudei. Procurei alguma roupa mais bonitinha e não gostava de nenhuma. Ridículo como a gente se preocupa, sendo que são as mesmas pessoas que me veem todos os dias, mas eu queria que me vissem como uma pessoa bonita e não como a pessoa sonolenta das aulas.
Vou ser sincera: eu não sou uma gostosona. Minha barriga não é chapada, minha perna é grossa, meu braço é gordinho e minha cintura só é formada por uma gordurinha acumulada acima do quadril. Mas não posso ser considerada uma pessoa gorda e até gosto do meu corpo assim.
Fucei entre todas as roupas e achei uma blusa azul escuro – minha cor favorita – e uma saia clara de cós não muito alto, mas que disfarçava bem minha barriga. Coloquei parte da blusa por dentro, e calcei um salto só pra dar um charme. A maquiagem era simples: lápis, muito rímel e obviamente, boca.
Estava fechando a bolsa quando meu celular tocou. Era o Sam.
Continuei pegando as coisas enquanto falava com ele no telefone. Ele estava contando as “novidades” – na verdade, nada de novo tinha acontecido. Contei o quanto estava amando a faculdade, e como tudo aquilo me fascinava. Bati na porta do Eduardo porque havia pedido pra ele ir me deixar lá no lugar – não pego carro dos outros nem morta – e entrei no seu quarto quando ele pediu. Eu nunca tinha entrado lá, e ainda falando no telefone, fiquei muda.
O quarto tinha o cheiro dele – obviamente – e toda a mobília era em madeira. Uma mesa própria para arquitetura na janela centralizada no quarto, uma cômoda de frente pra cama com uma TV e um guarda roupas ao lado da porta. Algumas fotos e posters colados nas paredes que revezavam em azul e verde claro. Tudo muito bonito. Esperava caos, bagunça e escuridão e recebi organização, cores leves e harmonia.
-Manu? – eu havia parado de ouvir o Sam — O que foi?
-Nada, te falei que vou sair hoje?
E ai ele meio que surtou perguntando como e com quem loucamente. Disse que sozinha com o pessoal que tinha conhecido e ele insistiu em falar com o Eduardo.
-Não!
-Passa agora esse celular pra ele, Manu.
Revirei os olhos e entreguei o aparelho para ele, que me olhou como se eu fosse louca.
-Alo? Sim, é ele. Não, eu ia apenas levar... Como? Precisa mesmo? Olha, acho que... Tá bom! – risada – Pode confiar. Com certeza. Tchau.
Ele devolveu o celular e riu um pouco mais.
-Ele acha que você é uma garotinha indefesa. Quer que eu vá com você pra garantir que nada vai acontecer...
-E você quer ir?
-Prometi pro seu irmão, mesmo sabendo que pode se defender ameaçando os caras que se engraçam pra você... E se não se importar...
Bufei indignada e acenei positivo com a cabeça. Não estava acreditando que ele ia tentar me controlar até longe!
-Se arruma logo, não quero chegar tarde.
Eduardo
Fiquei feliz com o pedido do tal Sam. To precisando mesmo sair... E ela ta linda. Só uma coisa me incomoda: o batom vermelho! Não é bem incômodo, é algo que me chama muito a atenção. E na boa, não quero ficar reparando na boca dela. Melhor não arriscar cair em tentação, amém!
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