Notas iniciais
Como assim essas meninas são tão lindas? Com esses reviews ainda.......
Venham me amar loucamente.
Suellen (bloodyrain), você faz muita falta no twitter!

[Frank POV]

Gerard estava dormindo ao meu lado... Tão lindo. A pele estava um pouco rosada, o que era muito raro (depois de todo aquele sexo selvagem, não seria pra menos), contrastando com seus fios puramente negros, que eu penteava pra trás. Seu rosto era de uma expressão tão delicada... O nariz fininho o deixava quase feminino. Enfim, poderia ficar o resto de minha vida observando e acompanhando sua respiração pesada.

“Franklin, Franklin.” Me repreendi por estar sendo tão idiotamente apaixonado.

Levantei-me da cama sentindo um pouco de dor nas “partes traseiras”, atravessando, nu, o corredor e fechando a porta do banheiro.

Ouvi um estrondo.

_Amor, é você? – não obtive resposta. – Quem é?

Talvez fossem Mikey e Ray.

_Frank? – aquela voz fez meu coração gelar. Uma silhueta alta atravessou a porta.

_Tom. – sussurrei, sentindo uma mão gelada me puxar pela cintura. Aquele garoto é capaz de tudo, até de matar meu namorado. E eu só pensava em Gerard.

Ele me puxou para si, me levantando com força. De modo que meus olhos ficaram na altura dos seus.

_O que você vai fazer? – arregalei-me , percebendo uma faca entre os dedos de sua outra mão.

_Cadê ele? – Tom começou a perder a paciência. Me jogou no chão.

_QUEM? – gritei na esperança que Gerard me ouvisse e pudesse sair correndo dali.

Em um segundo, ele avançou sobre mim e começou a acariciar meu rosto levemente.

_Meu bem, por favor... Não quero te magoar. Me fale onde ele está pra eu acabar de vez com isso. Aí a gente volta a ser feliz, ok?

“Feliz”, “a gente”.

_Larga a faça! – entrei no jogo dele. Era como sapatear em ovos.

_Mas... Mas. – ele pareceu criança.

_Solte a faca e saia de cima de mim pra gente conversar.

O garoto fez o que pedi. Deitou-se ao meu lado no piso frio e colocou a faca dentro da pia.

_Frank, o que Gerard tem que te faz gostar dele mais do que de mim?

Fiquei calado.

_Por favor, meu amor, me fale.

_Tomas... – tentei começar.

_TOMAS? TOMAS? VOCÊ ME CHAMOU DE... TOMAS? – levantou-se. – POR QUE?

_Qual o problema? – pus-me de pé também.

_Você nunca me chamou de Tomas antes. Era, no máximo, Tom.

Ele saiu correndo do banheiro e eu o segui, vendo-o entrar no quarto no qual Gerard dormia. E trancando a porta por dentro.

_TOM, DESCULPA! ABRE AQUI! SÉRIO! VAMOS VOLTAR. – me desesperei.

“Mikey guarda cópias das chaves debaixo do pote de açúcar.” Corri, derramando tudo que se punha na minha frente.

Consegui abrir a porta do quarto e vi Tom segurar um taco de basebol, olhando de um modo psicopata para Gerard. O lençol tomando cor vermelha ao redor de sua cabeça.

_O QUE FEZ COM ELE? – gritei, paralisado com a cena.

_Acho que está... desmaiado.

Gerard ainda respirava. E percebemos isso no mesmo segundo. Tom se preparou para apunhalá-lo mais uma vez e eu, num salto, me coloquei sobre o corpo deitado e inerte, sendo atingido em cheio pelo taco na perna.

Gritei muito, a dor era insuportável.

_FRANK! – Tom tentou, mas minha voz desesperada abafou a dele.

O garoto me pegou no colo, cada mínimo movimento aumentava a dor na minha perna. Até a visão de Gerard jorrando sangue pela boca, não sei por qual razão, me entorpeceu por alguns segundos. ”Pelo menos ele está desmaiado e não sente nada.” Mas quanto tempo isso duraria?

Tomas me jogou de qualquer jeito na banheira, depois começou a me bater.

_PARA! PARA! – eu nem conseguia me mexer.

_O TOM OU O TOMAS? – ele parou se abaixando para me olhar de perto.

Comecei a chorar.

_Frankiezinho, está chorando? – Tom se aproximou mais ainda. – Por que, meu amor?

Ele é doente, bipolar, maníaco, psicopata?

_Vai me matar? – solucei. – Vai matar o Gerd?

_Claro que não! Te amo, Frank. Mas parece que você não vê... Prometa-me uma coisa, e eu não faço mais nada com aquele Gerard.

_Prometo, sim. O que é?

_Nunca mais vai falar com ele, nem olhar pra ele. Promete que vai ser meu pra sempre.

Faria qualquer coisa pela vida do Gerd. Até perder a minha.

_Eu... faço... isso.

Tomas me abraçou, fazendo meu corpo mergulhar na dor intensa.

_Desculpa, meu amor, mas não posso correr o risco. – ele se levantou, alcançando a faca e saindo do banheiro.

“Ele vai matar meu Gee.”

_NÃO ENCOSTA AS MÃOS NELE! – comecei a gritar de dor e desespero.

Quando percebi, Gerard estava parado, com o rosto coberto de sangue, olhando-se no espelho.

_GERD! – chamei.

Meu amor se ajoelhou ao meu lado, com os olhos arregalados. Juro que não queria assustá-lo, só queria que ele saísse dali.

_Frank, o que fizeram com você? Quem? – sua voz estava muito baixa.

Eu só conseguia chorar e gritar, era quase involuntário.

Gerard abriu a boca, mas não falou nada. Sangue começou a jorrar por entre seus dentes.

Na porta, vi Tom aparecer.

_GERD, GERD, CORRE! NÃO ENCOSTA NELE, POR FAVOR. NÃO ENCOSTA NO GERARD, POR FAVOR!

O loiro posicionou uma faca nas mãos do outro, que estava vulnerável suficiente pra não reagir, só me olhava espantado. Tomas sussurrou alguma coisa no ouvido do indefeso e o usou para atingir-me na barriga.

[/Frank POV]

Senti o mínimo peso que a luz exercia sobre meus olhos. Os abri um pouco e senti tontura. Só vi um branco infinito.

Aos poucos surgiam murmúrios ao meu redor. Vozes conhecidas, mas não a voz dele.

“O que eu fiz? O que eu fiz com meu amor?” Mas era a minha própria voz a causadora dos ecos doloridos em minha mente.

Não sentia quase nenhuma parte do meu corpo, mas o que podia sentir doía. Essa dor, definitivamente, não era boa. Era dor de não poder abraçá-lo nunca mais.

Mesmo sem saber onde estou, talvez ele possa me ouvir e voltar. Talvez ele me escute e perdoe. Talvez eu consiga morrer pra vê-lo de novo.

_F-FRANKIE? – não pensei que tivesse força suficiente pra gritar.

Senti uma mão atingir meu rosto.

_Gee, fica calmo. A mamãe está aqui.

_Mãe? – disse eu com voz retorcida e um pouco rouca – Onde agente tá?

_No hospital, meu bem. – a voz doce de Donna sempre conseguira me acalmar, mas aquela angústia não passava.

_O que eu fiz com ele, mamãe? Juro que eu não queria! Eu o amo muito. – Lágrimas pesadas rabiscavam meu rosto.

_Eu vou chamar o médico. – ouvi a voz do meu pai um pouco irregular.

_ Eu troco de lugar com ele se for preciso... – foi a última coisa que me lembro de ter dito antes de apagar.

[Donna POV]

_ Eu troco de lugar com ele se for preciso... — O médico injetou alguma coisa nele, e sua voz desapareceu.

Meu anjinho estava deitado com a expressão rígida sobre a maca pequena. Se não percebesse sua respiração leve, pensa ria na hipótese... “Não! Não com meu bebê!”

Sentei-me no sofá e fiquei esperando qualquer mínimo movimento que Gerd voltasse a apresentar.

“Quem era o tal Frank que ele chamou? Sobre o que ele falava e pedia desculpas?”

_Donna, sai daí. Ele não vai acordar agora. – Donald tentou parecer frio como sempre, bicando aquele café que ele segurava há 40 minutos.

_Eu vou esperar. Quero estar do lado dele quando isso acontecer. – comecei a chorar.

Meu marido me abraçou pelos ombros.

_O Doutor falou que ele vai dormir um pouquinho por causa dos remédios. Vamos lá fora, tomar um ar, sim? – ele disse, esticando a mão pra mim.

_Mas e se ele acordar e não me ver aqui, Donald? – entrelacei nossos dedos, mas não me levantei.

_Querida, você já está aqui há dois dias. E também é hora de intervalo na escola, alguns amigos do Gerard vieram pra vê-lo.

Deixei-me conduzir pra fora do quarto depois de dar um beijo na testa dele. “Mamãe já volta.”

No corredor, Mikey esperava batendo o pé de um lado pro outro, do jeito que sempre fazia quando estava tenso. Acompanhado por Ray e Tom.

_Oi, garotos. – parei perto deles.

_Tia, como ele está? – Ray mostrava um nariz vermelho. Foi ele quem trouxe Gee para o hospital.

_Podem entrar, mas ele está dormindo.

_Sedado. – Donald corrigiu, e Mikey mostrou desconforto, revirando os olhos.

Impossível não perceber a atmosfera pesada que se formava sempre que Michael e Donald dividiam o mesmo cômodo.

_Vamos lá, então. – Mikey deu-me um beijo e saiu.

_Com licença. – Tom não parecia estar muito abalado, mas demonstrava alguma emoção que eu não podia decifrar.

Ray só saiu, triste com eu nunca o vi estar.

[/Donna POV]

Era como voltar de uma hibernação.

_Mãe? – disse quando percebi que não estava sozinho.

_Abra os olhos, saco de merda! — Dedos gelados bateram de leve em meu rosto.

A última vez que abri meus olhos, vi Frank morrer. Não sei se poderia viver depois disso.

Eu estava de branco, deitado numa maca. Ao meu lado, Tom encostava-se num sofá.

_Tom? – senti meu coração falhar vendo o sorriso malicioso que o garoto alto estampava.

_Gerard Way. – pronunciou o nome com prazer. – Todo mundo voltou pra escola, acho que tem prova hoje, sei lá. Como estou suspenso, me dispus pra cuidar do meu amiguinho até a hora do almoço. Feliz em me ver?

_Por que fez aquilo com ele?

_Continue a falar coisas sem sentido, aí te dopam de novo. Ou quem sabe te internem de uma vez. – disse ele, passando de desdém para raiva – Nem suicídio você consegue.

_Suicídio? – arregalei-me.

_Você foi encontrado sobre uma poça de sangue na casa do Mikey. O médico disse que pareceu uma tentativa de... — Tom riu e se levantou para olhar-me de cima.

“Encontrado.” Aquele filho da puta fez tudo de um modo que ninguém desconfiaria dele.

_Frank... – falar o nome dele era como pedir que tirassem meu ar.

_O que tem ele?

_Ele está... – lembrei-me daquela cena horrível e não pude terminar a frase.

O garoto mergulhou os olhos azuis em mim.

_Não sei o por quê de estar sendo legal com você, mas vou contar. Sua bonequinha estava quebrada, estuprada e com uma faca enfiada no meio das tripas... – a cada palavra, meu coração doía mais — Jogado em uma estrada. Quase morto, tadinho.

_Quase? Quase como? – me desesperei.

_Agora ele está bem.

Senti um sorriso brotar em meu rosto. Aquilo era o que precisava ouvir. Frank estava bem.

_Não fica animadinho, não, Way. Da próxima vez, o cara acerta.

_Como você pode fazer isso? Monstro. Eu te odeio.

_É melhor ser mansinho comigo. Eu vou dar um jeito pra que você se arrependa de ter cruzado meu caminho... E vou fazê-lo do jeito que eu sei que dói, Gerard. – semicerrou os olhos.

_Meninos? – Ray abriu a porta de repente, fazendo Tom saltar de susto, saindo de cima de mim.

Meu amigo atravessou o quarto pequeno, me dando um abraço apertado.

_Obrigado por ficar com ele, Tom.

_Não foi nada. E, já que o moribundo já tem companhia, vou ver o Frank. – ele sorriu falso pra nós.

_NÃO! – gritei, mas o garoto alto já havia saído dali. Ray, sem entender, segurou-me.

_Gee, o que está acontecendo com você?

_Frank...

_Calma, calma! Ele está lá em cima. – o garoto pronunciou com muito cuidado.

_Fui. — Saltei da cama, sentindo tontura e quase caindo.

Não poderia deixá-lo nas mãos de Tom outra vez. Essa porra aconteceu por minha culpa. Minha culpa.

“Merda, estou de camisola.”

_Ray... – o olhei. Ele hesitou por alguns segundos, mas logo abriu a mochila e me passou seu uniforme de ginástica.

Vesti-me rapidamente e andei pelos corredores abrindo caminho, sem olhar pra nenhuma das pessoas que perambulavam por ali.

_Gerard, para com isso! – Ray me puxou de leve pra trás quando eu subia as escadas. Estava tão bambo, que caí em seus braços.

_Me ajuda a subir? Por favor. Eu preciso ver Frank. – sussurrei, ainda no colo dele.

_Ah, Gee. Não me olhe assim... – suspirou lamentando – Tá bom!

Aos poucos me recolocava de pé, ainda sentindo minha cabeça pesada demais. Ray me agarrou pelo ombro e me conduziu até uma porta branca idêntica as outras centenas naquele andar.

_Gerard agente fugiu de um quarto e vai invadir outro? – meu amigo parecia preocupado, olhando pra todos os lados.

Abri a porta devagar. Aos poucos, a figura de um menino deitado seu formava.

_Com licença. – Ray falou por nós dois.

Senti um nó na garganta, o ar e o chão voltarem pra mim. Meu menino estava vivo. Suspirei aliviado. Ao mesmo tempo, queria encontrar uma maneira de sugar toda a dor que ele parecia sentir.

O menor tinha uma das pernas enfaixadas e muitos hematomas pelo rosto. Era tudo que podia ver, mas sei que debaixo da roupa, as marcas da faca saltavam através das tatuagens.

_Senhora Iero... – falei meio lerdo, reconhecendo a mulher que segurava a mão de Frank.

_Olha só, ele pareceu até mais feliz com você aqui. – ela me olhou por alguns segundos, sorrindo sob as lágrimas.

_Meu bem, meu amor, minha vida... – disse, com imensa vontade de abraçá-lo. – Tive tanto medo de perder você.

_Eu não. –levei um susto. Não sabia que Frank podia me ouvir e responder – Lembra quando me prometeu que não me deixaria por nada? Acredito em você.

Ele chegou ao final da frase exausto.

_Não fala, não. Guarde as forças. Eu te a... – tentei, mas fui interrompido.

_Ge...rard! – a voz demonstrou dor.

Frank não quis ouvir meu “eu te amo”?

_Linda? – Tom entrou no quarto e abraçou a mãe de Frank por trás. – Como ele está?

Hipócrita.

_Ele... Falou.

_Falou? – Tom voltou-se pra mim – Que... legal.

_Senhora Iero, obrigado por me deixar vê-lo. – minha visão estava completamente embaçada – Thau, bebê... Melhora, viu?

Ray me levava até a porta.

_Gerard? – a mãe de Frank nos acompanhou até o corredor. – Obrigada mesmo. Ele deve gostar muito de você, porque ele não respondia ninguém – ela riu – Achei uma coisa no bolso da calça dele e acho que é pra você, filho.

Linda pegou minha mão, percebendo minha bambeza, e colocou alguma coisa nela.

_Obrigado.

Minha cabeça doía e eu mal conseguia ficar de pé. Esperei Ray me levar de volta até meu quarto, agarrando com força o que a mãe de Frank me entregara.

_Gerd e Ray! Onde vocês estavam? – Ouvi a voz me Mikey.

_Ele deu um chilique pra ver o nanico. – Ray.

_Moik...? O que aconteceu com ele? – tentei parecer claro.

_Bom, brother, Frank levou uma surra feia. – Mikey pareceu tão cuidadoso.

_De quem? Por quê?

Ninguém acreditaria em mim se eu falasse que Tom fizera aquilo. Todos estavam convencidos da minha loucura. Mas é bom saber no quê as pessoas acreditavam.

_De quem não dá pra saber. A polícia considera que foi um daqueles grupos que se reúnem pra bater em homossexuais.

_Ah, tá. – disse eu.

_E você, Gee? Por que tentou se matar, velho?

_Não tentei me matar, Mikey. Eu não lembro o que aconteceu... Mas deixa! Não faz diferença.

_Conta. Eu também não acredito que meu irmão fez isso. Apesar de ter um monte de cicatrizes nos pulsos. Tanto faz! Pra mim, outra pessoa fez isso com você. – ele suspirou – Quem foi, Gerard? Quem?

_Você não acreditaria, Miks. Nem você, Ray. – ri amargamente. – Chega aqui perto.

Eu não abri os olhos. Só estiquei o que estava em minhas mãos.

_Oh, que gracinha! – Miks debochou.

_O que é? – perguntei.

_Uma correntinha com uma palheta pendurada. Tá escrito fre... FRERARD!

_Vou vomitar. – Ray riu.

_Espera aí, ô Maria Betânia, tem um bilhete ainda.

_Lê pra mim? – pedi.

Um minuto de silêncio absoluto se fez.

_Gerard... Tem certeza? Você tá confuso e... – Ray suspirou.

_Pode ler.

Mikey começou:

_Essa aí é sua aliança de casamento, meu amor... Gerard, não me odeie pelo que vou fazer. Agente tá terminando definitiva e absolutamente com tudo que já tivemos. Quero que saiba o quanto você foi importante pra mim. Ainda é, e vai ser pra sempre. Eu devia ter percebido o quanto você era melhor que eu e nunca ter começado essa porra. Não fale comigo nunca mais, certo? Só me esquece... Frank Iero.

Como assim? “Terminando”?

_Você vai gostar de outras pessoas, Gerard. – Ray tentou animar-me.

_Quero só dormir. – pra minha surpresa, não chorei. Era como se Frank tivesse secado meu coração aquelas palavras. Era bom ser vazio de novo. Agarrei a palheta que Mikey me entregara. – Dormir pra sempre, talvez.

Não sei a razão, mas comecei a rir, debochando da situação. Aquelas gargalhadas doíam em mim, porém, não conseguia me conter. Elas soavam como “Bem feito, Gerard!” ou “Você mereceu...”

_Gee, o que tá acontecendo? – Mikey pareceu confuso.

Talvez eu fosse doido mesmo. Ou quem sabe só ingênuo. Acreditei em alguém, no amor, na felicidade, no mundo. Pus minha fé naqueles olhos tão lindos.

Frank...

Ele me convenceu de que eu não precisava mais da força que ela me passava. Ela, a única que sabia todos meus sentimentos, minha solidão, meus medos... E eu a troquei por Frank. Eu a abandonei. Minha dor.

[Mikey POV]

Eu sei, A letra era de Frank apenas em “Essa aí é sua aliança de casamento, meu amor...”. O resto era uma imitação grosseira. Mas Gerard estava tão mal, tão fraco. Talvez fosse melhor pra ele acreditar naquilo.

Estou sendo tão egoísta e sujo, mas ver meu irmão sofrer e não poder fazer nada é a pior sensação do mundo. O que eu puder fazer pra evitar...

E Gerard não é nenhum idiota, um dia vai descobrir o que Frank e eu escondemos e vai me odiar de qualquer maneira. É errado defendê-lo de toda a verdade, mas, porra! É meu irmão. Essa é minha obrigação.

_Gee, me perdoe. – sussurrei.

Ele pareceu não ouvir. Concentrava todas as forças que lhe restavam em se agarrar naquela palheta azul.

[/Mikey POV]

Notas finais
Obrigada por ler.
Esse Tom q merecia levar uma surra, pq olha só o q ele tá fazendo com esse frerard.