Agente
12 Act12: Green Triplet
Notas iniciais
Seus olhos pareciam ainda mais pesados do que o dia anterior quando acordou sabendo de sua agenda lotada logo de manhã, por meio da linda voz de Mari, sua “babá”. Só que ao contrário do que imaginava ver, não foram um par de olhos bicolores que taparam sua visão, mas dois olhos gordos e grandes, azuis muito brilhantes como gelo.
-UAAAHHH!
A albina se sentou na cama com uma carinha de neko.
-Otouto*! Ohayo*! –balançava os braços toda feliz.
Lass colocou a mão no peito, sorrindo depois. Mari estava parada na porta segurando uma bandeja.
-Isolet-sama, você foi dormir ontem sem ao menos comer. Deve estar fraco.
Lass tentou se lembrar dos últimos minutos acordado e a visão de Lupus também entrando no quarto o fez ter um flash rápido da conversa com o irmão mais velho.
-Ah, eu estou mesmo com fome. –sorriu forçadamente, sentindo-se tenso pela presença do moreno.
Lass chorou na presença do mais velho, mas se sentiu aliviado e foi como se tivesse desabafado em forma de lágrimas. Mas o rapaz não zombou ou coisa assim como muitas vezes tinha imaginado que faria caso acontecesse, Lupus era compreensivo e sofria dos mesmos sentimentos que Lass. Não havia motivo para odiá-lo.
-Esse pão-doce está ótimo.
-Ahnn! Foi eu e a Mari-san que fizemos! –sorriu feliz a albina.
Lass comentou automaticamente sobre os cabelos da irmã estarem lindos compridos, sobre eles passearem mais tarde em algum parque ou na praia juntos. Mari e Lupus ficavam alheios à conversa e Lass apenas tinha dirigido o “Bom dia” para eles.
-Ah, Lupus, eu...
Lass parou com a frase um segundo tentando pensar numa forma melhor de dizer.
-E-Eu gostaria que você viesse também. Mari, você vem também?
-Isolet-sama, se quiser, apenas hoje eu posso te deixar aos cuidados do Wild-sama.
A voz de Mari pareceu soar mais suave?... Ela falou em um tom calmo, relaxado e carinhoso. Lin sorria largamente e Mari deu um sorrisinho pequeno, parecia tensionar os ombros, como se estivesse ansiosa por algo. Lass resolveu brincar.
-Ahhh, Mari vai se encontrar com alguém é?
Mari arrumou os óculos.
-Não, a Isolet-sama quer que eu fique para arrumar algumas coisas para ela.
-Ei, você não está trabalhando para a minha irmã!
Lupus soltou uma risadinha.
-Sim, o Wild-sama me encarregou dela enquanto estivesse nos Estados Unidos. Agora o senhor não é mais prioridade. Feliz?
Lass arregalou os olhos fitando Lupus.
-COMO VOCÊ PODE?!
-Ma, Lass! Já deu né? É só você ter vergonha na cara que não vai desmaiar mais.
Lass fechou a cara com um bico. A relação deles era melhor quando não estavam brigando, então tentaria continuar assim.
-Isolet-sama, aproveite que vai sair com seus irmãos, e procure o Zero.
Lass arqueou uma sobrancelha. Por que seria necessário falar com ele?
-Aoki-san me passou umas informações. É preciso que o senhor fale com o Zero Zephirun, porque ele sabe muitos detalhes sobre a premiação do Musical Awards Simbol Idol. É bom o senhor se manter informado, pois parece que as bandas vão se apresentar. Ela quer saber as regras e preparar a Albinism melhor.
-Hm.
Lass assentiu com a cabeça. É certo que estava correndo atrás de um de seus últimos prêmios, mas não gostava de imaginar que Amy Star roubaria seu troféu e esfregaria em sua cara após ele abandonar a banda.
-Ok. Eu vou dar o meu melhor pra vencer. E meus amigos idiotas também.
-Como você é cruel, Lass. –Lupus sorrindo sarcástico.
-Vai-catar-prego, pra não dizer outra coisa que vá poluir os ouvidos da minha pobre irmã.
-Hum? –Lin olhava sem entender.
-Nada, Lin. Vamos indo então encontrar o zoiudo.
Lupus deu uma risada e o trio saiu dali todo falante. Mari ficou observando da janela eles irem se afastando pouco a pouco. Seu trabalho estava indo muito bem.
Agora ela precisava falar com Luka, já que ele pediu para conversar sobre um assunto em especial.
Um pouco longe dali, um outro trio, menos falante, caminhava conversando baixo sobre algo que lhes dizia respeito. Nada muito importante, mas eles eram olheiros, tinham que estar atentos. Mas uma característica deles era que sempre estavam juntos, mesmo sendo todos muito diferentes uns dos outros.
Zero era antissocial, não conversava, normalmente era influenciado pela irmã Granny, que tinha uma mente de réptil para obriga-lo a fazer o que queria. Já Holy era um pouco mais afastada deles, repreendia Granny, mas tinha medo dela por ser uma pessoa de personalidade muito forte. Só que também não era mole como Zero e sempre batia o pé o máximo que conseguia, só que muitas vezes a esverdeada mais velha conseguia o que queria.
Isso definitivamente era um defeito terrível entre eles.
Granny era a que parecia mais velha, andava despojadamente e “conversava” com as pessoas de todas as idades. Ela comentava sobre todos serem péssimos, sem talento, clichês e mais um monte de coisas juntamente de sua tese sobre o evento ser um fiasco por mostrar apenas fiascos. E mesmo que eles fossem os olheiros, não encontrariam nada melhor!
-Como você reclama, Granny. Isso é irritante. –retrucava Holy irritada.
-Como se a tampa não concordasse.
-QUEM É TAMPA?! Você tem a mesma altura que eu sua cor de musgo!
-Vocês não podem ficar sem brigar apenas um pouco? Faltam só alguns dias. –replicava o mais velho tentando solucionar o impasse.
-Dois dias ou um ano, tanto faz. Nada vai mudar que esse evento é uma merda!
Zero suspirou fundo. Ano que vem ele com certeza ia servir no exército e ia se livrar delas. Então poderia esquecer que um dia gostou de música. No fundo, para ele era um grande problema já que seu pai trabalhava na área e queria influenciá-los. Nada bom.
-Olhem, eu realmente acho que de todos que encontramos a Albinism é a melhor. Pelo menos tem letras razoáveis, melhores do que aquela porcaria rosa pop.
Holy ficou extremamente séria, enquanto Granny concordava avidamente, ainda comentando sobre não ter nenhuma banda de heavy metal. A mais nova estava mesmo irritada pelos dois mais velhos desfazerem-se dessa forma da música pop.
-Z-ZERO! Eu não acho justo vocês já dizerem que a música da Amy-san é ruim. Com vocês dois auxiliando o papai é óbvio que o júri vai descarta-la sem dar opinião nenhuma. Isso se chama trapaça! – reclamou parando de andar.
No mesmo momento os dois viraram-se. Zero com pesar e Granny com deboche.
-Ninguém disse que íamos falar mal para o papai da Amy-san. O que eu acho da música pop não é ruim, eu gosto até, mas está faltando criatividade e ninguém melhor está aparecendo, Holy. –explicava o mais velho colocando a mão na cabeça da esverdeada.
-Não fique mimando ela, Zero. Pop nem é música. Aquela “coisa” que a Amy toca nem é algo que pode ser ouvido. Eu sinto ânsias de ouvir aquele lixo.
Holy sentiu o ar faltando e seus olhos juntaram lágrimas, seu rosto avermelhando. A menina se virou e segurou o soluço, correndo até uma praça ali na esquina.
Zero ainda estava meio chocado. Respirando fundo, ele virou-se para a outra que o olhou e depois ficou vermelha, cruzando os braços e virando-se para o outro lado.
-A-A culpa é dela, Zero. –explicou-se rapidamente, irritada por ter que se desculpar.
-Você conversa com ela depois. Vai indo na frente, eu vou leva-la.
Granny desfez a posição para ver Zero caminhando sem pressa, talvez para dar tempo à caçula dos trigêmeos se recompor. Andava com as mãos nos bolsos o cabelos totalmente solto. A esverdeada mais velha suspirou. Odiava quando sua língua saía do controle e essas cenas aconteciam. Ao finalmente virar, ela bateu com um corpo.
Granny piscou duas vezes, assustada por não ter percebido. Uma garota estava sentada no chão, cabelos brancos e olhos muito azuis. Ela arregalou os olhos.
-O-Oi! Desculpe. –Granny abaixou-se ajudando a moça a se levantar.
Ela era linda, branca, o corte de cabelo reto nas pontas, olhos cristalinos. Granny olhou atrás vinham duas pessoas que nunca pensaria ver.
-Olha, Lupus e Lass. O que estão fazendo por aí juntos?
-Ah. Granny. –Lupus soltou um som desagradável para o “juntos”.
-Aa,prazer, meu nome é Lin Isolet. –cumprimentou a menina à sua frente.
Granny sorriu de canto. Isolet? Devia ter notado a semelhança apesar das tonalidades diferentes.
-Eu estava conversando com meus irmãos sobre vocês agora mesmo.
-Nós?
-Albinism. A Holy acabou de sair correndo porque falei mal daquele pop que ela tanto adora.
Lass fez uma expressão de quem não gostou. Lupus pareceu ficar incomodado também.
-Mesmo que eu não goste da música que a Amy toca, não posso dizer que fico muito feliz sabendo que a Holy ficou magoada. Ela é sua irmã.
Lin se afastou um pouco, se pondo ao lado dos irmãos sob o olhar réptil. Não demonstrava medo nenhum, a menina era altiva e bem mais velha. Granny percebeu um instante que aquela menina devia ser irmã de Lass, e ainda assim, aparentando timidez, era uma pessoa muito madura por dentro. Ela chegou a rir pelo fato.
-Desculpe. Esse assunto eu e o Zero resolvemos. Mas sabem, eu realmente estava entediada procurando alguém bom o suficiente para participar. Lupus, você não tem nenhum talento artístico escondido aí nessa capa marrom? Por favor, alguém me mostre algo emocionante e então eu poderei tolerar mais um pouco aquele pop maldito.
-Não tenho nenhum talento para música, a não ser solos de guitarra para perturbar o Lass quando ele está dormindo.
-Isso sim é incrível. E você? –perguntou para a menina que segurava a mão de Lass e Lupus.
-Ah...
-Ela não é daqui. E provavelmente nem está te entendendo, ela não sabe inglês.
-AH é?! Mas então, pergunte a ela.
-Por que eu colocaria minha irmã contra mim?
-Está com medo de perder?
Lass suspirou, coçando a testa. Não iria explicar nada.
-Otouto. Ela está falando alguma coisa sobre música não é?
-Lembra daquele evento que vou participar? Então, ela quer alguém bom, e perguntou se você sabe cantar alguma coisa legal.
-AHHH! QUE LEGAL! Eu sei, eu sei!
-Sabe? –Lupus indagou arqueando a sobrancelha.
-Nii-san, otouto! Eu fiz aulas de música e dança da era antiga praticada pelas gueixas! Eu queria mostrar para você hoje a noite!
Lass sorriu largamente, quase rindo, assim como Lupus. Diante da cena, Granny cruzou os braços, surpreendida. Nunca tinha visto os dois se darem bem, mesmo de longe percebia a distância entre os dois irmãos. Só agora com aquela presença luminosa os dois pareciam felizes.
-“Eca... O que estou pensando? Não estamos numa novela mexicana!” –resmungou em sua mente seca e cruel.
-Ela disse que sabe cantar e dançar músicas tradicionais do Japão.
Granny arregalou os olhos finos, sorrindo maldosamente.
-ÓTIMO! Isso é empolgante! Seria legal ter alguma coisa diferente. Tem certeza Lupus? Não consegue cantar nem um hardcore? Eu queria algo do gênero.
-Não conheço nenhuma banda que goste em especial, Granny. E eu sou o empresário da Albinism. Fala sério, como vai ficar nossa imagem? As manchetes: “Albinism, o próprio empresário e a irmã do vocalista concorrendo! Não seria uma forma de ter mais chances para vencer?”. Grande, muito boa a ideia, Granny. Isso indicaria uma perda enorme nos lucros.
-Você pode ser empresário, mas não entende do verdadeiro negócio né? Por que você acha que a Amy ainda está nas paradas mesmo que não se venda muitos produtos dela? Tecnicamente, em números reais, não haja mesmo muitos fãs, mas existe uma coisa chamada Internet e que pode fazer uma coisa virtual ficar mais rica do que uma coisa real.
-O que quer dizer? Que tem um esquema por trás do sucesso inexplicável da Amy por causa da propaganda virtual? –resmungou Lass indignado.
-Não preciso responder isso. Se quiser é só comprovar, as pessoas são internautas, estão ligadas todos os dias e raramente desligam-se. É essa a jogada. É assim que pessoas experientes como Dio ficam milionárias. Se esqueceram que o sucesso dele foi por um boato? Ele era talentoso e sabia usar a cabeça, por isso chegou aos níveis da poderosa Von Crimson. Rey é uma pessoa inteligente, mas ela não precisa lutar por nada quando tem o Lupus e a Aoki para fazerem tudo por ela. Já Dio é ativo na empresa e, sem querer ofender ninguém, mas o sucesso da Amy é mais por causa do padrinho do que por ela mesma. A propaganda é trabalhada por ele, o visual quem cuida é ela. A música é ela quem compões. De qualquer forma, o quero dizer é: VOCÊS estão no lugar errado. Dio é a única pessoa que pode tirar todo o potencial de você para fora. Vocês, como pessoas talentosas de verdade, completariam o grupo dele e fariam um sucesso tão extremo que ficariam mais ricos que ele, a Rey e o presidente juntos!
Lupus ouvia a tudo com cautela, incomodado com o que ouviu. Granny era seca e crua. Maldita, uma menina muito séria que foi ensinada a julgar os outros facilmente. Bem típico da filha de Oz. O pior era ela julgar certo, era saber o que ocorria.
-Você pode ter razão. Dio é uma ótima pessoa, ele nos trata muito bem. Só que nós fizemos o contrato com a Crimson. Nós poderíamos ter feito o contrato com o Burns, mas nós temos problemas pessoais com a Amy Star. Não dá simplesmente para escolher. E os funcionários são pessoas ótimas, nós trabalhamos bem e sinceramente, cantar não é o sonho que eu quero levar para a vida inteira. –respondeu o albino muito zangado com as palavras venenosas.
Granny franziu o cenho, sentindo uma mão em seu ombro. Era o Zero, de mãos dadas com a mais nova, embirrada e sem vestígios de choro.
-Demoraram. Olhem quem eu encontrei.
-Ah, Lass.
O albino suavizou a expressão cumprimentando o grisalho. O rapaz de óculos rapidamente sentiu a tensão do local e apressou-se:
-Desculpe se minha irmã falou alguma coisa incomoda. Ela tem mania de querer machucar as pessoas com palavras, Lass. Não ligue, é tudo, maldade da parte dela, mas é impulsivo, também não é culpa dela.
A mais velha já se preparava para xingar o grisalho quando a albina se aproximou, tocando seu ombro.
Foi estranho. Granny sentiu sua cabeça girar e algo ruim apertar seu coração. Ela estava vendo os olhos cristalinos da albina perderem o brilho e ficarem répteis.
Quando Lin a soltou, Granny começou a soluçar.
-N-Não...
Granny colocou a mão no rosto, tentando esconder algumas lágrimas que se formavam. Lass e os outros estavam pasmos.
Lin virou-se para Lass tocando sua mão.
-L-Lin?
Ela sorriu de lado, parecendo sarcástica, igualzinha à Granny.
-H-oly, desculpa! Eu não queria ter falado aquilo, desculpa! Eu sou uma idiota, não devia ter falado mal, na verdade eu também gosto de ouvir pop às vezes! Eu acho que às vezes eu me sinto frustrada com tudo o que somos obrigados a fazer, e desconto tudo nos outros, eu realmente não queria! –ela chorava feito uma criança arrependida.
O mais chocado era Zero. Ele parecia desacreditado e rapidamente assimilou olhando a albina que ia puxando Lupus e Lass para longe sem oferecer um olhar.
-G-Granny, pode ficar calma, eu sei disso. Eu te entendo, então não fique assim. –Holy falava calma, tentando conter o próprio medo do que tinha acabado de acontecer.
Antes que pudesse entender, Zero já estava com a mão segurando forte o ombro de Lass.
-Lass, me explique o que houve! Eu sei que isso não é normal. Isso foi algo muito estranh-...
-Zero!
Lass o olhou fortemente, tentando fazê-lo entender. De algum jeito, Lass imaginava que Zero fosse capaz de compreendê-lo, por serem ambos um pouco parecidos.
-Tudo bem. Nós nos falamos na escola...
O trio saiu daquela rua, caminhando rápido. Lin parecia rir consigo mesma de uma forma doentia.
-Lupus. –sussurrou o menor buscando ainda associar os fatos.
-Ela tem controle sobre essas “trocas de personalidade”. É algo incomum na família, mas parece que... A Lin não tem personalidade própria. Ela vive de roubar a essência superficial das pessoas e faz o sentimento real sair.
-O que quer dizer com isso?
-Quer dizer, Lass... Que essa doença é alguma coisa sobrenatural. Ela serve para mostrar o que uma pessoa realmente está sentindo, em troca, o sentimento falso que ela demonstra no momento é passado para a pessoa com a doença.
-O que?!
-Não entendeu ainda? Granny estava arrependida e estava se fingindo de forte. Lin percebeu isso, ficou irritada com a forma com que ela trata a Holy. Mesmo não sabendo sobre o que estávamos falando, ela sentiu. Ela tem essa percepção, é a única coisa que a guia. A doença parece deixar a pessoa cega, sem personalidade, e para viver, ela de alguma forma engraçada, faz o bem para as pessoas. É estranho não?
-Então. Eu posso acabar perdendo minha personalidade e ficar só com a “percepção”? Depois disso eu por puro instinto vou tomar as personalidades falsas das pessoas? E elas ficarão... Honestas?
-Esse é um poder incrível não é? –comentava Lupus com os olhos baixos.
-Se algo assim existe, quantas coisas não poderíamos fazer?
O moreno se encontrava pensando em coisas assim por um bom tempo.
Algo para salvar a humanidade. A Honestidade.
Seria ótimo se esse poder pudesse ser usado para um bem maior. Lass por um segundo ficou imaginando.
De uma forma triste também, “eles”, os Isolet que tinham a doença por herança, sofriam. Eles seriam então os ladrões de sentimentos falsos. Em troca de sua vida, eles perderiam o direito de serem pessoas normais.
Lass olhava para o chão enquanto era levado, seus olhos estava cheios de lágrimas.
Ele gostaria de ajudar. Mas ele também não queria viver preso como sua irmã.
Nunca.
A vida era muito preciosa e ele nunca em sonhos a trocaria.
Não reconhecer mais os amigos? Não poder conviver normal com os próprios irmãos?
Ficar internado em um hospício sendo considerado louco?
Ser hospitalizado como um doente. Ele não conseguia mais ver o chão por causa da água acumulada nos olhos.
Lass não se lembrou de mais nada depois que tudo ficou escuro.
Continua
Notas finais
Eu pensei em uma coisa bem legal para a doença e aí está.
O que acharam? Esse é o segredo da doença mortal. Um dom passado pelos membros da família vindo de um plano imaterial (espiritual, como quiserem) numa tentativa de salvação à raça humana. UHHH! Eu pensei: A Agência é um lugar que rege as famílias que tem poderes psíquicos especiais. E por isso Mari aceitou trabalhar para um Isolet, ela já sabia de tudo.
A Agência trabalha numa forma de ampliar os poderes dos Isolet ou até mesmo uma cura devido ao sofrimento. Mas isso vem depois.
Agora vamos para o romance. Bye bye, minna!
Reviews? *Desvia da pedrada*.
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