Agente

11 Act11: Talking Lupus


Notas iniciais
YOOOO! LU-KUN! ESTÁ chegando a hora em que a doença do Lass vai ser explicada. Depois disso, minna-san, eu vou fazer um breve romance de LassxMari, LukaxLin.
Logo, vou focar os trigêmeos, então vai começar a premiação e a briga da Amy e do Azin com eles.
E finalmente, vou confirmar o trabalho da Mari e mais alguns assuntos extras como o relacionamento de Sieghart e Elesis, como é a vida de Jin, Azin e Arme, como o Ronan e o Ryan são bons amigos e a forte ligação de Zero, Holy e Granny (q descobri ser mais homem do q mulher, mas naum tem problema).
OK? Até mais, Boa Leitura!

Os olhos azuis brilhantes arregalaram diante o apartamento de tamanho médio. A moça parecia muito contente e impressionada mesmo com a simplicidade que Lupus tinham mandado decorar a casa.

-Nii-san, otouto! Que lindo!

Ela sorria, segurando as mãos dos dois. As mãos dela eram suaves e quentinhas, tinha cheiro de shampoo de bebê e era adorável.

Lass não conseguia esconder o sorriso para sua irmã, nunca tinha conseguido. O albino se lembrou de que Mari estava atrás de si na moto durante o caminho.

-Mari, você prefere ficar mesmo por aqui?

A azulada estava na porta, com o capacete nas mãos. Ela parecia mais séria do que o normal, e logo os olhinhos de Lin bateram na agente.

-YAY! Como você é linda! –exclamou a albina correndo e parando em frente à Mari, segurando suas mãos.

Mari ficou sem entender muita coisa, mas assimilou que a mais velha teria algum problema ou era muito dócil. A de cabelos brancos se apresentou, fez milhares de perguntas pra azulada, que respondia o que podia, mas a irmã dos rapazes era muito agitada.

-Nee, você é a namorada do otouto?!

Mari ficou em silêncio, olhando para Lass. Pelo jeito, Lass era o irmão mais novo e nesse momento ele era um tomate maduro, envergonhado e incrédulo por tal exaltação da irmã mais velha.

Lin fez um “Uh-uhnn...” sarcástico e falou para o moreno presente que ela e Mari cuidariam da cozinha enquanto eles tomavam banho e se trocavam.

-L-Lupus... –gaguejou o menor sem saber por onde começar.

Lass repassou muitas vezes o que ia dizer em sua cabeça, mas com Lupus era sempre assim, ele esquecia o que ia dizer quando olhava os olhos finos e vinhos.

-Bem... Tem algum motivo em especial para que ela esteja aqui? Você parece incomodado com algo.

Lupus deu um sorriso pequeno. Os dois sentaram-se na cama do quarto, trancando-o... Eles estavam lado-a-lado, mas a comunicação deles nunca foi muito boa. Nesse momento Lupus brincava com os dedos medindo as próximas palavras.

-Lass, ela parou de ter recaídas de uma forma drástica.

Lass piscou duas vezes bem rápido. Lin tinha recaídas piores, todo os dias, tinha alucinações. Ela era o exemplo perfeito de louca.

O albino mordeu o lábio se lembrando de momentos que a albina pegava facas e se cortava, gritava como se estivesse sentindo muita dor, dizia que se odiava, que odiava o mundo. Lin chegou uma vez a atacar o próprio Lass, mas ela parecia cega, apavorada e ela sempre desmaiava expelindo sangue pela boca.

-Isso é bom?

-Claro. Mas não é bom quando você começa a ter os mesmos sintomas.

Lass arregalou os olhos. Era isso então, Lupus SABIA, ele viu com certeza na festa em Hellmont.

O mais novo abaixou o rosto sem saber como explicar o que tinha acontecido.

-Lin teve essas coisas quando começou a receber remédios toda vez que passava mal. Ela tocava nas pessoas e depois ficava daquele jeito: em transe.

Lass apertou os olhos. Lupus não poderia ter notado algo assim com tanta facilidade, nenhum humano normal acreditava em mitos de forma tão irresponsável.

-Você não viu nada, Lupus. E a Lin deve ter tido esses momentos de paragem assim como eu tenho.

-Eu sei porque a mamãe tinha isso.

Lass levantou a cabeça no mesmo momento e empurrou Lupus com violência, fazendo-o deitar na cama com um baque.

-Cale a boca! Não a chame assim, seu idiota!

Lupus mordeu o lábio inferior, desviando os olhos dos de Lass. O moreno sabia que ele era o motivo de todo aquele inferno ter começado na casa dos Isolet.

Foi assim, um homem cujo sobrenome era Wild, se encantou por uma linda mulher de cabelos brancos e olhos azuis. Essa mulher era uma Isolet e era casada, vivia feliz com sua filha: Lin.

Esse Wild conseguiu levar a Isolet a cometer adultério e dessa relação nasceu o menino Lupus.

Durante a gravidez, a mulher imaginou que o filho pudesse ser muito diferente dela e que puxaria bastante o amante, então seu marido iria descobrir a traição.

Mas, seu marido continuou a viver com sua mulher, não suportando o novo filho, até que ela gerasse mais uma criança, Lass.

O senhor Isolet não aguentou muito tempo com sua mulher ainda com seu amante e sumiu de casa, deixando sua mulher e os filhos, se encarregando somente das despesas da casa de algum lugar que eles nunca souberam.

Alguns anos depois Lupus ficara sabendo que era um filho impuro e que tinha causado a separação. Lass ficou revoltado e começou a odiar a existência de seu irmão mais velho, porém Lupus nunca o odiou por isso.

Sua infância foi cheia de mágoa por Lin e pela mãe que o amavam, ódio do Wild que também sumiu pouco tempo depois e o desejo do reconhecimento de seu irmão, que o odiava com todas as forças.

Lupus não conseguia odiar os Isolet, agora se arrependia de ter tratado Lin tão mal, ele tinha provado um pouco do amor carinhoso que a albina oferecia de graça, e sua mãe era uma das pessoas mais importantes em sua vida: a que tinha pedido pra Lupus se aproximar de todas as formas de Lass.

-Gomen.

Lass parou de respirar forte, já abalado com a raiva. Ele sentou-se novamente, passando a mão na testa.

- “Eu tenho que crescer... O Lupus não fez nada. Mas porque é tão difícil aceitar que ele não é o culpado?”...

O moreno ajeitou-se no colchão. Ele tinha cuidado de Lass todo o tempo ali nos Estados Unidos. E com a chegada de Mari ele estava melhorando.

-A mãe tinha essas “paragens”. E você e a Lin estão tendo. É uma doença hereditária e nova, mas ela para de circular um dia, deixando a pessoa em um estado mais lento de reação.

-Baka! Você não precisa dizer essas coisas...

Lass cobriu os olhos. Lin estava nesse estado atualmente e sua mãe se recuperava gradualmente, era calma, mas alegre e era uma pessoa normal.

-E-Eu vou ficar igual a elas não é? Eu já sei.

Lupus semicerrou os olhos com pena. Ele era meio-irmão da família, e por sorte tinha escapado dessa herança, mas ele se sentia mal com tudo, o mínimo que podia fazer era cuidar daquela família que o aceitou entre empurrões, mas o aceitou.

Lupus pôs a mão na cabeça de Lass, acariciando os fios brancos, brilhantes. Era característica. Os Isolet eram assim...

O albino estava nervoso e tremendo. Lin um dia tinha ficado desse jeito e abraçou Lupus com força, foi quando o moreno descobriu que sentir ódio não mudaria nada.

-Tudo bem, eu de qualquer forma sempre serei seu irmão, meio tanto faz. Eu sempre te considerei.

Lass apertou os olhos levando sua mão ainda que com receio, mas aceitando o afago em sua cabeleira. Lupus era o melhor irmão do mundo...

Limpou suas lágrimas grossas, em seu choro silencioso, sussurrando um “obrigado” para o Wild. Ele talvez começasse a tratar melhor seu irmão já que ele tinha pouco tempo para ficar com eles em seu estado normal antes de decair na doença sem cura.

-Eu nunca vou abandonar vocês, nem seus amigos.

A voz de Lupus foi ficando mais distante e Lass imaginou que estava deitado na cama, se recuperando do sábado, com seu irmão e sua irmã sorrindo para seu rosto sonolento.

Um pequeno sorriso brotou em seus lábios, ele estava contente. O rosto de Mari apareceu também, ela não sorria, mas seus olhos já diziam que sorria internamente.

-Oyasuminasai minna*...

Continua

Vocabulário

*Oyasuminasai minna: Boa noite pessoal.

Notas finais
Ou, eu sei que esse ficou pequeno, mas era pra ficar curtinho e eu expliquei finalmente o impasse entre Lupus e Lass e a doença. SE tiverem dúvidas, não hesitem em perguntar viram?
Ma, obrigada por ler! Reviews??