Afterlife

4 Só se for com você.


Notas iniciais
Meio pequeno ~ironia~.

– Cara... – Me inclino para trás, percebendo que ele está próximo o bastante para que sinta seu hálito matinal. Um pouco incrédula, é como me sinto agora. Preciso ser sincera com ele. Jason está sendo sincero comigo. É o mínimo que posso fazer. – Jason. Olha, é tudo confuso agora, está bem? Eu... eu não sei o que dizer. – Respiro fundo, fechando os olhos. E me preparo para qualquer pergunta que ele venha fazer.

– Não é tão difícil. – Ele dá de ombros e se levanta, indo em direção a cozinha. Enquanto faz sanduíches, derrama as palavras como se fosse o recheio que ficará prensado sob o pão. – Um: Você gosta de estar comigo?

– Antes de transarmos? Cara. Você era uma pessoa bem irritante, eu acho. Mas acho que durante e depois você ficou mais aturável. — Mordo o lábio e dou um sorriso malicioso.

Quando chego na palavra transarmos, ele me olha com o cenho franzido. E depois não tirou mais os olhos de mim. Ficou segurando a faca, depois a soltou e voltou para o sofá. Ele me puxou pela mão, e me obrigou a ficar de frente para ele. Nossos dez centímetros de diferença pareceram-me uns vinte de tão pequena que me sentia.

– Está dizendo que eu era uma pessoa irritante? – Ele não me esperou responder. – Sav, você é meio complicada. Mas eu gosto disso, é isso que me faz gostar de você. – Jason ri de canto. Seus lábios se esticam e é um sorriso tão feliz tão cheio de emoção que me pergunto se não via esse lado fofo dele, antes de ontem à noite.

Ponho a língua para fora, e a aperto entre os lábios.

– Tosco isso. Mas é fofo. – Fecho os olhos e aperto, sentindo seus lábios tocando os meus.

– Sabe Sav? Eu estou tentando te dizer que gosto de você desde que te conheci. E vou repetir isso até você tomar uma decisão sobre mim. Até lá, vou usufruir de cada momento que passarmos juntos até amanhã à noite. – Ele me puxa pela coxa, e me surpreendo com sua facilidade de me levantar do chão.

– Tudo bem. – Segurei sua nuca. Eu estava meio que aceitando ser usada. Mas era isso, ou eu ficava com uma dúvida eternamente. Inclino minha cabeça para beijá-lo, enquanto cruzo minhas pernas em suas costas. Parece tudo tão fácil. Só beijá-lo e deixar que as emoções falem por si.

Nossos lábios começaram a dançar calmamente, enquanto ele massageava minhas costas. Então decidi que desta vez, eu que o invadiria. Coloquei minha língua de encontro a sua, e ele deu um meio sorriso. Jason começou a caminhar para frente, então logo me senti pressionada na parede. Sexo de novo?

– Não sei o que está pensando. Mas só quero curtir o momento, Sav. Nada de transa. O.K.? – Jason levanta os cantos na boca num sorriso malicioso, e imita meu modo de falar “transa”, enquanto massageia minha coxa.

Balanço a cabeça afirmativamente e puxo sua cabeça para perto do meu rosto. Nossos lábios se selam novamente, e eu perco o ar quando ele beija meu pescoço. Aquela sensação explode novamente em meu cérebro, e eu penso que vou explodir junto se ele continuar. É como se faltasse um pedaço em mim, e eu precisasse preenchê-lo imediatamente. Aperto-o com força entre minhas pernas e meus braços, depois levo minhas mãos até seus cabelos e começo a seguir a extensão de seus cachos, enrolando os fios no dedo. Sua boca volta para a minha, e sinto sua mão explorando minhas costas, minhas coxas, meus braços e até meu pescoço. Passo minhas duas mãos em seus bíceps contraídos, e depois em suas costas. Mas em momento nenhum separamos nossas bocas.

Até que por fim ele me separa da parede calmamente, como se pressentisse que mesmo dizendo o contrário, pudesse rolar algo. Meus dedos descalços tocam o chão. Olhos em seus olhos. Meus braços ainda estão enlaçados em seu pescoço, e suas mãos em minha cintura.

– Você também sente como se faltasse uma metade? E quanto mais você tem, mais você quer? – E como resposta ele estreitou seus braços em minha cintura, e sussurrou sobre a minha cabeça.

– Sav. Eu sinto isso também. – Encostei minha cabeça em seu peito e ele alisou meus cabelos. – É algo estranho. Quanto mais você tem, mais você quer. E tudo que tem, não parece o suficiente.

É exatamente isso. Levanto minha cabeça e mordo o lábio inferior de Jason levemente.

– É exatamente isso. – Dou uma risadinha e recoloco minha cabeça em seu pescoço, ainda há rastros de seu perfume.

– Vou tomar um banho. Preciso. – Ele riu e me soltou.

Ele virou-se rapidamente e subiu as escadas, em direção ao quarto de Rosa, onde teria alguma roupa de Jacob que ele poderia vestir.

Fiquei ali, encostada na parede. Escorreguei e senti frio. Muito frio. Olhei para o relógio e vi que era somente meio dia. E o Sol esquentava tudo lá fora. O chão de casa estava pegando fogo, mas minha pele estava gelada e arrepiada.

A sensação pós-contato pele a pele com Jason, era algo horrível. Sua pele era tão macia e quente, que eu poderia ficar abraçada nua, por ele dentro de uma geladeira gigante. E eu nem me importaria.

Decidi subir e colocar uma calça e uma blusa moletom. Quando passei pela porta de Rosa, ouvi o barulho do chuveiro. Mordi o lábio inferior e passei as mãos nos cabelos. Empurrei a porta de leve, com medo de fazer barulho. Sentei-me na cama, onde sua camisa do Asking Alexandria estava jogada. A mesma de ontem. Mas mesmo assim parecia diferente. Ela era quente e exalava um cheiro inebriante. Olhei para o lado e vi uma pequena mala.

– Jason! – Não me contive, e gritei, batendo na porta do banheiro. Em seguida o chuveiro se desligou e ouvi sua voz abafada.

– Algum problema, Sav?

– Quando foi que Jacob trouxe suas coisas para cá? – Caminhei até a mala, confusa.

– Eu tinha uma no carro, esqueceu? – Óbvio demais. Acalmei-me. Lógico que era isso. Jason morava do outro lado da cidade, e veio esse fim de semana para ficar com o tio na praia. Mas surgiu uma emergência no trabalho de Rosa, em outra cidade, e eles foram juntos. Então Jason pegou a mala no carro e ficou no sofá mesmo.

Lógico que não tirei essa conclusão sozinha. Isso foi graças ao senhor inteligente me explicando tudo.

– Ah. – Murmurei e virei de costas para sair, quando vi a porta do banheiro se abrindo.

Jason saiu enrolado numa toalha amarela, e seus músculos parecem mais definidos que eu pensava. Ele me encara com um risinho. Seu abdômen não é definido, mas dá para ver que há músculos, seus bíceps são sim, bastante definidos.

– Tem certeza que foi somente isso que veio fazer aqui? – Ele ergue uma sobrancelha e acena na direção da minha mão.

– Vá se foder. – Joguei a camisa na cama e mostrei o dedo do meio para ele, me virando. Mas antes que pudesse sair totalmente do quarto, senti seus braços em minha barriga, e ele apoiou minha cabeça em seu ombro.

– Só se for com você. – E me deu um beijo no pescoço. Senti como se uma marca de fogo no formato de seus lábios tomassem conta da minha pele, e se espalhasse por todo o corpo, me aquecendo de fora para dentro. Fechei os olhos, deliciando-me dessa sensação por segundos, mesmo depois dele me soltar.

E o frio voltou de novo. Fechei a porta sem me virar e entrei no meu quarto.

Notas finais
Jason zoando com a Savannah >u> Que cruel. Dar um beijo desses de arrepiar e depois soltar. Só pra focar mais: FANFIC CLICHÊ MEU POVO! o Cheia de mimimi, amor a primeira vista e blá blá blá. [Notinha: Os títulos dos capítulos são frases 'marcantes' ~revirei os olhos pra isso~ que os personagens dizem] Sarani yori, Min'na *u*