Afterlife

5 Vinte e quatro horas.


Notas iniciais
LEIA AS NOTAS FINAIS! LEIA AS NOTAS FINAIS, CARALHO! u_u

Estamos indo a lugar algum, Jason. Estamos indo para onde minha vida começa e termina todos os dias. Se você soubesse que eu morro e revivo todos os dias. Ah, você sabe que morro e floresço todos os dias? Como uma rosa se abre depois de um inverno intenso?

É o que quero dizer, mas somente balanço a cabeça, achando graça de sua reação. Desço as escadas correndo e espero-o na porta.

– Onde vamos? – Ele repete um pouco impaciente, e como minha mãe faria se eu estivesse dizendo que iria sair para uma festa.

– Nossa. Você está parecendo minha mãe falando. Não se sinta responsável por mim, caramba. Eu estou num fim de semana livre e sério que vai me impedir?

É como se Bat Country estivesse tocando em meus ouvidos. Seu toque me encorajando a tudo. Puxo sua mão, mas então percebo que ele está com a camisa ainda amarrada na cintura.

– Camisa. Coloca. Agora. – Aponto para sua cintura depois para seu tronco, lentamente. Que garota não olharia para aquela beleza toda? Só eu tenho direito a isso.

– Tudo bem. Mas saiba que sou sim responsável por você, Sav. – Ele passa a camisa pela cabeça, e dá uma risada. – Você é uma garota doida.

– Que importa? – Então aí sim puxo sua mão e atravessamos a porta.

Ao atravessar a entrada da casa e Jason trancar a porta, desencadeio uma corrida rua abaixo. Era exatamente o caminho que fiz com o skate antes de atropelar Andrew. Quase posso vê-lo com as mãos nos bolsos, encurvado e encostado num carro ou numa parede qualquer, sussurrando:

– Quando posso vê-la novamente?

– Sav! – A voz de Jason criava uma barreira entre minhas ilusões de Andrews e a realidade. Então sacudi a cabeça e aumentei o ritmo da corrida. Uma coisa que eu era boa era correr, e agora eu estava fazendo isso como uma corredora em êxtase.

Dou gargalhadas e continuo a correr. Logo chegamos ao fim da rua, e cinco segundos depois Jason se aproxima de mim e se curva sobre os joelhos.

– Cara. Preciso fazer academia. – Ele ofega bastante, e então se endireita e seus cachos estão um pouco bagunçados. Como gosto de seus cabelos bagunçados...

Quase posso ouvir o solo do baixo em A Little Peace Of Heaven.

– Jason, venha ver. – E começo a descer por uma mini ladeirinha de pedras pequenas e terra. Logo a frente algumas árvores e depois água. Um infinito mundo de águas escuras, que se faz de espelho para a Lua. Ela se agita calmamente, como se estivesse à espera de algo extraordinário.

As estrelas iluminam o céu escuro, que se mistura com a água no horizonte, e pequenos pontos brancos cintilam. A Lua está grande e redonda, formando um arco sob a água e somente sua metade é visível.

– Uau. – Jason murmura e eu me viro para olhá-lo. – É como se tivesse pintado o céu com pequenas gotinhas de tinta branca num fundo preto.

Assenti. É realmente lindo. Sento-me numa pedra de 1 metro e meio de diâmetro, e estico as pernas, cruzando-as. Jason se senta ao meu lado, e passa o braço em minha cintura.

– É aqui que você vem toda noite?

– Uhum. Aqui que revivo e repenso sobre tudo...

–... como uma rosa se abre depois de um inverno rigoroso.

Arregalo os olhos. Como ele pode conhecer essa frase? Eu escrevi em alemão na parede do meu quarto, acima da cabeceira da minha cama e estava quase apagada. Só havia em português no meu celular.

– Você lê alemão? – Me solto dele e o encaro com os olhos estreitos. Seus olhos estão com um intenso brilho, deixando suas pupilas transparentes. Ele estava inegavelmente lindo.

– Não. Quando você estava dormindo, eu me deitei ao seu lado e fiquei acariciando seu cabelo. – Ele riu. – Sei que isso soa tosco. Mas foi isso mesmo. E você começou a murmurar alguma coisa. Antes disso eu li a frase em alemão na parede, e não entendi merda alguma. – Jason balança a cabeça novamente e ri. – Mas ai tive uma ideia. Desbloqueei seu celular e traduzi a frase.

– Ah. – Imito seu gesto, balançar a cabeça, e deito com a cabeça em seu colo. Esse nerd pode fazer a bosta que ele quiser... Não me surpreende que ele tenha conseguido acessar meu celular. – É algo como uma metáfora. Porque a maioria das rosas morre com a neve. E na frase faz-se uma comparação de humanos com as flores. Então isso soa meio irônico, certo? – Encaro-o. — Alguns morrem internamente com os problemas. Outro florescem depois deles.

– Fato. – Jason sorri e encara a paisagem a sua frente. – Só 24 horas, Sav. O que a gente pode fazer em vinte e quatro horas? – Ele continua sem me olhar. Mas começa a alisar meus cabelos.

Penso por um instante. Jason tinha razão. Em menos de vinte e quatro horas tudo iria acabar. Mas só acabará se dermos um fim. Se dermos um segundo inicio, e um terceiro inicio, e sempre reiniciarmos, nunca vai acabar.

Notas finais
Awwn, um capítulo sem bosta alguma -u- Ou talvez tenha uma mensagem subliminar dodos deusdeuses que você crê PAISNDPANSDPI. Vou demorar para postar os próximos capítulos agora :'3 Porque vou ficar um tempo sem WiFi na minha casa... E tenho que ir na casa da minha avó roubar WiFi >u< Mas farei um capítulo bônus com hot. Se vocês comentarem, fantasminhas, ( u.u) vou realizar as fantasias que desejam da parte Savannah e Jason efetuem :3 É só dizer (Tia Buggirl, faça isso isso e isso) farei com todo o meu amorzinho
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.