Notas iniciais
OI OI OI PROXIMO CAP SEASON FINALEEE ESPERO QUE VCS GOSTEM, TCHU TCHUS EU AMEEEI ESSE CAP, ESPERO Q VCS TENHAM GOSTAAADO COMENTEM! AMORESS

–Aaaahgr — Gemeu Meg ao ser jogada violentamente no chão por um dos inumanos. Era um homem alto e forte. Provavelmnet lutava boxer antes de ter sua alma retirada. Ele deu uma pancada forte na barriga da demônio e ela caiu no chão. Agora ela estava estirada nele, com o homem segurando seus pulsos e direcionando a lamina para seu pescoço.

Meg chutou ele entre as pernas com força. Dessa vez foi ele que gritou de dor, e se jogou para trás, com o rosto vermelho. A demônio aproveitou o momento de distração e se jogou em cima dele com um pulo, rasgando seu pescoço, esborrifando sangue fresco em sua roupa e alguns respingos no rosto.

A morena levantou e olhou em volta, enquanto passava a manga do casaco em seu rosto, limpando-o.

Haviam agora uns duzentos inumanos. E mesmo que os demônios, Gabriel, e os Winchesters estivessem fazendo um bom trabalho, ainda não era suficiente. Eles estavam em menor número, e caso não acabassem logo com aquilo, os demônios iriam embora, os anjos não ajudariam e as bruxas não dariam as caras.

Meg suspirou. Uma adolescente, de no maximo uns quinze anos, correu em sua direção. Mesmo que Amara os tivesse dado força sobrehumana, não lhes dera capacidade de luta, então a maioria ali lutava como um amador.

Era o caso dessa menina. O mais patético era o grito de guerra que ela dava ao se aproximar. Meg permitiu-se rir ao enfiar a lâmina no estomago na menina quando esta tentou lhe dar um soco.

— MEG! — A morena virou-se quando viu Sam a chamando. — Tente não matar as crianças!

Meg revirou os olhos.

— Sam, oque me atacar, eu vou atacar. E é melhor você fazer o mesmo. As crianças não estão vindo apenas para te nocautear.

Sam suspirou e olhou em volta. Agora, uma mulher adulta corria em sua direção. Diferentemente da maioria das pessoas ali, esta parecia saber oque estava fazendo.

Os cabelos ruivos dela estavam bem presos em um coque, e ela continha uma lamina na mão, assim como o resto deles. Ela segurava a arma com experiência, e Sam logo percebeu o símbolo anti-possesão tatuado em seu antebraço.

Era uma caçadora.

O Winchester arregalou os olhos quando a ruiva veio para cima dele. O moreno apenas desviou e desviou. Não queria ataca-la, não queria mata-la. Mas ao que parece, ela não compartilhava o mesmo sentimento sobre ele. Cada ataque seria letal caso acertasse Sam.

Quando ela jogou o corpo para frente, conseguindo driblar o braço do maior e o acertando com um corte na perna, alguem intercedeu entre eles.

Dean pulou na frente do irmão, assim que viu que ele não queria matar a mulher que estava lutando, e vendo que ela logo iria machuca-lo.

O loiro segurou o braço armado da mulher, assim podendo ter uma visão clara da tatuagem, e chegando a mesma conclusão que Sam.

-Desculpe-me. — Pediu Dean olhando para ela, que não demonstrou nenhum sentimento ao ser empunhalada no coração.

Sam soltou o ar que estava guardando e Dean virou-se para o irmão, segurando seu braço com força.

— Sam, nós estamos no meio de uma batalha. Essas pessoas estão sem alma, elas não se importam se vão te matar ou se vão morrer ao teatacar. Elas só tem um instinto que é ataque. O melhor que você pode fazer por elas é mata-las. Entendeu? — Disse Dean com força, olhando fixo para o irmão.

— Sim. — Concordou Sam. — Sim, eu sei... DEAN!- Sam gritou quando viu um homem da altura do irmão, e um pouco menos músculoso se aproximar perigosamente de Dean. Ele estava prestes a acertar as costas de Dean quando um tiro o acertou nas costas e ele caiu no chão de terra do cemitério.

Dean virou-se rapidamente, com o coração a mil e viu Adam, um pouco mais a trás, com a arma em punho. O loiro sorriu para o irmão mais novo.Adam encarou Dean e logo virou-se quando um adolescente o atacou.

O garoto devia ter uns doze anos. Ele veio com tudo para coma de Adam. O antigo Adam teria parado e tentado bater com o cano da arma na cabeça do menino, tentar faze-lo desmaiar. Mas o novo Adam, a pessoa que ele era agora, apenas fechou os olhos quando seu dedo apertou o gatilho. Antes mesmo de escutar o corpo do menino bater no chão árido e marrom, o loiro ja tinha se virado para outro lado, sendo quase derrubado por uma das sombras pretas que escureciam o céu, rodeando em círculos e possuindo os inumanos, apenas para quebrar seus pescoços e saírem a busca de outro para matar.

Ruby limpou o sangue que escorria de sua boca após ter levado um soco de um homem. Ele era forte e alto. Fazia o tipo de Ruby.

Porem ele havia dado um soco nela. E ninguém dava um soco nela.

Ruby pulou no pescoço dele com uma agilidade de um felino e com um sorriso torto, acertou a garganta dele com sua faca de matar demônios -_ mas que também era muito eficiente ao rasgar os pescoços de alguns inumanos.-.

Kristy estava ao lado direito de Amara. Ela havia recebido ordens de sua 'Mãe' para não lutar. Michael e Lúcifer atacavam Amara, mas não com força total, Kristy podia ver. Ela estava nervosa. Mesmo que tudo estivesse indo relativamente bem, eles tinham que acabar logo com o extenso numero de inumanos, caso contrário, seus aliados não lutariam.

Suspirando, a morena se mexeu cautelosamente, para não chamar a atenção de Amara, e fez um sinal para Crowley,que liderava os demônios e matava qualquer um que viesse para cima dele e de Rowena. A bruxa não estava na batalha contra os inumanos, porém quando atacassem Amara ela estaria praticamente na "linha de frente."

Crowley olhou para ela e estreitou os olhos. Kristy fez sinais sutis com as mãos e a boca,porem o demônio franziu a testa sem entender.

-Fergus. — Chamou Rowena com sua habitual voz materna e autoritária. — Fique aqui, eu entendi oque ela quer.

Sem esperar o consentimento do filho, ela saiu de perto dele, adentrando na batalha. Alguns inumanos vieram diretamente para ela, porém com um aceno de mãos e algumas palavras murmuradas eles estancaram no lugar, segundo antes de virarem poeira no chão.

Crowley sorriu satisfeito, e tinha que admitir, um pouco aliviado.

Gabriel estava no meio dos inumanos, e parecia se divertir com as lutas patéticas que ganhava. Quando alguns soltavam um grito de guerra, Gabriel estalava os dedos e esses morriam engasgados com a própria lingua. Outros, como crianças e adolescentes, recebiam uma morte rápida e indolor.

— Gabriel. — Chamou Rowena, fazendo Gabriel olhar para ela. A expressão da ruiva não era das melhores. — Por que esta enrolando tanto? Chame as duas demônios e faça logo isso.

O arcanjo bufou para as costas da bruxa, pois essa ja estava andando para seu lugar ao lado do filho, sem antes transformar as "brincadeirinhas" de Gabriel em pó.

Castiel estava lutando muito bem. Ja havia salvado Sam umas três vezes sem o Winchester perceber, e não ia muito para longe de Dean. Uma mulher veio por trás dele, pulando em seu prscocou. Castiel rodou o corpo e abaixou a coluna, jogando esta no chão, e no mesmo momento, jogando-se por cima dela, cravando a lâmina no peito dela.

Ao olhar para trás, viu que um casal de inumanos se aproximavam de Adam por suas costas. Castiel olhou para Dean nervosamente. Ele parecia estar indo bem. No mesmo instante, Castiel atravessou o cemitério e jogou a lâmina nas costas do mais próximo do Winchester mais novo, oque chamou a atenção do loiro, que se virou e no mesmo instante que percebeu oque estava acontecendo, travou.

Castiel franziu a testa. Adam tinha a faca em suas mãos, era só acertar o inumano, que estava indo para cima do mesmo. Porem, o loiro encarava a faca e o homem que se aproximava dele, com duvida, como se estivesse pensando se valia mesmo a pena.

Adam olhou para trás. Para Michael. Como se ele tivesse percebido o olhar o outro, o arcanjo olhou para trás. E viu oque estava acontecendo. Seus olhos verdes de arregalaram quando Adam deu um sorriso triste minimo e largou a faca no chão, juntamente da arma.

Castiel não pode avançar, pois ainda haviam quatro inimigos em seu caminho.

O inumano alcançou Adam e enfiou a lamina no estômago dele.

Michael gritou e esqueceu-se de Amara e Lucifer. Seu irmão olhou para ele confuso e seguiu seu olhar. Seus olhos cristalinos se arregalaram ao ver a cena e sua mente deduziu na mesma hora que seu irmão mais velho estava apaixonado pelo mais novo dos Winchesters.

Lúcifer empurrou Michael na direção de Adam, e virou-se para encarar Amara.

A batalha não tinha terminado. Meg, Sam, Dean, Ruby, Gabriel e o restante não sabiam de Adam. E não iriam parar de lutar agora.

Porém Michael deixou-se ser empurrado pelo irmão mais novo, e correu na direção de Adam, esquecendo-se de que podia voar, ele apenas correu.

O loiro estava caido no chão, tossindo sangue, e o inumano estava prestes a terminar seu serviço.

Com um ódio que nunca sentira antes, Michael pegou o inumano pelo pescoço e o levantou no ar com uma mão apenas. O pescoço do homem foi dilacerado pela mão do arcanjo.

Largando o corpo no chão, Michael caiu de joelhos ao lado de Adam, e levantou seu corpo com cuidado, encostando as costas do menino em seu peito.

— Meu menino... — Disse Michael com a voz falha, botando a mão sobre o ferimento de Adam. O loiro gemeu em negação.

— Mi... Michael... Por favor... Não...

O arcanjo olhou dentro dos olhos azuis do loiro. Sim, ali estava novamente. A alma do Winchester estava destruída. Todo ele, na verdade. Nenhum humano, nem mesmo um Winchester, deveria passar tanto tempo na jaula. E muito menos sair de lá vivo.

— Não. — Negou Michael, — Me perdoe, Adam, pode me odiar depois disso, mas eu não vou deixa-lo morrer.

A mão de Michael que estava por cima do ferimento de Adam começou a brilhar em uma luz azul e logo não havia mais ferimento nenhum.

Adam tentou se levantar, porem Michael facilmente o conteve.

— Seu.. Egoísta... — Adam tentava se livrar de Michael. O arcanjo o encrava triste.

Michael pôs os dedos na testa de Adam e este adormeceu imediatamente. O arcanjo estalou os dedos e agora o loiro estava a salvo no Bunker. Ele só acordaria quando Michael chegasse.

Enquanto isso, Dean lutava excepcionalmente bem. Qualquer um que viesse tentar atingi-lo, logo caía no chão, morto.

Porém o loiro paralisou quando viu três crianças, de no máximo quatro anos, andando em sua direção. As laminas eram grandes demais para elas, então as duas meninas e o menino do meio as seguravam desajeitadamente em suas mãos pequeninas.

Os globos verdes de Dean se fixaram no menino do meio, que estava mais próximo. Ele era tão parecido com Sam quando pequeno... Mesmo depois do que ele dissera ao irmão, ele sabia que nunca conseguiria matar aquelas crianças.

O Winchester soltou a lamina que segurava e recuou, batendo em um túmulo alto.

O garoto a sua frente levantou a mão que segurava a lâmina.

Os olhos de Dean não conseguiram capturar muito bem o momento em que Ruby chegou por trás do menino, segurou seu cabelo, fazendo o pescoço do menino ficar a mostra e degolou ele com sua arma.

Meg estava atrás dela, terminando de matar a última menina, que com certeza teria uns três ou quatro anos, e bateu no chão árido do cemitério, ainda com os olhos azuis abertos. O preto foi aos poucos se esvaindo das pupilas da menina e os olhos dela se tornaram um castanho bonito, porém sem vida.

Dean recuperou o fôlego e aceitou a lâmina que Ruby lhe oferecia, após pega-la do chão, onde Dean a jogou.

— Faça um bem a você mesmo, Dean. — Disse Ruby com a voz grossa. — Mate-os antes que eles o matem.

— Ruby! — Chamou Meg puxando o braço da outra. — Gabriel esta chamando! Vamos!

Com um ultimo olhar para Dean, as duas correram para longe do loiro, indo ao encontro de Gabriel.

O arcanjo esperava entediado as duas chegarem a ele. Enquanto Meg e Ruby estavam ofegantes quando pararam a sua frente, Gabriel franzia a testane perguntava:

— Vocês... hum... Querem um lencinho?

Meg bufou.

— Para que você nos chamou, Gabriel?

O arcanjo sorriu.

— Me dêem as mãos.

Ruby franziu a testa.

— Gabriel, se você acha que isso é um piquenique....

— Me dêem as merdas das mãos, porra. — Extressou-se Gabriel, puxando as maos das duas.

Meg e Ruby se encaram e desviaram seu olhar para Gabriel.

— Vocês podem parar com a coisa do olho? — Pediu Gabriel

aos olhos completamente pretos das duas.

— Oh, ok. — Ruby deu de ombros e voltou ao normal, assim como Meg.

— Agora... Vamos acabar com esses filhos da puta. — Disse Gabriel com um sorriso — Eu vou ficar em minha forma natural. Vocês também fiquem. Irradiem seu poder por esse cemitério. Matem eles.

— E quanto a Dean, Sam e Adam? São humanos! — Alertou Meg.

— A bruxa colocou uma proteção neles. E eu não vejo o Winchester mais novo aqui. — Gabriel olhou em volta confuso. — Enfim. Agora tem um enxame desses patéticos vindo para cima de nós. AGORA!

No mesmo momento Gabriel começou a brilhar com uma luz branca forte, tão forte que cegaria um humano se este estivesse por perto. As asas cor de amêndoa do arcanjo se abriram e emitiram uma luz ainda mais forte. Três asas de cada lado, que se abriram em mais de seis metros em volta dele. Não dava para enxergar a face do arcanjo por conta da luz, porem se via uma luz azul onde provavelmente estavam os olhos dele.

Meg sorriu e fechou os olhos. Quando os abriu, esses estavam pretos novamente, completamente pretos. Seus cabelos castanhos escuros, se alongaram em mechas enroladas e longas ao redor dela. Seu rosto escureceu e sua boca ficou maior, fazendo um sorriso de orelha a orelha. Seus dentes eram pontiagudos, e suas bochechas pareciam rachadas, como uma boneca de porcelana quebrada. Dois chifres cresciam das extremidades de sua cabeça. Eles eram grossos e curtos, faziam uma curva bem acima da cabeça e as pontas batiam na altura das orelhas. Um rabo longo, da mesma cor e textura dos chifres envolvia ela, e uma aura preta era lançada a metros de distância.

Ruby não estava muito diferente, porem seus cabelos negros estavam ainda maiores que os de Meg, e ondulavam no ar em volta dela. Seu rosto também continha um sorriso de orelha a orelha, e seus olhos estavam pretos. Veias pretas desciam de seus olhos e contornavam suas bochechas. Ela não exibia seus dentes, e diferentemente de Meg, seus chifres eram finos, porem longos, faziam a curva um pouco abaixo da altura das têmporas e as pontas eram um pouco abaixo da altura do queixo. Seu "rabo" estava enrolado em sua perna esquerda, com a ponta apontada ameaçadoramente para qualquer um que se aproximasse demais.

Fazia um bello contraste, Gabriel no meio das duas, praticamente as envolvendo com suas asas, emitindo uma luz branca, divina. E as duas demônios ao seu lado, emitindo uma fumaça preta, que se alastrava por cima dos inumanos.

O resultado disso, foi cada inumano que outrora estava se aproximando deles, sendo pulverizado aonde estavam, e os que estavam mais longe, sendo massacrados pelos demônios ao comando de Crowley, e também sendo mortos por Sam e Dean.

Amara estava pisando no pescoço de Lúcifer. Assim que Michael saíra de perto dos dois, o arcanjo tinha tentado fazer a insana tarefa de tentar derrotar Amara, ou ao menos enfraquece-la sozinho. Porém Lúcifer estava virando humano. Seus poderes estavam praticamente extintos, e só agora que ele tinha a plena consciência disso.

Kristy estava inquieta atrás de Amara. Ela não podia se arriscar agora e tentar salvar o loiro. Amara poderia mata-la e a esperança de curar Chuck morria ali.

Michael estava voltando para perto do irmão, quando viu os inumanos caírem em massas. Olhou para onde uma luz forte brilhava e viu seu irmão de mãos dadas com as duas demônios. E os três estavam massacrando o exercito de Amara.

— Ele poderia ter feito isso antes... — Resmungou Michael com um leve sorriso no rosto, que sumiu no mesmo segundo que viu seu irmão no chão, com a blusa rasgada, os cabelos baguncaos e sujos e o rosto com sangue.

No mesmo momento, ele correu ate o irmão e seus olhos brilharam azuis como nunca. Amara realmente tinha conseguido lançar o lado selvagem de Michael. E isso não seria bom para ela.

As asas de Michael se abriram. Eram as maiores asas de qualquer anjo ou arcanjo. Tinham mais de vinte metros, e pareciam tocar o céu. A cor delas era cinza, da mesma cor de um céu nublado, e eram fortes e grossas. Três de cada lado, e agora ele estava planando no ar, um pouco acima de Amara. O sorriso desta estava vacilado. Seus inumanos estavam morrendo e logo ela ficaria sozinha.

— KRISTY! PARE-OS! — Gritou Amara se referindo a Gabriel, Meg e Ruby. Kristy mordeu os lábios e correu na direção dos três, com uma lâmina preta e curvilínea em punho.

Assim que a morena viu que a atenção de Amara não estava focada nela, a mulher matou todos os inumanos que encontrou no caminho, e ao chegar até o arcanjo e as demônios, ela deu um berro, que dificilmente seria escutado por alguem alem dos três. No mesmo momento Meg e Ruby voltaram ao normal, e Gabriel recolheu suas asas, pousando em frente a Kristy.

— Eu pensei q você tinha nos traído. -_ Acusou Gabriel.

— Para ela acreditar, vocês tinham que acreditar.

Meg suspirou.

— Eles praticamente acabaram. Onde estão as bruxas e os anjos!?

Castiel estava ao lado deles desde que Gabriel voltou ao normal.

— Os anjos só vão lutar se verem uma chance de vitoria.

Gabriel revirou os olhos.

— Eu vou me juntar a meu irmão,então.

— Gabriel! — Chamou Meg segurando o braço dele.

— Você não esta fraco? — Completou Ruby.

Gabriel sorriu para as duas.

— Obrigado pela preocupação, mas eu estou perfeitamente bem.

— Existe alguma chance de você sair vivo de lá? — Perguntou Meg.

Gabriel deu de ombros.

— Talvez sim. Talvez não.

A demônio lambeu os lábios.

— Então isso pode ser um adeus.

Gabriel estreitou os olhos e abriu um sorriso. Castiel encarava a cena confuso.

— Sim, pode ser. — Respondeu o arcanjo.

Meg sorriu e se aproximou de Gabe.

Os lábios da demônio tocaram os do arcanjo em um beijo rápido, porem antes de se afastar, ela passou a ponta da lingua nos lábios do arcanjo.

Gabriel não teve tempo para dizer um comentário sarcástico, pois Ruby pegou a gola da blusa dele e colou seus lábios, ficando um pouco mais de tempo do que Meg.

— Ok. — Gabriel estava ofegante e com um sorriso safado no rosto. — E o beijo de vocês duas? Eu realmente tenho que ver isso antes de morrer.

Meg se aproximou perigosamente de Gabriel e sussurrou no ouvido do arcanjo.

— Ai esta um motivo para você ficar vivo até essa noite.

Antes de se afastar, Meg mordeu de leve o lóbulo da orelha de Gabriel.

Ruby encarava Meg com a boca entre aberta. Ela definitivamente tinha escutado. Meg corou e desviou o olhar.

— Ai esta um motivo para eu ficar vivo ate esta noite. — Concordou Gabriel.

Em seguida o arcanjo deu um sorriso para Castiel e seguiu seu caminho ate Amara e os irmãos, abrindo as asas no meio do trajeto.

Amara viu de relance Gabriel se aproximando. A mulher levantou a mão e literalmente torceu a asa esquerda maior do sobrinho, fazendo-o soltar um berro de dor. Em seguida, ela segurou Lúcifer pelo pescoço e disse:

— Parece que o pequeno Sam Winchester se tornou um problema para você. Agora você esta praticamente se tornando oque mais odeia e despreza. Um humano.

Lúcifer abriu a boca em busca de ar, incapaz de falar nada. Amara olhou com desprezo para o loiro e arremessou ele para longe, fazendo-o bater em uma árvore com um baque surdo.

No mesmo momento ela foi atingida por uma das asas de Gabriel, que se enroscou em volta do pescoço dela. Michael se levantou, ja curado, e avançou para cima da mulher, nocauteando-a. Gabriel foi jogado no chão quando Amara pegou a asa que se enroscava em seu próprio pescoço e jogou-a em direção ao chão.

Dean, Castiel, Sam, Crowley, Meg, Rowena e Ruby estavam encarando. Crowley ordenara os demônios que parassem e se reagrupassem. Eles só voltariam a lutar com a chegada dos anjos e bruxas.

Dean tentou em vão segurar o irmão quando Lúcifer foi arremessado na árvore, porém Castiel tocou o braço de Dean e pediu para ele deixar o irmão ir.

Sam correu o mais rápido que pode ate a árvore. Seu coração estava na boca. Ele não queria ver. Não queria ver oque ele mesmo fizera com Lúcifer.

O loiro estava jogado de mal jeito contra a arvore. Seu rosto sangrava e ele estava ofegante. A blusa preta dele estava com um rasgo no peito.

— Lúcifer... — Sam ofegou, ajoelhando-se ao lado do arcanjo, que estava escorado na árvore.

O loiro abriu os olhos e conseguiu dar um mínino sorriso. Estava tudo bem agora. Ele estava com Sam, estava com seu menino.

— Prince... — Sussurrou Lúcifer com a voz falhando.

Sam ofegou e chegou mais perto do arcanjo, segurando sua mão e com a outra mão no rosto do loiro.

— Fica... Fica comigo, ok? Vou tirar você daqui. — Disse Sam fortemente, mesmo que desacreditado em sua própria promessa. Para onde ele o levaria?

— Não... Sammy, não. — Disse o arcanjo se engasgando com sangue na boca. — Eu... Eu vou morrer. — Concluiu o arcanjo.

Sam arregalou os olhos.

— Não, não você não pode me deixar, não agora que eu... Que nós... Por favor! — Sam estava desesperado, ele segurava o rosto de Lúcifer, agora com as duas mãos e seus olhos começaram a arder.

— Sammy... — Lúcifer sorriu, segurando os braços do garoto. — Meu prince... Eu... Preciso te falar... Eu te a...

— Sim. — Sam cortou Lúcifer com uma voz determinada.

— O-oque? — Lúcifer encarou Sam confuso.

— Sim. Vá lá, se cure dentro de mim, lute contra ela e depois volte para essa casca.

Lúcifer negou veemente.

— Sam, eu-

-Sim, Lúcifer. Eu disse Sim!

Lúcifer não disse nada por alguns segundos.

— Por que? — Questionou o arcanjo.

— Pois eu perdi todas as pessoas quais eu ja amei. Todas. E eu não pude fazer nada. Eu... Eu não vou, eu não posso perde-lo também.

Lúcifer levantou o braço e segurou o rosto de Sam carinhosamente. Em seguida o loiro começou a brilhar, e Sam sentiu a sensação que ja havia sentido a cinco anos atrás.

— Oque Sam esta fazendo? — Perguntou Dean inquieto.

-Oh-ou — Disse Meg com uma careta olhando para Dean receosa.

Crowley apertou os olhos.

— Eu ja sabia que o alce era estupido, mas agora ele me surpreendeu.

Ruby arregalou os olhos, e pôs as mãos sobre a boca.

— Sam... — Sussurrou a demônio.

Rowena ostentava um sorriso no rosto.

— Agora as bruxas vão vir, com toda a certeza.

Dean estava irritado ao extremo.

— Do que vocês estão falando? Oque ele fez!?

— Dean... — Castiel tentou começar a dizer, porem Sam apareceu do lado deles.

— Sammy! — Suspirou Dean aliviado. — Oque fez fez!? Onde ele esta?

— Dean seu esquilo estupido. — Bufou Crowley. — Ele esta bem na sua frente.

Nesse momento a compreensão atingiu Dean como uma granada e ele arregalou seus olhos verdes, no mesmo momento que os olhos verdes-escuros de Sam tornaram-se vermelhos por algumas frações se segundos.

Dean ofegou.

-_ Seu filho da puta, saia de dentro do meu irmão agora!

Lúcifer apenas olhou para Dean com desprezo, oque atingiu o Winchester em cheio, pois não era Lúcifer em si olhando para ele daquele jeito. Era seu irmão mais novo.

Sam podia ver , ouvir e sentir tudo que Lúcifer fazia. Era como se ele estivesse assistindo um filme por seus olhos. Pode ver quando Lúcifer virou-se para onde seus irmãos lutavam, e definitivamente sentiu quando as asas do arcanjo se abriram.

Eram grandes. Provavelmente uns 19 metros. Por incrível que pareça, elas eram esguias, pontudas, tão brancas que pareciam imaculadas, como uma obra de arte. Sam não tentava mais negar — ele se sentia inteiro, pela segunda vez em sua vida ele se sentia completo novamente-.

Lúcifer levantou as asas, e planou no ar. Seus olhos definitivamente estavam vermelhos agora, e ele podia sentir seu ser se curando aos poucos. Sua graça angelical se voltando com toda força, e agora todo seu poder estava direcionado para Amara.

Ele entrou no meio dos irmãos. Viu que a menor asa da direita de Gabriel estava sangrando e a do meio do lado esquerdo de Michael estava quebrada.

A vadia havia quebrado e machucado as asas de seus irmaos. Não existia dor maior para um ser celestial do que ter suas asas machucadas.

Sam pode sentir o ódio vindo de dentro de Lúcifer, e quando a primeira onda de poder foi direcionada em Amara, ela cambelou, com ódio no olhar, e Sam sentiu-se incrivelmente bem com isso. Ele se sentia poderoso, infalível, e isso dava ainda mais forças para Lúcifer.

Gabriel sorriu, e atacou Amara com sua asa boa. Ela caiu de lado, ja fraca por conta do ataque de Lúcifer, e antes que pudesse revidar, ela começou a berrar com as mãos na cabeca.

Michael olhou para trás e viu Rowena se aproximando. Ela estava com os olhos completamente brancos, e as mãos envolvidas por uma luz roxa. Sua boca murmurava o feitiço "Attenuare". Ela estava canalizando o poder de mais 20 bruxas nela e descontando tudo em Amara. A escuridão começou a sangrar uma gosma preta. Seus braços, rosto, perna e pescoço sangravam e ela ainda gritava com as mãos na cabeça.

Kristy estava parada um pouco distante da batalha, com a arma vibrando em sua mão. Ela só tinha que esperar o momento certo.

Os arcanjos se afastaram quando Amara torceu o pescoço de Rowena com um estalo.

Crowley arregalou os olhos e a raiva dominou todo seu ser. Ele não sabia se sua mãe havia feito alguma proteção, mas ele sabia de uma coisa. Ele era o único que podia machuca-la.

Com uma batida do cetro, os demônios foram literalmente "para cima" da mulher, que ainda estava no chão. Os arcanjo abriram caminho para eles, todos os três com um sorriso no rosto.

Kristy lambeu os lábios quando os demônios alcançaram Amara e a levantaram no ar, dando investidas violentas contra ela.

Muitos estavam morrendo, mas também estavam deixando-a fraca.

Meg e Ruby olharam para Crowley e ele assentiu. Os três saíram de seus "recipientes" e voaram na direção dela.

O céu começou a abrir, e Dean percebeu que Castiel não estava a seu lado.

— CAS!? — Chamou o loiro ofegante com o coração a mil.

— Dean! Cale a boca! Ele esta comandando o ataque do céu! — Gritou Kristy para ele.

Dean ofegou e olhou para o céu.

As duas sombras escuras de Meg e Ruby e a vermelha de Crowley bateram com força em Amara, fazendo-a voar em direção ao chão.

A queda realmente doeria, porem oque veio em seguida foi pior para ela.

Antes mesmo dela atingir o chão, a onda de luz que os anjos lançaram do céu a atingiu em cheio, e o barulho dela batendo no chão foi alto e horrendo.

A explosão de poder divino continuou por mais um minuto, ate que parou.

E no segundo seguinte Castiel estava ao lado de Dean.

O loiro sorriu para o anjo, Castiel sorriu de volta ao perceber que o loiro ao menos estava olhando para Amara.

— Deus! Eu amo você! — Exclamou Dean grudando seus lábios nos de Cas, que arregalou os olhos e sorriu antes de quebrar o beijo.

Amara estava caída no chão. Seu vestido estava rasgado e sua pele rachada. Meg e Ruby — ainda em sombras — rodeavam Gabriel — que estava com as asas abertas-.

Michael sorriu e olhou para Kristy.

Sam sentiu o impulso selvagem de Lúcifer. O arcanjo queria mata-a ele mesmo pelo oque ela fizera com seu pai e com Sam.

O Winchester berrou dentro da mente do arcanjo para ele parar. Se ele a matasse, Chuck não melhoraria. Precisava ser Kristy.

A morena estava rodando a lamina preta curvilínea na mão e ficou por cima de Amara.

A escuridão estava caída no chão, derrotada. Kristy estava com as pernas em volta dela, em pe, encarando Amara com ódio.

-...K... Kristy? — A voz saiu rouca e destruída.

A morena se abaixou com os cabelos encaracolados rodeando em volta dela.

-_Sim, mãe? — Perguntou com ironia. Ela estava claramente degustando aquele momento.

— Você... Me traiu...

-_ Sempre temos aquele filho rebelde e malvado não é? Ate Chuck teve o seu — Disse ela olhado para Lúcifer. — Mas mesmo assim, o filhinho rebelde ainda o ama. Mas eu? Eu nunca te amei. — A boca de Kristy se retorceu em degosto — O único ser que te amou, que te ama, esta deitado em uma cama, morrendo! Por sua causa. E você acha que merece amor? Que merece devoção?

Amara tossiu gosma preta e tentou dizer algo.

— Eu... Diga a e... Diga-o que eu sinto... Que eu sinto muito...

— Sente muito? — A voz de Kristy estava fria. — Tarde demais.

-_ Kristy... Por.,.. Favor.

— Você me criou para se igualar a ele. Eu fui criada para te servir e ser sua salvação. Bem, adivinhe? Eu sou sua perdição, mamãe.

Dizendo isso, Kristy enfiou a lamina negra no peito de Amara, e a torceu dentro dela, multiplicando a dor da escuridão. Amara berrou, com a voz completamente destruída, como se sua garganta estivesse se rasgando.

Kristy se levantou quando a mulher a sua frente virou cinzas. Gabriel fechou as asas e pousou,,assim como os outros. Todos encararam Lúcifer. O arcanjo revirou os olhos e abriu a boca. Ele estava curado.

No segundo seguinte ele estava em Nick novamente, e andou na direção de Sam, que o encarava com um sorriso.

— Isso foi foda. — Disse Gabriel.

Meg riu. Uma risada nervosa e vitoriosa ao mesmo tempo, logo essa risada contagiou a todos.

— Vamos para casa. — Disse Dean segurando a mao de Castiel e sorrindo para Sam.

— Vamos. — Kristy sorriu.

No outro segundo eles estavam no Bunker.

Os arcanjos olharam para Kristy, que olhava para o corredor que levava ao quarto de Chuck.

— Você primeiro. — Disse Lúcifer para ela.

A mulher sorriu e largou a arma que segurava, correndo em direção ao quarto.

— Adam? Ele esta aqui? — Perguntou Dean lembrando do irmão.

— Vocês sempre esquecem o garoto — Riu Crowley.

-Eu vou ve-lo. — Disse Michael.

— Eu preciso de um banho. — Disse Dean olhando para Castiel, que franziu as sobrancelhas, sem entender.

Gabriel riu.

— Você não vai comer meu irmão no chuveiro.

Castiel arregalou os olhos e ficou vermelho.

Sam gargalhou, jogando-se na cadeira. Um peso gigantesco parecia ter se tirado de seus ombros.

Lucifer sentou- se no braço da cadeira de Sam.

Dean puxou o braço de Castiel, tirando o sobretudo manchado de sangue dele.

— Vamos Cas.

— Usem lubrificante!! — Gritou Gabriel.

Dean virou-se para tras mandando o dedo do meio para Gabriel.

— É esse que você vai enfiar primeiro.

— Meu deus... — Riu Sam enquanto Meg e Ruby caiam de rir da cara de Dean.

— E vocês duas. Temos um acordo. — Disse Gabriel apontando para Meg e Ruby.

— Não abuse das minhas filhas, Gabriel. — Disse Lúcifer sorrindo.

— Claaaaaaro que não. Minhas queridas sobrinhas. — Disse Gabriel puxando-as para o quarto.

Sam sorriu e olhou para Lúcifer.

— Você esta melhor?

O arcanjo olhou para Sam.

— Sim, Sammy, bem melhor.

Lúcifer abaixou-se e colou seus lábios aos de Sam.

— Vamos ver meu pai. — Disse Lucifer se levantando,

— Acho que vocês precisam de um momento a sós... Sabe... De família.

Lucifer puxou o corpo de Sam para mais perto do seu.

— Você é da familia, Prince.

Notas finais
Desculpeeem pelos erros ortográficos