Afraid to love you
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Klaus não pode deixar de observar Caroline, afinal, ela estava magnífica. Naquele momento, ele não conseguia encontrar palavras para descrever o quão ela estava perfeita, mas seu momento de admiração durou pouco, substituído pela irritação.
Sem pensar em mais nada, o hibrido largou Camille sozinha no meio do salão, e caminhou totalmente irritado até os dois.
— O que você está fazendo? – Klaus perguntou para Kol sem ao menos olhar para Caroline, que o encarou surpresa e assustada.
— Nesse momento, eu não estou fazendo nada. Ainda. – Kol respondeu irônico e recebeu um olhar fuzilante do irmão.
— Eu pensei que tinha entendido que você não foi convidado.— Klaus respondeu sério.
— Eu sei disso Nik. Não precisa ficar lembrando o tempo inteiro. – Kol murmurou com cara de tédio.
— Então me diga o que está fazendo aqui? – Klaus perguntou novamente. O mais novo encarou o irmão divertido.
— Só para esclarecer, eu não tenho nada a ver com isso. Ele me ameaçou a me hipnotizar caso eu não viesse, eu não tive escolha. – Caroline disse interrompendo a discussão dos irmãos. Klaus observou a loira intensamente em silêncio. Caroline fez o mesmo e constatou que ele estava tão... Frio. O hibrido desviou seus olhos do dela, e voltou a encarar o irmão.
— Não faça nenhuma besteira pelo menos. – Klaus disse antes de dar as costas. Caroline o observou se afastar e se perguntou o que estava acontecendo. Ela não tinha feito nada, tinha? Então por que essa frieza toda?
— Venha... Vamos dançar.— Kol murmurou ao observar a reação da loira que não era uma das melhores.
— Você só pode estar brincando. – Caroline murmurou sem encará-lo.
— Seria rude não dançar. — Kol disse ficando em sua frente, para que ela pudesse encará-lo, logo em seguida estendendo sua mão formalmente. Caroline olhou para o lado e revirou os olhos até que pudesse aceitar a sua oferta. A loira pousou a sua mão sobre a dele e sem nenhuma cerimônia ele a guiou para a pista de dança. Kol a rodopiou pegando sua mão e ajustando a outra na cintura dela. Ela colocou sua mão no ombro do original e lentamente os dois foram se movimento sobre a pista de dança. Caroline estava séria com uma mistura de decepcionada, e mal encarava Kol. Ele pareceu perceber isso quando ensaiou as próximas palavras que sairiam da sua boca. – Vai ficar com essa cara durante a festa inteira? – ele perguntou impaciente. A loira ergueu sua cabeça para encará-lo séria.
— É a única que eu tenho. – ela respondeu ríspida. Kol sorriu divertido deixando claro que não iria se abalar tão fácil.
— Boa resposta. – ele comentou. Caroline observou por cima do ombro de Kol um casal que dançava próximos deles. Não demorou muito para ela constatar que era Klaus com uma loira que ela desconhecia. O hibrido estava sorridente enquanto sua mão estava pressionada sobre a cintura da loira que só agora Caroline pôde observar melhor. Totalmente sem graça ao pensamento da vampira. — O que foi? – Kol perguntou ao observar o rosto de Caroline e seguiu seu olhar para vê o que tanto a loira observava. O mais novo observou a cena surpreso também e um sorriso irônico se formou em seus lábios. – Meu irmão é rápido mesmo, hein... – ele comentou ao voltar a sua atenção para Caroline, que encarava assustadoramente os dois.
— Quem é ela? — Caroline perguntou sem deixar de encarar os dois.
— Eu nunca a vi. E veja só... Parece que é uma humana. — Kol comentou divertido e conseguiu a atenção de Caroline dessa vez.
— Uma humana? – a vampira quase gritou surpresa.
— Parece que sim... Niklaus sempre me surpreendendo. – Kol comentou divertido enquanto Caroline voltava a encarar os dois que agora, gargalhavam divertidos na pista de dança. Uma irritação começou a tomar conta da vampira. Ou seriam ciúmes? Será que era por isso que ele a tratou tão mal há alguns minutos? Será que ele tinha sentimentos por ela? Uma humana? Era tudo o que se passava pelo pensamento de Caroline naquele momento. – Para de encarar! Você está ficando assustadora assim! – Kol sussurrou enquanto Caroline encarava os dois como uma presa. Ela desviou os seus olhos do casal e encarou Kol.
— Desculpe se estou surpresa. – ela comentou séria.
— Não seria melhor dizer que está com ciúmes? — Kol comentou com um sorriso safado no rosto. Caroline bufou nervosa e encarou.
— Ciúmes? Por favor! – Caroline comentou inconformada. – Seu irmão é um babaca! – disse irritada. Kol suspirou e a encarou sério.
— Olhe, eu sei que você deve estar chateada porque meu irmão mal olhou na sua cara quando chegamos... – o original começou a dizer atraindo toda a atenção de Caroline dessa vez. – Mas fique sabendo que é apenas o jeito dele. – ele disse a fazendo suspirar também.
— Não... A verdade é que ele é um grosso! Eu pensei que ele iria murmurar um “Nossa Caroline você está ótima!”, mas nem isso ele fez! Quer dizer, ele mal olhou na minha cara! – Caroline disse desistindo de fingir que estava tudo bem. Kol sorriu com o comentário da vampira e respirou fundo antes de dizer o que ele não pretendia dizer essa noite.
— Se você quer saber... Você é a mulher mais linda dessa festa. — ele disse fazendo Caroline encará-lo quase boquiaberta dessa vez. – Quer dizer... Minha irmã também a mulher mais linda dessa festa, mas como ela não conta, então digamos que é você. – ele gaguejou nervoso e ficou mais nervoso ainda ao observar a feição surpresa dela. – Se toda vez que eu te elogiar você fazer essa cara de quem viu a rainha tomando banho, é melhor eu não fazer isso novamente! – Kol disse revirando os olhos.
— Não! – Caroline retrucou surpresa. – Eu só estou... Bom... Impressionada. Não sabia que Kol Mikaelson era gentil. – disse divertida.
— Eu não estou sendo gentil. Estou sendo realista. Isso quer dizer que se você fosse feia, eu não iria ter o menor trabalho de lhe falar isso. – Kol disse irônico arrancando uma gargalhada de Caroline dessa vez. Os dois se encararam divertidos e só agora puderam perceber que seus rostos estavam bem próximos. Encararam-se por alguns segundos até Caroline perceber o que realmente estava fazendo.
— É... – Caroline soltou um pigarro. – O que acha de bebermos alguma coisa? – perguntou nervosa. Kol encarou a loira sem jeito e concordou de imediato. Os dois caminharam em silêncio até o bar, e logo em seguida pediram uma bebida. Rapidamente o bartender os serviu e Caroline deu um longo gole da sua bebida.
— Ah! Vocês estão aí! – Rebekah murmurou assustando os dois.
— Que susto Bekah! – Caroline murmurou.
— Desculpe, mas que deveria estar assustada sou eu, não? – Rebekah disse encarando Kol dessa vez.
— Ah por favor... – Kol disse entediado. – Nik já encheu o saco, agora você irmã? Vamos pular a parte do sermão e curtir essa festa? – o mais novo perguntou divertido.
— Não sei se você se lembra, mas não estamos aqui pra curtir e sim para achar o nosso irmão. – Rebekah sussurrou baixo para somente Kol e Caroline escutarem.
— Perguntinha: quem é aquela vadia?— Caroline perguntou para Rebekah interrompendo a sua conversa com Kol. A original seguiu o olhar da amiga o observou Klaus dançando com Camille.
— Caroline minha amiga, eis que eu te apresento Camille. Uma loira falsa, sem sal, bartender de um botequim imundo, namoradinha do Marcel. – Rebekah murmurou debochadamente fazendo Caroline encará-la divertida.
— Você não está falando sério, está? – Caroline perguntou.
— Ah, eu me esqueci de mencionar que ela é humana também. – Rebekah disse naturalmente.
— Mas isso nós já sabíamos. – Kol comentou divertido.
— Se ela é namorada do Marcel, por que ela está dançando com o idiota do seu irmão? – Caroline perguntou curiosa.
— Klaus está a hipnotizando. Assim ela contará pra ele tudo o que Marcel dizer para ela. – Rebekah respondeu.
— Não parece que ele está a hipnotizando. – Caroline respondeu cruzando os braços encarando os dois na pista de dança novamente. Rebekah suspirou e a encarou.
— Ah, por favor! Olha pra ela e olha pra você. Consegue vê a diferença? – Rebekah perguntou irônica. — Alias você está maravilhosa! Que vestido é esse? – perguntou.
— Da Hayley, você acredita? Ela entende dessas coisas! Sinceramente, eu pensei que ela fosse um pouco brega, mas não! – Caroline comentou entusiasmada.
— Mentira? Eu... – Rebekah iria dizer algo a mais, mas foi interrompida por Kol.
— Enquanto vocês estão dando pitis por causa de um vestido, eu estou observando que um capanga do Marcel não tira os olhos da cunhadinha aqui. – Kol sussurrou para as duas mulheres que observaram Thierry no fundo do salão, encarando descaradamente a Caroline. — E antes que me perguntem se eu estou louco, que tal eu dizer que Caroline pode arrancar algumas informações dele sobre Elijah usando o seu poder de sedução? — o mais novo perguntou e Rebekah encarou o irmão sorridente.
— Não é uma ideia ruim... Me surpreendeu dessa vez, irmãozinho. – a original murmurou sorridente. Caroline a encarou curiosa.
— Quem é ele? – ela perguntou para Rebekah.
— Thierry. Braço direito do Marcel. Isso quer dizer que ele sabe o que o Marcel come no café da manhã, no almoço e na janta. – Rebekah disse irônica.
— Mas isso eu também sei. Sangue. — Kol disse divertido.
— Idiota. Você entendeu o que eu quis dizer. – Rebekah disse.
— Pessoal... Ele está vindo. – Caroline murmurou ao observar Thierry se aproximar deles.
— Provavelmente irá pedi para dançar com você. Care, você tem que o seduzir para arrancar informações dele. Você é boa nisso. — Rebekah disse rapidamente antes que Thierry se aproximasse deles. Caroline mal teve tempo de protestar, pois o amigo do Marcel apareceu em sua frente logo em seguida.
— Você é a Caroline, certo? – Thierry perguntou para Caroline.
— Sim... Eu sou. – Caroline murmurou sorridente.
— Gostaria de dançar comigo? – ele perguntou sedutor. Caroline olhou para Rebekah nervosa e recebeu um olhar incentivador da amiga.
— Por que não? – Caroline disse estendendo sua mão para ele.
Os dois caminharam até a pista de dança e Thierry segurou a mão de Caroline enquanto pressionava bem a outra nas costas dela.
— Eu não me lembro do Marcel colocar seu nome na lista de convidados. – Thierry murmurou enquanto dançavam tranquilamente. Caroline encarou o vampiro e sorriu sedutoramente.
— E não colocou. Mas eu suponho que você não irá colocar uma dama para fora da festa à força, estou certa? – ela perguntou docemente.
— Se essa dama for a mulher linda que está nos meus braços agora, de jeito nenhum. – Thierry murmurou galanteador fazendo Caroline suspirar nervosa. A loira sabia que era boa em seduzir. Afinal, já tinha feito isso várias vezes quando Damon a forçava seduzir Klaus em Mystic Falls. Mas o grande problema era que ela não conhecia Thierry, e tinha medo de colocar tudo a perder.
— Deveria ficar encantada com a sua lisonja? – Caroline perguntou sedutoramente. Resolveu que iria arriscar. Era tudo ou nada.
— Eu ficarei feliz se ficasse. – Thierry disse com um sorriso convencido.
—Digamos que você já ganhou um ponto comigo. – Caroline sussurrou e Thierry encarou os lábios da loira.
— Então o que eu devo fazer para ganhar pontos suficientes com você? – Thierry perguntou voltando a encará-la.
— Deixe-me te conhecer... – Caroline disse naturalmente fazendo Thierry sorrir encantado.
...
Klaus estava com Camille em uma mesa reservada. Enquanto ela tagarelava sobre qualquer coisa, o hibrido não aguentava mais esperar para finalmente poder a hipnotizá-la e acabar com tudo aquilo de uma vez. Ele beberiscava seu whisky enquanto ouvia a mulher falar pela vigésima vez, mas seus olhos espontaneamente foram para a pista de dança, e quando ele avistou Caroline dançando nos braços de outro homem, quase cuspiu a bebida surpreso. Dessa vez ele pediu licença para Camille deixando-a sozinha novamente, e caminhou em passos firmes até Caroline que só agora ele pôde vê que dançava com Thierry. Justamente com ele. O hibrido fechou seus punhos totalmente irritado agora eantes que ele pudesse dar mais um passo, Rebekah parou em sua frente o impedindo de continuar o seu percurso.
— Nem pense nisso. – Rebekah murmurou séria. Klaus a encarou irritado.
— Saia da minha frente Rebekah. – ele disse encarando os dois na pista de dança.
— Se você quer saber, ela não está dançando com ele por livre espontânea vontade. Ela está tentando arrancar informações dele. — Rebekah sussurrou a ultima frase para que ninguém pudesse escutar.
— Caroline não precisa fazer isso. – Klaus murmurou inconformado. Rebekah encarou o irmão surpresa e sorriu.
— Está com ciúmes Niklaus? – a original perguntou divertida.
— Não... Eu... Eu só não a quero metida com isso. – Klaus disse nervoso. Rebekah sorriu.
— Imagino... Mas não se preocupe, a Car é esperta. E Thierry está bem caidinho por ela. Ela vai conseguir o que precisa muito mais rápido e fácil do que você imagina... – Rebekah provocou o irmão. – E volte para mesa onde está a humana sem sal antes que Marcel faça isso. – disse dando as costas para o irmão que encarou mais uma vez Caroline na pista de dança com um sorriso enorme no rosto enquanto conversa com Thierry.
Maldito Thierry.
...
Rebekah vasculhou a festa inteira com o objetivo de achar Marcel. No fim, o achou em uma mesa isolado dos demais, com uma garrafa de vodka na mão. A original sorriu e constatou que já tinha o que precisava. A bebida. Agora só faltava ela atacar.
— É meio estranho o dono da festa se isolar do nada dos demais sem dar nenhuma satisfação. – Rebekah murmurou irônica e Marcel nem se deu o trabalho de observá-la. Continuou encarando seu copo vazio que foi preenchido rapidamente pela vodka.
— Vá embora Rebekah, estou ocupado. – Marcel murmurou totalmente em vão. No mesmo instante, a loira sentou-se ao seu lado.
— Estou vendo. – ela murmurou irônica. – Não deveria estar com a sua namoradinha? – perguntou. Marcel a encarou dessa vez sério.
— Seu irmão já está fazendo isso por mim. – Marcel disse fazendo Rebekah sorrir divertida.
— O ciúme lhe caiu muito bem, Marcel. – a loira murmurou.
— Vá embora. – Marcel disse mais uma vez.
— Vejo que precisa de consolo. – a original murmurou atraindo toda a atenção dele agora.
— O que está dizendo? – ele perguntou curioso. Rebekah se aproximou mais em seguida antes de sussurrar lentamente as próximas palavras.
— Você sabe. Em homenagem aos velhos tempos. – ela sussurrou sedutoramente e Marcel encarou os lábios da original, logo em seguida os dois se aproximaram selando seus lábios para um beijo desesperado.
...
Caroline agora estava no bar bebendo com Thierry. Chegou á conclusão que ele não contaria nada a respeito do Marcel estando sóbrio. A única forma era embebedá-lo para que ele pudesse deixar “escapar” algumas coisas sobre o paradeiro de Elijah. Os dois já estavam bebendo a mais de trinta minutos, e só agora Caroline pode sentir que a bebida já estava fazendo efeito.
— Apesar de eu não gostar muito do Marcel, eu acho incrível quando ele sabe quando uma bruxa está praticando magia no Quarter. – Caroline disse fingindo empolgação e Thierry sorriu perverso.
— Digamos que ele tem uma arma secreta pra isso. – Thierry disse convencido e Caroline quase revirou os olhos. Pois isso ela já sabia. E sabia muito bem que essa “arma secreta” era a Davina. E junto com a Davina, estava Elijah.
— É? Nossa... Ele deve guardar muito bem essa arma secreta ne? Quer dizer... Ele tem todo o poder das bruxas em suas mãos. Não deve guardar isso em qualquer lugar. – Caroline disse disfarçando o seu nervosismo.
— Você tem razão. Mas não se preocupe... Ele guarda isso em um lugar muito sagrado. — Thierry comentou divertido e antes que Caroline pudesse dizer algo a mais, o celular do vampiro tocou obrigando-o a sair dali. – Eu já volto. Me espere aqui.— disse dando as costas.
— Lugar sagrado...— Caroline sussurrou pra si mesma pensativa. Antes que pudesse chegar à conclusão de algo, a loira percebeu que Klaus estava parado em sua frente com uma feição totalmente séria.
— O que você está fazendo? – Klaus perguntou irritado. Caroline o encarou fingindo não entender o que ele estava dizendo.
— Eu? Nesse momento eu estou tomando uma... – a vampira encarou sua bebida no qual tinha esquecido o nome. – Qual o nome dessa bebida mesmo, por favor? – ela perguntou ao bartender.
— Sex on the beach senhorita. – o bartender respondeu formalmente e Caroline sorriu em agradecimento.
— Prosseguindo: estou tomando minha sex on the beach. E você?- a loira perguntou irônica.
— Você sabe muito bem o que eu estou falando. – Klaus murmurou nervoso.
— Não... Eu não sei do que você está falando. – Caroline murmurou. Klaus respirou nervoso e apertou o braço da loira, perdendo a paciência.
— Você vai voltar pra casa. Agora. — ele murmurou trincando os dentes. Caroline desistiu de fingir que estava tudo bem e reagiu.
— Me solta! – a loira quase gritou. Antes que ela pudesse perceber, estava encostada em uma parede isolada da festa. Klaus estava com os dois braços pressionados na parede, na esperança de tentar impedir que ela fugisse o que deixou a loira ainda mais irritada.
— Você vai embora agora. Eu não quero você com o Thierry.— Klaus murmurou baixo, sério cauteloso. A verdade era que se fosse com qualquer um, ele já teria perdido a paciência. Mas quando se tratava de Caroline era diferente.
— Quem você pensa que é? Você não manda em mim! – ela gritou dessa vez.
— Eu mando sim! Você está morando sob o meu teto! Você é minha agora. — Klaus disse perdendo a paciência e Caroline lhe encarou surpresa. O “você é minha agora” foi interpretado por várias formas pela loira. Mas no fundo, ela sentiu-se como um objeto, que poderia ser controlado quando e onde quisesse. E isso era bem a cara do Klaus.
— Por que eu não estou surpresa? – a loira murmurou com um sorriso irônico. Logo em seguida empurrou Klaus com força fazendo o hibrido se afastar bruscamente, mas logo em seguida, ela se aproximou o bastante ao ponto de sentir a respiração dele em seu rosto. – Se você pensa que pode me controlar como os seus irmãos, está enganado. Eu não tenho medo de você Klaus. – Caroline disse lentamente em seguida deus às costas deixando um Klaus totalmente surpreso e perdido.
Caroline atravessou a festa desnorteada e tudo o que mais desejava era sair dali, mas depois que se lembrou com quem tinha vindo a loira suspirou derrotada. Não iria voltar para a mansão a pé. Não deplorar seus pés pelo Klaus. Não mesmo.
Resolveu então procurar Kol. Não foi tão difícil de achá-lo, afinal, ele estava se agarrando com uma ruiva no meio da festa. Caroline parou em frente aos dois, que mal sentiram a sua presença, continuando com as carícias.
— Kol. – Caroline gritou. – Me dê às chaves do carro. – disse. Kol encarou a loira assustado enquanto a ruiva a encarava de cima a baixo com cara de nojo.
— O que? Por que está indo embora agora? – ele perguntou confuso.
— Não importa. Me dê as chaves. Agora. — Caroline disse impaciente.
— Quem é ela? — a ruiva perguntou. E Caroline só conseguiu pensar o quão aquela vozinha era enjoada.
— Não te interessa. Kol eu disse pra você dá as chaves! – Caroline gritou.
— Quem você pensa que é pra falar assim comigo? – a ruiva perguntou irritada para Caroline, a encarando.
— Muito melhor que você, eu suponho! — Caroline disse a encarando de volta.
— Ei! Vamos parar? – Kol interviu na discussão das duas mulheres. – Caroline, eu nunca deixei ninguém dirigir o meu carro. Então não. – disse.
— Kol. Me dê as chaves do carro agora! – Caroline gritou alto o suficiente para todos encará-la assustados. Principalmente Kol.
— Ok... Tudo bem. Eu te levo. – Kol murmurou constrangido com os olhares de todos e Caroline revirou os olhos. Queria ir pra sozinha, só assim ela poderia chorar, gritar, sofrer a vontade. A ruiva encarou Kol inconformada e antes que ela pudesse protestar, ele se adiantou. – Desculpe amor, mas meu carro é muito mais importante que você. — o mais novo deu as costas caminhando para fora da festa. Caroline encarou a ruiva surpresa e não conseguiu evitar que um sorriso irônico se formar em seus lábios. Sabia que não devia rir disso, afinal, a ruiva estava um tanto que constrangida, mas Caroline já estava cansada de bancar a boazinha o tempo todo. A loira deu as costas para mulher também e resolveu seguir Kol, que já estava do lado de fora da festa, destravando as portas do seu porsche. Sem dizer nada, ela entrou no carro enquanto ele fazia o mesmo, dando partida imediatamente.
Os dois estavam em silêncio e Caroline estava encolhida no banco de carona, enquanto observava o caminho da janela. Um mistura de sentimentos estava vagando dentro de si, por mais difícil que fosse admitir pra si mesma. Ciúmes, raiva, paixão, ódio... Definitivamente, isso não era uma combinação boa. Sem aguentar mais Caroline fungou baixo. Tudo que precisava era conversar com alguém. Com uma amiga. Elena estava longe. Bonnie não estava mais ali. Rebekah ainda estava na festa...
E foi assim que Caroline desabou.
— Sério? Não acredito que está chorando. – Kol murmurou irônico.
— Quer saber? – Caroline disse encarando-o. – EU ESTOU CHORANDO SIM! ESTOU CHORANDO PORQUE SEU IRMÃO É UM IDIOTA! PORQUE EU NUNCA FUI TRATADA TÃO MAL EM TODA MINHA VIDA! PORQUE ESSA FAMILIA É IDIOTA! VOCÊ É UM IDIOTA! E AGORA PARA A MERDA DESSE CARRO PORQUE EU VOU ANDANDO A PÉ! – ela gritou alto o suficiente para fazer Kol parar o carro. O mais novo encarou a rosto de Caroline, e pode perceber que as lagrimas já caiam automaticamente em seu rosto.
— Desculpa... Eu não sabia que era tão sério assim. – Kol disse sério.
— Nem eu. — Caroline murmurou Kol suspirou.
— Caroline, seja de qual forma o meu irmão lhe tratou, eu digo que não foi intenção dele. Meu irmão gosta de você. — Kol disse sério e prestativo. Caroline o encarou séria dessa vez.
— Muito estranho esse jeito de gostar, não acha? Aliás, isso não é gostar! – Caroline protestou.
— Talvez tenha razão. Talvez. Mas será que você não consegue enxergar que ele estava com ciúmes de você hoje? Ciúmes porque gosta de você. — o mais novo disse com um sorriso gentil nos lábios. Caroline encarou Kol e sorriu divertida. O mais novo a encarou curioso.
— Eu não acredito que estou recebendo os seus conselhos! – Caroline murmurou mais divertida ainda. Kol sorriu.
— Admite, você e eu formamos uma bela dupla. – Kol murmurou convencido e Caroline soltou uma risada divertida.
— Idiota! – a loira murmurou.
— Ok, agora pare de chorar. Não suporto ver uma dama chorando. — ele disse enquanto ligava o carro novamente. Caroline o encarou boquiaberta ainda sem acreditar no que tinha ouvido.
— Desde quando você é cavaleiro assim? – ela perguntou.
— Você ainda não viu nada baby!— ele murmurou enquanto dava partida novamente.
...
Caroline estava sentada no jardim, com um copo de whisky na mão, observando o nada. Kol havia deixando na mansão há trinta minutos depois de voltar para festa novamente, dizendo que tinha coisas pendentes para resolver. Coisas que ela sabia muito bem o que eram.
— Eu costumo ficar aqui quando preciso pensar sobre a vida... – a voz de Klaus ecoou pelos ouvidos de Caroline, fazendo a loira sentir um frio ridículo na barriga. A loira suspirou e encarou o hibrido que estava em pé ao lado do banco no qual estava sentada.
— O que está fazendo aqui? – Caroline perguntou séria.
— Eu poderia fazer a mesma pergunta. – Klaus disse sentando-se ao lado de Caroline, que se afastou por impulso.
— Não deveria estar na festa do seu amiguinho dançando com a sua humana preferida? — ela perguntou irônica fazendo Klaus se surpreender com a pergunta. O hibrido suspirou antes de respondê-la.
— Não há mais nada que me interesse naquela festa. – ele respondeu e os dois se encararam intensamente, mas Caroline desviou seus olhos levantando-se logo em seguida, dando as costas para Klaus novamente. – Caroline! – ele a chamou enquanto observava ela caminhar, ignorando-o. – Caroline! – ele a chamou novamente parando em sua frente dessa vez. A loira bufou irritada.
— Eu não quero falar com você! – Caroline gritou irritada.
— Desculpe se eu a ofendi mais cedo. Eu não tive a intenção. Eu estava nervoso e bom... – Klaus disse sem jeito surpreendendo Caroline.
— Não se preocupe... Eu já superei. — Caroline disse voltando a caminhar novamente, mas Klaus segurou seu braço, fazendo-a ficar de frente para ele novamente.
— Dance comigo. — ele disse encarando-a.
— O que? – ela perguntou perdida.
— Dance comigo. – Klaus repetiu e Caroline sorriu irônica.
— Você está bêbedo? – ela perguntou irritada. – Para sua informação, aqui não é um salão de danças, e o pior, não tem música! O máximo que posso escutar são os grilos no jardim! E sinceramente, eu não quero dançar ao som de um grilo. Então, não obrigada. – Caroline murmurou irônica e Klaus sorriu divertido.
— Dance comigo e você não irá se arrepender! – Klaus disse estendendo a sua mão para Caroline. A loira cruzou os braços observando a cena, logo em seguida encarou Klaus, ela não sabia como, mas ele estava tão sedutor naquele momento que a fez suspirar derrotada e ceder.
Caroline estendeu sua mão para Klaus, que sorriu vitorioso. O hibrido recuou alguns passos enquanto ela o seguia. Logo em seguida ele a rodopiou, capturando a sua cintura com uma mão, enquanto a outra segurou a mão dela. Como costume, ela colocou a mão no ombro de Klaus formalmente. Então os dois começaram a se mover lentamente.
— Eu não tive a oportunidade de dizer que você está deslumbrante essa noite. – Klaus disse a encarando enquanto suas mãos pousavam delicadamente nas costas nuas da loira, acariciando-as levemente. Ela fechou os olhos sentindo a reação em si.
— Muito tarde para elogios. – Caroline murmurou séria tentando esconder o efeito que ele lhe causava.
— Nunca é tarde para elogios. – Klaus murmurou encarando-a mais perto. A loira o encarou séria.
— Deveria estar elogiando a humana com quem estava dançando há algumas horas atrás. Não eu. — ela disse fria. Klaus suspirou.
— Cami não significa nada. Eu só estava a hipnotizando para conseguir informações do Marcel. – Klaus explicou.
— Cami?! – Caroline perguntou irônica. – Nossa... Que progresso.
— Caroline, você fala como se só eu tivesse feito algo errado esta noite. – Klaus começou a dizer perdendo a paciência novamente.
— Mas eu não fiz algo errado essa noite! – ela retrucou.
— Tem certeza? – ele perguntou sério. – Eu me lembro de te visto você dançando com aquele maldito Thierry, e se eu não me engano você estava se divertindo! – ele disse fazendo Caroline revirar os olhos.
— Eu estava tentando arrancar informações dele! – ela se defendeu.
— Veja como eu me sinto agora. – Klaus disse e Caroline o encarou furiosa agora.
— Quer saber?! Eu me diverti dançando com o Thierry sim! Aliás, ele é divertido! E sabe que eu até gostei dele? – Caroline provocou. Klaus encarou a vampira totalmente raivoso agora.
— O que está dizendo? – ele perguntou trincando os dentes.
— Que eu estou pensando em aceitar o convite dele para jantar amanhã. — ela disse perto demais, o que o fez encarar os lábios dela.
— Você não faria isso. – Klaus murmurou prestes a explodir.
— Quer pagar pra ver? – ela retrucou ameaçadora. – Agora me solte porque eu já me arrependi de ter dançado com você! – disse soltando-se dos braços dele e correndo para dentro da mansão. Estava prestes a entrar no seu quarto quando sentiu um braço lhe puxar para o caminho oposto. Quando percebeu, a loira estava no quarto do Klaus, encostada na parede, com as duas mãos dele pressionadas sua cintura.
— O que está fazendo? – ela gritou nervosa. Nervosa por toda aquela aproximação. Ela sabia o quão aquilo era perigoso. Klaus não respondeu. Apenas encarou os lábios da loira que pareciam tão chamativos naquele momento. Sem pensar em mais nada, ele invadiu os lábios dela sem ao menos saber se ele queria isso ou não. Caroline pareceu resistir nos primeiros segundos quando suas duas mãos estavam apoiadas no peito do hibrido na intenção de afastá-lo, mas a partir do momento que o beijo foi se intensificando, ela não conseguia pensar em mais nada a não ser em ser dele. Quando ambos já estavam sem ar, interromperam o beijo e Klaus abaixou sua cabeça para beijar o busto da loira, fazendo-a soltar um gemido baixo. O hibrido a virou de costas, fazendo Caroline ter um “choque térmico” ao encostar suas bochechas quentes na parede gelada do quarto, mas ela não pareceu se importar com isso quando Klaus começou a beijar seu pescoço ferozmente e ao mesmo tempo suas mãos alcançaram a lateral do vestido da loira, abrindo o zíper imediatamente. Caroline se virou por conta própria e o beijou desesperadamente, Klaus pareceu perder a paciência em tentar abrir o vestido do modo “certo”, quando o arrancou sem cerimônia do corpo da loira, o fazendo parar de beijá-la para observar uma Caroline só de calcinha.
— Você é linda... — foi o Klaus disse antes de agarrá-la novamente levando-a para sua cama onde os dois se amaram e se odiaram.
Off player!
...
Rebekah abriu os olhos devido à claridade. Percebeu que não estava sozinha na cama ao sentir a mão do Marcel em sua cintura. A original se inclinou para o lado e observou o vampiro dormi tranquilamente. E então, suspirou derrotada. Deixou que o “momento” falasse mais alto e acabou que deixou de investigar onde ele escondia Elijah. Com delicadeza, a original retirou a mão dele da sua cintura, e levantou-se da cama para se vestir rapidamente. Depois de alguns segundos, saiu do seu antigo quarto deixando um Marcel totalmente adormecido.
...
Caroline estava passeando pelas ruas de New Orleans. Tinha levantado cedo após não encontrar Klaus na cama, e resolveu sair e aproveitar para fotografar, já que isso a fazia esquecer certas coisas que a perturbavam. Estava tentando se lembrar também, do que Thierry havia lhe dito na noite passada. Que lugar secreto era esse que ele tanto falava?
A loira então parou em frente uma igreja, que ao seu olhar, era linda. Ela fotografou a faixada e estava prestes a entrar quando escutou uma voz muito familiar perto de si.
— Indo se confessar cunhadinha? – Kol sussurrou no ouvido de Caroline fazendo-a pular assustada.
— Que susto seu idiota! – ela disse virando-se para encará-lo.
— Estou surpreso em vê-la aqui. – Kol começou a falar ignorando o comentário anterior de Caroline. – Pensei que estaria tomando um café da manhã romântico com o meu irmão. — ele disse fazendo a loira abrir a boca assustada.
— Não sei do que está falando. – ela disse baixo. Kol sorriu divertido.
— Não vai me dizer que aqueles gemidos de ontem á noite não eram seus? Aliás, você geme muito alto! – Kol disse irônico fazendo Caroline o encarar envergonhada!
— Fala baixo Kol! – ela sussurrou. Aliás, por que eu estou falando com você mesmo? – ela perguntou para si mesma, dando as costas logo em seguida para entrar na igreja.
— Indo confessar os pecados que fez entre quatro paredes com o meu irmão ontem na igreja sagrada? – Caroline parou imediatamente ao ouvir as duas palavras. A loira se virou em direção ao Kol e o encarou totalmente séria. – O que foi? – o mais novo perguntou curioso.
“Ele guarda isso em um lugar muito sagrado.”
— É isso Kol! – Caroline disse se aproximando dele.
— Isso o que? – Kol perguntou ainda curioso.
— Quando eu estava com o capanga do Marcel, ele tinha me dito que o Marcel guardava uma arma secreta em um lugar sagrado. — Caroline disse e o Kol encarou a mulher totalmente confuso agora.
— Tá, mas o que isso tem a ver... – Kol parou de falar quando observou a igreja. Caroline sorriu vitoriosa. – A igreja! – ele gritou alto atraindo alguns olhares.
— Shhhh! – a loira sussurrou. – Vem, vamos entrar. – ela disse puxando a sua mão.
Os dois mal entraram e deram de cara com um padre.
— Em que posso ajudá-los? – ele perguntou. Caroline e Kol se encararam e antes que ele pudesse dizer algo, a vampira disse antes.
— Nós viemos dar um recado para Davina. A mando do Marcel. — Caroline disse nervosa e Kol assentiu com um sorriso falso. O padre encarou os dois desconfiado.
— Tudo bem... Pegue a escadas, corredor à direita. – o padre disse ainda desconfiado.
— Obrigada. – Caroline murmurou antes de seguir as instruções do padre. Kol a seguiu.
— Precisamos agir rápido antes que aquele padre descubra algo. – Caroline murmurou para Kol enquanto os dois já estavam no corredor. Pararam na entrada de um sótão, onde um caixão que estava no canto chamou a atenção dos dois.
— Cunhadinha, você é um gênio! – Kol murmurou ao observar o caixão do irmão.
— Parece que não tem ninguém aqui. – Caroline murmurou espiando o local. – Droga... Como vamos entrar se nós não formos convidados? – a loira perguntou desanimada. Kol pensou por alguns segundos até abrir mais um sorriso irônico novamente.
— Nós não fomos convidados, mas a minha irmãzinha foi. – ele disse fazendo Caroline sorrir também.
— O que está esperando? Ligue pra ela! – Caroline disse e Kol capturou seu celular no mesmo instante ligando para Rebekah.
...
— Quer dizer que Rebekah te deixou sozinho de novo? – Thierry perguntou divertido enquanto virava mais um copo de vodka. Marcel sorriu divertido. Os dois estavam no bar onde Camille trabalha. Por sorte do Marcel, a bartender não estava lá.
— Sim. E parece que não só fui eu. – Marcel disse sorridente encarando Thierry.
— Se estar falando da Caroline, está certo. Ela saiu sem ao menos se despedir. – Thierry comentou pensativo.
— Sabe que ela é a garota do Klaus, não sabe? Esquece ela amigo. – Marcel comentou enquanto dava alguns tapinhas no ombro dele.
— Eu não tenho medo do Klaus, Marcel. – Thierry disse sério.
— Mas deveria tomar cuidado com ele. E isso inclui deixar Caroline em paz. — Marcel disse.
— Se você tivesse me dito isso antes de eu dançar com ela, eu poderia até seguir o seu conselho, mas agora não dá. Ela é maravilhosa Marcel... E ela ainda não sabe, mas ela vai ser minha. – Thierry disse enquanto virava mais um copo de vodka recebendo um olhar reprovador de Marcel, que logo em seguida sorriu perverso.
...
Cinco minutos se passaram desde que Kol desligou o telefone. Rebekah ainda não tinha aparecido. Os dois já estavam ficando impacientes.
— Será que ela se perdeu? – Caroline perguntou e antes que Kol respondesse, a voz de Rebekah ecoou no corredor.
— Acho meio difícil eu me perder na cidade que eu ajudei a construir. – Rebekah murmurou irônica e Kol sorriu. Caroline sorriu também.
— Finalmente! Agora entre logo nesse quarto e tire o nosso irmão daquele caixão antes que a aborreceste resolve aparecer e estragar tudo. – Kol disse divertido e Rebekah sorriu. No mesmo instante a original entrou, abriu o caixão imediatamente, retirando a adaga do peito do irmão.
Rebekah encarou Caroline e Kol e quando seu olhar voltou para o caixão, Elijah não estava mais lá.
— Devo ficar feliz com a recepção? — Elijah perguntou com a mesma pose de sempre.
E todos sorriram vitoriosos.
Elijah estava de volta.
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