Afraid to love you
13 Capítulo 13
Notas iniciais
– Elijah! – Rebekah disse antes de correr até o irmão para abraçá-lo. A original foi imediatamente retribuída.
– Estou aqui e estou bem. – Elijah murmurou enquanto acariciava os cabelos loiros da irmã.
– Graças a deus. – Rebekah sussurrou o encarando dessa vez. Elijah acariciou o rosto da irmã e logo em seguida encarou Kol e Caroline.
– Finalmente... Já estava com saudades de ouvir os seus sermões. – Kol murmurou sorridente partindo para um abraço em Elijah também, que sorriu contente.
– Sabe que terá que ouvir muito ainda. – Elijah murmurou entre o abraço e Kol revirou os olhos.
– Já me arrependi de ter dito isso. – Kol murmurou fingindo tédio. Elijah sorriu e encarou Caroline.
– Caroline. – Elijah disse se aproximando. – Obrigado. Sei o que se esforçou muito para que me encontrassem. – ele disse formalmente beijando a mão da loira que sorriu tímida.
– Não foi nada. Eu fiz apenas o que tinha que ser feito. – Caroline murmurou simpaticamente. Elijah sorriu e se virou novamente para Rebekah e Kol novamente.
– Acho que você precisa disso. – Kol disse estendendo uma bolsa de sangue para o irmão, que imediatamente aceitou. – Eu sei que você prefere da fonte, mas... – Kol comentou divertido.
– Ok, já que está tudo certo, vamos embora porque eu não aguento mais esse cheio de mofo. – Rebekah murmurou com cara de nojo.
– Receio não estar totalmente pronto para ir embora, ainda. Essa garota, Davina, é curiosa... Determinada também. Logo conseguirei falar com ela, talvez até propor algum tipo de trégua. Assim, podemos acabar com essa guerra estúpida entre vampiros e bruxas e conseguiremos eliminar a ameaça a Hayley e o bebê. Talvez assim, Niklaus e toda a sua família poderão enfim, conhecer a paz. – Elijah disse abrindo os dois braços.
– Pensei que estaria irritado com o Nik. – Rebekah disse surpresa.
– Eu tenho outras coisas mais importantes com que me preocupar, mas eu tenho um pedido a lhe fazer. Preciso que cuida da Hayley enquanto eu estiver ocupado com Davina. Ela faz parte da família agora, assim como Caroline. – o original disse lançando um olhar para Caroline que respirou fundo sentindo uma “pressão” em sua volta.
– Elijah... – Rebekah começou a falar, mas foi interrompida.
– Eu preciso que ela e o bebê esteja sob nossa proteção, prometa pra mim Rebekah, Kol... – Elijah disse mais uma vez e Kol e Rebekah respiraram fundo.
– Fique sabendo que eu não vou virá babá por causa disso, mas tudo bem... eu prometo. – Kol murmurou baixo.
– Eu prometo. – Rebekah respondeu.
Elijah sorriu para os dois irmãos vitorioso. Caroline observou a cena um pouco surpresa, até porque, todos em Mystic Falls comentavam o quão a família original era desunida.
Caroline, Kol e Rebekah voltaram para a mansão enquanto Elijah ficou no sótão pronto para encarar uma Davina misteriosa e um tanto que poderosa.
Os três abriram a porta da mansão e encontraram uma perfeitamente vazia. Não havia sinal do Klaus e muito menos da Hayley.
– Onde ela foi se meter? – Rebekah perguntou irritada. Tinha prometido a Elijah que protegeria a loba há alguns minutos, e ela já havia sumido.
– Ela não está no quarto. Nem no jardim. Nem na cozinha... Enfim, ela não está em casa. – Caroline murmurou após vasculhar a casa inteira.
– Relaxem garotas... A loba só deve ter ido fazer umas comprinhas. – Kol murmurou após pegar uma dose de whisky e se esparrar no sofá. Rebekah encarou o irmão serio.
– Você prometeu ao nosso irmão que a protegeria! – Rebekah gritou.
– Eu sei, mas não faz nem cinco minutos que chegamos aqui. Dê um tempo. Talvez ela aparece. – Kol disse.
– Não acha que ela pode estar com aquela bruxa que trabalha no Rousseau? – Caroline arriscou um palpite, o que fez Rebekah a encarar curiosa.
– O que ela pode querer com a Sophie? – Rebekah perguntou.
– Eu não sei. Hayley vivia me dizendo que Sophie sabia algumas pistas sobre a família dela em Bayou, talvez ela esteja lá para saber mais sobre.
– Faz sentindo... Vem, vamos até lá! – Rebekah disse caminhando em direção á porta, mas antes que pudesse abrir, se virou novamente na direção de Kol, que ainda estava sentado no sofá beberiscando seu whisky.
– Não saia daqui até a Hayley voltar. E se ela voltar, me liga. – Rebekah murmurou séria e sem esperar a resposta do irmão, saiu rapidamente. Caroline suspirou e seguiu a amiga mais uma vez.
...
Elijah estava no sótão distraído enquanto concertava um violino que achou quebrado por ai. O original ouviu algumas vozes de longe e alguns passos se aproximando. Se escondeu rapidamente e a próxima coisa que ouviu foi a porta se abrindo.
– Fico feliz que gostou da casa. – a voz de Marcel ecoou pelo sótão.
– Eu amei! Todas aquelas pinturas... É lindo! – Davina murmurou sorridente. Estava feliz.
– Você ainda não viu o seu quarto. – Marcel disse.
– Eu estou curiosa! Por que você não deixou eu ver? – Davina perguntou.
– É uma surpresa. – Marcel murmurou divertido. – Olhe, eu volto mais tarde pra te pegar. Pegue o que quiser, pois eu compro tudo o que você quiser. – Marcel murmurou indo em direção a porta.
– Ok. – Davina disse sorridente e Marcel fechou a porta.
Antes que a bruxa pudesse chegar até os seus quadros de desenhos, ouviu um barulho estranho no sótão. Virou-se rapidamente para o caixão de Elijah e lentamente foi se aproximando. Antes que ela pudesse abrir o caixão, a voz de Elijah ecoou pelo quarto fazendo ela se virar rapidamente assustada.
– Está tudo bem, Davina. Eu não pretendo lhe machucar. Mas eu acho que é hora de nós termos uma conversa. – Elijah disse sério. A bruxa o encarou com um sorriso irônico no rosto deixando bem claro que o original não lhe causava medo.
...
Sophie estava na cozinha do bar arrumando algumas coisas, já que o bar iria abrir mais tarde. Foi guardar algumas bebidas na geladeira e quando virou-se, deu de cara com Hayley.
– Oi. – Sophie disse assustada. – Mas o que...
– Você me disse que sabia algo sobre a minha família. Eu quero saber. Ou melhor, quero que me leve até bayou. – Hayley disse indo direto ao assunto. A bruxa a encarou assustada e confusa.
– Eu não lembro de ter dito isso. – Sophie murmurou confusa.
– Olha aqui... – Hayley disse se aproximando ameaçadoramente da bruxa. – Eu vim até essa cidade estúpida para saber mais sobre a minha família. Sua irmã me disse que o Marcel expulsou os lobos para Bayou. E eu quero que você me leve até lá. Agora. – a loba gritou. Sophie estava prestes a responder algo, mas Rebekah a assustou.
– Por favor, da pra serem mais idiotas? – a original murmurou irônica. Caroline estava ao seu lado de braços cruzados. Sophie revirou os olhos e respirou fundo enquanto Hayley cruzou os braços também. — O que pensa que está fazendo Hayley? – Rebekah perguntou para a loba.
– O que eu deveria ter feito á muito tempo. Procurando a minha família. E mesmo que queira, não vai me impedir Rebekah. A não ser que queira trancar uma loba grávida numa tumba, ela vai me levar até Bayou. E Elijah não ficaria bravo se soubesse que eu e o bebê morremos asfixiados? – a loba perguntou irônica e Rebekah encarou Caroline, as duas amigas trocaram alguns olhares significantes até que a original suspirou derrotada.
– Droga... – Rebekah sussurrou. Enquanto
Caroline suspirou derrotada. Quanto mais tentava se livrar daquilo, mais se envolvia.
...
Elijah estava em pé em frente á Davina. Os dois estavam distantes, enquanto se encaravam curiosamente.
– Então você é o que chamam de honrado... – Davina murmurou convencida. Elijah sorriu para a menina e sentou-se na cadeira que havia em sua frente.
– É... É do que me chamam. E ainda assim, eu segui meu irmão até New Orleans para participar de uma guerra. Então... Eu lhe pergunto se isso é honrável pra você. – Elijah murmurou com um sorriso cínico.
– Parece que sim. – Davina murmurou irônica.
– Davina... Acredito que temos o poder para acabar com essa guerra entre bruxas e vampiros, antes que ela comece de verdade. Eu, mantendo o meu irmão na linha. Você, sendo você mesma, não uma ferramenta para o Marcel ou para as bruxas. – Elijah disse fazendo a garota lhe encarar um pouco desconfiada.
– Por que eu deveria confiar em você? – Davina perguntou desconfiada.
– Por um motivo simples. Apesar de uma fome voraz, eu não tentei tomar o seu sangue. – Elijah disse de imediato.
– Por que não? Eu sou a única aqui. – ela disse irônica.
– Eu nunca me alimentaria de uma criança. – Elijah disse fazendo-a o encarar surpresa mais uma vez.
– Pelo o que vi, você e Marcel são muito próximos... – o original comentou.
– Marcel é minha família. – Davina disse enquanto pintava alguns dos seus quadros.
– E, no entanto, ele tem prazer em prejudicar as bruxas. Pessoas do quais, imagino eu, deveriam se consideradas família. Isso não lhe incomoda? – Elijah perguntou.
– Não. Elas merecem. – Davina disse.
– Por que? – o original perguntou.
– Porque são umas mentirosas. Todas elas. Obrigou a mim e as minhas amigas a fazer um ritual da colheita. Disseram que isso traria força a nossa família, saúde... Seriamos celebradas pra sempre como salvadoras da comunidade. Mas tudo o que elas queriam era mais poder. Então fui embora antes que elas conseguissem. Agora elas estão sem tempo. Porque depois da colheita, vem a ceifa. E se não completaram a colheita, não poderão fazer a ceifa. Logo todas as bruxas do Quarter vão perder os seus poderes. Até que deixam de ser bruxas. Pra sempre. – a garota murmurou convencida e irônica e Elijah estava convencido que havia ganhado um ponto com a bruxa. Já que ela o contou a história do ritual que ele jamais havia conhecido em seus mil anos de existência. O original a encarou curioso e surpreso.
– Então o que é preciso para completar esse ritual? – ele perguntou sério.
– Eu tenho que morrer. – a bruxa respondeu de imediato e Elijah respirou assustado. Tinha muito que conversar com aquela garota, que tinha muita coisa a lhe contar.
...
Caroline, Hayley, Rebekah e Sophie estavam em uma floresta com destino a Bayou. Hayley estava com esperança de encontrar a sua família, já que viera pra New Orleans justamente pra isso.
– Eu não aguento mais esses isentos em cima de mim. – Caroline murmurou com nojo depois de dar um tapa em seu braço, na esperança de matar um mosquito.
– Eu disse que não precisava vir Caroline. – Hayley disse impaciente.
– É, eu acho que não tive muita escolha. – Caroline murmurou indiretamente para Rebekah, que havia lhe obrigado a ir.
– O que? Acha que eu ia pagar de babá sozinha? Claro que não. – Rebekah murmurou.
Hayley estava prestes a falar algo quando ouviu um barulho pela floresta. As quatro mulheres pararam de caminhar e observaram o lugar desconfiada.
– Quem está aí? – Rebekah gritou.
Depois de alguns segundos, uns cinco homens apareceram em frente as quatro. Rebekah encarou os homens e constatou que eram vampiros.
– Duas vampiras, sendo uma original, uma loba e uma bruxa caminhando em uma floresta com direção a Bayou. Acho que Marcel irá gostar disso.
Capangas do Marcel. Claro.
– Quem são vocês? – Caroline perguntou. Os cinco homens sorriram irônicos.
– Não interessa quem nós somos gata... Mas interessa quem vocês são para o nosso chefe. – um homem loiro de olhos claros murmurou. Rebekah revirou os olhos tediosa.
– Nós sabemos que o seu “chefe” – Rebekah fez aspas com o dedo. – É o Marcel. Então pare de bancar o idiota e saí da nossa frente antes que eu perca a paciência. – a original gritou o que fez os cinco homens gargalharem.
– O que? Nós não vamos embora. Só depois que entregar a loba. – o loiro disse.
– Você não irá tocar nela. – Caroline ameaçou.
– Ah é? Então é o que nós vamos ver! – o vampiro ameaçou dando um passo a frente. Caroline e Rebekah se encararam.
– Sophie, tira a Hayley daqui! – Caroline gritou e a próxima coisa que sentiu foi seu corpo se debater sobre o tronco da árvore. A vampira encarou Rebekah que lutava com os homens e inverteu a situação. Logo em seguida, arrancou o coração do vampiro sem cerimônia alguma. Caroline encarou sua mão suja de sangue assustada, mas saiu do transe quando ouviu Rebekah gritar. Logo em seguida, Caroline foi ajudar a amiga.
Hayley corria rapidamente pela floresta junto com Sophie, mas as duas pararam de correr imediatamente quando avistou um homem alto e forte parado em sua frente.
– Oh não. – Sophie murmurou.
– Você vem comigo lobinha. – o mais alto disse. Antes que Hayley pudesse dizer algo, Sophie fugiu correndo.
– Vadia! – Hayley sussurrou ao avistar Sophie se afastar.
– Depois cuidaremos dela. Agora você vem comigo. – o homem disse se aproximando mais de Hayley que recuava.
– Você não vai tocar em mim. – a loba disse entre dentes, acariciando a sua barriga. O careca sorriu perverso.
– Isso é o que nós vamos ver. – ele disse e quando estava prestes a segurar o pescoço de Hayley, ela avistou um pedaço de madeira atravessando sobre o peito do homem, que gruiu de dor. Logo em seguida ele caiu no chão. Morto. A loba gritou assustada e percebeu que havia mais um homem ali, encarando-a.
– Você está bem? – ele perguntou. E só agora Hayley pôde observá-lo melhor. Era um homem branco, tinha os cabelos compridos, castanhos escuros, olhos castanhos claros, usava uma camisa branca, com uma calca jeans qualquer. E era incrivelmente encorpado.
– Eu... Eu estou. Quem é você? – Hayley perguntou. O homem a encarou por alguns segundos, provavelmente checando se havia alguma ferida em seu corpo, e logo depois deus as costas sem dizer mais nada. – Ei! – Hayley gritou. A loba estava prestes a correr atrás quando ouviu a voz de Caroline lhe chamando.
– Hayley! – Caroline disse se aproximando junto com Rebekah.
– Você está bem? – Rebekah perguntou preocupada.
– Eu... Sim. Estou. – Hayley respondeu atordoada.
– Você fez isso? – Caroline perguntou apontando para o homem morto no chão.
– Não... Quer dizer... Eu não sei... – a loba respondeu confusa.
– Onde está Sophie? – Rebekah perguntou só agora ao notar a ausência da bruxa. Caroline olhou para os lados a procura da bruxa.
– Ela fugiu! — Hayley respondeu.
– Vadia... – Rebekah murmurou.
– Ok... A gente se resolve com a Sophie depois! Agora, o que nós faremos? Nós matamos SEIS vampiros Bekah! E não são vampiros qualquer! São os capangas do Marcel! Se ele descobrir... – Caroline começou a falar nervosa.
– Eu sei... Precisamos nos livrar dos corpos! E se Nik descobrir que estivemos aqui, estamos totalmente ferradas. Provavelmente terei uma adaga no meu peito até a noite! – Rebekah disse.
– Para! Ele não fará isso! – Caroline murmurou nervosa. – Vamos se livrar desses corpos antes que alguém descubra!
...
Elijah estava totalmente surpreso depois do que Davina havia lhe contado. Principalmente sobre esse ritual da colheita, que mal sabia sobre isso. O original não sabia como iria ser a reação da bruxa ao encontrá-lo. Então, ele resolveu fazer um acordo com a bruxa. A ajudaria com a magia, a ajudaria ter mais controle, já que ele tinha bastante livros sobre isso por causa da sua mãe, se ela o ajudasse no que fosse preciso. O original deu a sua palavra que a ajudaria e ela deu a sua palavra também, que não contaria sobre o seu acordo para Marcel.
…
Klaus entrou discretamente no Quarter enquanto Marcel conversava com seus capangas. O hibrido pode ouvir uma parte da conversa que não lhe agradou nem um pouco.
– Eu quero sigilo total quando eu me mudar junto com Davina. Muitos sabem onde ela está. E eu quero os originais fora disso, não gosto de Rebekah bisbilhotando por ai junto com a sua nova amiguinha. — Marcel disse dando algumas ordens até que os vampiros se retirassem do Quarter, para cumprir as ordens de Marcel.
– Tentando me distrair para levar Davina embora daqui. Patético e óbvio. Eu lhe ensinei coisa melhores, Marcel. — Klaus murmurou sério se aproximando de Marcel.
– Você me ensinou a proteger o que era meu. Não vai tirar Davina de mim. Fim de papo. — Marcel disse impaciente.
– Uma lei de natureza que não muda, Marcel, é que o forte sempre rouba do Fraco. — Klaus disse irônico, apesar de sério.
– Se você fosse tão forte, não fugiria de New Orleans como uma vadiazinha todos aqueles anos atrás. — Marcel disse irônico e a próxima coisa que sentiu foi um soco que lhe fez cair no chão.
– Está brincando com o rei dessas crianças amigo. — Klaus disse irritado. Marcel levantou-se rapidamente e estava prestes a revidar quando levou mais um murro. Dessa vez, não de Klaus, mas sim de Elijah.
– Mas que merda… — Marcel gruiu de dor.
– Me perdoe, Marcel. Mas quem irá ensinar uma lição para meu irmão sou eu. — Elijah disse encarando Klaus, que encarava o irmão totalmente surpreso agora.
…
Rebekah, Caroline e Hayley estavam de volta a mansão finalmente. As mulheres encontraram Kol no mesmo lugar de sempre. No sofá.
– Vocês demoraram! — Kol disse impaciente.
– Desculpe, mas nós tínhamos que matar cinco vampiros.
– O que? — Kol perguntou perdido.
– Eu adoraria explicar, mas eu vou fazer as minhas malas agora. — Caroline disse fazendo todos naquela sala a encará-la surpresos.
– O que? — Rebekah quase gritou.
– Eu disse que iria ajudá-la a achar o Elijah, e depois eu iria embora Bekah. — Caroline explicou.
– Mas e o Klaus… — Rebekah murmurou.
– Eu disso o mesmo pra ele. Não me levem a mal, mas isso daqui é uma loucura! Eu não sei como vocês conseguem sobreviver… — Caroline disse histérica. E Rebekah se calou. Realmente, ela estava certa. — Desculpe Bekah, mas eu não posso…
Caroline correu escada acima e foi para o seu quarto com o objetivo de arrumar as malas e sair daquela cidade o mais rápido possível. Mas a verdade era que ela queria sair dali rapidamente para não cruzar com Klaus. Não queria dizer adeus para ele. Não queria tem que encará-lo. Não sabia o que dizer pra ele. Estava totalmente confusa sobre seus sentimentos por ele.
A loira suspirou sacundindo a cabeça enquanto tirava suas roupas do closet, colocando na mala que havia em cima da cama.
…
Klaus e Elijah voltaram para a mansão, mal entraram quando o hibrido encheu Elijah de perguntas.
– Eu tenho um acordo. Com Davina. Marcel não sabe disso. E ela me deu a sua palavra que não contaria nada á ele. — Elijah explicou. Antes que Klaus pudesse dizer algo, Rebekah interrompeu a conversa dos dois.
– Eu sei que tem muito o que conversar com Elijah, mas nesse exato momento Caroline está arrumando as malas lá em cima disposta a sair daqui o quanto antes. — Rebekah murmurou e Klaus encarou a irmã totalmente assustado.
– O que? — ele sussurrou. E sem pensar em mais nada, o hibrido correu para o quarto de Caroline, e a encontrou fazendo as malas, como a irmã havia dito.
– O que está fazendo? — Klaus perguntou fazendo Caroline ofegar de susto. A loira não o encarou quando respondeu.
– Estou fazendo o que eu tinha lhe dito antes. — Caroline disse séria.
– Você não pode ir embora! — Klaus disse impaciente, atraindo atenção de Caroline dessa vez.
– Por que não? Eu não sei o que eu estou fazendo aqui! Eu estou no meio de uma guerra e sinceramente, eu não sei como eu fui parar aqui! — Caroline gritou impaciente. Estava nervosa, pois não sabia como agir perto de Klaus.
– Caroline, eu não quero que você vá… — o hibrido sussurrou, o que fez Caroline fechar os olhos como se tivesse numa luta eterna. Então, ele se aproximou dela e segurou seu rosto obrigando a encará-lo, mas ela ainda mantia seus olhos fechados. — Olhe pra mim… — ele pediu. E lentamente, a loira abriu seus olhos revelando o esverdeado das suas iris que Klaus tanto amava.
– Klaus… Não… Por favor… — ela sussurrou chorosa.
– Eu quero que você fique e seja a minha amiga, minha cúmplice, minha mulher. Eu não sei como lhe dizer isso, mas… Com você eu me sinto mais forte. Como se eu estivesse completo. Como se eu não precisasse de mais nada… Eu… Quero que você fique e ocupe o espaço de minha mulher. Eu serei rei e você será a rainha.– Klaus disse a encarnando nos olhos. — Por favor, Caroline… Fique.
...
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