Afraid to love you
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Caroline encarava Klaus totalmente surpresa.
Não acreditava que o próprio estava lhe implorando para ficar. Ou seria compelindo?
Bom, ela não sabia.
Não sabia também, se iria resistir a um Klaus totalmente próximo dela, com as suas mãos em seu rosto, lhe encarando daquele jeito sedutor e ao mesmo tempo piedoso.
E tudo que ela conseguia pensar que era incrível como as coisas tinham se tornado tão sérias desde então…
Sim, a loira planejou ir pra New Orleans na intenção de encontrar Klaus. Pensou também, em dar alguns “amassos” nele e depois partiria novamente para Mystic Falls. Até porque, no seu pensamento, isso era só uma atração, um “fogo” no qual iria ser apagado a partir do momento em que os dois transassem. E que finalmente estaria livre daqueles malditos pensamentos do Klaus no seu dia a dia.
Mas não.
Foi completamente ao contrário.
Foi intenso.
A cada beijo, a cada carícia, a cada momento pós sexo, ela se pegou querendo mais… Querendo que aquilo não acabasse nunca.
Mas era errado.
Por mais que ela quisesse andar de mãos dadas com Klaus pela cidade, tomando um sorvete, tirando fotos juntos, bancando o casal feliz, felizes… Ela não podia ignorar tudo o que ele fez assim tão facilmente.
Ele quase matou a Elena. Matou a Jena. Matou o tio da Elena. Matou a mãe do Tyler…
– Não! — Caroline gritou se afastando. — Eu não posso fazer isso! Eu tenho que ir embora!
– Caroline… — Klaus começou a falar, mas foi interrompido pela loira.
– Não! Você não entende! Ninguém sabe onde eu estou de verdade! Eu estou mentindo para os meus amigos! Eu estou mentindo pra minha mãe! Isso não é certo! — ela continuou gritando, como se a ficha tivesse caído somente naquele momento. Klaus a encarou surpreso. E percebeu que não tinha mais o que dizer.
Caroline suspirou cansada.
– Por favor, saia. Eu preciso terminar de arrumar as minhas malas. — ela pediu friamente. Klaus a encarou mais uma vez, pela ultima vez ele pensou, e se retirou do quarto sem dizer mais nada.
Caroline desabou no chão arrasada. Sabia que isso era o certo, apesar da sua reação.
Estava feito.
Não tinha mais volta.
…
Klaus adentrou o seu escritório e bateu a porta com força. No instante seguinte, derrubou todas as coisas que estavam cima da sua mesa no chão, na tentativa de amenizar sua raiva e frustração, mas ele sabia que não era só isso.
Caroline estava indo embora… Pra sempre.
Ele estava a perdendo.
De novo.
O hibrido sempre foi experiente com tudo nos seus mil anos de vida, mas não no amor. O amor era o seu ponto fraco.
Caroline era o seu ponto fraco.
Klaus trincou os dentes e jogou o copo com o whisky na parede tentando afasta os pensamentos loucos que estavam em sua mente.
…
Caroline desceu as escadas com uma única mala. Tinha deixado alguns pertences porque não tinha mais “forças” para fazer as malas. Então, pegou o necessário na esperança de partir dali o mais rápido possível. A loira encontrou todos presentes na sala, que a encarava curiosos.
– Caroline, você não pode ir agora… — Rebekah foi a primeira a protestar.
– Eu preciso ir Bekah. — Caroline disse no automático. Como se tivesse ensaiado aquela fala, e de fato, era o que tinha feito.
Rebekah suspirou e encarou a amiga. Caroline fez o mesmo, e antes que começasse a chorar ali mesmo, desviou os olhos da original.
– Ok, eu odeio despedidas! Então eu vou encarar isso como um até logo! — Caroline disse forçando um sorriso. Elijah, Hayley e Kol forçaram um sorriso também.
– Claro… Por que não? — Hayley comentou.
– Então… Até logo pessoal. — Caroline disse nervosa, caminhando até a porta.
– Espera! Não quer que eu dê uma carona? — Rebekah perguntou.
– Não, tudo bem. Eu chamei um táxi, e já está lá fora. — Caroline murmurou dado o seu último olhar para a família original.
– Até logo, Bekah. Eu te ligo em breve. — disse e logo em seguida saiu.
O taxista ajudou a loira a colocar as malas no porta malas e imediatamente ela entrou no carro.
– Pro aeroporto, por favor. — Caroline disse.
Logo em seguida o taxista deu partida, fazendo-a encarar a mansão dos Mikaelsons se afastando…
…
– Klaus? — Rebekah bateu na porta do escritório a procura de Klaus.
– Agora não Rebekah! — o hibrido disse impaciente, mesmo assim ela entrou no escritório.
– Eu só quero saber… — Rebekah começou a falar, mas foi interrompida.
– Eu disse agora não! — Klaus gritou assustando a irmã.
Sem dizer mais nada, a original se retirou voltando para a sala.
– Não precisa dizer nada irmãzinha, nós ouvimos os gritos daqui. — Kol disse irônico.
– Pois é… — Rebekah disse se jogando no sofá novamente.
– Isso é ruim. — Elijah murmurou.
– O que quer dizer? — Rebekah perguntou.
– Que Niklaus perderá o foco sem a sua querida Caroline. — Elijah explicou. Kol sorriu irônico.
– Em mil anos, nunca pensei que veria o Nik sofrer de amor… — Kol murmurou irônico.
– Não há nada o que podemos fazer agora. — Rebekah disse e Elijah suspirou.
Caroline observava o caminho dentro do táxi. Mil coisas se passavam pela sua mente, mas não a impedia de pensar em Klaus.
Nunca tivera sorte no amor, e esse pensamento permanecia mais do que nunca agora. Sempre foi apaixonada por Matt, mas ele nunca a correspondeu da maneira que ela queria. Se interessou por Stefan, mas ele lhe deu um fora logo de cara. E teve o Tyler… Ah o Tyler…
Mas ai apareceu Klaus e tudo mudou. E ela nunca entendeu o porquê de ele se interessar por ela assim tão de repente… O ódio que ela sentia por ele, se transformou em desejo… E do desejo, se transformou em amor.
Porém, Klaus não escolhera como segunda opção, como os outros caras… Ele simplesmente a escolheu.
Então, a vampira se pegou pensando se poderia esquecer tudo o que ele fez, tudo o que ele é, por amor.
Será que o amor realmente vencia tudo?
…
Rebekah bufou e imediatamente levantou-se do sofá, caminhando em direção a porta.
– Onde você vai? — Kol perguntou curioso.
– Eu não sei! Andar por ai… Mas só sei que aqui eu não fico! — a original disse tediosa.
– Eu vou com você! — Kol disse levantando do sofá também.
Logo em seguida, os dois irmãos saíram deixando Hayley e Elijah a sós.
– Tchau pra vocês também… — Hayley murmurou irônica. Elijah encarou a loba e sorriu.
– Fico feliz em vê-la bem. — o original murmurou formalmente.
– Bom, eu que deveria lhe dizer isso. — Hayley disse.
Os dois trocaram olhares intensos. Num piscar de olhos, Elijah estava bem próximo a Hayley, seus dedos automaticamente foram para o rosto da loba acariciando levemente, o que a fez fechar os olhos sentindo o carinho. Hayley abriu os olhos para encarar um Elijah totalmente sedutor, ao seu ponto de vista, e lentamente o rosto de ambos se aproximaram. O original pode sentir a respiração da loba em seu rosto, enquanto encarava os lábios da mesma. Quando estavam prestes a sentir os lábios um do outro…
A porta da mansão se abriu novamente, revelando uma Caroline totalmente chocada com o que acabara de ver. Elijah e Hayley se afastaram imediatamente e encararam a loira surpresos.
– Caroline???– Hayley perguntou surpresa.
– Não pergunte! Por favor! — Caroline se adiantou ao prever que os dois iria a encher de perguntas. — Onde está o Klaus? — ela perguntou.
– No escritório. — Elijah respondeu. A loira assentiu e imediatamente caminhou até o escritório, abrindo a porta sem cerimônia alguma, encontrando o Klaus pensativo observando a lareira.
– Rebekah, eu já disse que não quero conversar! — o hibrido gritou impaciente.
– Nem comigo? — a voz de Caroline ecoou pelo escritório fazendo Klaus virar-se imediatamente para a encarar totalmente surpreso.
– Caroline? — Klaus sussurrou.
– Olhe, você é um idiota. Mas é um idiota que eu gosto. Desde do maldito dia em que você apareceu na minha vida, você a arruinou. E eu te odiei por isso! Mas, você me faz me sentir única… E isso é tão bom! É como se eu não me sentisse como uma segunda opção entende? — ela perguntou e recebeu uma careta confusa de Klaus. — Não! Você não entende! O que eu quero dizer é… Que eu gosto de você! E quando você me olha com esses malditos olhos verdes é como se as minhas pernas ficassem bambas e… — Caroline foi interrompida por um beijo inesperado de Klaus.
– Que bom que você entendeu. — a loira sussurrou contra os lábios dele, que sorriu pervertidamente.
– Você está aqui. É o que importa. — ele sussurrou e logo em seguida os dois se beijaram apaixonadamente.
Caroline’s Pov
Sem pensar em mais nada, Klaus me empurrou contra a mesa enorme que havia naquele escritório. Inconsciente de meus movimentos, me vi pegando impulso com as mãos espalmadas sobre a mesa, e logo em seguida sentando sobre ela. Sem perder tempo, Klaus se encaixou entre minhas pernas, declarando nitidamente que não pretendia se afastar de mim. Tudo o que estava em cima da mesa, foi derrubado no chão. E nós nem nos preocupamos com isso.
As mãos dele corriam livremente pelas minhas coxas e barriga, assim como as minhas exploravam seu tórax, abdômen e braços muito além de sarados. Vez ou outra ele sorria discretamente, parecendo maravilhado com meu efeito. E eu, totalmente entregue aos encantos dele. Há alguns tempos atrás isso me pareceria completamente insano. Hoje, a idéia parecia ainda mais absurda, mas de alguma maneira, extremamente necessária. Os dedos ágeis dele começaram a passar mais tempo do que deveriam brincando com a barra da minha blusa, fazendo minha respiração falhar com ainda mais freqüência. Sentindo ondas de calor cada vez mais fortes percorrerem meu corpo a cada segundo, segurei suas mãos e as coloquei sobre meus seios sobre a blusa mesmo. Klaus se surpreendeu por um momento, mas não demorou a explorar meu busto, fartando suas mãos em meus seios e demonstrando satisfação. Meus movimentos involuntários e enlouquecidos continuaram, e só quando senti a pele quente de seu tórax contra meu peito nu, percebi que eu tinha arrancado não só a minha blusa, mas também a dele.
Nossa falta de ar era tão gritante que já não ofegávamos mais, soltávamos espécies de grunhidos desesperados por oxigênio. Ele afastou apressadamente seus lábios dos meus e começou a se desfazer do resto das roupas que ainda usava. Sem nem me dar ao trabalho de me levantar, fiz o mesmo, e em alguns segundos já estávamos grudados de novo. Totalmente nus. Sem nenhum tecido nos atrapalhando. Como eu amava ser vampira!
Apertou minha cintura com firmeza, e sem nem me dar tempo de assimilar o que pretendia, e me invadiu, me fazendo pensar por um momento que me rasgaria por dentro. A força com a qual ele investiu, somada ao efeito único que seu corpo tinha no meu e ao nítido tesão em sua expressão fechada, me causaram uma sensação que eu jamais tive com nenhum outro homem. Enquanto ele soltava ruidosamente o ar em meu ouvido, me fazendo retorcer os dedinhos dos pés e agarrar seus ombros como se eu dependesse daquela força pra viver, Meu corpo todo estava tenso, sobrecarregado de prazer, e ainda assim ansioso por mais.
Ele dava leves selinhos na curva entre meu pescoço e no meu ombro de vez em quando, provocando choques elétricos a cada vez que seus lábios tocavam minha pele. Qualquer contato entre nossos corpos provocava essa sensação, e particularmente, eu estava adorando!
Após alguns minutos me adaptando à coisa mais prazerosa que eu estava fazendo na vida, recuperei meus movimentos, e logo voltei a perder o controle sobre eles. Meus lábios grudaram em seu pescoço úmido de suor como se eu fosse uma sanguessuga (e eu era!) dando chupões que provavelmente deixariam marcas, mas nada que sumiriam depois!
Quando já tinha perdido a conta de quantos orgasmos ele já tinha me causado, Klaus inverteu a posição deixando que eu ficasse por cima. Erguei a cabeça pra trás, continuando com os movimentos rápidos, segurando seus cabelos entre meus dedos enquanto ele beijava intensamente meu pescoço e colo. Sem sucesso algum em me manter firme, voltei a deixar minha cabeça na posição normal após algum tempo, procurando os lábios dele na tentativa de afastar os meus gemidos que perderam o controle a muito tempo. Quando estava me sentindo esgotada, ele me beijou provocante, até soltar um gemido rouco rente aos meus lábios e finalmente gozar, também esgotado.
Abracei seu pescoço devagar e apoiei minha testa em seu ombro. Respirei por alguns segundos, de olhos fechados, tentando colocar um pouco de ar em meus pulmões, mas meus músculos ainda pareciam contraídos demais pra permitir isso. Senti as mãos dele acariciarem minha cintura e minhas costas lentamente, e de leve ele depositou um selinho demorado e delicioso em meu pescoço.
– Olha a bagunça que nós fizemos… — ele sussurrou me fazendo arrepiar.
– Nada que não podemos arrumar depois. — disse cansada. Klaus sorriu e me encarou
intensamente.
– Por que voltou? — ele perguntou sério.
– Eu achei muito bonitinho o que você disse pra mim lá no quarto. — comentei irônica.
– Achei que estava falando sério. — ele comentou divertido.
– Você estava me pedindo em namoro? — perguntei divertida também.
– Achei que não descobriria nunca! — ele comentou.
– Foi um pedido meio inusitado, não? — comentei arrancando uma risada de Klaus, dessa vez.
– Desculpe se eu sou da moda antiga, mas posso fazer isso de novo! — Klaus disse me fazendo o encarar surpresa.
– Faria isso? — sussurrei.
– Caroline Forbes, aceita namorar comigo?– ele perguntou formalmente, me encarando nos olhos enquanto eu fazia o mesmo, mas com um sorriso bobo e apaixonado nos lábios.
– Sim. — respondi boba, ciente da maior loucura que eu estava fazendo, dando um selinho demorado nele.
– Com você nua, em cima de mim, não é tão díficil fazer um pedido de namoro amor! — Klaus comentou divertido.
– Idiota! — disse dando um tapa nele.
– Eu não estava blefando quando disse que você será a rainha. — ele comentou sério. O encarei intensamente.
– Eu não quero ser a rainha… Eu quero ser sua. Pra sempre.
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