Afraid to love you
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Caroline abriu os olhos e a primeira coisa que fez foi sorrir. Estava deitada na cama de Klaus, com a mão do mesmo em sua cintura, com a respiração dele na curva de seu pescoço, aparentemente em um sono tranquilo. A loira retirou a mão do hibrido em cima da sua cintura lentamente e virou-se ficando de frente pra ele. Ela não conseguiu evitar sorrir ao observar um Klaus com totalmente adormecido.
– Odeio que me observem dormindo. – Klaus sussurrou fazendo Caroline amenizar ainda mais o seu sorriso.
– O que eu posso dizer? Lamento. – ela respondeu o fazendo abrir os olhos e encarar um mar azulado brilhando.
– Você gosta de me desafiar, não é mesmo? – ele perguntou com certo divertimento.
– Virou meu passatempo preferido. – Caroline respondeu de imediato. Klaus se aproximou mais dela e depositou um beijo demorado em seus lábios.
– Eu to morrendo de fome. – Caroline sussurrou contra os lábios de Klaus, que sorriu divertido.
– Posso imaginar. – ele murmurou inclinando-se para levantar da cama.
– Aonde você vai? – Caroline perguntou levantando da cama também.
– Você quis dizer aonde nós vamos, né amor? – Klaus corrigiu a loira com satisfação. – Nós vamos tomar um banho! – disse fazendo Caroline sorrir pervertidamente.
E antes que a loira pudesse protestar Klaus a pegou no colo levando-a imediatamente para o banheiro.
...
Kol e Rebekah estavam na mesa de café da manhã enquanto Elijah estava na sala lendo um livro bastante suspeito e Hayley estava na cozinha atacando a geladeira.
– Sabe se o Nik resolveu dar as caras? – Kol perguntou alto o suficiente para todos ouvirem.
– Não sei se você se lembra, mas Caroline o deixou ontem. – Rebekah disse. Antes que Kol pudesse dizer algo, a voz de Klaus soou pela sala fazendo os irmãos encará-lo surpreso.
– Falando de mim little sistah? – Klaus surgiu na frente deles de mão dadas com Caroline. O que fez Rebekah cuspir o café e Kol se engasgar com a bolacha.
– Com licença, o que foi que eu perdi mesmo? – Rebekah comentou irônica.
– Eu entrei em um voo para Mystic Falls e ninguém me avisou? – Kol comentou irônico também.
– Engraçadinhos. – Caroline disse enquanto sentava-se à mesa do lado de Rebekah. Hayley saiu da cozinha juntando-se aos demais na sala de estar.
– Bom... Já que estão todos aqui, não acha que tem algo para compartilhar Elijah? – Klaus perguntou.
– O que eu tenho pra compartilhar é muito mais que algo, Niklaus. É uma descoberta. – Elijah surgiu na sala de estar atraindo atenção de todos.
Klaus sentou-se abrindo os dois braços deixando claro que Elijah tinha toda a sua atenção.
– Tudo o que nos trouxe a Nova Orleans era mentira. – Elijah começou a falar andando de um lado para o outro enquanto todos permaneciam sentados. – A história que Sophie Devaraux criou que é nada mais nada menos, a guerra pelo poder do Quarter. A guerra entre vampiros e bruxas... Enfim! Isso tudo era um truque. Sophie nos chamou aqui não pelo território, mas sim por Davina.
– Eu sei que Davina é uma bruxa bastante poderosa, irmão. Mas não ao ponto de nos trazer aqui... — Klaus comentou com um sorriso irônico.
– E aí que você se engana Niklaus. Davina é uma sobrevivente. — Elijah disse.
– Como assim uma sobrevivente? — Caroline se pronunciou dessa vez.
– Da colheita. — Elijah respondeu.
– Colheita? Que diabos é isso? — Rebekah perguntou curiosa.
– Um ritual que o coven das bruxas faz a cada três séculos para conseguir ou manter mais... Poder. — Elijah comentou fazendo uma careta.
– E por que eu não sabia disso? — Klaus perguntou.
– Você não é o único, Nik. — Kol comentou irônico, como sempre.
– Elijah... Isto está ficando interessante. Continue. — Klaus pediu sendo imediatamente obedecido.
Depois de alguns minutos, ou horas, Elijah havia contado tudo o que havia descoberto em sua conversa com Davina. Todos estavam surpresos e chocados com a revelação. Klaus, Rebekah e Kol estavam mais surpresos ainda por não saber da existência desse ritual. Afinal, tinham mil anos de existência.
– Então quer dizer que a Davina tem o poder das três garotas que foram mortas na colheita? Extraordinário. – Klaus comentou com um sorriso típico nos lábios.
– Eu não acharia isso extraordinário, já que a bruxinha está do lado do Marcel. – Kol comentou.
– Por pouco tempo, irmão. – Klaus respondeu.
– Então a menina acha que o Marcel é seu “salvador”? – Rebekah perguntou com uma careta divertida.
– Digamos que sim... – Elijah respondeu.
– Coitada... – Caroline resmungou e recebeu um sorriso de Rebekah.
– Se ela não souber nem da metade das coisas que Marcel faz graças ao poder dela, eu teria o prazer de contar. – Kol comentou irônico.
– Depois de mim, claro. – Rebekah comentou irônica também e recebeu uma careta do irmão mais novo.
– De qualquer maneira, eu fiz um acordo com a garota. Ela me ajudaria no que fosse preciso e eu a ajudaria a controlar o seus poderes. – Elijah disse.
– E acha que ela vai confiar em você? – Rebekah perguntou.
– Bom, eu fui bastante convincente. – Elijah respondeu a irmã.
Antes que alguém pudesse falar algo, o celular de Klaus tocou desviando a atenção de todos para si.
– Marcel! – Klaus disse alto o suficiente para todos ouvirem. – A que devo a honra da sua ligação tão cedo?
“Eu também levanto cedo pra sua informação. Mas não é disso que eu quero falar. Eu estou ligando para te fazer um convite.”
– Estou a ouvidos. – Klaus respondeu.
“Soube que seis vampiros meus foram mortos em Bayou quando eu os mandei para investigar algo sobre os lobisomens que estavam passeando por aquelas redondezas. Resolvi então ir até lá. E como o seu sangue é o único que pode curar uma mordida de lobisomem, eu imaginei se você não quisesse me acompanhar...”.
No mesmo segundo, Caroline, Rebekah e Hayley se encararam nervosa. As três mulheres trocaram alguns olhares que diziam muito e Elijah observou as três cuidadosamente. Sabia que estavam escondendo algo.
– Bom, eu não vou a Bayou há eras. Vai ser divertido relembrar os velos tempos. Estou a caminho. – Klaus respondeu.
“À vontade, irmão.” – Marcel disse antes de desligar o telefone.
Klaus observou o silêncio na sala e encarou as três mulheres que agora estavam de cabeças baixas encarando o chão ou qualquer outro objeto naquela sala.
– Alguém mais quer me falar algo? – o hibrido perguntou encarando as três mulheres. Caroline e Rebekah se encararam.
– Falar? Falar o que? – Caroline respondeu nervosa.
– Me diga você amor. – Klaus respondeu.
– Eu... Não. Não tenho nada pra falar. – Caroline respondeu. Klaus sorriu ao observar a reação da loira e logo em seguida se aproximou.
– Pretendo arrancar algumas informações do Marcel, sem que ele perceba, claro. Fiquem aqui. Eu volto rápido. – Klaus disse antes de depositar um beijo nos lábios de Caroline, a pegando totalmente de surpresa.
– Eu acho que vou com você! – Kol comentou levantando-se do sofá também. Logo em seguida os dois irmãos saíram.
Caroline encarou Rebekah enquanto Hayley encarava as duas vampiras.
– Sabe... Eu preciso subir pra fazer algumas ligações... – Caroline murmurou nervosa.
– Eu acho que vou tomar um banho. – Rebekah murmurou logo em seguida.
Hayley levantou-se também, mas antes que a loba pudesse dizer algo, Elijah se manifestou primeiro.
– Podem voltar aqui as três. – Elijah disse calmo e frio. As três pararam de caminhar e suspiraram derrotadas. – Eu não preciso repetir a pergunta do meu irmão pra saber que vocês estão mentido.
– Se eu e Caroline não matássemos aqueles vampiros, Hayley provavelmente estaria morta junto com o milagroso bebê Mikaelson. – Rebekah respondeu de imediato. Caroline suspirou e Hayley encarou Elijah nervosa.
– O que vocês estavam fazendo lá? – Elijah perguntou.
– Eu estava tentando encontrar alguma pista sobre a minha família! – Hayley respondeu.
Elijah suspirou.
– O que vocês fizeram com o corpo? – Elijah perguntou para as duas vampiras.
– Enterramos. – Rebekah respondeu desviando os olhos do irmão que mordeu os lábios em reprovação.
– Sabe que Niklaus sentirá o cheiro e desenterrará o corpo imediatamente, certo?
– O que está tentando sugerir Elijah? – Rebekah perguntou impaciente.
– Que vocês já deveriam estar em Bayou para se livrar daqueles corpos de uma vez por todas. – Elijah respondeu imediatamente.
Rebekah e Caroline se encararam e em alguns segundos já estava fora da mansão.
...
E eu? – Hayley perguntou chateada.
– Você ficará aqui. Eu tenho que levar alguns livros para Davina. – Elijah murmurou sério antes de deixar a sala também fazendo Hayley suspirar derrotada.
– É... Parece que é só você e eu. – Hayley murmurou acariciando a sua barriga.
...
– Pensei que tinha sido claro quando eu só convidei você. – Marcel disse para Klaus se referindo ao Kol.
Os três já estavam em um bar em Bayou, bebendo. Enquanto alguns recrutas do Marcel faziam as varreduras pela floresta.
– Não se abale Marcel. Pretendo fingir que eu gosto de você só hoje. – Kol respondeu fazendo Klaus sorrir divertido.
– Bom... Já que estamos aqui, por que não me conta como você conheceu a poderosa Davina? – Klaus disse mudando totalmente o assunto daquela conversa. Marcel encarou o hibrido e sorriu.
– Você não desiste, não é mesmo? – Marcel perguntou. – Sabe que nunca vou consegui-la. – disse.
– Ok... Mas me diga. Como a conheceu? – Klaus perguntou novamente antes de trocar alguns olhares com Kol que sorriu convencido.
– Isso pode te surpreender. Mas vamos lá. Foi há oito meses. Antes de eu banir as bruxas de usar magia. A relação entre vampiros e bruxas não era tão amigável, mas vamos dizer que éramos menos divididos. Algum de nós se dava muito bem... – Marcel comentou com um sorriso presunçoso nos lábios antes de alguns flashbacks passearem pela sua cabeça.
...
– Não acredito que estamos aqui de novo! – Caroline murmurou com cara de nojo enquanto caminhava pela floresta de Bayou.
– Eu estou com tanta vontade de matar aquela bruxa nojenta. – Rebekah disse rancorosa.
– Eu vou ter o prazer em ajudá-la. – Caroline murmurou antes de encontrar algo bastante assustador na floresta.
As duas vampiras pararam de caminhar para observar quatro vampiros mortos. Uns tinha o corpo decompostos, outros estavam apenas com uma mordida de lobisomem no pescoço.
– Mas que merda é essa? – Rebekah sussurrou enquanto observava os corpos assustada.
– Será que tem a ver com a família da Hayley? – Caroline perguntou.
– Eles são os únicos lobisomens que estão por aqui. – Rebekah respondeu.
– Droga. Mais corpos pra queimar. – Caroline comentou tediosa.
– E mais trabalho pra fazer. – Rebekah disse suspirando tediosa.
...
Em meio de doses e garrafas de bebidas, Marcel havia contado tudo para Klaus e Kol sobre sua história com Davina, as bruxas, sobre a colheita, sobre o sobrinho de Kieran que só agora Klaus pode perceber que era irmão gêmeo de Cami. O irmão que ela tanto mencionava...
– Eu tenho que dizer, estou impressionado. Você era o cavalheiro com a armadura brilhante. – Klaus comentou enquanto virava mais uma dose de sua bebida.
– Não acha que a pequena Davina deveria saber que você deve muito mais a ela do que ela deve pra você? – Kol perguntou sério, apesar de Marcel sentir certa ironia em sua pergunta.
– Isso quer dizer... Você não poderia banir as bruxas de usar magia sem ela. – Klaus complementou o irmão.
– Davina não se dá bem com as bruxas. E eu estou a protegendo. Muitos gostariam de tê-la para finalizar a colheita. Se não a matar, as outras ficam mortas e perdem os seus poderes. – Marcel disse.
– E se matarem a Davina, você perde o seu poder. – Klaus comentou.
– E Davina perde a sua vida. – Marcel respondeu.
...
Depois de queimar todos os corpos, Caroline e Rebekah continuaram andando pela floresta na tentativa de encontrar algo.
O que não aconteceu.
Rebekah resolveu ligar para Elijah para contar o que estava acontecendo.
“Está me ligando para avisar que já se livrou de todos os corpos, irmã?”
– Tecnicamente isso. Mas aconteceu algo muito estranho. – Rebekah comentou.
“O que?”
– Eu e Caroline encontramos mais uma pilha de vampiros mortos, que acredito eu, que seja recrutas do Marcel. E dessa vez, não fomos nós. Foram lobisomens.
“Está dizendo que tem um lobisomem assassinando vampiros por ai?”
– É o que eu acho.
“E você acha que tem a ver com a família da Hayley?”
– Bom... São os únicos daqui. – Rebekah respondeu. – Falando em lobos, onde está Hayley? – perguntou.
“Em casa... Eu acho.”
– Tudo bem. – Rebekah respondeu antes de desligar o celular.
– O que vamos fazer agora? – Caroline perguntou esgotada.
– Beber. Tudo o que eu preciso é beber. – Rebekah comentou antes de receber um sorriso vitorioso de Caroline.
...
Marcel, Klaus e Kol continuaram conversando enquanto acabavam com o estoque de bebidas do bar. Marcel estava ansioso, pois não recebera nenhuma informação dos seus recrutas sobre os lobisomens de Bayou.
– Nenhuma notícia? – Klaus perguntou parecendo perceber a ansiedade do amigo.
– Ainda não. – Marcel respondeu sério. Klaus estava prestes a dizer algo, mas se assustou ao observar as duas figuras em sua frente.
– Esse mundo é muito pequeno, não é mesmo? – Camille murmurou fazendo os três homens a encararem surpresos.
– Cami? O que está fazendo aqui? – Marcel perguntou.
– Vim comprar algumas coisas para a faculdade. – Camille comentou enquanto observava a quantidade de garrafas vazia em cima do balcão. – Uau... Vocês beberam isso tudo? – ela perguntou surpresa.
– Isso é só o começo. Por que não se junta a nós? – Kol disse com um sorriso irônico nos lábios.
– Por que não? – Camille comentou antes de sentar perto dos três. Klaus observou a humana nervoso enquanto recebia alguns olhares suspeitos de Marcel. – Eu não te conheço... – ela comentou se referindo ao Kol.
– Eu acho que não. Muito prazer. Kol Mikaelson. – Kol se apresentou formalmente fazendo-a o encarar surpresa.
– Klaus não mencionou que tinha um irmão. – Camille comentou.
– Bom, eu tenho três irmãos. – Klaus comentou divertido. – Agora você já sabe. – os dois trocaram alguns olhares suspeito até que Klaus ouviu uma voz muito conhecida ecoar pelo local.
– Vocês por acaso estão dando uma festinha sem nos convidar? – Rebekah murmurou sarcasticamente ao lado de Caroline.
Em questão de segundos, o silêncio tomou conta de todos.
Klaus encarou Caroline nervoso, Kol encarou Caroline e Klaus com o seu típico sorriso irônico no rosto, Marcel encarou Klaus divertido, Rebekah e Caroline encararam Camille com um sorriso debochado no rosto.
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