Afraid to love you
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Klaus, Rebekah e Kol estavam na sala enquanto Caroline preparava um chá na cozinha. Hayley ainda estava no quarto. Todos ficaram preocupados, mas a loba tinha dito que só estava indisposta essa manhã.
— O que você fez com aqueles corpos no quintal? – Rebekah perguntou curiosa enquanto encarava as suas unhas bem feitas.
— Eu os queimei enquanto você estava fazendo uma visitinha especial pro Marcel. – Klaus murmurou irônico e recebeu um olhar metralhador da irmã. Kol encarou Rebekah divertido.
— Não acredito que se livrou desses vampiros sem mim! Sabe como eu gosto de atear fogo nas coisas... – Rebekah disse divertida.
— Credo Bekah! – Caroline disse enquanto chegava à sala. Logo em seguida, sentou-se no sofá ao lado de Rebekah. Klaus fez questão de analisá-la atentamente antes de responder a irmã.
— Deveria deixá-los apodrecendo no jardim da frente? – Klaus perguntou com um sorriso no rosto. – Além disso, eles eram minha responsabilidade. Atacaram a grávida indefesa que carrega o meu filho. – disse. Caroline o encarou surpresa e um sorriso se formou em seus lábios.
— Oh... Eu estou tão comovida pelo novo senso de dever paternal pela loba que está assando seu bolo hibrido no forno. – Rebekah disse fingindo comovimento e Caroline quase cuspiu o chá ao tentar rir. Kol soltou uma risada escandalosa como sempre e Klaus não conseguiu evitar sorrir também.
— Então... Qual é o plano? – Caroline perguntou curiosa enquanto dava mais um gole do seu chá.
— Depende de qual plano você esteja se referindo, amor. Meu plano de dominação global ou o plano da Rebekah de encontrar um quarterback nesse mundo tão, tão cruel... – Klaus disse divertido e recebeu uma almofada em sua direção, lançada pela Rebekah.
— Engraçadinho... – a original murmurou divertida.
— O plano de resgatar o Elijah gente! Hello! – Caroline murmurou impaciente.
— Marcel não pode ser amigo de vocês, mas ele é meu amigo. Bom, é assim que ele pensa. — Klaus começou a falar e arrancou olhares de tédio de Kol e Caroline ao falar que Marcel era seu amigo. – Ainda assim, ele não imagina que seu amigo pretende tomar o seu reino no French Quarter e colocá-lo contra todos os vampiros da comunidade. Mesmo assim, quero repetir que apunhalei Elijah para ganhar a confiança de Marcel. Se eu soubesse que ele colocaria meu irmão nas mãos de uma jovem bruxa estressada e bem desagradável, eu certamente teria repensado opções diferentes. – disse por fim arrancando um olhar curioso de Caroline.
— Uma bruxa jovem? Quem? – Caroline perguntou confusa.
— Uma bruxinha poderosa que Marcel mantém presa para controlar a cidade. – Kol murmurou revirando os olhos.
— Então é por isso que o idiota do Marcel sabe quando uma bruxa qualquer está praticando magia? – Caroline perguntou e todos a encararam surpresa.
— Eu não tinha pensando nisso... – Rebekah murmurou. Klaus encarou Caroline e sorriu presunçoso.
— Bem, isso é uma novidade. – Klaus murmurou surpreso também.
— Que isso cunhadinha! Tá ficando esperta, hein! – Kol disse divertido.
— Cala boca idiota! – Caroline murmurou tediosa.
— Continuando Care... – Rebekah interrompeu a “breve” discussão que iria se iniciar entre o Kol e Caroline. – O plano, como você exigiu, é o de Niklaus pedir que Marcel devolva o Elijah. – Caroline encarou a original surpresa, e logo depois ela encarou Kol e Klaus também que sorriam ironicamente.
— Assim? Tão facilmente? Esse não é o plano todo, certo? – Caroline perguntou para todos.
— Por favor, querida. Klaus pode ser um irmão miserável, mas não existe alguém mais perverso. – Rebekah disse encarando o hibrido dessa vez.
— Esse é o plano A, amor. Há sempre um plano B. – Klaus disse para Caroline.
— É qual é o plano B? – Caroline perguntou com medo da resposta, que já imaginava o que era.
— Guerra! — Klaus murmurou pausadamente.
— É disso que eu estou falando! – Kol disse vitorioso.
...
Marcel estava em seu quarto provando seu terno, já que daria um baile hoje á noite, no Quarter. Seu amigo Thierry estava presente também, já que era seu braço direito pra tudo.
— Caramba... Eu fico bem de terno! – Marcel disse convencido ao se encarar no espelho. Thierry sorriu divertido e algum noticiário na TV lhe chamou atenção. Era um casal desaparecidos na noite passada, os mesmo que seus vampiros “mataram”.
— Meu cara das docas foi uma testemunha ocular. Ele disse que viram os dois caírem bêbados Mississippi. Vão drená-lo por semanas. Ninguém os procurará aqui. – Thierry disse se referindo aos dois desaparecidos.
— Isso é bom... Considerando que virou um lixo necrotério. E um é um vampiro agora. – Marcel disse ajustando a sua gravata. – Mais alguma coisa? – ele perguntou ao Thierry.
— Uma coisa. Eu enviei quatro vigias para um aviso de lobisomem no Quarter. Não soube deles desde então. – Thierry murmurou preocupado.
— Isso resulta em dez vigias mortos na última semana. – Marcel disse suspirando. – Acha que os lobisomens voltaram à cidade para nos arranjar problemas? — perguntou. Thierry suspirou e encarou o amigo dessa vez.
— Olha... Eu sei que você e Klaus são amigos, mas desde que os Originais voltaram pra... – Thierry estava prestes a falar, mas foi interrompido pelo Klaus, que apareceu de surpresa naquele quarto.
— Oh, por favor, Thierry... Você não iria acusar um original, iria? – Klaus perguntou cruzando os braços encarando Thierry ameaçador. O amigo do Marcel encarou o hibrido com cara de poucos amigos também.
— Vejo que você já liberou os Originais a andarem tranquilamente por ai... – Thierry disse ao Marcel.
— Sim. Eu e minha família já vivemos aqui, então por que não? – Klaus perguntou.
— Tudo bem... Vamos com calma. – Marcel se intrometeu na discussão dos dois. – Vocês sabem como isso funciona. Thierry é meu amigo de confiança e Klaus é meu amigo dos velhos tempos e meu criador. Ele também é um convidado aqui. Então por favor, paz ok? – Marcel disse para os dois.
— Aquela loirinha linda também é sua convidada? – Thierry perguntou provocando Klaus. O hibrido o encarou confuso e em alguns segundos chegou à conclusão que ele estava se referindo a Caroline.
— Como ousa falar da Caroline? – Klaus gritou indo pra cima de Thierry, que avançou também, mas Marcel entrou no meio dos dois evitando mais uma briga.
— Ei, ei... O que eu disso sobre paz? – Marcel disse afastando os dois. – O que você quer irmão? – perguntou para Klaus.
— Receio que a minha irmã esteja insistindo que eu exija Elijah de volta. Ela é bem sensível quanto a isso. – Klaus disse irônico.
— Eu posso imaginar. – Marcel murmurou.
— Não teremos todos os originais andando pela cidade, certo? – Thierry se intrometeu.
— O que você está dizendo rapaz? – Klaus disse dando um passo a frente próximo a Thierry, mas Marcel o afastou novamente.
— Vamos lá rapazes! Vocês são melhores que isso! – Marcel disse para os dois novamente. – Venha Klaus. Vamos caminhar. – o chamou para fora da sala. Klaus o seguiu ainda encarando Thierry, até que saiu da sala.
— Seu homem de confiança precisa um pouco de educação, eu imagino. – Klaus disse enquanto caminhava com Marcel pelas ruas de New Orleans.
— Ele só é superprotetor e leal. Mataria por mim e morreria por mim. Aliás, ele toca trombeta como você nem imagina. Talvez eu o faça tocar na festa de hoje. – Marcel disse.
— Festa? – Klaus perguntou.
— Sim. Uma festa comunitária. Você vem certo? Pode convidar a sua irmã também. Mas só vocês dois. — Marcel disse claro. Klaus sorriu irônico e assentiu.
— Não perderia por nada. – Klaus disse divertido.
— Ouça, sobre o seu irmão, eu adoraria ajudar, mas Thierry tem razão. Eu estou perdendo muitos vampiros. A família original inteira se mudando pra cá, vampiros nervoso... Se eu entregar Elijah agora darei uma impressão errada sobre quem realmente está no comando. Entende o que eu digo? – Marcel perguntou. Klaus o encarou durante alguns segundos e sorriu irônico como sempre.
— Você entende que eu precisava perguntar. – Klaus disse.
...
— Ele disse o quê? – Rebekah gritou depois que Klaus acabara de contar o que Marcel havia lhe dito há alguns minutos. Ele estava na mansão novamente, com todos os presentes na sala.
— Sabe que eu não vou repetir irmãzinha. – Klaus disse lhe servindo uma dose de whisky.
— O que leva a crê esse bastardo pensar que estar no comando? – Kol perguntou fazendo uma careta.
— Talvez por que ele esteja no comando? – Caroline perguntou irônica e recebeu um olhar de tédio de Kol.
— Não por muito tempo. – Klaus disse sentando-se ao lado de Caroline. – Aliás, irmãzinha, ele acha que você matou dez vampiros.
— Mentira! Eu só matei oito! – Rebekah disse inconformada. – Devo fazer dele o nono? – perguntou impaciente.
— Marcel está bancando o amistoso. – Klaus murmurou sério.
— Então será guerra? – a original perguntou.
— De fato. E já podemos atacar hoje à noite. – Klaus disse e recebeu um olhar confuso de Rebekah. – Ele dará uma festa essa noite. Um baile de máscaras. E nos convidou. – explicou.
— Só vocês dois? – Kol perguntou de imediato.
— Sim. Você sabe, ele não gosta de você. E parece que ele não gosta da Caroline também... – Klaus disse encarando Caroline ao seu lado. A vampira fez uma cara inconformada.
— Que absurdo! – Caroline disse inconformada. – Tudo bem... Eu não faço questão mesmo. – disse cruzando os braços com a cara fechada recebendo um sorriso bobo de Klaus.
— Pra mim tanto faz... Eu nunca saio dessa casa mesmo! – Hayley murmurou de mau humor.
— Pois eu faço questão! Mas que saco! Nessa cidade não tem nada pra fazer e uma festa seria ótima. Bebidas, mulheres... – Kol murmurou com um sorriso presunçoso no rosto. – Tem certeza que eu não posso ir, Nik? – perguntou com uma carinha inocente.
— Claro que não seu idiota! Marcel te odeia e sua presença iria arruinar tudo! – Rebekah respondeu antes que Klaus fizesse. – E que festa é essa? – ela perguntou.
— Uma festa de caridade. Marcel irá fazer uma grande doação a um conselheiro com essa festa, em troca de fazer suas “coisas” do modo que ele bem entender. – Klaus disse divertido.
— Isso é bem a cara dele... – Rebekah murmurou tediosa. – Bom, eu preciso comprar um vestido. Vamos comigo, Care? – a original perguntou.
— Eu adoraria, mas eu preciso fazer algumas ligações. – Caroline disse se levantando logo em seguida. – Eu falo com você mais tarde, certo? – perguntou à amiga.
— Tudo bem. – Rebekah disse estranhando a reação de Caroline e a observou subir as escadas rapidamente até perdê-la de vista. A original observou Klaus que encarava Caroline também, mas logo depois o viu suspirar encarando o chão. Sabia que havia algo errado com os dois, mas que não era nenhuma novidade. Rapidamente se levantou saindo da mansão pretendendo comprar um vestido maravilhoso. Já que queria impressionar essa noite.
...
Caroline estava conversando com Elena pelo telefone. Já tinha conversado com sua mãe, contando todos os detalhes sobre a viagem. A vampira não se sentia confortável em mentir sobre onde estava. Mas se ela contasse que a verdade por telefone, provavelmente ninguém iria entender.
“Então... Como estão as coisas em Londres? E quando você vai me contar sobre o seu novo pretendente?” — Elena perguntou. Caroline sentiu um frio ridículo na barriga ao ouvir a pergunta da amiga.
— Está tudo bem... Eu estou me divertindo muito, como eu previa! – Caroline respondeu nervosa. – E Elena! Que pretendente? – perguntou.
“Não se faça de boba, Care! Eu sei que você anda saindo com alguém! Só de ouvir a sua voz eu consigo vê que você está meio que apaixonada... Eu quero saber o nome! Só o nome!
— Eu... Eu... Eu não sei do que você tá falando Elena! Apaixonada? De onde você tirou isso? – Caroline perguntou totalmente nervosa agora.
“Você não me engana... Tudo bem se você não quiser contar agora, contando que me contará detalhe por detalhe quando você voltar!”
— Tudo bem... – Caroline respondeu sorrindo. – Mas e você? Como estão as coisas aí? E a faculdade?
“Eu estou frequentando a faculdade todos os dias agora”! E só pra você morrer de ciúmes, já arranjei uma colega de quarto! – Elena provocou divertida.
— Não acredito! Como você teve coragem? – Caroline disse inconformada.
“Mentira! Você é insubstituível! Eu nunca faria isso! Care, eu tenho que ir. Damon está me chamando! Aliás, ele tá te mandando um beijo! Fica bem! Te amo!”
— Tudo bem... Manda outro pra aquele chato também! Te amo! – disse desligando o telefone.
A loira caiu sobre a cama exausta. Exausta com tudo que estava acontecendo. Era incrível como uma simples viagem resumiria nisso.
...
De noite, Caroline resolveu ir ao quarto de Rebekah, e não foi muito difícil de encontrá-la. A original estava sentada em frente a penteadeira escolhendo alguns acessórios. Já estava penteada e vestia um robe enquanto seu vestido estava em cima da cama, estampado. Era um vestido preto, longo, tomara que caia sem estampa. Lindo.
— Uau... Parece que alguém vai arrasar hoje. – Caroline murmurou entrando no quarto. Rebekah se virou imediatamente para encarar a amiga.
— Care! Me ajuda! Esse – ela mostrou um brinco prateado lindo. – Ou esse? – ela mostrou um brinco de perola.
— O prateado sem dúvida. – Caroline respondeu de imediato.
— Eu estava pensando em escolher esse mesmo. – Rebekah respondeu sorrindo. – Incrível como a gente tem um gosto parecido. – disse.
— Você quis dizer bom gosto. — Caroline respondeu divertida sentando-se na cama. As duas riram divertidas.
— Eu estava preocupada com você esta manhã. – Rebekah disse mudando de assunto. Caroline encarou a original curiosa.
— Preocupada comigo? Por que? – perguntou.
— Você estava estranha essa manhã. Vai me contar o que houve? – Rebekah perguntou.
— Nada... Eu só estou... Cansada, confusa enfim... – Caroline respondeu encarando as suas mãos entrelaçadas.
— E o motivo de você está confusa é... – Rebekah fez uma cara misteriosa. – Niklaus Mikaelson?
— Exatamente... – Caroline respondeu triste. – Podemos não falar disso agora?
— Tudo bem. Você só livrou dessa vez porque eu estou atrasada. Preciso me vestir porque se não Nik aparecerá aqui em alguns minutos.
— Então vá! Quero vê como você ficará nesse vestido maravilhoso! – Caroline disse incentivando Rebekah a se trocar logo.
Rebekah colocou seu vestido e Caroline elogiou a amiga umas trezentas vezes. Aproveitou para pegar a sua câmera e tirar algumas fotos de Rebekah, que no começo resistiu, mas acabou desistindo e aproveitou para tirar fotos com Caroline também. As duas saíram animadas do quarto quando deram de cara com Klaus, de smoking, com o seu cabelo molhado puxado pra trás, totalmente provocador ao pensamento de Caroline.
— Como eu estou? – Klaus perguntou Caroline. Rebekah sorriu encarando os dois.
— Irritante e perfeito. — Caroline respondeu irônica. – Boa sorte lá, Bekah. – disse dando um beijo no rosto da amiga e logo em seguida passou por Klaus, que sorriu.
— Eu não mereço um beijo também? – Klaus gritou enquanto Caroline caminhava pelo corredor.
— Vai sonhando! – a loira respondeu alto sem parar de caminhar. Rebekah gargalhou da cara do irmão e logo em seguida os dois saíram com destino á festa.
...
Caroline estava sentada no sofá daquela enorme sala mexendo em seu celular enquanto Hayley estava lendo um livro qualquer e Kol esparramado no sofá observando as duas. O mais novo tinha tentando se distrair, mas não conseguia de jeito nenhum. Até que, uma ideia pairou sobre a sua mente, fazendo-o que sorrisse pervertidamente.
— Caroline! – Kol gritou assustando-a fazendo que a jogasse o celular no sofá. Hayley também se assustou.
— Mas que merda Kol! Que susto! O que foi? – ela perguntou ainda assustada. O mais novo sorriu com a cena.
— Nós vamos á essa festa. – Kol disse naturalmente. Caroline o encarou surpresa e Hayley fez o mesmo.
— Você está louco? – Hayley perguntou. Kol encarou a loba e deus os ombros, como se quisesse dizer sim.
— Não, louco ele sempre foi, mas dessa vez ele extrapolou os limites. – Caroline comentou ainda surpresa.
— Não fomos convidados, mas isso não quer dizer que não devemos ir. – Kol comentou tranquilamente.
— Claro que não! Pode tirando o seu cavalinho da chuva porque eu não vou a uma festa no qual eu não fui convidada. – Caroline respondeu irritada dessa vez.
— Não? – Kol se levantou para sentar ao lado da loira, no sofá em sua frente. – Tem certeza? Você sabe que um original pode hipnotizar um vampiro, não sabe? – perguntou encarando Caroline nos olhos. A loira desviou seus olhos rapidamente antes que ele fizesse algo.
— Você não faria isso. – Caroline disse medrosa.
— Quer pagar pra ver cunhadinha? – Kol perguntou divertido. A loira grunhiu irritada e cedeu, finalmente. – Esteja pronta em trinta minutos. – ele disse antes de subir as escadas rapidamente. Caroline encarou Hayley totalmente assustada ao chegar à conclusão que não tinha o que vestir.
— Eu não tenho o que vestir! – a loira gritou encarando Hayley. A loba encarou Caroline e lembrou-se que tinha algo que iria combinar perfeitamente com a vampira.
— Eu tenho algo que irá combinar perfeitamente com você e com essa festa. – Hayley disse.
Caroline subiu com Hayley até o seu quarto e sentou-se na cama enquanto a loba foi até o closet pegar algo pra ela vesti. Ela voltou com um bem chamativo.
— Uau... – Caroline murmurou surpresa. – Acha que vai caber? – perguntou observando o tamanho, já que Hayley era um pouco mais magra que ela.
— Ficará justo, mas nada que a impeça de usar. – Hayley disse sorridente. – Vá tomar um banho e vista. Ficarei esperando aqui. – disse animada.
— Ok.
Alguns minutos depois, Caroline saiu do banheiro com o vestido no corpo. Estava na cara que ela não estava nem um pouco confortável nele. Na visão de Hayley, o vestido ficou perfeito em seu corpo. Era um vestido longo, vermelho escuro com um tecido fino, com frente única e com um decote bem generoso nas costas. E como loba havia dito, ficou totalmente justo em seu corpo, delineando perfeitamente as curvas da vampira.
— Ficou perfeito! – Hayley murmurou sorridente.
— Eu não sei... Não é acha que é... Sedutor demais? — a loira perguntou se encarando no espelho. Hayley revirou os olhos tediosa.
— Para com isso! Está perfeito! E quem sabe você não irá usar a sedução para algo? – Hayley disse com um sorriso safado estampado em seu rosto. Caroline não entendeu o que a loba quis dizer, mas resolveu não questionar. – Eu posso te ajudar com o penteado. Acho que um coque alto seria perfeito! E a maquiagem será bastante delineador nos olhos com um batom nude! – Hayley disse impressionando Caroline.
— Não sabia que levava jeito nisso... – Caroline murmurou surpresa.
— Nem eu... – a loba disse divertida. – Mas você ficará perfeita!
...
Klaus e Rebekah haviam chegado à festa há pouco tempo. Estavam surpresos com a decoração da festa, que estava magnífica. Perceberam quando Marcel se aproximava para recepciona-los.
— Que bom que vieram. – Marcel disse encarando Rebekah, que estava fabulosa.
— Digamos que estamos encantados. – Klaus comentou sobre a decoração disfarçando o sorriso ao perceber o clima entre Marcel e Rebekah.
— É... Tínhamos que caprichar dessa vez. – Marcel disse sorridente. Logo em seguida, uma moça loira se aproximou dele. – Cami. Quero que conheça Rebekah, irmã de Klaus, que você já conhece.– disse.
— Oh... Muito prazer. – Camille disse simpaticamente estendendo sua mão para Rebekah na intenção de cumprimentá-la. A original a observou de cima a baixo com cara de nojo e logo em seguida abriu um sorrisinho falso para cumprimentá-la também.
— Muito prazer, querida. Ouvi falar muito de você. Finalmente conheci a Cami que o meu irmão e Marcel tanto falam. – Rebekah disse provocando os dois homens que estavam presentes. Camille sorriu sem graça.
— Imagina... Eu sou só uma bartender. – Camille disse sem graça.
— Eu posso imaginar. — Rebekah murmurou irônica deixando a mulher totalmente desconfortável. Marcel pareceu entender.
— Bom... Que tal dançarmos um pouco? – Marcel perguntou para Camille.
— Eu acho ótimo. – ela respondeu sorridente – Até mais ver, Klaus. – disse enquanto Marcel a puxava pelo braço. Rebekah observou a cena irritada enquanto Klaus fazia o mesmo.
— Não sabia que era amiguinho dessa humana. – Rebekah disse encarando Klaus dessa vez.
— Eu precisava fazer amizade com ela para pode hipnotizá-la com frequência. – Klaus respondeu sério.
— Oh claro... – Rebekah respondeu irônica. – O que acha que Caroline vai achar dessa amizade tão pura? – perguntou.
— Sabe que isso faz parte do plano. – Klaus respondeu trincando os dentes.
— Espero que sim. Porque não sei onde estava com a cabeça para chamá-la até aqui. – disse irritada. Klaus observou a irmã surpreso e se perguntou como ela sabia que ele tinha a convidado.
— Está com ciúmes, irmãzinha?— o hibrido perguntou com um sorriso irônico dessa vez. Rebekah soltou uma risada que não o convenceu. Pelo contrário.
— Por favor! Não se sei se você se lembra, mas Marcel tem mais confiança em mim no que nela. E com um jeitinho, eu pretendo fazê-lo comer na minha mão. Então trate de distrair essa humana sem sal antes que eu perca a paciência e coloco tudo a perder. – Rebekah disse totalmente irritada agora. Klaus encarou a irmã sério e constatou que ela estava certa. Marcel e ela tinham uma ligação inexplicável. E Marcel confiava nela. Era o único jeito de ele dizer onde Elijah estava.
...
Kol estava reencostado sobre a grade da escada, bebendo o seu whisky enquanto esperava por Caroline. O mais novo já estava ficando irritado, pois já tinham se passado cinquenta minutos e a loira não descia. Por um momento ele pensou que ela o tinha enganado e não iria para festa alguma, mas quando ouviu alguns movimentos, resolveu erguer sua cabeça e por muito pouco ele não deixou a recipiente cair no chão. Caroline estava descendo as escadas totalmente linda. O vestido vermelho escuro combinava perfeitamente com a sua pele branca, seus cabelos loiros estavam perfeitamente presos em um coque muito bem feito por Hayley, seus olhos estavam bem marcados devido ao delineador, que realçava ainda mais o esverdeado deles.
Ele estava surpreso e encantado.
Caroline sorriu ao observar a feição engraçada Kol, e não pode deixar de observá-lo também. Estava com um smoking preto muito elegante, com os seus cabelos bem penteados puxados para trás, e ela não sabia como, mas ele conseguiu ficar sexy. Não que ela não achava isso antes, mas ele era tão irritante que ela fazia questão de esquecer-se disso. Mas era impossível não constatar isso agora.
— Wow... Uau... Nossa... Você tá... – Kol murmurou confuso quando Caroline havia chegado ao último degrau da escada.
— Obrigada. – Caroline disse sorridente ao encarar isso como um elogio. — Olha... Você não está tão ruim também. – disse fazendo Kol abrir um sorriso divertido. Ele estendeu seu braço formalmente para a loira que revirou os olhos ainda não acreditando no que estava fazendo quando finalmente se pôs a entrelaçar seu braço no dele.
— Vamos? – ele perguntou. A loira balançou a cabeça positivamente e se virou para observar Hayley no topo da escada. Caroline sibilou um “obrigada” e Hayley sorriu vitoriosa, pois tinha feito um ótimo trabalho.
Ao passarem pela porta, Caroline se surpreendeu ao ver um porsche cinza estacionado em frente à mansão.
— O que é isso Kol? – a loira perguntou surpresa.
— Você não pensou que iríamos a pé para a festa, pensou? – Kol disse caminhando até o porsche, abrindo a porta de carona logo em seguida. – Vai ficar aí olhando? Vem logo! Não temos muito tempo! – ele disse divertido e Caroline bufou tediosa até que decidiu caminhar até o carro, entrando logo em seguida. Kol fez o mesmo e rapidamente deu a partida.
Os dois demoraram dez minutos para chegar. Caroline estava mais nervosa que o normal e apertou o braço de Kol que fez questão de observar o rosto da loira.
— Dá pra melhorar essa cara de vômito? – Kol comentou enquanto adentravam a festa. Os dois pararam de caminhar por alguns segundos para observar a decoração magnífica.
— Eu só estou nervosa... – Caroline sussurrou.
Então, Kol percebeu que a maioria dos homens presentes naquela festa parou para observar Caroline.
Klaus estava conversando com Camille quando seus olhos se pausaram pela recepção, até que não acreditou no que viu.
Rebekah observou a amiga e sorriu.
Marcel observou Caroline um tanto que surpreso, também.
— Alguma coisa me diz que essa noite será longa... — Kol murmurou divertido.
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