Notas iniciais
Quando Eva estava com 7 meses de gravidez, ela estava com um barrigão gigante e ambos foram dispensados da Escola, pois Adão devia se dedicar, o dia todo, aos cuidados de sua mulher. Eva sequer deveria tocar o chão. Ou Adão a transportava nos braços, ou a levitava no ar. Teria que escolher. Dali em diante, Adão esquentava comidas e as levava para cama em bandeja, pois Eva dormia até tarde. Depois da sesta, iam para o assento erótico, para olhar a televisão. Assim que começava o pôr do Sol, Adão a carregava nos braços para a varanda. Preparava o café da tarde. Bolos, tortas, sucos, café, tudo em sacolas coloridas que trouxera do supermercado. Colocava na bandeja, e comiam olhando o Sol se pôr entre as matas da floresta, ao longe.

Eles ignoraram que iriam se separar, e nada falaram sobre o futuro.

Nunca souberam quantos dias se passaram, pois enquanto os robôs conduziam esse barco, eles só fizeram amor.

Mas, um dia, uma nave apareceu escurecendo o mar e tiveram que se separar. Fernando foi sugado para as alturas, de cuecas, sem dar tempo a choradeiras de despedidas. A seguir os tripulantes dessa nave hipnotizaram Mônica desde longe, fazendo-a dormir, e os robôs levaram-na de volta para a família, se abrindo caminho entre as ondas do mar.

Mônica foi levada direto para o hospital, histérica, vomitando, com febre, enquanto Fernando chorava na Base de lançamentos. Ele recebeu uma injeção no baço, e uma vez adormecido o acomodaram numa cabine para diminuir a temperatura abaixo de zero. E congelado no interior de uma cápsula, enviaram-no para o espaço, para cruzar a imensidão como uma bala.

Eva, Adão e Filomena, estavam sentados na sala do hospital apavorados, sem saber o que fazer. Assim que o médico lhes falou que Mônica seria mãe de um casal de gêmeos, um rapaz e uma menina, Eva começou a pular e rir com felicidade e a seguir entrou com Adão correndo no quarto para ver sua amiga. Falou-lhe, quase gritando:

— Menina, teus filhos são apaixonados pelos meus, e os meus pelos teus, é claro... Vamos ser sogras pela terceira vez...

— Juras? Mas o que vou fazer sem o Fernando? Como vou criar meus filhos sem ele? Eles sequer vão conhecer o pai...

— Claro que sim... Escreve para ele todos os dias, envia-lhe fotos dessa barriguinha, das crianças, vamos filmar o nascimento, ele sempre vai saber de tudo...

— O que eu faria sem vocês?

E continuou a chorar, que partia o coração de dor.

Nos dias seguintes, enquanto sua amiga estava internada, aos cuidados de Filomena, Eva se dedicou a enfeitar seu lindo lar.

Acarretou da casa de sua mãe 8 telas gigantes e 20 quadros menores, de sua autoria, que foi distribuindo nos corredores e dormitórios. Também trouxe 6 esculturas de argila vitrificadas, 10 vasos de cerâmica, e um tapete que estendeu na suíte. Invenções que guardara pensando nesse momento. Dina não pôde reclamar. Não havia lugar onde colocar mais obras de arte na sua mansão, pois Tatiana e Mariuska eram também ótimas artistas. A despesa de Dina possuía mais arte do que comida. Produtos que todas as filhas guardavam, pensando no casamento.

Após uns 20 dias de terapias, Mônica saiu desse hospital abraçada aos pais, e dias após começou a estudar ao lado de Eva. Desta feita, Eva e Mônica passaram a estudar idiomas avançados, telepatia mundial, desintegração da matéria, e levitação, enquanto Adão corria, dava saltos, e pontapés em sacos de areia. Chegando a casa ele caía desmaiado no apartamento. Eva lhe fazia massagens, cozinhava o que havia de mais afrodisíaco, vitaminas, sucos grossos, sobremesas de chocolates, para fortificar o esqueleto. Depois de cochilar, ele comia gulosamente, pois adorava a comida de sua mulher. Sempre rindo. Deitavam no assento erótico, e a cadeira os mexia quais bebês, até a manhã do dia seguinte.

Numa tarde de folga, passeando entre os jardins da cidade, Adão e Eva entraram no templo para desvendar de vez o nome dos cinco filhos que estavam crescendo no aconchego desse útero. Sentaram no chão, e visualizaram Caim. O primogênito. Ele se encontrava em “F de ALPHA” o Mundo da Arte, convertido em cantor de ópera. Na plateia estavam sua esposa Délia e seus 5 filhinhos. Todos lindos, morenos, altos, fortes, com Délia reluzindo de felicidade. Orgulhosa de sua prole. Duas meninas e três rapazes.

Em seguida, encontraram Diana e Sira, no mundo dos Anjos, como filhas de Nestor e de Ana, irmãos de Adão e de Eva. Afinal, Eva e Ana haviam se apaixonado por dois irmãos, numa vida muito longínqua. Os 50 amigos baderneiros de Nestor eram também Anjos. Nem dava para acreditar. A filha Areti também estava nesse mundo, mas como filha de Fábio, um antigo guerreiro que lutara junto com Areti, na “Guerras dos três mundos”.

Em seguida, vislumbraram Marta e Inês. Acharam-nas como filhas de Alain, em “V de ALPHA”, com os mesmos maridos, Rama e Stanislav, que nesta encarnação eram médicos. Inês era artista plástica, e Marta bailarina. Adão sentiu um calor o invadir, lembrando-se de Alain, nas suas duas últimas vidas encarnadas. Alain não conseguiu roubar-lhe Eva, em nenhuma das duas chances que teve. Mas havia-lhe furtado Marta, uma vez na Terra, e agora repetia a façanha roubando-lhe mais outra menina, Inês.

Adão somou, fez as contas e faltavam Peter, e os gêmeos Jesus e Paulo. Portanto, junto de Nohiki e Amon-rá, esses seus garotos nasceriam para ir numa guerra, para a qual nunca foram convidados. Lembrou-se deles na Terra, lutando como bravos homens, no instante que uma lágrima escorregava pelo seu rosto. Nunca houve homens tão cheios de coragem como seus filhos. Como todos seus filhos. Todos eles eram motivo de grande orgulho.

Adão também quis saber quem foram seus últimos progenitores. Ele sempre nascia de pais diferentes, em todas suas encarnações vividas. Quando Adônis e Mariuska apareceram abraçados nele e Nestor, Eva riu tão alto, que as imagens se apagaram.

— Desculpe, meu amor... É tão engraçado... Se chamar a Mariuska de mamãe, você vai levar uma surra...

Quando ficaram mais sérios, Adão foi mais longe com a investigação. Foi com a miragem até a sua última encarnação na Terra, quando nascera russo, e quando Eva fora francesa, e amante de Alain. Viu sua mãe Ludmila, seu pai Serguei, e seus três irmãos russos. Mais uma vez, as lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto de emoção. Foram os pais que mais o amaram, em todas suas vidas vividas, e “00”, lá no alto, os tinha trazido junto com ele, para formarem mais uma gangue familiar, com certeza pela eternidade. Seu pai, Serguei, nesta encarnação, era faxineiro, amigo íntimo de João, e se conheciam desde pequeninos. Desta vez, Oscar era seu irmão caçula, e seus outros irmãos ainda não chegavam nesse mundo para nascerem.

Eva em frente desse passado na Terra, que voltava para lembrar-lhe que havia traído Adão com outros homens, começou a chorar envergonhada. Tampou o rosto com as mãos e quis começar a pedir desculpas. Adão abraçou-a com ternura e falou-lhe:

— Não faça isso! Eu sei o quanto você me ama...

E Eva lhe respondeu entre soluços:

— Eu faria TUDO por você. Juro! O que fosse...

— Amor, você já fez! Esqueceu como acabamos na nossa última encarnação?

— Esqueci! Como foi?

— Eu fui chacinado numa briga, meu amor... Fui queimado vivo... Fiquei paralisado! E você me fez viver! Você até lavava meu bumbum...

E saíram do templo rindo baixinho, sussurrando, pois Adão estava radiante. Feliz. E Eva, lembrava como uma luz, o quanto sofreram nesse fim de vida. Viu-se a si mesma correndo pela selva em Belzier, no desespero maior, em busca de medicamentos para curar-lhe as feridas. Esse cavalo afinal era o maior herói. Morrera com eles em meio da imensidão, numa briga feia contra assassinos de outro mundo.

Para festejar esse reencontro com a amada Terra, Adão foi a visitar seus velhos. Subiram em Belzier e cruzaram a cidade. Chegaram a tempo de tomar o chá da tarde. Nunca Ludmila ganhou tanto beijo de Adão e jamais soube por quê. Quando Ludmila contou-lhes que ela também estava grávida de dois rapazes, Adão mais uma vez começou a chorar. Abraçou seu velho, deu-lhe um beijo no rosto, e falou-lhe com voz entrecortada:

— Sabe, pai... Eu não sei onde reencarnaremos no futuro, mas aonde for eu estarei sempre com você... Prometo...

—Não me faça rir, filho, pois a coisa é bem ao contrário para mim e sua mãe. Aonde os filhos vão, seus velhos correm atrás... Pelo menos nesta família, é assim mesmo... Os heróis nesta história são vocês...

Depois se abraçaram, e caminharam ao encontro de suas mulheres. Logo chegou Oscar da Escolinha, que correu aos braços de Adão, feliz, pois estava com saudades do irmão.

E o tempo continuou passando, na doce e feliz rotina.

Quando Eva estava com 7 meses de gravidez, ela estava com um barrigão gigante e ambos foram dispensados da Escola, pois Adão devia se dedicar, o dia todo, aos cuidados de sua mulher. Eva sequer deveria tocar o chão. Ou Adão a transportava nos braços, ou a levitava no ar. Teria que escolher.

Dali em diante, Adão esquentava comidas e as levava para cama em bandeja, pois Eva dormia até tarde. Depois da sesta, iam para o assento erótico, para olhar a televisão. Assim que começava o pôr do Sol, Adão a carregava nos braços para a varanda. Preparava o café da tarde. Bolos, tortas, sucos, café, tudo em sacolas coloridas que trouxera do supermercado. Colocava na bandeja, e comiam olhando o Sol se pôr entre as matas da floresta, ao longe.

Depois dormiam abraçados, e ao amanhecer Adão girava o corpo de Eva, para dar-lhe o primeiro beijo do dia, e depois saía da cama a fazer os labores do dia a dia. Limpava o chão, regava as plantas, dava comida para uns passarinhos que entravam entre os buracos dessa rede de proteção, lavava roupas, e por último recolhia e separava o lixo. Com a casa em ordem percorria os supermercados da cidade ou ia para a fazenda de Mônica em seu cavalo, onde sempre havia verduras frescas. Em pouco tempo, se comentava em roda de amigos, que Eva era a mulher mais mimada de Dabelheim. Ela não fazia nada, além de dormir e andar nos braços do marido.

Mas, Eva foi levada para o hospital antes das crianças nascerem.

O edifício do hospital tinha a forma de uma cápsula espacial gigante com vários vãos, onde os jardins se posicionavam a cada cinco andares. Também havia sacadas intercaladas, onde os doentes repousavam tomando Sol.

As piores doenças desse mundo eram a depressão, ansiedade, e as dores imaginárias. Doenças provenientes de casos de amor mal resolvidos entre os solteiros. Realizavam-se cirurgias plásticas, curas com acupuntura, tratamento com luzes, fisioterapias, e a hipnoses em casos irreversíveis.

Mas a maternidade era a especialidade mais nobre do hospital e o lugar mais belo desse lugar. Havia paredes enfeitadas com paisagens cheias de animaizinhos, brinquedos para meninos maiores, luzes, músicas alegres, com enfermeiras sorridentes que adoravam ver bebês chegando ao mundo.

Eva foi colocada numa cabine de cristal, flutuando no ar, alimentada com uma mangueira diretamente no baço, enquanto os médicos examinavam os quíntuplos através de um vidro vermelho. Assim que Eva começou a dilatar, Adão ficou junto, acariciando seu rosto, acalmando-a, pois estavam num mundo superior. A parteira deitou as pernas de Eva na altura dos ombros, em dois apoios, e com o olhar dilatou o colo para puxar o primeiro menino, levitando-o no ar. Paulo saiu voando, cruzou a sala, e caiu numa banheira de água morna. Uma enfermeira desintegrou-lhe o cordão, fechou o umbigo, e fez a criança respirar colocando uma mão sobre seu peito. Nenhum choro. Paulo abriu os olhos, riu para o público em redor e deu mexidas nessa água gostosa, bem baixinha, suficiente para ele se refrescar e conhecer o novo ambiente externo. Adão ficou ao lado de sua mulher, pois Jesus estava saindo. Em seguida, ele já estava voando, cruzando o ar, aos cuidados de mais alguém. Depois saiu Amon-rá, chorando, escandaloso como sempre, e então Adão o tomou nos braços todo sujo de sangue. Quando o mimado parou os berros, deitou-o numa banheira, aos cuidados de outra enfermeira. E logo mais era o Peter, e finalmente a Nohiki.

A parteira massageou a barriga de Eva, para que expelisse todo que restava no útero, e passou um creme no ventre para fortalecer a pele. Colocou um tecido entre as pernas para o sangramento, uma calcinha grossa, e a fez dormir. Depois, um enfermeiro levou-a de volta para a cabine de cristal, a flutuar no ar, mais uma vez, pelo período de 48 horas.

Quando os meninos saíram do banho, entraram cada um numa sacola de recém-nascido. Dormiram como anjinhos, um ao lado do outro, e Adão teve permissão para ficar no hospital junto com seus filhos.

Todos mamaram de outras mães, pois nessa clínica estava cheio de mulheres casadas com seios fartos. Em pouco tempo, Tatiana e Mariuska apareceram com Dina e João, que carregava seu pequeno filho no colo. Logo em seguida, chegaram Ludmila, grávida de 8 meses, e Serguei com o filho Oscar. Serguei tinha cabelos tão loiros quanto seu neto Peter. Portanto, o guri herdara sua beleza. Nohiki tinha olhos puxados, e se parecia com Oscar. Amon-rá e Paulo eram idênticos ao avô João. Jesus era igual à tia Mariuska, com cabelos castanhos e olhos azuis. Mas o que João mais gostava nessa história, é que ninguém se parecia com Adão. Afinal, Adão era preto por herança de seu avô materno. E Eva era preta porque ela quis, pois ninguém, mas ninguém, nessa família possuía a pele negra como ela.

Quando a família foi embora, Adão estendeu-se ao lado de seus meninos, numa cama enorme. Ao sair o Sol da manhã seguinte, acordou com os berros de Amon-rá, que nascera tão mimado como sempre fora. Assim que o tomou no colo, ele deu sua gargalhada, como quem diz:- É disso que eu gosto! Adão o beijou, enquanto rolava uma lágrima, pois ele era o filho que mais se parecia com ele, não só fisicamente, mas em tudo. Era um camarada de lutas. E agora, com certeza, havia arrastado seus irmãos junto, subjugando-os com seu papo furado, para ir à guerra com papai.

Assim que a enfermeira entrou na sala, Adão ajudou a trocar as fraldas. Depois, foi tomando-os no colo um a um, beijando, pois, seus garotos eram o ápice de sua felicidade. Dormiu um cochilo rodeado dos filhos, e assim que Amon-rá deu outro berro, começou tudo novamente. Colinho, beijinhos, troca de fraldas, enquanto mulheres de todos os lados apareciam a se oferecer para dar os seios para as crianças.

Quando Eva saiu da cabine de repouso, foi deitada por cima de uma cama gigante. Ela recebeu Jesus nos braços, depois Amon-rá, e, pouco a pouco, a cama ficou cheia de filhos. Era um amontoado de gente miúda, sendo beijada, abraçada, ou mamando, pois Eva tinha tanto leite, que dava para todos ficarem de barriga bem cheinha. Adão, deitado ao seu lado, beijava sua mulher, sorria, esperando com paciência que os médicos os enviassem embora, de regresso ao doce lar.

Após o terceiro dia de internamento, Adão e Eva foram levados para seu apartamento junto a três robôs-babás para se ajudarem a criar os filhos. Para que Eva não ficasse desnutrida com as mamadas, iriam à casa mães voluntárias para dar leite aos meninos, duas vezes por dia, durante seis meses.

E a tumultuada vida de papais começou.

Como Ludmila e Dina também apareciam todos os dias a ver os netinhos, o apartamento passou a lotar de gente, em tempo integral. Adão saía a buscar suprimentos nos supermercados, preparava jantares, lanches, chá, ele até aprendeu a fazer cucas gostosas. Colocava na mesa para as visitas, levava para Eva na cama, enquanto carregava algum filho chorando, pendurado numa sacola no peito.

Ao anoitecer, Adão fazia dormir os cinco, hipnotizados com um dedo na testa, pois era a hora do papai descansar e fazer amor. Cochilavam, até que alguém os tirasse do sonho. Geralmente, a campainha da porta com as mães amamentadoras.

Quando Mônica teve seus gêmeos, os filhos de Eva já engatinhavam, e tomavam leite em cumbucas.

Todos os dias, Eva os sentava em dois coches. Um carrinho com dois assentos e outro com três cadeirinhas. Vestidos como príncipes, Eva e Adão saíam de passeio pelo campus da Escola, para que os amigos os conhecessem. Também os levavam aos ginásios, onde a turma dava patadas nos sacos de areia, ou para a piscina olímpica, em meio aos jardins. Eva caía na água com os cinco de uma vez, para lhes ensinar a nadar. Adão mergulhava junto, e os fazia aguentar a respiração ao máximo. Isso era o melhor exercício para fazer o pulmão se desenvolver. Nohiki afundava nessas águas de 15 metros de profundidade, e se perdia no fundo que dava medo. Saía para a superfície rindo, jogando água pela boca, enquanto os alunos que passavam aplaudiam. Era uma exibida.

No dia em que Mônica apareceu nessa piscina empurrando um carrinho de dois lugares, Nohiki saiu engatinhando fora da água ao encontro de Fernando Júnior, gracejando feliz, enquanto o guri ria junto com ela. Mônica tirou o filho do carrinho, e o deitou na grama. Depois pôs sua filha Noemi, por cima de uma manta, e foi a vez de Amon-rá engatinhar até ela. Os quatro riam e gargalhavam que dava gosto de ver. Adão fez uma filmagem, para fazer seu amigo chorar de saudades.

E durante o resto desse ano escolar, a vida dos três foi sempre igual.

Piscina com as crianças no fim da tarde, nos campos floridos da escola, documentários e fotos periódicas para enviar a Fernando, esperando os filhos crescerem para retomar a rotina de suas vidas.

Nos finais de semana, Adão voltou a jogar futebol na fazenda de Mônica com seus amigos. Eva e Mônica brincavam na piscina com os filhos, enquanto os amigos gritavam e corriam atrás da bola. Fernanda entrava na piscina, brincando com Nohiki e Noemi, que eram as meninas mais lindas desse mundo. Noemi tinha um cabelo vermelho como fogo, que brilhava na luz do Sol. E Nohiki tinha uns olhos puxados, pretos, cabelos encaracolados, que Eva enfeitava com lacinhos coloridos.

Quando os jogadores chegavam junto e mergulhavam na piscina, acontecia a bagunça total. Mário brincava com Fernando Júnior, Tiago com Jesus, Abelardo com Peter, Reginaldo com Pablo, e Amon-rá subia nos ombros de Adão para dar cambalhotas altas. Mônica pegava a filmadora, e não perdia detalhes. Fotografava os primeiros beijos de Noemi e Amon-rá, ou de Nohiki com Fernando Júnior, pois haviam nascido viciados em beijos.

Notas finais
Todos os dias, Eva os sentava em dois coches. Um carrinho com dois assentos e outro com três cadeirinhas. Vestidos como príncipes, Eva e Adão saíam de passeio pelo campus da Escola, para que os amigos os conhecessem. Também os levavam aos ginásios, onde a turma dava patadas nos sacos de areia, ou para a piscina olímpica, em meio aos jardins. Eva caía na água com os cinco de uma vez, para lhes ensinar a nadar. Adão mergulhava junto, e os fazia aguentar a respiração ao máximo. Isso era o melhor exercício para fazer o pulmão se desenvolver. Nohiki afundava nessas águas de 15 metros de profundidade, e se perdia no fundo que dava medo. Saía para a superfície rindo, jogando água pela boca, enquanto os alunos que passavam aplaudiam. Era uma exibida.