Adão e Eva, e os filhos de Agarta. Segunda parte
4 Moisés, filho do Egito
Notas iniciais
A filha do Faraó Seth do Egito, Thermuthis, que mantinha um romance oculto com um escravo egípcio, escondido dos guardas desse palácio, uma noite teve um estranho sonho. Um anjo penetrava em seu dormitório, e lhe anunciava que seria mãe de um grande guerreiro. Quando sua barriga começou a crescer, ela viu que estava encrencada, e para se socorrer pediu ajuda a seu irmão, sem revelar quem era o pai da criança.
Seu irmão Ramsés, herdeiro do trono, levou-a para fazer um longo passeio e Moisés nasceu num barco egípcio, nas águas do rio Nilo. De regresso, eles deixaram a criança recém-nascida aos cuidados de uma família de escravos, para protegê-la durante alguns dias. Depois, deviam colocar o menino num cesto, nas águas do rio Nilo, perto do Palácio, onde a princesa o recolheria. Deram para os escravos ouro, em troca do serviço e do silêncio.
Depois de convencer seu pai Seth que encontrara um menino perdido nas águas, a princesa Thermuthis conseguiu criar Moisés dentro do Palácio com todas as mordomias a que tinha direito. Seu amante continuou a visitá-la durante as noites, quando olhava para o filho cheio de orgulho. Moisés cresceu forte, sempre brincando com seu tio Ramsés, que o amou com afeto verdadeiro.
Quando Moisés tornou-se adolescente, se meteu numa briga feia com uns soldados que estavam matando escravos a chicotadas. Com tão má sorte, que os homens morreram com suas fortes patadas. Moisés foi levado ao Faraó Seth, cujas palavras o feriram até a alma. Foi-lhe jogado na cara que era filho de escravos, recolhido numa cestinha na beira do rio, um mal-agradecido, e que estava exilado. Seria expulso do Egito, a pedido da princesa Thermuthis, pois a vontade de Seth era matá-lo pela ousadia de assassinar seus militares.
Moisés adentrou nas areias cálidas do deserto, com apenas um cantil de água, pão e frutas secas. Caminhou até deixar a cidade para trás, em direção a Mídia, ao Leste do Golfo Acaba. Mas um raio luminoso o elevou no ar, e ele desmaiou. Quando recobrou os sentidos, estava numa cidade desconhecida, numa civilização avançada. Tudo ali era diferente. As pessoas caminhavam como garças, com movimentos leves, em roupas vaporosas, semitransparentes, e os homens eram altos, cabelos dourados, olhos cristalinos, que o receberam com carinho. Uma mulher o abraçou com lágrimas nos olhos, um homem também, enquanto Adão lhe explicava que havia chegado na “Escola secreta da terra”. Um lugar onde abordavam jovens inteligentes, para um dia fazer alguma coisa útil com esse conhecimento. E a primeira pergunta de Adão foi:
— Qual é seu sonho de vida? O que gostaria de mudar?
— Tudo. Está tudo errado. Minha mãe Thermuthis é uma princesa, e eu não posso falar que sou filho legítimo dela, pois meu pai escravo seria assassinado e ela pereceria de dor. Além do que, meu avô Seth está obrigando-a a casar com um homem que ela não ama. Só para garantir a linhagem sagrada e a sucessão ao trono. Eu mudaria tudo...
— Então, vamos ajudá-lo a realizar seus sonhos. Vai ficar nesta cidade até você estar pronto para o regresso. Sempre que sair daqui, o fará dormindo e voltará da mesma maneira. Nunca vai saber onde fica Agarta, pois para ela sobreviver aos tempos deverá ser para sempre uma cidade perdida.
— E onde vou dormir e comer?
— Na casa destes dois mestres. Eles vão tratá-lo como um verdadeiro filho. Não se estranhe pelo excesso de carinho. Aliás, você vai ser muito amado neste lugar. E pode namorar as mulheres mais lindas da terra, desde já...
Moisés corou de vergonha, pois ele era só um adolescente que ainda não sabia o que era o amor. Em seguida, um homem alto e musculoso abraçou-o, e convidou-o a subir num carrinho pequeno, para voar pela cidade pela primeira vez. Percorreu o lago gigante, viu os bichos, a Escola, em meio de uma tênue névoa.
Tudo era tão mágico, que parecia ser de outro mundo.
Quando o professor Abraão o abraçou, no seu primeiro dia de estudos, foi como se estivesse sendo esperado. Estranho. Nunca se haviam visto. Depois, entrou numa sala para conhecer seus colegas de escola. Zaratustra, da tribo persa, casado há um ano, três mouros negros, que já sabiam ler e escrever, e 4 árabes que já eram gênios em cálculos matemáticos. Todos eles estavam no mesmo nível, aprendendo a escrever hieróglifos egípcios. Moisés caiu na gargalhada. Esse alfabeto estava sendo trocado no Egito por sinais mais simples. Pegou uma lapiseira, e corrigiu Zaratustra numa frase. Depois, tudo foi descontração. Os colegas o levaram a conhecer o ginásio, o refeitório onde se comia até cinco vezes ao dia, pois bastava entrar que os robôs apareciam perguntando: — O que vocês gostariam de experimentar?-
E ficou nesse refeitório, saboreando uma comida estranha, contando sua história, ouvindo aquilo que seus amigos tinham para falar, até que os mestres anfitriões chegaram, abraçaram, beijaram, e o levaram novamente para sua nova casa.
Durante 4 anos, Moisés só pesquisou, estudou, e com Zaratustra competiam em genialidade, pois os dois obtinham as mais altas qualificações em tudo. Mas se seu amigo vivia abraçado na esposa a toda hora, ele não se interessava em olhar para mulher.
Estudou todos os dialetos da terra, escritos e falados, a história dos ancestrais, e Astrologia. Praticou todos os esportes, e lutava com seus amigos com patadas, luvas de box, saltos, cabeçadas, espadas pesadíssimas, onde apanhava apenas de Adão, que era o mestre invencível.
Mas, Séfora, filha de Agarta, professora de aramaico, era uma mulher fora do comum. Cabelos presos para cima mostrando um pescoço longo, elegante, em cujo colo sempre havia colares de diamantes, ou de safiras, ou pérolas, com decotes que mostravam metade de seus seios voluptuosos. Ela tinha mais duas irmãs, tão lindas quanto ela, e Moisés as mirava, com discrição, como quem vê um desfile de anjos.
Foi o mestre Abraão que lhe tirou sua timidez.
Ele contou-lhe da vez que conquistou Sara, ou seja, que Sara o seduziu na praia, pois ele morria de medo de ser rejeitado, e havia-a amado com a mirada durante muito tempo. Ria às gargalhadas, falando do tempo que havia jogado fora. Depois lhe dava palmadas nas costas e lhe pedia para não seguir seu exemplo.
Quando Séfora o convidou para nadar no lago no fim das aulas, Moisés foi atrás como um autômato. Entrou na água a dar braçadas, pois havia uma ilha pequeninha, disputada a tapas pelos namorados. Quem chegava primeiro, ficava com ela. Séfora chegou à frente, rindo às gargalhadas, enquanto o resto fazia o caminho de volta, ou continuava a dar braçadas até a ilha principal, que ficava bem no meio desse lago gigante. E ela esperou com paciência que Moisés perdesse o medo. Ficou bem perto, contando histórias, roçando sua perna, rindo, e esperando por aquele beijo. Depois do beijo tímido, ela se deitou braços para cima, e deixou que ele tomasse a iniciativa em tudo. Moisés, que nada sabia de mulher, começou a sentir o sangue ferver, e caiu sobre ela. Rolaram nas areias, fizeram amor com água até a cintura, sempre se beijando, e beijando até ficar de boca inchada.
Quando a escola abriu as portas, no dia seguinte, eles nadaram com firmeza, correram para trocar as roupas molhadas no ginásio esportivo. Ambos vestidos com agasalhos secos, sentaram nos refeitórios a saborear o banquete matutino, abraçados e com muitos beijos intercalados. Beijaram-se pela última vez, e partiram para suas aulas.
Ao entardecer, entraram na disputa pela ilha novamente.
Mas estavam cansados demais, não haviam dormido nada, e perderam a corrida. Voltaram para a beira desse lago, subiram nos galhos de uma árvore centenária, onde Séfora sentou com os braços ao pescoço, com beijos ardentes, num balanço suave. Dormiram abraçados sobre a areia, e acordaram com as sirenes da escola, que tinham a tarefa de tirar os homens da cama, em todos os cantos da cidade.
No seguinte encontro se esconderam no mato ao redor da lagoa, embaixo de uma mata baixinha, com ele por cima, pois havia perdido totalmente a timidez e só queria namorar pela eternidade da vida.
No dia em que esse ano letivo terminou, Moisés e Séfora casaram, antes da partida dos alunos em viagem de férias. Os mestres organizaram a festa, Abraão fez-se de casamenteiro, fazendo-os jurar fidelidade mútua, e em seguida foram abraçados pelos amigos, beijados, com Zaratustra rindo, fazendo piadas, afirmando que dali para frente Moisés ia perder todos os campeonatos, pois ele ia chegar à escola muito cansado.
Moisés recebeu um apartamento no quinto avo andar, onde passava uma rua aérea e havia um carro à sua disposição. Podiam ir e voltar da escola contornando a cidade alta, numa rua que girava como uma cobra entre os edifícios. Dentro do apartamento, apreciou os assentos eróticos, evitando o cansaço, pois eles eram mexidos enquanto seus corpos repousavam em forma aconchegante. Moisés sentou com os braços estendidos por cima, numa poltrona de um couro macio, fofo, abandonou a cabeça para trás, e sentiu o balanço.
No fim da primeira noite, estavam machucados. Séfora passou um creme nela e em seu amor, e lhe disse que todos os homens dessa cidade eram a mesma coisa. Tímidos e gentis durante o dia, mas dentro da intimidade eram animais com as esposas.
O ciúme enevoou a cabeça de Moisés.
— Você namorou quantos homens, pode me falar?
— Eu vou dizer, mas depois vou fazer hipnose em você...
— E eu vou aprender hipnoses também. E vai ter que me contar!
— Hum... Perdi a conta! É isso! Não me lembro, e não vai adiantar me hipnotizar que não vou contar...
— Se foram tanto assim, poder-me-ia dizer por que nunca casou com ninguém?
— Porque não era amor... Era só diversão. Sexo durante uma festa, ou uma relação amorosa depois de beber muita cerveja. Algo assim como ter relações com um robô...
— Nunca se apaixonou por ninguém? Jamais amou ninguém para casar?
— Nunca... Eu estava esperando por um homem selvagem, forte, que me apertasse muito, desse mordidas, sem parar, sem cansar, e assim que o vi, soube que era você...
E não falou mais nada. Mais uma sessão de amor selvagem começou. Caíram no chão, e Moisés lhe mostrou o que era namorar um macho da terra, que deita com as mulheres na imensidão das areias.
Depois se passaram uns 3 meses sem sair de casa. Para complementar o acasalamento eterno, Séfora punha documentários eróticos, de sexo animal, que estimulavam ainda mais os sentidos. Panteras no cio se arrebentando em coitos incendiários eram de se admirar e de imitar. Para não morrer de exaustão, um robô encarregava-se de trazer-lhes comidas prontas dos supermercados, três vezes ao dia.
Depois da lua de mel, a rotina de casados começou.
Acordavam com o barulho da sirene, vestiam-se, subiam no carro, que os conduziria até essa escola. Tomavam café, e se separavam, pois Séfora era mestre e Moisés aluno. Ao cair da tarde, pulavam no carro mais uma vez, entravam em casa, e faziam amor sem descanso, pois Moisés descobriu que o apetite sexual não diminui com o tempo, mas ele aumenta, e aumenta, fazendo dos casais um corpo só, que sofre com a separação.
Depois de 10 anos de casados, Moisés entrou na Universidade.
Estudou Astronomia, Filosofia, Artes, Agricultura, Veterinária, e Construção. Nos laboratórios, analisava todos os documentários de Fernando Júnior sobre a travessia de Abraão pelo deserto, a fundação de Canaã e conheceu as outras tribos dos filhos de Abraão, que em seu conjunto, formaram uma cultura fantástica.
E entre tudo isso, havia as festas em família ou as festas com amigos. Era nesses encontros, que ele se soltava discutindo com Zaratustra como mudar o mundo. Moisés queria levar todos os escravos do Egito para o outro lado do Golfo, atravessar a Península do Sinai, e levantar uma cidade como Canaã. Zaratustra explicava que Abraão havia viajado com a família e alguns amigos. Pessoas boas. Fulanos que o amavam. Ele ia arrastar gente de uma miscelânea de etnias que se odiavam entre si, pois não devia esquecer que no Egito havia escravos de todos os povos do deserto. Líbios que odiavam filisteus. Filisteus que odiavam acadianos. Ia ser impossível convencer todo mundo. Teria que escolher um povo só. Uma etnia, a que fosse mais pacífica, obediente, e que gostasse dele. Principalmente que o amasse, obedecesse e se deixasse guiar.
Mas, Moisés acreditava que com mão firme, misturado a hipnoses, se podiam dominar os povos. Além do mais, eles teriam que se comprometer por escrito a fazer a caminhada na serenidade.
E o tempo continuou a passar com Moisés e Zaratustra cada vez mais sábios. Seus outros colegas queriam erguer cidades, olhar estrelas, e, no máximo escrever alguma coisa para o burgo. Seus amigos árabes estavam discutindo como ensinar matemática a um povoado que sequer sabia contar os dedos das mãos. Os mouros queriam levantar um edifício de astronomia, no meio de um deserto onde sequer havia pedras. Zaratustra queria ensinar aos povos do deserto uma filosofia de vida. Algo que disseminasse o amor entre os homens e acabasse com as guerras. E esses sonhos, quase impossíveis, eram analisados pelos mestres de Agarta, pois apoiar aos alunos, onde quer que fosse, era um costume milenar.
E de todos os planos, o de Moisés era o mais ousado. Depois das aulas, Moisés apontava para sua esposa rotas pelo deserto, por onde se podia sobreviver, e Séfora mostrou-lhe uma tenda de um pano indestrutível, com fechos herméticos, colchões infláveis, onde os mestres de Agarta se fechavam sem ser olhados por ninguém quando saíam em passeios pelo mundo.
— Amor, eu estou assustado. O mestre Abraão diz que os homens estupram mulheres lindas... E você vai os deixar enlouquecidos...
— Nunca fez aulas de maquiagem?
— Não! Servem para quê?
— Se disfarçar de aborígene das selvas, ou de mouro, ou chinês. Se alterarmos a aparência, transformar o rosto, você e eu nunca seremos descobertos...
— Jura?
— Eu vou mudar a cor dos cabelos. O que acha branco, bem velhinha? E posso fazer rugas temporárias. Há uma maquiagem que dura 10 anos... Vou usar roupas bem feias, tipo camisolas longas, aumentar a cintura com um corselete, dissimular o busto, ninguém vai olhar para mim...
— Eu poderia fazer igual? Pintar uma barba? Eu não tenho cabelos, e não sei por quê. Os árabes todos raspam a cara com uma faca.
— Faça melhor. Coloque cabelos definitivos. Como o mestre Fernando Júnior. Esse cavanhaque é falso. É implante.
— Cabelos no rosto, e na cabeça alguns fios brancos? Hum... Será que você vai gostar de mim?
— Vai estar escuro durante a noite...
E suas gargalhadas inundavam o ambiente. Mas como em Agarta todos os departamentos eram isolados com uma manta entre eles, para não sentir o barulho dos vizinhos, os gemidos de encanto, ou os gritos de tortura de deleite, só eram ouvidos por eles mesmos.
E anos se passaram. Quando os estudos da Universidade terminaram, os colegas árabes e mouros partiram, carregando desenhos embaixo do braço, acompanhados de 10 robôs cada um, para ajudar a realizar seus planos.
Enquanto os amigos partiam, Moisés e Zaratustra entraram num nível superior, só para escolhidos. O estudo da força mental. Eles aprenderam como dominar os fenômenos naturais, vento, chuva, fogo, como mágicos. Moisés conseguia separar as águas do lago, Zaratustra provocava chuvas, e ambos provocavam fogueiras instantâneas. Dominavam a telepatia através da Terra, em todas as direções, e Séfora levantava uma parede de energia em qualquer lugar. Ninguém atravessava uma parede dessas. Era como bater contra cimento.
Enquanto isso, o mestre Abraão ajudava Moisés a desenhar uma rota, saindo do Egito, indo para o norte, por onde atravessariam o Golfo. Cruzariam toda a Península do Sinai, e seguiriam rumo a Canaã, que estava mais próxima. A única coisa que Abraão lhe ponderou, foi que não chegasse a Canaã com assassinos. Seu filho Isaque era telepático, ia descobri-los de longe e se encontrasse um criminoso, ia desintegrá-lo com o olhar, antes sequer de alcançar essa cidade.
E numa noite de inspiração, olhando para as estrelas, estendido na beira do lago com sua mulher, Moisés escreveu os sete mandamentos da aliança. Algumas exigências a serem cumpridas por quem quisesse ir com ele a formar uma colônia. Ele leu em voz alta para Séfora:
— Não matarei meu irmão.
— Não roubarei de ninguém.
— Não desejarei a mulher do próximo.
— Não levantarei falso testemunho nem mentiras.
— Não estuprarei.
— Honrarei meu pai, minha mãe e meus amigos.
— Amarei e tratarei com respeito minha esposa e meus filhos.
Depois acrescentou: “Se faltar com estes preceitos, eu serei severamente castigado”. Séfora o beijou com orgulho, e lhe pediu para gravar para não esquecer. Nos dias seguintes, ele cinzelou tudo numa pedra, e guardou-a.
Durante esses anos vividos em Agarta, Moisés havia aprendido tudo sobre o conhecimento humano, estudara os grandes filósofos de Agarta, mas nunca ouvira sequer uma reza, ou, uma oração, ou um culto a entidades divinas. Ninguém pensava em “Deuses”, ou entes do além, e muito menos se faziam cerimônias místicas, ou sacrifícios de qualquer índole. Em Agarta, não havia templos para adoração como no Egito.
Adão preferiu levá-lo ao “Espelho falante”, na Base Lunar, pois essa era a melhor maneira de ensinar o oculto para um homem.
Moisés observou as almas no outro lado do Espelho, com assombro, pois no Egito a morte era apresentada de outra forma. Ele pensava que teria que subir numa balsa, atravessar o mar, e chegar aonde suas más e boas ações seriam analisadas. E Adão lhe estava mostrando sua vida anterior, em Lemúria, quando se graduou em medicina. Também viu o terremoto e o desaparecimento de uma parte do continente americano. Das pessoas dessa escola reconheceu sua esposa Séfora, uma cretense que nunca olhou sequer para ele, e viu Adão, eternamente jovem. Ele havia regressado da morte. Mas de uma forma diferente. E com voz entrecortada, perguntou:
— Afinal, quem sou eu?
— Um filho de Agarta. Imortal. Inseminamos Abraão, Zaratustra, Inês e você com 5 dias de vida em ventres de cônjuges da Terra. E temos cuidado de todos, desde o dia em que nasceram. Depois de sua missão, pode voltar para Agarta, viverem uns mil anos, e ter uns mil filhos...
Moisés começou a rir. (continuará)
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