Notas iniciais
Entraram no Jardim Botânico, cujas plantas gigantes se espalhavam dentro de uma cúpula de cristal, embaixo de luzes que mudavam sempre de cor. As luzes passavam do laranja para o vermelho, magenta, lilases, azuis, verdes, amarelos, seguindo as cores do arco-íris. Havia frutas deliciosas, e todas enormes. As maçãs mal cabiam nas mãos, e os frutos caíam com o peso ao chão antes de amadurecer. Outras árvores possuíam telas com ganchos para as frutas se sustentarem. As laranjas enroscavam e conseguiam amadurecer nos galhos. As uvas também. Cada grão de uva era tão grande e delicioso, que dentro da boca só podia colocar um grão de cada vez.

Como em Agarta outros casais também sumiam dentro de casa para namorar, o sumiço de Eva e Adão passou despercebido. Afinal, se sabia que enquanto os homens ficavam mais velhos, o tempo de isolamento também era maior. Os homens que tinham mil anos, não trabalhavam mais. Faziam amor e viajavam pelo mundo, só.

Em Agarta, a convocação para morrer chegava para todos os homens através do “Espelho falante”, onde se olhava para as almas. Os anjos lhes indicavam o mundo onde deveriam ir reencarnar. Depois, eles entravam nas cabines de hibernação. Dormiam, eram colocados numa cápsula pequena, as quais saíam da Lua como meteoritos para arrebentar no meio do espaço. Mas, Adão e Eva haviam driblado o chamado. Sequer estavam com 100 anos. Eram considerados jovens, em toda sua plenitude.

Depois de fazer amor a toda hora, decidiram olhar através do “Espelho falante”, pois Eva não conseguira engravidar. Alguma coisa estava errada. Após um jantar com os filhos Peter e Nohiki junto a Miriam e Fernando Júnior, partiram para Base Lunar.

De mãos dadas, entraram no templo da Lua, e pediram ao mundo invisível para mostrar onde estavam Inês e Rama, e seus demais filhos.

Pouco a pouco, oito espíritos apareceram sorrindo nesse Espelho: Inês, Rama, os gêmeos Jesus e Paulo, a filha Marta, acompanhada do cretense Abraão, o maia Moisés e o indiano Gautama, todos conhecidos, pois um dia eles foram alunos de Lemúria.

Quem falou primeiro foi Jesus:

— Nossa, pai, está um garoto de mil anos... Fala sério, pai, o que andou fazendo?

— O que você está inventando no outro lado? Estou tentando engravidar sua mãe e vocês não querem nascer? O que está se passando?

Paulo falou amedrontado, pois a sua ideia era fora do padrão. Anormal. Esquisita. O velho ia dar um soco no Espelho, quebrar o vidro e terminar com a conversa:

— Hum... Toc, eh, eh, hum... Nós queremos todos ser filhos de Agarta, mas depois desejamos ser congelados... Nosso embrião vai ficar hibernando por longo tempo. Só queremos nascer quando “o bicho vai pegar”...

— Fique calma, querida... Você jurou ter concentração... E quando é que o bicho vai pegar?

— No Império Romano, no início da “Era de Peixes”. Vai ser o primeiro massacre mundial. Os romanos vão matar todo mundo, vai ter carnificina pai, vai ser terrível. Ali, eu e o mano nascemos, e damos algumas pancadas...

— Mas, eu vou estar vivo... Eu e sua mãe vamos nos congelar por mil anos, mais uma vez...

Jesus falou novamente:

— Mas, não vamos nascer de vocês desta vez. Queremos que escolham uma guria, e que coloquem o nosso embrião na barriga dela. Com 3 anos eu entro na telepatia, e começo a chamá-los de longe para que me cuidem. Podem ser meus tios, meus padrinhos, o que quiserem...

— Piraram de vez? Enlouqueceram?

Foi a vez de Rama explicar.

— Escute, sogro. Se nascermos em Agarta, só vamos sair para a superfície como incógnitos. Como todos fazem. Nós achamos que se nascermos entre os povos da terra, nossa história vai ser conhecida desde a nascença. Seremos um modelo a ser seguido, conforme nossa conduta, atitudes e a nossa direção. Vamos poder guiar exércitos, seja com a espada, seja com a palavra. Não vamos nos enganar. As almas boas estão partindo, e as más estão chegando de todo lado. A Terra necessita de liderança desta vez.

— Como assim, estão chegando... Quem é que está chegando?

Jesus falou novamente:

— A máfia de “W de BETA”. E também os ignorantes de “X de BETA”, e os homossexuais de “Y de BETA”. Em poucos anos, os machos usarão a mulher só para ter filhos. Mas, na hora da rala e rola eles vão fazer tudo entre eles mesmos. A Terra vai ser um enorme bordel, pai... Os meninos vão cair em mãos de aliciadores desde o berço...

Adão sabia que eles tinham razão. Difícil ia ser conseguir doadores de embriões. Respirou fundo e perguntou:

— Quem gostaria de nascer primeiro? E quem vai fazer o quê?

Foi a vez de Abraão falar:

— Temos um plano. Primeiro sou eu, para nascer agora, no Sul da Mesopotâmia. Depois nasce Moisés no Egito, e ao mesmo tempo Zaratustra nasce numa tribo persa. Daqui a mil anos, Gautama aparece na Índia, e uns 500 anos depois dele apareceriam os gêmeos em alguma tribo conquistada pelo Império Romano. Roma vai deixar o mundo de joelhos. Vai ser o pior momento deste planeta.

— E Marta?

— Eu fico para tua próxima encarnação quando se inicie a “Era de Aquário”. Acabo de morrer na guerra, estou precisando de descanso, vou ficar aqui na Lua dormindo um pouco... Mas, fica calmo, não estou doente, morri numa chuva de chumbo, mas estou legal...

— Mas, de que guerra está falando, filha?

— A guerra de minhas manas, a guerra dos canibais espaciais... Eu estava encarnada em “W de SIGMA”. Morri num bombardeio... Trouxe de meu mundo uma “galera porreta” para combater os trogloditas daqui. Vão ajudar, pai... Meus amigos são todos revolucionários, guerreiros, comunistas, pai... Eles sonham com um mundo onde os homens são todos iguais... E todos eles já estão nascendo...

Todos os espíritos gritaram em coro:

— Legal, estamos mais animados...

Adão os olhou emocionado. Eles eram seus garotos e seu maior orgulho. E lhes disse:

— Vão todos descansar... Vou falar com meus amigos em busca de doadores de embriões... Todos vão ser imortais e eu mesmo vou escolher seus pais da terra. Eu também vou fazer a cirurgia de implantação do embrião e vou cuidá-los quando garotinhos. Na verdade, vou estar sempre com vocês...

Jesus, abraçado em Marta, lado a lado de Paulo, acenou um adeus com a mão e disse:

— Sabemos disso, pai... Amamos-te...

Depois desapareceram sorrindo.

Só então, Eva caiu num mar de lágrimas, numa mistura de orgulho, dor, tristeza, pois seus filhos nasceriam para sofrer.

E ficaram na Lua tentando se acalmar.

Entraram no Jardim Botânico, cujas plantas gigantes se espalhavam dentro de uma cúpula de cristal, embaixo de luzes que mudavam sempre de cor. As luzes passavam do laranja para o vermelho, magenta, lilases, azuis, verdes, amarelos, seguindo as cores do arco-íris. Havia frutas deliciosas, e todas enormes. As maçãs mal cabiam nas mãos, e os frutos caíam com o peso ao chão antes de amadurecer. Outras árvores possuíam telas com ganchos para as frutas se sustentarem. As laranjas enroscavam e conseguiam amadurecer nos galhos. As uvas também. Cada grão de uva era tão grande e delicioso, que dentro da boca só podia colocar um grão de cada vez.

E ficaram por um mês, esperando que as batidas dentro do peito voltassem ao normal. Entraram nas câmeras de gravidade zero, a flutuar, completamente nus, com luzes coloridas os envolvendo, e esquentando. Mas, namorar no ar era complicado. Cada vez que Adão batia contra sua mulher, subiam até encostar-se ao teto.

Quando regressaram a Agarta, entraram na escola, pela primeira vez, para conhecer os alunos. Havia uns 3.000 guris recém-chegados para estudar alfabetização, de todos os cantos do mundo. Mas, desta vez havia uma maioria assustadora de homens. Onde havia civilizações avançadas, a mulher era praticamente escrava dos homens. Propriedade do marido. Submissa, calada, pois o marido possuía até a permissão de matar. Nenhum homem que matava sua esposa por causa de infidelidade era condenado. Aliás, se ele não a matava, o faziam os vizinhos, com apedrejamentos violentos.

As mulheres inteligentes, que estudavam em Agarta, quando voltavam para casa, se tornavam mães, e seus ensinamentos os passavam para os filhos, pois não havia mais nada a se fazer. Algumas conseguiam aconselhar maridos importantes ligados com os governos, mas sempre na intimidade do casal.

O ensino da psicologia entrou em Agarta com força, por causa dessas mulheres. Aprenderam que “os desconhecidos” mandavam muito mais que reis ou príncipes. Os próprios mestres se colocavam como exemplo. Nunca, em nenhum momento da história da Terra, os homens de Agarta, nem de Olímpia, sairiam pelo mundo falando para o povo. Quem faria isso seriam seus discípulos. E essas fêmeas teriam que fazer o mesmo. Dar conselhos nos ouvidos dos maridos burros. Só isso, e ser feliz quando tiverem sucesso. Quem quisesse escrever um livro, teria que pedir para algum amigo assumir a autoria. Era o melhor. Evitaria apedrejamentos, violências, pois a mulher, infelizmente, durante muitos séculos, seria para sempre a serva e a escrava dos homens.

Adão conversou com os mestres sobre a falta de mulheres em Agarta. Sugeriu trazê-las da África e da América, onde teriam a chance de se transformar em “machis”, ou “feiticeiras” poderosas. Manter o equilíbrio metade homem e metade mulher em Agarta era fundamental para a própria energia da cidade.

Mas ele também solicitou uma reunião, com todos os mestres casados, sem explicar do que se tratava.

Foram nessa reunião 40 casais, além de seus filhos Peter com Miriam, Fernando Júnior e Nohiki. Adão deu seu relatório sobre a petição das almas, sem rodeios. O silêncio invadiu o ambiente. Todos ficaram estátuas. Apenas o Peter se levantou, e se ofereceu para ser pai de sua irmã Inês. Em seguida, se levantou Fernando Júnior e pediu para ser o pai de Abraão, pois era para já, e o guri tinha que nascer forte, gigante, que nem ele.

Risadas tímidas começaram a sair de bocas amedrontadas.

Alguém levantou a mão para ser o pai de Zaratustra, mais um para ser o pai de Moisés, outro de Gautama e Adão seria pai dos gêmeos.

Em seguida, Peter fez um cronograma nos laboratórios, e solicitou ajuda a 5 colegas técnicos em congelamento. Retirariam os embriões, colocariam em vidros, e Abraão teria que ser inseminado diretamente, sem passar pelo congelamento.

Eva foi a primeira a entrar nos laboratórios para engravidar.

Seu corpo foi esterilizado, com uma chuva de vapor, e ela ficou numa cama com as pernas abertas, como quem faz exame ginecológico. Adão passou embaixo da mesma chuva para esterilização, com um avental branco com um buraco em frente. Riu com ele mesmo. A seguir, entrou na sua mulher, cuja roupa era igual, toda tampada com um buraco entre as pernas. Adão a inundou com seu sêmen e depois a deixou a sós.

Peter e os assistentes a examinaram com o vidro vermelho. Duas luzes ficaram nítidas. Imediatamente, Eva foi isolada numa cabine por 15 dias, quando Peter retirou os embriões e os congelou. Jesus e Paulo ficaram flutuando num líquido espesso, numa gaveta transparente, e temperatura abaixo de zero.

Nohiki ficou grávida depois de 40 dias. Ela estava tão apavorada, que foi difícil o embrião se formar. Cada vez que os médicos colocavam o vidro para exame, viam que os óvulos fugiam horrorizados dos espermatozoides. Finalmente, Fernando Júnior a levou para a Lua, entrou na cabine com gravidade Zero, e fez sexo oral com ela até que relaxou completamente. Sem perceber, ele entrou, disparou, e conseguiu o milagre. Voaram para a Terra em velocidade máxima. Ela entrou numa sala esterilizada, dormindo, enquanto os médicos examinavam o tamanho do embrião. Estava grande demais. Retiraram com uma sonda, colocaram dentro de uma seringa, e deram para Adão, que já estava vestido de caldeu, com roupas emprestadas por alunos.

Adão se deixou cair no deserto do Oriente Médio, num grupo de mercadores caldeus, com destino à cidade de Ur, no grande Império Babilônico. Soldados acompanhavam a caravana, pois havia nelas 50 escravas destinadas para o palácio real. Adão alcançou a caravana montado num camelo, e fez amizade com os homens mostrando tapetes, tecidos de seda, cativando-os e fazendo negócio. Ao cair da noite, ele entrou na barraca das escravas e hipnotizou-as para descobrir qual era a mais bela, aquela que seria a favorita nos aposentos desse palácio. Uma consorte deslumbrante, cabelos além da cintura, estava pronta para ser a mãe de Abraão. Adão introduz a seringa, o embrião desceu e ficou flutuando no ventre, como bolha de sabão. Adão colocou a mão no abdômen, e o guiou até a parede desse útero. O feto se agarrou com força. Sugou vitaminas, se alimentando, e formando seu casulo de vida em redor. Depois, Adão fechou o colo com firmeza, para o futuro pai do menino não encostar-se nele. Finalmente, injetou uma vitamina múltipla, no baço, para essa consorte ter um filho com saúde. Como ele nasceria grande, também aumentou-lhe a capacidade do útero, a dilatação, a elasticidade, e calculou o dia do nascimento.

Na cidade de Ur, havia comércio ao ar livre, tendas com milhares de produtos vindos da Índia, do Egito e da China, e o povo percorria as ruas vestido com certa elegância. Embora os tempos fossem conturbados, os amoritas governavam um império rico e deslumbrante, em cujo lugar havia uma miscelânea de etnias.

O Palácio do governador da cidade era grandioso. Leões esculpidos na pedra se posicionavam lado a lado da entrada, e um mural de cerâmica revestia as paredes. Adão se lembrou dos ensinamentos de Eva. Tudo estava ali. Imortalizado pelos seus alunos inteligentes que passaram o conhecimento adiante entre os sumerianos, e destes para os acadianos, e depois para os amoritas. Também havia pinturas nos corredores, com murais magníficos, e a arte da joalheria não ficava para trás. Principalmente entre a realeza as joias brilhavam abaixo do sol escaldante.

Só a cara do monarca era assustadora. Barba, ao estilo dos semitas, olhos profundos, misteriosos, com um apetite de sexo a toda hora. Ele tinha 6 esposas e 150 escravas. E embora a maioria nunca chegasse aos aposentos do governante, as escravas que chegaram com Adão desfilaram na sua frente para que escolhesse as mais belas. E a mãe de Abraão foi levada ao seu leito naquela mesma noite. Ela foi banhada, perfumada, vestida com túnica transparente para deixar ao descoberto seus encantos, e ser seduzida por esse monarca feioso, sem muitos preâmbulos. Experimentou a dor da penetração de boca fechada, sentiu o seu homem gemer na sua orelha, e depois ficou deitada no chão, por cima de almofadas macias, enquanto outra escrava ocupava seu lugar. Como ele satisfazia 10 mulheres, o dono desse palácio era um homem feliz.

Para acompanhar a vida de Abraão, Adão comprou uma casa luxuosa de pedra sobre pedra, e Eva chegou nessa cidade como uma rainha. Carregada por robôs disfarçados de escravos, que a deixaram na porta de sua casa. Junto com ela chegaram 20 camelos carregados de bugigangas. Eva trouxe todas suas xícaras de cerâmica de casa, suas almofadas, que estendeu em todo lugar, junto às peles de leopardo da África. Deu algumas moedas aos robôs, para que percorressem a urbe em busca de guloseimas para jantar.

Enquanto Eva organizava o dia a dia na cidade, Adão conseguiu a confiança do monarca, como médico, e passou a cuidar da saúde dele, de seus filhos e de suas consortes. Também Adão sabia adivinhar o futuro, olhar as estrelas, o que lhe abriu as portas desse palácio para vir e ir, ao seu gosto.

E desta maneira na cidade de Ur teve seus dias de paz e de glória.

Robôs misturados aos exércitos vigiavam os muros da cidade, protegendo a população, e Adão hipnotizava assassinos nas ruas, para evitar desgraças. Dentro do palácio real, atendia às mulheres através de Eva, pois nenhum homem podia ver o corpo de uma mulher. Muito menos entre as pernas para um exame ginecológico. Eva lhes dava remédios com colher, e tinha ocasiões que hipnotizava metade dessa gente, para que Adão examinasse a barriga onde Abraão crescia assustadoramente.

Mas a vida primitiva tinha seus encantos.

De vez em quando, assistiam às festas dentro do Palácio, e Eva dançava entre as dançarinas, mexendo o ventre, pois isso deixava Adão louco. A única coisa que lhes chegou de surpresa, era que o monarca sempre oferecia para Adão suas escravas, pois um homem não podia ser feliz apenas com uma consorte. Adão aceitava, levava as mulheres para casa, as hipnotizava fazendo-as dormir, e as colocava a trabalhar limpando a casa.

Fernando Júnior e Nohiki apareceram vestidos de semitas, quando Abraão estava para nascer. Eva e Nohiki viram a chegada do menino lindo, gordinho, ao lado de Adão, desta feita vestido de mulher. Ele era igual a Fernando Júnior em tudo. Cuidaram de mãe e filho, sem chamar muito atenção, pois ele era filho nascido entre a riqueza, mas, sem direito a sucessão de poder e considerado propriedade do dono da casa.

E os anos se passaram, brincando com todos os filhos desse governante, que em conjunto eram encantadores. Abraão era abraçado todos os dias por Nohiki, que cozinhava para seu pai, por Eva que dançava para seu pai, e por Adão e Fernando Júnior que faziam de tudo um pouco dentro desse palácio.

Como a mãe de Abraão teve outros filhos, finalmente conseguiram autorização para a sua partida junto a mais 5 meninos e 5 meninas, filhos de outras escravas. Desta vez, Adão teve que comprá-los, em troca de uma pequena fortuna. A todos eles.

Adão e Fernando Júnior subiram a criançada em camelos, e adentraram no deserto. Longe da cidade, uma nave os levitou para as alturas e levou-os até o Himalaia. De olhos vedados, entraram numa cidade “perdida” no tempo, na distância, e na localização da terra.

Quando Abrão abriu os olhos, Nohiki falou-lhe:

— Filho, gostaria de viver conosco?

— Quero! Vai fazer para mim docinhos de semolina?

— Claro que sim. Vai adorar minha comida, filho... Pode apostar...

E entre Nohiki e Fernando Júnior, ele foi de carro para uma rua que serpenteava nas alturas, e desceu num apartamento perto do céu. Dessa maneira, ele iniciou uma nova vida, uma vida que o transformaria num outro homem. Um homem com um destino já traçado por ele mesmo.

Notas finais
Fernando Júnior e Nohiki apareceram vestidos de semitas, quando Abraão estava para nascer. Eva e Nohiki viram a chegada do menino lindo, gordinho, ao lado de Adão, desta feita vestido de mulher. Ele era igual a Fernando Júnior em tudo. Cuidaram de mãe e filho, sem chamar muito atenção, pois ele era filho nascido entre a riqueza, mas, sem direito a sucessão de poder e considerado propriedade do dono da casa.